TSE manda retirar da rede fake news de Bolsonaro sobre “kit gay” Resposta

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O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de seis postagens no Facebook e no YouTube em que o candidato do PSL à Presidência da República,Jair Bolsonaro, faz críticas ao livro Aparelho Sexual e Cia. e afirma que a obra integraria material a ser distribuído em escolas públicas na época em que Fernando Haddad (PT), também candidato à Presidência, comandava o Ministério da Educação.

No vídeo, Bolsonaro afirma que o livro é “uma coletânea de absurdos que estimula precocemente as crianças a se interessarem pelo sexo”. “No meu entender, isso é uma porta aberta para a pedofilia”, diz o candidato do PSL, que ainda afirma que “esse é o livro do PT”. Em nota, o Ministério da Educação (MEC) já afirmou em diversas oportunidades que não produziu nem adquiriu ou distribuiu Aparelho Sexual e Cia., esclarecendo que o livro é uma publicação da editora Companhia das Letras publicada em dez idiomas.

“É igualmente notório o fato de que o projeto ‘Escola sem Homofobia’ não chegou a ser executado pelo Ministério da Educação, do que se conclui que não ensejou, de fato, a distribuição do material didático a ele relacionado. Assim, a difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político, o que recomenda a remoção dos conteúdos com tal teor”, concluiu Horbach.

Os advogados do PT afirmam que, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, no dia 28 de agosto, Bolsonaro mentiu e difundiu a falsa ideia de que o livro seria distribuído em escolas públicas. “O candidato vem proferindo esta grave mentira há mais de dois anos. A informação de que o livro seria distribuído em escolas públicas começou a ser difundida por Bolsonaro no dia 10 de janeiro de 2016 por meio de um vídeo que publicou no Facebook”, observa a coligação de Haddad.

Em outra representação, o ministro negou um pedido do PT para remover uma entrevista de Bolsonaro concedida ao programa Pânico, na qual o deputado federal faz referência ao material didático do projeto ‘Escola Sem Homofobia’ como sendo o “kit gay”, atribuindo a responsabilidade pela sua elaboração a Fernando Haddad.

“É possível concluir que os representantes buscam impedir que o candidato representado chame o material didático do projeto ‘Escola sem Homofobia’ de ‘kit gay’. Tal pretensão, caso acatada pelo Poder Judiciário, materializaria verdadeira censura contra o candidato representado, que estaria impedido de verbalizar, de acordo com suas concepções, críticas à gestão do concorrente à frente do Ministério da Educação”, observou Horbach.

Reportagem: Veja

Haddad pede ao TSE direito de resposta sobre “kit gay” que nunca existiu Resposta

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O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de direito de resposta contra o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, afirmando que a divulgação do suposto ‘kit gay’ é conteúdo falso propagado de maneira criminosa pelo adversário; a defesa da campanha de Fernando Haddad ainda requer que o TSE determine a retirada de postagens que teriam mensagens inverídicas no Facebook, Twitter e YouTube.

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de direito de resposta contra o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, afirmando que a divulgação do suposto ‘kit gay’ é conteúdo falso propagado de maneira criminosa pelo adversário. A defesa da campanha de Fernando Haddad ainda requer que o TSE determine a retirada de postagens que teriam mensagens inverídicas no Facebook, Twitter e YouTube.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que “os advogados do PT afirmam que, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, no dia 28 de agosto, Bolsonaro mentiu e difundiu a falsa ideia de que o livro ‘Aparelho Sexual e Cia’ seria distribuído em escolas públicas. ‘E que, segundo vídeo que circula em redes sociais, seria inadequado para crianças e jovens brasileiros’, afirmam”.

Segundo a defesa de Haddad, o livro ‘não fez parte de qualquer kit escolar’, nem do material que o candidato do PSL chama de ‘kit gay’, ‘que, por sua vez, era parte de um programa do governo chamado Escola Sem Homofobia, e que nunca chegou a ser posto em prática”.”

O jornal ainda afirma que “na ação, que está sob relatoria do ministro Carlos Horbach, a defesa do petista ressalta que a informação foi desmentida pela editora do material e pelo Ministério da Educação.”

O trecho do requerimento explica: “o candidato vem proferindo essa grave mentira há mais de anos. A informação de que o livro seria distribuído em escolas públicas começou a ser difundida por Bolsonaro no dia 10 de janeiro de 2016 através de um vídeo que publicou no Facebook”.

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de direito de resposta contra o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, em torno da divulgação do suposto ‘kit gay’, que, segundo a campanha do petista, é conteúdo falso propagado pelo oponente na disputa presidencial. A defesa ainda pede que o TSE determine a retirada de postagens que teriam mensagens inverídicas no Facebook, Twitter e YouTube.

Os advogados do PT afirmam que, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, no dia 28 de agosto, Bolsonaro mentiu e difundiu a falsa ideia de que o livro “Aparelho Sexual e Cia” seria distribuído em escolas públicas. “E que, segundo vídeo que circula em redes sociais, seria inadequado para crianças e jovens brasileiros”, afirmam.

Segundo a defesa de Haddad, o livro “não fez parte de qualquer kit escolar”, nem do material que o candidato do PSL chama de ‘kit gay’, “que, por sua vez, era parte de um programa do governo chamado ‘Escola Sem Homofobia’, e que nunca chegou a ser posto em prática”.

Na ação, que está sob relatoria do ministro Carlos Horbach, a defesa do petista ressalta que a informação foi desmentida pela editora do material e pelo Ministério da Educação.

“O candidato vem proferindo essa grave mentira há mais de anos. A informação de que o livro seria distribuído em escolas públicas começou a ser difundida por Bolsonaro no dia 10 de janeiro de 2016 através de um vídeo que publicou no Facebook”, observam.

São apontadas também postagens de Bolsonaro e de seus filhos, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, que falaram sobre o material nas redes sociais.

“As manifestações das representadas atacam Fernando Haddad com informações inverídicas, difamatórias e injuriantes, sem qualquer legitimidade ou fundamento, constituindo-se em um verdadeiro manifesto político que agride o partido representante, sem qualquer possibilidade de contraditório, contraponto ou debate”, assinala a defesa.

 

Astro do cinema pornô gay anuncia aposentadoria Resposta

Brysen

Brysen decidiu se aposentar e se dedicar exclusivamente ao esporte.

Um dos maiores atores do cinema pornográfico gay anunciou que vai abandonar a carreira para se dedicar unicamente ao trabalho como atleta de wrestling (um tipo de luta marcial), esporte que pratica há 23 anos. Atualmente Brysen, que era da produtora Sean Cody, integra o time da Universidade de Michigan, no EUA.

“Amigos, família, fãs do meu trabalho anterior, estou super animado por ser host no primeiro evento em minha nova cidade, Los Angeles”, escreveu o ex-ator, que vem atuando como host em casas noturnas. “Não posso nem começar a dizer o quão grato estou por todas as pessoas incríveis que conheci até agora que me ajudaram a me sentir em casa”, continuou.

“Eu me afastei da indústria pornográfica para buscar outras oportunidades de emprego, então, se possível, tente manter o tópico da conversa fora do meu trabalho anterior na indústria cinematográfica adulta. Se você quiser me elogiar, isso é uma coisa, mas flertar e ser um merda só vai te colocar no seu lugar”, escreveu. Bissexual, Brysen atuava em cenas como passivo e ativo.

 

 

Homofóbica? (relembre os casos lendo a postagem), Joelma anuncia apresentação em boate LGBT. A casa está quase lotada 3

Joelma

Joelma, a cantora homofóbica (?), que já tentou mudar a orientação sexual de um fã (veja vídeo abaixo) e se disse contra o casamento gay, se apresentará em uma boate LGBT em Recife.

A rede social não perdoa:

Joelma Homofobia

No Instagram, os perfis dos fãs-clubes de Joelma que anunciam o show bloquearam os comentários. Apesar das manifestações contrárias, os ingressos para a apresentação estão quase esgotados. Pelo palco da boate, já passaram nomes como Gretchen, Pabllo Vittar, Lia Clark, Karol Conka e Valesca Popozuda, entre outras musas do público LGBT.

Joelma Homofóbica

Para quem não se lembra, Joelma havia declarado, em entrevista ao programa “Roberto Justus +” que acredita na recuperação dos homossexuais, comparando esse processo ao dos drogados: “É como um drogado tentando se recuperar”.

