Felipão se declara a favor do casamento gay Resposta

Felipão

Técnico da Seleção Brasileira, Felipão foi o primeiro convidado do novo “Fantástico” (Rede Globo) e falou sobre futebol, claro, e sobre assuntos polêmicos, como o casamento gay. No vídeo da página do Fantástico não aparece ele falando sobre o tema, mas tem uma matéria, na qual ele diz o seguinte sobre casamento gay: “Eu acho que cada um escolhe a sua opção. Se é feliz tendo uma outra pessoa do mesmo sexo ao lado, seja feliz”.

Não é opção, Felipão, mas os LGBTs agradecem o apoio de um dos homens mais influentes do Brasil ao casamento gay.

#Clanessa: ‘Vou dar presente no Dia dos Namorados para Vanessa’, revela Clara Resposta

Vanessa e Clara participam do programa Altas Horas deste sábado (Foto: TV Globo/Altas Horas)

Vanessa e Clara participam do programa Altas Horas deste sábado (Foto: TV Globo/Altas Horas)

 

No sábado, 19/04, o casal Clanessa participa do programa Altas Horas e comenta que tipo de relação elas têm. “Eu nunca vivo de rótulos. A gente tem uma amizade colorida”, afirma a campeã do Big Brother Brasil 14.

Clara faz questão de salientar que a relação delas não precisa ter um rótulo e que o importante é que o sentimento existe. Mesmo sem assumir nada, ela revela: “Eu vou dar um presente no Dia dos Namorados para Vanessa”.

Segundo a terceira colocada no reality, ela e Vanessa estão sofrendo muita pressão para assumir o namoro e está dificultando muito as coisas. “Está muita pressão em cima da gente e assim não vai rolar de jeito nenhum”, comenta.

Durante o programa, Clara também explica o fim de seu casamento com o francês Fabien. “A gente está dando um tempo, porque foi muita informação tanto para ele, quanto para mim, mas continuamos amigos”, afirma.

A sister ainda reconhece que o ex-marido passou por maus bocados enquanto ela estava dentro da casa. “Acho que ele aguentou a barra bem forte aqui fora e eu fiquei bem orgulhosa, mas preciso focar na minha carreira e ele também tem que cuidar dos seus negócios”, ressalta.

O Altas Horas com Cauã Reymond também terá as participações de Clara, Vanessa, Fernando & Sorocaba, João Neto & Frederico e Cesar Menotti & Fabiano. O programa vai ao ar no sábado, logo após o Zorra Total.

Em Família: #Clarina: Maioria dos telespectadores quer Clara e Marina juntas Resposta

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Ao contrário do que pensam os conservadores, não existem verdades permanentes. Tudo muda inevitavelmente, inclusive nas novelas. Pensar que, em 1998 (há 16 anos apenas), o destino dos casais de mulheres, na telinha continuava sendo trágico, a exemplo da novela Torre de Babel (1998/99), onde as personagens de Christiane Torloni e Silvia Pfeifer morrem numa estranha explosão. Hoje, os casais de homens ou de mulheres homossexuais não só não morrem nas novelas como até mesmo estão segurando a audiência da teledramaturgia da Globo. A última novela, Amor à Vida, teve em sua reta final como ponto alto o relacionamento entre os personagens Félix e Nico, com uma enorme torcida por um final feliz com direito a beijo de verdade. E rolou. Além disso, diversos outros personagens gays faziam parte da trama de Walcyr Carrasco.

Agora, em Em Família, de Manoel Carlos, é o romance entre Marina e Clara que tem despertado (literalmente) a atenção da audiência, com torcida para que o flerte chegue logo aos finalmentes e as belas fiquem juntas. Ao som do tema Só Vejo Você (ouvir abaixo), na voz da cantora Tânia Mara, as atrizes Tainá Müller e Giovanna Antonelli, com delicadeza e sensualidade, têm construído uma versão bem consistente de duas mulheres mutuamente apaixonadas. Rola química entre elas. O resultado pode ser conferido pela enquete que o GShow fez sobre com quem Clara deve ficar, onde Marina ganha de goleada de Cadu (marido de Clara). Confira abaixo texto do GShow, sobre o caso Clarina (junção de Clara e Marina), e também vote para o romance das duas se concretizar.

Míriam Martinho

#Clarina! Atrizes exaltam romance, e Antonelli dá pitaco sobre beijo das duas
Sob holofotes dos telespectadores e com quase 80% de aprovação dos internautas, Giovanna Antonelli e Tainá Müller comentam história de amor
Com uma resposta muito positiva do público, o romance entre Marina (Tainá Müller) e Clara(Giovanna Antonelli) tem sido mais do que aguardado pelos telespectadores de Em Família. Na enquete que está sendo realizada pelo Gshow, na qual os internautas devem responder com quem acreditam que Clara deve ficar, a fotógrafa ganha com um número bastante expressivo de Cadu (Reynaldo Gianecchini), o marido de Clara.

No início das gravações, Giovanna disse que pretendia contar uma história de amor que fosse muito além das questões sexuais. E ela acredita que tem feito esse trabalho. “Estamos conseguindo, mas ainda acho que está cedo. O beijo (das personagens) é o de menos. Se chegar lá, é porque as pessoa estão acreditando na história”, aponta a atriz que dá vida a Clara. Ela ainda completa: “O casal está trilhando o caminho que a gente construiu desde o começo”.

Tainá, que afirmou não criar expectativa quanto à resposta do público antes de a novela estrear, se diz satisfeita com o retorno que tem recebido e compartilha da opinião da companheira de cena. “As pessoas têm me abordado nas ruas e o mais surpreendente é que, além dos jovens, muitas pessoas mais velhas falam comigo, sejam elas a favor do romance ou não. Isso é uma confirmação de que a ideia está sendo comprada. É uma demonstração de que o público comprou essa história. Eu, como atriz, fico muito feliz com isso”, revela a intérprete de Marina.

