Homofobia: Assassino de Daniel Zamudio pega prisão perpétua no Chile 1

Daniel Zamudio

Daniel Zamudio

“Condena-se o acusado Patricio Ahumada na qualidade de autor do delito qualificado de Daniel Zamudio à pena de prisão perpétua”, proferiu a sentença nesta segunda-feira o juiz do  Quarto Tribunal Oral de Santiago, no Chile. Ahumada foi considerado mentor do crime e líder do bando que em 2012 espancaram e torturaram o estudante Daniel Zamudio, 24 anos, por ele ser homossexual em um parque da capital chilena. Após mais de 20 dias em coma, Zamúdio faleceu devido aos ferimentos que chegaram a amputar uma de suas pernas.

Alejandro Angulo, Raúl López e Fabían Mora, os outros assassinos foram condenados 7 anos e 15 anos de prisão. Ahumada terá direito a pleitear a liberdade condicional ou redução da pena dentro de 20 anos. “É uma pena exemplar, eles irão apodrecer na cadeia”, afirmou o pai de Daniel, Iván Zamudio, após ouvir a sentença.

Em Março de 2012, a capital do Chile amanheceu atordoada com um crime homofóbico chocante que levou o país a criar uma lei contra crimes de ódio e preconceito contra homossexuais com o nome da vítima. Daniel Zamudio, 24 anos, foi encontrado em um parque de Santiago com sinais de tortura, uma perna quebrada e à beira da morte, com suásticas entalhadas em seu corpo. Após 22 dias entre a vida e a morte, o jovem faleceu no hospital.

As investigações mostraram que o crime foi cometido por um grupo de amigos que apesar de não terem nada de arianos gostavam da ideologia nazista. A crueldade fora real: Zamudio foi queimado com cigarros, apedrejado, atacado com garrafas, teve uma das orelhas cortada, a perna dilacerada. Patricio Ahumada Garay, Alejandro Angulo Tapia, Raul Lopez Fuentes e Fabian Mora Mora foram presos dias depois, após o crime ganhar as manchetes internacionais.

“A Justiça chilena considera este um dos crimes mais graves e prevê a pena máxima, que é prisão perpétua qualificada, ou seja, 40 anos de prisão efetiva antes da tentativa de redução da pena”, disse Jaime Silva, advogado da família Zamudio na época. É esta a condenação que a família espera. Ao anunciar a condenação o juiz descreveu o crime como de “extrema crueldade” e “total desrespeito a vida humana”.

Há um antes e depois nas leis do país depois da morte do belo jovem de classe média que reverteu a opinião pública. O projeto de lei contra a homofobia, parado no país por 7 anos, caminhou rapidamente para a aprovação no ano passado depois do crime, com apoio do presidente Sebastian Piñera. Se fosse hoje, todos os assassinos seriam condenados a prisão perpétua, sem direito a revisão da pena.

Fonte: Lado A

Travesti é assassinada no bairro Cidade Industrial, em Contagem (MG) Resposta

Uma travesti de 20 anos foi assassinada na madrugada desta quarta-feira (12/06) no bairro Cidade Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), o corpo foi encontrado por um homem que ia para o trabalho, por volta das 4h30. A vítima tinha um tiro no rosto e estava caída na Rua José Maria de Lacerda.

Um colega do travesti morto disse à polícia viu o amigo saindo em um carro para fazer programa com um homem. Esta foi a última vez que ele o viu. Não há identificação do veículo.

A PM desconhece a motivação do crime e até a publicação desta reportagem ninguém havia sido preso.

Identificado corpo de maquiador morto a pauladas em Cabo Frio Resposta

Parentes e amigos durante velório do maquiador Rodrigo Millão, de 35 anos Renata Christiane

Parentes e amigos durante velório do maquiador Rodrigo Millão, de 35 anos Renata Christiane

O corpo do maquiador e cabeleireiro Rodrigo Millão (35), foi identificado por parentes e amigos, na manhã desta terça-feira (11/06), no bairro de Portinho, em Cabo Frio, Região dos Lagos. Ele foi morto a pauladas no último fim de semana, no próprio bairro. Desde o dia 8, amigos já compartilhavam fotos nas redes sociais, em busca de informações sobre a vítima. O sepultamento de Rodrigo estava marcado para a tarde desta terça-feira, no Cemitério municipal de São Pedro da Aldeia, cidade onde Rodrigo morava.

