Jairo Bouer: “Pai pode proteger filhx LGBT de efeitos nocivos da discriminação” Resposta

Crédito: Fotolia

Gays, lésbicas e bissexuais que já sofreram discriminação, mas têm o apoio paterno, têm níveis mais baixos de um marcador inflamatório que está ligado a doenças cardiovasculares. A descoberta, feita por cientistas norte-americanos, revela como a presença do pai pode ter efeito protetor sobre o estresse enfrentado pelas minorias sexuais.

O trabalho, publicado no periódico Psychoneuroendocrinology, foi feito por uma equipe da Faculdade de Saúde Pública Global da Universidade de Nova York.

Os cientistas encontraram uma forte associação entre episódios de discriminação e níveis mais altos de proteína C reativa, um marcador associado a risco mais alto de infartos e derrames. Isso mostra como o preconceito pode levar a população LGBTQIA a ter uma condição pior de saúde.

Mas eles perceberam que os indivíduos que tinham o apoio dos pais apresentavam níveis mais baixos que aqueles que não tinham esse privilégio. Curiosamente, as mães não exerceram esse tipo de papel protetor.

A equipe utilizou dados de um grande estudo com adultos de 24 a 33 anos, que tinham passado por exames médicos e respondido questões sobre relacionamento com os pais e discriminação. Os pesquisadores se concentraram em 3.167 que relataram se dar bem com os pais e 3.575 que se davam melhor com as mães.

Para os autores, os resultados sugerem que as pessoas têm negligenciado o papel dos pais no bem-estar de minorias sexuais. De qualquer forma, eles ressaltam que o apoio social é fundamental para essa população, qualquer que seja a fonte.

Jairo Bouer

Fonte: Blog do Jairo Bouer

Xuxa critica censura aos LGBTs e preconceito: “é crime” Resposta

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Preciso falar pois estou engasgada e atordoada, sobre a censura do beijo gay na Bienal do Rio de Janeiro.Vamos lá: me manifestei  a favor da . demonstração de amor entre duas pessoas. Fui aplaudida por uns, apedrejada, criticada e ofendida por outros. Não respondi às críticas como queria e isso foi me fazendo um mal danado. Por isso, mais uma vez, usarei minha coluna como meu divã – já que não tenho terapeuta, vai ser com vocês mesmo.

Se discriminação e preconceito são crimes, como isso pode passar sem nenhuma advertência ou mesmo um pedido de desculpa à população? Tentei entender os lados e não consegui, pois se o beijo fosse entre um homem e uma mulher, não seria censurado. Então por que entre dois homens ou duas mulheres é? Isso é discriminação com todo o grupo de pessoas: homossexuais, LGBTQs…

Vamos tentar entender: se você ler livros para jovens e crianças com brigas e lutas não é censurado. Mas você não estaria estimulado o ódio? Mas um afeto, um gesto de demonstração de carinho é? Li uma pessoa na minha página dizendo: “Não gosto de demonstração de carinho em público.” Era só um livro ou estou louca? Mas, nas ruas, se for uma briga junta gente para aplaudir, gravar, torcer… E um beijo você vira a cara e não gosta de ver?

Tem algo muito errado. Li também: “Você é contra a família”. Como assim? Se algum membro da família é gay, deixa de ser família? Ouvi uma pessoa falar: “O que dizer pra uma criança (no caso sua neta) quando ela vir dois homens se beijando?” Diga que são seres humanos demonstrando amor, carinho e afeto. É amor.

Li também (essa é a pior): “Deus não gosta disso”. Deus disse: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Ele não falou o próximo de outro sexo como a ti mesmo. Se Deus é amor, Deus aceita, compreende e o ama também. Censurar os gays é crime disfarçado de censura, pois discriminação é crime. Preconceito é crime. Depois dessa notícia soube que um casal de meninos se beijou (um selinho) em um ônibus, o motorista mandou que saíssem e bateu demais no rosto dos dois.

Ou seja, amor gera amor, gentileza gera gentileza e esse ato estimulou o ódio. Essa censura estimula mais preconceito. Esse motorista se viu no direito de fazer o que fez e pasmem, não pagará por isso? Não importa se você é político ou motorista de ônibus. Se você tem uma religião ou não: julgar um ato de amor como um erro é mais errado ainda.

E para me deixar mais zonza ainda, li uma pessoa dizendo: “Só falta ver desenhos de crianças transando com adultos”. Não meu senhor, não! Isso também é crime: é pedofilia.

Vamos esclarecer as coisas: crianças, jovens, adultos, seres humanos vieram ao mundo pra amar e serem amados. Essa é a Lei de Deus. O resto pode ser considerado censura.

Maceió (AL) tem casamento homoafetivo coletivo Resposta

Doze casais homoafetivos oficializaram união em casamento coletivo em Maceió — Foto: Adeildo Lobo/Arquivo Pessoal

Doze casais homoafetivos oficializaram a união nesta nesta quarta-feira (18) no Museu Théo Brandão, em Maceió, capital de Alagoas. O casamento coletivo foi um ação do programa Justiça Itinerante do Poder Judiciário de Alagoas. A cerimônia foi realizada em parceria com o Grupo Gay de Alagoas. 

A aposentada Maria das Graças e a funcionária pública Josy de Oliveira formam um dos casais que realizou o sonho de oficializar a união. Elas estão juntas há 10 anos. 

“Família, amigos e colegas de trabalho veem de forma diferente da gente, aí quando a gente tem pessoas que juntam, que somam, a gente fica muito feliz. Era bom que todo mundo conseguisse somar com a gente. O que importa é o amor. Já tive um relacionamento de 20 anos e não tive nada do que tenho hoje em dez”, disse Josy de Oliveira. 

O coordenador da Justiça Itinerante, o juiz André Gêda, explicou que o objetivo principal da ação é resguardar os direitos para os casais com a oficialização da união. Ele disse que o casamento com pessoas do mesmo sexo é um fato social importante. 

“No Direito Previdenciário, muitas vezes o nubente vem a falecer e o outro procura o órgão para habilitar uma pensão por morte e é exigida justamente a certidão de casamento. No Direito Sucessório, a pessoa convive com a outra, morre e um familiar do falecido, usando da expertise, tenta se apropriar de bens que não foram construídos por eles, mas sim pelo casal e para evitar isso a pessoa prejudicada tem que ingressar com uma ação para configurar a união estável”, disse o juiz.

O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, disse que mais importante que a simbologia do casamento, é propor uma série de direitos que só os casais heterossexuais tinham até 2011. 

“Entre as vantagens da oficialização do casamento LGBT estão o direito à renda conjunta para aquisição de imóveis e direito à pensão por morte, onde antigamente a família vinha e tirava tudo que era construído há décadas, conhecemos casos de 40 anos de convivência. É garantir o direito à seguridade dos bens, garantir a questão da adoção, inclusão no plano de saúde e seguro de vida. Não é só a questão da simbologia. Não é só o bolo e a cerimônia, é garantir direitos para essa população”, explicou Correia. 