Além das ruas, Giovanna e Tainá contam que acompanham as redes sociais e estão a par da torcida de “Clarina”, nome do casal dado pelos internautas, que une as iniciais de Clara e as últimas letras de Marina. Toda esta mobilização do público tem uma explicação para Giovanna. “A última novela das 21h (Amor à Vida) abriu as portas. Acho que agora as pessoas conseguem falar mais livremente sobre o tema”, acredita a atriz.

O futuro de Clara e Marina

Com a doença de Cadu, a fotógrafa e a dona de casa caíram em mais uma encruzilhada. Tainá afirma que, certamente, é um obstáculo a ser ultrapassado, mas que não significa que seja limitador do romance. “O que faz a dramaturgia são os conflitos e, sem dúvida, esse vai ser outro grande desafio para as duas. A trama envolve essas problemáticas e precisa delas para ir se resolvendo”, explica. “A Marina já deixou muito ‘claro’ o que ela quer”, se diverte com o trocadilho. “Eu acho, inclusive, que ela está sendo muito compreensiva neste momento, dando apoio, independente das intenções que tem com a Clara. Ela tem respeitado e colocado a saúde do Cadu antes de qualquer outra coisa, sendo flexível”, defende.

Será que Marina vai até o fim, mesmo com todas essas dificuldades? E Clara vai largar o maridão em busca de novas aventuras? Fique ligado e não perca as próximas cenas de “Clarina”! E você? Acha que Clara deve ficar com quem? Clique aqui e vote!

Opinião

Se a maioria dos telespectadores quer um romance entre Clara e Marina, então que role logo e que Manoel Carlos não nos enrole, e só deixe para elas serem felizes no último capítulo.

Com informações de Um Outro Olhar

Rachel Sheherazade: dois pesos e duas medidas 1

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética desta entidade se manifestam radicalmente contra a grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros representada pelas declarações da âncora Rachel Sheherazade durante o Jornal do SBT.
O desrespeito aos direitos humanos tem sido prática recorrente da jornalista, mas destacamos a violência simbólica dos recentes comentários por ela proferidos no programa de 04/02/2014. Sheherazade violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que “num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível” — Ela se referia ao grupo de rapazes que, em 31/01/2014, prendeu um adolescente acusado de furto e, após acorrentá-lo a um poste, espancou-o, filmou-o e divulgou as imagens na internet.
O Sindicato e a Comissão de Ética do Rio de Janeiro solicitam à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que investigue e identifique as responsabilidades neste e em outros casos de violação dos direitos humanos e do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que ocorrem de forma rotineira em programas de radiodifusão no nosso país. É preciso lembrar que os canais de rádio e TV não são propriedade privada, mas concessões públicas que não podem funcionar à revelia das leis e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Eis os pontos do Código de Ética referentes aos Direitos Humanos:
Art. 6º É dever do jornalista:
I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios
expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias
individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos,
negros e minorias;
XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais,
econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física
ou mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 7º O jornalista não pode:
V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
Também atuando no sentido pedagógico que acreditamos que deva ser uma das principais intervenções do sindicato e da Comissão de Ética, realizaremos um debate sobre o tema em nosso auditório com o objetivo de refletir sobre o papel do jornalista como defensor dos direitos humanos e da democratização da comunicação.
Rachel Sheherazade: dois pesos e duas medidas
Veja o vídeo e compare a diferença de tratamento que a jornalista dá a um cantor, branco e rico e a jovem negro e pobre e tire a sua própria conclusão:

Dia Histórico #FinalamoràVida Resposta

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Hoje é um dia histórico para a TV brasileira e para os LGBTs! O primeiro beijo entre homens da TV brasileira foi na minissérie “Queridos Amigos” (Rede Globo), da Maria Adelaide Amaral, mas foi entre um heterossexual e um gay. Hoje foi diferente.  Espero que um dia o beijo entre iguais (homoAFETIVO) deixe de ser um “beijo gay” e seja apenas um beijo. Parabéns, Walcyr Carrasco, parabéns, Mauro Mendonça Filho, parabéns, Rede Globo e principalmente, parabéns a todos os LGBTs que não são alienados e lutaram por isso há décadas.

Quero um beijo gay apaixonado em “Amor à Vida” Resposta

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Quero um beijo apaixonado entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) em “Amor à Vida”, novela de Walcyr Carrasco, exibida às 21h pela Rede Globo. Sei que a Globo já exibiu um beijo gay antes, na minissérie “Queridos Amigos”, de Maria Adelaide Amaral. Mas foi um beijo entre um heterossexual e um homossexual e não um beijo homoafetivo. Sei que outros beijos gays já rolaram na TV aberta: no programa “Beija Sapo” (MTV) e em um reality show que está sendo exibido na Band, apresentado pela Adriane Galisteu. Sei que existem duas lésbicas se beijando na atual edição do BBB, que não estou acompanhando. Sei, também, que já houve um selinho lésbico em uma novela do Manoel Carlos. Também me lembro do beijo lésbico em “Amor e Revolução” (SBT). Foi um beijo lindo, profundo, mas a direção vetou o beijo entre homens. É que o beijo entre mulheres agrada a uma parcela da população, muitos homens se sentem excitados com isso, já o beijo entre homens desagrada, causa repulsa. Só que desta vez pode ser diferente. O autor Walcyr Carrasco construiu uma história de amor entre o Niko e Félix, fazendo com que ambos sofressem bastante, até caírem nas graças dos telespectadores. O Niko com a história do Fabrício. Ele sempre foi tão fofo na novela, mas tão fofo, que os telespectadores acabaram por torcer para que o Fabrício ficasse com ele e não com a Amarilys (Danielle Winits), mesmo antes de descobrir que o bebê de fato é dele. Já o Félix foi rejeitado por todas as personagens da novela, menos a Márcia (Elizabeth Savalla) e o Niko. E ele pôde ajudar o Niko, mostrar que existia um Félix bom, que tornou-se um monstro por ter sido rejeitado pelo pai. Eu, pessoalmente, acho que nada justifica jogar uma criança na caçamba, mas o autor da novela conseguiu convencer os telespectadores e todos passaram a ver o Félix, não como um vilão, mas como uma vítima.

