Curitiba: Clientes acusam cervejaria Devassa de homofobia Resposta

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Três mulheres denunciam que bebiam no Bar Devassa na Praça da Espanha neste Domingo em Curitiba quando foram discriminadas e uma delas teria sido agredida por um garçom do local. Em mensagem no Facebook, Claudia Arzua conta que estava com duas amigas no bar quando o funcionário do local passou com um saco de lixo perto de sua amiga que reclamou por ter pingado o conteúdo do saco nela. O homem então respondeu grosseiramente, jogando o saco próximo à mesa das mulheres e pronunciando palavrões, segundo a versão das moças. Antes, ao perguntarem sobre um sabor de pastel, o mesmo garçom, que estava fazendo bico naquela noite, mandou elas grosseiramente lerem o cardápio se quisessem saber sobre as porções servidas. As garotas teriam ido ao mesmo local no dia anterior e foram bem antendidas.

Ainda segundo o relato: O gerente do local então retirou o garçom para outra área. O tal homem passou a encarar as mulheres. Adriana Crisóstomo foi surpreendida ao ser agredida com um chute quando entrou no local para pagar a conta. O mesmo gerente que antes prestou solidariedade então chamou as garotas de sapatão e deu a entender que elas não eram mais bem vindas, segundo a versão das clientes. As mulheres saíram do local com medo e afirmam que as pessoas da mesa ao lado se prontificaram a testemunhar o fato.

Elas registraram a ocorrência, puxam um boicote ao local pela internet e pretendem processar o estabelecimento. A Lado A conversou com Adriana e com o gerente da casa, que informou que a versão do gerente e dos funcionários apontam que a cliente agrediu o citado garçom, identificado como Márcio, que teria pedido desculpas quanto ao incidente do saco de lixo e foi agredido por duas vezes, primeiro do lado de fora do bar e no interior do mesmo, quando um segurança precisou intervir. A casa informa ainda que há um vídeo que está sendo analisado e que o conceito “Devassa” é inclusivo, sendo bem vindas todas as pessoas e reiterou que há funcionários homossexuais na casa que não tolera preconceito.

Abaixo veja o relato de umas das garotas no Facebook:

VAMOS COMEÇAR A DIVULGAR PARA QUE ESSE TIPO DE COISA NÃO ACONTEÇA MAIS! Hoje, estávamos em 3 amigas no BAR DEVASSA DO FAMOSO BATEL SOHO…. O Garçon já começou a ser grosso desde o início. Mas, tudo bem. De repente ele passa com um saco de lixo em cima da Adriana Crisóstomo, que na hora se levantou e disse: pô cara como vc passa com saco de lixo assim em cima de mim?” O garçon jogou o sao de lixo ao lado da nossa mesa e disse para ela: “Vc não sabe que saco de lixo é furado?”Bem grosseiramente… e começou a nos encarar, falar palavrões… Eu, falei para ele, meu vc é um grosso, saia daqui… e ele nos encarando.

Chamamos o Gerente, que prontamente nos defendeu, pediu desculpas e disse que não aconteceria mais e iria manter o Tal Garçon longe da nossa mesa. Não adiantou muito, ele continuou nos encarando. Enfim, pensamos, vamos embora, ficar num lugar para sermos tratadas assim, tenso demais. A Adriana Crisóstomo, foi pagar a conta dentro do bar. Chegando lá foi agredida com chutes pelo referido Garçon e o Gerente que foi tão simpático, disse, ai nem liga… É UM BANDO DE SAPATÃO… e ainda mandou ver se ela tinha pago a conta mesmo!!! TEMOS UMA AÇAO BOA AÍ NÉ.. BAR DEVASSA DO BATEL SOHO!!!!

Fonte: Lado A

Chris Brown volta a ser acusado de homofobia e é preso por agressão Resposta

Cantor já havia se envolvido em polêmicas com a comunidade gay, mas andava bastante respeitoso com os LGBT

Cantor já havia se envolvido em polêmicas com a comunidade gay, mas andava bastante respeitoso com os LGBT

Violência e homofobia são duas coisas que não são novas ao universo de Chris Brown. O cantor foi preso no final de semana após quebrar o nariz de um homem que tentou fotografá-lo com duas mulheres na saída de um clube em Washington D.C., nos Estados Unidos.

A vítima contou ao site “TMZ” que o cantor disse que “não era para aquela merda gay”, antes de agredi-lo e mandá-lo para o hospital. O rapaz não entendeu porque o cantor teve um comportamento homofóbico, mas já avisou que está contratando um advogado para processá-lo.