Nildo Correia também falou que existe uma proposta de realizar outras ações em parceria com a Justiça que ajudem as pessoas a conseguiram mudar o nome em documentos oficiais e a obter orientações da Justiça sobre adoção. 

“São parceiros como o Tribunal de Justiça que fortalecem essa bandeira de luta do movimento LGBT aqui no estado, encabeçada pelo Grupo Gay de Alagoas”, disse o presidente do GGAL.

Com informações do G1

STF determina inclusão de casais homoafetivos em lei de valorização da família Resposta

Plenário do STF

A pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigou a inclusão de casais homoafetivos em políticas de valorização da família previstas por uma lei do Distrito Federal (DF) aprovada no ano passado.

A norma considera entidades familiares somente o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, em casamento ou união estável.

A inclusão de homoafetivos foi aprovada por unanimidade pelos 11 ministros num julgamento virtual, sem discussão presencial.

A lei estabelece diretrizes para garantir a segurança e assistência social a famílias em situação de vulnerabilidade, por violência ou dependência causada por drogas, principalmente.

Filme baseado na obra de Thalita Rebouças, com Maisa Silva, terá beijo gay Resposta

O filme conta com participações especiais, como da apresentadora Fernanda Gentil

Beijo gay foi um tema muito comentando na imprensa e nas redes sociais nas última semanas. O assunto surgiu com força após o prefeito Marcelo Crivella censurar uma HQ de Vingadores na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. O povo não aceitou e teve até protesto dentro da Bienal.

Depois o assunto volto à tona, quando foi anunciado que o filme “Minha mão é uma peça 3”, de Paulo Gustavo, não terá beijo gay durante o casamento entre o personagem Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Thiago (Lucas Cordeiro), assim como em sua união com o médico dermatologista Thales Bretas. Muito internautas criticaram a opção de Paulo Gustavo e ele teve que se explicar no Instagram.

Nesta segunda (16), Ela Disse, Ele Disse foi exibido para a imprensa. Trata-se do novo filme estrelado por Maisa Silva, inspirado no livro de Thalita Rebouças. É a história de Rosa (Duda Matte) que, em novo colégio, precisa se enturmar. Vive, então, as dores e os amores da adolescência, se apaixonando por Léo (Marcus Bessa), fazendo novas amigas e rivalizando com a antagonista, papel de Maisa.

O beijo em Ela Disse, Ele Disse aparece de todas as formas: entre menino e menina, menino e menino e menina e menina.

A troca de carinho entre os jovens gays aparece de forma delicada e rápida entre outros beijos em uma cena onde os alunos da Escola Integrada Rebouças fazem uma campanha para impedir a advertência dos protagonistas Léo e Rosa, que se beijaram no corredor do colégio e foram dedurados por Julia para a diretora conservadora Madalena (Maria Clara Gueiros). Solícitos, os colegas criam a #correntedobeijo e acabam amolecendo o coração da diretora durona.

Thalita Rebouças. Foto: Reprodução

Thalita falou sobre como ela inclui a temática LGBTQ+ em suas obras, sem gerar polêmica. “Ninguém nunca criticou. O que eu mais escuto dos leitores é sobre a leveza que trato os temas. Não quero dar lição de moral em ninguém. Abordo muitos assuntos polêmicos com naturalidade, de forma bem leve”, declarou em entrevista ao UOL.

“Tenho um livro LGBTQ+, que inclusive o Felipe Neto comprou para distribuir na Bienal, o Confissões de Um Garoto Tímido, Nerd e (Ligeiramente) Apaixonado. Sempre incluo diversidade nas minhas obras. Sou a favor do amor”, defende.

A autora acompanhou de perto a escolha do elenco, que conta com as participações da apresentadora Fernanda Gentil e a influenciadora digital Bianca Andrade, mais conhecida como Boca Rosa.

O filme estreia dia 03 de outubro.

Jogo do Bahia ganhou bandeiras arco-íris de escanteio em ato contra homofobia Resposta

O Esporte Clube Bahia foi o protagonista no último fim de semana de uma campanha de promoção dos direitos humanos. O time baiano fez uma manifestação pública no último domingo (15) contra a homofobia durante uma partida contra o Fortaleza.

A ideia da campanha é combater o preconceito e discriminação contra a comunidade LGBTQe diminuir a agressividade, sejam elas físicas ou verbais nas arquibancadas. Diversas bandeiras do arco-íris estiveram presentes nas linhas de escanteio durante a partida, que terminou empatada (1 a 1 ), válida pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Bahia também usou uma hashtag de promoção à campanha nas redes sociais, além de produzir um vídeo e divulgar um manifesto coletivo. Os torcedores puderam acompanhar online toda a preparação para o evento seguindo a hashtag #LevanteBandeira.

No vídeo, um torcedor homossexual expõe os preconceitos que vivencia devido à sua orientação sexual. Ele relata sua história enquanto costura uma bandeira arco-íris para ser usada em campo.

Em seguida, explana sobre a importância da igualdade e do respeito mútuo. “Sempre que alguém disser onde acaba meu campo, eu levantarei bandeira”, diz o rapaz no vídeo. O vídeo termina com a frase “Não existem linhas que limitem o amor. Diga não a homofobia”.

Homofobia nos estádios

Neste ano, vários clubes brasileiros têm organizado campanhas de repúdio e combate aos gritos homofóbicos disparados nos estádios.

Reações preconceituosas são punidas com desconto de pontos no campeonato. O Vasco, por exemplo, está sendo investigado por conta de músicas que a torcida cantou durante a partida contra o São Paulo em 25 de agosto.

Para acompanhar a mudança, o Bahia fez uma reestruturação do departamento de marketing e realizou diversas ações nos últimos meses em defesa de temas direitos humanos. Ele já se manifestou contra o racismo ao lado do Grêmio.

Altivo, o clube também fez ações contra a violência no futebol, em favor da demarcação das terras indígenas e contra a LGBTfobia. Também tornou mais acessível ao público torcedor denunciar o assédio sofrido nos estádios após saberem de um caso através das redes sociais. E fez uma ação em sua loja oficial oferecendo a realização de exames de DNA em campanha sobre abandono paterno.

Fonte: Meia Hora e Razões para acreditar.

Catro (CE): manifestantes protestam contra homofobia de empresário Resposta

Foto: Wagner Pereira

Uma manifestação aconteceu na noite do último domingo (15), na cidade de Crato, interior do Ceará, contra o proprietário de um restaurante que disse palavras homofóbicas. A mensagem foi dita em áudio transmitido no WhatsApp e tomou conta das redes sociais no último final de semana. Ao todo, 26 organizações, a maioria de apoio às causas LGBT, participaram do ato. Segundo os organizadores, 2 mil pessoas estiveram presentes.