A polícia ainda investiga o assassinato, que pode ser sido motivado por homofobia. O presidente do Grupo Iguais, Rodolpho Campbell, manifestou repúdio ao caso:

— Como se já não bastasse uma batalha contra o fundamentalismo religioso, agora temos refletido e multiplicado diariamente, em todos os cantos do Brasil, barbaridades como essa, cometidas única e exclusivamente por repulsa.

O corpo de Rodrigo foi encontrado em um terreno baldio, na tarde do último domingo (09/06), com marcas de pauladas. A polícia só conseguiu identificar a vítima com a ajuda dos familiares.

Cláudio Nascimento, superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e coordenador do Programa Rio sem Homofobia da Secretaria estadual de Ação Social e Direitos Humanos (Seasdh), acompanhou o velório. Ele lembra que nos últimos 30 dias foram nove crimes contra homossexuais.

— Ainda não podemos afirmar, mas os crimes de homofobia têm características semelhantes. São sempre muito agressivos, com requintes de crueldade. Em Angra dos Reis, por exemplo, o rapaz levou 33 facadas no fim de semana passado. Por enquanto não posso afirmar, mas é importante que essa linha de investigação seja incluída.

Fonte: O Globo

Morte de jovem francês por “skinhead” leva governo a atacar a extrema-direita Resposta

A angustiante tensão social e política em que vive a França nos últimos meses, marcados pela recessão econômica, o aumento histórico do desemprego e as maciças manifestações da Igreja Católica, da direita e da extrema-direita contra a lei do casamento gay, degenerou na quarta-feira na tragédia que muitos temiam. Clément Méric, um estudante de 18 anos, sindicalista, militante antifascista e aluno do primeiro ano de ciências políticas em Paris, foi brutalmente agredido por um grupo de “skinheads” [cabeças raspadas] de ideologia neonazista.

A vítima, filho de dois antigos professores de direito, ficou em estado de morte cerebral depois de receber um soco de um jovem de 20 anos ligado a um dos diversos grupos de extrema-direita que ganharam visibilidade nos últimos meses. Os médicos certificaram sua morte às 17h20 de quinta-feira.

O suposto agressor, que o jornal “Libération” identifica como Esteban M., de origem espanhola, havia sido detido pouco antes, junto com outras seis pessoas, entre elas uma mulher, que participaram do ato. Uma fonte policial explicou que o atacante aplicou em Méric um golpe com um soco-inglês e que o jovem caiu para trás e bateu a cabeça em uma estaca de ferro, ficando desacordado na calçada.

A polícia adiantou que alguns dos detidos “gravitam ao redor do núcleo duro” do grupo neonazista Juventudes Nacionalistas Revolucionárias (JNR), embora seu líder, Serge Ayoub, tenha tentado negar a acusação. As JNR foram fundadas em 1987 por Ayoub, e seus membros são conhecidos por usar a cabeça raspada, pelos distintivos nazistas e a extrema violência.

As forças da ordem agradeceram a colaboração de numerosas testemunhas da agressão, às 18h de quarta-feira, em uma rua de pedestres muito comercial, próxima às lojas de departamentos nos grandes bulevares de Paris. O relato dos fatos afirma que Méric visitava, com três amigos, uma loja de roupas situada em um andar quando encontrou um grupo de jovens radicais de cabeça raspada, jaquetas de aviador e botas militares. Depois de se provocarem mutuamente, os dois grupos desceram para a rua, discutindo. Mas a briga durou muito pouco. O agressor, descrito como um homem alto com uma suástica tatuada no pescoço, derrubou Méric com um soco. Segundo seus amigos, o rapaz estava frágil porque se recuperava de uma leucemia.

O presidente François Hollande, em visita oficial ao Japão, condenou “com a maior firmeza” a agressão e pediu “responsabilidade” das forças políticas “para não piorar ainda mais um clima que já é tenso demais”. O primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, afirmou no Senado que pediu aos ministérios do Interior e da Justiça que façam “o que for necessário para dissolver e reduzir a pedaços os grupos violentos de extrema-direita”. No Parlamento, foi feito um minuto de silêncio.

