Jair Bolsonaro processa Marcelo Tas, por ter sido chamado de homofóbico (mas é!) e racista Resposta

Jair e Tas

Jair processa Tas e garante não ser homofóbico, nem racista

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) está processando o aprensentador e jornalista Marcelo Tas. Pasmém, porque foi chamado de homofóbico e racista. Jair assegura que não é homofóbico.

Tas teria chamado teria atribuído essas acusações em entrevista ao programa ao Blog do Rica Perrone em 22 de julho de 2017. A ação, segundo o blog TelePadi, corre na 31a Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo e requer R$20 mil de Tas por reparação de danos morais. A ação pede que Tas pague R$10 mil a cada vez que Tas acusar Jair de racista ou homofóbico.

“Lamento que ele se junte a outros parlamentares brasileiros, de direita e esquerda, é bom notar, que não suportam a convivência com a crítica ou com quem pensa diferente deles. Temo que, com a aproximação das eleições, surjam tentativas de intimidação e censura à livre expressão. Isto só vai contribuir para tumultuar o debate a atrasar o aperfeiçoamento da frágil democracia brasileira, diz Tas.

E dispara: “É patético. Os políticos estão mais por baixo que cocô de cavalo de bandido, mesmo assim não abrem mão da blindagem do fórum privilegiado. Não aceitam opiniões contrárias. Querem viver numa redoma, rodeados apenas por quem pensa igual a eles. A atitude do Bolsonaro reforça a minha suspeita: apesar de vender a imagem de novidade na corrida presidencial, ele é um político antigo como qualquer outroÆ.

Gol faz voos com comissária transexual e tripulação exclusivamente feminina Resposta

Gol

Gol/Divulgação

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quinta-feira (8), a Gol Linhas Aéreas preparou 14 voos com tripulação exclusivamente feminina. A ação começou na segunda-feira (5) e segue até domingo (11). As cidades escolhidas foram Caxias do Sul, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Maringá, Vitória, Ilhéus e Juazeiro do Norte.

Nesta quinta, o voo 1.020 da empresa, com saída do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, contou inclusive com a presença de Nicole Cavalvante, a única comissária de bordo transexual da empresa e, segundo a Gol, a primeira do país.

– A transexualidade a gente sabe desde criança, mas nessa minha depressão fiz tratamento e terapia, e descobri que a depressão vinha disso, de não me assumir. Aí o médico disse: “ou você vai ser quem você é ou vai passar a vida toda infeliz e tomando medicação”. Hoje, estou supersatisfeita, feliz e realizada – contou Nicole em entrevista ao UOL.

Sou mulher trans, e o 8 de março é meu dia Resposta

Mulheres

Marquesa Santos e Estrela Barbosa (Foto: André Soares/PorAqui)

 

O Dia Internacional da Mulher refere-se às várias as mulheres que habitam o mundo. São elas brancas, negras, indígenas, ricas, pobres, héteros, lésbicas, bissexuais… Os matizes são incontáveis, a pluralidade é marca genuína das mulheres. E que lindo ser assim! Dia 8 de Março é o dia de todas elas. E também é dia de Estrela Barbosa e Marquesa Santos, mulheres trans. É dia também das mulheres trans, de todas elas.

PorAqui conversou com as duas sobre o que é ser mulher trans nos dias de hoje e o que o 8 de Março significa para elas.

Estrela Barbosa tem 33 anos e mora em Santo Amaro. É militante da causa LGBT há 10 anos, faz parte da coordenação da Nova Associação de Travestis, Transexuais e Transformistas de Pernambuco (NATRAPE) e é estudante, depois de 17 anos afastada das salas de aula. “Aos 16 anos, quando comecei minha transição, fui expulsa da escola porque resolvi ir de saia”, lembra. A partir daí, uma busca pela sua essência teve um tanto de percalços, lutas e descobertas.

Marquesa Santos tem 42 anos. É agente social na Prefeitura do Recife e trabalha diretamente com a população LGBT e com pessoas em situação de vulnerabilidade – álcool e outras drogas, e vínculos familiares rompidos. Seu processo de transição também se deu aos 16 anos e foi envolvido por muito medo. Medo da aceitação, medo do mundo que a aguardava e que poderia ser impiedoso com uma escolha tão sua: ser, de fato e plenamente, quem ela era de verdade.

“Sempre tive certeza do que eu queria ser, desde criança. Eu já me via no feminino”, diz Estrela. Quando foi expulsa da escola e se viu sem norte, o caminho da prostituição foi inevitável. Nesse período, tentou a hormonização, que não surtiu efeito. Com o dinheiro de um programa, acabou implantando silicone industrial.

“Eu me olhava no espelho e faltava algo: era o peito. Era essa coisa do ego feminino mesmo”, conta ela. Já para Marquesa, a transição física foi mais conflituosa. Por algum tempo, era meio menino, meio menina. Mas o incômodo com isso a fez se lançar.

“Ser ou não ser? Vestir a camisa ou rasgar? Então, pensei: o ‘não’ eu já tenho. Então, eu fui em busca do ‘sim’, que, hoje, eu tenho. E foi tudo muito melhor pra mim: amigos, trabalho, faculdade”, diz Marquesa, que cursou Pedagogia.

Para elas, a empregabilidade para a mulher trans ainda é um desafio gigante a ser enfrentado. “Como é que a população trans vai sair da margem se não se tem projeto ou qualificação?”, questiona Estrela.

E o perigo iminente que muitos olhares e pensamentos enviesados ainda simbolizam. “A gente sabe que não é fácil viver nesse mundo, com a violência, o homicídio. Já perdemos várias amigas por conta da homofobia”, confessa Marquesa.

Mudanças no Mundo

Mas ambas acreditam que o mundo de hoje, apesar de ainda não ser o ideal para as mulheres trans, já deu alguns passos. “Os tabus estão sendo quebrados, estamos sendo mais aceitas. As pessoas estão começando a compreender mais”, diz Marquesa.

