Casal gay nega dinheiro a flanelinhas e tem carro arranhado com xingamento homofóbico Resposta

Ataque

Um casal homossexual se negou a pagar uma “taxa” cobrada por flanelinhas em Brasília e teve o carro arranhado com a palavra “viado”. O ataque homofóbico aconteceu em um estacionamento do Parque da Cidade.

Segundo o influenciador digital, Daniel Abem, dono do carro, os flanelinhas pediram R$ 5 para vigiar o carro. No entanto, nem ele, nem o seu marido, Felipe Abem, tinham dinheiro trocado.

“Não pagamos pois estávamos apenas com cartão e notas de 100 reais… Irritado, eles começaram a nos xingar”, disse Daniel, em sua conta no Instagram.

Depois de contar a história na internet, várias pessoas relataram ao casal terem passado por episódios semelhantes na cidade: situações que vão desde palavras riscadas em veículos até arrombamentos e outras depredações.

“Não podemos deixar que isso vire cultura na cidade, gente! Tenho recebido inúmeras mensagens de pessoas que passaram pela mesma coisa, extorsão, coação e constrangimento é o que temos hoje em diversos estacionamentos públicos da cidade. A orientação da polícia é que a gente não alimente esses bandidos e que a gente não pague!”, escreveu Daniel.

Renan Calheiros diz que projetos contra tortura e homofobia serão prioritários no Senado Resposta

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que passará a dar prioridade à votação de propostas contra a tortura e de projetos que criminalizam a homofobia

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que passará a dar prioridade à votação de propostas contra a tortura e de projetos que criminalizam a homofobia

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), afirmou nesta terça-feira (4/6) que passará a dar prioridade à votação de propostas contra a tortura e de projetos que criminalizam a homofobia.

Ele anunciou a decisão ao discursar durante encontro com a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. De acordo com o senador, o pedido de votação prioritária de propostas sobre esses temas partiu da própria ministra.

“Assumi com a ministra o compromisso de priorizarmos a apreciação de alguns projetos dessa agenda de direitos humanos. Eu considero fundamental que vá adiante, para esse aumento do diálogo com a sociedade”, declarou.

A ministra foi ao Senado para entregar a Renan Calheiros e ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, o substitutivo do projeto de lei que cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Segundo Maria do Rosário, o texto garante o acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho e à educação. Henrique Alves afirmou que o texto deve ser votado até outubro, para em seguida ser analisado no Senado.

Homofobia

Questionado sobre as divergências que o projeto que criminaliza a homofobia gera no Congresso, Renan Calheiros afirmou que será preciso levar o texto para votação.

“O processo legislativo caminha mais facilmente pelo acordo, pelo consenso , pelo entendimento. Quando isso não acontece, você tem que submetê-lo à votação, à apreciação, à deliberação. É o que vai acontecer com relação ao projeto da homofobia”, disse.

Atualmente, projeto que criminaliza a homofobia tramita na Comissão de Direitos Humanos do Senado.

“Os projetos de tortura e de homofobia, essas coisas terão de ser priorizadas, a exemplo do que estamos fazendo com a pessoa com deficiência”, declarou Renan.

Tortura

Também tramita no Senado sem previsão de votação no plenário,projeto de autoria do Executivo que cria o Sistema Nacional de Combate à Tortura.

A proposta estabelece a criação de um comitê que terá livre acesso, sem aviso prévio, a instituições de privação de liberdade ou de longa permanência – como presídios, delegacias e hospitais psiquiátricos – para verificação de incidência de tortura.

Feliciano diz ser ‘elogio’ receber críticas de ministra dos Direitos Humanos Resposta

Para Marco Feliciano, é uma honra ser criticado por ministra Maria do Rosário

Para Marco Feliciano, é ‘elogio’ ser criticado por ministra Maria do Rosário

O deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) saiu da reunião de líderes nesta terça-feira (9/4), dizendo ter apoio da maioria dos presentes. Ele confirmou que vai abrir as reuniões, mas reiterou que pode retirar manifestantes ou trocar de plenário caso os protestos atrapalhem o trabalho. O pastor reagiu ainda às críticas feitas pela ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), que defende a saída de Feliciano da comissão.