O que esses fãs LGBTs têm na cabeça? Será que a fofa vai tentar converter todos eles? Eu, hein…

Na época, Joelma se defendeu:

Então tá…

Mulheres que inspiram: Bruna Linzmeyer, Camila Pitanga, Leandra Leal e Taís Araújo Resposta

Atrizes

Leandra, Camila, Taís e Bruna: atrizes feministas poderosas

Durante muito tempo, as mulheres não foram ouvidas e nem eram levadas a sério se ousassem dizer suas verdades sob o poder dos homens, mas esse tempo acabou!” A frase é parte do discurso feito pela apresentadora norte-americana Oprah Winfrey na edição deste ano do Globo de Ouro, realizado na esteira das denúncias contra o megaprodutor Harvey Weinstein.

Além de contundente, a manifestação da apresentadora pode servir como resposta a uma das dúvidas masculinas mais frequentes no debate: qual é, afinal, o papel dos homens no feminismo?

As atrizes feministas Bruna Linzmeyer, Camila Pitanga, Leandra Leal e Taís Araújo, estrelas de capa da revista GQ deste mês, têm uma opinião em comum sobre essa dúvida masculina: “O grande papel do homem agora é escutar”. A declaração, dada por Leandra Leal durante o ensaio para a revista, em uma tarde de fevereiro, em São Paulo, resume o raciocínio de suas colegas.

Taís Araújo

Foto: Instagram (taisdeverdade)

Taís Araújo complementa: “Melhorar a escuta, estabelecer um diálogo honesto e aberto é o primeiro passo. Nesse diálogo, as pessoas vão escutar coisas que não vão gostar, mas é importante saber que não é nada pessoal – é para nos reestruturarmos enquanto sociedade, para ficar bom para todo mundo”. Camila e Bruna seguem o raciocínio. “As mulheres estão perdendo o medo de falar, de reivindicar seus direitos, e estou vendo cada vez mais homens querendo escutar, repensar”, diz a primeira.

“Com certeza, um homem pode ser feminista. Todos podemos. A luta feminista é a luta pela igualdade de gêneros. Mas é importante na perspectiva do homem, mesmo aquele que já se diz feminista, ouvir o que a mulher tem a dizer”, completa a segunda.
Leandra Leal

Foto: Instagram (leandraleal)

Leandra é reconhecida nos debates pró-feminismo. Tem se manifestado publicamente em artigos, entrevistas e em seus perfis nas redes sociais sobre assuntos como direito ao poder de decisão sobre o próprio corpo e ao aborto. “Eu não acho que estou no papel de ensinar algo aos homens”, ela diz.

“Acho que esse novo normal tem de ser construído meio a meio. Mas algumas questões são nossas, femininas, e têm de ser radicais. O direito da mulher ao seu corpo, por exemplo, tem de ser radical. Não dá para uma comissão de 18 homens chegar agora e dizer que a mulher não tem direito a abortar. Simplesmente não dá!”, defende.

A voz de Taís tem sido bastante ouvida nas questões de gênero e raça. Mãe de dois filhos, um menino e uma menina, ela causou comoção ao discursar no seminário TEDXSão Paulo, em agosto do ano passado.

Camila Pitanga

Foto: Instagram (caiapitanga)

“Quando engravidei do meu filho, fiquei muito, mas muito aliviada de saber que no meu ventre tinha um homem, porque eu tinha a certeza de que ele estaria livre de passar por situações vivenciadas por nós, mulheres. Teoricamente, ele está livre. Mas meu filho é um menino negro, e liberdade não é um direito que ele vai poder usufruir.

Se ele andar pelas ruas descalço, sem camisa, sujo, saindo da aula de futebol, ele corre o risco de ser apontado como um infrator, mesmo aos 6 anos de idade. No Brasil, a cor do meu filho é a cor que faz com que as pessoas mudem de calçada, escondam suas bolsas e blindem seus carros. A vida dele só não vai ser mais difícil do que a da minha filha.”

Bruna Linzmeyer

Foto: Instagram (brunalinzmeyer)

Bruna Linzmeyer, por sua vez, que no ano passado declarou-se sem rótulos, tem levantado a bandeira das mulheres homossexuais, bi e trans. E ela tem clara noção do peso de suas manifestações na luta por igualdade. “O fato de eu me declarar mulher lésbica é um ato político”, disse ela em um dos intervalos de sua sessão de fotos, também realizada em São Paulo. “Eu não sou só lésbica, eu não caibo em nenhuma dessas caixinhas.

Sou um ser humano livre. Mas dar nome a essas caixinhas é importante para podermos jogar luz sobre elas. Estamos fazendo uma curva positiva no mundo, e isso passa pela segurança que tenho de estar falando isso tudo agora. Cinco anos atrás, eu não podia, como mulher, como mulher lésbica, falar. Agora posso.”

Camila Pitanga é uma figura agregadora e disseminadora de discursos. Não à toa, abriu as portas de sua casa, no Rio de Janeiro, para aulas semanais sobre temas ligados ao feminismo com a filósofa e ativista Djamila Ribeiro. “Criei esse grupo porque achei que era importante a gente conhecer melhor o feminismo, ter mais referência, trocar ideias, se provocar junto.

Quando teve aquela sinergia do Mexeu com Uma, Mexeu com Todas, diz ela, fazendo referência à campanha que se criou no ano passado com a denúncia de assédio feita pela figurinista Su Tonani contra o ator José Mayer, “achei que era o momento de dar a mão, trocar confidências, não ficar só numa pesquisa intelectual, porque o problema não acontece só nesse campo, acontece na pele, no dia a dia”.

Cada uma à sua maneira, as quatro exercem o feminismo, e essa batalha vai ganhar um novo capítulo em breve. Desde o ano passado, produtores e produtoras, roteiristas, atores, atrizes e entidades ligadas à indústria trabalham na criação do movimento Não Vamos Mais Tapar os Olhos. Depois de meses de debates, a primeira reunião do grupo aconteceu em janeiro. A próxima está agendada para este mês, na sede da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), em São Paulo. Do encontro devem sair as diretrizes finais de trabalho do movimento.

Mais do que reforçar a mensagem pelo fim do assédio sexual, o movimento trabalha na criação de um código de conduta a ser adotado por profissionais, produtoras e contratantes. A ideia é criar uma espécie de modus operandi da indústria do audiovisual, tanto para evitar casos de assédio quanto para agir quando surgir uma denúncia de um episódio do gênero.

“Digamos que você esteja fazendo um filme e seu principal ator assedia uma funcionária da equipe. Que medidas serão tomadas? A quem essa funcionária vai recorrer? É esse tipo de coisa que queremos estabelecer”, diz Betão Gauss, sócio da Prodigo Films e um dos coordenadores do Não Vamos Mais Tapar os Olhos.

O grupo vai produzir um vídeo de orientação para ser distribuído entre os profissionais e produtoras. Com a participação dos principais sindicatos da indústria do audiovisual – a interlocução com as entidades tem sido feita pela Apro  –, o movimento quer que os pontos discutidos na montagem do Não Vamos Mais Tapar os Olhos passem a fazer parte das cláusulas dos contratos do setor. “O assédio não pode mais acontecer em nossa indústria. Ter essas quatro atrizes como parte do movimento dá um peso enorme. A mensagem vai chegar a muito mais gente”, afirma Gauss.

Durante nossa entrevista, em uma manhã de domingo, no Rio de Janeiro, Taís Araújo relembra situações em sua carreira que gostaria de esquecer. “Foi tanta cena que eu fiz e não queria ter feito. Fiz porque achava que ia ser cortada”, conta a atriz.

“A verdade é que aquela única cena não ia definir a personagem, mas eu tinha medo, tinha um sonho. A quantas coisas eu disse sim e me violentei para poder chegar onde estou hoje? Agora percebo: fiz sem a menor necessidade. ‘Essas coisas acontecem porque é assim que é’, eu pensava. Mas não pode mais ser, a gente precisa redesenhar isso”. Afinal, como disse Oprah: Time’s up!

Fonte: GQ

Facebook censura vídeo postado por filho de Bolsonaro, a pedido de Alckmin, onde tucano aparece com movimento LGBT Resposta

CHUVA / CAOS EM SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), moveu uma ação contra o Facebook para retirar do ar um vídeo postado pelo perfil atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) do Rio de Janeiro. Na ação, Alckmin pede que o vídeo seja excluído da rede social e que o Facebook quebre o sigilo dos dados de quem fez a postagem.

Na última sexta-feira (2), a Justiça Estadual de São Paulo negou, em caráter liminar, os pedidos de Alckmin. Mas, após Alckmin recorrer, o vídeo foi banido.

O vídeo que a Justiça excluiu, a pedido de Alckmin, foi postado em 25 de dezembro de 2017. Nele, Alckmin aparece celebrando a criação do secretariado de diversidade tucana, uma instância dentro do PSDB voltada para a discussão de políticas públicas voltadas para a comunidade LGBT. O vídeo foi editado e mescla momentos em que Alckmin aparece discursando com fotos de manifestações promovidas por integrantes da comunidade LGBT.

