Sinal da escalada da homofobia, grupo russo cria em rede social “safári” para “caçar” gays 1

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A atuação é simples e efetiva. O grupo utiliza o Vkontakte, rede social mais importante da Rússia, para anunciar a data dos “safáris” (como chamam a busca aos “criminosos”) e por módicos 250 rublos (R$ 18), qualquer um pode participar da “caça a pedófilos e a homossexuais”. Para os que estão ainda mais motivados pela “nobre causa de proteger as crianças russas”, o grupo Occupy Pedofilia faz um desconto – três caças por 600 rublos (R$ 43).

Participar dos "safáris" custa 18 reais por pessoa. A macabra caça aos homossexuais é organizada por meio do Vkontakte

Participar dos “safáris” custa 18 reais por pessoa. A macabra caça aos homossexuais é organizada por meio do Vkontakte

Fundado pelo ex-skinhead Maksim “Tesak” Martsinkevich em 2012, logo após ter cumprido uma pena de três anos por incitação a crimes de ódio étnico, o Occupy Pedofilia explica em sua página oficial que  o objetivo do movimento é “criar um banco de dados de pedófilos” para que “qualquer um possa conferir se tem algum colega, professor ou médico” que se encaixe no perfil-alvo do Occupy. Em uma das páginas do grupo, há mais de 160 mil seguidores.

Os membros do grupo Occupy dedicam seu tempo a encontrar homossexuais ou supostos pedófilos através da Internet e tudo acontece como nos habituais flertes virtuais: frases elogiando a foto do perfil, estabelecimento de uma amizade, troca de telefones e finalmente o encontro real.

Maksim “Tesak” Martsinkevich (de regata preta e verde) com membros do grupo Occupy Pedofilia, em Kiev, capital da Ucrânia

Maksim “Tesak” Martsinkevich (de regata preta e verde) com membros do grupo Occupy Pedofilia, em Kiev, capital da Ucrânia

Na hora do encontro, a surpresa. A vítima do trote é forçada a confessar para as câmeras que é um pedófilo ou um homossexual (para os “justiceiros russos”, os termos se equivalem) e logo em seguida passam por diversos tipos de humilhação, como ter que tirar a roupa, falar para os “entrevistadores” segurando uma banana, passar maquiagem e até mesmo beber urina. Em muitos dos casos, há também covardes agressões.

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Nos vídeos postados na Internet pelo grupo e nas discussões nos fóruns (abertas a qualquer internauta), os ataques mais comuns são aos “viados” – “pidor”, como chamam vulgarmente em russo, numa diminuição do termo “pederasta” – e não aos pedófilos, como anunciam.

[“Pise em um homossexual como merda”, diz cartaz homofóbico]

Em um dos casos que ganhou maior destaque, o ativista gay Artem Gorodilov, da cidade russa de Kamensk-Uralsky, foi sequestrado no meio da noite e levado até um cemitério onde está enterrado um outro ativista que se suicidou depois de ter sua sexualidade exposta pelo mesmo grupo neonazista.

Na noite em que foi sequestrado, Artem foi obrigado a correr em frente de um carro enquanto carregava uma cruz que havia sido arrancada do próprio cemitério. A Igreja Ortodoxa fez uma denúncia à polícia – por causa da cruz destruída -, os neonazis foram chamados a depor, mas soltos em seguida. Depois de ter sido interrogado pelas autoridades, um dos neonazis atacou Artem outro vez e jogou urina em cima do jovem.

“Pedófilos e gays são a mesma coisas. Eles representam a degradação do ser-humano”, explica a Opera Mundi Maksim, um dos líderes do movimento na cidade russa de Tula. “A morte de algumas pessoas é um efeito colateral. Imagine quantas coisas estes sujeitos teriam feito se estivessem vivos”.

‘O pior não é a traição, é a homofobia’, avalia Antonio Fagundes sobre seu personagem em #AmoràVida Resposta

Ator acredita que ainda terão muitas reviravoltas na vida de César (Foto: Domingão do Faustão / TV Globo)

Ator acredita que ainda terão muitas reviravoltas na vida de César (Foto: Domingão do Faustão / TV Globo)

Interpretar homens mulherengos já é quase uma marca registrada de Antonio Fagundes. E, com o poderoso doutor César, de Amor à Vida, não poderia ser diferente. Para falar sobre a vida do médico galã e os desfechos da trama de Walcyr Carrasco, o ator interagiu com os recados do público no palco do Domingão do Faustão, onde participou do quadro “Na Boca da Galera”.

“Não vou defender o César. Só posso dizer que o Walcyr [Carrasco] acertou na complexidade do personagem. Ele é ético, íntegro, mas tem amantes”, aponta o Fagundes.

A homofobia de César contra o filho Félix foi um dos pontos altos do bate-papo. “O pior não é a traição, é a homofobia”, disse o ator. “As pessoas estão vendo o Félix como vítima, mas estão esquecendo que ele roubou uma criança, mandou matar a irmã. A gente não pode perdoar o Félix e vê-lo como coitadinho”, lembrou. Fagundes usou várias vezes o termo opção sexual, assim como o Faustão, ambos estão desinformados, porque opção sexual não existe, mas sim orientação sexual. Fagundes disse também que ninguém é obrigado a sair do armário, como “alguns homossexuais pensam”.

Veja o vídeo, clicando aqui.

Apenas duas pessoas reagem ao ver cena de homofobia em ‘Vai fazer o quê?’ #Fantástico 1

Fantástico

O ‘Vai fazer o quê’, quadro do Fantástico (Rede Globo) deste domingo discutiu a homofobia. Apesar de o Rio de Janeiro ter sido eleito recentemente um dos melhores destinos para o público gay, o Brasil ainda é um país onde se registram muitos crimes de ódio contra homossexuais.

O quadro mostrou um casal gay sendo repreendido por namorar em público, e a sua atitude das pessoas. Teve uma senhora entrevistada que concordou com o ator que estava repreendendo o casal de atores.

Por todo o Brasil, multiplicam-se espaços onde o público gay é bem-vindo, bem recebido. União estável, adoção, casamento… Todos esses direitos foram conquistados com muita luta ao longo da última década. Mas apesar dos avanços da sociedade, será que ver dois homens namorando em público ainda é capaz de chocar alguém?

Rodolfo e Cleiton são atores treinados para compor um casal gay. E como qualquer casal de namorados, trocam carinhos.