No áudio, o empresário diz o seguinte: “O que o Bolsonaro faz aqui em oito meses, se o Lula ficasse mais trinta não ia fazer. Ele ia virar isso aqui em uma Venezuela, numa Bolívia, como tá acontecendo lá (…) Tem que acabar com ‘viados’, matar esses safados, esses ‘viados’ ‘tudinho’“.

A mensagem causou revolta dos movimentos sociais que retransmitiram o áudio durante a manifestação em um carro de som, em frente ao estabelecimento do empresário. Com cartazes, faixas e gritando palavras de ordem, o ato aconteceu após a missa e durou duas horas. “Muitos heterossexuais participaram dando apoio, solidariedade”, enfatiza André Lacerda, representante da Associação em Defesa e Cidadania dos Homossexuais de Crato (Adacho)

“Os nossos inimigos estão bem unidos contra nós, os LGBTs caririenses. Infelizmente, ainda estamos desorganizados. Precisamos compreender que a homofobia é agradável para os ‘heterossexista’. Eles esquecem as diferenças raciais, étnicas, religiosas e políticas, por quê? Porque eles colocam o identitarismo heterossexual hegemônico acima de tudo. Eles se unem para acabar com os LGBTs  e para fazer das nossas vidas um inferno”, desabafou André.

O representante da Adacho espera que este ato, que foi pacífico, sirva para fortalecer a identidade LGBT no Cariri. “Não há espaço para ser moderado, há espaço apenas para ser radical e lutar para dizer LGBTfobia é crime. Apenas uma identidade radical consegue viver em tempos difíceis. Radicalize-se para viver”, enfatizou.

Crime

No último dia 13 de junho, o Supremo Tribunal Federal determinou que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passe a ser considerado um crime. A conduta passou a ser punida pela Lei do Racismo (7716/89), que prevê delitos de discriminação ou preconceito por “raça, cor, etnia, religião e procedência nacional”. Inafiançável e imprescritível, a pena pode ser de um a cinco anos de prisão e, em alguns casos, multa.

O protesto mobilizou toda a comunidade LGBT da cidade (FOTOS: Reprodução/Facebook)

Greta: Produtores creditam corte de apoio financeiro da Ancine a homofobia Resposta

Em postagem no Instagram, os produtores do filme “Greta”, estrelado por Marco Nanini, comentaram que a recisão do apoio financeiro da Ancine para a participação do longa no Festival Internacional Queer de Lisboa pode ser motivo de homofobia. E nós do blog sabemos que é.

Na nota oficial, os produtores disseram que ficaram sabendo sobre a rescisão como o público, através da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. A justificativa oficial da Ancine, segundo eles, foi um corte de R$ 13 milhões nas despesas gerais da agência.

O filme estreia no Brasil dia 10 de outubro. Vamos todxs!

Segue a postagem:

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Recebemos surpresos, através da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, a informação da rescisão de apoio financeiro para dois filmes brasileiros que participariam do Festival Internacional Queer Lisboa. Greta e Negrum3, os filmes atingidos, abordam temas que o governo parece não querer ver nas telas: homossexualidade e negritude. Assim nós, produtores do filme Greta, temerosos de estarmos sendo censurados, procuramos a ANCINE e soubemos que a Agência sofreu um contingenciamento de 24% no orçamento, o que significou um corte de 13 milhões nas despesas. Quando o corte atingiu o Programa de Apoio à Participação em Festivais Internacionais, a diretoria optou por cumprir com os apoios publicadas no DOU referentes a filmes que já estavam no exterior e cancelar os apoios já aprovados e publicados referentes aos dois filmes citados. O ponto difícil de aceitar nessa resolução da Agência, sem entendê-la como censura, é que o nosso apoio foi aprovado há 3 semanas, a decisão retroativa poupou os projetos que participaram dos festivais de Toronto e Veneza, entretanto recaiu sobre dois filmes com temática LGBTQI+ inviabilizando a representação do Brasil num dos maiores festivais do gênero no mundo. Recebemos com confiança as justificativas dadas pela ANCINE, mas não podemos deixar de manifestar nossa profunda preocupação em face aos notórios casos de censura e perseguição à atividade artística e à liberdade de expressão, uma vez que a intenção de controle sobre o conteúdo produzido pelo setor audiovisual é pauta recorrente nos pronunciamentos do governo em relação a ANCINE. Greta teve sua estreia mundial no festival de Berlim, participou de festivais na Ásia, na Europa e na América Latina. Será lançado comercialmente nos EUA, Itália, Alemanha, Holanda, Bélgica e Luxemburgo até o momento. No Brasil recebeu os prêmios de melhor filme, direção para Armando Praça e ator para Marco Nanini, no Cine Ceará, e tem seu lançamento nacional agendado para 10 de outubro próximo.

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Censura de obras LGBT é tentativa de negar que gays são “pessoas normais”, diz autor francês Resposta

Sessão de autógrafos no 4° Salão de Revista em Quadrinhos & Imagens LGBT Paris 05/06/16. O próximo evento acontece no dia 30 de novembro de 2019.

Acostumado a acompanhar polêmicas envolvendo a liberdade de expressão dos LGBTs, o autor e crítico francês Jean-Paul Jennequin, editor da revista LGBT BD, não chega a se surpreender com a tentativa de censura de um quadrinho que continha um beijo gay, na Bienal do Rio de Janeiro. Ele nota que a cada vez que o público LGBT é apresentado como “normal” pelas artes, governos autoritários de viés conservador tendem a reagir com rigor.

Para políticos como Jair Bolsonaro ou o russo Vladimir Putin, o combate ao que consideram uma “propaganda gay” nada mais é do que a tentativa de evitar que os homossexuais e transgêneros sejam vistos como pessoas ordinárias pelo restante da sociedade. “O poder deles é baseado no medo”, ressalta Jennequin, autor de “A História dos Livros de Quadrinhos”.

Leia a entrevista concedida à repórter Lúcia Müzell, da RFI:

Você soube do incidente da proibição dos livros na Bienal do Rio de Janeiro?

Jean-Paul Jennequin: Sim, eu soube vagamente. Não sei dos detalhes, nem conheço a lei brasileira. Mas, na França, temos uma lei de 1949 que já foi utilizada para censurar quadrinhos, muito tempo atrás. Ela regulamenta a proibição da venda, da exposição ou da publicidade e faz muito tempo que não é evocada para proibir uma história em quadrinhos – a última vez foi há mais de 20 anos, quando foi usada para proibir mangas japoneses eróticos. Essa lei ainda existe, mas ninguém mais faz referência a ela.

Para você, o que exatamente são quadrinhos LGBT? Basta ter um beijo gay para ser considerado LGBT?