Durante grande parte da novela, com o Eron (Marcelo Anthony) separado do Niko e o Félix sem o seu Anjinho (como é mesmo o nome do ator que fez a personagem?) na cadeia, os gays ficaram sem companheiros. Mas o autor colocou na boca da Aline (Vanessa Giácomo), da Amarilys e do César (Antonio Fagundes) frases homofóbicas, fazendo com que o telespectador entrasse em contato com a sua própria homofobia e refletisse sobre o assunto. A família brasileira tem, pelo menos até hoje, o último capítulo de “Amor à Vida”, a companhia de sete personagens gays e uma travesti. Só faltou uma lésbica, para que os LGBTs fossem todos representados, pois até a bissexualidade o Walcyr Carrasco abordou.

Eu quero um beijo homoafetivo entre dois homens, não porque foram mostradas cenas de traições, assassinato, suicidio e tentativa de assassinato, porque eu acho que não dá para comparar cenas de violência com cena de amor, que é o que uma cena de beijo representa. Eu quero um beijo gay, porque a história entre o Félix e o Niko só estará completa com o beijo. Eu quero um beijo gay, para que uma porta seja aberta para outros beijos gays, até que não se use mais o termo “beijo gay” e sim beijo, como outro qualquer.

‘O pior não é a traição, é a homofobia’, avalia Antonio Fagundes sobre seu personagem em #AmoràVida Resposta

Ator acredita que ainda terão muitas reviravoltas na vida de César (Foto: Domingão do Faustão / TV Globo)

Ator acredita que ainda terão muitas reviravoltas na vida de César (Foto: Domingão do Faustão / TV Globo)

Interpretar homens mulherengos já é quase uma marca registrada de Antonio Fagundes. E, com o poderoso doutor César, de Amor à Vida, não poderia ser diferente. Para falar sobre a vida do médico galã e os desfechos da trama de Walcyr Carrasco, o ator interagiu com os recados do público no palco do Domingão do Faustão, onde participou do quadro “Na Boca da Galera”.

“Não vou defender o César. Só posso dizer que o Walcyr [Carrasco] acertou na complexidade do personagem. Ele é ético, íntegro, mas tem amantes”, aponta o Fagundes.

A homofobia de César contra o filho Félix foi um dos pontos altos do bate-papo. “O pior não é a traição, é a homofobia”, disse o ator. “As pessoas estão vendo o Félix como vítima, mas estão esquecendo que ele roubou uma criança, mandou matar a irmã. A gente não pode perdoar o Félix e vê-lo como coitadinho”, lembrou. Fagundes usou várias vezes o termo opção sexual, assim como o Faustão, ambos estão desinformados, porque opção sexual não existe, mas sim orientação sexual. Fagundes disse também que ninguém é obrigado a sair do armário, como “alguns homossexuais pensam”.

Veja o vídeo, clicando aqui.

Apenas duas pessoas reagem ao ver cena de homofobia em ‘Vai fazer o quê?’ #Fantástico 1

Fantástico

O ‘Vai fazer o quê’, quadro do Fantástico (Rede Globo) deste domingo discutiu a homofobia. Apesar de o Rio de Janeiro ter sido eleito recentemente um dos melhores destinos para o público gay, o Brasil ainda é um país onde se registram muitos crimes de ódio contra homossexuais.

O quadro mostrou um casal gay sendo repreendido por namorar em público, e a sua atitude das pessoas. Teve uma senhora entrevistada que concordou com o ator que estava repreendendo o casal de atores.

Por todo o Brasil, multiplicam-se espaços onde o público gay é bem-vindo, bem recebido. União estável, adoção, casamento… Todos esses direitos foram conquistados com muita luta ao longo da última década. Mas apesar dos avanços da sociedade, será que ver dois homens namorando em público ainda é capaz de chocar alguém?

Rodolfo e Cleiton são atores treinados para compor um casal gay. E como qualquer casal de namorados, trocam carinhos.

A maioria das pessoas parece indiferente ao casal de rapazes, mas a cena chama atenção de alguns.

Duas pessoas foram as únicas que agiram ao ver uma cena de homofobia.

Durante as gravações, centenas de pessoas passaram pelos nossos atores. A maior parte não se importou ao ver os gays namorando. Isso reforça os dados de uma pesquisa recente, que aponta que nos últimos vinte anos o brasileiro se tornou muito mais tolerante aos homossexuais. Segundo o IBOPE, em 1993, 7% dos brasileiros eram favoráveis à união homossexual, já em 2011, 45% são a favor.

Mesmo assim, casos de violência contra homossexuais infelizmente ainda são comuns.

Se você testemunhar algum tipo de preconceito sexual, seja ele qual for, ligue para o Disque 100, de qualquer telefone do país.

Veja o vídeo do quadro, clicando aqui.

Daniela Mercury: “O Brasil não é tão conservador quanto a gente imagina” Resposta

DanielaMercury

Em entrevista à jornalista dada ao programa Gabi Quase Proibida (SBT), comandado pela jornalista Marília Gabriela, a cantora Daniela Mercury deu declarações polêmicas. A baiana disse que não assumiu sua bissexualidade, pois isso nunca foi segredo para ninguém, apenas comunicou algo que ela sentiu que sairia em veículos de “quinta categoria” e que ela não gostaria de ver o seu nome associado a eles.

Daniela também disse que “o Brasil não é tão conservador quanto a gente imagina”. Que em seus shows, metade da plateia é de gente de “50, 80 anos” e que sempre que ela aborda o tema da bissexualidade é aplaudida. A cantora disse que recebe calorosos cumprimentos também nos aeroportos. Marília Gabriela questionou se isto não se deve ao fato de ela ser famosa.

Daniela Mercury disse na entrevista, também, que “pior do que o preconceito contra bissexualidade, homossexualidade, seja lá o que for, o machismo é atroz, é cruel, é inaceitável, é uma doença social.” E a homofobia não é?