“A internet, os movimentos sociais e até a mídia vêm ajudando nisso”, endossa Estrela. “O jovem que vem hoje já vem com outra cabeça” continua. “Se a população LGBT tá crescendo, esse tema vai ser cada vez mais presente. E a gente vai mostrando a cara, matando um leão por dia”.

“Ser mulher não é só se vestir de mulher”, diz Estrela. E ser mulher trans, para elas, é reafirmar diariamente a sua existência legítima, num mundo onde ainda não basta apenas ser. Não basta apenas o direito de ser quem se é.

“Somos humanas, o coração bate e o sangue corre na veia. Não queremos ser melhores ou piores do que ninguém. Queremos ser empoderadas e reconhecidas como mulheres trans”, deseja Marquesa.

Foi incrível ouvir vocês, Estrela e Marquesa. Feliz Dia das Mulheres para vocês e para todas iguais e diferentes de vocês.

Reportagem completa você vê clicando aqui.

Rubens Ewald Filho pode ser vetado da TNT após comentários transfóbicos em transmissão do Oscar Resposta

Rubens Edwald FIlho

Comentários transfóbicos complicam vida de crítico de ciema.

Além de interromper e ser grosseiro com a sua colega, Domingas Person, na apresentação do Oscar, Rubens Ewald Filho indignou o público da TNT ao fazer comentários machistas e transfóbicos durante a apresentação da festa.

Ao comentar sobre Daniela Vega, primeira atriz transexual convidada a apresentar um musical na premiação, o crítico disse que “essa moça, na verdade, é um rapaz”. Mais tarde, quando Frances McDormand subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Atriz, Rubens a chamou de feia e citou rumores de que ela estaria bêbada em uma premiação anterior. “Acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”, disse.

Muitos internautas reclamaram da postura do veterano e o acusaram de preconceito. A TNT também não gostou nada dos comentários, e chegou a repudiar o ocorrido através de uma nota:

“Rubens Ewald Filho é um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país e há anos leva informação, conhecimento e sua paixão na cobertura das premiações pela TNT. Rubens se desculpa pelos termos que possam ter ofendido ou provocado mal-estar. Em nenhum momento, houve a intenção de endossar qualquer posicionamento preconceituoso”, finaliza. Ainda durante a premiação, o canal usou as redes sociais para se retratar, embora não tenha conseguido dispersar as críticas. “Sim, a Daniela Vega é uma mulher. E que mulher!”, dizia a publicação da TNT.

A emissora discute o afastamento dele.

“Não sou sexista ou transfóbico”

Em entrevista à revista Veja, o crítico se defendeu:

“O que aconteceu com relação à atriz Daniela Vega, foi, no fundo, uma confusão minha de termos técnicos de expressão, mas nunca, em hipótese alguma, uma atitude sexista e transfóbica”, afirma o crítico ao site de VEJA. “Que tudo isso que aconteceu sirva para se falar ainda mais sobre o assunto, para se promover ainda mais esta causa. Que pessoas leigas aprendam os termos técnicos, e me coloco neste caso, aprimorem seu vocabulário nesse sentido.”

Então tá…

*Com informações do TV Foco

Facebook censura vídeo postado por filho de Bolsonaro, a pedido de Alckmin, onde tucano aparece com movimento LGBT Resposta

CHUVA / CAOS EM SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), moveu uma ação contra o Facebook para retirar do ar um vídeo postado pelo perfil atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) do Rio de Janeiro. Na ação, Alckmin pede que o vídeo seja excluído da rede social e que o Facebook quebre o sigilo dos dados de quem fez a postagem.

Na última sexta-feira (2), a Justiça Estadual de São Paulo negou, em caráter liminar, os pedidos de Alckmin. Mas, após Alckmin recorrer, o vídeo foi banido.

O vídeo que a Justiça excluiu, a pedido de Alckmin, foi postado em 25 de dezembro de 2017. Nele, Alckmin aparece celebrando a criação do secretariado de diversidade tucana, uma instância dentro do PSDB voltada para a discussão de políticas públicas voltadas para a comunidade LGBT. O vídeo foi editado e mescla momentos em que Alckmin aparece discursando com fotos de manifestações promovidas por integrantes da comunidade LGBT.

Junto ao vídeo, o perfil, claro, critica Alckmin. “Como se não bastasse estar metido na Lava-Jato e tantos outros escândalos de corrupção, mais esta do candidato que querem induzi-lo (sic) a acreditar que é de centro-direita, mas em conluio com a militância que você já conhece. Este que a mídia diz que ganhará as eleições de 2018”.

Para o advogado Fábio de Oliveira, que defende Alckmin, o vídeo dele com ativistas tucanos LGBTs ridicularizaria o candidato à Presidência do Brasil.

O Facebook retirou o vídeo, alegando que ele fere os padrões da comunidade. A decisão aconteceu, mesmo depois de a Justiça de São Paulo negar, em caráter provisório, ter liberado o vídeo.

Na tarde da última segunda-feira, Carlos Bolsonaro utilizou sua conta no Twitter para acusar o Facebook de retirar o vídeo do ar. Ele aproveitou a postagem para publicar o vídeo novamente.

Informações: UOL

Travestis e Transexuais reivindicam mundo sem preconceito e discriminação Resposta

Representantes das associações LGBT em evento na Casa das Nações Unidas no Brasil Foto: Katherine Judd/PNUD Brasil

Representantes das associações LGBT em evento na Casa das Nações Unidas no Brasil Foto: Katherine Judd/PNUD Brasil

Os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), compromisso firmado entre 189 líderes mundiais no ano 2000, têm seu prazo final em 31 de dezembro de 2015. Após esta data, os desafios continuam com uma nova agenda de desenvolvimento, que já vem sendo formulada. A base para esta formulação é a Consulta Pública Pós-2015, feita em mais de 50 países  – entre eles o Brasil -, a fim de mapear as demandas prioritárias dos mais variados segmentos da sociedade.