A minha visão é bastante vasta. Na minha revista LGBT BD, eu publico quadrinhos que tenham temáticas ou personagens LGBT. Para mim, a Marvel Vingadores: A Cruzadas das Crianças tem personagens LGBT e corresponde perfeitamente à minha definição.

A maior parte desses quadrinhos é para o público adulto ou para o público em geral?

Depende. No caso desse livro que gerou problemas no Brasil, são personagens que integram um grupo de jovens super-heróis que foram criados em 2006. Aliás, percebemos que Bolsonaro e sua turma não estão muito atualizados e me parece que sequer leem quadrinhos Marvel, o que é lamentável porque eles teriam cabeças mais abertas. O fato é que são personagens que existem há 13 anos. Praticamente desde o início da série, eles apareceram como personagens abertamente gays.

Jean-Paul Jennequin do Festival de Quadrinhos de Angoulême, um dos maiores do mundo.

Numa feira literária ou nas livrarias, esse tipo de HQ costuma ser acessível a todos ou fica escondido?

Sim, todos podem pegar. É claro. Assim como em qualquer HQ, há os que são para adolescentes, para adultos ou para todos. Por exemplo, o autor francês Hugues Barthe lançou recentemente “Meus anos hétero”, que conta a história de um gay que hoje tem cerca de 70 anos e durante muito tempo viveu “no armário”, fingindo ser hétero. O livro conta a sua vida. Essa história é para o público em geral e pode ser comprada em qualquer livraria. Em Paris, tem uma livraria LGBT imensa, Les Mots à la Bouche, no bairro Marais, onde qualquer um pode entrar, inclusive crianças.

Muita gente ainda pensa que uma literatura LGBT é obrigatoriamente erótica?

Sim, são pessoas que tem 40 ou 50 anos de atraso em relação à realidade. Nos anos 1970, quando começaram os quadrinhos abordando a homossexualidade, os transgêneros etc, com frequência eles eram eróticos, embora nem sempre.

Para muitas pessoas, o fato de que a palavra “homossexual” conter a palavra “sexual” é um problema, como se se tratasse de falar de sexo. Mas eu, por exemplo, vivi 28 anos com o mesmo homem, que faleceu, e agora sou casado com outro. E veja que curioso: passo a maior parte do tempo fazendo coisas banais, como olhar televisão, lavar a louça e arrumar a casa. Não estamos o tempo transando como animais.

A prefeitura do governo do Rio de Janeiro alegou uma preocupação com uma suposta “propaganda LGBT”, um argumento encontrado também em países ultraconservadores, não é?

Sim, como Vladimir Putin na Rússia. Para os inimigos dos LGBT, tudo o que possa dar uma imagem “normal” e ordinária da homossexualidade e das pessoas LGBT significa propaganda. Inclusive, eles usam esse termo fora de contexto, porque a propaganda em geral é feita pelo Estado.

Na França, a lei sobre a censura de 1949 apareceu justamente para proibir uma revista chamada Arcadie, publicada por um grupo que queria normalizar a homossexualidade. O que as pessoas como Putin e Bolsonaro mais temem é que aquelas pessoas que não conhecem homossexuais e só têm uma imagem caricata deles possam passar a ter uma outra imagem dos LGBT, mais “normal”. No fim, o poder deles é baseado no medo. Se as pessoas que têm medo das pessoas LGBT, que representam tipos de monstros que só pensam em sexo, passarem a vê-las como pessoas banais como quaisquer outras, Putin e Bolsonaro não terão mais tanto poder assim. Portanto, os LGBT precisam virar os inimigos a serem combatidos.

Os quadrinhos LGBT contribuem para combater a homofobia?

A partir do momento em que representamos as pessoas LGBT em todo o tipo de papéis, que costumam ser representadas por pessoas não-LGBT – como o super-herói -, sim, estamos lutando contra a homofobia. Estamos fazendo as pessoas se questionarem sobre o fato de que o super-herói não necessariamente precisa ser heterossexual.

Como é a aceitação dos quadrinhos LGBT em países mais conservadores, como os muçulmanos? E nos Estados Unidos de Donald Trump?

É preciso notar que, de uma maneira geral, nem todos os países apreciam quadrinhos. Na Alemanha, por exemplo, tem muitos quadrinhos nas livrarias, mas são todos traduções de franceses, belgas ou americanos; não há uma tradição de autores alemães.

Nos Estados Unidos, os primeiros livros LGBT apareceram nos anos 1970 e, nos anos 1980, surgiu a revista Gay Comics, que durou 18 anos. E pouco a pouco, os personagens LGBT que ficavam restritos aos quadrinhos específicos e para adultos, se difundiram nos quadrinhos em geral. O X-Men, por exemplo, que é superconhecido e vendido, mostrou em 2012 o casamento gay de um dos super-heróis. Desde 2007, DC Comics publica as aventuras de Batwoman, que é lésbica.

Justiça marca para outubro interrogatório de acusado de matar transexual a paulada em SP Resposta

Jonatas Araújo dos Santos

A Justiça marcou para 17 de outubro a audiência para interrogar o motorista de aplicativo preso sob a acusação de matar a pauladas uma transexual em maio deste ano na Zona Sul de São Paulo. A decisão é deste mês. 

Jonatas Araújo dos Santos, de 25 anos, está detido preventivamente acusado do assassinato de Larissa Rodrigues da Silva, de 21. O crime foi cometido em 4 de maio na Alameda dos Tacaúnas com a Avenida Indianópolis, no bairro da Saúde, área nobre da capital. 

O réu alega que agiu em legítima defesa, mas está preso por feminicídio, que é uma qualificadora do homicídio. O feminicídio é o crime cometido contra a vítima pelo fato dela ser ou se identificar com o sexo feminino. 

A audiência de instrução precede um eventual julgamento. Nessa etapa serão ouvidos os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, bem como ocorrerá o interrogatório do acusado. 

A Justiça também ouvirá o Ministério Público (MP), responsável por acusar Jonatas, além dos advogados de defesa do réu. 

A audiência está marcada para começar às 15h30 no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste. O juiz Luís Filipe Vizotto Gomes, da 1ª Vara do Júri, irá conduzir essa etapa do processo para depois decidir se levará o motorista a júri popular pelo crime.

Larissa Rodrigues da Silva

O crime

De acordo com a Promotoria, o crime foi cometido na noite 4 de maio, quando Larissa e uma amiga transexual faziam programa na rua. 

Segundo o MP, Jonatas parou o carro para fazer programa com Larissa, mas ela recusou ao notar o comportamento violento dele. 

Em seguida, pela denúncia, o motorista de aplicativo teria voltado e tentado atropelar as duas transexuais. Depois, Jonatas voltou armado com um pedaço de madeira com cerca de um metro e agrediu Larissa. 

