Padre reafirma conteúdo de Boletim Universitário de Londrina considerado homofóbico Resposta

Padre Antonio pregando em Londrina


O padre Antonio Caliciotti reafirmou, em entrevista ao odiario,com o conteúdo da matéria “Vocação do Estado de Vida”, veiculada no periódico “Boletim Universitário” nº7, de setembro de 2011. A publicação gerou diversos protestos e foi caracterizada como homofóbica por estudantes e entidades. O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para apurar a situação.
O informativo colocava a orientação sexual como “anormalidade” e “doença”. O Boletim Universitário circulou pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e gerou um protesto intitulado “Beijaço contra a homofobia” no Restaurante Universitário (RU) no dia 28 de setembro de 2011.
O padre informou, através de e-mail, que não daria entrevistas sobre o que havia escrito no texto. De acordo com ele, “toda a reação que se criou a respeito do artigo escrito sobre o casamento, por aquilo que diz respeito aos homossexuais, é sinal de que algumas pessoas procuram simplesmente defender um comportamento que a maioria da sociedade respeita, mas não aceita”.
Ele comentou que a maioria da sociedade respeita o comportamento, mas coloca que o aceitamento da união homossexual é contra a natureza humana.
“O ser humano foi criado homem e mulher para a procriação e, por isso, para uma união verdadeira onde haja indissolubilidade e fidelidade, para o bem dos dois e dos filhos”. O autor do texto criticado por entidades alega que no artigo está declarado o respeito aos homosexuais, assim como sua opinião pessoal, de que a união homossexual é contra a lei da natureza humana. “Afinal, existe a liberdade de expressão para todos? Ou existe somente para os homossexuais?”.

Existe liberdade para todos, desde que não desrespeite o direito do outro, o que estava na matéria é um absurdo. Dizer que a homossexualidade é doença, é preconceito, sim. Algumas igrejas e alguns setores religiosos querem continuar propagando o ódio aos LGBT e disseminando a ignorância, o preconceito e a mentira, dizendo coisas absurdas como essa ou vendendo a cura da homossexualidade. Por isso são contra um projeto de lei que criminalize a homofobia. Se não é uma doença, e não é, não tem como ser curada.  


A comunidade médica é unânime ao afirmar que nenhuma orientação sexual é doença. Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a palavra da lista de transtornos mentais ou emocionais e a decisão foi seguida por todas as entidades de psicologia e psiquiatria no mundo.

Além disso, usar o argumento de que o homem e a mulher foram criados para a procriação, parece piada saída da boca de um padre, que nem vida sexual tem. Chega a ser patético. Isso, sem contar inúmeros casais que não podem procriar.

Sobre a acusação de que o texto caracterize a homossexualidade como doença, ele alega que todo bom leitor entende que foi usada uma imagem para dizer que “essa tendência,  por ser natural, não foi querida pelo indivíduo – como não é querida a doença – e que ela deveria ser tratada porque não é conforme a tendência fundamental do ser humano”.
O inquérito civil público do MPF está sob responsabilidade do procurador da República no município de Londrina, João Akira Omoto. Ele pediu esclarescimentos a Arquidiocese de Londrina e para a rádio da UEL, onde foi veiculada uma entrevista com o Padre Antonio Caliciotti, ocorrida no dia 22 de setembro do ano passado.
O padre foi informado da instauração do procedimento do MPF, mas não comentou sobre o assunto em nenhum momento.

Ministério Público Federal instaura inquérito para apurar suposta homofobia em texto de Boletim Universitário em Londrina Resposta

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil público para apurar eventual ocorrência de manifestação homofóbica por meio da matéria “Vocação do Estado de Vida”, veiculada no periódico “Boletim Universitário” nº7, de setembro de 2011. O material que circulou pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) gerou protestos de alunos, que criticaram algumas frases apresentadas no texto. O informativo colocava a orientação sexual como “anormalidade” e “doença”.
Segundo a publicação da Portaria nº 136, de 20 de janeiro de 2012, publicada nesta sexta-feira (27), o caso está sob responsabilidade do procurador da República no município de Londrina, João Akira Omoto. O procedimento foi instaurado após a promotoria receber representação escrita, formulada com apoio de diversas entidades civis.
A abertura da investigação levou em consideração diversos fatores, como a dignidade da pessoa humana, sendo um dos fundamentos da República Federativa do Brasil e tendo em vista que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, sendo assim inviolável o direito de liberdade decrença.
O documento ainda coloca como exemplo a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que entende que toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de religião sendo que a liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças “está sujeita unicamente às limitações prescritas pela lei e que sejam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas”.
Já foram dados três encaminhamentos relativos ao processo, dois para a Arquidiocese de Londrina, em nome do arcebispo Dom Orlando Brandes e do padre César Braga de Paula. O promotor quer que seja esclarecido o tipo de colaboração da entidade à publicação do periódico.
Além disso, foram requisitadas informações sobre a autoria do texto, responsabilidade editorial e os responsáveis financeiros e, no caso da gráfica, a apresentação de cópia respectiva fatura.
Omoto ainda pediu à diretora geral da Rádio FM UEL, Neusa Maria Amaral, o envio de cópia da entrevista efetuada com o Padre Antonio Caliciotti, ocorrida no dia 22 de setembro do ano passado, a respeito da repercussão da matéria.
A autora do texto apontada pelo MPF homófobico, Mercedes dos Santos Rosa e o padre Antonio Caliciotti teriam escrito a matéria e ao serem procurados pela Pastoral Universitária de Londrina reafirmaram o conteúdo e defenderam o direito de se expressar