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“É um elogio ela (Maria do Rosário) falar mal de mim. Ela é a favor do aborto e outras coisas, é um elogio”, disse Feliciano. Ele afirmou não conhecer a ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial), que assinou mostra de repúdio contra o deputado do PSC.

Feliciano afirmou que vai seguir à frente da comissão e que não aceitará protestos que impeçam os trabalhos. “Vamos tentar trabalhar. Vamos pedir para os ativistas manterem o equilíbrio. Vou abrir as sessões, mas uma vez que as sessões abertas tiverem qualquer tipo de atrapalhamento vamos usar um artifício e fazer como fiz na últimas semanas, ou retiro as pessoas ou mudo de plenário”.

O pastor afirmou que vai colocar em votação “proposições positivas e do interesse da sociedade”. Questionado sobre como argumentou aos líderes sua permanências, respondeu: “Eu disse que estou aqui eleito pelo voto do povo”.

Fonte: Estadão

Marco Feliciano diz que direitos das mulheres atingem a família 1

Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) no plenário da Câmara Ailton de Freitas / Agência O Globo© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) no plenário da Câmara Ailton de Freitas / Agência O Globo

As críticas do atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), avançam também em outra direção: o direito das mulheres. Em entrevista para o livro “Religiões e política; uma análise da atuação dos parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e LGBTs no Brasil”, ao qual O Globo teve acesso, o deputado-pastor critica as reivindicações do movimento feminista e afirma ser contra as suas lutas porque elas podem conduzir a uma sociedade predominantemente homossexual.

“Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos. Eu vejo de uma maneira sutil atingir a família; quando você estimula as pessoas a liberarem os seus instintos e conviverem com pessoas do mesmo sexo, você destrói a família, cria-se uma sociedade onde só tem homossexuais, você vê que essa sociedade tende a desaparecer porque ela não gera filhos”, diz ele na página 155, em declaração dada em junho de 2012.
Para o pesquisador Paulo Victor Lopes Leite, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), um dos autores do estudo, a posição de Feliciano não é exceção: reflete o pensamento majoritário defendido pelos integrantes da Frente Parlamentar Evangélica.

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— Constatamos que os parlamentares evangélicos trabalham com a ideia de pânico moral, que se manifesta sempre que qualquer atitude ou comportamento se mostra diferente do conceito de família patriarcal, com pai, mãe e filhos. É a ideia de pânico moral que faz com que rejeitem qualquer transformação natural da sociedade, como o casamento igualitário e a necessidade de se discutir a legalização do aborto — avalia.
As afirmações de Feliciano causaram revolta nos movimentos feministas. Para Hildete Pereira de Melo, professora da UFF e pesquisadora de relações de gênero e mercado de trabalho, as convicções do parlamentar são atrasadas porque não acompanham as necessidades da sociedade.
— Ele é misógino e homofóbico. Desde a invenção da pílula anticoncepcional, os casais heterossexuais podem manter vida sexual ativa sem que a gravidez ocorra. Atribuir aos homossexuais a responsabilidade pela destruição da família é um delírio. A destruição tem como culpado o homem, que sai de casa e abandona os filhos quando o relacionamento termina. É preciso entender que os filhos são responsabilidade do casal, e não apenas da mulher — critica.

Grupos protestam pelo país contra deputado federal Marco Feliciano 6

Manifestantes de São Paulo protestam contra a permanência do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo)

Manifestantes de São Paulo protestam contra a permanência do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo)

Milhares de pessoas saíram às ruas na tarde deste sábado (9) em várias cidades do Brasil para protestar contra a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

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Em São Paulo, a concentração foi marcada para as 14h na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, na região central de São Paulo. Munidos de cartazes, os manifestantes caminham pela Rua da Consolação, ocupando faixas da rua no sentido centro.

Em Brasília, a manifestação começou na Rodoviária do Plano Piloto, organizada em redes sociais por membros dos movimentos LGBT e da Federação Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno. Os manifestantes chegaram a interditar quatro faixas do Eixo Monumental.

Houve manifestação, também, em Curitiba (PR).