O problema maior para Chris Brown é que ele está em condicional desde que agrediu a ex-namorada Rihanna, em 2009. Sites internacionais especulam se este incidente pode fazer com que perca a condicional e passe os próximos quatro anos preso. Um de seus seguranças também foi detido.

Em janeiro, o rapper assumido Frank Ocean acusou o cantor de homofobia e de tê-lo ameaçado de morte após uma confusão em um estacionamento.

Depois disso, Brown estava hiper fofo com a comunidade gay. Ele lançou uma música em apoio ao amor gay e postou, há um mês, mensagem em respeito à comunidade LGBT. Vamos ver se o novo incidente manchará sua boa reputação com os cidadãos arco-íris.

Fonte: Parou Tudo

‘Fiquei muito revoltada’, afirma mãe de bissexual que diz ter apanhado

Maisson registrou em fotos as agressões ocorridas em Cascavel (Foto: Arquivo pessoal)

Maisson registrou em fotos as agressões ocorridas em Cascavel (Foto: Arquivo pessoal)

“Fiquei muito revoltada quando soube que bateram no meu filho” disse Doraci Lira, 42 anos, mãe do rapaz que afirma ter sido agredido em Cascavel, no oeste do Paraná, por ser bissexual. Maisson Dyeimes Portes, de 19 anos, que é recepcionista de um hotel da cidade, fez os exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Cascavel na manhã desta quarta-feira (24). O laudo que deve ficar pronto em 15 dias será anexado ao inquérito policial.

As imagens da agressão sofrida no dia 20 no Terminal Urbano Leste devem ajudar na identificação dos responsáveis. “Já solicitamos as imagens da Cettrans [Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito] e devemos tê-las ainda na tarde desta quarta-feira”, comentou o delegado. “Mas isso não é garantia de que possamos por meio delas identificar os envolvidos”, adiantou o delegado Luís Rogério Sodré, responsável pelo caso.

De acordo com a mãe, o filho sempre foi tranquilo e nunca se envolveu em confusão. “Quando soube da primeira agressão [no dia 13] pedi para ele tomar cuidado e que o melhor seria, pelo menos nos fins de semana, que ele voltasse para casa de moto-táxi. Mas ele falou que não mudaria a rotina por causa dos agressores”, lembra ao ressaltar que a orientação sexual das pessoas não é motivo para que sejam agredidas.

Ameaças

O jovem contou ao portal G1 que o primeiro ataque aconteceu no dia 13, também no Terminal Urbano Leste, quando um homem se aproximou e começou a xingá-lo. “Ele atirou um copo na lotação [ônibus] e quebrou o vidro. O motorista teve que parar o ônibus e eu desci. Ele desceu também e nós brigamos.” Na ocasião, Portes ficou com um arranhão no rosto.

No sábado (20), Portes voltava do trabalho por volta das 23h15 e, novamente, foi agredido pelo mesmo rapaz e outro amigo dele. “Eu desci do ônibus e estava ele e mais quatro amigos dele me aguardando. Eu passei e nem olhei, já para não ter motivo. Daí, ele me chamou para conversar e viu que eu não queria brigar. (…) Ele me xingou de novo e me agrediu.”

Portes disse que pessoas que estavam no local seguraram os agressores, que fugiram. Em seguida, a vítima registrou um Boletim de Ocorrência. Ainda segundo a vítima, esta foi a primeira vez que as agressões se tornaram físicas. “De chegar a agressão física foi a primeira vez, mas verbal é frequente”, afirmou.

Diversidade em Animação completa cinco anos no Rio de Janeiro, confira a programação 1

DIVA

 

De 18 a 28 de abril de 2013 acontece o Diversidade em Animação (DIV.A) no Centro Cultural Justiça Federal. O DIV.A completa 5 anos e apresenta: mostra internacional de animação, estreias, programas especiais de filmografias de animadores importantes na cena mundial, retrospectivas, festas e intervenções. A ilustração do DIV.A 2013 é uma criação do italiano Jacopo Dronio.

O Especial Barry Purves reúne os filmes de um dos animadores mais aclamados do mundo, o inglês Barry Purves, que recebeu 60 grandes prêmios internacionais, incluindo o Grand Prix, Melhor Diretor, Melhor Filme, e nomeações no Oscar e no BAFTA.