Junto ao vídeo, o perfil, claro, critica Alckmin. “Como se não bastasse estar metido na Lava-Jato e tantos outros escândalos de corrupção, mais esta do candidato que querem induzi-lo (sic) a acreditar que é de centro-direita, mas em conluio com a militância que você já conhece. Este que a mídia diz que ganhará as eleições de 2018”.

Para o advogado Fábio de Oliveira, que defende Alckmin, o vídeo dele com ativistas tucanos LGBTs ridicularizaria o candidato à Presidência do Brasil.

O Facebook retirou o vídeo, alegando que ele fere os padrões da comunidade. A decisão aconteceu, mesmo depois de a Justiça de São Paulo negar, em caráter provisório, ter liberado o vídeo.

Na tarde da última segunda-feira, Carlos Bolsonaro utilizou sua conta no Twitter para acusar o Facebook de retirar o vídeo do ar. Ele aproveitou a postagem para publicar o vídeo novamente.

Informações: UOL

A Lei do Amor termina com recorde de casai gays, mas sem beijo na boca Resposta

ALeidoAmor

“A Lei do Amor”, novela das 21h, de Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari, exibiu seu último capítulo nesta sexta-feira (31) com um recorde: o maior número de casais gays de uma novela do horário nobre. Apesar da representatividade maior, com três romances homossexuais, a abordagem foi sutil e não passou nem perto do beijo protagonizado por Mateus Solano e Thiago Fragoso em Amor à Vida.

“Vejo isso como um retrocesso. Quando você mostra um casal gay, mas não se aproxima da realidade em que ele vive, é uma espécie de omissão à homofobia”, opina Agripino Magalhães, líder estadual da Aliança Nacional LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais).

“Dentro do estilo melodramático, considero que ‘A Lei do Amor’ cumpriu a sua função social na teledramaturgia. Também considero que o beijo gay deixou de ser exatamente uma questão”, contrapõe Mauro Alencar, doutor em teledramaturgia brasileira e latino-americana pela Universidade de São Paulo.

Na novela, Zelito (Danilo Ferreira) conquistou o coração de Wesley (Gil Coelho) logo nos primeiros capítulos. O frentista se encantou pelo DJ, que foi assassinado a mando de Tião (José Mayer), e o romance foi abortado tragicamente.

Os autores deixaram para formar os outros dois casais gays só nesta última semana. Aliás, muitos casais gays são formados somente em finais de novela.

No capítulo de segunda (27), Wesley chamou Gledson (Raphael Ghanem) para sair, mas a cena teve só troca de olhares e sorrisos entre os dois, sem carinhos explícitos ou beijo. Por fim, depois de terminar com Misael (Tuca Andrada), Flávia (Maria Flor) aparecereu com uma namorada, Gabi (Fernanda Nobre), mas o romance também não foi explorado.

“Apesar da representatividade maior, o gay ainda é mostrado como aquela pessoa que ‘dá pinta’, que é motivo de chacota, ou muito superficialmente. Normalmente, não são personagens como um bancário, empresário, balconista, por exemplo, uma pessoa que pode constituir uma família e ter direito como qualquer outro”, analisa Magalhães.

Alencar acredita que o núcleo em que os personagens homossexuais são apresentados e a forma como se relacionam está relacionado ao estilo de cada escritor, não à imposição de rótulos. “Qualquer tema abordado na história da ficção mundial é retratado com diferentes intensidades. É isso o que diferencia um autor de outro”, opina.

*Com informações do “Notícias da TV”.

 Opinião

Quem acompanha o blog sabe que eu sempre reclamei da falta de beijo gay em telenovelas. Mas mostrar casais gays, desde que não seja nos últimos capítulos, ou até mesmo uma família homoafetiva é melhor do que nada. No mais, já existem seriados inúmeros retratando de maneira honesta e aberta a homossexualidade.

E para você, beijo gay é importante ou não em uma novela?

Lula manda mensagem a trabalhadores LGBT: “Somos iguais e merecemos respeito” Resposta

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Veja o vídeo clicando aqui

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um vídeo nesta sexta-feira (31) com uma mensagem aos trabalhadores LGBT pelo apoio ao 4º Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBT, realizado pela CUT de São Paulo entre 30 de março e 1º de abril.

“Eu tenho muito respeito por todos os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais do nosso querido Brasil. É por isso que uma das primeiras medidas que tomei quando cheguei à presidência da República foi dar à Secretaria dos Direitos Humanos o status de ministério. Assim colocamos os Direitos Humanos no mesmo patamar das outras áreas do Executivo e demos mais espaço aos direitos da população LGBT”, lembrou Lula, citando ainda outras iniciativas de seu governo e da gestão de Dilma Rousseff.

“Mas não podemos parar por aí. Ainda temos muito a conquistar. Estamos só no começo. E eu tenho muito orgulho de lutar ao lado de vocês”, acrescentou Lula no vídeo. “Eu sei que na hora de pagar o Imposto de Renda ou votar ninguém trata o povo LGBT com preconceito, mas duarnte todo o dia tem uma parte da sociedade que trata esse grupo como pária da sociedade”, destacou.

“Vamos à luta porque somos iguais e merecemos tratamento digno nesse país”, finaliza Lula. Assista acima.

Opinião

Houve avanços durante os governos Lula e Dilma, mas quando ele tinha mais de 80% de aprovação e o Congresso “nas mãos”, não moveu uma palha para colaborar para a aprovação da criminalização da homofobia, porque estava aliado aos fundamentalistas evangélicos.

No governo Dilma houve veto do programa Escola Sem Homofobia. Dilma chegou a o kit anti-homofobia de “propaganda de opção sexual”.

Conselho Estadual LGBT critica Crivella Resposta

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Prefeito do Rio, Marcelo Crivella

Deu na coluna da jornalista Berenice Seabra, do jornal “Extra” que o Conselho Estadual LGBT está insatisfeito com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella. “Sem recursos não tem como executar políticas públicas. Com uma coordenadoria, não tem status para se articular com outras secretarias”, disse Júlio Moreira, presidente do Conselho.

O coordenador da Diversidade Sexual, Nélio Georgini, da prefeitura do Rio foi elogiado.

Morre Gilbert Baker, criador da bandeira LGBT Resposta

Gilbert Baker

Gilbert Baker enrolado na bandeira do Arco-Íris

Gilbert Baker, artista e ativista de direitos LGBT, morreu aos 65. A causa da morte ainda não foi confirmada oficialmente.

Baker se envolveu intensamente no movimento LGBT dos EUA nos anos 70, junto com ativistas como Harvey Milk. Ele criou a bandeira com o arco-íris que virou o símbolo LGBT para a parada gay de San Francisco em 1978 e depois símbolo LGBT mundial.

Seu amigo e também ativista gay Cleve Jones lamentou a morte em seu perfil no Twitter. “Meu amigo mais querido no mundo se foi. Gilbert Baker deu ao mundo a Bandeira do Arco-Íris; ele me deu quarenta anos de amor e amizade.”

De acordo com a biografia postada em seu site oficial, ele estava morando em Nova York.

Baker nasceu no Kansas em 1951, se baseou em San Francisco no início dos anos 1970, enquanto servia o Exército dos EUA, no começo do movimento pelos direitos LGBT.

Baker começou a fazer cartazes para o direito dos LGBTs muitas vezes a pedido de Milk, que se tornaria o primeiro gay assumido eleito para cargos públicos na Califórnia.

Após casamento gay, homofobia cresce assustadoramente na França 1

franca

As queixas de atos de homofobia aumentaram 78% em 2013 na França, em relação ao ano anterior, de acordo com um relatório da associação francesa SOS Homofobia. A organização avalia que a alta é uma consequência dos debates sobre a legalização do casamento entre casais homossexuais, aprovada em 2013 pelo Parlamento.

“Nos últimos 20 anos, as denúncias de homofobia recebidas pela nossa associação só aumentaram. Mas esse número literalmente explodiu em 2013”, afirma o documento, que relata 3.500 casos.

Os atos de discriminação incluem insultos recebidos na internet, no ambiente profissional ou na rua (39%), e ameaças ou agressões físicas (6%). A cada dois dias, uma agressão física foi registrada pela associação no território francês, um aumento de 54% em relação a 2012.

A SOS Homofobia percebeu também uma “explosão” do número de agressões verbais realizadas através da internet – eram 656 casos em 2012 e foram 1.723 ocorrências em 2013. O número de queixas de atos homofóbicos feitos no ambiente escolar subiu 25%.

