Apoio a casamento homoafetivo é alto em países desenvolvidos, diz pesquisa 1

A maioria dos adultos nos países desenvolvidos é favorável ao casamento homoafetivo ou a algum tipo de reconhecimento legal das uniões homoafetivas, e também ao direito de que esses casais adotem filhos, revelou uma pesquisa internacional divulgada nesta terça-feira.

A pedido da Reuters, o instituto Ipsos ouviu 12.484 adultos em 16 países, e concluiu que 52 por cento deles apoiam a igualdade total no direito ao casamento, enquanto 21 por cento apoiam o reconhecimento das uniões homossexuais, mas sem estender isso ao casamento pleno.

Apenas 14 por cento dos entrevistados se declararam contrários a qualquer tipo de reconhecimento, e 13 por cento disseram não ter posição definida.

O que vemos é que em todos os 16 países pesquisados há uma maioria a favor de permitir que casais homoafetivos tenham algum tipo de reconhecimento legal”, disse Nicolas Boyon, vice-presidente do Ipsos. Em 9 dos 16 países, vemos uma maioria absoluta em favor da plena igualdade para o casamento.

Quase 60 por cento da amostra total acha que os casais gays devem ter o mesmo direito que os heterossexuais para adotar filhos, e 64 por cento acham que homossexuais têm plenas condições de criarem filhos de forma bem sucedida.

Vemos maiorias em 12 dos 16 países apoiando a paternidade gay, disse Boyon.

Em Suécia, Noruega, Espanha, Bélgica, Canadá e França, onde o casamento gay já é legalizado, a maioria apoia direitos iguais, o que acontece também na Alemanha, Grã-Bretanha e Austrália.

Nos Estados Unidos, onde o reconhecimento jurídico para os casais homossexuais varia de Estado para Estado, 42 por cento apoiam o casamento gay, e 23 por cento defendem o reconhecimento jurídico.

A maior oposição ao reconhecimento jurídico das uniões acontece em Hungria, Coreia do Sul, Polônia e Japão, onde 37 por cento das pessoas disseram não ter opinião formada.

O que há em comum entre Hungria, Coreia do sul e Polônia é que eles são disparadamente os países que têm o menor percentual de pessoas que declaram ter um parente, colega ou amigo que seja gay, lésbica, bissexual ou transgênero”, disse Boyon.

Cerca de um terço dos entrevistados declarou que sua atitude com relação ao casamento homossexual mudou nos últimos cinco anos. O apoio às uniões homossexuais é maior entre pessoas que declaram ter um parente, amigo ou colega LGBT.

Nova Zelândia torna-se o primeiro país da região da Ásia e do Pacífico a legalizar casamento gay Resposta

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Casais homossexuais comemoraram aprovação do casamento gay no Parlamento da Nova Zelândia

O Parlamento da Nova Zelândia aprovou nesta quarta-feira o casamento gay, tornando-se o primeiro país da região da Ásia e do Pacífico onde casais do mesmo sexo podem se casar legalmente.

A lei foi aprovada por uma ampla maioria, 77 votos a favor e 44 contra, apesar da oposição de líderes religiosos do país.

Pesquisas de opinião mostram que 70% da população da Nova Zelândia são a favor da nova lei.

O país descriminalizou a homossexualidade em 1986 e legalizou as uniões homoafetivas estáveis em 2005.

A Nova Zelândia tornou-se assim o 13º país do mundo a permitir o casamento gay. Na lista estão a Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Argentina e Uruguai.

Na Grã-Bretanha e na França, parlamentares já votaram a favor, mas os projetos ainda não se transformaram em lei. No Brasil, em 2011, o Supremo Tribunal Federal legalizou as uniões estáveis homoafetivas, e em março deste ano São Paulo tornou-se o primeiro Estado em que o casamento civil pode ser feito diretamente, sem a necessidade de uma união estável prévia, depois vieram a Bahia e o Paraná.

A medida eliminou o risco de que o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo seja negado pela Justiça.

Na Austrália, país vizinho à Nova Zelândia e com história e identidade cultural muito semelhantes, a grande maioria dos parlamentares votou contra o casamento gay no mês de setembro, embora alguns Estados permitam a união civil.

Informações: BBC Brasil