Travesti é assassinada no bairro Cidade Industrial, em Contagem (MG) Resposta

Uma travesti de 20 anos foi assassinada na madrugada desta quarta-feira (12/06) no bairro Cidade Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), o corpo foi encontrado por um homem que ia para o trabalho, por volta das 4h30. A vítima tinha um tiro no rosto e estava caída na Rua José Maria de Lacerda.

Um colega do travesti morto disse à polícia viu o amigo saindo em um carro para fazer programa com um homem. Esta foi a última vez que ele o viu. Não há identificação do veículo.

A PM desconhece a motivação do crime e até a publicação desta reportagem ninguém havia sido preso.

Homossexuais enfrentam dificuldades para se casar em cartórios de Belo Horizonte Resposta

Casais homossexuais de Belo Horizonte têm na decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que entra em vigor nessa quinta-feira(16), a esperança de formalizar suas uniões. A resolução determina que todos os cartórios do país realizem casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Mas, na prática, a situação é outra.

Juntas há seis anos, uma funcionária pública, de 45 anos, e sua companheira, uma webdesigner, de 33, lutam para conseguir formalizar sua união. Elas apresentaram os documentos no Cartório de Registro Civil do 3º Subdistrito, no bairro Lourdes, na região Centro-Sul da capital mineira, em abril deste ano. O casamento estava marcado para acontecer nessa terça, entretanto, o juiz de paz Roberto dos Santos Pereira se negou a realizar a cerimônia. “Nós não fomos até o cartório porque nossa advogada entrou em contato com a oficial do cartório e ela informou que o juiz não faria o casamento. Eu me senti muito frustrada e triste. Hoje estou com um sentimento de revolta, acho que o juiz está passando dos limites”, contou decepcionada a funcionária pública.

O oficial responsável pelo cartório, Luiz Carlos Pinto Fonseca, esclareceu que o juiz de paz foi intimado a realizar a cerimônia pela juíza de direito da Vara de Registro Público, Mônica Libânio, contudo, ele não acatou a decisão. O caso, agora, está sendo analisado pela Corregedoria de Justiça. “Estamos acompanhando a situação de perto e esperamos que a corregedoria tenha rigor com o juiz de paz. Além disso, acreditamos que a decisão do CNJ ajude nesse processo”, disse a funcionária pública.

O assessor jurídico do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), Ronner Botelho, acredita que a resolução do CNJ vai facilitar o processo de casamento entre casais homossexuais. “A interpretação do Poder Judiciário mineiro e da administração pública direta e indireta, incluindo os cartórios, está avançando com relação à equiparação dos direitos entre pessoas do mesmo sexo. Acredito que os casamentos homoafetivos nos cartórios de Belo Horizonte serão realizados de maneira mais tranquila, uma vez que a resolução do conselho ampara os tabeliões”, analisa Botelho.

A ex-desembargadora e vice-presidente do IBDFAM, Maria Berenice Dias, garante que a resolução acaba com as controvérsias que ainda existem e diminui o preconceito. “O Supremo Tribunal de Justiça (STF) diz que sim, a Constituição diz que é possível converter a união estável em casamento e o STJ já disse que é possível casar direto. Essa resolução do CNJ vai acabar com a resistência de alguns tribunais, juízes e cartórios que insistiam em não fazer a conversão e o casamento. É algo que vem em muito boa hora, é resultado de mais uma ação precursora do IBDFAM”, diz.

Situação em Belo Horizonte

Na capital mineira, existem seis cartórios de registro civil e três juízes para realizar casamentos. Além do cartório do bairro de Lourdes, Pereira atua em cartórios no Barreiro (Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais Interdições e Tutela do Distrito do Barreiro) e no Nova Suissa (4º Subdistrito do Registro Civil das Pessoas Naturais). No Barreiro e no Nova Suissa, ainda não foi registrado nenhum pedido de casamento gay.

A reportagem do Portal O Tempo tentou falar com o juiz de paz Roberto dos Santos Pereira, porém os cartórios se recusaram a fornecer o contato dele.