O animador brasileiro Luc Figueiredo vai estar presente durante o DIV.A 2013 para apresentar a sua seleção “musculosa” de filmes, e falar sobre a produção da sua animação mais recente, o UFGay, destaque do Especial Luc Figueiredo.

As animações de Richard James (Reino Unido) têm fortes influências do esporte e da moda, e se cruzam no Especial Richard James.

As estreias estão na Mostra Internacional de Animação LGBT do DIV.A 2013. E para comemorar os cinco anos do festival no Brasil, as animações premiadas e as melhores de 2009, 2010, 2011 e 2012 serão exibidas na retrospectiva DIV.A 5 Anos.

O Intervenção DIV.A é o novo espaço do festival que irá apresentar sessões com os djs ASC, LEXX e Vino conectados com a projeção de animações LGBT que rompem as fronteiras e os sentidos do cinema tradicional. E mais tarde tem Festa: Ultralovecats (19/04 no Espaço Acústica), X-Tudo (24/04 no Galeria Café) e Achados & Perdidos (26/04 no TV Bar).

DIV.A 2013 – 5 anos

18 a 28 de abril de 2013 (exceto dia 22 de abril)
Sessões 14h, 16h, 18h e 20h
Centro Cultural Justiça Federal
Rio de Janeiro – Brasil

Ingresso de cada sessão: R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada)
Entrada permitida somente para maiores de 18 anos

visite www.diversidadeemanimacao.com.br
contato@diversidadeemanimacao.com.br

Casal de mulheres sofre ataque homofóbico dentro de um trem em São Paulo 2

Casal sofreu agressão homofóbica

Casal sofreu agressão homofóbica

Na sexta-feira (15/2), entre as 06:25h às 06:30h da manhã, um casal de mulheres foi agredido dentro de um trem na cidade de São Paulo. O incidente ocorreu na linha 9 esmeralda da CPTM entre as estações Santo Amaro e Granja Julieta. Segundo as vítimas, que são casadas a mais de dois anos, elas estavam dentro do trem quando um rapaz, com uma mochila enorme nas costas, entrou no vagão empurrando uma delas e, ao ser perguntado se não poderia carregar a mochila pelas mãos, que inclusive é a recomendação nesse caso, o mesmo passou a agredi-la verbalmente com palavras de baixo calão e alto teor homofóbico, logo em seguida o agressor passou a agredir a vítima fisicamente socando várias vezes seu rosto. A vítima preferiu não revidar para não agravar ainda mais a situação.

Por mais absurdo que possa parecer, ao olhar para as pessoas que assistiam ao ocorrido, a vítima observou, incrédula, que as mesmas riam da situação.

Um boletim de ocorrência (BO) foi registrado e agora esperamos que alguma providência seja tomada, não é possível que esse tipo de coisa fique impune. Apesar de sabermos que, na grande maioria das vezes, é exatamente isso o que acontece. Mas, com nossa mobilização e força, esperamos que, pelo menos desta vez, algo seja feito. As vítimas, além do vídeo (disponível abaixo) entraram e contado com várias pessoas via redes sociais e até o momento já contamos com várias manifestações de solidariedade e presteza.

*Informações: Julio Marinho, do Nossos Tons

Agressão a estudante dentro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia será investigado 1

Ramon Lacerda, agredido dentro Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia

Ramon Lacerda, agredido dentro Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia

A direção Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), finalmente resolveu se pronunciar sobre o caso de agressão que ocorreu no último dia 10 dentro da instituição contra o estudante Ramon Lacerda, 17 anos que pode ter sido motivado  por homofobia conforme relato do aluno.

Por meio de uma nota via a assessoria a instituição informou que lamenta o incidente em que um estudante foi atingido por uma pedra e acusa o agressor de homofobia. Segundo o IFBA, o estudante ferido recebeu pronto atendimento no Serviço Médico do instituto.

A nota da instituição, assinada pelo diretor geral Albertino Nascimento, alega ainda que o caso está sendo apurado pela Diretoria Geral do campus através de uma comissão de sindicância para esclarecimento e tomada de decisões administrativas que estejam na competência da instituição.

Fique por dentro do caso:

Um estudante  do curso eletrotécnica, 17 anos,  foi atingido por uma pedrada na última semana por outro aluno que fazia uma suposta brincadeira dentro do Instituto Federal da Bahia (IFBA), localizado no campus Salvador, localizado no bairro do Barbalho. O caso de agressão ocorreu na quinta-feira (10), mas a vítima só tornou o caso público na última quarta (16), após enviar uma carta a um colunista local que escreve sobre cultura e sexualidade e esta ser publicada na íntegra no respectivo site.

