ABGLT tentará evitar aprovação do Projeto da Cura Gay na Comissão de Constituição e Justiça 1

O diretor Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Rafaelly Wiest, avaliou hoje  que a aprovação do projeto de decreto legislativo chamado de ‘cura gay’, pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, afronta decisões tomadas por organismos internacionais que há décadas se posicionaram contra a classificação da homossexualidade como doença. O projeto, aprovado ontem (18/06) em votação simbólica, autoriza o tratamento psicológico para alterar a orientação sexual de lésbicas e homossexuais. A matéria segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça.

‘Em 1990, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou a retirada da homossexualidade da classificação de doenças adotada pela Organização Mundial da Saúde. O que justifica o retrocesso depois de mais de 20 anos?’, questiona Rafaelly Wiest.

O diretor e integrante do Movimento Dignidade considera que o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Marcos Feliciano, se aproveitou de um momento, no qual as atenções estão voltadas para as manifestações que ocorrem em todo o país, para aprovar a matéria. ‘Ele aproveitou que a mídia toda está voltada para isso, que o foco não estava voltado para ele’, disse. Rafaelly Wiest informou que serão reforçados por as mobilizações para que o projeto seja rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

O projeto, chamado de Projeto da ‘Cura Gay’, propõe a suspensão da validade de dois artigos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999, que proíbe os profissionais de participar de terapia para alterar a orientação sexual e de tratar a homossexualidade como doença. Os profissionais também não podem adotar ação coercitiva a fim de orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

Debate sobre casamento gay na França é alvo de protestos Resposta

Gays: foi convocada uma grande manifestação para o próximo domingo em Paris, a terceira depois de outras duas que segundo os organizadores reuniram um milhão de pessoas cada uma.

Gays: foi convocada uma grande manifestação para o próximo domingo em Paris, a terceira depois de outras duas que segundo os organizadores reuniram um milhão de pessoas cada uma.

Os deputados franceses iniciaram nesta quarta-feira o segundo e definitivo exame do projeto de lei para legalizar o casamento homossexual na França, enquanto os protestos aumentam nas ruas e se registram alguns episódios de violência e de assédio a políticos.

“Não há uma única maneira de viver em casal e em família”, disse na abertura da sessão na Assembleia Nacional a ministra francesa de Justiça, Christiane Taubira.

Depois que o Senado aprovou na sexta-feira passada o projeto de lei, um promessa de campanha de François Hollande, a resolução entrou hoje em sua reta final para ser aprovada na câmara baixa.

A ministra reconheceu diante dos parlamentares que o texto causa reservas em parte da população francesa, mas ressaltou que isto não deve se confundir com as pessoas “que cospem ódio, praticam a violência e insultam cargos públicos”.

Nos últimos dias vários ministros foram acossados em seus domicílios e em atos públicos. Além disso, foram registradas agressões a homossexuais e a jornalistas a favor do projeto.

O ministro francês de Interior, Manuel Valls, chegou inclusive a denunciar que existem parlamentares “que receberam ameaças de morte” por terem se manifestado a favor do casamento gay.

Enquanto se tenta elucidar que papel desempenharam nesses episódios grupos de extrema direita, como a organização estudantil Gud e o Bloco Identitario, os opositores civilizados do texto anunciaram que se manifestarão de acordo com a lei todos os dias em frente à Assembleia Nacional.

Fonte: EFE