A maioria das pessoas parece indiferente ao casal de rapazes, mas a cena chama atenção de alguns.

Duas pessoas foram as únicas que agiram ao ver uma cena de homofobia.

Durante as gravações, centenas de pessoas passaram pelos nossos atores. A maior parte não se importou ao ver os gays namorando. Isso reforça os dados de uma pesquisa recente, que aponta que nos últimos vinte anos o brasileiro se tornou muito mais tolerante aos homossexuais. Segundo o IBOPE, em 1993, 7% dos brasileiros eram favoráveis à união homossexual, já em 2011, 45% são a favor.

Mesmo assim, casos de violência contra homossexuais infelizmente ainda são comuns.

Se você testemunhar algum tipo de preconceito sexual, seja ele qual for, ligue para o Disque 100, de qualquer telefone do país.

Veja o vídeo do quadro, clicando aqui.

Daniela Mercury: “O Brasil não é tão conservador quanto a gente imagina” Resposta

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Em entrevista à jornalista dada ao programa Gabi Quase Proibida (SBT), comandado pela jornalista Marília Gabriela, a cantora Daniela Mercury deu declarações polêmicas. A baiana disse que não assumiu sua bissexualidade, pois isso nunca foi segredo para ninguém, apenas comunicou algo que ela sentiu que sairia em veículos de “quinta categoria” e que ela não gostaria de ver o seu nome associado a eles.

Daniela também disse que “o Brasil não é tão conservador quanto a gente imagina”. Que em seus shows, metade da plateia é de gente de “50, 80 anos” e que sempre que ela aborda o tema da bissexualidade é aplaudida. A cantora disse que recebe calorosos cumprimentos também nos aeroportos. Marília Gabriela questionou se isto não se deve ao fato de ela ser famosa.

Daniela Mercury disse na entrevista, também, que “pior do que o preconceito contra bissexualidade, homossexualidade, seja lá o que for, o machismo é atroz, é cruel, é inaceitável, é uma doença social.” E a homofobia não é?

Ao ser questionada se não estaria usando a superexposição da mulher, Malu Verçosa, para se promover, Daniela disse que tem uma carreira sólida e considera esta pergunta ofensiva, pois não precisa disso.

12ª Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa pede fim da homofobia Resposta

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Com o tema “Respeito e Liberdade caminhando Lado a Lado”a 12ª Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa levou 30 mil pessoas às ruas da capital paraibana no último domingo (25), a concentração do evento começou por volta da 16h na Praia do Cabo Branco. Além de fortalecer o combate à homofobia, o objetivo da parada segundo Myke Fonseca, vice-presidente do Movimento do Espírito Lilás (Mel), é lutar pelos direitos civis da população LGBT do estado.

“O principal objetivo do evento foi a luta por respeito aos LGBTs e pela criminalização da homofobia, o nosso estado está sempre entre os principais em número de assassinatos por razões homofóbicas, só este ano já foram contabilizadas 20 mortes e isso é muito sério”, disse Myke Fonseca, vice-presidente do Mel.

A concentração para a caminhada aconteceu na Avenida Cabo Branco, com percurso até o Busto de Tamandaré, entre as praias do Cabo Branco e Tambaú, onde rolou um show com a cantora Ellen Oléria, vencedora do The Voice Brasil (Rede Globo) em um palco montado na praia de Tambaú.

Atividades educativas, como a distribuição de preservativos e panfletos orientando sobre a importância da prevenção contra as DSTs também aconteceram durante a realização da parada.

“É um evento que tem uma caracterização política e social de extrema importância, porque mostra a quantidade de pessoas que não é tão minoritária assim, e que estão todos nas ruas lutando pelos seus direitos, mostra também a cultura LGBT, que é diferente, tem a cultura e toda a história das ‘drags’, enfim, é um ato político muito importante, a distribuição do material educativo para prevenção de DSTs é uma atividade realizada em grandes eventos como o carnaval, por exemplo, e independe do fato de ser um evento LGBT”, pontuou Myke.

‘O governo do Estado tem secretários lésbicas e gays com muito orgulho’, foi o ponto alto da fala da secretária de Comunicação da Paraíba, Estela Bezerra, que representava o governador Ricardo Coutinho (PSB).

Na abertura do evento, a secretária destacou que o governo do estado se orgulhava de ter iniciado as políticas públicas para LGBTs na Paraíba e João Pessoa, mas apontou que ainda existe um amplo percurso para coibir a homofobia.

Já o ex-prefeito, Luciano Agra (PEN), que representava o prefeito Luciano Cartaxo (PT) ressaltou a instalação da coordenadoria LGBT na Capital, onde a implementação teve início em sua gestão e o projeto para o conselho LGBT, que é uma exigência da Parada, deveria ser apresentado pelo vereador Bira (PT) na próxima quarta (27). Não sei se foi apresentado.

Para a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, a conscientização e o respeito à diversidade é um dos maiores desafios no combate à homofobia.

“Um dos grandes desafios é a tipificação dos crimes homofóbicos, hoje nós não temos uma tipificação, ou seja, uma lei que diga o que é o crime homofóbico, esse é um desafio importante que tem que caminhar junto com outros desafios que é a mudança de mentalidade. Só com uma sociedade que respeita a diversidade sexual, que compreende é que pode enfrentar a homofobia.”, disse Gilberta.

Segurança durante o evento

O policiamento civil e militar na orla de João Pessoa foi reforçado para a realização do evento, de acordo com o coronel Jefferson Pereira, comandante da 1ª Região Integrada de Segurança Pública, um efetivo de 100 policiais militares estiveram presentes na Parada, sendo 45 circulando entre os participantes e outros 55 nas áreas próximas.

“O efetivo empregado foi formado pelo policiamento ordinário, utilizado diariamente no local, mais o reforço. O objetivo foi que a Parada pudesse transcorrer com tranquilidade, com o mínimo de ocorrências policiais”, informou o militar.

A Polícia Civil incrementou o efetivo do 1º Distrito Integrado de Segurança Pública (Disp) de Manaíra e da coordenação do plantão que funcionou na Central de Polícia, no bairro do Varadouro.

De acordo com a Polícia Militar cerca de 30 mil pessoas ocuparam a orla e Palmeira afirmou que o evento transcorreu ‘muito bem’ sem grandes incidentes. Foram sete trios: o do bar Relicário, da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), do Conselho de Direitos Humanos da OAB, da Frente parlamentar LGBT, da Colutas, do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) e o do movimento LGBT.