De acordo com o relato de Ramon Lacerda, 17 anos, tudo começou quando ele estava em uma praça localizada dentro da instituição, onde os alunos geralmente ficam durante o intervalo. Acompanhado de três colegas, o adolescente conversava sobre a aprovação para a segunda fase do vestibular da UFBA, quando, de repente, foi atingido por uma pedra no rosto, mais especificamente, na parte final da sobrancelha, há cerca de 3cm de distância do olho direito. Ramon Lacerda ressalta que, apesar do ferimento, conseguiu identificar o agressor. “O lesador (um rapaz com 18 anos) foi um aluno do curso técnico de mecânica, na modalidade integrada, que supostamente estava brincando de lançar pedras com os colegas da turma, nesta Praça Vermelha, que é uma brincadeira bem pesada pelo visto, já que atingiu uma pessoa (no caso, EU) que não tinha nada a ver com a ‘BRINCADEIRA’ e que acabou lesionando de forma grave”, desabafa o estudante.

Depois de uma tentativa de reação contra o aluno, mas sem sucesso, Ramon foi encaminhado, com o rosto ensanguentado para o Serviço Médico da instituição. Lá,após ser feito um curativo, o estudante foi  orientado à ir até um hospital mais próximo, pois teria que de levar pontos no ferimento, pra uma possível cicatrização mais rápida. Ramon ressalta ainda que,somente ao sair do ambulatório, percebeu que o ato foi intencional. “Saindo do ambulatório, me reencontrei com o lesador e os outros envolvidos (…), que, de forma humilhante e bastante rude, me agrediu verbalmente, com palavras de baixo calão, afirmando a brincadeira como ‘o lesador será conhecido como a lenda do Cefet, o primeiro a jogar uma pedra num viadinho’. Fora os risos desagradáveis e o “ser feito de piada”. Coisas que tangenciam os danos morais, a violência e agressão verbal, a humilhação pública, e traços de preconceito e homofobia”, ressalta Ramon.

Desesperado, o estudante, que é emancipado, foi até a Direção de Ensino da Instituição, onde comunicou o fato de forma verbal, e posteriormente de forma escrita. “Mesmo muito chocado com a situação e depois de chorar bastante, de desespero, de medo, de um sentimento de pavor, fui até a D.E (…). Espero uma posição da escola, de fator urgente, pois, provavelmente o caso será levado à 2ª Delegacia de Polícia (localizada na Lapinha), onde irei com os meus responsáveis, já que sou de menor”.

Ramon Lacerda ressalta que seu único desejo é que justiça seja feita. “Há fortíssimos boatos que o menino nada sofrerá, apenas um acompanhamento pedagógico. É realmente esta a posição que deve ser tomada? É como se eu tivesse virado um ‘troféu’ pra eles. Entende?”,  lamenta o estudante.

Fonte: Dois Terços

Rio: segurança das Lojas Americanas soca estudante e o chama de gay 1

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No Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (4), um menor de 15 anos de idade foi agredido por um segurança das Lojas Americanas do Barra Shopping, na Barra da Tijuca. Os vigilantes abordaram o jovem acusando-o de ter roubado peças. Ele negou o crime e disse que não iria para um lugar reservado por ter medo de os seguranças colocarem algo na mochila. Então, um vigilante o socou na boca e o chamou de gay. A família quer indenização da loja e condenação do autor da agressão.

Não sou jurista, mas em minha opinião, trata-se de um crime de homofobia, mesmo se o agredido não for gay.

Assista à reportagem da Rede Globo, clicando aqui.

Estudante de Direito é vítima da homofobia em São Paulo 2

André Baliera: mais uma vítima de homofobia

André Baliera: mais uma vítima de homofobia

Bruno Potieri

Bruno Potieri: homofóbico

Diego Mosca: homofóbico

Diego Mosca: homofóbico

O estudante André Baliera, de 27 anos, foi agredido a chutes e socos, na noite desta segunda (3), em Pinheiros, na capital paulista. Após ter sido provocado por dois jovens que passavam de carro e devolver os insultos, acabou espancado. A polícia, acionada para interromper a pancadaria, levou Bruno Portieri e Diego Mosca ao 91º Distrito Policial, para serem autuados por tentativa de homicídio. Testemunhas afirmam que o ataque teve motivação homofóbica. O jovem agredido é homossexual.