Efeito colateral

“Nós comemoramos a aprovação da lei sobre o casamento para todos e todas, um novo passo em direção à igualdade. Mas essa vitória deixou um gosto amargo”, diz a entidade, segundo a qual “os argumentos” pronunciados pelos opositores ao casamento homoafetivo, durante os debates sobre o assunto, “legitimaram os insultos e as violências homofóbicas”. Na época, centenas de milhares de franceses religiosos e conservadores foram às ruas para protestar contra a aprovação da lei.

A associação destaca que, para muitos homossexuais ou transsexuais, a homofobia faz parte do cotidiano, como receber cartas anônimas ofensivas de vizinhos ou ouvir frases desrespeitosas na rua. “Em duas ocasiões, uma vizinha já me disse que todos os gays deveriam ter aids e que seria melhor para mim se eu gostasse de mulher”, relatou o parisiense Antonin, à ONG.

Opinião

O casamento homoafetivo foi uma grande conquista dos franceses. Resta ao governo fazer programas educativos e punir com rigor os casos homofônicos e transfóbicos.

*Com informações da RFI

Projeto de lei anti-homofobia empaca no Rio de Janeiro e preocupa LGBTs Resposta

O presidente do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, e seu companheiro, Clayton Alexandre Cassiano / Agência O Globo

O presidente do Grupo Arco-Íris, Julio Moreira, e seu companheiro, Clayton Alexandre Cassiano / Agência O Globo

 

Um dos primeiros estados do Brasil a estender aos companheiros homossexuais de servidores estaduais os direitos sobre pensão e previdência reservados aos héteros, o Rio de Janeiro está no meio de um impasse que deixa desprotegidas as minorias sexuais. Tramita há sete meses na Assembleia Legislativa, sob forte oposição da bancada religiosa fundamentalista, um projeto de lei estadual para punir estabelecimentos públicos e privados que discriminarem pessoas em função de sua orientação sexual.

Apresentado ano passado pelo então governador Sérgio Cabral, o PL 2054/2013 quer substituir a lei 3.406, de autoria de Carlos Minc, que vigorou de 2000 a 2012 e foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça numa ação patrocinada por grupos ultraconservadores. A decisão se ateve a um tecnicismo: como a lei previa punições a servidores públicos em caso de manifestações de homofobia, ela deveria ter partido do Executivo.

Os defensores da proposta atualmente em tramitação na Assembleia argumentam que a aprovação de uma lei estadual é fundamental para reforçar o combate à discriminação nos 92 municípios fluminenses. Entre as alegações está o fato de não existir ainda uma legislação de maior abrangência, em âmbito federal, que puna a discriminação contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. O texto do projeto apresentado na Alerj prevê advertência e multas, que vão de 50 Ufirs (R$ 127) a 50 mil Ufirs (R$ 127 mil), a estabelecimentos que barrarem ou constrangerem em função de orientação sexual, além de cassação de alvará, em caso de reincidência.

Mudança para agradar a evangélicos

Depois de passar pelas comissões e de receber nada menos que 117 emendas ainda no ano passado, o projeto ganhou um defensor de peso: o próprio deputado Minc (PT-RJ), autor da lei original invalidada. Ele critica o pesado lobby religioso no Legislativo estadual e já cogita até fazer concessões, incluindo no texto punições para discriminação religiosa ou étnica.

— Quando a lei original foi derrubada pela Justiça, o argumento era de que, como definia punições também para o funcionário público que discriminasse, a iniciativa tinha que ser do Executivo. Por isso o ex-governador Sérgio Cabral reapresentou o texto. Agora, no entanto, o problema é político. Há muitos deputados evangélicos que não querem a aprovação — critica.

Para Júlio Moreira, presidente do Grupo Arco-Íris, que milita pelos direitos civis de minorias sexuais, a expectativa é grande pela aprovação da proposta. Ele crê que o projeto faz justiça à antiga lei suspensa, uma das primeiras aprovadas no país, de caráter “educativo e de cidadania”.

— A proposta em tramitação agora mostra que é preciso acolher a todos, em qualquer espaço público. Ela não leva em conta um viés econômico, que trata de poder de consumo, mas aborda a questão da cidadania, educando mais do que punindo — pondera o ativista, que diz, no entanto, estar temeroso: — Neste momento de pré-eleição, acho muito difícil que o projeto seja aprovado, uma vez que existe um forte cenário de barganha política. Como é um tema delicado, não deve passar neste momento.

O coordenador do programa estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, discorda: ele afirma crer que há chances de o projeto ser aprovado na Casa. Nascimento admite existirem fortes obstáculos em função do alto número de emendas apresentadas, que acabaram atrasando a tramitação. No entanto, o ativista observa que os acréscimos e as modificações e não partiram de um número muito amplo de parlamentares.

— Tudo é possível, mas estou confiante. É fundamental a aprovação da nova lei. Hoje, para se ter ideia, 40% das denúncias que chegam para nós no Rio Sem Homofobia são de discriminação por orientação sexual. Contamos com a sensibilidade da Assembleia. Não estamos inventando nada, a lei existiu por 12 anos — lembra.

‘Eu voto contra’, diz opositora da ideia

Se depender de uma ala considerável da Alerj, no entanto, os obstáculos serão mesmo grandes. A própria vice-presidente da Comissão de Combate à Discriminação e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional, Rosângela Gomes (PRB), defende a derrubada da matéria. Ela chegou a participar, no final do mês passado, de uma reunião na Alerj que discutiu o projeto, a convite do deputado Carlos Minc, presidente da mesma comissão, mas se retirou logo no início do encontro. A parlamentar alega que, apesar de ser contra qualquer tipo de discriminação — “a índios, negros, mulheres ou pessoas pela sua orientação sexual” —, sua formação conservadora não lhe permite apoiar a iniciativa:

— A gente tem que respeitar a posição dos proprietários de estabelecimentos comerciais, que não são obrigados a receber dois homens se beijando. Eu voto contra. Que eu saiba ainda não existe o terceiro sexo. Não tenho nada contra a pessoa, mas a minha visão conservadora é essa.

Quem faz coro é o deputado Flávio Bolsonaro (PP), filho de Jair Bolsonaro, um dos mais conhecidos representantes do ultraconservadorismo na Câmara dos Deputados, em Brasília. Segundo ele, não há diferença entre discriminar um gay ou um hétero num estabelecimento aberto ao público, como um restaurante. Para o deputado estadual, o que os militantes querem é levantar uma bandeira ideológica e política:

— Não é uma bandeira social, é palanque político. Os militantes ficam querendo justificar seus salários bancados pelas ONGs que vivem disso (defender os homossexuais). A pessoa que agride tem que ser responsabilizada independentemente da sexualidade de quem é agredido.

Opinião

Está na Constituição que todos devem ser tratados da mesma maneira, então é um verdadeiro absurdo um estabelecimento comercial permitir que casais heterossexuais se beijem e troquem carícias e casais homoafetivos não. Isso é discriminação. Como pode a vice-presidente da Comissão de Combate à Discriminação e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional defender uma coisa dessas. Claro que pode, a comissão não trata, pelo menos no nome dela não consta ORIENTAÇÃO SEXUAL e IDENTIDADE DE GÊNERO. Rosângela Gomes é negra, imagina se um estabelecimento impedisse os negros de entrarem lá só por causa da cor de suas peles? Vamos enviar uma mensagem, via Twitter, para a deputada, protestando? O twitter dela é @rosangelasgomes. O email dela é rosangelagomes@alerj.rj.gov.br

Já o Flávio Bolsonaro é um caso perdido, nem adianta mandar mensagem para ele.

Não se trata de opinião conservadora, mas de direitos humanos, é lamentável que algumas pessoas ainda vejam os LGBTs como aberrações.

Então quer dizer que um casal homoafetivo não pode demonstrar carinho em público, pois pode ser expulso de um estabelecimento comercial no Rio de Janeiro? É bom lembrar que a cidade do Rio é um dos destinos mais procurados por LGBTs, a cidade perderá turistas e consequentemente, dinheiro, se o PL 2054/2013 não for aprovado.

Com informações do jornal O Globo

#Clanessa: ‘Vou dar presente no Dia dos Namorados para Vanessa’, revela Clara Resposta

Vanessa e Clara participam do programa Altas Horas deste sábado (Foto: TV Globo/Altas Horas)

Vanessa e Clara participam do programa Altas Horas deste sábado (Foto: TV Globo/Altas Horas)

 

No sábado, 19/04, o casal Clanessa participa do programa Altas Horas e comenta que tipo de relação elas têm. “Eu nunca vivo de rótulos. A gente tem uma amizade colorida”, afirma a campeã do Big Brother Brasil 14.

Clara faz questão de salientar que a relação delas não precisa ter um rótulo e que o importante é que o sentimento existe. Mesmo sem assumir nada, ela revela: “Eu vou dar um presente no Dia dos Namorados para Vanessa”.