Já foram realizadas consultas gerais nas cinco macrorregiões do país, e ainda estão acontecendo consultas específicas para agregar as reivindicações de jovens, indígenas, pessoas com deficiência, centrais sindicais, entre outros setores. Também foram aplicados 3.500 questionários on-line, cujos resultados serão agregados ao documento final da Consulta. A síntese deste trabalho, que será apresentada à Secretaria-Geral da Presidência da República e demais parceiros, integrará um relatório a ser entregue às lideranças mundias na próxima Assembleia Geral da ONU.

Dentro das atividades da Consulta Pública Pós-2015, o PNUD organizou em março uma audiência com representantes de associações brasileiras de travestis e transexuais. Os travestis e transexuais, que sempre foram estigmatizadas no Brasil e vítimas constantes de vários tipos de violência e intolerância, são rotineiramente excluídos do exercício de seus direitos fundamentais. Em 1993, com a criação da primeira organização trans no país (ONG ASTRAL) e a realização do I Encontro Nacional de Travestis e Transexuais na Luta contra a Aids (ENTLAIDS), o movimento social começou a se organizar para levar suas demandas ao poder público.

Durante a Consulta, realizada na Casa da ONU em Brasília, estiveram presentes representantes da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), da Rede de Pessoas Trans (REDTRANS), Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT) e da Associação Nacional de Homens Trans. Como prioridade para a agenda pós-2015 foi selecionada a eliminação de todas as formas de preconceito e discriminação. No Brasil, travestis e transexuais são assassinados com requintes de crueldade todos os dias, sem registro oficial. Eles também são excluídas do acesso à educação, trabalho e previdência social em razão da discriminação.

Na audiência, foram levantadas as prioridades de desenvolvimento para esta população, especialmente:

  • A eliminação de todas as formas de preconceito e discriminação;
  • Acesso à educação  e estrutura para  permanência das travestis e transexuais nas escolas; e
  • Acesso ao trabalho.

A principal questão refere-se à identidade de gênero, presente em todas as prioridades citadas. Este conceito diz respeito à  vivência interna e individual do gênero tal como cada pessoa o sente, a qual pode corresponder ou não com o sexo atribuído após o nascimento, incluindo a vivência pessoal do corpo. O exercício do direito à identidade de gênero envolve o uso do nome social em documentos oficiais,  a modificação da aparência ou da função corporal através de meios farmacológicos, cirúrgicos ou de outra índole, desde que isso seja livremente escolhido, e outras expressões de gênero, inclusive vestimenta, modo de falar e maneirismos.

A questão do não reconhecimento da identidade de gênero dessa população leva a uma série de violências institucionais,  que limitam suas oportunidades. Por exemplo, durante sua vida escolar, os travestis sofrem com o preconceito dos colegas e a falta de preparo dos professores, o que provoca sua evasão escolar precoce. “Para nós, (a educação) não é uma realidade. O ir à escola é muito complicado”, diz Cris Stefanny, Presidenta da ANTRA. O tema educação foi a segunda prioridade apontada pelas participantes. Sem estudo, essa população sofre restrições no mercado de trabalho . Entretanto, mesmo quando possuem estudo, travestis e transexuais são  vítimas de preconceito por não poder exercer sua identidade social. Para Leonardo Tenório, Presidente da Associação Nacional de Homens Trans, “ter escolaridade não é suficiente porque depois (travestis e transexuais) não têm acesso ao trabalho. Homens trans se assumem mais tarde, estudam mais e, quando chegam ao mercado de trabalho, ninguém quer dar emprego”.

Houve avanços na área da saúde, com a aprovação da  Portaria 1.707 do SUS, que traz orientações sobre o processo transexualizador pelos serviços públicos de saúde, além das agendas afirmativas dos Planos de Enfrentamento à Epidemia de Aids. Entretanto, o estigma causa a invisibilidade dessas populações nas outras áreas de politicas públicas. “Na prática, eu acabo não existindo”, diz Liza Minelly, Presidenta da REDTRANS.

Por outro lado, “na hora da ‘limpeza social’, para ‘limpar’a cidade e deixá-la bonita para a Copa, as travestis são reconhecidas”, destaca Fernanda Benvenutti, presidente-fundadora da Associação dos Travestis da Paraíba (ASTRAPA) e Secretária de Relações Institucionais da ABGLT.

Lei de Identidade de Gênero

Na sequência da reunião sobre a agenda pós-2015, ocorreu um debate sobre a Lei de Identidade de Gênero, em um intercâmbio de conhecimentos entre Brasil e Argentina. O avanço dos direitos da população de travestis e transexuais depende da organização e participação política, acredita Marcela Romero, Coordenadora da Rede Latino-americana de Travestis e Transexuais. Para ela, este é o primeiro passo para demandar a  aprovação de leis específicas pelo Legislativo e a atuação efetiva do Estado na estruturação das politicas públicas.

A América Latina tem observado avanços recentes nesse tema. Em maio de 2012, o Congresso Argentino aprovou a Lei n° 26743, que trata da Identidade de Gênero e atenção integral à saúde das pessoas trans. Para a Deputada Maria Rachid, que liderou a iniciativa, a sociedade argentina mostrou um apoio à lei que surpreendeu inclusive os movimentos sociais. Por ser um país regido pela igreja católica, esperava-se muita rejeição à proposta, entretanto, não foi o que as consultas públicas demonstraram. Segundo a Deputada, ficou evidente que “as pessoas não concordam com tudo que os dirigentes da igreja determinam, elas têm relações antes do casamento, elas usam preservativo para evitar doenças” e, por isso, viram que a lei era um importante passo para cessar o ciclo de violência contra travestis e transexuais e garantir o pleno exercício dos direitos humanos.