Segundo a Corregedoria Geral de Justiça, o juiz de paz ainda não está descumprindo a determinação do CNJ, porque a resolução ainda não entrou em vigor. No entanto, quando a determinação for disponibilizada no Diário Oficial da União, o juiz de paz Roberto será obrigado a realizar casamentos gays.

Fonte: O Tempo

Após adiamento, curso de inglês para prostitutas e travestis começa em BH 2

Os cursos de idiomas destinados a prostitutas e travestis de Belo Horizonte começaram nesta segunda-feira (11/3), após uma semana de adiamento. O objetivo é educar os profissionais do sexo para recepcionar turistas estrangeiros durante os jogos da Copa das Confederações, este ano, e da Copa do Mundo de 2014. Com as aulas, cerca de 400 pessoas vão poder aprender espanhol, francês, inglês e italiano.

De acordo com a Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), 800 garotas e garotos de programa trabalham no Centro da capital, principalmente na Rua Guaicurus, onde 22 hotéis oferecem os serviços. Onze professores voluntários vão dar aulas na sede da Aspromig.

O patrocínio para as aulas é do empresário Elias Tergilene, ex-camelô e dono de um shopping popular em frente à Rua Guaicurus.

Representantes da LGBT fazem ato de repúdio em BH contra assassinatos de travestis e transsexuais 1

O símbolo da manifestação foi 128 pés de sapatos ornamentados com vasos de flores

O símbolo da manifestação foi 128 pés de sapatos ornamentados com vasos de flores

Lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e defensores dos direitos humanos se reuniram na Praça 7, no Centro de Belo Horizonte, na tarde desta sexta-feira (1º), durante manifestação de repúdio contra 128 assassinatos cometidos contra travestis e transexuais no país, em 2012. Os números são do relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB). O ato ocorreu no quarteirão da rua Rio de Janeiro, entre a rua dos Tamoios e a avenida Afonso Pena, e foi organizado por representantes da Rede de Promoção da Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT)

O ato foi para despertar a consciência da sociedade e das autoridades para a necessidade de aprimorar políticas públicas de segurança voltadas para o segmento. O símbolo da manifestação foi 128 pés de sapatos ornamentados com vasos de flores.
Segundo o coordenador do Centro de Referência pelos Direitos Humanos e Cidadania LGBT, Ramon Calixto, o alto índice de violência expresso nesses números atenta para a necessidade imediata de iniciativas que provoquem o debate sobre a violação de direitos humanos. “Tornam-se cada vez mais importantes estas intervenções junto ao cotidiano da cidade, pois provocam uma leitura ampliada das lacunas sociais”, acrescenta Calixto.
O secretário municipal adjunto de Direitos de Cidadania, José Wilson Ricardo, destaca que manifestações como essa, alertando para a questão da violência homofóbica, refletem a necessidade de envolvermos a sociedade e a opinião pública contra toda e qualquer forma de desrespeito à cidadania. “A discriminação homofóbica tem sido uma das grandes preocupações em todas as regiões do mundo, a ponto de a Organização das Nações Unidas solicitar, em 2011, que a Alta Comissária de Direitos Humanos encomendasse um estudo para documentar leis e práticas discriminatórias contra as pessoas por motivo de sua orientação sexual e identidade de gênero”, complementa.

Cantora Leilah Moreno fará lado feminino de Michael Jackson em musical Resposta

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Com 14 bailarinos brasileiros, o musical Thriller Live será visto em São Paulo e Belo Horizonte a partir do dia 22 após uma temporada no Rio de Janeiro. Aqui no Brasil, a missão de representar o lado feminino de Michael Jackson foi dada a bela cantora Leilah Moreno. São 33 músicas em cena para retratar o período de auge da carreira do cantor, o ano de 1984. O próprio Michael viu o musical em Londres e aprovou. Veja abaixo entrevista com o diretor do espetáculo Adrian Grant:

Como eu saí do armário: Vinicius Diniz Marques 5

Vinicius Diniz Marques

Vinicius Diniz Marques

Meu nome é Vinicius Diniz Marques , tenho 17 anos, sou de Belo Horizonte ( MG ). Atualmente me formei no 3º ano do Ensino Médio, em um projeto de empreendedor em uma faculdade de Minas e também terminei um curso de teatro . Pretendo cursar Jornalismo este ano, arrumar um emprego, essas coisas.