É hora de discutir a homofobia no futebol 1

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O selinho do jogador corintiano Emerson Sheik no amigo Isaac Azar trouxe à tona a questão da homofobia no futebol em função da reação agressiva de torcedores do clube que protestaram contra a atitude do herói da Libertadores de 2012.

Mas não é uma questão nova, ainda que não tenha merecido a atenção devida nem dos dirigentes esportivos da CBF e das federações, tampouco das equipes profissionais. “Os clubes de futebol, a imprensa esportiva e outros atores envolvidos com o futebol legitimam a homofobia ao silenciarem sua existência. Ao não serem citados, os xingamentos homofóbicos acabam sendo naturalizados”, acredita Gustavo Andrada Bandeira, pedagogo e autor da dissertação intitulada Eu canto, bebo e brigo… alegria do meu coração: currículo de masculinidades nos estádios de futebol. “Os nossos grandes clubes possuem origens e histórias mais ou menos semelhantes. Não vejo, neste momento, condições para que um clube de futebol brasileiro levante qualquer bandeira política que o diferencie dos demais.”

O surgimento das torcidas queer, que combatem a homofobia nas redes sociais, teve o mérito de tirar esse tema da invisibilidade. Mas, mesmo ganhando inúmeros adeptos e o apoio de outros tantos, reconhecem dificuldades para fazerem coisas simples, como manifestar o amor pelo seu time em um estádio de forma coletiva.

“Frequentamos o estádio e temos sim esse objetivo [de comparecer como organizada]. Mas queremos fazer tudo com calma e no momento certo, é preciso garantir a integridade física de todos os participantes. Infelizmente a intolerância é muito grande e, a julgar pelas ameaças que recebemos na página, sabemos que não será fácil fazer protestos no estádio. Estamos pensando na melhor forma de fazer isto”, diz Milena Franco, da Galo Queer, torcida considerada precursora do movimento atual.

Algumas torcidas já tentaram ir aos estádios levando a temática LGBT. Muito antes da internet e das redes sociais, em 1977, surgiu a primeira organizada gay do Brasil, a Coligay,  fundada por Volmar Santos, então dono da boate Coliseu, para apoiar o Grêmio. Hostilizada pelos próprios torcedores do clube, foi extinta na década de 1980. Outro exemplo que também não foi adiante é a FlaGay, fundada pelo carnavalesco botafoguense Clóvis Bornay e que teve idas e vindas entre o final da década de 1970 e os anos 1990.

Quanto ao comparecimento em estádios, a Bambi Tricolor enfrenta a mesma dificuldade da Galo Queer, mas em um nível talvez pior, já que são-paulinos são muitas vezes alvo de ofensas homofóbicas por parte dos rivais. “Há uma forte resistência entre os torcedores, agravada, inclusive, pela escolha do nome Bambi Tricolor. E embora a maioria que se manifesta tenha consciência de que as provocações e ofensas contra os são-paulinos tem um forte caráter homofóbico, não é muito clara a ideia de que a reação da torcida, de modo geral, tende a reforçar a homofobia”, conta Aline, representante da Torcida.

Confira nos links abaixo as três entrevistas feitas pelo Futepoca em abril e maio deste ano sobre a homofobia no futebol brasileiro.

“Nossa cultura ainda é muito permissiva em relação à homofobia”

Entrevista com Gustavo Andrada Bandeira, pedagogo e autor da dissertação intitulada Eu canto, bebo e brigo… alegria do meu coração: currículo de masculinidades nos estádios de futebol.

“Em questões que envolvem violência, todo silêncio é, na verdade, uma omissão”

Entrevista com Aline, representante da Bambi Tricolor

“A rivalidade faz parte do futebol, mas a homofobia não”

Fonte: EBC

Sheik vai usar chuteira contra homofobia 1

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Após dar um selinho no amigo Isaac Azar e publicar a foto do beijo na internet, o atacante Emerson Sheik foi criticado por muitos torcedores do Corinthians.

Nesta semana, cinco integrantes da torcida organizada “Camisa 12” foram ao CT do clube e levaram cartazes homofóbicos com os seguintes dizeres: “Veado não”, “Aqui é lugar de homem” e “Vai beijar a PQP”.

Em resposta aos comentários, o jogador pediu o fim do ‘preconceito babaca’ no futebol e desculpas aos ofendidos.

Agora, para o jogo contra o Vasco, no próximo domingo, o corintiano vai ‘estrear’ uma chuteira nova, com as seguintes palavras nos calçados: “Fora preconcento” e “Gentileza”.

Nesta semana, a Polícia Cívil de São Paulo chamou o jogador e a “Camisa 12” para falarem sobre o caso. A polícia quer saber se Emerson se sentiu ameaçado pelos torcedores e se deseja representar formalmente uma queixa contra os corintianos.

Opinião

O selinho é válido, as declarações também, assim como a chuteira que Sheik usará, mas ele precisa representar uma queixa formal na polícia contra os torcedores homofóbicos. Preconceito a gente combate com educação e punição.

Em São Paulo, ônibus vão mostrar vídeo para lembrar o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica Resposta

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Cerca de 2 mil ônibus da frota de transporte coletivo municipal de São Paulo vão exibir, a partir de amanhã (24/08), um vídeo institucional para lembrar o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, que é comemorado no dia 29 de agosto. A campanha vai até o dia 30 de agosto. Os vídeos serão mostrados nos ônibus equipados com TVs.

A campanha apresentará um vídeo, de 30 segundos, com várias mulheres segurando cartazes onde se lê: “Sou mulher. Sou lésbica. Sou bissexual. Sou cidadã. Sou filha. Sou mãe. Trabalho. Estudo. Tenho direitos e quero respeito”. Há informação também de que no ano passado os casos de homofobia cresceram 46,6% em todo o país.

Coordenador de Políticas para LGBT da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, Julian Rodrigues disse que a ideia é mostrar que “na São Paulo que a gente quer, não cabe o preconceito”.

OAB vai pedir a cassação de Marco Feliciano e Jair Bolsonaro 3

Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous

Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) concluiu a denúncia contra os deputados Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) por campanha de ódio. A entidade quer que a Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados puna os dois por quebra de decoro parlamentar em virtude de divulgação de vídeos considerados difamatórios, o que poderia resultar na cassação de seus mandatos.

Liderando um grupo de mais de vinte entidades ligadas aos direitos humanos, a OAB enviará, na próxima semana, representação ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, contra Feliciano e Bolsonaro. A entidade quer que a Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados os processe por quebra de decoro parlamentar em virtude de divulgação de vídeos considerados difamatórios.