Inspirado pela iniciativa no país vizinho, um Projeto de Lei de Identidade de Gênero foi apresentado ao Congresso em fevereiro de 2013. “As pessoas devem poder definir sua própria identidade, dizer quem elas são”, afirmou a Deputada Érika Kokay, autora do projeto de lei juntamente com o Deputado Jean Wyllys.

Para o movimento social de travestis e transexuais a proposta é de extrema relevância e pode ajudar a erradicar a transfobia – aversão à presença de travestis e transexuais. “É a aversão à existência, que não é permitida nem tolerada”, destaca Marcelo Caetano, da Associação de Homens Trans.

Travestis do Rio Grande do Sul ganham direito de ter RG feminino Resposta


Em breve, travestis e transexuais do Rio Grande do Sul poderão escolher o nome pelo qual querem ser chamadas e terão um documento para comprovar isso.

Trata-se de uma “carteira de nome social”, documento que terá o mesmo valor de um RG. Com uma diferença: no lugar do nome de batismo, geralmente masculino, o documento mostrará o nome social, feminino.

A iniciativa é do governo do Estado, em parceria com ONGs da comunidade LGBT, e será lançada no dia 17.

A nova carteira terá o nome social em destaque, foto, número do RG e data de nascimento. Será confeccionada pelo Instituto-Geral de Perícia, que também confecciona o RG no Estado, após cadastro na Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Os requisitos e o custo para obtenção do novo documento são os mesmos da identidade tradicional -no RS, cerca de R$ 30.

Inicialmente a carteira valerá para atendimento em serviços públicos. Nos demais, ainda será preciso apresentar o RG para complementar as informações.

Ainda assim, a travesti Marcelly Malta, 61, presidente da ONG Igualdade, diz que o documento deve ajudar a diminuir as situações de constrangimento.

CONSTRANGIMENTO

“O maior problema é na saúde e na educação, em consultas, cadastros. É um sofrimento diário. É você chegar num lugar, verem sua aparência feminina e perguntarem: `Mas se essa é você, de quem é esse documento aqui?´.”

Ela lembra que ainda há dificuldade em entrar com processo para mudança no nome civil -ela mesma só conseguiu há dois anos. “Muitas não têm condições de pagar um advogado”, diz.

Já a presidente do Transgrupo Marcela Prado, a transexual Carla Amaral, de Curitiba, afirma que a medida é um avanço, mas “paliativa”. “A partir do momento que as travestis saem do seu Estado, o preconceito continua.”

Segundo a Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, o Rio Grande do Sul é o segundo Estado a criar um documento específico com o nome social – o primeiro foi o Piauí, que adotou o documento há cerca de dois anos.

A presidente do grupo, Jovanna Baby, diz que a medida ajudou a diminuir a evasão escolar entre travestis.

A carteira só valerá para atendimentos em serviços públicos. Lamentável. Deveria valer para tudo. Mas já é um avanço.

ABGLT vai ao STF para criminalizar a homofobia 1


Aproveitando a maré favorável aos LGBTs na Justiça, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) acaba de levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua principal demanda: a criminalização da homofobia.
A criação desse crime, em tese, deve ser feita pelo Congresso, que por resistência da bancada religiosa cristã (católicos e evangélicos fundamentalistas) até hoje não conseguiu decidir sobre um projeto que tramita desde 2001. Enquanto isso, a Justiça concedeu o direito à adoção, à união estável.
“Estamos depositando a esperança no Supremo, porque no Congresso está difícil”, argumenta Toni Reis, presidente da ABGLT.
No mês passado, e sem alarde, a entidade apresentou um mandado de injunção, usado para pedir que o tribunal declare a omissão do Legislativo em aprovar uma questão.
Para a ABGLT, ao dizer que o Estado deve punir a “discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”, a Constituição determina que a discriminação e a violência contra gays sejam criminalizadas.
Esse é o primeiro pedido da ação: que o STF reconheça que o Congresso tem o dever constitucional de aprovar lei nesse sentido, explica Paulo Iotti, advogado da ABGLT.
A associação também pede que o tribunal fixe um prazo razoável para isso e sugere que seja punida como o racismo a discriminação baseada em orientação sexual ou identidade de gênero – o que incluiria a “heterofobia”.
  
O terceiro pedido solicita que, caso o Congresso ignore a decisão, o próprio Supremo entenda a homofobia como uma forma de racismo, aplicando a lei que já existe. 


Iotti antevê questionamentos nesse ponto devido ao princípio segundo o qual “não há crime sem lei anterior que o defina”, o que demandaria, necessariamente, o aval do Congresso.

O advogado acredita, porém, que o Supremo possa se inspirar em decisão que adaptou artigos da Lei de Greve dos funcionários privados para aplicação à greve de servidores públicos, em 2007.

O último pedido da ação é que, enquanto a homofobia não for criminalizada, o Supremo determine a responsabilidade do Estado no cenário atual e o dever de indenizar as vítimas.

*Com informações de Nádia Guerlenda, da Folha de São Paulo.

Deputado do Nepal pede ao Facebook que inclua opção de ¨terceiro gênero¨ na rede social Resposta

Sunil Babu Pant – Primeiro político abertamente
 homossexual do Nepal
Um deputado e ativista dos direitos dos homossexuais no Nepal pediu Facebook para incluir uma terceira opção para pessoas que não se identificam como homem ou mulher.

Suni Babu Pant disse que escreveu para os fundadores do Facebook, Mark Zuckerberg e Chris Hughes, pedindo uma opção como ¨terceiro gênero¨ ou ¨outros¨ quando alguém se inscrever na rede social, porque segundo ele, as pessoas que não se identificam como homens ou mulheres continuam a ser marginalizadas por conta essas opções do Facebook.
Pant afirmou que não recebeu qualquer resposta do Facebook, mas continua esperançoso.
Pant é o único membro do parlamento abertamente gay no Nepal e tem feito campanha pelos direitos dos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros no país do Himalaia.