Eu nunca fui uma criança muito parecida com as outras, enquanto os garotos pequenos de sete anos falavam sobre mulheres, eu achava estranho e quando se referiam a algo do meio homossexual, eu me sentia com uma certa curiosidade, apesar de eles se referirem aos gays de maneira ofensiva, por brincadeiras ou algo do tipo.

Primeiramente veio uma aceitação própria, sempre fui muito tímido e confuso até os meus 14 anos, quando de fato tive certeza de ser gay. Com 15 anos decidi me assumir para a minha mãe, afinal já era assumido pra todos os amigos héteros e não héteros.

Quando cheguei em casa da escola, por volta das 18:15, do dia 14 de julho de 2010, me sentei sobre a cama dela, ela olhou pra mim e disse “O que tem a me dizer?” Olhe para ela e disse que não gostava de garotas. Ela olhou para mim e me perguntou o porquê da decisão, quem havia me influenciado etc. Após algum tempo sem nem comentar sobre o assunto ela aceitou e hoje comenta e acha interessante, mas ainda é bem fechada para este assunto. Logo ela que tem uma família, digamos, conservadora.

+ Como eu saí do armário: Rafael Zveiter (criador do Entre Nós)

Assumir para o meu pai foi algo que mais complicado , afinal ele mora a mais de 500 km de distância, ele e minha mãe se separam quando eu tinha 3 anos, nas férias sempre vou visitá-lo em Vitória (ES ).

Bom, eu me sentei com ele no dia 21 de janeiro de 2011 e fiz o mesmo discurso, disse que não gostava de meninas. Para a minha surpresa ele deu um sorriso e me pediu que o contasse algo que ele já não soubesse e que para ele era algo comum e que ele continuaria me amando, que desde pequeno ele percebia o meu jeito .

Esta é a minha história de como eu sai do armário, espero ter ajudado.

O blog quer ouvir você

Conte para o blog como foi a sua experiência de sair do armário. Envie uma mensagem com o seu nome, a sua profissão, a sua cidade, o seu estado e uma foto (opcional) para o email oblogentrenos@gmail.com. A mensagem deve ter o seguinte título: Como eu saí do armário. Se quiser anonimato, basta pedir.

Tivemos uma semana repleta de casamentos civis igualitários 2

Depois de sete anos juntas, Célia (esq.) e Grazielle (dir.) resolveram se casar. (Foto: Pedro Cunha/G1)

Na tarde de quinta-feira (8), o juiz de paz do Cartório de Registro Civil de Nova Lima fez a união de mais de 15 casais, entre eles o de Grazielle Cristina Pimenta, de 31 anos, e Célia Silva de Melo, de 52 anos. Depois de sete anos de namoro, as comerciantes resolveram selar na Justiça aquele que se torna o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo na cidade de pouco mais de 80 mil habitantes, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

À espera da noiva, em uma ladeira íngreme onde são realizadas as cerimônias de casamento civil em Nova Lima, Célia disse que a expectativa era grande e que, naquele momento, um sonho estava sendo realizado. “Escolhi essa mulher porque é a mulher para eu viver para sempre. Por isso que eu quero casar”, disse sorrindo, rodeada de familiares e amigos.

Como manda a tradição, Grazielle chegou depois, com um longo vestido branco, e abraçou a companheira. “Eu estou muito feliz. Muito feliz mesmo. Eu esperava há tanto tempo isso. [Célia] é uma pessoa que eu quero estar para sempre. Eu amo muito. Gosto muito da vida que a gente tem. Somos muito felizes. E isso está sendo um sonho”, contou.

‘Encontrei a felicidade’

As duas se conheceram há pouco mais de sete anos, quando Célia trabalhava em frente a casa de Grazielle, em Belo Horizonte. Em um primeiro momento, a relação entre elas foi de amizade. Só depois que as companheiras sentiram o desejo de se casarem.