Segundo a terceira colocada no reality, ela e Vanessa estão sofrendo muita pressão para assumir o namoro e está dificultando muito as coisas. “Está muita pressão em cima da gente e assim não vai rolar de jeito nenhum”, comenta.

Durante o programa, Clara também explica o fim de seu casamento com o francês Fabien. “A gente está dando um tempo, porque foi muita informação tanto para ele, quanto para mim, mas continuamos amigos”, afirma.

A sister ainda reconhece que o ex-marido passou por maus bocados enquanto ela estava dentro da casa. “Acho que ele aguentou a barra bem forte aqui fora e eu fiquei bem orgulhosa, mas preciso focar na minha carreira e ele também tem que cuidar dos seus negócios”, ressalta.

O Altas Horas com Cauã Reymond também terá as participações de Clara, Vanessa, Fernando & Sorocaba, João Neto & Frederico e Cesar Menotti & Fabiano. O programa vai ao ar no sábado, logo após o Zorra Total.

Homofobia e homossexualidade no futebol ainda são tabus nas arquibancadas Resposta

O ano de 2013 foi expressivo para a discussão de dois grandes tabus do futebol brasileiro: a homossexualidade e a homofobia. Em 9 de abril, torcedores do Atlético-MG fundaram a Galo Queer, uma página no Facebook que reúne torcedores alvinegros com uma postura anti-homofobia e anti-sexismo. “Galo” é o apelido do clube de Minas Gerais e “Queer”, em inglês, significa gay. Em 15 dias, a página ganhou cinco mil fãs, e hoje conta com mais de 6.600.

O gesto da torcida atleticana motivou outras a fazerem o mesmo. Ao longo do mês de abril, surgiram páginas semelhantes de torcidas de todo o país: Cruzeiro, São Paulo, Náutico, Grêmio,Vitória, Bahia, Internacional, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, entre outros. A lista é extensa e mostra que a discussão da homofobia no futebol, até então, ainda estava dentro do armário.

Integrante da Galo Queer no Mineirão Facebook/Reprodução

Integrante da Galo Queer no Mineirão Facebook/Reprodução

“O estádio é um ambiente super homofóbico. Lá não se vê nenhuma manifestação de diversidade afetiva”, diz o jornalista – e palmeirense – William de Lucca, colaborador da Folha de S. Paulo em João Pessoa, na Paraíba. Ele é homossexual assumido e se esforça para prestigiar os jogos do Palmeiras em cidades próximas, como Recife ou Natal. William já era militante LGBT e, assim que ouviu falar, aderiu à página anti-homofóbica “Palmeiras Livre”.

“Em 2008, eu morei alguns meses em São Paulo e tinha um namorado que era palmeirense também. A gente foi até aconselhado por um amigo dele da torcida organizada a não ter nenhuma demonstração de afeto dentro do estádio, porque a gente poderia ser agredido”, lembra. “A gente sempre fica com medo. Em outros ambientes, sou muito seguro quanto a manifestar meu afeto: ando de mão dada e tal, inclusive na rua, mas acho que o estádio de futebol é mais hostil do que a própria rua, sabe? A homofobia é muito mais explícita”, conta.

“A gente só não tem mais relatos disso porque os homossexuais que torcem nos estádios não arriscam nenhum tipo de demonstração afetiva”, conclui William.

Dentro da Palmeiras Livre, assim como nas outras organizações, ainda se discute quais serão os próximos passos. Os integrantes querem ocupar as arquibancadas, mas temem agressões físicas, já que as verbais ocorrem diariamente. “Dia sim e outro também nós recebemos ameaças”, conta a fotógrafa e analista de mídias sociais Thaís Nozue, também integrante da Palmeiras Livre. “As pessoas vem ameaçando, dizendo que estão mexendo com o time errado, que eles vão descobrir quem é, que não sei o quê”. Por enquanto, a hostilidade está restrita a mensagens no Facebook como: “Vão morrer”, “Experimenta aparecer na torcida e vocês vão apanhar”, “A Mancha [maior organizada do Palmeiras] bate em polícia e não vai bater em um monte de bicha?” – o que não significa que a ameaça venha da Mancha, como explica Thaís.

Segundo ela, a causa da Palmeiras Livre também foi rechaçada pelas organizadas alviverdes. “A gente até tentou uma aproximação com as organizadas, mas elas deram um recado para a gente não se meter com elas. Às vezes aparecem pessoas se dizendo das organizadas nos ameaçando, mas a gente não tem como comprovar se são mesmo”, diz.

A homofobia veste verde?

Procurado pela Pública, Marcos Ferreira, o Marquinhos, presidente da Mancha Alviverde, não quis dar uma entrevista sobre a polêmica da homofobia e sobre um episódio envolvendo o volante e lateral Richarlyson, hoje no Atlético-MG e tido como homossexual, apesar de sempre se declarar heterossexual.

No início de 2012, o Verdão estudava a possibilidade de contratar Richarlyson. A Mancha Verde convocou um protesto no dia 4 de janeiro, na frente do Centro de Treinamento (CT) do Palmeiras, zona oeste de São Paulo. Segundo a torcida o motivo era uma rixa antiga com o jogador, que estava à beira de um acordo com o Alviverde, mas acabou indo jogar no rival São Paulo. Porém, uma grande faixa estendida por duas pessoas durante aquele ato dizia: “A homofobia veste verde”.

Ao telefone, Marquinhos negou repetidas vezes que a Mancha tenha algo a ver com a faixa – ela seria obra de duas pessoas desconhecidas da organizada que foram ao protesto. Mas ele disse que “não via nada de agressivo na faixa”. A Pública também tentou contato com Richarlyson, mas foi informada pelo seu empresário, Julio Fressato, que ele estava se recuperando de uma cirurgia.

O selinho de Sheik e o voo das gaivotas

Sheik deu selinho em amigo e causou a ira de torcedores do Corinthians

Sheik deu selinho em amigo e causou a ira de torcedores do Corinthians

Na esteira das iniciativas anti-homofóbicas, dois episódios jogaram o Corinthians no centro da discussão. O atacante Emerson Sheik, herói corintiano da inédita conquista da Libertadores em 2012, foi vítima de uma onda de ataques homofóbicos depois da vitória do Corinthians sobre o Coritiba por 1 a 0, no Pacaembu, no dia 18 de agosto. Para comemorar, Sheik postou uma foto em seu perfil oficial no Instagram em que aparecia dando um selinho em um amigo de longa data, o empresário Isaac Azar. “Tem que ser muito valente para celebrar a amizade sem medo do que os preconceituosos vão dizer. Tem que ser muito livre para comemorar uma vitória assim, de cara limpa, com um amigo que te apoia sempre”, escreveu.

No dia seguinte, cinco integrantes da Camisa 12, segunda maior torcida organizada do Corinthians, foram ao CT do clube protestar contra a atitude de Sheik, levando três faixas que diziam “Vai beijar a P.Q.P. Aqui é lugar de homem”, “Respeito é pra quem tem” e “Viado não”.

Dois meses depois, o jornalista e apresentador Luiz Felipe de Campos Mundin, que assina como Felipeh Campos, anunciou que faltava pouco para fundar a já polêmica Gaivotas Fiéis, primeira torcida organizada com conceito gay do Corinthians.

A Pública conseguiu entrevistar um personagem importante em ambos os episódios, Marco Antônio de Paula Rodrigues, de 34 anos. Conhecido pelo apelido “Capão”, por ter crescido no Capão Redondo, bairro periférico da zona sul de São Paulo, ele é presidente da Camisa 12, e foi um dos cinco que protestaram contra o selinho de Sheik. Ele revela ter sido o autor da faixa que dizia “Viado não” – a única, dentre as três, que considera agressiva. “Só essa foi um pouco mais forte, foi um excesso. Eu que risquei com o spray essa faixa, eu até pensei [que era agressiva], mas depois que nós já estávamos lá, a gente não podia voltar atrás”, diz. Trajado da cabeça aos pés com roupas da Camisa 12 (boné, camiseta, agasalho, bermuda e até meias da torcida), Capão é assertivo, olha nos olhos e tem a voz rouca. Aceitou falar durante uma hora e meia com a reportagem da Pública na sede da torcida, no bairro paulistano do Pari, região central, para “dar a explanação” sobre os dois episódios.

Sobre a iniciativa de Felipeh Campos, Capão vê a nova torcida gay como puro marketing. “Acredito que ele está pensando mais numa autopromoção do que numa torcida organizada. Porque para nós, uma torcida organizada começa como a gente sempre troca ideia nas torcidas: o cara vai para uma caravana, o cara participa de vários jogos do Corinthians na arquibancada e não na numerada, a pessoa participa de inúmeras manifestações corintianas que teve nesses últimos anos, tanto de protesto contra diretoria, contra jogador. Tem uma caminhada ideológica dentro de uma instituição para você fundar uma torcida organizada. Torcida organizada não é um comércio, mano”, argumenta.