Segundo o relato do jovem à polícia, a agressão ocorreu na esquina com a Rua Teodoro Sampaio. O bancário caminhava na calçada quando ouviu gritos de ocupantes de um veículo. Ao questionar o motivo dos xingamentos, um deles teria descido do carro e houve uma discussão. A vítima relatou à polícia ter sido agredida com golpes na cabeça. A discussão só foi controlada com a chegada da Polícia Militar.

“A vítima relatou em seu depoimento que estava caminhando quando homens em um carro passaram ao seu lado e começaram a xingá-lo. Os dizeres, segundo a vítima, seriam preconceituosos, referiam-se a homofobia, ele disse ter sido chamado de ‘veado’, mas o delegado que registrou o caso entendeu que não houve homofobia e o registrou como tentativa de homicídio”, disse ao G1 o delegado Paulo Roberto Nascimento de Oliveira, do 14º DP.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe. A homofobia por parte dos agressores pode ter sido outra motivação, de acordo com Margarete Barreto, delegada titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que vai acompanhar as investigações do caso.

“O delegado contextualizou de que forma ocorreram as agressões e os xingamentos e uma das motivações é homofobia. Abrimos uma pasta para este caso e vamos levantar se os agressores têm alguma ligação com grupos de intolerância”, disse a delegada. Neste caso, homofobia seria um agravante a ser levado em consideração em eventual julgamento.

O jovem agredido foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro da Lapa, mas já foi liberado e passa bem, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Confira entrevista com a vítima concedida ao Estadão

O que aconteceu?

Estava voltando da farmácia e vim descendo a rua, tranquilo, na minha, com fone de ouvido. Quando ia atravessar a rua, o Bruno mexeu comigo. Não consegui entender o que ele estava falando e tirei o fone. Ele disse: “Está olhando o que seu viado? Segue seu rumo sua bicha”. Mas eu não consegui seguir meu rumo e começamos então uma troca de ofensas. Tudo aconteceu no tempo de um semáforo. Foi aí que ele saiu do carro e fiquei muito assustado. Fiz menção de que ia pegar uma pedra e o Diego entrou na história. Ele começou a me bater feito um animal. Me lembro de pensar: “É agora que acabou. Morri”.

Você já foi vítima de outras agressões?

Sim, aconteceram outras vezes. Não escondo minha sexualidade e nunca achei que isso fosse um problema para levar minha vida normalmente. Já me jogaram latinha de cerveja quando ficava com alguém. Essas condutas são reiteradas sempre, mas nunca foi nesse nível. Exatamente por isso que não consigo me conformar de que minha obrigação quanto gay é ouvir ofensas e seguir meu caminho.

O que você acha que motivou o ataque?

Não sei dizer o que leva duas pessoas aparentemente bem de vida, jovens, a entrarem com o carro na contramão e atentarem contra a vida de alguém que só queria chegar em casa. Que fúria é essa que faz um cara que deve ter tido todas as oportunidades do mundo a bater em outra de forma tão agressiva? Por que a minha existência provoca uma fúria tão desumana?

Como está sendo a repercussão do caso? Há pessoas que querem organizar passeata, fazer escracho na frente da casa dos agressores.

Estou bastante impressionado, mas queria muito que as pessoas tivessem consciência de que não quero vingança. Quero justiça, o que é muito diferente. Se estudo direito e acredito na justiça, não posso tomar as medidas cabíveis com as minhas próprias mãos. E acho que na verdade o preconceituoso também é vítima do próprio preconceito.

Veja o vídeo da reportagem da Record em que o agressor, Bruno, diz que André apanhou “de  besta”, clicando aqui. REVOLTANTE!!!!!!!!

*Informações do G1Estadão Blog do Sakamoto

Aluna lésbica é espancada por família em Goiás 6

Aluna é espancada dentro de sala de aula

O vídeo (forte) a seguir mostra como a homofobia pode ser ensinada em casa. Uma estudante espanca sua colega de 15 anos, com a ajuda da mãe e do avô. Motivo: a aluna teria cantado a colega. O crime ocorreu na sala de aula de uma escola estadual na cidade de Bela Vista, região metropolitana de Goiânia (GO).

O vídeo foi feito por celular e mostrado por reportagem da emissora Serra Dourada.

O que mais choca é que a cena de selvageria tenha sido protagonizada por uma família e em uma escola. Isso mostra o quão arraigada está a homofobia em nossa cultura.