Saiba quem será o gay assassinado por homofóbicos em "Insensato Coração" Resposta


Renato interpretado pelo ator Ivan Mendes é quem será assassinado em “Insensato Coração”. Por enquanto, o núcleo gay está sendo introduzido aos poucos na novela e Gilberto Braga, um dos autores já avisou: não terá beijo gay. No entanto, a homofobia será tratada na trama.
Renato será assassinado por um grupo de jovens homofóbicos e o ator Cássio Gabus Mendes interpretará um homem com preconceito contra o seu patrão gay.

Beijo gay ainda é tabu em novelas brasileiras Resposta

André Arteche interpreta Julinho em “Ti-ti-ti
Foto: Renato Miranda / TV Globo / Divulgação


Reportagem de Márcio Maio, da “TV Press” faz um apanhado histórico a respeito da homossexualidade na teledramaturgia brasileira. Vou reproduzi-la na íntegra aqui:

Ao longo de seis décadas, os personagens gays chegam ao seu ápice na teledramaturgia nacional. Enquanto Gilberto Braga e Ricardo Linhares apostam em inserir com naturalidade homossexuais em diversos núcleos de Insensato Coração, Ti-ti-ti volta a investir na sexualidade do bem-intencionado Julinho, de André Arteche, com a entrada do surfista ambíguo Thales, vivido por Armando Babaioff. E Amor e Revolução, próxima novela do SBT, deve abordar um diretor de teatro bissexual e um torturador homossexual enrustido, além de um triângulo amoroso entre uma lésbica e um casal de amigos. Isso sem contar na discussão sobre homofobia promovida recentemente por Malhação, através do engajado Cadu, de Binho Beltrão. “Agora, há muito mais liberdade. A sociedade aceita melhor”, opinou Gilberto, que já abordou essas temáticas antes, como em Vale Tudo, quando criou o casal Laís e Cecília, de Cristina Prochaska e Lala Deheinzelin.

Levantar ou não a bandeira do arco-íris é uma decisão particular de cada autor. Em Malhação, por exemplo, como a proposta é retratar conflitos que podem acontecer na rotina dos jovens, tocar no tema homofobia é quase previsível. Ainda mais depois que imagens de um homossexual sendo agredido com uma lâmpada em São Paulo foram recentemente exibidas em todos os telejornais nacionais. Mas, nesse caso, uma mera coincidência. “Bem proveitosa, eu diria. Não é que a realidade não me influencie, mas tenho uma frente de texto entre 15 e 22 capítulos”, explicou o autor, que deve trazer o personagem Cadu de volta à história em breve.
Mesmo com tanto empenho em abordar temáticas gays, uma coisa ainda não foi conquistada na teledramaturgia nacional: o beijo entre duas pessoas do mesmo sexo. O primeiro da TV brasileira aconteceu há 10 anos, no gameFica Comigo, de Fernanda Lima, na MTV. Mas em séries e novelas, já foi cortado do ar duas vezes. A primeira, emAmérica, entre o romântico Júnior, de Bruno Gagliasso, e o peão Zeca, de Erom Cordeiro. E, recentemente, em “Clandestinos – O Sonho Começou”, entre o ator Hugo, de Hugo Leão, e o diretor Fábio, de Fábio Henriquez. Nas duas situações, ambas na Globo, as cenas foram gravadas, mas não exibidas. “Não acho tão importante mostrar beijo. Muito mais importante é mostrar a dignidade de um afeto, é um homem poder dizer para o outro ‘eu te amo'”, opinou Maria Adelaide Amaral,
Tiago Santiago também tentou um beijo gay na Record, mas foi em vão. O autor não associa isso ao fato da emissora ser do bispo Edir Macedo, dirigente máximo da Igreja Universal do Reino de Deus. Mas confessa que evitou alguns assuntos que poderiam ser tabus para evangélicos. “Para não melindrar as idiossincrasias dos dirigentes religiosos”, desconversou o autor, atualmente no SBT. Marcílio Moraes até pensou em investir no homossexualismo em “Ribeirão do Tempo”. Mas a desistência foi em função de outro motivo. “Percebi que não daria para aprofundar a questão a um nível que trouxesse algo novo”, assumiu.
A abordagem em tom de polêmica sobre assuntos relacionados a gays é o que surpreende alguns profissionais. Para Maurício Farias, diretor do seriado Aline, que estreia no próximo dia 3, a diversidade é tão presente na sociedade que não deve chocar mais no ar. “Nossa história celebra a felicidade. Nada mais tranquilo do que ter um casal de homossexuais que se dá bem, às vezes briga, sente ciúmes, como em qualquer outra relação”, argumentou ele, referindo-se à dupla de meia-idade Pipo e Rico, vividos por Gilberto Gawronski e Otávio Muller.
Outros limites
Não é só o medo da rejeição popular que diminui a liberdade de criação dos autores quando o assunto é sexo. A nova classificação indicativa impõe várias condições que dificultam a abordagem de questões importantes e que devem ser discutidas. Emanuel Jacobina, por exemplo, já escreveu outro personagem gay em Malhação. Em 2001, Sócrates, vivido por Erik Marmo, teve até direito a final feliz, indo embora de mãos dadas com o namorado do terceiro ano do colégio. “Não sei se no meu horário, que é de 17h40, eu poderia fazer isso de novo”, lamentou o autor.
Marcílio Moraes criou com Lauro César Muniz um dos personagens gays de maior sucesso da TV nacional. Mário Liberato era o vilão nrustido de Roda de Fogo, interpretado por Cecil Thiré. E tinha em sua casa o que chamava deSala de Príapo, referente ao deus grego da fertilidade, sempre representado ostentando um enorme falo. “Não sei como esse tipo de coisa seria vista hoje em dia”, refletiu Marcílio. Já sobre a vida íntima de Mário, as limitações pesavam. “As relações não eram mostradas, apenas sugeridas. Não dava para ir além disso naquele tempo”, explicou.
Instantâneas
# Ao contrário do que alguns veículos noticiam, Ricardo Linhares garante que Kléber, papel de Cássio Gabus Mendes em Insensato Coração, não é gay enrustido. “Não sei quem inventou isso”, reclamou.
# Assim como as novelas, a linha de shows da Globo aposta cada vez mais em temáticas gays. A nova temporada do programa Amor & Sexo conta com um quadro sobre o assunto e o Big Brother Brasil apostou em uma seleção com dois gays e duas bissexuais assumidas, além de uma transexual, Ariadna, que foi a primeira eliminada do game.
# Pipo, gay quarentão de Aline, não é o primeiro homossexual da carreira de Gilberto Gawronski. O ator interpretou o travesti Valquíria Star em Promessas de Amor, na Record.