Emissora de TV coloca câmera escondida e põe filho assumindo ser transexual para a mãe. Veja a reação das pessoas: Resposta

Um adolescente assume para a mãe sobre a necessidade que ele sente em mudar de sexo. A mãe reage contra a essa decisão, não apóia o filho. Os dois discutem dentro de um restaurante e as pessoas ao redor prestama tenção na conversa. 

O menino e a mãe são dois atores contratados pela rede de TV americana ABC, e toda a conversa é gravada para o progama ¨What Would You Do?¨ (¨O que você faria?¨, em tradução livre).
O programa foi ao ar na semana passada e mostra a reação das pessoas que dão total apoio ao jovem e tentam educar a mãe para que ela entenda melhor a condição de seu filho. Um dos casais, inclusive, faziam parte de uma assoicação da Flórida em defesa de gays, lésbicas e transexuais. A interessante coinscidência do casal no restaurante, os levou a conversar com a suposta mãe e tentar mostrar um caminho de entendimento para que ela pudesse entender seu filho, que queria mudar de sexo.
Assista ao vídeo em inglês do programa:


Homem muda de sexo e se diz lésbica. Filha se diz orgulhosa de ter um ¨pai mulher¨ Resposta

Jane Fae, à esquerda, com a filha Natasha. (Foto: David Sillitoe)
Natasha Ozimek tinha 16 anos quando foi surpreendida pelo seu pai com a notícia de que ele iria mudar de sexo. Ela disse que não recebeu bem a novidade logo de início, e que ela chorou muito e se viu em um estado de choque. Hoje, aos 18 anos, ela lembra que isso é a última coisa que que uma filha espera um pai fazer, pôr fim a única figura masculina da sua vida. 

Com o passar do tempo, as pessoas da sua cidade, no estado americano de Illinois, também receberam a notícia. Ela ficou três semanas sem ir à escola. Quando realmente decidiu enfrentar a situação, ela disse que passou um grande sufoco: 
– Algumas pessoas na escola faziam piadas, até que eu saí com eles um pouco e disse que não era uma decisão minha, e sim, do meu pai, e que eles não me julgassem por isso. Um menino que eu gostava muito parou de falar comigo por cerca de duas semanas, mas as ao mesmo tempo, as pessoas estavam dizendo que eu e meu pai éramos muito corajosos. No entanto, eu pensava o quanto meu pai era realmente corjoso e eu acabei colocando isso na minha mente. Não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso, mesmo não querendo que isso acontecesse. 
Foi uma transição difícil na vida de Tash, mas com o tempo ela superou o choque. Disse que nunca foi contra o pai, e embora ainda se espante em alguns momentos, ela diz que é a garota que tem um ¨pai mulher¨. 
Segundo ela, seu pai que agora é conhecido como Jane Fae, está muito mais feliz com a nova vida: 
– Eu sempre amei meu pai incondicionalmente, mas eu gosto mais dele agora. Ele é muito mais confiante e mais agradável para estar ao redor, então eu desfruto muito mais de sua companhia. Antes da mudança, ele não estava interessado na vida ou no que estava fazendo, porque ele estava, obviamente, no corpo errado. Ele era como uma toupeira, todo encurvado, silencioso e sombrio, ia para o escritório e voltava para o jantar e não falava nada. Nós costumávamos nadar juntos quando eu era criança, mas por outro lado ele sempre vivia trabalhando e não tinha nenhum amigo. Agora ele sorri muito, ele vai para aulas de zumba e yoga e tem muitas amigas. 
Agora legalmente reconhecida como uma condição médica, dismorfia de gênero (também conhecida como disforia) é um profundo desconforto com o sexo com que a pessoa nasceu. Segundo médicos, a condição pode levar à depressão grave, que por sua vez pode fazer com que algumas pessoas cometam suicídio. 
Em julho passado, Jane realizou a cirurgia para a retirada de seus órgãos masculinos e iniciou uma terapia hormonal com estrogênio para feminilizar seu corpo. 
Mas engana-se quem pensa que Jane agora é atraída por homens: 
– Não, agora eu sou lésbica. Eu fui diagnosticada em 2009 com disforia de gênero que havia sido reprimida. Embora estivesse sempre sexualmente atraído por mulheres, nunca fui particularmente feliz com tudo que envolvesse a penetração. Houve um pouco de cross-dressing na minha adolescência, mas era mais em torno de querer mudar a minha forma. Eu sempre odiei qualquer coisa que indicasse que eu fosse uma travesti. Eu tive uma séria preocupação em contar para Tash, nunca ia ser uma hora certa, porque a cada mês que passava eu era atormentada diariamente com a questão de que eu estava ficando mais velha e tudo ia ficando mais difícil, por isso tive que soltar. Mas eu estou orgulhosa da maneira com que Tash se adaptou e se ajustou – mesmo quando ela me deu um cartão de Dia dos Pais. 
Jane e sua ex-esposa Miranda, mãe da Tash, se separaram quando ela tinha dois anos de idade. Por sete anos viveram próximos um do outro, compartilhando a guarda das crianças entre eles, mas quando Tash fez nove anos seu pai se mudou para um lugar a mais de 100 quilômetros de distância de Lincolnshire, com sua nova mulher, Andrea. Tash passou a viver com eles.

Brasileiro participante do Big Brother inglês decide virar transexual Resposta

Rodrigo e seu novo visual, Rebekah 
O brasileiro e ex-participante do reality show Big Borther inglês, Rodrigo Lopes, decidiu virar transexual e está vivendo atualmente sua vida como uma mulher chamada Rebekah. 

