Após ser expulsa do Vale, Valesca Popozuda tenta se reconciliar com os LGBTs e lança EP Resposta

Valesca Popozuda e Agustin Fernandez

Após ter show cancelado no último dia 23 e ter sido expulsa do Vale, ou seja, “morrido” para os LGBTs, por defender o maquiador Agustin Fernandez, apoiador de Bolsonaro, Valesca Popozuda se diz arrependida.

Segundo o jornalista Leo Dias, para tentar limpar a barra, Valesca está pedindo para seus amigos LGBTs gravarem vídeos de apoio a ela, mas está sendo ignorada.

No Instagram, Popozuda já tentou se redimir e pediu desculpa aos fãs que se ofenderam. “Desculpa. Meu voto nunca foi Bolsonaro. Eu realmente não tenho a menor ideia do que é o sofrimento que vocês passam, da dor diária que vocês enfrentam por conta da condição humana de cada um. Sou humana, também erro, mas tô aqui de peito aberto pra melhorar e aprender cada dia mais. Tô aqui do lado de vocês. A repressão dos machistas também nos persegue porque somos mulheres e na maioria das vezes esses machistas são os homofóbicos e transfóbicos que matam e agridem gays, transexuais“, escreveu.

Ao jornal Extra, um amigo da artista revelou que ela não está bem com a situação. “Ela está muito triste com toda essa situação e preocupada. Com a escassez de shows, ela está acumulando dívidas, pois sustenta a família inteira”.

Lançamento de EP

A funkeira preparo um EP com a temática do Carnaval. O álbum, intitulado Carnavalesca – De Volta Pra Gaiola, vai ser lançado nesta sexta-feira (1) em todas as plataformas digitais.

Em parceria com três blocos de rua do Rio de Janeiro, Valesca deu cara nova para três músicas que foram lançadas recentemente no EP De Volta Pra Gaiola. A ideia era trazer um ritmo carnavalesco diferente para cada uma das canções.

Os blocos que participaram do EP de Valesca são Amigos da Onça, Calcinhas Bélicas e O Rebu Bloco. Além dos hits carnavalesco, o álbum também traz uma música inédita, Vem Facin.

Informações: O Dia, Extra e R7

Deputado Feliciano cancela gravação de programa de TV após protestos 4

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O deputado federal  Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) cancelou a gravação de seu programa de televisão semanal, que aconteceria durante um culto evangélico na próxima segunda-feira (18/3), em Ribeirão Preto (SP), após ser alvo de protestos na cidade contra a recente eleição como presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara em Brasília (DF). A cerimônia religiosa, no entanto, será mantida.

Na última segunda-feira (11/3), cerca de 300 manifestantes se reuniram em frente à catedral da Assembleia de Deus Avivamento da Fé, igreja liderada pelo deputado, em Ribeirão. Com narizes de palhaço, tambores e cartazes com frases de efeito como “[Feliciano] não nos representa” e “Assassino dos direitos humanos”, os participantes acusavam o deputado de ser racista e homofóbico, por causa de publicações polêmicas no Twitter.

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Organizado pelo Facebook, o movimento conta com a participação de estudantes universitários, ativistas sociais, integrantes do movimento LGBT e simpatizantes. Um novo protesto – o terceiro na cidade – já está sendo marcado pela internet para segunda-feira (18), no mesmo local.

A assessoria do deputado informou que as aparições nos cultos em Ribeirão, que ocorrem sempre às segundas-feiras, podem ser canceladas até que as manifestações sejam cessadas. Há também a possibilidade de os cultos serem suspensos. “Estamos tentando conversar com essas pessoas para que não impeçam a nossa liberdade de realizar o culto. Os fiéis não podem ser prejudicados”, disse o assessor de Feliciano, Wellington de Oliveira.

Polêmica
Feliciano causou polêmica em 2011, quando publicou declarações em seu Twitter sobre africanos e homossexuais. “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome… etc”, escreveu o deputado na ocasião. Ele também havia publicado na rede social que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição”.

O novo presidente da Comissão dos Direitos Humanos é alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF): um inquérito por homofobia e uma ação penal por estelionato. A defesa do parlamentar nega as duas acusações.

Após os protestos que vem sofrendo durante as aparições públicas, Feliciano divulgou em seu site uma nota em repúdio a qualquer ato de violência. A assessoria do parlamentar afirmou ainda que a agenda dele, atualizada diariamente em sua página na internet, não será mais divulgada por precaução.

Fonte: G1