“Caminhando sorrateiro, o denunciado novamente se aproximou da ofendida e de sua amiga e, sem nada dizer, começou a desferir golpes na cabeça da vítima”, escreveu o promotor de Justiça Romeu Galiano Zanelli Junior na acusação.

O que diz a defesa

Jonatas fugiu após o crime. Ele se apresentou à Polícia Civil na noite de 6 de maio, dois dias após o crime. Aos policiais, alegou que agiu em legítima defesa, versão sustentada nesta semana pelo advogado dele, Celso Regis Francisco. 

“Meu cliente agiu em legítima defesa depois de ter sido roubado pela transexual”, falou o advogado Celso ao G1

O advogado ainda contou outra história para explicar a morte de Larissa. 

“Jonatas tinha parado o carro, que estava identificado com um adesivo de aplicativo de celular, porque ela queria uma corrida”, falou Celso. “Como estava sem dinheiro, a transexual ofereceu pagar a corrida com um programa sexual, mas meu cliente recusou e a deixou de volta onde havia pegado”. 

Mas ao ir embora, de acordo com o advogado, Jonatas notou que R$ 200 tinham sumido da carteira dele que estava no console do automóvel. 

Então, de acordo com Celso, o motorista resolveu voltar para tentar reaver o dinheiro. “Ele não quis atropelar as transexuais. Ficou com medo da reação delas de quebrarem o carro e saiu. Depois pegou um pedaço de pau no meio do caminho para se defender. Elas deveriam estar com canivete. Em nenhum momento a intenção dele foi matar.”

Sobrinho-neto de Malafaia anuncia casamento com outro homem e pastor se revolta Resposta

Leandro Buenno e Rodrigo Westermann, sobrinho-neto de Malafaia

O modelo Rodrigo Westermann, sobrinho-neto do líder evangélico, Silas Malafaia, está noivo e vai se casar com o ex-‘The Voice’ Leandro Buenno. A família do modelo, no entanto, como era de se esperar, não aprova a união.

Segundo o modelo, que tem 29 anos, eles não aprovam o casamento de duas pessoas do mesmo sexo. “Sou parente do Silas Malafaia e tenho uma família bem evangélica. Eu nunca o conheci, ele não é próximo. É meu tio-avô. Eu postei (sobre o casamento) nas redes sociais onde todos me acompanham e eles simplesmente ignoraram pelo fato de abominarem a união de duas pessoas do mesmo sexo. Não recebi nem meia mensagem de apoio ou felicidade, nem um ‘legal’ ou ‘parabéns’. Eles ignoraram como fazem com tudo que sai do que é correto para eles. Ignoram ou julgam”, contou Rodrigo.

Veja o desabafo de Rodrigo no Instagram:

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Eu fui criado no evangelho, quem me conhece a muito tempo sabe muito bem, meu nome é Rodrigo Westermann M a l a f a i a último nome do qual é difícil de me descer na goela. Cresci apanhando e ficando de castigo por tudo, inclusive por estar com sono as 7 da manhã e não querer ir na igreja. Ok, serviu como disciplina, me considero uma pessoa bem disciplinada. Mas esse suposto cuidado de vocês poderia ter me levado a tantos lugares ou mesmo me tirado a vida. Com 13 anos entrei em coma alcoólico por 2 dias depois de inúmeras doses de insulina acordei do nada, um milagre de um Deus que me ama como eu sou, é claro, segui bebendo e muito e sim eu tinha apenas 13 anos. Prometi mil vezes mudar, arrumei namoradas de mentira, fugi de casa, apanhei mais muitas vezes. Mas um Deus (longe do Deus vocês pregam) me tirou dessa vida hipócrita, mentirosa e cheia de preconceito e ódio. E acreditem esse meio evangélico é muito pesado, não é só o mundo como é pregado. Eu sozinho me forçei a parar de achar todo mundo errado, menor, endemoniado, ou qualquer coisa do tipo. A igreja pregou TODOS os preconceitos a mim, com ódio. Assim como meu parente vive pregando, o qual não preciso nomear. Eu sou muito abençoado de ter saído disso SOZINHO, ou melhor, por Deus. A minha conexão com Deus é muito maior do que vocês ditam. Passei por depressão, perdi o maior amor da minha vida, sofri um relacionamento abusivo, fui ameaçado de morte, sobrevivi, depois de me sentir seguro e melhor tive crises de ansiedades bem fortes que poderiam ter me levado a morte, e é isso mesmo A MORTE. E nunca duvidei ou me revoltei com ele. Mas ninguém da minha família estava lá, ninguém soube (além do meu irmão que eu pedi ajuda) e da minha mãe que cuida de mim TODOS OS DIAS. A religião cega vocês e o amor que vocês pregam é infelizmente FALSO. Isso não é amor. E graças a Deus, eu tenho muito amor em mim e ao meu redor. Eu vou casar com a pessoa que mais cuida de mim e me faz feliz na vida e não recebi um LEGAL de ninguém da minha família. Quer saber? Com toda educação: FODA-SE sua crença.

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No Twitter, Silas Malafaia abordou o assunto revoltado:

Absurdo é o seu preconceito, Silas!

Diego Montez, de ‘Bom sucesso’, fala sobre beijo com Rafael Infante na TV Resposta

Em meio a caras e bocas, bordões divertidos, tiradas engraçadas com citações de memes da internet e também de cenas clássicas das novelas, William, um social media, que é gay assumido, personagem do ator Diego Montez em Bom Sucesso”, caiu no gosto do público, e tanta repercussão tem deixado o intérprete surpreso. 

— As pessoas me param na rua e me pedem para contar a verdade sobre os amantes ou pedem para que dê uma surra nela. Como se eu pudesse solucionar a trama. Nem sabia que isso ainda acontecia — afirmou em entrevista ao jornal Extra. 

Recentemente, Diego protagonizou uma cena de beijo na trama, junto com Rafael Infante, momento que foi celebrado nas redes sociais.

— Uma cena como essa tem total importância. Esse tipo de demonstração de afeto tem que ser visto como qualquer outra ação cotidiana, como abrir uma porta, dar “tchau, bom dia”… Já passou da hora de naturalizarmos isso e essa naturalidade é uma conquista — avalia Diego Montez.

O ator, filho do jornalista Wagner Montes, celebrou a boa repercussão nas redes sociais.

— Eu até parei pra lembrar do dia da gravação dessa cena. Ninguém, nem elenco nem equipe comentou um “A” sobre. Era uma marca como outra qualquer: “você vem, pega a chave, dá um selinho e volta para o quarto”. E falei com o Rafa (Infante) desde o momento em que foi ao ar até esse instante. Estamos muito felizes e surpresos positivamente pro caminho que a repercussão tomou.