“Tomei muita borrachada da polícia por aí, passei muita fome na estrada, nunca fomos pra qualquer lugar e fomos bem recebidos por qualquer órgão que cuida da organização do jogo no estádio, da segurança pública, nós sempre fomos maltratados por muitos deles, então a torcida organizada não é simplesmente chegar e falar: ‘Ó, vou criar uma torcida hoje. Vou criar uma camisa e vou pro estádio’”.

Torcedores foram ao CT exigir pedido de desculpa de Emerson Sheik por selinho em amigo

Torcedores foram ao CT exigir pedido de desculpa de Emerson Sheik por selinho em amigo

Para Capão, é “inaceitável” a escolha do nome da torcida gay e a corruptela do símbolo do Corinthians – no brasão da Gaivotas, além da nova ave, o símbolo do Corinthians tem como fundo um espelho de maquiagem com direito a pincel e lápis, e a bandeira do Estado de São Paulo foi pintada com as cores do arco-íris, ícone do movimento gay.

Símbolos da Gaviões da Fiel e da Gaivotas Fiéis. Para a Gaviões, houve plágio do jornalista Felipeh Campos (Foto: Reprodução)

“Eu acho que o rapaz lá acaba beirando até o ridículo… Ele está transmutando as nossas coisas. Tanto pelo nome que ele coloca se referindo a uma torcida que tem uma puta tradição [Gaviões da Fiel, a maior organizada do Corinthians, fundada em 1969] quanto do nosso símbolo do Corinthians, ele colocar um espelho e uns negócios de maquiagem no símbolo… Numa entrevista que eu vi, perguntaram: ‘Mas por que isso daí?’ E ele: ‘Ah, porque na verdade o corintiano vai gostar de se pintar na arquibancada’. Meu, torcida do Coringão é 90 minutos, mano. A gente gosta é de cantar, de sofrer, de chorar pelo Coringão. Não é de se pintar. Com todo o respeito, nem as nossas mulheres fazem isso”, afirma Capão, que é contra a existência de uma torcida gay. “Já digo de pronto que eu não sou favorável a ter uma torcida gay, porque eu acho que os gays não precisam disso daí pra poder se achar numa sociedade que já está abrangendo todo mundo”.

Perguntado se existem gays na Camisa 12, Capão não hesita: “Nós não temos gays na torcida, mano. Pelo menos nunca soubemos, entendeu. Meu, se o cara tá lá, tá assistindo o jogo. Tudo bem, nós vamos respeitar, mas qualquer faixa assim, nós somo contra mano. Nós não queremos, de verdade mano, aqui dentro da 12. Pra nós é sério o estádio, não é só pra brincar”. Capão, explicando que, se “no meio de um gol os dois de repente se beijarem no meio da nossa torcida”, seria “ruim”: “O estádio pra nós é um templo”.

O lastro, para Capão – que não se considera homofóbico –, é sempre a tradição. “O cara ir pro jogo, se for um homem, de shortinho amarradinho, camisa amarradinha e todo pintado… Pra nós não rola meu, de verdade. Porque o nosso tradicionalismo, infelizmente, meio ogro, tá ligado, até beirando homem da caverna não permite isso daí, certo?”. Se a Camisa 12 fosse homofóbica, exemplifica Capão, “a gente juntava os associados da 12 e ia lá na passeata gay quebrar todo mundo. No entanto que ninguém tá muito se manifestando [sobre a Gaivotas Fiéis], certo? Por quê? Porque tudo que a gente fala, a mídia distorce”.

Sobre o episódio do selinho do Sheik, Capão diz que o problema foi o atacante ter declarado que o beijo era para comemorar a vitória do Corinthians. “Quando ele falou que ele estava fazendo aquilo pra comemorar o jogo ele já transferiu a responsa pro Corinthians”, afirma, explicando que, depois do episódio, onde quer que o Timão jogue é recebido com gritos de “beija beija beija” pelos torcedores rivais. “Estávamos ali [no protesto] representando muitos torcedores. Muitos pediram para que a gente tomasse a frente, tanto que eu recebi inúmeras congratulações depois”, diz.

Gaviões X Gaivotas

A Gaviões da Fiel, maior organizada do Corinthians, fez uma denúncia de crime contra a propriedade industrial no 1º DP de Guarulhos, contestando a sátira à marca da torcida, que é registrada. A torcida reclama que a proximidade dos nomes e símbolos das duas pode induzir ao erro. “Eu não sei onde eles enxergaram plágio”, contesta Felipeh Campos, da Gaivotas. “A minha torcida chama Gaivotas Fiéis, não é gavioa. Já começa que Gaivota é feminino, não é masculino. Se eu tivesse colocado cílios e salto alto no gavião, aí eu até acredito que poderia ter sido uma questão de plágio. Porém eu não estou utilizando as peças do emblema para plagiar alguma coisa. Entendo isso como uma retaliação homofóbica”, diz.

Feliphe Campos apresenta novo logo da torcida Gaivotas Fiéis

Feliphe Campos apresenta novo logo da torcida Gaivotas Fiéis

Felipeh conta que vem sendo ameaçado nas redes sociais, e que foi agredido verbalmente na semana passada, na Avenida Paulista. “As ameaças são coisas do tipo ‘Cuidado, eu vou te matar’, ‘Você já tá jurado de morte’, ‘Abre teu olho’. Então você vê que são atitudes extremamente homofóbicas e preconceituosas, elas não têm outros motivos”, diz. Sobre a agressão ao vivo, ele conta que ocorreu na saída de seu trabalho, na sede da TV Gazeta, na avenida Paulista. “Eu estava com um amigo meu na Paulista e um cara passou, me esbarrou e começou a me xingar. E eu falei: ‘É comigo que você tá falando?’ E ele: ‘ Você acha que é com quem? Tá pensando que você e a sua turminha vai entrar em estádio? Não vai não, mano’. E eu falei: ‘Bom, vamos conversar, abaixa o tom de voz’. E aí ele continuou a gritar e eu falei: ‘Ótimo, a polícia está vindo ali, eu vou te incriminar agora em crime de homofobia e você vai sair daqui para a cadeia’. Aí na hora que ele viu que a polícia vinha vindo a pé, ele meio que saiu de canto e deu um pinote”, relata.

Felipeh Campos conta que desde pequeno frequenta estádios. “O futebol nas décadas de 70 e 80 era uma grande festa. Mas foi crescendo de uma forma tão grande que deixou de olhar para a questão democrática. Não está escrito na porta do estádio que só é permitida a entrada de homens, né? Eu acredito que não só os gays têm que frequentar os estádios, como a mulher, as crianças, entendeu? O futebol é pra todos”, diz. “Mas é claro que o conceito da torcida é gay e o meu objetivo maior é inserir o público gay no estádio de futebol. Eles [as organizadas] monopolizaram os estádios”, diz.

De fato, a divisão do estádio do Pacaembu é um dos argumentos de Capão para rejeitar a convivência com as Gaivotas. Por determinação da Federação Paulista de Futebol, as organizadas do Corinthians têm que ocupar as arquibancadas Verde e Amarela, atrás de um dos gols, nos jogos em que o clube é mandante. Se ficasse fora desse setor, a Gaivotas estaria violando a regra. “Mas dentro desse setor, nós já temos seis torcidas: temos a Gaviões da Fiel, temos a Camisa 12, a Pavilhão 9, a Estopim da Fiel, a Coringão Chopp e a Fiel Macabra. São seis torcidas que estão ali e todas elas obtiveram a caminhada. Ninguém chegou do nada não”, argumenta Capão.

Felipeh garante que o objetivo não é “fazer represália com qualquer tipo de segmento sexual”. Porém, sobre dividir espaço com as outras organizadas, ele é enfático. “Nem que eu tiver que pedir segurança para o exército. Mas que a minha torcida vai entrar nos estádios, isso vai, com certeza. Nem que a gente tenha que chegar de carro-forte, de tanque”. Ele ressalta que a sua torcida será profissional e que todo o corpo diretivo será remunerado, diferentemente das outras organizadas.

Procurado pela Pública, Jerry Xavier, diretor da Gaviões da Fiel, disse que a torcida não se pronuncia sobre esse tema. O Corinthians também afirmou, via assessoria, que não se manifesta a respeito de torcidas.

Homofobia bate recorde no Brasil

O Brasil, o país do futebol, vem sendo líder no ranking de mortes por homofobia. Segundo dados do relatório “Assassinatos de Homossexuais (LGBT) no Brasil”, de 2012, do Grupo Gay da Bahia, o Brasil concentra 44% do total de assassinatos por motivação homofóbica no mundo. Em 2012, foram registradas 3.084 denúncias de violações ligadas à homofobia e 310 homicídios por esse motivo.