Os colegas de Méric no Instituto de Estudos Políticos de Paris lhe prestaram homenagem em um ambiente de consternação, raiva e medo. Cantaram a “Internacional” e velhas canções da resistência antifascista. Álex, amigo de Méric, descreveu a vítima como “um rapaz amável e muito comprometido” e confirmou que militava no sindicato esquerdista estudantil SUD.

O jovem –“um estudante brilhante”, segundo seus professores– também fazia parte da rede Ação Antifascista Paris-Periferia, que atribuiu a morte de Méric ao “contexto de violência da extrema-direita desenvolvido nos últimos meses”.

Os partidos demonstraram sua repulsa pela agressão, embora alguns tenham se envolvido em acusações cruzadas. A esquerda parlamentar e os sindicatos convocaram concentrações de repúdio em Paris e outras cidades. Na Espanha, houve atos de solidariedade diante das legações francesas.

O colíder do Partido de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, exigiu “a dissolução dos grupos de extrema-direita que multiplicaram os atos de violência nas últimas semanas” e salientou que “a violência que assassinou Méric não é fortuita, responde à cultura metodicamente exercida pelos extremistas” próximos da Frente Nacional.

Marine Le Pen, líder da FN, rejeitou qualquer envolvimento de sua formação na agressão e lembrou que desde que é presidente expulsou “todos os violentos” –esquecendo a presença de cabeças raspadas em seus comícios.

“A homofobia mata”

Um vídeo publicado no site do “Le Monde” mostra Méric, magro e baixo, com um lenço na boca, segurando diante dos policiais antidistúrbios um cartaz que diz: “A homofobia mata”. No lugar exato onde o jovem natural de Brest caiu fulminado na quarta-feira –“por suas ideias”, como salientou um colega de classe–, alguém escreveu na quinta: “Fascistas, fora de nossas vidas”. As pessoas que se concentraram para lhe prestar homenagem levavam flores e gritavam “Não passarão!”.

Entre as duas cenas, a do vídeo e a da quinta-feira, passou pouco mais de um mês. Em 17 de abril, Méric liderou uma pequena marcha contra a mobilização contra a lei do casamento gay, para gritar que o ódio mata. Em 6 de junho, Méric morria por causa de um golpe na cabeça produzido por um jovem neonazista.

Desde novembro passado, a direita e a extrema-direita tomaram as ruas para protestar contra a Lei do Casamento para Todos, promulgada no início de maio. Segundo explica o sociólogo Eric Fassin, “a Frente Nacional, sabendo que seu sucesso eleitoral depende da imigração mais que dos homossexuais, mostrou-se morna e prudente, e isso abriu uma oportunidade para os jovens mais radicais ganharem visibilidade e legitimar-se”.

A radicalização de todas as direitas –a religiosa, a xenófoba e a homófoba– se traduziu em um inferno quase cotidiano: houve dezenas de incidentes, tanto em Paris como em outras cidades francesas; mais de 250 detenções; insultos e ameaças contra ativistas, bares e locais gays, coroados com a surra brutal que sofreu o gay Wilfred de Bruijn, em Paris. Há um mês, 200 radicais invadiram a comemoração do título de bicampeão do PSG, produzindo vultosos danos no bulevar Champs-Elysées. Cenas parecidas foram vividas no final da manifestação nos Invalides.

Fonte: El País

‘Quem fez isso tem que pagar’, diz irmã de homem assassinado em boate gay no Rio 1

A sobrinha de Luiz Antônio de Jesus, Elizabeth Jesus de Brito, e a irmã Rosalina Jesus estavam no IML na manhã desta quarta-feira (29). (Foto: Renata Soares / G1)

A sobrinha de Luiz Antônio de Jesus, Elizabeth Jesus de Brito, e a irmã Rosalina Jesus estavam no IML na manhã desta quarta-feira (29). (Foto: Renata Soares / G1)

Familiares e amigos estão inconformados com a morte de Luiz Antônio de Jesus, de 49 anos, agredido em uma casa noturna na Zona Oeste do Rio na madrugada de domingo (26). O caso será investigado como crime de homofobia, segundo a Polícia Civil.