Ao ser questionada se não estaria usando a superexposição da mulher, Malu Verçosa, para se promover, Daniela disse que tem uma carreira sólida e considera esta pergunta ofensiva, pois não precisa disso.

Preta Gil comete gafe no programa #Esquenta! Resposta

Preta Gil comete gafe no “Esquenta!” (Foto: Esquenta! / TV Globo)

Preta Gil comete gafe no “Esquenta!” (Foto: Esquenta! / TV Globo)

A cantora Preta Gil cometeu uma gafe no programa Esquenta(Rede Globo) exibido no último domingo (18/08). A engajada filha de Gilberto Gil disse para Daniela Mercury que não se sentia mais só, se referindo ao fato de a baiana ter saído do armário recentemente, e assumido o relacionamento com a jornalista Malu Verçosa. Acontece que Preta se esqueceu de outros artistas que assumiram a homossexualidade ou a bissexualidade, alguns antes dela, inclusive, como Cazuza, Renato Russo, Ney Matogrosso, Edson Cordeiro e Ana Carolina, só para citar alguns da música brasileira.

“Eu não me sinto mais só”, disse Preta, como se fosse pioneira ao assumir a sua bissexualidade, o que não é verdade. Preta também falou do preconceito que sofreu:  “As pessoas não me conheciam, não sabiam quais eram os meus valores reais como ser humano, antes de julgar minha música, falavam: ‘Ih, aquela filha do Gil que é maluca falou que é gay…’”.

Diferente da colega, Daniela Mercury disse que não sofreu preconceito algum ao sair do armário: “Ninguém fez cara feia para mim, pelo contrário, as pessoas diziam: ‘Você deu uma sacudida no Brasil’”.

O programa Esquenta!, comandado pela apresentadora Regina Casé, discutiu a homofobia, com a participação da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, das cantoras Daniela Mercury e Preta Gil,  e dos atores  Marcello Antony e Thiago Fragoso, que interpretam Eron (gay) e Niko (bissexual) na novela Amor à Vida (Rede Globo), de Walcyr Carrasco, com direção geral de Mauro Mendonça Filho.

Opinião

Tanto Preta, quanto Daniela sacudiram o Brasil em momentos distintos, em que o conservadorismo parecia predominar: a primeira, quando acusou o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de racismo e a segunda, quando as atenções do Brasil estavam voltadas para o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Ponto para as duas!

Atriz de ‘House’ viverá lésbica em temporada de ‘Two and a half men’ Resposta

Amber Tamblyn viveu médica na série 'House' (Foto: Divulgação)

Amber Tamblyn viveu médica na série ‘House’
(Foto: Divulgação)

Amber Tamblyn, atriz que participou de House, vai interpretar uma personagem lésbica na próxima temporada da série de TV Two and a half men. De acordo com o site da revista The Hollywood Reporter, ela será Jenny, uma garota de 21 anos, descrita como “sexy, maravilhosa e gay”.

Jenny aparecerá na história como uma filha do falecido Charlie Harper, personagem de Charlie Sheen. Vinda de Nova York, ela vai chegar a Los Angeles em busca do pai, sem saber que ele morreu. Segundo o site, a jovem deverá se mudar para a casa de Alan (Jon Cryer) e Walden (Ashton Kutcher).

De acordo com o site da E! News, Jenny deverá aparecer com frequência na décima primeira temporada, que estreia nos Estados Unidos em 26 de setembro deste ano, com grandes chances de se tornar fixa no elenco. Tomara!

Obama diz que não tolera países que intimidam homossexuais Resposta

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Dando mais uma prova que seu segundo mandato será marcado pela defesa dos direitos LGBT, o presidente estadunidense Barack Obama criticou as nações que perseguem a comunidade gay na noite da última terça-feira (7/8), durante uma entrevista ao programa The Tonight Show, da rede NBC. Obama fez o comentário ao falar da Rússia, que tem aprovado legislações anti-homossexuais.

“Sem tolerância para os países que tentam intimidar gays, lésbicas e transgêneros , de uma maneira prejudicial a eles”, disse Obama ao apresentador do programa, Jay Leno .

Sede da edição de inverno dos Jogos Olímpicos, no próximo ano, a Rússia tem sido pressionada a revogar leis restritivas à comunidade LGBT, como a que proíbe a realização de paradas gays.

“Eu acho que eles entendem que a maioria dos países participantes dos Jogos Olímpicos não toleraria que gays e lésbicas fossem tratados de forma discriminatória”, observou Obama sobre a possível revogação.

O presidente dos Estados Unidos ainda falou da necessidade de tratar todos com igualdade. “Uma coisa que é importante para mim é ter certeza que as pessoas serão tratadas de forma respeitosa e com justiça. É isso o que defendemos, eu acredito que esse preceito não é exclusivo para a América. É algo que deve ser aplicado em todos os lugares. “.

Capítulo de “Amor à Vida” foi mais importante do que uma Parada Gay 2

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O que eu vi na novela “Amor à Vida”, na noite da última quinta-feira (01/08) foi surpreendente. Eu já esperava que o autor Walcyr Carrasco fosse tratar da questão da homossexualidade de maneira primorosa, tendo em vista a maneira ousada como ele abordou o tema em “Morde & Assopra”, até dois homens deitados na mesma cama ele conseguiu colocar, às 19h, claro que um dos personagens não era gay. Mas a cena me chamou muito a atenção. O que eu não esperava era que a direção da Rede Globo fosse permitir que se falasse em orientação sexual, entre outros assuntos.

O assunto foi praticamente a homossexualidade. O texto na boca de atrizes experientes e queridas do público como Nathalia Timberg e Susana Vieira deram mais credibilidade ainda à novela. O diálogo entre avó, mãe e filho (um Mateus Solano perfeito) foi emocionante. E o que dizer da hipocrisia de César, que trai a mulher, conversando com a sua amante sobre a homossexualidade do filho. Ambos reprovando, naturalmente. Quando César (Antonio Fagundes dando show, novidade) perguntou ao filho quem era a mulher da relação, ele falou o que muitos brasileiros pensam, mas não têm coragem de dizer.