Em um dos vídeos, Bolsonaro teria editado a fala de um professor do Distrito Federal em audiências na Câmara para acusá-lo de pedofilia e utiliza imagens de deputados a favor das causas LGBT para dizer que eles são contrários à família.

Para o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) da OAB, Wadih Damous, essas campanhas de ódio representam o rebaixamento da política brasileira. “Pensar que tais absurdos partem de representantes do Estado, das estruturas do Congresso Nacional, é algo inimaginável e não podemos ficar omissos. Direitos humanos não se loteia e não se barganha”, disse. Indignado com os relatos feitos por parlamentares e defensores dos direitos humanos durante reunião na sede da entidade, Damous garantiu que “a Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB será protagonista no enfrentamento a esse tipo de atentado à dignidade humana”.

Na reunião com a CNDH da entidade dos advogados estiveram presentes, além dos deputados acusados na campanha difamatória, representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Conselho Federal de Psicologia, e ativistas dos movimentos indígena, de mulheres, da população negra, do povo de terreiro e LGBT.

*Com informações do site Anonymous Brasil

Preta Gil comete gafe no programa #Esquenta! Resposta

Preta Gil comete gafe no “Esquenta!” (Foto: Esquenta! / TV Globo)

Preta Gil comete gafe no “Esquenta!” (Foto: Esquenta! / TV Globo)

A cantora Preta Gil cometeu uma gafe no programa Esquenta(Rede Globo) exibido no último domingo (18/08). A engajada filha de Gilberto Gil disse para Daniela Mercury que não se sentia mais só, se referindo ao fato de a baiana ter saído do armário recentemente, e assumido o relacionamento com a jornalista Malu Verçosa. Acontece que Preta se esqueceu de outros artistas que assumiram a homossexualidade ou a bissexualidade, alguns antes dela, inclusive, como Cazuza, Renato Russo, Ney Matogrosso, Edson Cordeiro e Ana Carolina, só para citar alguns da música brasileira.

“Eu não me sinto mais só”, disse Preta, como se fosse pioneira ao assumir a sua bissexualidade, o que não é verdade. Preta também falou do preconceito que sofreu:  “As pessoas não me conheciam, não sabiam quais eram os meus valores reais como ser humano, antes de julgar minha música, falavam: ‘Ih, aquela filha do Gil que é maluca falou que é gay…’”.

Diferente da colega, Daniela Mercury disse que não sofreu preconceito algum ao sair do armário: “Ninguém fez cara feia para mim, pelo contrário, as pessoas diziam: ‘Você deu uma sacudida no Brasil’”.

O programa Esquenta!, comandado pela apresentadora Regina Casé, discutiu a homofobia, com a participação da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, das cantoras Daniela Mercury e Preta Gil,  e dos atores  Marcello Antony e Thiago Fragoso, que interpretam Eron (gay) e Niko (bissexual) na novela Amor à Vida (Rede Globo), de Walcyr Carrasco, com direção geral de Mauro Mendonça Filho.

Opinião

Tanto Preta, quanto Daniela sacudiram o Brasil em momentos distintos, em que o conservadorismo parecia predominar: a primeira, quando acusou o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de racismo e a segunda, quando as atenções do Brasil estavam voltadas para o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Ponto para as duas!

“Ele transcende mais a história de amor gay do que ‘O Segredo de Brokeback Mountain’”, diz Bruno Barreto sobre “Flores Raras” 1

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Foi um longo processo entre Lucy Barreto ter comprado os direitos de adaptação do livro biográficoFlores Raras e Banalíssimas – A História de Lota de M. Soares e Elizabeth Bishop, de Carmen Lucia Oliveira, e a estreia do longa Flores Raras hoje. Neste tempo todo, a tecnologia para recriar o Rio de Janeiro da década de 50 evoluiu, a cabeça do diretor Bruno Barreto mudou, segundo ele mesmo, mas uma coisa permaneceu: escalada há 17 anos para o papel de Lota, Glória Pires finalmente terá a chance de se ver na tela grande dando vida à arquiteta e paisagista.

“Certamente, hoje, eu me sinto muito mais preparada, com mais estofo para fazer essa personagem, dessa magnitude, do que 16 ou 17 anos atrás”, comenta Glória em entrevista, acrescentando: “Eu trabalho há 42 anos. Dezessete não é nada, mas ao mesmo tempo é tudo é tudo. A vida passa, o tempo está aí, as coisas estão acontecendo. E, sendo atriz, as coisas me atingem e operam mudanças ou acrescentam”, complementa. “A confiança na intuição muda. Eu sou uma atriz muito intuitiva. A personagem é real, mas a forma de realizar há 16, 17 anos teria sido outra. Nesse tempo, o Bruno também viveu outras coisas.”

Além disso, a artista chama a atenção para o fato de essa ser uma história verídica. “Quando você tem um personagem real, você tem outro tipo de responsabilidade. Acho que tem que tomar mais cuidado, porque aquela pessoa existiu, não é uma ficção”, acredita Glória. “Quando se está em uma personagem fictícia, há mais liberdade, não está preso a nada. Não sei se é mais fácil ou mais difícil.”

Bruno corrobora da teoria de que a demora para a realização (que tem entre os motivos o tempo que ele mesmo levou para aceitar dirigir o longa, mais problemas de patrocínio) acabou sendo positiva. “Não seria um filme tão bom, as coisas têm um tempo de maturação e eu não estaria maduro para fazer. Essa história precisa ser contada no tom certo e isso exige maturidade, serenidade”, diz ele. Bruno tem esperanças de indicação para o Oscar tanto para Glória, quanto para Miranda Otto, atriz australiana que vive Elizabeth Bishop, poetisa norte-americana vencedora do Pulitzer e companheira de Lota por muitos anos. A expectativa vem em um momento que ele considera absolutamente positivo para a produção audiovisual brasileira. “Hoje em dia, se você quer formar uma equipe de primeira linha, precisa bookar as pessoas com 6 meses de antecedência no mínimo”, comenta.

Glória está ótima como protagonista, mas o talento da atriz é complementado pela também impecável Miranda, que contracena com ela em algumas das sequências mais complicadas. “Quando recebi o e-mail, não acreditava na minha sorte de ter o papel e de vir para o Brasil e fiquei maravilhada com a estética e a cinematografia”, conta Miranda. “Eu não sabia muito sobre Elizabeth Bishop e quando li o roteiro fiquei encantada com essas mulheres”, continua ela, lamentando o fato de que não há herdeiros de Bishop que poderiam ter a chance de “revê-la” nesta interpretação. “É triste, não?”