Estádio: a terra do macho

“Por ser o estádio um ambiente que tem uma série de permissões nas relações masculinas – carinhos, afetos, às vezes até mesmo agressões – é necessário que esse ambiente seja considerado seguro para os homens. Para garantir essa suposta ‘segurança’, os torcedores precisam reforçar a sua masculinidade. E uma das coisas que melhor reforça a masculinidade na nossa cultura é a homofobia. Por isso ela aparece de forma tão gritante”, afirma o pedagogo e professor da UFRGS, Gustavo Andrada Bandeira, autor da tese de mestrado “‘Eu canto, bebo e brigo…alegria do meu coração’: currículo de masculinidades nos estádios de futebol”.

Para Bandeira, esse é o motivo da rejeição às torcidas gays: “Se a torcida do Corinthians, do Grêmio ou do Internacional for a primeira a levantar uma bandeira pró ações afirmativas, ela poderá ser chamada de a ‘torcida gay’, e as torcidas acham que isso é um problema”, diz.

Para Marco Antonio Bettine de Almeida, professor livre docente na Pós-graduação em Mudança Social e Participação Política da EACH-USP, a reação é “natural” num espaço que sempre foi dominado pelo masculino. “A partir do momento que as agendas de visibilidades desses grupos excluídos, que tiveram seus direitos cerceados, que são espancados, é natural, vendo a representação que o futebol tem no Brasil, começar toda essa movimentação de garantir uma representação nesse espaço eminentemente masculino, do macho, do falo”. Para ele, no entanto, há espaço para negociação entre os grupos LGBT e as organizadas. “Uma mulher no estádio é aceita, por exemplo, mas tem que representar os papéis dentro do estádio, que é torcer, xingar, participar. As torcidas gays ou não gays têm que incorporar um pouco da história desse espaço do torcer. E conhecer, minimamente, os códigos, senão vai gerar conflito. Porque o espaço é um espaço sagrado e tem uma carga cultural muito forte”.

Bandeira discorda. “Se é uma torcida gay, que ela tenha comportamentos diferentes das torcidas não gays. É sempre complicado quando a gente quer transgredir as regras de gênero sexual num ambiente muito marcado. Mas me parece que seria muito mais interessante se eles fizessem algo diferente”. Foi essa a aposta da Coligay, a primeira torcida homossexual do país, que em plena ditadura militar conquistou seu espaço dentre os torcedores do Grêmio (leia Box).

Uma inspiração para o caso brasileiro pode ser a GFSN (Gay Football Supporters Network, Rede de Torcedores de Futebol Gays, numa tradução livre). Fundada em 1989, a associação do Reino Unido tem diversas iniciativas para a inserção do público LGBT no futebol. “Estamos em contato permanente com muitos clubes para recomendar políticas anti-homofóbicas por parte deles”, afirma Simon Smith, do departamento de comunicação. “Ajudamos, por exemplo, a consolidar os Gay Gooners, a torcida LGBT do Arsenal e conseguimos o apoio formal de representantes do Liverpool e do Everton para a parada do orgulho LGBT da cidade de Liverpool. Dentro de campo, organizamos há dez anos campeonatos de futebol voltados ao público LGBT para a inclusão no esporte”, conta Smith.

A GFSN também registra com precisão britânica a ocorrência de gritos e cânticos homofóbicos nos estádios – e faz campanha permanente contra eles. “Na temporada passada, os torcedores do Brighton & Hove Albion FC sofreram com cantos homofóbicos em 72% dos jogos que disputaram. Nós documentamos isso e enviamos à FA (Football Association, a CBF inglesa), que ainda não tomou nenhuma atitude. Mas nós continuamos pressionando”, diz.

No próximo ano, a Copa do Mundo promete ser palco de discussão sobre homossexualidade – pelo menos em São Paulo, onde mais de 40 mil pessoas são esperadas para acompanhar a transmissão dos jogos nos telões da Fan Fest, no Vale do Anhangabaú, centro da cidade. Ali, a prefeitura planeja realizar uma intervenção para discutir homofobia, com direito a exibição de vídeos em telas e distribuição de folhetos sobre o tema. Outra ação que está sendo estudada é transmitir os jogos em telões no Largo do Arouche, um “point” LGBT da cidade, para esses torcedores.

Fonte: Ig Esporte

Ativismo gay tem interesses financeiros, diz Silas Malafaia 1

silas-malafaia

O pastor homofóbico Silas Malafaia concedeu uma entrevista ao jornal “O Povo”, de Fortaleza (CE), onde esteve na semana passada durante a Escola de Líderes Associação Vitória em Cristo (Eslavec) que aconteceu entre os dias 5 e 9 de novembro.

Entre os assuntos abordados na reportagem, o líder religioso falou sobre a polêmica que envolve seu nome e movimentos homossexuais que o acusam de homofobia.

Malafaia rejeita o título e diz que não pode ser considerado homofóbico, pois a “homofobia é uma doença classificada na psiquiatria em que objetivo é matar, destruir, o homossexual” coisas que ele não deseja.

O motivo da discussão entre o pastor evangélico e os ativistas seriam motivos financeiros. “Aqui tem um interesse de grana, mamam grana dos governos federal, estaduais e municipais, de empresas estatais”, disse ele separando os homossexuais dos ativistas que fazem “sindicalismo gay”.

“A gente discute tanto liberdade de expressão e como é que podem rotular uma pessoa de homofóbica, na maior cara de pau, porque eu expresso uma opinião contra uma prática?”, questiona.

O pastor presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) volta a reafirmar que o homossexualismo não é condição, mas um comportamento. “Não existe uma prova de que alguém nasça homossexual”, afirmou.

Na entrevista o pastor também falou sobre política, dizendo que se manifesta não por ser evangélico, mas por ser cidadão. Também disse que seu chamado é influenciar as pessoas e não se candidatar a um cargo político.

“Não fui chamado para ser deputado, acho isso um absurdo, sou um pastor. Agora, como pastor sou cidadão”, disse.

RJ: Atores e chefe da Polícia Civil participam de campanha pela criminalização da homofobia no Brasil Resposta

Depois de acompanhar o aumento das agressões e mortes de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros o ator e diretor Aloísio de Abreu resolveu iniciar uma campanha pela criminalização da homofobia. Ele reuniu personalidades como os atores Marcelo Serrado, Beth Goulart e Cissa Guimarães, a apresentadora Fernanda Lima, o diretor de Tv Ricardo Waddington e a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha, em um vídeo com depoimentos e questionamentos sobre a falta de punição para este tipo de crime no Brasil.

A ideia do ator ganhou força depois da divulgação do último relatório da violência contra gays, lésbicas, transsexuais e travestis, divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos de Presidência da República. De acordo com o levantamente, os crimes motivados por homofobia tiveram um aumento de 46% .

Aloísio de Abreu: luta contra a homofobia Foto: Guga Melgar / O Globo

Aloísio de Abreu: luta contra a homofobia Foto: Guga Melgar / O Globo

– Criei a campanha porque realmente me questionei e perguntei a algumas pessoas o porquê da homofobia não ser criminalizada e não ouvi resposta. Juntei então algumas pessoas importantes e outras com quem lido no meu dia a dia para fazer o vídeo e iniciar a campanha – contou.

Além dos vídeos, Aloísio lançou também a página “Sente muito, Brasil!”, no Facebook. A ideia é convocar os brasileiros a debater o tema. Serão divulgados 4 filmes por semana, lançados às quintas-feiras.

– Já tivemos mais de 500 likes em apenas 5 dias, mais de 3.000 vizualizações e dezenas de compartilhamentos – comemorou.

Fonte: Extra

Em documentário de Stephen Fry, Jair Bolsonaro diz que “não existe homofobia no Brasil” Resposta

jair-bolsonaro-racista

“Um dos mais estranhos e sinistros encontros que já tive na vida”: assim o famoso comediante inglês Stephen Fry define a entrevista que fez com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para seu documentário Out There, atualmente em exibição pela BBC no Reino Unido. No documentário, Fry mostra como  a homofobia avança em várias partes do mundo. Infelizmente, para nossa vergonha, o Brasil aparece ao lado de Uganda e Rússia como um dos países onde existem políticos e líderes religiosos que perseguem homossexuais.