Os capítulos de quinta-feira e sexta-feira, valeram mais do que uma Parada Gay, pois uma novela das nove atinge milhões de telespectadores, de classes sociais e credos diferentes. Parabéns à direção da Rede Globo, parabéns ao autor Walcyr Carrasco, aos seus colaboradores e a todos os atores envolvidos nesta trama. Só falta liberar de uma vez por todas o beijo gay.

‘Sangue Bom’ terá casal gay e pretende surpreender o público Resposta

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Os autores Maria Adelaide Amaral (autora do prrimeiro beijo gay na TV brasileira) e Vicenti Villari são conhecidos por ousar nas novelas. E não será em “Sangue Bom” que será diferente.

Nos próximos capítulos da trama, um novo casal será formado, mas por dois homens. Filipinho (Josafá Filho) finalmente vai se assumir gay, com isso o assistente da Luxury, Peixinho (Julio Oliveira) vai se envolver com o Famosinho da Casa Verde.

“Ele vai se apaixonar por um garoto, que vai brigar com a mãe por causa disso. Será uma grande mudança na novela”, antecipa Julio, que não quis entregar o nome de Filipinho.

Na trama, Filipinho soube da intenção de Peixinho através de Lara (Maria Helena Chira). Foi ela quem contou ao Famosinho da Casa Verde que o assistente do Luxury está a fim dele. Confuso e perturbado, Filipinho desabafou com Xande (Felipe Lima) e ele percebeu que o filho da garçonete ficou perturbado.

“Sangue Bom” já tem entre suas personagens uma travesti: Mulher Pau de Jacu, interpretada por Luiz André Alvim.

Novo ‘Sai de baixo’ tem ‘chupa, Feliciano!’, Tony Ramos e ‘erros’ 3

Da esq. para dir., Luis Gustavo, Márcia Cabrita, Aracy Balabanian, Tony Ramos, Marisa Orth e Miguel Falabella na gravação do novo 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Da esq. para dir., Luis Gustavo, Márcia Cabrita, Aracy Balabanian, Tony Ramos, Marisa Orth e Miguel Falabella na gravação do novo ‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

A gravação tinha iniciado fazia apenas dois minutos quando aconteceu o primeiro erro. Do alto-falante, veio a voz do diretor, Dennis Carvalho: “Começou esquecendo já na primeira cena… Essa é Aracy Balabanian!”. Após aplausos do público no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, a intérprete de Cassandra recomeça, dando sequência ao primeiro dos quatro episódios inéditos de “Sai de baixo”, que volta ao ar após 11 anos de seu fim.

O equívoco da atriz estava de acordo com o que o elenco antecipava na entrevista coletiva da véspera: o compromisso com o texto não era próprio do humorístico originalmente exibido pela TV Globo entre 1996 e 2002 e que, a partir de junho, volta em novos capítulos no canal Viva. O G1 acompanhou na noite desta terça-feira (4/6) a segunda das duas sessões de gravação desta reestreia do programa.

Antes do princípio, o mesmo Dennis Carvalho afirmava que “todo o elenco, um por um, quando chegou aqui chorou”. E deu um aviso: “É uma gravação, tem erros, voltam falas, eles esquecem, para variar… O Miguel [Falabella] está com a cabeça fundida, não está mais entre nós. Caçulinha, eu tirei do asilo”, alertou, referindo-se, respectivamente, ao ator que faz o alérgico a pobres Caco Antibes e ao músico que conduz a trilha.

Das passagens de “amnésia” dos atores aos bordões e às piadas que soam como comentários políticos ou sociais, o novo “Sai de baixo” reproduz o essencial de sua versão anterior. Agora, alternam-se tiradas aleatórias – caso de “Estou mais apertado que saco que dupla sertaneja”, dita por Vavá (Luis Gustavo) – e citações a Marcos Feliciano, ao preço do tomate, à ascensão da classe C, ao PEC das empregadas domésticas, à situação dos aeroportos, aos ex-BBB, à mastectomia de Angelina Jolie e até aos obscuros critérios de correção da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Tony Ramos e Luis Gustavo na gravação do 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Tony Ramos e Luis Gustavo na gravação do
‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

De cara, o capítulo inaugural apresenta uma surpresa: abrem-se as cortinas e quem ocupa o palco, sozinho, é Tony Ramos. Ele não estava no elenco fixo e, aqui, faz um mordomo que fala – ou tenta falar – francês. O cenário é o de sempre, um apartamento no Largo do Arouche, região central de São Paulo. Conforme a campainha vai soando, o mordomo recebe os antigos moradores do local. Pela ordem: Cassadra; Vavá (que surge ao som do hino do São Paulo, time de Luis Gustavo, e Tony mostra estar com uma camisa do mesmo time por baixo do traje de serviçal); Magda (Marisa Orthx, que entra de quatro e usa saia curta e decote, como de hábito); e Caco Antibes (ao som do hino do Vasco da Gama).

Por fim, vem Neide Aparecida (Márcia Cabrita). Enfim, uma década e pouco adiante, estão todos reunidos. Com a diferença de que agora Neide, que era empregada, virou dona do imóvel. É ela quem convida os ex-patrões para um jantar, mas eles vão ficando, ficando… Assim se desenrola, basicamente, o enredo do episódio.

Marisa Orth e Miguel Falabella voltam aos papéis de Magda e Caco Antibes (Foto: Divulgação

Marisa Orth e Miguel Falabella voltam aos papéis
de Magda e Caco Antibes (Foto: Divulgação

Um enredo que, por óbvias razões de saudosismo, desperta aplausos recorrentes ao trazer de volta gracejos já familiares à audiência. Um exemplo. Magda não é propriamente conhecida pela inteligência e jamais acerta um ditado. Por conta disso, “Sai de baixo” popularizou o bordão “Cala a boca, Magda!”. Em dado momento do episódio, a personagem fala algo como “árvore ginecológica” – é a senha para Miguel Falabella pedir ajuda ao público do teatro e todos gritarem juntos a reprimenda.

