José Mayer é afastado de novela após acusação de assédio Resposta

 

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José Mayer é afastado de novela

Após as acusações de assédio sexual (leia clicando aqui) feitas pela figurinista Su Tonani na Folha de São Paulo, a Rede Globo resolveu dar um descanso à imagem do ator José Mayer. O galã estava reservado por Aguinaldo Silva para “O Sétimo Guardião”, novela para o ano que vem. A avaliação da emissora é de que será necessário tempo fora do ar para evitar desgaste. Além disso: personagens sedutores nunca mais.

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Figurinista Su Tonani acusa José Mayer

 

O ator nega a acusação. “Respeito muito as mulheres, meus companheiros e o meu ambiente de trabalho e peço a todos que não misturem ficção com realidade. As palavras e atitudes que me atribuíram são próprias do machismo e da misoginia do personagem Tião Bezerra, não são minhas. Nesses 49 anos trabalhando como ator sempre busquei e encontrei respeito e confiança em todos que trabalham comigo.”, disse Mayer em nota.

Não é o que diz Letícia Sabatella. Em sua conta no Facebook, a atriz da Globo escreveu: “José Mayer não se emenda, hein? Su Tornani, sinta-se apoiada em sua denúncia.” Letícia foi a única artista a se manifestar.

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Letícia Sabatella sai em defesa de Su

O texto diz que a emissora não comenta assuntos internos. No entanto, o canal diz que é contra a qualquer tipo de preconceito, violência e desrespeito. Além disso, uma das metas da empresa é zelas pelas relações entre os seus funcionários, a fim de que o trabalho sempre aconteça em um espaço de harmonia. “Todas as questões são apuradas com rigor, ouvidos todos os envolvidos, em busca da verdade”. “As medidas necessárias estão sendo tomadas”, finaliza a emissora.

 

Vamos aguardar a apuração do caso pela TV Globo, já que a figurinista não denunciou à polícia, e ver quais providências serão tomadas pela emissora, já que afastar de novela não é propriamente punição.

Itamaraty prorroga prazo para investigar diplomatas acusados de assédio e homofobia Resposta

O ex-cônsul-geral do Brasil em Sydney (Austrália), Américo Fontenelle, e o ex-adjunto dele, Cesar Cidade, ganharam mais tempo para se defender na comissão processante que investiga as acusações sobre eles relativas à discriminação, homofobia e assédio. No boletim interno do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, foi publicada nesta segunda (2/9) portaria de continuidade determinando mais 60 dias para a conclusão das apurações. O prazo havia acabado no último dia 30.

A comissão processante, que reúne três membros, apura “possíveis irregularidades referentes aos atos e fatos”, segundo o texto publicado no boletim interno. O processo é reservado, de acordo com o Itamaraty, e não foi informada a razão da prorrogação do prazo. Segundo diplomatas, a decisão foi tomada porque a comissão concluiu que os dados levantados até o momento são insuficientes.

Há pouco mais de três meses, Fontenelle recebeu ordens para deixar o posto e foi aberto um  processo administrativo disciplinar contra ele e Cidade. Os dois diplomatas são denunciados, por funcionários, de assédio moral e sexual, homofobia e desrespeito. Inicialmente, a previsão era que as investigações iam durar 60 dias.

As investigações são conduzidas por três embaixadores, com experiência consular e questões administrativas. Ao final das apurações, os dois diplomatas podem ser condenados com uma simples advertência oral ou até exonerados de suas funções. Ao Itamaraty, Fontenelle e Cidade negaram as acusações.

As denúncias surgiram a partir de acusações feitas por funcionários do Consulado de Sydney, que informaram ao Itamaraty situações em que foram humilhados e houve abuso de autoridade por parte do cônsul e do adjunto dele. Desde então, o ministério passou a apurar as informações.

No último dia 28, ao assumir o cargo, o novo chanceler Luiz Alberto Figueiredo Machado disse que não vai tolerar qualquer tipo de discriminação ou assédio na pasta. “Nesta casa [Itamaraty] tampouco há lugar para discriminação nem assédio. Comportamentos desse tipo não serão tolerados”, destacou Figueiredo, na presença de diplomatas estrangeiros e brasileiros, durante a cerimônia de transmissão de cargo no Palácio Itamaraty.