Ele, que na época do programa gravado em 2009, formou o primeiro casal gay do reality, chegou a ficar em quinto lugar no Big Brother inglês, começou a sair à noite vestido de mulher, agora já planeja uma cirurgia para mudança de sexo. 
Em uma recente entrevista para uma revista de celebridades, Rodrigo, ou Rebekah, falou da nova fase de sua vida: 
– Eu sempre senti que tinha uma mulher dentro de mim. Sempre! Mas eu tentei esconder. Eu sempre gostei de maquiagem, tratamentos e outras coisas femininas, e eu tinha 18 anos quando comecei a experimentar tudo isso. Mas no início deste ano eu disse para a minha melhor amiga como eu realmente estava sentindo. Ela me incentivou. Quando voltei para o Reino Unido, primeiro eu comecei a usar as roupas das minahs amigas, depois eu comecei a comprar as minhas próprias roupas. Agora eu saio com uma amiga travesti e quando vamos a algum lugar heterossexual, chamamos muita atenção. 
Segundo Rodrigo, ele tem uma consulta médica na próxima semana e pretende começar um tratamento hormonal. Ele se diz preocupada com a aceitação da família: 
– Eu procurei ajuda e falei com um médico sobre isso. Mas eu ainda estou preocupado com meus pais no Brasil, se eles irão me aceitar. É difícil para mim. Não é uma decisão fácil. 
Ele disse que o médico lhe instruiu a viver como uma mulher por um ano antes de tomar uma decisão importante como a mudança de sexo. E é o que ele está fazendo. Ele diz ainda que por se sentir atraído por homens heterossexuais, não tem certeza se ele é realmente gay: 
– Me sinto atraído principalmente por homens heterossexuais. Eu nem sei se eu sou gay, lésbica ou heterossexual. Mas Rebeca é hétero. Ela gosta de homens heterossexuais. 
Sobre a escolha do nome, Rebeka Shelton, ele diz que ama o primeiro nome e adotou o sobrenome em homenagem à família inglesa que ele viveu quando saiu do Brasil.

Babá de Barack Obama era transexual e usava batom da mãe dele para fazê-lo rir Resposta

A ex-babá de Barack Obama, se diz como o transexual que fez o futuro presidente dos Estados Unidos rir quando usou um batom de sua mãe. 

Evie cuidou de Barack quando a mãe dele se mudou para a capital indonésia de Jacarta nos anos de 1960. Assumidamente gay, ela saía de casa vestida de mulher, mas era muito cuidadosa e nunca deixava Obama ver: 
– Ele era muito jovem e eu nunca deixava ele me ver com roupas femininas. Mas ele me viu experimentando um batom de sua mãe algumas vezes. Isso realmente fazia com que ele risse muito. 
Evie, à direita, quando ainda vivia como mulher
A babá, que entrou no mundo da prostituição depois que a família foi embora, agora vive em uma favela, e disse que conheceu a mãe de Obama em um coquetel, em 1969. Dunham, que tinha se mudado para o país dois anos antes com seu segundo marido, Lolo Soetoro, ficou tão impressionada com a comida que Evie lhe ofereceu, que decidiu dar a ela um emprego. Não passou muito tempo, ela também começou a tomar conta de Barack, ainda com oito anos de idade, brincando e levando ele para a escola. 
Vizinhos lembram que muitas vezes viram Evie saindo vestida de mulher, e acreditavam que ela era realmente uma. Mas depois que a família de Obama foi embora, em 1970, as coisas tomaram outro rumo. Evie foi morar com um namorado. Esse relacionamento acabou três anos depois, e ela se tornou uma profissional do sexo: 
– Eu tentei arrumar um emprego como empregada doméstica, mas ninguém quis me contratar. Eu precisava de dinheiro para comprar comida, conseguir um lugar para ficar. 
Hoje, Evie voltou a viver como homem
Depois de sofrer diversos ataques e traumas devido a sua identidade sexual, Evie decidiu voltar a viver como homem, nos anos de 1980. Hoje, aos 66 anos, ela diz que sempre soube em seu coração que era uma mulher, mas que não vai morrer assim, e decidiu se aceitar e viver como um homem. 
Ela disse que não sabia que o garoto que ela cuidou, ganhou as eleições presidenciais americanas em 2008, até que viu uma foto da família em jornais locais e na TV. Ela deixou escapar que o conhecia. Seus amigos riram no primeiro momento e a chamaram de louca, mas moradores antigos afirmam que é tudo verdade. 
Agora, Evie espera que a pessoa que ela ajudou a crescer, possa lutar por pessoas como ela. 

Bafão na novela Fina Estampa. ¨Marida de aluguel¨ é transexual. Resposta

Fina Estampa: ¨Marida de aluguel¨ é transexual
Mais um assunto vai dar o que falar na novela de Aguinaldo Silva, Fina Estampa. Uma das ¨maridas de aluguel¨ que trabalha para Griselda, personagem de Lilian Cabral, é transexual.

A cena, que vai ao ar no capítulo de amanhã, vai mostrar Quinzé (Malvino Slavador) entrando no vestiário da loja de Pereirão e encontrar Fabrícia (Luciana Paes) trocando de roupa. Por um momento, o rapaz fica apreciando a beleza da moça, que está de costas, mas no momento em que ela se vira, ele se assusta, dando um grito de pavor.

Assustado, ele conta a cena para a mãe:
¨Entrei no vestiário achando que não tinha ninguém lá, e, quando vejo, está a Fabrícia, ou melhor, o Fabrício. Fabrícia é homem!”.
E então, ela aparece e diz:
– Transexual: é esse o nome!
Ela ainda conta para Griselda que falsificou todos os documentos para conseguir trabalhar na loja de ¨maridas de aluguel¨, e Pereirão diz que vai pensar no que fazer com a situação.
Imperdível!!!

Namorado de Ariadna faz vídeo em defesa da amada Resposta

Ariadna e o namorado Gabriele. (Foto: Reprodução)
O namorado da ex participante do Big Brother Brasil Ariadna, gravou um vídeo onde defende a amada, primeira transexual a participar de um reality show no Brasil. No vídeo Gabriele Benedetti diz que não gostou de uma matéria veiculada no programa Pânico na TV! , onde acredita que a atração tratou sua mulher de forma ofensiva.