Curiosamente, contudo, é Falabella quem mais vezes demanda a interferência do diretor, ao esquecer suas falas – embora não se possa precisar o quanto disso é voluntário. E Marisa é a única que parece ter o texto todo decorado. Tanto é verdade que, diante de um erro da atriz, o intérprete de seu marido comenta: “Alguma vez na vida Marisa Orth errou!”. A autorreferência e o ato de se comunicar com a audiência reforça a vocação de “teatro filmado” que tem o “Sai de baixo”.

No conjunto, o que marca a reaparição do programa é o convívio entre um humor inconsequente e repetitivo, como o assédio sexual incessante de Caco sobre Cassandra (sua sogra) e menções à pauta cotidiana. É assim na cena em que Caco insinua sexo a três com Magda e o mordomo, a quem chama de “urso”. Ali, ele grita: “Chupa, Feliciano!”. São passagens que, de tempos em tempos, revelam uma preocupação e servem de recado: o humor de “Sai de baixo” não é gratuito – ou ao menos não deseja ser percebido como tal.

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth criticam o preço do tomate em novo episódio de 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth criticam o preço do tomate em novo episódio de ‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

 

 

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth em novo episódio de 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth em novo episódio de ‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

MTV lança vinhetas contra homofobia e anuncia documentário sobre o tema Resposta

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A MTV sempre tomou posições em relação à temas espinhosos como sua campanha para a prevenção da aids, em uma época que a doença era vista por grande parte da população mundial como “peste gay” no meado dos anos 1990. Neste mês, eles lançaram vinhetas contra a homofobia com depoimentos de famosos do mundo da música e das artes se posicionando contra a violência em relação aos LGBTs ou aqueles que parecem ser gays. Para o dia 17 de maio, Dia Mundial da Luta Contra a Homofobia, eles terão uma programação toda voltada ao tema e lançarão um documentário sobre o assunto.

Philip Rossetto, responsável pela criação das vinhetas batizadas de Voz MTV e co-autor junto com o cineasta Dácio Pinheiro do documentário contra a homofobias, conversou com o Blogay sobre o projeto.

Blogay – Como foi pensada a lista de entrevistados?

Philip Rossetto – O Voz MTV foi pensado então para falar com pessoas do universo do nosso publico – ou seja, pessoas ligadas à música e seus respectivos nichos (hip-hop, rock, punk, MPB, etc), cultura pop (moda, literatura) , representantes da atual geração que estão de alguma forma engajados nessa mudança social, e o único historiador – embora seja mais escritor que historiador – que tem uma pesquisa séria sobre a homossexualidade no Brasil que é o João Silvério Trevisan (uma pessoa que não faz parte diretamente de nenhum movimento militante, mas que conhece a história de todos e tem discernimento para analisar a situação hoje e num passado próximo).

Entendo que hoje há uma discussão mundial voltada à homossexualidade. É até aceitável que a conquista de direitos seja questionada nos campos politico, judiciário e até religioso. Mas o preconceito e a violência são inquestionavelmente condenáveis. Acreditamos que o preconceito é fruto de ignorância e ignorância se combate com informação. Nossa missão focou-se na questão social. Trabalhamos com a realidade. Nenhum político ou atuante do movimento LGBT foi chamado por isso: porque estamos trabalhando em uma outra esfera da questão. No entanto, temas ligados a essas questões são inevitáveis, pois, segundo nossos entrevistados, o surto de homofobia que vivemos é resultado da resistência à equiparação de direitos.

Não tem nenhum homofóbico (nos depoimentos) porque, felizmente, não há nenhum artista ou intelectual que defenda a violência como direito legítimo.

Como foram as entrevistas?

As entrevistas foram espontâneas e longas, uma vez que já tínhamos a ideia do documentário em mente. Foi um tom mais de conversa, ligado ao universo que aquela pessoa vive e representa. A Flora Matos contou como é vista a homossexualidade dentro do movimento hip-hop, a “mercenária” Rosália Munhoz mostra sua visão vinda do punk, assim como o Clemente, o Herchcovitch falou como a privação de direitos afeta sua vida pessoal, assim como o Laerte, o Lobão do ponto de vista filosófico dele e assim por diante. Os temas que apareceram foram, claro, a violência, em primeiro lugar, mas também questões como a PL122 (lei em trânsito no Congresso que criminaliza a homofobia), a educação e os efeitos que a privação de direitos gera na vida dos 20 milhões de homossexuais brasileiros. Tentamos ser abrangentes nas vinhetas que estão no ar e no Youtube e dissecamos tudo no documentário que vai ao ar dia 17 de maio, Dia Mundial da Luta contra a Homofobia.

Campanhas de prevenção à AIDS foi um passo para o posicionamento contra a homofobia?

Eu posso te dizer o ponto de partida criativo da campanha. De fato, a MTV sempre foi referência nas campanhas de Aids e uso da camisinha. E a camisinha sempre foi condenada por extremistas. E você nunca viu uma campanha de use camisinha com um “A Instituição/igreja adverte: fazer sexo antes do casamento é pecado, prime pela abstinência”. Seria de muito mau gosto com pessoas que já sofrem com essa situação e não é essa a função de uma TV como a nossa. No caso da homofobia é a mesma coisa: não se pode confundir  “liberdade de expressão”  com incitação à violência. Colocar a vida de pessoas em risco, ou pra ser mais exato, privar pessoas da liberdade de serem o que são é uma irresponsabilidade. E quando falamos em homofobia, é isso que estamos falando: respeito X violência. Uma violência que atinge 20 milhões de brasileiros diretamente, sem contar suas famílias.  Então não, a gente não apoia a violência e o preconceito, de nenhum tipo. Não há imparcialidade alguma nisso, é uma questão de bom senso. E até um fundamentalista da vida, por mais que pratique violências constantes e inconscientes, não é capaz de defender a violência como meio correto de agir. Não há argumento que comprove a sua eficácia, ainda mais se o fim para essa eficácia é passível de discussão. Apesar da resistência na equiparação de direitos, espancar, estuprar e matar não são a melhor maneira de se opor.