Apesar de a trama homossexual não ser o conflito central do filme, ela chega em um momento peculiar no Brasil, que debate com mais intensidade do que nunca a igualdade de direitos para pessoas do mesmo sexo. “Não crio uma expectativa quanto a isso”, diz Glória sobre uma possível reação conservadora do público acostumado a vê-la em novelas. “Fiz a personagem da melhor forma que pude e me deu um enorme prazer em fazer. Tenho o maior orgulho de ter feito esse filme, ter recebido esse personagem para interpretar. É até aí onde eu vou. Eu gosto do que eu vejo, fico orgulhosa do que eu vejo. Então, tudo o que houve de espera, de ansiedade, acho que valeu a pena”, completa. “Como as pessoas vão receber, não sei.”

Bruno pensa de forma semelhante, e crê que se estivesse procurando patrocínio neste momento, talvez tivesse tido mais facilidade, pelo calor do debate. Mas diz que espera que o sucesso do projeto não venha desse contexto porque “esse não é o tema do filme. O tema do filme é a perda. O fato de ter um romance entre duas mulheres é só um elemento – um elemento que não evito e mostro de maneira natural”, opina. “Ele transcende mais a história de amor gay do que O Segredo de Brokeback Mountain”, diz Barreto, fazendo referência a uma comparação que tem sido constante. “[Nele,] o fato de serem dois homens é muito parte do conflito. Aqui, não. O conflito aqui é que elas são muito diferentes. Uma é uma maluca que acha que pode tudo, mas no fundo é frágil; e a frágil que no fundo é muito forte.”

Fonte: Rolling Stone Brasil

Um dia após defender lei anti-gay na Rússia, Isinbayeva se diz mal interpretada 1

Yelena Isinbayeva diz que foi mal interpretada. Tadinha, não?

Yelena Isinbayeva diz que foi mal interpretada. Tadinha, não?

Um dia após defender a lei anti-gay russa, a principal atleta do salto com vara no mundo, Yelena Isinbayeva, se disse “mal interpretada”, via comunicado oficial.  Hoje, a medalhista de ouro no Mundial de Atletismo de Moscou afirmou que “se opõe a qualquer discriminação”.

“Quero deixar claro que respeito os pontos de vista de meus companheiros atletas e quero expressar de maneira firme que me oponho a qualquer discriminação contra a comunidade gay com respeito a sua sexualidade”, disse Isinbayeva.

Ela afirmou que, por ter usado o inglês para falar sobre o assunto, acabou mal interpretada. “O inglês não é minha língua materna creio que houve um mal entendido. O que eu queria dizer é que a gente deve respeitar as leis de outros países, principalmente quando são convidados”, continuou.

Ontem (15/8), em entrevista coletiva antes da cerimônia do pódio pelo seu triunfo no salto com vara, ela se mostrou a favor da lei russa que proibido “propaganda homossexual ante menores”, além de criticar a sueca Emma Green-Tregaro, que competiu no salto em altura com as unhas pintadas com as cores do arco íris, um símbolo gay.

“Nós nos consideramos pessoas normais, vivemos os garotos com as garotas, as garotas com os garotos. Isso vem desde sempre”, disse Isinbayeva na quinta-feira.

Opinião

Yelena Isinbayeva deve um pedido de desculpas a todos os LGBT do mundo por suas declarações homofóbicas. Não tem essa de ser mal interpretada.

Glória Pires espera que as pessoas consigam ver o amor homossexual com mais naturalidade ao assistirem “Flores Raras” Resposta

Glória Pires foi a grande homenageada no Festival de Gramado deste ano

Glória Pires foi a grande homenageada no Festival de Gramado deste ano

Com mais de 40 anos de carreira e prestes a completar 50 anos de idade, no dia 23 de agosto, a atriz Glória Pires fala de maturidade para explicar como se preparou para sua nova personagem no cinema, a arquiteta Lota de Macedo Soares, em “Flores Raras”, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (16) e conta a história de amor entre Lota e a poeta americana Elizabeth Bishop, vivida por Miranda Otto.

Pires foi convidada para protagonizar o longa há 17 anos, quando a produtora Lucy Barreto adquiriu os direitos do livro “Flores Raras e Banalíssimas”, de Carmen L. Oliveira. O roteiro demorou anos para sair do papel porque a produtora não encontrava um diretor. Inicialmente, Bruno Barreto, filho de Lucy, não havia se interessado pela história. O projeto chegou a ser oferecido para Hector Babenco, que também recusou.

Somente em 2008, Bruno acreditou que poderia contar essa história e decidiu começar a filmar em 2012. “Acredito que as coisas tenham um tempo para acontecer. Acredito na maturação. Ao longo desses anos houve um amadurecimento pessoal e profissional. O tempo é o melhor preparador que a gente pode ter”, disse ele durante o Festival de Gramado, que teve a edição de 2013 aberta com “Flores Raras”.

Mesmo tendo morado nos Estados Unidos por alguns anos, Pires disse em entrevista ao UOL que graças ao tempo ganhou desenvoltura para atuar em inglês, língua predominante no filme de Barreto. “Ganhei desenvoltura para não me sentir ridícula para atuar em uma língua que não é minha”. A atuação foi bastante elogiada pelo diretor, produtores e críticos.

Homossexualidade na tela

O novo filme de Barreto vem ganhando destaque na imprensa por contar a história de amor entre duas mulheres e Pires espera que as pessoas consigam ver o amor homossexual com mais naturalidade. Para ela, o filme desmistifica o universo gay já que a relação delas é colocada de uma maneira bastante comum. “O filme é muito bonito, muito verdadeiro e nada apelativo. Espero que as pessoas assistam. Caso exista alguma barreira em relação a isso, quero que ela seja vencida”, disse ela.

Glória explica que sua visão sobre a homossexualidade sempre foi de muita naturalidade. Criada em um família de artistas, pai comediante e mãe produtora, Glória disse que convive com homossexuais desde os oito anos de idade. “Meus pais sempre tiveram amigos homossexuais. Alguns enrustidos, alguns assumidos, alguns transexuais. Então é uma coisa que sempre fez parte do meu universo. Nunca foi uma questão. Não tinha nada que eu não soubesse ou que tivesse que aprender com o ‘Flores Raras’ nesse sentido”.