Ele ainda diz que não é gay, que Ariadna é uma mulher e que a admira muito por sua história, e acredita que o mundo já está cheio de preconceitos e não precisa que um programa de tv ajuda a aumentar o preconceito no país.

Confira o vídeo de Gabriele Benedetti na íntegra:

Some content on this page was disabled on 02/02/2017 as a result of a DMCA takedown notice from Gabriele Benedetti. You can learn more about the DMCA here:

https://en.support.wordpress.com/copyright-and-the-dmca/

Picada de abelha levou homem a virar transexual Resposta

Chloe Prince

Um homem que vive na cidade de Jackson, em Ohio nos Estados Unidos, foi submetido a uma cirurgia de redesignação sexual após uma picada de abelha ter “disparado” uma condição genética subjacente que o levou a reavaliar sua identidade sexual.

Chloe Prince, que antes da cirurgia atendia pelo nome de Ted Prince, era um homem bem casado e com dois filhos, antes de decidir se submeter à operação de mudança de sexo invasivo, de acordo com o jornal americano Daily Mail.

Na sequência de uma reação grave a uma picada de abelha, Chloe começou a notar uma queda significativa em seus níveis de testosterona. A pele ficou mais macia e ela desenvolveu formas mais femininas. Uma sensação inesperada de conforto com estas alterações físicas é o que inicialmente inspirou Chloe para ir adiante com a operação:

– Eu tinha lidado com a questão da identidade de gênero por toda minha vida. Realmente, quando isto aconteceu e foi diagnosticado que o meu nível de testosterona começou a baixar, isso foi me levando ao transexualismo, porque eu estava começando a desenvolver seios e minha pele foi ficando mais macia. Minha massa corporal foi mudando e eu estava gostando das mudanças no meu corpo.

Chloe, agora com 40 anos, sofre de uma desordem genética rara chamada síndrome de Klinefelter – algo que ela não estava ciente até o choque da picada de abelha ter elevado os sintomas da doença em alta velocidade. Um dos efeitos colaterais mais graves da síndrome de Klinefelter é um déficit de hormônios masculinos como a testosterona. Quando o corpo de Chloe reagiu à picada de abelha, seu sistema endócrino praticamente foi alterado, o que fez desencadear os novos sintomas.

Apesar de nova identidade sexual de Chloe, ela e sua esposa Renee optaram por permanecerem casados. O amor do casal de um para o outro pode ser duradouro, mas eles não têm mais relações sexuais:

– Eu sinto atração por homens. Eu me identifico como uma mulher heterossexual.

Os dois revelaram que já não são mais legalmente casados​​, mas vivem juntos e continuam a educar os seus filhos como um casal.

Simpósio discute inserção de travestis e transexuais no mercado de trabalho de Maceió Resposta


Na última sexta-feira (3/07), no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Maceió (AL), representações de movimentos sociais ligados à causa dos LGBT e poder público municipal e estadual estiveram reunidos em um simpósio. A ação organizada pela ONG Pró-Vida, em parceria com a Associação de Travestis e Transexuais de Alagoas (ASTTAL), marcou a passagem do dia 29 de janeiro, data que celebra nacionalmente a Visibilidade Travesti e Transexual.

A inserção dos travestis e transexuais no mercado de trabalho foi a abordagem principal do simpósio. Segundo os transegêneros, o preconceito ainda é uma barreira para conseguir emprego e viver de forma digna na sociedade. Mas essa realidade vem mudando. A Prefeitura de Maceió já abriu espaço para a causa, a exemplo da transexual Cris Madri, que atualmente faz parte do quadro da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).

Segundo o secretário de Assistência Social, Francisco Araújo, o município está empenhado em promover dignidade a toda a população. Para a questão LGBT, a proposta é diminuir o preconceito, através de ações de participação dessas pessoas de forma comum, como acontece com qualquer individuo, que tem acesso ao trabalho, ao conhecimento e à capacitação, ou qualquer outra espécie de avanço na sociedade. “Esse é um trabalho feito de forma integrada entre as áreas, de assistência, saúde, educação, enfim, as pastas do município que atuam com o social”, ressaltou.

A abertura do encontro contou com apresentação de uma performance artística, da travesti Melissa Vogue.

Conivência com a homofobia

Na semana passada, o presidente do PT alagoano,  Joaquim Brito, questionou o número de assassinatos contra homossexuais, que continuam sem solução no estado, lembrando o caso do estudante Fábio Acioly, que foi assassinado há dois anos, de forma brutal. Brito disse que a partir da mudança estatutária do PT, os homossexuais terão o mínimo de representação na política.

“O governador Teotônio Vilela é conivente com a homofobia, por permitir que os 30assassinatos contra gays ocorridos nos últimos dois anos continuem sem solução. Não tem um bandido preso. É uma questão emblemática. Na época da morte do estudante, disseram que ele era homossexual e o governador não teve coragem até hoje de revelar o nome dos mandantes”, lamentou.

Rio de Janeiro: delegacias incluem nome social de travestis e transexuais em ocorrências Resposta

Delegada Marta Rocha

A chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha, vai anunciar hoje a inclusão do nome social de travestis e transexuais nos registros de ocorrência das delegacias. A ação, que integra conjunto de medidas do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, proporcionará a composição de dados oficiais sobre homicídios e outros crimes praticados contra transgêneros – população que mais sofre com a discriminação.
 

Atividades também serão realizadas em todo o Estado do Rio para celebrar o Dia Nacional da Visibilidade Trans (29/01), uma das datas mais importantes da comunidade LGBT. A Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e ONGs realizarão atividades para celebrar a data, como seminários, jornadas, exibição de filmes e espetáculos.
 