Um ponto importante é que a homofobia acaba afetando também héteros como o caso do pai e filho em São João da Boa Vista (SP) que foram espancados porque estavam abraçados e os homofóbicos acharam que eles eram gays. É importante uma emissora se posicionar?

Uma pessoa é espancada sem motivo na esquina da sua casa. Faça ela parte do nosso círculo ou não, o que se há de ser imparcial nisso? O Laerte respondeu muito bem a esta questão: “mas ele não estava desmunhecando?”. E isso lá é motivo para agredir alguém? Lamento, mas não há como ser imparcial em uma situação como essa.

O trabalho de uma emissora de TV utiliza uma concessão pública. Por isso, o que ela faz  precisa  promover o bem para todos os envolvidos nessa cadeia: telespectadores, seu entorno e a própria emissora.

Todos se beneficiam com o respeito e a tolerância.

Agora, sobre o posicionamento moderno… veja bem, enquanto ainda se discute o beijo gay na TV, o nosso, o primeiro beijo gay da TV brasileira (que foi na MTV) já tem mais de uma década. As novas gerações lidam com essa questão com uma naturalidade muito maior do que gerações anteriores. Como falamos de igual pra igual, a naturalidade também transparece nesse sentido. A verdade da vida das pessoas é muito mais simples do que nos comentários anônimos da internet.

O André Baliera, espancado no meio da Henrique Schaumann diz que o caso dele (que levou pontos no hospital) não foi o pior que já viu. Contou no nosso documentário de uma mãe que pagou para que a própria filha fosse estuprada para “deixar de ser lésbica”. Então onde estamos colocando o preconceito na nossa ordem de prioridade social? Acima do respeito, da compaixão, e até do amor? Será que é esse o lugar que ele merece, o de principal regente da nossa sociedade? Essa reflexão é o que tentamos promover com esta campanha.

Veja as vinhetas clicando aqui.

Fonte: Blogay

Opinião

A MTV se mantém sendo o canal de TV aberto mais progressista do Brasil, enquanto isso, grandes emissoras vetam beijo ou qualquer manifestação de carinho homossexual e deixam travestis e transexuais à margem, como se eles não existissem.

Walcyr Carrasco estreia novela na Globo com vilão gay; “o pastor Marco Feliciano aprovaria” 2

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É na escrita que o autor afirma se realizar. “Gosto de escrever novela, não tenho problema em fazer uma atrás da outra.” Desde 2000, quando estreou na Globo com o sucesso O Cravo e a Rosa, emendou dez produções -para as 18h, para as 19h e, em 2012, Gabriela, para as 23h.

Neste mês, a novidade: Carrasco está lançando seu primeiro romance adulto, Juntos para Sempre, com histórias de amor e de espiritualismo. O anterior misturava ficção e realidade.

“Nunca se leu tanto no Brasil. Até por isso, o livro vai ter preço popular. Mas prefiro não usar o termo filão. Isso implica que estou tentando faturar… Sou uma pessoa muito tranquila, na medida em que eu realmente vivo da televisão. E sou feliz”, diz.

No mês que vem ele chegará, finalmente, ao horário nobre da TV Globo: está escrevendo Amor à Vida, folhetim que sucederá Salve Jorge às 21h. Teve uma breve experiência na faixa em 2002, quando o autor de Esperança, Benedito Ruy Barbosa, se afastou por problemas de saúde.

Ele diz achar “uma bobagem essa história de clube fechado”, em que os mesmos autores (Manoel Carlos, Gilberto Braga, Gloria Perez, Aguinaldo Silva, Silvio de Abreu e, mais recentemente, João Emanuel Carneiro) teriam a preferência de escrever para o horário nobre, dedicando-se quase que exclusivamente a ele. “Autor tem que se exercitar em todos os horários. Depois dessa, já avisei que escreverei uma história para as 18h.”

Come um pastel, preparado pela empregada Adriana, grávida de sete meses. Durante a entrevista, consome outros dois quitutes e dois cafés. “Tenho que aproveitar enquanto ela está aqui”, diz. Quer iniciar uma dieta. “De só 600 calorias por dia.”

Se a narrativa de Juntos para Sempre, sobre um amor que atravessa séculos e reencarnações, lhe foi “soprada num sonho” durante uma viagem para a África do Sul, a do novo folhetim lhe consome tardes e noites.

Amor à Vida será um novelão clássico, sobre relações familiares e amorosas, ambientada em um hospital paulistano. A família principal é tradicional, cheia de segredos que vão se revelando ao longo dos capítulos.”

“Tem o casal gay que quer ter um filho por inseminação e contrata uma barriga de aluguel. Com eles eu não vou brincar. É realmente para mostrar a existência dessa nova família. Não há crítica. É um casal gay estabelecido.” Thiago Fragoso, Marcello Anthony e Danielle Winits estarão nesse núcleo da história.

Ele vai mexer também em um tabu de décadas: nas novelas, gays são sempre personagens “do bem”. Na trama de Carrasco, o vilão será um homossexual. “O personagem já existia antes do aparecimento do pastor Feliciano”, ironiza, referindo-se ao deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara que está sendo alvo de críticas por já ter dado declarações consideradas homofóbicas, racistas e misóginas.

“Estou escrevendo a novela há um ano. Mas, de certa maneira, é um tipo que o Feliciano aprovaria, porque não se expõe. É o gay no armário, casado e com filho.” Mateus Solano está no papel.

Já foi atacado no twitter por causa do personagem. “Não quer dizer que todos os gays sejam maus, quer dizer que esse personagem é mau e é gay. O politicamente correto virou uma obsessão. Sempre vão arranjar um motivo para dizer que tal obra não deveria ir ao ar por esse ou por aquele motivo.”

Ainda não sabe se vai incluir um beijo gay no folhetim. “No Brasil, qualquer casal gay pode se beijar onde quiser e ninguém pode falar nada. Mas esse direito não é exercido, só em locais específicos. O que se cobra da TV é que ela dê um passo que os próprios homossexuais não deram, que é o de assumir o seu espaço. Essa é a visão da Globo. E eu sou um funcionário.”