“Quem fez isso tem que pagar pelo crime! Queremos justiça”, declarou a irmã da vítima, Angelina de Jesus, ao Bom Dia Rio. “Ele era uma pessoa tranquila, muito amiga, muito alegre. Não é de caçar confusão. Com certeza alguma coisa muito ruim aconteceu porque ele não é de confusão com ninguém”, garantiu a amiga Inês Rocha.

Ele foi encontrado desacordado no banheiro da Boate Queen, em Jacarepaguá e morreu nesta terça-feira (28), no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, segundo Secretaria Municipal de Saúde.

“Era a primeira vez que ele tinha ido nessa boate para conhecer. E tudo acabou nessa tragédia”, comentou a sobrinha da vítima, Elizabeth Jesus de Brito, de 35 anos.

Luiz estava internado em estado gravíssimo com traumatismo craniano, com ferimentos no rosto e no pescoço. Ele será enterrado nesta quarta-feira (29), às 16h, no Cemitério do Pechincha, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

“Ele já sofreu alguns preconceitos, mas  estava muito caseiro. E foi nesse dia que ele acordou alegre e decidiu dançar. Nós queremos uma resposta para saber o que de fato ocorreu com o meu irmão dentro daquela boate”, desabafou irmã de Luiz Antonio, Rosalina de Jesus, que esteve no IML na manhã desta quarta-feira (29), para a liberação do corpo.

Câmeras

De acordo com o delegado titular da 32ª DP (Taquara), Antônio Ricardo Lima, que inicialmente estava investigando o caso, seguranças, funcionários e parentes da vítima já prestaram depoimento, as imagens do estabelecimento já estão sendo analisadas e o local passa por perícia.

Segundo a polícia, as imagens podem ajudar a esclarecer o caso. Conforme mostrou o Bom Dia Rio desta quarta-feira (29), das 12 câmeras instaladas na boate, uma fica em frente ao banheiro do estabelecimento.

De acordo com Rosalina, a dona da boate informou que o local possui 40 câmeras no circuito interno de segurança, mas o equipamento do banheiro não estava funcionando no momento do incidente.

Segundo a Polícia Civil, “o caso foi encaminhado para a Divisão de Homicídios (DH) e está sendo investigado como crime de homofobia, seguindo a portaria 574 criada em 9 de fevereiro de 2012, pela chefia de Polícia Civil. O documento determina entre outras providências, a inclusão do nome social de travestis e transexuais no registro de ocorrência, bem como a inserção do termo homofobia no campo referente ao motivo presumido do crime.”

Cabelereiro não voltou pra casa

Segundo familiares, o cabeleireiro não voltou para dormir em casa e não avisou nada. Por isso, a família ficou preocupada e foi até a casa noturna para saber alguma informação. Segundo Rosalina Brito, a dona do estabelecimento, Jade Lima, informou para a filha e para a irmã que Luiz Antônio foi encontrado passando mal e vomitando no banheiro e foi levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, por volta das 3h.

Rosalina contou ainda que elas viram manchas de sangue na porta do banheiro, mas a proprietária disse que a sujeira era antiga. “Ela [Jade] ficou tentando despistar elas.”

Jade Lima confirmou em um site de relacionamento que na madrugada de sábado (25) para domingo um cliente foi encontrado caído em um dos banheiros do estabelecimento. Segundo ela, “havia no momento do ocorrido algumas pessoas na fila, que ouviram o barulho da queda e foram elas que acionaram o staff da casa para socorrer esse cliente. Não houve qualquer tipo de agressão”.

Rosalina de Jesus informou que a família encontrou Luiz Antônio com o rosto muito machucado. “Debaixo do queixo tem um corte de um lado para o outro. Ele está com o rosto desfigurado, está cheio de ponto, com o pescoço roxo, parece que enforcaram ele”, contou.

Outro cliente prestou queixa

Segundo informações do RJTV desta terça, outro cliente da boate procurou a 32ª DP no domingo (26) para relatar uma agressão de um suposto agente de segurança da boate. Sobre o segundo caso, Jade Lima disse também em uma rede social que no domingo um cliente foi convidado, pelos seguranças da casa, a se retirar da boate por estar importunando outros clientes.