Aprendizado com personagens

Fazendo uma retrospectiva de sua carreira, Glória disse que é muito grata e que aprendeu muito com tudo o que fez. “Não existe um trabalho do qual me arrependa. Todos os convites têm sido bons e desafiadores”. Durante a conversa, a atriz relembra o choque que causou em muitas pessoas ao aceitar o papel de Baby, em “Proibido Fumar” (2009), de Anna Muylaert. “Muitos me falaram que eu estava louca. Queriam saber por que eu ia fazer um filme fora do mainstream, com uma diretora que eu não conhecia. Mas a vida é isso. Você tem que apostar na sua intuição”, disse ela.

Ela conta que a sua intuição sobre Muylaert foi acionada quando assistiu “Durval Discos” (2002), no Cine Ceará. “Lembro de ter assistido a esse filme e de ter ficado falando horas sobre ele com o Orlando (Morais, seu marido). Passou um tempo e ela (Muylaert) me mandou o roteiro sobre aquela personagem maravilhosa. Como não fazer?”. A intuição rendeu a Glória três prêmios por esse trabalho, incluindo o de Melhor Atriz no Festival de Brasília.

Cinema brasileiro

Glória Pires, que no Festival de Gramado deste ano ganhou o Troféu Oscarito pelo conjunto da obra,  atuou pela primeira vez no cinema em 1981, em “Índia, a Filha do Sol”, dirigido por Fábio Barreto. Desde então, a atriz já trabalhou em dramas e comédias, entre elas os sucessos de bilheteria “Se eu Fosse Você”, 1 e 2. Para a atriz, é preciso criar uma política cultural forte para que todos os gêneros do cinema tenham espaço nas sala de cinema. “Com o alto preço dos ingressos, a pessoa escolhe um filme e ela vai escolher de acordo com o apelo que aquilo tem para ela. Por isso, fez-se esse filão de comédias. Seria bom ter espaço para todo mundo: o cinema infantil, o autoral, o suspense. Isso só será possível com política forte, espaço e preço bom”, disse ela.

Pires estará em breve em mais uma produção: “Nise da Silveira – Senhora da imagens”, que conta a trajetória profissional da médica alagoana que virou referência no tratamento da esquizofrenia no Brasil. “Existe uma expectativa grande para o lançamento desse projeto, mas estou aberta a novos desafios”, disse ela.

Condomínimo para aposentados gays gera polêmica na França 1

Imagem de divulgação do empreendimento voltado para o público gay no sul da França Foto: Divulgação

Imagem de divulgação do empreendimento voltado para o público gay no sul da França
Foto: Divulgação

A criação de um condomínio residencial para aposentados gays na França, o primeiro empreendimento desse tipo no país, suscita debates sobre o “comunitarismo homossexual” e divide opiniões de associações que lutam contra discriminações.

O projeto imobiliário, situado no sudoeste da França, também provocou reações negativas por parte do prefeito e de moradores do pequeno vilarejo de Sallèles d’Aude, nos arredores do condomínio.

O empreendimento Village ─ Canal du Midi “é um oásis privado para a comunidade gay e lésbica que deseja levar uma vida ativa e sadia em um clima quente e amistoso do sul da França”, diz o catálogo de vendas da empresa britânica Villages Group. O grupo constrói condomínios residenciais na França para pessoas com mais de 50 anos e visa normalmente a clientela inglesa.

O condomínio para gays terá 107 casas “ecológicas”, vendidas entre 236 mil e 248 mil euros (entre R$ 717,3 mil e R$ 753,8 mil), além de duas piscinas, quadra de tênis, campo de golf, sauna, centros de lazer e ainda um hotel e um restaurante, abertos ao público em geral. O catálogo também afirma que o condomínio será protegido por um muro.

“Estamos chocados e somos desfavoráveis”, disse Michel Germain, presidente da associação francesa de gays aposentados, que luta contra o isolamento, em entrevista à radio RTL. “Não aprovo a ideia de viver em gueto como ocorre nos Estados Unidos ou na Alemanha, onde há condomínios desse tipo. Os gays não devem criar um grupo à parte”, afirma .

Para Catherine Tripon, porta-voz da associação Outros Círculos, que luta contra a homofobia, “é preciso entender que os gays aposentados viveram em outra época, em um período onde a homossexualidade era (considerada) um crime ou uma doença”.

Mercado fraco

Inicialmente, o projeto não previa que o condomínio fosse destinado aos gays, disse à BBC Brasil o inglês Danny Silver, diretor do The Villages Group. “É puro negócio. Quando começamos a vender as casas, em junho, o mercado estava muito fraco. Tivemos então a ideia de visar a clientela gay, com alto poder aquisitivo”, contou Silver.

O catálogo de vendas foi reeditado para incluir na capa uma bandeira com as cores do arco-íris, principal símbolo da comunidade LGBT. “Em três dias, recebemos 200 pedidos de informações. O mesmo total que havíamos recebido durante três meses”, afirma Silver. Segundo ele, o projeto do condomínio francês está fazendo sucesso nos Estados Unidos e 12 reservas de casas já foram realizadas pela clientela americana.

Já o prefeito do vilarejo de Sallèles d’Aude, Yves Bastié, afirma “ter caído das nuvens” quando soube, recentemente, que o condomínio terá moradores gays. Ele havia concedido em janeiro as autorizações para construir. “Quando assinei os documentos, o projeto não era esse e poderia ter sido um motivo para recusá-lo”, diz o prefeito do vilarejo de 3 mil habitantes.

Bastié, que ressalta não ser homofóbico, lamenta “ter sido colocado diante do fato consumado e não ter podido informar os habitantes do vilarejo previamente”. Mas ele destaca o impacto financeiro positivo do projeto. Segundo Silver, do The Villages Group, o investimento será de 25 milhões de euros e prevê a criação de 60 empregos.

O prefeito convocou reuniões de emergência com os moradores para explicar a situação. Nesses encontros, segundo a imprensa francesa, alguns habitantes afirmaram temer a criação de um gueto no local.

Outros fizeram comentários irônicos e até mesmo discursos homofóbicos. Mas também há moradores que destacam o lado positivo do investimento, que deverá atrair novos consumidores ao vilarejo onde várias lojas têm sido fechadas nos últimos tempos em razão da crise.

