Mundo parece não se importar com homofobia na Rússia Resposta

Para o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”

Para o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”

Sexta-feira passada o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecerá em Sochi, na Rússia. O presidente estadunidense disse que deseja que os gays conquistem medalhas nas Olimpíadas e pediu que a Rússia receba bem os gays e lésbicas.

Depois de Obama, no sábado, o primeiro-ministro britânico David Cameron também descartou boicote aos jogos olímpicos.

Para quem não sabe, está rolando em Moscou o Mundial de Atletismo.

Uma pena que os países que participam do Mundial de Atletismo e que participarão dos Jogos Olímpicos de Inverno na Rússia não tenham boicotado nenhum dos dois campeonatos. E o Comitê Olímpico Internacional (COI) também não parece muito preocupado com a homofobia na Rússia.

A Rússia, onde qualquer tipo de manifestação ou propaganda gay sofrem punição, é hoje um dos países mais homofóbicos do mundo. Lá os gays estão sendo torturados e o governo nada faz contra isso, muito pela contrário, como escreveu o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”. Ao não boicotarem os Jogos de Inverno, os países que participarão parecem concordar com isso.

Obama diz que não tolera países que intimidam homossexuais Resposta

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Dando mais uma prova que seu segundo mandato será marcado pela defesa dos direitos LGBT, o presidente estadunidense Barack Obama criticou as nações que perseguem a comunidade gay na noite da última terça-feira (7/8), durante uma entrevista ao programa The Tonight Show, da rede NBC. Obama fez o comentário ao falar da Rússia, que tem aprovado legislações anti-homossexuais.

“Sem tolerância para os países que tentam intimidar gays, lésbicas e transgêneros , de uma maneira prejudicial a eles”, disse Obama ao apresentador do programa, Jay Leno .

Sede da edição de inverno dos Jogos Olímpicos, no próximo ano, a Rússia tem sido pressionada a revogar leis restritivas à comunidade LGBT, como a que proíbe a realização de paradas gays.

“Eu acho que eles entendem que a maioria dos países participantes dos Jogos Olímpicos não toleraria que gays e lésbicas fossem tratados de forma discriminatória”, observou Obama sobre a possível revogação.

O presidente dos Estados Unidos ainda falou da necessidade de tratar todos com igualdade. “Uma coisa que é importante para mim é ter certeza que as pessoas serão tratadas de forma respeitosa e com justiça. É isso o que defendemos, eu acredito que esse preceito não é exclusivo para a América. É algo que deve ser aplicado em todos os lugares. “.

Obama, Kobe e personalidades apoiam jogador da NBA que assumiu ser gay Resposta

Jason Collins recebeu apoio de diversas personalidades e companheiros de NBA

Jason Collins recebeu apoio de diversas personalidades e companheiros de NBA

A decisão do pivô Jason Collins, que assumiu ser gay na segunda-feira (29/4), causou grande impacto nos Estados Unidos. Rapidamente, o caso ganhou repercussão mundial e muitas pessoas começaram a se questionar sobre como seria a reação dos americanos com o anúncio. No entanto, antes que qualquer teoria homofóbica ganhasse força, diversas autoridades e jogadores da NBA saíram em defesa do atleta e enviaram mensagens de apoio.

Um dos primeiros a se manifestar a favor do atleta foi Barack Obama. O presidente dos Estados Unidos ligou para Collins para demonstrar apoio e dizer ficou impressionado com a coragem demonstrada pelo jogador do Washington Wizards.

Em seguida, o ex-presidente Bill Clinton utilizou sua conta oficial no twitter para apoiar a decisão de Collins e divulgar um comunicado a favor da causa gay.

“Eu espero que todos, principalmente os companheiros de Jason na NBA, a mídia e os fãs, apoiem e demonstrem o respeito que ele merece”, dizia parte do texto assinado por Bill Clinton.

Ainda pelo twitter, diversas personalidades do esporte se manifestaram a favor da atitude de Collins. Lenda do Los Angeles Lakers, Magic Johnson, que recentemente viu seu filho assumir ser homossexual, afirmou que apoia 100% o jogador.

“Jason Collins anunciou que é gay. Eu o conheço e sua família muito bem e o apoio 100%”, postou o ex-atleta.

Outro astro dos Lakers que apoiou publicamente o anúncio de Collins foi Kobe Bryant. Um dos maiores jogadores da atualidade, o camisa número 24 da franquia californiana se disse orgulhoso do companheiro de NBA.

“Orgulhoso de Jason Collins. Não se sufoque por conta da ignorância dos outros”, tuitou Bryant.