“Também não houve agressão nesse caso, entretanto o cliente, decidiu dar queixa na delegacia por se sentir ofendido por tal acontecido”, explicou a proprietária.

A jornalista contou que todos os outros irmãos estão empenhados para resolver o caso. “Não podem ter feito isso com ele porque ele era gay, ninguém merece passar por isso.”

A família fez um apelo para qualquer pessoa que tenha informações sobre o caso ligue para o Disque-Denúncia pelo telefone 2253-1177.

Novas informações sobre transexual assassinada em Curitiba (PR) 1

A transexual Mônica Lewinski, nome social de Odair Xavier de Lima (38), que morreu no Hospital Evangélico, em Curitiba, capital do Paraná, no último domingo (10/2), depois de ter sido baleado na cabeça na última sexta-feira (8/2), no Centro de Curitiba, pode ter sido assassinado porque passou o vírus HIV para um cliente. A informação foi repassada pelo delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios de Curitiba (DH).

“Temos três linhas de investigações avançadas. Uma delas está no fato dele ser soropositivo e ter passado o vírus a um cliente. As outras duas são vingança ou a cobrança pelo ponto no Centro que era feito por ele. (sic). Quem quisesse ficar por lá tinha que pagar uma quantia para o Odair”, contou Recalcatti. Por que o delegado não se referiu à transexual como uma mulher?

Outra hipótese, ainda não descartada, é que Mônica foi morta por engano. Mônica era amiga de outra transexual Vanessa que afirmava ter tido um relacionamento com um taxista assassinado em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. No dia do assassinato, Vanessa afirmou que o alvo do assassino era ela.

Os casos – Na terça-feira (5/2), o taxista Sérgio Loureiro de Brito (34), que tinha ponto no Terminal Guadalupe, no centro de Curitiba, morreu depois de levar três tiros quando chegava na casa de Vanessa, que fica na Rua das Gaivotas, no Jardim Bonfim, em Almirante Tamandaré. No local do crime, Vanessa se apresentou aos investigadores e afirmou que viveu com Brito por algum tempo.

Três dias depois, a transexual Mônica levou um tiro na cabeça e foi socorrida ao Hospital Evangélico em estado grave, onde não resistiu e morreu. Vanessa morava no apartamento de Mônica, que aluga quartos em uma pensão.

A hipótese dos crimes estarem relacionados ainda existe, embora o mais provável é que tenha sido uma coincidência, de acordo com as investigações da DH.

Transexual é baleada no Paraná 4

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A Delegacia de Homicídios tem duas linhas de investigação para um homicídio ocorrido na noite de sexta-feita (8/2). A transexual Mônica Lewinski, nome social de Odair Xavier de Lima (38), levou um tiro na cabeça no quarto de pensão onde mora, no Centro de Curitiba (PR).

A primeira hipótese é que seja um crime de homofobia. A outra, é a de que foi engano. Monica foi socorrida em estado grave pelo Siate e encaminhada ao Hospital Cajuru, mas morreu na noite de sábado.

Uma amiga de Mônica, uma transexual identificada como Vanessa disse que morou no mesmo quarto da pensão onde Mônica estava. Por isto, levantou a possibilidade de engano. Na semana passada, Vanessa também estava com o taxista Sérgio Loureiro de Brito (34), que foi assassinado com vários tiros chegando na casa da namorada Vanessa, na Rua das Gaivotas, Jardim Bonfim, em Almirante Tamandaré.

Vanessa acredita que, nas duas ocasiões, ela era o alvo do assassino, que supostamente quer matá-la a mando da ex-mulher de seu falecido namorado. O delegado Rubens Recalcatti, da DH, disse que as duas hipóteses da morte de Mônica serão investigadas.

Homem é assassinado a pauladas pelo próprio amigo em Jacaraú (PB) 1

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Altamir da Silva, (42), foi assassinado a pauladas na noite desta quarta-feira (6/2) na cidade de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba. O principal suspeito do crime é o amigo dele identificado por Wagner Paulino Bernardo (20), que está preso.