“O problema é que na França as pessoas têm a visão de que um local para aposentados deve ser um asilo onde as pessoas vão para morrer”, diz Silver. “Os franceses não entendem que pode ser um lugar com estilo de vida para pessoas ativas e não algo para quem precisa de cuidados médicos”, afirma.

Ele destaca que não é possível impedir, por razões legais, a venda das casas a heterossexuais. As obras começarão em setembro e projeto deverá ser inaugurado no início de 2015, segundo Silver.

O condomínio fica próximo ao Canal do Midi (que liga o rio Garonne ao mar Mediterrâneo), um dos mais antigos canais da Europa ainda em funcionamento, construído no século 17 e tombado pelo patrimônio mundial da Unesco.

Fonte: BBC Brasil

Promotores debatem atuação do MPPE de Pernambuco em casos de homofobia Resposta

Dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República apontam que Pernambuco é o sexto estado mais violento do país em assassinatos contra LGBT – em 2011, 25 pessoas foram mortas por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Para debater a atuação do  Ministério Público de Pernambuco (MPPE) nesses casos e discutir a prevenção e promoção dos direitos homoafetivos, teve início nesta quarta-feira (14), em Muro Alto, Ipojuca, Região Metropolitana do Recife, o X Congresso Estadual do Ministério Público.

Com o tema “MP e os 25 anos da Constituição de 88: novos paradigmas de atuação”, o evento desta semana busca tratar de assuntos que estejam em vigor no estado e que exigem uma atuação mais adequada do MPPE. Procuradores e promotores da justiça poderão participar de palestras e discutir formas de abordagem no combate à homofobia e também no enfrentamento da criminalidade organizada.

De acordo com o presidente da Associação do Ministério Público de Pernambuco, José Vladimir da Silva Acioli, Pernambuco já vem combatendo a homofobia há um certo tempo, através de promotorias de direitos humanos. Foi criado também o Comitê de Promoção dos Direitos Humanos Homoafetivos. “Em posição avançada com relação ao resto do Brasil, o comitê busca atuar, sobretudo, na prevenção e sensibilização dos promotores para a temática. Também buscamos criar uma uniformização nos procedimentos e na atuação, que busque a atuação preventiva e inclusão desse movimento”, afirmou Vladimir, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta quarta-feira (14).

O Congresso também vai discutir as práticas do crime organizado – sociedades que já têm até diferentes ramos de atividades como grupos de extermínio, crimes contra ordem pública e até homofóbicos. “A necessidade de discutir a temática é porque as organizações têm tentáculos que se espalham para além do estado brasileiro, com a participação de pessoas de vários países. Há uma tendência de se instalar em setores públicos como parlamentos, poderes executivos, entre outros”, explicou. “O crime organizado se diferencia do crime do dia-a-dia porque ele é mais sutil. Hoje, você entra em um restaurante e não sabe se está contribundo para a lavagem de dinheiro. Vamos tratar disso com a tecnologia da informação, porque é possível transferir grandes quantias em dinheiro com um simples toque de computador.”

O evento tem início a partir das 13h e segue até a próxima sexta-feira (16), no Beach Class Resort, em Muro Alto. O procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, será o presidente de honra do evento, que também vai prestar uma homenagem à promotora de Justiça e professora Anamaria Campos Torres. Confira a programação:

Quarta-feira, 14 de agosto de 2013
13h – Credenciamento e entrega de material
15h – Encontro de saúde, esporte e lazer
15h – Serviço médico da AMPPE
17h – Dr. Aderbal Vieira
19h – Solenidade de abertura
21h – Voz e violão – Abelim Rocha

Quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Manhã – Livre
12h – Almoço
14h – Apresentação das teses ou grupo de trabalho setorial
16h – Painel – Enfrentamento à Criminalidade Organizada – Novos Paradigmas de Atuação, com Arthur Pinto de Lemos Junior, promotor de Justiça de São Paulo; e Francisco Ortêncio de Carvalho, promotor de Justiça de Pernambuco.
18h – Palestra – O MP e os Novos Paradigmas de Atuação, com Emerson Garcia, promotor de Justiça do Rio de Janeiro

Sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Manhã – Livre
14h – Painel – O Ministério Público e sua atuação contra a Homofobia, com Giselle Groeninga, mestre em Direito pela USP e Especialista em Psicanálise pelo Instituto Sedes Sapientiae e SBPSP; Maria Rita de Oliveira Silva, presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família; e Maxwell Anderson Lucena Vignoli, promotor de Justiça de Pernambuco.
16h – Painel – Questões Institucionais do MP Brasileiro, com o deputado federal Vieira da Cunha, e Tito Amaral e Marcelo Ferra de Carvalho, conselheiros do CNMP.
18h – Plenária de encerramento
22h – Jantar de confraternização

Atletas, patrocinadores e COI pisam em ovos quanto à lei antigay russa Resposta

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Jeré Longman

Os Jogos Olímpicos de Inverno começam daqui a seis meses em Sochi, na Rússia. Os atletas se encontram numa situação de risco. Por um lado, eles enfrentam acusação por defender os direitos dos homossexuais. Por outro lado, podem ser banidos pelas autoridades olímpicas por se oporem publicamente às novas leis discriminatórias da Rússia.

Assim como a Rússia agora proíbe a “propaganda” em apoio à orientação sexual “não tradicional”, a estatuto olímpico proíbe os atletas de fazer gestos políticos durante os jogos de verão e inverno.

Por isso, é perfeitamente possível que qualquer atleta de bobsled ou esquiador usando um broche, adesivo ou camista em apoio dos direitos dos homossexuais seja mandado de volta para casa não pelas autoridades russas, mas por outro grupo que reprime a expressão: o Comitê Olímpico Internacional.

Por isso, é perfeitamente possível que qualquer bobsled ou esquiador usando um alfinete, patch ou T-shirt em apoio dos direitos dos homossexuais poderia ser enviado para casa de Sochi, não pelas autoridades russas, mas por outro grupo que suprime a expressão: o Comitê Olímpico Internacional.

Será que o COI vai infligir a si mesmo um desastre de relações públicas como este? Talvez não. Mas as autoridades olímpicas em todo o mundo, incluisive nos Estados Unidos, juntamente com a NBC e patrocinadores corporativos, colocaram a si mesmas e aos atletas numa posição desconfortável por se opor apenas levemente à lei russa que proíbe a “propaganda homossexual”.