Célia nunca teve dúvida de sua sexualidade. A mineira conta que, desde a infância, já sabia que era homossexual. “Desde que nasci, a minha opção (SIC) sexual já estava escolhida. Eu não virei homossexual por acaso. Nasci homossexual. (…) E eu não sou diferente de ninguém não. Eu sou igual a qualquer um”, disse Célia.

Já Grazielle manteve, por cerca de 12 anos, um relacionemto com um homem, com quem teve dois filhos, uma menina de oito anos e um menino de 12. Mas, segundo ela, a relação não deu certo. Somente quando encontrou Célia, é que Grazielle conta que se sentiu realizada. “Pra mim era aquilo que eu queria. Foi aonde eu me encontrei. Onde eu encontrei a felicidade”.

Duas mães

As duas crianças são filhas biológicas de Grazielle, mas Célia não deixa de ser uma mãe coruja. “Eu tenho duas crianças que eu crio, que são dela, e que estão comigo, uma desde um ano e meio, e a outra com quatro anos veio pra mim. Então são meus filhos. São mais meus do que dela, na verdade. A realidade é essa”, brinca.

Para Grazielle e Célia, os quatro já são uma família há muito tempo. Mesmo antes de surgir o desejo de se casarem. “Eu já tenho uma família constituída. É só viver agora. Trabalhar muito e fazer deles grandes homem e mulher”, disse Célia.

Para o futuro, o casal planeja continuar em Nova Lima, pois, segundo Célia, a cidade é o melhor lugar para se criar os filhos. “Eu sou cria de Nova Lima. O melhor lugar para se viver, e para criar uma criança ainda é Nova Lima”.

Lésbicas se casam no civil  após autorização da Justiça em Indaiatuba

Nathalia da Silva e Tabata Penteado oficializaram
união (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

A vendedora Nathalia Batista da Silva e a industriária Tabata Cristiane Kakishita Penteado oficializaram na manhã do último sábado (10) o primeiro casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em Indaiatuba (SP), que tem 200 mil habitantes. A união foi selada às 10h30 pelo juiz de paz do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais da cidade e cerca de 60 pessoas, entre familiares e amigos, prestigiaram o casamento.

Nathalia e Tabata namoram há um ano, mas se conhecem há sete anos quando foram apresentadas por amigos em comum. Após alguns anos de relacionamento, elas consideraram a possibilidade de oficializarem a união. “A gente nunca imaginou que fosse se casar”, reconta Nathalia, entre risos. “Mas virou amor”, completa.

Conquista

A vendedora afirma que, no momento em que assinou o contrato, se sentiu lisonjeada. “É uma conquista muito grande. Todo mundo ficou bem emocionado, foi muito lindo”, disse. O casal pretende fazer uma celebração, ainda nesta tarde, com as famílias.

De acordo com Nathalia, todos os familiares apoiaram o casamento e quiseram estar presentes para a ocasião. Alguns até viajaram de outras cidades, como São Paulo (SP), para não perder a festa. Além da comemoração, as noivas pretendem fazer uma viagem de lua-de-mel em breve. Filhos, no entanto, ainda não estão nos planos a curto prazo. “Daqui a uns três anos a gente pensa sobre isso”, afirma.

Justiça

Seis meses atrás Nathalia e Tabata entraram com um processo de habilitação de casamento, sob orientação do cartório. O pedido foi encaminhado para a juíza Corregedora da Comarca que, após parecer favorável da Promotoria, e em vista das decisões do Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que permitiu recentemente uniões do tipo, autorizou o casamento.

Nathalia reconta com emoção o momento em que, no fim de outubro, receberam a ligação avisando de que a união fora aprovada. Embora afirme que o casal nunca tenha sofrido qualquer discriminação, acha que a união servirá para ajudar os outros casais homossexuais a conquistarem seus direitos. “Acho que [o casamento] abriu muitas portas, para todo mundo ter o mesmo espaço na sociedade”, explica.