Jovem é vítima de homofobia em Acopiara (CE) 1

Após responder ofensas homofóbicas, um rapaz de 18 anos foi espancado por quatro homens em uma lanchonete do município de Acopiara, na Região Sul do Ceará, na madrugada deste sábado (13). Sóstenes Rodrigues Braga ficou com o rosto machucado pelos socos, chutes e pisões que sofreu durante as agressões. A vítima registrou boletim de ocorrência sobre o caso na delegacia de Acopiara, que investiga o crime.

O rapaz relatou em redes sociais que chegou ao local por volta de 1h30 acompanhado de amigos. Ele afirma que foi alvo de “comentários maldosos e homofóbicos” de um grupo que já se encontrava no estabelecimento. Em depoimento à polícia, ele diz reconhecer os agressores, todos moradores do município.

“Desde que cheguei ao dito local já tinha me deparado com piadas, comentários maldosos e homofóbicos de uns homens da mesa ao lado, eles comentavam até sobre as unhas dos meus pés que estavam pintadas, no entanto eu sempre me defendia das ofensas dos mesmos tentando parar com os comentários, mas só fazia piorar”, conta.

O rapaz diz que os amigos entraram na discussão com o grupo, até que um dos agressores partiu para a violência física.

“Uns colegas da mesa começaram a discutir, eu tentei ajudar com que eles parassem de discutir, e foi aí que um dos mesmos caras me abordam dizendo que eu era um viado muito valente, e eu todo momento na defensiva, quando um deles diz que vai me bater pra eu deixar de ser um viado tão valente”, acrescenta.

Fingiu de morto

Braga também afirma que precisou se fingir de morto para escapar da violência.

“Pelo que me recordo veio um me agredir e os outros três em seguida somando quatro covardes que com socos, chutes e pisões me agrediram de forma tão cruel, só consegui me sair dessa situação quando me fingi de morto, foi quando garçons da lanchonete e uma de minhas amigas me tiraram daquele terror”, completa.

O jovem foi à delegacia acompanhado de membros da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil – (OAB) subseção. 

A comissão de advogados reforça que o caso se trata de homofobia, crime previsto em lei com pena de três a cinco anos de prisão. Segundo a comissão, os agressores também podem ser indiciados por lesão dolosa, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão.

Reportagem: Diário do Nordeste.

Após ser ameaçado Felipe Neto cancela palestra em evento sobre educação Resposta

Após ser ameaçado, o youtuber Felipe Neto desistiu de realizar uma palestra, que estava marcada para esta terça-feira (17), ameaças “que atentam contra a sua vida e de sua família”, segundo um comunicado enviado pela sua equipe ao jornal “O GLOBO”. O influenciador digital faria uma participação no Educação 360 Encontro Internacional, evento realizado pelos jornais “O GLOBO” e “Extra”.

No comunicado, a equipe do youtuber explica que “desde a ação que promoveu contra a censura, a opressão e o preconceito na Bienal do Livro – onde comprou 14 mil exemplares com temática LGBTQ – em um movimento em prol da liberdade de expressão, do amor e da diversidade, Felipe Neto vem recebendo todo tipo de ameaças”. A ação de Neto foi uma resposta à decisão do prefeito do Rio, Marcelo Crivella , de censurar a venda de livros com temática LGBTQ que estavam à venda na Bienal, impedindo a venda dos mesmo , motivado pela HQ “Vingadores — A cruzada das crianças”, que tem um desenho de dois garotos se beijando.

O texto da nota segue informando que, diante desse “risco iminente, que inclusive atinge seus familiares, o influenciador encontrou-se sem outra alternativa a não ser cancelar sua participação”.

“Lamento profundamente a minha ausência no evento, minhas sinceras desculpas a organização, que me convidou, e a todos que aguardavam pela minha participação e pela minha palestra. É estarrecedor que no Brasil, em 2019, um indivíduo seja impossibilitado de se manifestar e lutar contra qualquer tipo de censura e opressão sem ser ameaçado”, disse o youtuber, no comunicado divulgado na manhã desta segunda-feira. “Quero dizer que continuarei lutando, enfrentando o obscurantismo e a opressão, por todos os meios que me cabem, pela defesa do amor e da união até o fim, até onde for possível e até onde minhas forças e meu coração aguentarem”.

O Educação 360 Encontro Internacional é uma realização dos jornais O GLOBO e “Extra”, com patrocínio de Itaú Social, Fundação Telefônica/Vivo, Colégio Ph e Universidade Estácio, e apoio institucional de TV Globo, Unicef, Unesco, Fundação Roberto Marinho e Canal Futura.

Leia na íntegra a nota divulgada pela assessoria de Felipe Neto:

“Felipe Neto, por meio de sua assessoria de imprensa, comunica que não participará do evento Educação 360, a ser realizado no próximo dia 17 de setembro, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. O influenciador digital, escritor e empresário cancelou a sua palestra “Educação e a Criatividade” devido a ameaças que atentam contra a sua vida e de sua família. Desde a ação que promoveu contra a censura, a opressão e o preconceito na Bienal do Livro – onde comprou e distribuiu gratuitamente 14 mil exemplares com a temática LGBTQ – em um movimento em prol da liberdade de expressão, do amor, da inclusão e da diversidade, Felipe Neto vem recebendo todo tipo de ameaças. Diante do atual cenário e do risco iminente, que inclusive atinge aos seus familiares, o influenciador encontrou-se sem outra alternativa a não ser cancelar a sua participação. “Lamento profundamente a minha ausência no evento, minhas sinceras desculpas a organização, que me convidou, e a todos que aguardavam pela minha participação e pela minha palestra. É estarrecedor que no Brasil, em 2019, um indivíduo seja impossibilitado de se manifestar e lutar contra qualquer tipo de censura e opressão sem ser ameaçado. Quero dizer que continuarei lutando, enfrentando o obscurantismo e a opressão, por todos os meios que me cabem, pela defesa do amor e da união até o fim, até onde for possível e até onde minhas forças e meu coração aguentarem”.

Com informações do Jornal O GLOBO.

Amazon bane livros de ‘cura gay’ Resposta

A Amazon retirou de sua plataforma livros sobre terapias de cura gay.

A decisão da empresa em banir do catálogo livros sobre terapias de reversão da orientação sexual está expressa no próprio site da Amazon. Em nota, a gigante do e-commerce afirma “zelar pela variedade do cardápio literário, mas materiais que julgue inadequados podem ficar de fora”.

Nos Estados Unidos, a medida gerou insatisfação entre grupos conservadores. Um deles, o Voice of the Voiceless (Voz dos Sem Voz) criou uma petição na página da plataforma Change.org que tinha, cuja meta é chegar a 25 mil.

No Brasil

Em abril, a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, concedeu uma liminar proibindo a terapia de reversão sexual, popularmente conhecida como “cura gay”.