Blake Skjellerup, um patinador de velocidade de curta distância da Nova Zelândia, disse que planeja usar um broche do orgulho gay em Sochi, e se tiver problemas, “que assim seja”. Harvey Fierstein, dramaturgo e ator, pediu uma boicote dos Jogos de Inverno. Ativistas dos direitos dos homossexuais em Nova York e em outros lugares pediram até mesmo a retirada da vodka russa dos bares.

Mas aqueles que organizam, transmitem e apoiam os Jogos ofereceram pouco além de uma crítica tardia e morna.

O estatuto olímpico diz que o esporte é um direito humano que deve ser praticado “sem discriminação de qualquer tipo”. Mas toda a indignação que o COI conseguiu transmitir quanto à nova lei anti-gay da Rússia foi uma declaração dizendo que o Comitê Olímpico iria “se opor fortemente a qualquer medida que ferisse esse princípio.”

Ao mesmo tempo em que o COI disse ter recebido garantias de que a lei não seria fiscalizada nos Jogos de Sochi, o ministro dos Esportes da Rússia disse que seria.

Antes de a lei ser aprovada, o COI poderia ter pressionado as autoridades russas, dizendo que não apoiaria os Jogos de Sochi em tais condições. Em vez disso, o Comitê Olímpico consentiu.

“Deveria ter havido comunicações alarmadas do COI em relação à lei logo no início”, disse Minky Worden, diretor de iniciativas globais e um especialista em Olimpíadas da Human Rights Watch. “Até onde sabemos, não houve.”

O movimento olímpico está novamente em risco, como esteve anteriormente por causa do doping e de escândalos de corrupção, disse Worden.

“O estatuto olímpico fala sobre a dignidade humana”, disse ele. “Como pode ser compatível com a dignidade deixar a esta discriminação ser aprovada sem nada além de uma leve condenação?”

O Comitê Olímpico dos EUA poderia se ter se unido aos comitês olímpicos de outros países e dizer que não toleraria uma lei discriminatória como esta.

Mas isso não aconteceu. E as autoridades norte-americanas decidiram não falar de forma unilateral. Scott Blackmun, diretor-executivo do USOC, enviou uma nota às autoridades olímpicas dos EUA, dizendo: “embora nós apoiemos fortemente direitos iguais para todos, a nossa missão é a excelência competitiva” e não a militância política.

Os Estados Unidos podem estar relutantes em se pronunciar porque, entre outras coisas, só recentemente reparou suas relações desgastadas com o COI. Larry Probst, presidente do USOC, pretende se tornar um delegado do COI numa eleição no mês que vem. Essa cautela se estende às autoridades olímpicas de todo o mundo uma vez que outra votação deve acontecer para substituir Jacques Rogge, presidente do COI.

Enquanto as autoridades olímpicas estão consumidas pela política interna, os atletas olímpicos ficam com a possibilidade de serem multados, detidos e deportados por violar a nova lei de intolerância da Rússia.

Poderia-se esperar que os funcionários da NBC se pronunciassem com força, uma vez que a rede paga US$ 775 milhões para transmitir os Jogos de Sochi, e seus jornalistas enfrentam a possibilidade de serem processados por abordar a questão da homossexualidade.

Documentaristas da Holanda foram presos em Murmansk, na Rússia, e deportados há duas semanas por violar a lei da propaganda, de acordo com a Human Rights Watch.

“A NBC está preparada para interromper uma transmissão ao vivo, ou não entrevistar nenhum atleta?”, Worden pergunta. “Quão preparados eles estão para uma situação em que alguém usar uma bandeira do arco-íris ou dizer:” Eu apoio o casamento gay?'”

A NBC Universal reiterou nesta terça-feira um comunicado que “apoia veementemente a igualdade de direitos e de tratamento justo de todas as pessoas.”

Recentemente, Marcos Lázaro, presidente do NBC Sports Group, disse aos críticos de televisão: “se ainda for a lei deles e estiver impactando qualquer parte dos Jogos Olímpicos, vamos nos assegurar de reconhecer isso.”

Patrocinadores olímpicos como a Coca-Cola e o McDonalds também têm silenciado publicamente. Na verdade, eles estão financiando Jogos em Sochi que contradizem suas próprias políticas corporativas sobre a discriminação.

Talvez a declaração mais forte tenha vindo vários dias atrás por parte de Richard Carrion, um delegado do COI de Porto Rico, que está tentando suceder Rogge como presidente. No futuro, disse Carrion, a não-discriminação deveria ser uma condição para sediar os Jogos Olímpicos.

Mas será tarde demais para Sochi.

Tradutor: Eloise de Vylder

Mundo parece não se importar com homofobia na Rússia Resposta

Para o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”

Para o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”

Sexta-feira passada o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecerá em Sochi, na Rússia. O presidente estadunidense disse que deseja que os gays conquistem medalhas nas Olimpíadas e pediu que a Rússia receba bem os gays e lésbicas.

Depois de Obama, no sábado, o primeiro-ministro britânico David Cameron também descartou boicote aos jogos olímpicos.

Para quem não sabe, está rolando em Moscou o Mundial de Atletismo.

Uma pena que os países que participam do Mundial de Atletismo e que participarão dos Jogos Olímpicos de Inverno na Rússia não tenham boicotado nenhum dos dois campeonatos. E o Comitê Olímpico Internacional (COI) também não parece muito preocupado com a homofobia na Rússia.

A Rússia, onde qualquer tipo de manifestação ou propaganda gay sofrem punição, é hoje um dos países mais homofóbicos do mundo. Lá os gays estão sendo torturados e o governo nada faz contra isso, muito pela contrário, como escreveu o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”. Ao não boicotarem os Jogos de Inverno, os países que participarão parecem concordar com isso.

Vídeos mostram cenas de gays sendo torturados na Rússia Resposta

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Após a denúncia de que grupos anti-gays estariam perseguindo e torturando os LGBT no país, um site italiano reuniu alguns vídeos do Youtube que comprovam essa ação neonazista. As imagens são fortes e mostram jovens sendo humilhados de forma violenta em público e em locais fechados, para onde gays são atraídos e passam por sessões de tortura.

Um dos membros do grupo extremista que não se importa em se expor é Denis Kazak. Em uma rede social russa, ele defende a conversão dos gays através de tortura psicológica, publicando fotos, textos e vídeos de seu tratamento desumano. Seu objetivo é salvar as crianças das mãos dos gays, como se homossexualidade fosse pedofilia. As cenas fazem qualquer LGBT se comover ao se imaginar nessa situação.

*Informações Pheeno