De acordo com capitão Alberto Filho, comandante da 2ª Companhia de Polícia Militar Independente os dois estavam bebendo numa residência na Rua Olívio Pereira quando começaram a discutir e logo em seguida  Wagner Paulino desferiu várias pauladas no companheiro.

Após cometer o crime, o acusado tentou fugir, mas acabou preso por policiais militares que foram avisados do crime pelos vizinhos da vítima. Na delegacia, Wagner Paulino confessou o crime e disse que matou  Altamir Pereira porque ele estava lhe assediando.

As informações que o blog consegui foram apenas essas. O site que deu a notícia colocou no título que o assassino seria companheiro da vítima e depois, no texto da matéria, disse que ambos eram amigos.

*Informações Paraiba.com.br

Justiça condena a 60 anos de prisão réu em mortes na Oscar Freire em SP Resposta

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Andre Marques / Futura Press
Lucas Rosseti quando foi preso por policiais de Sertãozinho (SP) em agosto de 2011

Acusado de matar e roubar o analista de sistemas Eugênio Bozola (52) e o modelo Murilo Rezende (21), em um apartamento na rua Oscar Freire, nos Jardins, na zona sul de São Paulo, Lucas Cintra Zanetti Rossetti , de 23, foi condenado a 60 anos de prisão e ao pagamento de 720 dias multa. O crime ocorreu dia 23 agosto de 2011 e a sentença foi dada na sexta-feira (1/2).

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Inicialmente, ele seria julgado por homicídio, mas se concluiu de que seu objetivo maior era roubar. Segundo a juíza Isaura Cristina Barreira, da 30.ª Vara Criminal, Rossetti “queria o carro (de Bozola, um Honda Civic), matou as vítimas por isso e para assegurar que ficaria com ele sem a intervenção das vítimas”.

Quando cometeu o crime, Rossetti era hóspede de Bozola há uma semana. Ele chegara a manter relações com Bozola devido a vantagens que o analista lhe oferecia, como o uso do carro. “O réu agiu friamente, pois apesar de tanto sangue e horror no apartamento, ainda teve a coragem e escrever com sangue e café nas paredes”. Na sentença, a juíza interpreta a inscrição na parede como indicação de um crime homofóbico, no qual foi usada “violência desmedida”.

Pela investigação, Rossetti dopou Bozola e Rezende antes de matá-los a facadas. “Vendo que ambos estavam mortos, procurou fugir e apagar os vestígios de sua estadia ali, a fim de não ser tido como autor intencional das mortes”, diz a juíza na sentença.

Rossetti já está preso e, de acordo com a juíza, não poderá recorrer da condenação em liberdade.

*Informações: O Estado de S.Paulo

Polícia identifica suspeito de matar por homofobia em Londrina, no Paraná Resposta

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A polícia de Londrina procura Wellington Coelho da Silva, suspeito de assassinato

A Polícia Civil da cidade paranaense de Londrina já identificou o suspeito de ter assassinado o jovem Lucas Ferraciolli, 18 anos, que levou um tiro na cabeça na madrugada da última sexta-feira, 30 de novembro, na Rua Quintino Bocaiúva. A Polícia Civil acredita que o motivo da morte foi a homofobia.

Wellington Coelho da Silva, de 23 anos, já foi identificado e teve a prisão decretada, mas continua foragido. Segundo testemunhas disseram à polícia, na madrugada do crime, o suspeito deixou o prédio onde mora muito nervoso e com algumas bolsas, e não retornou mais. O revólver apreendido vai ser periciado, mas a polícia diz acreditar que outra arma foi usada no crime.

Horas antes de ser morto, Lucas estava em uma boate gay na Avenida Bandeirantes. “Pelas informações transmitidas pela própria mãe do suposto autor [do assassinato], que ele seria uma pessoa bastante agressiva, com transtornos obsessivos compulsivos, e considerando também informações de que a vítima seria homossexual, pode ser que haja correlação nesse fato entre a conduta da vítima e o comportamento agressivo por parte do autor”, afirmou o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Amaro, em entrevista à RPC TV nesta segunda-feira (3).