A decisão revalidou o entendimento do Conselho Federal de Psicologia que proíbe, desde 1999, psicólogos a oferecerem serviços que proponham o tratamento da homossexualidade.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) deixou de classificar a homossexualidade como doença e a retirou da Classificação Internacional de Doenças (CID) em 1990.

Efeito Bolsonaro: Ancine rescinde apoio a filmes com temáticas gay e negra Resposta

Apenas três semanas após a Ancine aprovar a “concessão de apoio financeiro” para que dois filmes nacionais participassem do Festival Internacional de Cinema Queer, a agência mudou de ideia  — e rescindiu o termo de permissão, que dava aos produtores de “Greta” e “Negrum3”, uma ajuda de custo de R$ 4,6 mil para cada um participar do evento que se realiza a partir desta sexta-feira, em Lisboa.

A temática  do dois filmes tem tudo o que Jair Bolsonaro manifestamente não gosta de ver nas telas: negritude e homossexualidade.

“Negrum3” tem este resumo oficial: “Entre melanina e planetas longínquos, Negrum3 propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. Um filme‐ensaio sobre negritude, viadagem e aspirações espaciais dos filhos da diáspora”.

“Greta”, estrelado por um dos maiores atores do Brasil,  Marco Nanini, foi selecionado para o Festival de Berlim deste ano. No filme, Nanini interpreta um enfermeiro homossexual que é fã ardoroso de Greta Garbo.

A marcha a ré da Ancine no caso destes dois filmes revela que a recente troca de comando na agência — Christian de Castro foi afastado da presidência por força de decisão judicial e Alex Braga assumiu — parece não ter afetado a caminhada da agência para a rota conservadora.

Informação: Lauro Jardim, Jornal O Globo.

Polônia: partido conservador e Igreja Católica incentivam a homofobia Resposta

Marcha pela Igualdade em apoio à comunidade LGBT em Szczecin, Polônia, 14 de setembro de 2019.
 Cezary Aszkielowicz/Agencja Gazeta via REUTERS

Em menos de um mês a Polônia vai às urnas para participar de eleições gerais que decidirão os rumos do país. Governado desde 2015 pelos ultraconservadores do Partido Lei e Justiça (PiS), o país aparentemente não está disposto a mudar de liderança. O PiS apresenta ampla vantagem nas pesquisas de intenção de voto, embalado pelo medo ao novo inimigo público número 1 dos conservadores: a chamada “peste LGBT”.

Ataques contra LGBTs estão ocorrendo há meses na Polônia. Em julho, a primeira passeata do orgulho LGBT na cidade de Białystok, no leste do país, foi atacada brutalmente por centenas de neonazistas. Imagens mostram os extremistas perseguindo e espancando pessoas. Naquele mesmo mês, o semanário polonês Gazeta Polska distribuiu adesivos com a mensagem “Zona Livre de LGBT”. A edição da revista foi um sucesso de vendas. Várias localidades no interior do país se declararam “livres de LGBTs”.

O partido governista é tido como um criador dessa onda, e não somente surfa nela, como também a incentiva. Esse governo, que venceu a eleição de 2015 pregando contra os refugiados, agora vê nos LGBTs um novo alvo para conseguir mais votos. A estratégia está funcionando: o Pis deve manter uma maioria parlamentar.

Enquanto o premiê polônes, Mateusz Morawiecki, declara timidamente rejeitar a violência e a intolerância, o chefe do partido, considerado o verdadeiro homem forte do governo, Jaroslaw Kaczynski, diz que a chamada “ideologia LGBT” – veja que coisa, lá eles também usam o termo “ideologia” – é uma ameaça para a família e a tradição polonesas. A religião também influencia esse comportamento. A Igreja Católica é especialmente poderosa na Polônia e uma importante aliada do governo. Ela apoia a luta contra essa suposta ideologia LGBT e joga ainda mais lenha na fogueira. 

Nova ameaça para o país

Num sermão no mês passado, o arcebispo da Cracóvia, Marek Jedraszewski, afirmou que existe uma nova ameaça no país, que não é mais a vermelha, dos marxistas, mas uma praga neomarxista na cor do arco-íris, se referindo à bandeira do movimento LGBT. As entidades gays realizam regularmente passeatas contra intolerância, mas essas manifestações costumam se restringir a grandes centros urbanos, como Varsóvia, onde geralmente o Pis não faz parte do governo. 

E a oposição?

A força do PiS está nas áreas rurais, no interior da Polônia, principalmente no leste do país. Nesses lugares, a resistência é grande, como mostra o que ocorreu em Białystok. Na cidade de Szczecin, perto da fronteira com a Alemanha, a passeata do orgulho gay reuniu milhares de pessoas neste sábado. Foi um recorde de público e muitos viajaram da Alemanha para participar da manifestação. No ano passado, o mesmo evento só conseguiu reunir pouco mais de 100 pessoas e a passeata foi perturbada pela presença maciça de extremistas de direita.

Os liberais e a esquerda criticam a postura do governo, mas também não querem perder a parcela conservadora de seu eleitorado. Quase 90% da população polonesa católica e bastante apegada a valores como tradição e família.

Com informações de Márcio Damasceno, correspondente da RFI em Berlim.

Nany People diz que já sofreu preconceito dos gays Resposta

Nany People é a química transexual Marcos Paulo de “O Sétimo Guardião” (Foto: Marcos Guimarães)

Nany People começou a despertar os olhares curiosos do público quando ainda trabalhava como drag queen nas casas noturnas de São Paulo e pelo país. Só na capital paulista, ela foi hostess por mais de 20 anos em uma tradicional boate LGBT e ganhou renome nacional depois que foi convidada para se sentar no sofá de Hebe Camargo por causa de uma entrevista dada à Marie Claire de 1998.

Só que sua vida não foi apenas este mar de rosas. Natural de Machado, no interior de Minas Gerais, ela se mudou para a cidade vizinha Serrania, depois Poços de Caldas, onde sofreu com o preconceito desde a época da escola quando sua mãe, dona Yvone, foi chamada para uma reunião a fim de resolver o “problema” do filho que era “muito diferente”.

Minha diretora, dona Elvira, afirmou que eu tinha um problema. Muito sábia, minha mãe retrucou que não era um problema e sim a minha condição. Sempre tive uma aceitação materna e ser trans foi uma solução de vida. Eu quis fazer a cirurgia [de redesignação sexual] aos 26 anos, mas não o fiz a pedido de minha mãe e me assumi mulher aos 37 anos. Ela já me dizia ‘se você acha que vagina é a garantia que vai segurar o homem da sua vida ou seu sonho ideal, saiba que isso não segura ninguém e não garante que alguém seja feliz’. Ela era uma mulher muito a frente de seu tempo”, lembra com carinho de dona Yvone que morreu em 2004.