Até mesmo personalidades de outros esportes defenderam o pivô do Washington Wizards. A ex-tenista Martina Navratilova, que é uma das grandes defensoras dos direitos LGBT, também aprovou a decisão.

“Muito bem Jason Collins. Você é um homem corajoso e um grande homem. 1981 foi o ano para mim – 2013 é o ano para você”, postou.

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Medo de perder vaga na NBA

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Após o anúncio, Collins, primeiro atleta ainda em atividade a assumir ser gay em um dos quatro grandes campeonatos dos Estados Unidos, afirmou não saber qual será o seu futuro como jogador da NBA e se a liga vai aceita-lo normalmente. Mas a orientação sexual do pivô não deve ser um problema. Rapidamente, o presidente do Washington Wizards, Ernie Grunfeld, divulgou um texto para elogiar o seu comandado.

“Estamos orgulhosos de Jason e apoiamos sua decisão de viver abertamente. Ele tem sido um líder dentro e fora das quadras e um excelente companheiro de equipe ao longo de sua carreira. Estas qualidades vão acompanhá-lo como um jogador e como um modelo positivo para todos, de todas as orientações sexuais”, afirmou.

A situação de Collins pode ficar complicada por outro fator. A partir de julho, o jogador ficará sem contrato com nenhuma franquia. De acordo com um levantamento feito pela imprensa norte-americana, de 14 times procurados em sigilo, seis esperam que o jogador consiga assinar com alguma equipe e jogar sua 14ª temporada na liga, mesmo após assumir a homossexualidade. No entanto, algumas organizações explicaram que a idade do jogador, 34 anos, pode ser um fator decisivo para que nenhum time demonstre interesse em sua contratação.

Collins, que nesta temporada defendeu Boston Celtics e Washington Wizards, está na NBA desde a temporada 2011-02 e possui médias de 3.6 pontos por jogo e 3.8 rebotes.

Informações: UOL

Obama pede que Supremo declare inconstitucional lei contra casamento gay 1

President-Barack-Obama

O Governo de Barack Obama pediu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos que declare inconstitucional a lei federal que define o casamento como “a união entre um homem e uma mulher” quando decidir sobre o assunto, em junho. O Departamento de Justiça entregou ao Supremo a primeira de uma série de opiniões legais sobre as uniões entre pessoas do mesmo sexo, que o Supremo deve avaliar após admitir o trâmite de dois processos relacionados ao tema. Um deles questiona a constitucionalidade da Lei de Defesa do Casamento, de 1996, que define o casamento como “a união entre um homem e uma mulher” e à qual Obama se opôs publicamente em várias ocasiões. Nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça respaldou essa posição no documento, que foi entregue um mês antes de o Supremo realizar sua primeira audiência sobre o assunto. “A oposição moral ao homossexualismo, embora possa refletir opiniões pessoais profundas, não é um objetivo de política legítimo que possa justificar o tratamento desigual dado às pessoas gays”, apontou o advogado-geral dos EUA, Donald Verrilli, no documento. Verrilli ressaltou ainda que a lei nega aos casais homossexuais uma série de benefícios federais válidos para as uniões heterossexuais. O Governo de Obama também considera intervir no segundo caso sobre o casamento homossexual a ser avaliado pelo Supremo, o relacionado com a “Proposição 8”, da Califórnia, que declara ilegais as uniões gays nesse estado e foi aprovada em um referendo em 2008, pouco após o estado legalizar essas uniões. Em 2010, um tribunal de apelações declarou inconstitucional a emenda, pelo que seus defensores decidiram levar o caso ao Supremo. Segundo fontes da emissora “CNN”, o Departamento de Justiça prevê publicar na semana que vem uma opinião legal defendendo a revogação da “Proposição 8” por considerá-la uma violação da “proteção igualitária” que está garantida na Constituição. O casamento homossexual é legal em nove estados do país – Maryland, Washington, Maine, Nova York, Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire e Vermont – e no Distrito de Columbia. Em outros cinco estados são permitidas as uniões civis, mas não é um direito reconhecido pelo Governo federal. Segundo uma pesquisa feita em dezembro pelo jornal “USA Today” e a empresa Gallup, 53% dos americanos estão de acordo com as uniões entre pessoas do mesmo sexo, o dobro do índice registrado em 1996.

Obama recomenda a escoteiros que derrubem veto a gays Resposta

Barack Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse no domingo que os Boy Scouts of America (corpo de escoteiros dos EUA) deveriam eliminar a proibição à participação de homossexuais, uma regra antiga e polêmica, que será submetida a votação nesta semana.

Obama, que incluiu uma defesa aos direitos dos homossexuais no seu discurso de posse para o segundo mandato, em janeiro, foi questionado sobre o tema durante entrevista à CBS, e disse ser favorável ao fim da proibição.