Fry, que é gay assumido, chegou a tentar o suicídio durante as filmagens, certamente deprimido com o que presenciou. “Ver tanta ignorância, brutalidade, estupidez e horror não ajudou”, reconheceu. No encontro com Bolsonaro, o comediante conta que se concentrou para não perder a calma diante dos absurdos que ouviu. “Nenhum pai tem orgulho de ter um filho gay”, afirma o deputado, atribuindo as agressões a homossexuais em nosso país ao uso de drogas e à prostituição. “Mas não há razão para clamor, não existe homofobia no Brasil”, dispara, antes de cair na gargalhada.

Em documentário para abordar o avanço da homofobia no mundo, o comediante e ator Stephen Fry entrevistou o deputado para falar de seu veto contra a criminalização dos crimes em virtude de orientação sexual.

No vídeo, Bolsonaro insinua que “não existe homofobia no Brasil”, afirmando que a maioria dos homossexuais do Brasil morrem em locais de consumo de drogas, de prostituição e até assassinados por seus próprios parceiros.

Entre as frases mais polêmicas, destacam-se “sua cultura é diferente da nossa. Nós não estamos preparados para isso no Brasil, porque nenhum pai vai comemorar por ter um filho gay”. E, principalmente: “Eles querem que os heterossexuais continuem gerando crianças, para que essas crianças se transformem em gays e lésbicas para satisfazê-los sexualmente no futuro”. 

(Parêntese: não adianta se irritar: o único jeito de se livrar de figuras como Bolsonaro é não votando nele. Espalhe essa ideia.)

Assista o trecho do documentário, com legendas em português, onde Stephen Fry entrevista a mãe de Alexandre Ivo, garoto carioca de 14 anos assassinado em 2010 por skinheads, e Jair Bolsonaro. Íntegra de Out There aqui (sem legendas).

RJ: Parque Madureira recebe debate sobre homofobia Resposta

O Parque Madureira recebeu, na última terça-feira, a 1ª edição do ciclo de debates “Discutindo a Homofobia”, promovido pela Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual.

O debate contou com a participação do coordenador especial da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson; Luciana Mota, defensora pública e coordenadora do Núcleo da Defesa da Diversidade Sexual e dos Direitos Homoafetivos (NUDIVERSIS) Mario Luiz da Silva, delegado titular da 77ª Delegacia de Icarai; e Loren Alexsander, presidente do Movimento de Gays, Travestis e Transformistas (MGTT) e organizadora da Parada LGBT de Madureira. A mediação ficou por conta do jornalista Thiago Araujo.

O objetivo do encontro é levar ao público o entendimento sobre a questão da homofobia e debater sobre o aumento do número de crimes contra homossexuais.

O delegado Mario Luiz disse que a polícia está se preparando para este novo cenário da sociedade, já que nenhum policial se forma sem aprovação em disciplinas relativas à diversidade, orientação e identidade sexual.

Carlos Tufvesson, destacou que “não é preciso ser negro para lutar contra o racismo, não é preciso ser mulher para lutar contra o machismo, nem ser gay para lutar contra a homofobia”.

Fonte: SRZD

Mato Grosso prepara Grupo de Combate à Homofobia visando a Copa 2014 Resposta

Darwin Júnior - Olhar Copa

Darwin Júnior – Olhar Copa

 

 

A homofobia também entrou no pacote da capacitação da Segurança Pública em Mato Grosso visando a Copa do Mundo 2014. O Grupo Estadual de Combate à Homofobia (Greco) encerrou, na última sexta-feira (30/8), o seminário de “Nivelamento de Informações sobre Homossexuais, Travestis e Transexuais para profissionais da Segurança Pública”. Desde a sua criação, esta foi a primeira atividade do grupo que deve intensificar suas ações até 2014.

Policiais militares e civis, profissionais da Politec, guardas municipais, bombeiros, membros do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e servidores da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) participaram da capacitação realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O objetivo do seminário foi preparar os profissionais de segurança pública sobre as especificidades dos movimentos LGBT, além de capacitar os 30 integrantes do Greco empossados no último mês.
O secretário executivo do Greco, Rodrigues de Amorim Souza, explicou que “a capacitação irá colaborar para o policial quando for atender uma ocorrência envolvendo alguém do movimento. Ele deverá estar preparado para diferenciar as especificidades, a motivação criminosa e as providências necessárias a se tomar a partir do primeiro contato. Também vamos preparar nossa força policial para Copa do Mundo, quando receberemos pessoas de várias orientações sexuais”.
Já o coordenador do Greco, coronel BM, Marcos Roberto Weber Hübner, ressalta que os profissionais estão em constante evolução no atendimento das ocorrências que envolvem o público LGBT. Segundo ele, entre as ações que estão sendo desenvolvidas com os profissionais de segurança pública, uma das intenções é oferecer uma capacitação adequada para atender as ocorrências e realizarmos um bom trabalho.
“O evento é importante para conscientizar os policiais no que diz respeito ao atendimento das pessoas LGBT. O policial não pode deixar o preconceito aflorar na execução da atividade, porque a partir do momento em que ele deixa o sentimento surgir, ele deixa de compreender, de ser tolerante e passa a julgar as pessoas. A nossa função não é de julgar ninguém, e sim buscar a verdade”, afirma o delegado geral da Polícia Judiciária Civil, Anderson Garcia.

É hora de discutir a homofobia no futebol 1

homofobia-futebol

O selinho do jogador corintiano Emerson Sheik no amigo Isaac Azar trouxe à tona a questão da homofobia no futebol em função da reação agressiva de torcedores do clube que protestaram contra a atitude do herói da Libertadores de 2012.

Mas não é uma questão nova, ainda que não tenha merecido a atenção devida nem dos dirigentes esportivos da CBF e das federações, tampouco das equipes profissionais. “Os clubes de futebol, a imprensa esportiva e outros atores envolvidos com o futebol legitimam a homofobia ao silenciarem sua existência. Ao não serem citados, os xingamentos homofóbicos acabam sendo naturalizados”, acredita Gustavo Andrada Bandeira, pedagogo e autor da dissertação intitulada Eu canto, bebo e brigo… alegria do meu coração: currículo de masculinidades nos estádios de futebol. “Os nossos grandes clubes possuem origens e histórias mais ou menos semelhantes. Não vejo, neste momento, condições para que um clube de futebol brasileiro levante qualquer bandeira política que o diferencie dos demais.”

O surgimento das torcidas queer, que combatem a homofobia nas redes sociais, teve o mérito de tirar esse tema da invisibilidade. Mas, mesmo ganhando inúmeros adeptos e o apoio de outros tantos, reconhecem dificuldades para fazerem coisas simples, como manifestar o amor pelo seu time em um estádio de forma coletiva.

“Frequentamos o estádio e temos sim esse objetivo [de comparecer como organizada]. Mas queremos fazer tudo com calma e no momento certo, é preciso garantir a integridade física de todos os participantes. Infelizmente a intolerância é muito grande e, a julgar pelas ameaças que recebemos na página, sabemos que não será fácil fazer protestos no estádio. Estamos pensando na melhor forma de fazer isto”, diz Milena Franco, da Galo Queer, torcida considerada precursora do movimento atual.

Algumas torcidas já tentaram ir aos estádios levando a temática LGBT. Muito antes da internet e das redes sociais, em 1977, surgiu a primeira organizada gay do Brasil, a Coligay,  fundada por Volmar Santos, então dono da boate Coliseu, para apoiar o Grêmio. Hostilizada pelos próprios torcedores do clube, foi extinta na década de 1980. Outro exemplo que também não foi adiante é a FlaGay, fundada pelo carnavalesco botafoguense Clóvis Bornay e que teve idas e vindas entre o final da década de 1970 e os anos 1990.

Quanto ao comparecimento em estádios, a Bambi Tricolor enfrenta a mesma dificuldade da Galo Queer, mas em um nível talvez pior, já que são-paulinos são muitas vezes alvo de ofensas homofóbicas por parte dos rivais. “Há uma forte resistência entre os torcedores, agravada, inclusive, pela escolha do nome Bambi Tricolor. E embora a maioria que se manifesta tenha consciência de que as provocações e ofensas contra os são-paulinos tem um forte caráter homofóbico, não é muito clara a ideia de que a reação da torcida, de modo geral, tende a reforçar a homofobia”, conta Aline, representante da Torcida.

Confira nos links abaixo as três entrevistas feitas pelo Futepoca em abril e maio deste ano sobre a homofobia no futebol brasileiro.

“Nossa cultura ainda é muito permissiva em relação à homofobia”

Entrevista com Gustavo Andrada Bandeira, pedagogo e autor da dissertação intitulada Eu canto, bebo e brigo… alegria do meu coração: currículo de masculinidades nos estádios de futebol.

“Em questões que envolvem violência, todo silêncio é, na verdade, uma omissão”

Entrevista com Aline, representante da Bambi Tricolor

“A rivalidade faz parte do futebol, mas a homofobia não”

Fonte: EBC