A atriz também conta que já sofreu com a não aceitação do público gay e foi impedida, por duas vezes, de estrelar seu programa de televisão por preconceito. Segundo ela, a notícia de que não estava mais no casting chegou às vésperas do trabalho começar.

“Sou uma pessoa com um temperamento forte que bate de frente e não leva desaforo para casa. Este é um preconceito velado que não tem como você se defender porque não sabe de onde vem. Na vida pessoal tive preconceito dos próprios gays quando me tornei uma pessoa transexual. Era uma drag queen muito conhecida e foi um Deus nos acuda porque diziam que eu não era mais drag. Acredite se quiser, mas sobrevivi fazendo telegrama animado para heterossexuais”, lamenta.

“Sobreviver a gente vai”

De acordo os dados do Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), em 2017 foram assassinados 179 transexuais e travestis, a maior taxa já registrada nos últimos 10 anos, o que deixa o Brasil em primeiro lugar no ranking deste tipo de crime de ódio.

Nany se mostra preocupada com este número alarmante de pessoas que são mortas quase que diariamente apenas por serem quem são. Ela opina que este seja uma época terrorista e salienta que a homofobia tira mais vida no Brasil do que em guerras pelo mundo.

“A gente vive de teimosa. Só consigo lamentar porque é triste e tenebroso. É uma intolerância e desrespeito que existe pela vida de gays e transexuais no país. Não temos leis que punam e que fazem os autores pagarem por seus atos.”

Uma mulher superfamília, a atriz conta que nunca perdeu o vínculo com seus irmãos e mãe, mesmo quando partiu para a capital paulista na década de 1980.

“Tenho 53 anos, vivo sozinha em São Paulo desde os 20, nunca abandonei a minha família. Ajudei a criar e formar quatro sobrinhos como se fossem meus filhos. Família é a base tudo e sou muito ligada à minha. Já vi mais gays cuidarem de seus clãs do que os héteros”, brada.

Para finalizar, ela ressalta que é de uma geração em que amigos foram criados pelos avós porque os pais sumiram durante o período da ditadura que foi de 1964 a 1985.

“Sobreviver a gente vai, mas o que me dói é a ignorância cega das pessoas em achar que estão defendendo um bem comum. Isso é coisa de quem está pensando apenas no bem dela. A gente não pode servir de comida de piranha. Não vou bater boca com quem não tem lucidez. Não se pode dar luz para quem está na sombra.”

Fonte: Marie Claire

Estudante de Psicologia e primeira drag de sua cidade, jovem luta contra a LGBTfobia nas redes sociais Resposta

As redes sociais tem sido usada como um canal de comunicação direta e extremamente rápida em todo o mundo.

São através delas, que pessoas de todas as idades, credo, condição social, econômica, cultural, dentre outras, estão postando e recebendo informações todos os dias.

Em muitos casos as redes sociais também tem sido utilizada como bandeira de luta para as mais variadas causas, ou seja: do direito à moradia ao empoderamento feminino. Do bullying, aos casos de abuso sexual.

Neste sentindo Luan Corsino, estudante de Psicologia, e morador do município de Água Clara (MS), que nasceu em 17 de maio, Dia Internacional Contra a Homofobia, cansado de sofrer preconceito por conta de sua orientação sexual, postou um texto em sua página no Facebook, onde não só questiona algumas posturas, que na opinião servem de estimulo para a pratica da violência psicológica e física contra os homossexuais. Ele é a primeira drag queen de sua cidade.

Luan Corsino afirma que sua orientação, não o difere negativamente, tão pouco o torna diferente de ninguém.

Que o fato de ser gay não o torna um ‘monstro’.  Afirma, que gostaria de viver sua vida de maneira tranquila, com todas as garantias de direito e ser respeitado de fato como ser humano.

Luan Corsino disse ao Hojemais que, desde junho do ano passado, trabalha se apresentando como drag queen. O estudante afirmou não se importar com a definição de gênero e tão pouco com que as pessoas pensam sobre ele.

“Eu, acredito que quando somos nós mesmos vamos muito além de sermos, ela ou ele. Eu, sou o Luan, mas também gosto de ser chama de Luanna Goulart, meu nome de drag” comentou.

Corsino se revela grato a seus pais, destacando que os mesmos sempre o apoiaram, o que não é  muito comum no meio homossexual.

“Sou muito grato aos meus pais, que me aceitam como eu sou, não pelo que as pessoas pensam. Neste sentido, me sinto, um privilegiado. Mesmo assim, sou um ativista, e me sensibilizo e me coloco no lugar dos homossexuais que não são aceitos pelos familiares. Não é fácil, ser gay. É, um processo muito doloroso. Mas, sigo e frente com bons pensamentos e de cabeça erguida”, finalizou. 

Após ser expulsa do Vale, Valesca Popozuda tenta se reconciliar com os LGBTs e lança EP Resposta

Valesca Popozuda e Agustin Fernandez

Após ter show cancelado no último dia 23 e ter sido expulsa do Vale, ou seja, “morrido” para os LGBTs, por defender o maquiador Agustin Fernandez, apoiador de Bolsonaro, Valesca Popozuda se diz arrependida.

Segundo o jornalista Leo Dias, para tentar limpar a barra, Valesca está pedindo para seus amigos LGBTs gravarem vídeos de apoio a ela, mas está sendo ignorada.

No Instagram, Popozuda já tentou se redimir e pediu desculpa aos fãs que se ofenderam. “Desculpa. Meu voto nunca foi Bolsonaro. Eu realmente não tenho a menor ideia do que é o sofrimento que vocês passam, da dor diária que vocês enfrentam por conta da condição humana de cada um. Sou humana, também erro, mas tô aqui de peito aberto pra melhorar e aprender cada dia mais. Tô aqui do lado de vocês. A repressão dos machistas também nos persegue porque somos mulheres e na maioria das vezes esses machistas são os homofóbicos e transfóbicos que matam e agridem gays, transexuais“, escreveu.

Ao jornal Extra, um amigo da artista revelou que ela não está bem com a situação. “Ela está muito triste com toda essa situação e preocupada. Com a escassez de shows, ela está acumulando dívidas, pois sustenta a família inteira”.

Lançamento de EP

A funkeira preparo um EP com a temática do Carnaval. O álbum, intitulado Carnavalesca – De Volta Pra Gaiola, vai ser lançado nesta sexta-feira (1) em todas as plataformas digitais.

Em parceria com três blocos de rua do Rio de Janeiro, Valesca deu cara nova para três músicas que foram lançadas recentemente no EP De Volta Pra Gaiola. A ideia era trazer um ritmo carnavalesco diferente para cada uma das canções.

Os blocos que participaram do EP de Valesca são Amigos da Onça, Calcinhas Bélicas e O Rebu Bloco. Além dos hits carnavalesco, o álbum também traz uma música inédita, Vem Facin.

Informações: O Dia, Extra e R7