“Minha atitude é de que… gays e lésbicas deveriam ter acesso e oportunidade da mesma forma que todos os demais, em todas as instituições e modos de vida”, afirmou o presidente.

“Os escoteiros são uma grande instituição, promovendo os jovens e expondo-os, sabe, a oportunidades e liderança que servirão às pessoas pelo resto das suas vidas, e acho que ninguém deveria ser barrado nisso.”

Após críticas de ativistas e de homossexuais que foram escoteiros ou chefes da instituição, o conselho-executivo do escotismo norte-americano deve votar o fim da proibição na quarta-feira, quando termina sua reunião de três dias. A proibição à participação de homossexuais havia sido reafirmada no ano passado.

No mês passado, a entidade havia dito que cogitava extinguir a proibição em nível nacional, deixando às suas organizações locais as decisões sobre as políticas relacionadas à orientação sexual de seus integrantes jovens e adultos.

Em discurso de posse, Obama louva avanços em direitos dos gays, mas esquece dos travestis e transexuais Resposta

Em discurso de posse, presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, destacou o progresso recente nos direitos para homossexuais no país.Foto: Andrew Kelly / Reuters

Em discurso de posse, presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, destacou o progresso recente nos direitos para homossexuais no país.
Foto: Andrew Kelly / Reuters

Pela primeira vez na história, um presidente norte-americano usou seu discurso de posse para louvar avanços nos direitos dos homossexuais, num sinal de uma nova postura da sociedade a respeito da questão.

Em seu pronunciamento da segunda-feira, Barack Obama equiparou a luta pelos direitos humanos a dois outros movimentos sociais marcantes na história dos EUA: dos negros e das mulheres.

“A mais evidente das verdades – que todos nós somos criados iguais – é a estrela que ainda nos guia”, disse ele. “Assim como guiou nossos antepassados em Seneca Falls, em Selma e no Stonewall.”

A convenção de 1848 em Seneca Falls, Nova York, foi uma conferência pioneira na discussão dos direitos femininos. Selma, em Alabama, foi o local de uma importante passeata de 1965 contra a discriminação racial nos EUA. Os distúrbios do Stonewall, em 1969, foram protestos contra uma batida policial em um bar gay com esse nome em Nova York, num marco do ativismo homossexual.

A inclusão por Obama dos direitos dos homossexuais – ainda alvo de oposição de muitos conservadores – na sua lista de prioridades poderia ser impensável há apenas quatro anos, quando ele tomou posse no primeiro mandato.

“Isso realmente mostra como a opinião pública evoluiu nos últimos quatro anos na questão dos direitos dos gays”, disse Patrick Egan, professor de Ciência Política da Universidade de Nova York. “Você não vê esse tipo de mudança na opinião pública acontecer com muita frequência.”

Em dezembro, uma pesquisa USA Today/Gallup mostrou que o apoio ao casamento homossexual passou de menos de 40 por cento em 2005 para 53 por cento. Os jovens adultos são os mais abertos a isso.

Nove Estados e o Distrito de Columbia (Distrito Federal) já legalizaram o casamento civil gay. Em novembro passado, Maryland, Maine e Washington se tornaram os primeiros Estados a fazerem isso por referendo.

Mas em várias regiões dos EUA, especialmente no Sul, ainda há forte oposição ao casamento homossexual. Em 2011, com aval de seu eleitorado, a Carolina do Norte incluiu um veto explícito a essa prática na Constituição estadual. Cerca de 30 Estados aprovaram emendas constitucionais restringido o casamento à união entre um homem e uma mulher.

Durante seu primeiro mandato, Obama já havia se tornado o primeiro presidente a declarar apoio ao casamento homossexual, posição que ele enfatizou no discurso de segunda-feira.

“Nossa jornada não está completa até que nossos irmãos e irmãs homossexuais sejam tratados como qualquer outra pessoa perante a lei”, disse ele.

Um poeta assumidamente gay, Richard Blanco, leu um poema na posse. O pastor originalmente escalado para fazer uma bênção se retirou da programação após sofrer críticas em decorrência de comentários homofóbicos.

Ativistas elogiaram Obama por seu apoio tão incisivo à causa. “O presidente Barack Obama fez história hoje ao vincular as vidas de casais amorosos de gays e lésbicas lutando pela igualdade no casamento à orgulhosa tradição deste país de direitos iguais para todos”, disse Chad Griffin, presidente da Campanha de Direitos Humanos, que faz lobby no Congresso pelos direitos dos homossexuais.

Travestis e transexuais

Muito bacana o discurso do Obama, mas faltou ele mencionar os travestis e os transexuais. A inclusão deve ser para todos.