 Estado reconhece outros direitos de travestis e transexuais
 

Em 8 de julho de 2011, o governador Sérgio Cabral assinou o Decreto 43.065, que dispõe sobre o direito ao uso do nome social por travestis e transexuais na administração direta e indireta do Estado do Rio de Janeiro. Um dos destaques da justificativa para o decreto foi que as políticas governamentais devem se orientar na promoção de políticas públicas e valores de respeito à paz, à diversidade e a não-discriminação por identidade de gênero e orientação sexual.

*Com informações do jornal O Dia

Casal gay é destaque em outdoor do plano familiar da Unimed Blumenal 1


A foto acima foi compartilhada por milhares de pessoas como sendo da Unimed do Rio Grande do Sul, mas na realidade é da Unimed de Blumenal, no estado de Santa Catarina. É a propaganda do plano de saúde. O que dispertou o interesse foi a veiculação na região de um outdoor expondo um casal gay abraçado e com a seguinte frase: “De um jeito ou de outro, todo mundo precisa. Plano Familiar Unimed para todo o tipo de família.”

Segundo o superintendente da Unimed Blumenal, Dr. Jauro Soares, as primeiras peças da campanha iniciaram a veiculação no dia 15 de junho e é composta de material para a mídia impressa (jornais e revistas), mídia eletrônica (TV e rádio), mídia digital (internet) e exterior (outdoor, busdoor e front-light).

O presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, manifestou apoio à campanha: “Quando confirmado, fiquei extremamente feliz e contemplado pela publicidade. Senti-me cidadão, disse o especialista em sexualidade humana, Toni Reis que recebeu uma foto do outdoor pelo e-mail.

O presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), Reinaldo Damião, disse que não se trata de uma iniciativa pioneira, uma vez que outras campanhas publicitárias já abordaram a questão da homossexualidade. Segundo ele, o fato novo nessa campanha é que o outdoor retrata pessoas do mesmo sexo, fazendo uma menção explicita ao fato de serem um casal. Até então esse tipo de visibilidade era dirigida para o público gay e em meios de comunicação GLBT: “Embora não seja pioneira, vale ressaltar a coragem da empresa Unimed em assumir publicamente seu desejo de atender também a comunidade homossexual”. Toni Reis destacou que “a mídia brasileira é hetero-normativa e a propaganda sempre mostra um casal de homem com mulher, e não homem com homem, ou mulher com mulher”.


A idéia para a campanha surgiu a partir das últimas pesquisas do IBGE que indicaram diversas mudanças no perfil dos casais, sendo uma delas, o reconhecimento dos parceiros homoafetivos. De acordo com Soares, “a intenção do marketing foi fazer uma campanha ampla, para todo tipo (novo) de família, incluindo homossexuais. A abordagem da campanha foi amplamente aprovada pela classe médica dirigente da cooperativa”. 


O representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+) do Estado de São Paulo, Lucas Soler, disse que “quebrar o preconceito é muito complicado e não será um outdoor apenas que fará isso, mas sim, uma ação conjunta de toda a sociedade que, unida neste sentido, poderá iniciar um processo de crescimento e orientação para todas as gerações a fim de possibilitar uma maior orientação sobre a diversidade existente”. 

Para o superintendente do plano de saúde, Jauro Soares, a campanha “provoca reflexões em relação aos modelos e conceitos de família nos dias atuais e remete a discussão de preconceitos contra os homossexuais em nossa sociedade”. Ele acredita também que a campanha joga luz sobre o debate atual da união civil entre homossexuais e seus reflexos em nosso país. 

Apesar de a união civil de homossexuais ainda não ser reconhecida pela legislação brasileira, a Unimed tem aceito sem restrições a inclusão em plano de saúde familiares de casais homoafetivos. Segundo o superintendente da Unimed Blumenau, é solicitado um documento (declaração de convivência) feito em cartório e que serve como comprovante para aceitar o companheira/companheiro como dependente. “Legalmente tem-se como base a decisão confirmada pela 6ª turma do TRF da 4ª Região, no dia 27 de julho deste ano. Por unanimidade a sentença obriga ao INSS a considerar os companheiros homoafetivos, como dependentes preferenciais dos segurados de Regime Geral da Previdência Social. Esta sentença ratifica decisão original de primeira instância proferida em final de 2001. A decisão é válida para todo território nacional”, esclareceu Soares.

*Com informações do Ministério da Saúde

Pesquisa americana aponta que 1 entre 3 gays não se assume no local de trabalho por medo de discriminação Resposta

Uma porcentagem alarmante de pessoas homossexuais enfrentam preconceito no emprego e muitas vezes decide não revelar sua orientação sexual no local de trabalho, de acordo com uma perquisa realizada pelo Instituto Williams, nos Estados Unidos. 

De acordo com uma revisão de estudos recentes e antigos, O instituto anunciou ontem (25/07), que 38% das lésbicas, funcionários gays e bissexuais assumidos, relataram que já foram assediados no trabalho por causa de sua orientação sexual. Mais de um terço dos entrevistados disseram que não eram assumidos para niinguém no ambiente de trabalho.

Pesquisas voltadas especificamente para trabalhadores transgêneros nos últimos anos descobriram a discriminação no emprego ainda maior: um estudo de 2011, por exemplo, descobriu que 78% dos funcionários trans relataram pelo menos uma forma de assédio no trabalho, com cerca de metade já ter passado por discriminação na contratação, promoção e retenção. 

Entre os entrevistados, 42% haviam sofreram algum tipo de discriminação no emprego em algum momento de suas vidas, e 27% apenas durante o período de cinco anos anteriores à pesquisa. 

De acordo com um dos autores do estudo, Christy Mallory, ¨estes novos dados mostram que ainda é arriscado assumir a homossexualidade no local de trabalho. Portanto, não é surpreendente que os dados também mostram que um terço dos empregados gays não são para qualquer pessoa no local de trabalho.¨ 

Por causa do medo de serem discriminados, muitos funcionários LGBT escondem suas identidades, ganham menos e têm menos oportunidades de emprego do que os heterossexuais.