Informações: O Diário

Estudantes da Universidade Estadual de Londrina promovem beijaço contra homofobia Resposta



Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) prometem fazer um “Beijaço contra a homofobia” às 11h desta quarta-feira (28), no Restaurante Universitário (RU). O ato público quer protestar contra o conteúdo de um texto publicado no veículo “Boletim Universitáro”, número 7, do mês de setembro, noticiado pelo blog.
No jornal, um texto sobre vocação assinado por Mercedes dos Santos Rosa, descrevia a homossexualidade como “anormalidade” e “doença”. Após a distribuição do boletim na UEL, um grupo de alunos se reuniu em um coletivo contra a homofobia e organizou o protesto.
Na página do Facebook, o movimento convida a todos os estudantes, tanto homossexuais quanto heterossexuais, para que participem do beijaço. Eles repudiam o conteúdo do boletim, colocando-o como um defensor do obscurantismo moralista religioso que se materializa na homofobia. Ainda defendem que a universidade deve ser um espaço laico para desenvolvimento da ciência e conhecimento.
As referências à Igreja Católica se dão porque o Boletim Universitário se coloca no expediente como uma publicação da Arquidiocese de Londrina. O caso, além da discussão sobre homofobia, levanta a polêmica da relação da universidade com as igrejas. No ano passado, depois de um processo administrativo movido por um professor defendendo a UEL como espaço laico, a Pastoral Universitária (PU), gupo católico, precisou se retirar do campus.
A coordenadora da PU, Ruth Pivetta, lamentou o fato. “Essa é a postura da autora, não é um posicionamento da Pastoral Universitária. Este é um tema que ainda é estudado dentro da Igreja Católica, de natureza muito delicada. Nós estamos abertos ao debate, mas não podemos deixar o trabalho sério e de formiguinha que fazemos na universidade ser atrapalhado por um boletim como esse”, comentou.

Jornal com conteúdo homofóbico é distribuído na Universidade Estadual de Londrina Resposta

Um boletim distribuído dentro da Universidade Estadual de Londrina (UEL) revela homofobia dentro da instituição de ensino. O jornal, denominado “Boletim Universitário” nº 7 do mês de setembro trazia um artigo sobre vocação escrito por Mercedes dos Santos Rosa. Algumas frases usadas pela autora caracterizando a orientação sexual como “anormalidade” e “doença” causaram indignação em um grupo de alunos.
Nesta terça-feira (21/09) foi feita uma reunião no Centro de Ciências Humanas (CCH) da UEL para debater o assunto. Em uma carta que está circulando pela internet, questiona-se o caráter preconceituoso do artigo.
“Nós estudantes questionamos este posicionamento, considerando que este material está sendo veiculado em uma universidade pública e laica, de forma que o nome do referido boletim ‘Boletim Universitário’ dá a entender que o material é produzido pela universidade e apresenta a opinião da comunidade universitária, e isso é absolutamente não verdadeiro”, diz o informe dos estudantes.
Na internet, divulgava-se que o boletim era distribuído pela Pastoral Universitária (PU), grupo da Igreja Católica que trabalha com a evangelização dentro da UEL. A coordenadora do PU e estudante de psicologia, Ruth Piveta, participou da reunião e esclareceu que a pastoral não é a responsável pelo boletim.
“Essa é a postura da autora, não é um posicionamento da Pastoral Universitária. Este é um tema que ainda é estudado dentro da Igreja Católica, de natureza muito delicada. Nós estamos abertos ao debate, mas não podemos deixar o trabalho sério e de formiguinha que fazemos na universidade ser atrapalhado por um boletim como esse”, comentou.
Ela acredita que a reunião realizada esclareceu as coisas e mostrou que os estudantes estão abertos ao diálogo. Em contato com os autores do boletim, Mercedes dos Santos Rosa e o padre Antonio Calicioti, Ruth dise que eles reafirmam o conteúdo e defendem o direito de se expressar.
Na reunião ainda ficou decidido que seriam feitos atos públicos em favor dos direitos dos homossexuais.

*Com informações de odiario.com