Grupo do Espírito Santo protesta contra decisão dos deputados da Comissão de Direitos Humanos(Foto: Aubrey Effgen/VC no ESTV)

Grupo do Espírito Santo protesta contra decisão dos deputados da Comissão de Direitos Humanos
(Foto: Aubrey Effgen/VC no ESTV)

Já em Vitória (ES), mais de 200 pessoas se reuniram na Praça do Papa para protestar contra a nomeação do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

De acordo com o organizador do evento no Espírito Santo, Guilherme Rebelo, a mobilização é nacional e começou pelas redes sociais. “O pastor não é a pessoa mais indicada para reivindicar o direitos humanos, ele é um dos primeiros a fazer discursos homofóbicos e racistas. Queremos sensibilizar a pessoas que desconhecem esse fato”, explicou Rebelo.

O organizador disse ainda que o grupo vai sair em caminhada até a Assembleia Legislativa com cartazes. A ideia é enviar uma nota de repúdio pela nomeação do parlamentar à Comissão de Direitos Humanos do Espírito Santo para que chegue a Câmara dos Deputados em Brasília.

Eleição criticada

A escolha de Feliciano para presidir a comissão gerou protestos de entidades de direitos humanos e de parlamentares. O deputado é alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal: um inqúerito que o acusa de homofobia e uma ação penal na qual é denunciado por estelionato. A defesa do parlamentar nega as duas acusações.

Pastor da igreja Assembleia de Deus, Feliciano causou revolta em 2011 por causa de mensagens publicadas no twitter. “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome… Etc.”, escreveu na época. Ele também publicou que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição.”

Para Rafael Moreira, diretor da Federação, que organizou o protesto em Brasília, Feliciano não pode presidir comissão que atende direitos de minorias.

“Você quer uma pessoa dessas para atender o meu interesse ou dos LGBT? Se ele permanecer na presidência da comissão, a gente vai provar que a comissão é do povo, não dele. Como a gente dá um voto de confiança a um cara que ataca negros, gays e ligados às religiões de matrizes africanas?”, disse Moreira.

A publicitária Malu Rodrigues vê incoerência na eleição do pastor.

“É uma incoerência absurda ele ser eleito para presidir essa comissão. Ele é claramente racista e homofóbico. Não tem nada a ver com ele ser evangélico ou pastor, mas com ele mesmo”, disse.

Participando pela primeira vez de uma manifestação, a advogada Fabiane soube por meio de redes sociais da manifestação. Ela afirmou estar descontente com o cenário político brasileiro, mas disse ver a escolha de Feliciano para o cargo como “a gota d’água”.

“Eu me senti ultrajada. Não me sinto representada por uma presidência que fala de direitos humanos olhando só para uma parte. Que não representa as minorias, que na verdade são a maioria no país.”

Em Fortaleza, houve protesto de um grupo com cartazes e faixas. O ato de repúdio à nomeação do deputado teve concentração, às 14 horas, no aterro da Praia de Iracema e seguiu até o Jardim Japonês, no Meireles.

Grupo protesta contra Marco Feliciano em Fortaleza(Foto: Pedro Marques/Arquivo Pessoal)

Grupo protesta contra Marco Feliciano em Fortaleza
(Foto: Pedro Marques/Arquivo Pessoal)

De acordo com um dos organizadores do evento, Michell Barros, cerca de 400 pessoas estiveram presentes no protesto. O estudante de teatro criou o evento nas redes sociais. “Eu vi o exemplo do pessoal de São Paulo e resolvi criar a página e convidar a pessoas em Fortaleza”. Na página do ato, 2.865 pessoas haviam confirmado presença.

Um grupo de baianos também protestou na tarde deste domingo (10/3), contra a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

A ação aconteceu em um dos principais pontos turísticos de Salvador, o Farol da Barra. De acordo com informações dos organizadores, cerca de 600 pessoas gritaram palavras de ordem e levantam cartazes com dizeres como “Fora Feliciano”, “Feliciano, respeite os seres humanos”, “Mais liberdade, Menos Feliciano”, “Nós somos agora a sua maldição” e outros.

O encontro foi organizado através de redes sociais e por volta das 17h25, o grupo seguiu sentido Ondina e deve parar nas proximidades da estátua do Cristo. Ao chegar no local, por volta das 18h, o grupo vestiu a estátua com a bandeira gay.  O Grupo Gay da Bahia estava presente no local.