A polícia ainda vai ouvir algumas pessoas que estavam com Lucas Ferraciolli naquela noite e também as que estavam com o principal suspeito do crime. Amigos da vítima organizam uma manifestação no centro da cidade, para o próximo sábado, 8 de dezembro, para pedir por Justiça.

Ato contra homofobia em São Paulo homenageia Lucas Fortuna Resposta

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Na semana passada, o militante LGBT Lucas Fortuna foi morto a pancadas em Pernambuco, (o blog noticiou, lembram?); desde 2002, ele usava saias pois dizia que “vestir saia é uma ação transgressora do próprio gênero”, já que se convencionou que a vestimenta só deve ser usada por mulheres.

“Estamos mais uma vez nas ruas para pedir a criminalização da homofobia. Semana passada, o militante LGBT Lucas Fortuna foi morto a pancadas em Pernambuco. Nós sabemos que ele não é o único. Em São Paulo, já tivemos casos aqui na Paulista e na periferia. Não queremos mais mortes no Brasil. É necessário criminalizar a homofobia já, que se aprove o PLC 122.”

A cada momento que o farol da avenida Paulista em frente ao MASP fechava, cerca de 150 homens e mulheres vestindo saias iam a frente dos carros carregando cartazes, faixas e um megafone para denunciar a violência cometida contra os LGBTs no Brasil e pressionar pela aprovação do PLC 122, projeto de lei que propõe a criminalizaçãoda homofobia no país. O ato ocorrido no sábado (24) foi motivado pela morte do jornalista e militante Lucas Fortuna, assassinadoa no dia 17 de novembro, em Pernambuco, pelo fato de ser homossexual. 

“Conheci o Lucas em 2006, em Recife, no primeiro encontro da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos) que fui, começamos a beber e conversar, e ele sempre tinha um bom humor fantástico, sabendo da importância da seriedade política e do bom humor, e eu tive uma empatia com ele muito grande. Inclusive quando ficamos sabendo da morte dele, as pessoas da minha geração da Enecos começaram a trazer fotos da época dele na Executiva, da questão do movimento pró-saia, que foi ele quem colocou, e víamos as fotos e relembramos dele e das situações que vivemos juntos. Acho que para toda uma geração que militou com ele foi uma perda muito grande”, relata a militante, jornalista e amiga Luka Franca.

O movimento pró-saia começou em 2004 na Executiva por conta de Lucas. Durante o Congresso Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Cobrecos), uma saia amarela chamou atenção pelo fato de um homem usá-la. Lucas, na época estudante de jornalismo e que usava saias desde 2002, pois dizia que “vestir saia é uma ação transgressora do próprio gênero”, já que convencionou-se que a vestimenta só deve ser usada por mulheres.

Ele viu no Congresso uma oportunidade para, além de afirmar sua sexualidade, pautar o debate de gênero no movimento estudantil. No entanto, Lucas foi alvo de preconceito por algumas pessoas presentes. Após as manifestações homofóbicas, mais de 100 homens presentes no encontro, em solidariedade ao colega e vendo a importância de se pautar o debate, começaram a ir para as plenárias de saia.

Foi para homenagear Lucas que todos no ato estavam usando saia. E numa tarde quente como a daquele sábado, os homens de saia faziam inveja a quem estava de calça e tinha de suportar o calor. “Eu nunca tinha usado saia antes, e acho que o preconceito de homens em usá-las devia ser quebrado. É muito confortável e refrescante, como se eu estivesse andando só de cueca”, diz Marcos Berto, militante LGBT presente no ato.

 PLC 122 

 A morte de Lucas está longe de ser um caso isolado. O Brasil é o país que registra o maior número de agressões a homossexuais, movidas a puro preconceito, em todo mundo: somente este ano, 301 LGBTs já foram assassinados.

Para o militante LGBT Luiz Arruda, a violência ocorre “porque o Brasil é um país extremamemte machista. Uma pesquisa recente mostrou que a homofobia está mais ligada à transgressão de gênero do que propriamente à homossexualidade. Se a pessoa é homossexual, mas não tem trejeitos de homossexuais nem se assume publicamente, ele sobrevive. Agora, se ele assume ou é mais afeminado, ele é vítima de violência. É preciso lembrar que além dessa violência que culmina em morte, todos os dias muitos LGBTs sofrem xingamentos, espancamentos, constrangimentos, e eles não tem nenhuma arma legal para evitar isso”.

O Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/06 é o instrumento legal que a comunidade LGBT espera para diminuir as agressões e o preconceito. O projeto tem como função criminalizar atos de discriminação motivados pela orientação sexual de quem está sendo discriminado.

Se aprovado, o projeto alterará a Lei de Racismo, que atualmente pune a discriminação por cor de pele, etnia, origem nacional ou religião, adicionando a questão de gênero à lista. No entanto, o projeto está parado no Senado Federal, sem persperctiva de quando será votado. A senadora Marta Suplicy (PT), antiga relatora do projeto, assumiu o cargo de Ministra da Cultura, e até agora não se decidiu novo relator para dar continuidade ao processo.

Luiz Arruda acredita que a aprovação do PLC 122 é estratégica e importante, mas o aparato legal é só o primeiro passo. “O avanço vai ser grande mesmo quando a educação nesse país for implementada realmente. A homofobia somente vai acabar com conscientização e educação da sociedade de que a orientação sexual de uma pessoa não é motivo para discriminá-la”.

 Lucas Fortuna, presente!

A forma com que Lucas sempre lidou com o preconceito e a discriminação ao seu redor foi por meio da luta política. Por isso sempre se engajou no movimento estudantil, sendo dirigente da Enecos, na política institucional, militando no PSOL e depois PT, e na causa LGBT.

“O Lucas não estava numa linha de combate do tipo ‘se o meu estiver resolvido, o dos outros não interessa’. Acho que para todo mundo a morte dele é uma coisa que foi tão brutal, pois nunca esperamos que um crime de homofobia aconteça com alguém próximo a nós. A luta do Lucas foi contra a homofobia, foi por causa da homofobia que ele morreu, e nós como amigos e como militantes temos a tarefa de transformar nosso luto em luta. Mesmo que a vontade seja de chorar, precisamos transformar isso em algo efetivo”, finaliza Luka.

Reportagem: José Coutinho Júnior, do Correio do Brasil

Todos vestem saia em enterro de jornalista gay assassinado em Santo Antônio de Goiás (GO) Resposta

Amigos e familiares usaram saias para homenagear Lucas Fortuna, no velório e no enterro. Crédito: Reprodução/TV Anhanguera

O corpo do jornalista goiano e militante LGBT Lucas Fortuna foi sepultado na tarde da última quarta-feira (22), em Santo Antônio de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. Em homenagem a Lucas, amigos e familiares, inclusive o pai de Lucas, usaram saia durante o velório e o enterro. Confira tudo, clicando aqui.

‘Não tenho dúvidas que é gay’, diz irmão de Bruno sobre Macarrão 1

Para irmão de Bruno, Macarrão é gay

Rodrigo Fernandes, irmão do ex-goleiro Bruno, voltou a dominar o noticiário local e concedeu entrevista nesta sexta-feira (23/11) para o programa ‘Balanço Geral’, apresentado por Douglas Cordeiro, na Tv Antena 10, afiliada da TV Record no Piauí.

Convencido de que o irmão é inocente, afirmou que só acreditará no assassinato de Eliza se o corpo aparecer. Além disso, fez acusações e deixou subentendido que Bruno estaria sofrendo uma perseguição “É uma marcação da Justiça para cima dele”, disse.

Sobre as suspeitas de um envolvimento amoroso entre Bruno e Macarrão, Rodrigo disse que “nunca percebeu atitudes homossexuais” no irmão. Mas quanto à Macarrão ele é categórico ao afirmar “Alguém que escreveu aquela frase nas costas, eu não tenho dúvidas que é gay”, opinou.

Relação com a família

Segundo Rodrigo, o irmão rejeitou a mãe por ela ser lésbica “disse que se ela deixasse a pessoa com que vive poderia procurá-lo, senão nunca mais”.

Também afirmou que Bruno chorou ao ser surpreendido com a visita que ele o fez na prisão “Não esperava, chorou muito e disse que estava arrependido de ter abandonado a mãe e os irmãos”, concluiu.

Que babado, hein…