Personagem gay será assassinado por homofóbicos em "Insensato Coração" Resposta

Foto: João José Junior / TV Globo / Divulgação

Segundo o site “Brasil Wiki”, um dos personagens homossexuais da novela “Insensato Coração” será assassinado, em um crime homofóbico. O quiosque de Sueli (Louise Cardoso), conforme o blog já noticou vai virar sucesso entre os amigos do filho dela. A fama vai se espalhar pelo RIo de Janeiro, incomodando os homofóbicos.

O quiosque sofrerá um ataque. O primeiro a ser ferido será Roni (Leonardo Miggiorin), que decidirá procurar a polícia. Sueli vai procurar Kleber (Cássio Gabus Mendes), que é jornalista e mantém um blog chamado “Impunidade Zero”. Mas Kleber, que é homofóbico, resiste em levar o caso de Roni adiante.

O quisosque sofrerá um segundo ataque homofóbico. Esse será mais violento. A polícia vai tratar o caso de maneira leviana. Sueli buscará ajuda em vão.

No terceiro ataque homofóbico, um dos personagens da trama aparecerá morto. Sueli pensará em fechar o quiosque, mas logo perceberá que é preciso ser forte, resisti e lutar pelos direitos daquele grupo a quem ela tanto se apega.

A atriz Louise Cardoso diz que espera diminuir o preconceito com a personagem:

– Eu não sou gay, mas todos sabem que eu não tenho preconceitos. Tomara que as pessoas se identifiquem com essa personagem para que a gente possa diminuir essa discriminação. Eu nunca estive em uma passeata gay, mas já sei que a novela gravou cenas de uma manifestação e vai inserir a Sueli e o Eduard (seu filho na trama, interpretado por Rodrigo Andrade) nela – declara a atriz em entrevista à reporter Fernanda Laskier, do jornal “Extra”.

O núcleo gay tem causado tanto alvoroço na novela, que o jornal britânico “The Guardian” publicou uma matéria em seu site a respeito dos personagens de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. O site fala que a violência contra homossexuais no Brasil ainda é grande, e que a novela pode diminuir o preconceito, apesar de nunca um beijo gay ter ido ao ar numa novela brasileira.

Pelo visto, não será em “Insensato” que veremos um beijo gay em novela, já que o próprio autor Gilberto Braga descartou essa possibilidade. Leia mais, clicando aqui.

"Armor & Sexo" reestreia hoje na Globo, com quadro gay Resposta


Hoje (01/02) reestreia “Amor & Sexo” (Globo), sob o comando da ex-modelo e atriz Fernanda Lima. O programa promete diversas novidades, mas o que interesse ao blog é o quadro “GayMe”.

O diretor Ricardo Waddington diz que “nenhum quadro fala de um universo à parte, na verdade cada um deles faz parte do todo que é este programa”. GayMe será apresentado pelo ator Maurício Branco (foto) e trará perguntas e provas específicas sobre amor e sexo entre iguais, além de cultura LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) e conhecimentos gerais e provas físicas. A participação será de anônimos – gays assumidos – e as cenas ser´ão gravadas nas ruas e no estúdio. Uma espécie de gincana gay.

*Com informações da revista “Do Lado”