O ator Lelo Filho da Companhia Baiana de Patifaria, esteve no protesto e disse que não quer o deputado representando a Comissão. “O meu pensamento é o mesmo das muitas pessoas que estão no protesto. Independente da religião, ele [o deputado] é a pessoa mais equivocada para assumir a Comissão de Direitos Humanos. O discurso dele sobre negros, África e gay vai na contramão de todas as lutas de classe no país. Esse protesto é completamente legítimo, e isso mostra o quanto a população está insatisfeita com essa escolha”.

Baianos realizam protesto contra o deputado federal Marco Feliciano (Foto: Carol Morena / Arquivo Pessoal)

Baianos realizam protesto contra o deputado federal Marco Feliciano (Foto: Carol Morena / Arquivo Pessoal)

protesto

Vem aí a IV Marcha Nacional Contra a Homofobia 3

Foto da III Marcha Nacional Contra a Homofobia. Este ano será realizada a quarta edição.

Foto da III Marcha Nacional Contra a Homofobia. Este ano será realizada a quarta edição.

A Esplanada dos Ministérios, em Brasília, vai receber pelo quarto ano consecutivo, no dia 15/05, a partir das 9h, a Marcha Nacional  Contra a Homofobia. A organização é da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

O tema neste ano chama atenção para a necessidade de se impedir que as religiões influenciem as decisões dos Três Poderes, exige um Brasil laico de fato: “Laicidade, democracia e Estado”. A ABGLT pede que suas 284 organizações afiliadas e organizações e pessoas aliadas mobilizem todos os esforços para estarem presentes em Brasília na ocasião.

Além disso, conclama a presença de mães e pais que apoiam a dignidade e os direitos humanos dos filhos e das filhas LGBT. A Marcha é o ponto alto da semana do Dia Nacional Contra a Homofobia, lembrado em 17 de maio. Quem quiser participar pode comparecer à Esplanada com bandeiras do arco-íris, Constituição Federal, rosas brancas, foguetes e bandeiras do Brasil e de seus respectivos Estados.

Com informações do Mix Brasil

Ativistas estão em Brasília para pressionar aprovação de lei que criminaliza discriminação contra pessoas com HIV Resposta

Em 2011, Congresso ganhou iluminação especial no Dia Mundial de Luta Contra a Aids / Foto: Leopoldo Silva da Agência Senado

Em 2011, Congresso ganhou iluminação especial no Dia Mundial de Luta Contra a Aids / Foto: Leopoldo Silva da Agência Senado

Dirigentes do movimento de luta contra a aids estão nesta semana, em Brasília, se reunindo com parlamentares para tentar acelerar o processo de discussão da Emenda da Câmera dos Deputados (ECD) 51/2003, que define como crime a discriminação dos portadores do HIV e doentes de aids. O texto já foi votado na Câmara e, como teve emendas, retornou para avaliação no Senado.

Os ativistas vão se reunir com o vice-presidente da Frente Parlamentar de Aids, senador Paulo Paim (PT/RS), e o Senador Aloysio Nunes (PSDB/SP), que é membro da comissão.

Para o presidente do Fórum de ONG/Aids do estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, a importância de uma legislação que iniba as formas de discriminação se reflete nos relatos que o grupo recebe constantemente. “Ainda existem locais, escolas e. sobretudo, empresas que discriminam as pessoas vivendo com HIV e aids, impedindo acesso ao trabalho, promoções ou pressionando para demissões espontâneas”, afirma.

Outro tema a ser discutido é a sucessão na Frente Parlamentar de Aids. “O Deputado Chico D’angelo se licenciou do mandato para assumir a Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, e as atividades da Frente não podem parar”, explica William Amaral, representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids núcleo Rio de Janeiro.

Audiência Pública

A preocupação com a destinação dos recursos para as ações de enfrentamento da aids levou os ativistas a também propor, em Brasília, a realização de uma audiência pública com parlamentares, gestores dos Programas de Aids, representantes da sociedade civil, pessoas vivendo com HIV e aids, entre outros interessados, a fim de discutir a inserção de ações através do novo sistema de financiamento da saúde, o Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP). (Saiba mais)

“A intenção é garantir a aplicação de recursos específicos via o novo sistema, inclusive com a sociedade civil, propondo ações dentro dos planos municipais e estaduais”, explica Márcia Leão, presidente do Fórum de ONG Aids do Rio Grande do Sul.

Redação da Agência de Notícias da Aids