Bebe um gole de café e continua: “Estou preocupado com a questão do beijo gay. Acho que você pode escrever que talvez possa rolar, mas não é algo que esteja planejado. Não como um grande acontecimento. Se rolar vai ser algo totalmente cotidiano, sem bater nos tambores. Tem que ser visto como algo corriqueiro”.

Diz acreditar que o público não é conservador. “Travestis são eleitos no interior do Nordeste para deputado, para vereador, em lugares que nunca imaginaríamos. Tenho a impressão é que há grupos conservadores na sociedade que fazem muito barulho porque dão surra, gritam. Existe uma onda de conservadorismo insuflada por algumas igrejas evangélicas.”

Evangélicos também terão espaço em Amor à Vida. A personagem da humorista Tatá Werneck sofrerá uma transformação: periguete que tenta engravidar de jogadores, ela vai se converter.

“Tive um tio que era pastor presbiteriano. A minha única tia viva, irmã da minha mãe, é evangélica. Existem dois tipos: o mais tradicional, que costuma ser bem bacana, e o de algumas igrejas radicais, que insuflam e pedem dinheiro. São esses que fazem muito barulho e escândalo.”

Polêmicas não visam o Ibope, diz. “Vivemos uma contradição. O mercado anunciante está satisfeito. Os jornalistas, não.” Mesmo com audiência mais baixa do que as de outras décadas, “a Globo faturou mais em 2012 do que nos outros anos”.

“A audiência é um prisma americano de se enxergar o trabalho criativo. Bom é o que faz sucesso. Então, Guimarães Rosa é uma merda. Lygia Fagundes Telles também. São autores excelentes, mas que vendem pouco.”

Ficou surpreso ao receber um bônus salarial por Gabriela, que teve média de 19 pontos. “Estava acostumado com outros números. A imprensa estava em cima, fiquei até um pouco foragido.”

Sempre que pode, recebe amigos em sua cobertura em Higienópolis e prepara o jantar. É sushiman certificado. Tem ainda uma casa no Pacaembu, outra na Granja Viana e um apartamento no Rio.

Gabriel Chalita (PMDB-SP) é convidado e amigo. Está às voltas com acusações de irregularidades de quando foi secretário da Educação. “Confio nele. Mas não me envolvo com política. Num passado distante, fui da esquerda radical e vi como minhas opiniões estavam erradas.”

Fonte: Folha de São Paulo

Opinião

Acho ótimo que Amor à Vida tenha personagens gays, bissexuais e evangélicos. Viva a diversidade. É assim que uma novela tem que ser.

Sobre beijo gay, acho improvável. Não é verdade que uma novela tenha apenas que reproduzir o que acontece nas ruas. Nem sempre foi assim. Novela ditava moda, levava aos lares brasileiros temas tabus, e já se vê beijo gay em diversos lugares de grandes cidades.

Com relação a vilão gay, a história da humanidade está aí para provar que, sim, existem muitos vilões gays. Aliás, gays, são seres humanos como outros qualquer e podem, sim, serem maus.

Sou fã do Walcyr Carrasco, que colocou a primeira negra protagonista de uma novela, na extinta TV Manchete, em Xica da Silva. Vamos ver como esses temas serão abordados na novela.

Feliciano diz que só sairia de comissão se morresse Resposta

Marco Feliciano falou com o ‘Pânico’, da Rede Bandeirantes Site da Band / Reprodução

Marco Feliciano falou com o ‘Pânico’, da Rede Bandeirantes Site da Band / Reprodução

O deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) disse à Sabrina Sato, repórter e apresentadora do Pânico na TV (Band) que só deixaria a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara se morresse. Desde que foi eleito para o cargo, o parlamentar tem sido pressionado a abandonar a função, por conta de declarações consideradas racistas e homofóbicas. O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, já disse que a situação de Feliciano ficou “insustentável” e que seria resolvida até amanhã (26/3).

– Fui eleito por um colegiado. É um acordo partidário e acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer – disse o parlamentar, em entrevista ao “Pânico”, da Rede Bandeirantes.

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Feliciano afirmou ainda que renunciar ao cargo seria como assinar um atestado de confissão de que é racista:

– Uma coisa é você dialogar com um adulto. Uma coisa é você chegar em casa e ter que explicar para uma criança de 10 anos porque na escola falam que seu pai é racista. Isso dói, isso machuca. Então, uma renúncia é como se eu assinasse um atestado de confissão, eu sou mesmo (racista), então estou abandonando (a comissão). Eu não sou (racista) e estou aqui para provar isso.

O parlamentar explicou o vídeo em que aparece criticando um fiel que doou o cartão, mas não a senha.

– Doou o cartão, mas não doou a senha. Aí, não vale. Vai pedir um milagre para Deus, Deus não vai dar e (a pessoa) vai falar que Deus é ruim – diz ele no vídeo.

– Todas as igrejas usam cartão de crédito. A pessoa passava o cartão na hora, é a modernidade, é o futuro – afirma, ao explicar a cena. – Também não foi dízimo. Ali era um congresso que cuida de mais de 30 mil crianças. A oferta levantada naquele evento era para manutenção de tudo isso. A pessoa mandou o cartão. Eu chamei a pessoa três vezes, para ela pegar o cartão dela de volta. Mas também temos senso de humor. Aí eu brinquei: “o cartão sem a senha não funciona” – completou.

Informações: O Globo

MTV faz campanha contra a homofobia. Veja vídeo 3

A MTV Brasil é a emissora mais libertária do País e, depois de várias outras ações contra a intolerância, está levando ao ar em sua programação atual uma vinheta que manda um recado direto e franco: homofobia é burrice. Com bom humor, o vídeo usa a montagem de dois homens com cabeça de burro para pedir mais tolerância à diversidade sexual.

Uma maneira divertida de dizer uma verdade. Confira abaixo: