Pornografia torna homens mais receptivos ao casamento gay Resposta

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Quando o assunto é casamento entre pessoas do mesmo sexo, muitos homens heterossexuais costumam se opor. No entanto, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, assistir à pornografia pode torná-los mais receptivos à ideia. Os dados são do jornal Daily Mail.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram dados de estudos com 500 pessoas do sexo masculino heterossexuais ao longo dos últimos cinco anos. “A pornografia adota uma postura de não-julgamento sobre todos os tipos de comportamentos e atitudes sexuais não-tradicionais. Se as pessoas pensam que os indivíduos devem ser capazes de decidir por si próprios se vão ter sexo com alguém do mesmo sexo, eles também pensam que os indivíduos devem ser capazes de decidir por si próprios se vão se casar com um parceiro do mesmo sexo”, disse o pesquisador Paul Wright.
Enquanto a indústria pornô pode abrir a mente dos homens, vale dizer que uma pesquisa da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, constatou que também pode prejudicar as parceiras. Os resultados mostraram uma forte ligação estatística entre homens vendo pornografia e mulheres infelizes. Quando elas pensavam que o companheiro era viciado em pornografia, havia impacto negativo na autoestima e satisfação sexual geral.

Reino Unido: Conservadores contra casamento gay enviam carta a Cameron Resposta

Iintegrantes do Partido Conservador, o mesmo do primeiro-ministro britânico, David Cameron, fizeram um apelo neste domingo para que o premiê adie o voto no parlamento sobre o casamento gay, previsto para esta semana. Segundo esses conservadores, o tema pode enfraquecer o partido e prejudicar as chances de reeleição.

Cameron deu seu apoio pessoal ao projeto de casamento gay, mas muitos no seu partido e entre os parlamentares conservadores são contra por razões morais. Eles dizem que o governo não tem um mandato para forçar o tema no Parlamento.

Como o projeto tem o apoio dos dois outros principais partidos britânicos, a oposição trabalhista e os liberais-democratas, parceiros dos conservadores na coalizão de governo, não há maiores riscos de ele ser derrotado. No entanto, uma carta assinada por mais de 20 lideranças de associações locais dos conservadores foi entregue na residência oficial de Cameron neste domingo.

“Temos um sentimento muito forte de que a decisão de trazer esse projeto ao Parlamento foi tomada sem uma discussão adequada ou uma consulta aos membros do Partido Conservador e ao país como um todo”, diz a carta.

“Começam a multiplicar-se os que deixam o partido, e tememos que esse projeto leve a um dano significativo para o Partido Conservador nas eleições de 2015”, acrescenta o documento.

Um líder de associação, Geoffrey Vero, afirmou que a tramitação do tema deve ser mais lenta.

– Isso pode afetar seriamente as chances de Cameron ser reeleito em 2015 – disse ele ao canal Sky.

As regras que determinam que o voto deve seguir a linha traçada pelo partido foram suspensas para o chamado “voto livre” na terça-feira. Analistas dizem que cerca de metade dos 303 parlamentares conservadores podem votar contra o projeto ou se abster.

De acordo com uma pesquisa de opinião feita em dezembro, 55% dos britânicos são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Os defensores do casamento gays afirmam que, apesar da parceria civil hoje existente entre pessoas do mesmo sexo já garantir os mesmos direitos do casamento, a distinção implica num status inferior para os casais gays.

Há dois meses, o próprio Cameron afirmou:

– Eu sou um grande defensor do casamento, e eu não quero que os gays sejam excluídos dessa grande instituição.

Contudo, tanto a Igreja Anglicana quando a Católica se opõem ao projeto. A proposta não as obriga a fazer casamentos gays.

Se aprovada na câmara baixa na terça-feira, a proposta será discutida pelos lordes, na câmara alta. Os lordes devem votá-la em maio, e depois o projeto volta para uma segunda votação dos parlamentares da câmara baixa.

Fonte: Agência O Globo

Parlamento francês dá passo importante para aprovação de casamento gay Resposta

Decisão desencadeou uma onda de protestos na França. Na imagem, manifestação em Marselha Foto: AP

Decisão desencadeou uma onda de protestos na França. Na imagem, manifestação em Marselha Foto: AP

O parlamento francês aprovou neste sábado uma importante cláusula do projeto de lei para permitir o casamento homossexual e outorgar aos casais gays o direito de adotar crianças.

Por 249 votos a favor e 97 contra, os deputados aprovaram a cláusula que elimina o sexo oposto como condição para o direito ao casamento.

O projeto de lei, a primeira grande reforma da presidência de François Hollande, provocou grandes protestos.

Centenas de milhares de pessoas se concentraram na Torre Eiffel, em Paris, no mês passado, para protestar contra o plano.

A aprovação da cláusula-chave desencadeou uma nova onda de protestos em várias cidades francesas neste sábado.

Em Paris, cerca de mil pessoas segurando cartazes dizendo “Todos nós nascemos de um homem e uma mulher” se reuniram perto do monumento dos Inválidos, não muito longe do prédio do Parlamento, algumas horas após a votação.

Manifestantes na cidade de Lyon se reuniram em frente a prefeitura para expressar sua oposição ao casamento de pessoas do mesmo sexo, mas também a reprodução assistida e barriga de aluguel, que não estão incluídas no projecto de lei.

Mais de 5.000 emendas foram apresentadas ao projeto de lei que os deputados começaram a debater na terça-feira.

O debate deve durar duas semanas.

Por Emile Picy e Marine Pennetier, da Reuters

Milhares de partidários do casamento gay saem às ruas de Paris 1

Manifestante segura bonecas Barbie em marcha pelas ruas de Paris pelo casamento gay (Foto: Reuters)

Manifestante segura bonecas Barbie em marcha pelas ruas de Paris pelo casamento gay (Foto: Reuters)

Da France Presse

Milhares de partidários do ‘casamento para todos’ saíram às ruas de Paris neste domingo, dois dias antes da Assembleia Legislativa começar a debater um projeto de lei governamental legalizando o casamento gay e a adoção de crianças por homossexuais.

‘Anunciaram uma chuva para esta tarde, mas até o sol está conosco’, disse uma jovem, Chloé, de 28 anos, que participava da manifestação envolvida em uma bandeira com as cores do arco-íris. ‘Eu não sou gay, mas minhas melhores amigas são, e quero demonstrar minha solidariedade’, afirmou.

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No protesto, que começou na Praça Denfert Rochereau, ao sul da capital, e que se dirige à central Praça da Bastilha, os manifestantes agitavam cartazes onde se lia ‘Sou hetero, mas quero os mesmos direitos para os meus amigos’ e ‘Mais vale um casamento gay que um triste’.

Outro cartaz, bem-humorado e carregado por uma mulher, dizia: ‘Quero ter o direito de me casar com Jodie Foster’, em referência ao discurso da estrela de Hollywood no prêmio Golden Globe, que não deixou dúvidas de que ela é lésbica.

Franceses participam de manifestação à favor do casamento gay neste domingo (27) em Paris (Foto: Thomas Samson/AFP')

Franceses participam de manifestação à favor do casamento gay neste domingo (27) em Paris (Foto: Thomas Samson/AFP’)

‘Pela igualdade agora, contra a discriminação sempre’, afirmava um cartaz carregado por um jovem. ‘Eu não ia vir, mas ao ver a manifestação de duas semanas atrás e ouvir tantos comentários horríveis, cheios de preconceito, e até de ódio, senti que tinha que estar hoje aqui’, disse um jovem que se apresentou apenas como Joss.

O protesto deste domingo, realizado sob o slogan ‘igualdade para todos’, certamente será comparado à grande mobilização dos opositores ao casamento gay, que foi apoiada pelo principal partido da oposição de direita, a União por um Movimento Popular (UMP), pela Igreja Católica e pela comunidade muçulmana na França, que chega a 5 milhões de pessoas.

Os partidários do casamento e da adoção para todos tentaram esclarecer que o objetivo da manifestação deste domingo, realizada sob o slogan ‘igualdade para todos’, não é superar os números da mobilização dos opositores ao projeto, que reuniu 800 mil pessoas, segundo os organizadores, e 340 mil, de acordo com a polícia.

O que buscam, segundo os organizadores da marcha, é superar os números da manifestação em apoio ao projeto que ocorreu em meados de dezembro, e que reuniu cerca de 80 mil pessoas.

Franceses participam de manifestação à favor do casamento gay neste domingo (27) em Paris (Foto: Thomas Samson/AFP')

Mulheres posam como noivas em protesto à favor da legalização do casamento gay na França (Foto: Benjamin Girette/AP)

O governo do presidente socialista francês, François Hollande, também saiu na frente de qualquer polêmica sobre os números, indicando que o projeto do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da adoção por homossexuais será decidido na Assembleia Nacional, e não nas ruas da França.

Enquanto isso, os organizadores já adiantavam o sucesso da manifestação deste domingo, dizendo que no meio da tarde, quando algumas pessoas ainda não tinham começado a andar na Denfert Rochereau, os primeiros manifestantes já estavam chegando à Bastilha.

Homem se veste de Estátua da Liberdade em protesto pelo casamento gay na França (Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters)

Homem se veste de Estátua da Liberdade em protesto pelo casamento gay na França (Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters)

‘O que querem? A igualdade! E quando querem? Agora!’, gritavam com mais força os manifestantes ao ouvir este anúncio de um dos organizadores da marcha.

Governo britânico apresenta projeto de lei que permite casamento gay Resposta

O cantor britânico Elton John (à esquerda) na cerimônia civil em que casou com David Furnish em Windsor, na Inglaterra, em 2005 Kieran Doherty / REUTERS

O cantor britânico Elton John (à esquerda) na cerimônia civil em que casou com David Furnish em Windsor, na Inglaterra, em 2005 Kieran Doherty / REUTERS

O governo britânico apresentou nesta sexta-feira um projeto de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e será votado no Parlamento no mês que vem. A norma, no entanto, não exige que clérigos da Igreja Anglicana – a religião oficial do país – tenham que realizar as cerimônias, um dos principais entraves à aprovação.

Apoiado pelo primeiro-ministro, David Cameron, e pela maioria dos legisladores do Partido Liberal Democrata, a norma deve provocar forte discussão na Câmara dos Comuns, a Câmara Baixa do Parlamento, onde um número significativo de deputados conservadores se opõem ao casamento gay. A primeira discussão e votação está prevista para 5 de fevereiro.

Em entrevista à BBC Radio 4, a secretária de Cultura, Maria Miller, afirmou que a norma visa a garantir tratamento “igual e justo” aos casais homossexuais, ao mesmo tempo que garante autonomia para as instituições religiosas que não queiram realizar as cerimônias em suas instalações.

– Nós sentimos que o casamento é uma coisa boa e devemos incentivar mais pessoas a se casar. É exatamente o que as propostas que estão sendo apresentadas hoje irão fazer – afirmou. – Mas queremos assegurar que iremos não só reconhecer os direitos dos casais do mesmo sexo na vida civil, mas também garantir que igrejas não sejam obrigadas a realizar as cerimônias.

Desde que a união gay passou a ser permitida no Reino Unido – apenas como união civil, e não casamento -, mais de 106 mil uniões entre pessoas do mesmo sexo foram oficializadas no país, número dez vez maior do que o esperado pelas autoridades. Os casais que já contam com o status de união civil poderão convertê-la em casamento, caso a reforma for aprovada.

O projeto de lei exclui os clérigos da Igreja Anglicana — da qual a rainha Elizabeth II é a chefe oficial — e outras Igrejas da obrigatoriedade de realizar esse tipo de cerimônia, numa brecha que busca apaziguar os ânimos de religiosos que se opõem à ideia.

O bispo de Leicester, reverendo Tim Stevens, disse estar grato pela “forma construtiva” como a Igreja havia sido consultada sobre a nova proposta.

– Reconheço o progresso feito nessa frente, e o compromisso do governo de assegurar que as preocupações da Igreja estejam devidamente consideradas no projeto de lei – afirmou, segundo o “Guardian”.

A iniciativa não se livrou, porém, das críticas de legisladores conservadores, que já avisaram que irão votar contra a medida – e que em ocasiões anteriores justificaram sua rejeição à Lei do Casamento argumentando que ela seria uma “distração” para o objetivo maior de reaquecer a economia.

Da união ao casamento

Desde 2005 o país realiza uniões gays, já tendo sido registradas mais de 106 mil em todo o Reino Unido, número dez vezes maior do que o esperado pelas autoridades quando a lei foi aprovada. Apenas em 2011, 6.795 casais formalizaram suas relações em cerimônias civis, um aumento de 6,4% em relação a 2010. Mas as uniões realizadas até agora contam apenas com o status de união civil, não de casamento.

Há entre eles uma diferença considerada fundamental pelo movimento gay: enquanto a união civil se limita basicamente ao plano patrimonial – como o estabelecimento de uma sociedade de bens e direitos de sucessão – o casamento civil inclui o conceito de família de fato, reconhecendo, além dos direitos, a capacidade de filiação em conjunto e a necessidade de cultivar valores inerentes à formação de um lar.

Caso o projeto de lei seja aprovado, os casais que contam com o status de união civil poderão convertê-la em casamento. Apesar da oposição dos conservadores, as chances de aprovação são grandes, já que a proposta conta com o apoio do premier David Cameron, de grande parte do Gabinete e da maioria dos legisladores dos partidos Trabalhista e Liberal-Democrata.

Fonte: O Globo com agências internacionais.

Pesquisa mostra que 63% dos franceses apoiam casamento entre homossexuais Resposta

Casamento Gay

O número de pessoas que aprovam a legislação para casamento entre pessoas do mesmo sexo na França subiu apesar de grandes protestos no início deste mês contra as reformas planejadas pelo governo, mostrou uma nova pesquisa do instituto Ifop encomendada por um site de notícias francês.

A proporção de entrevistados que apoiam a mudança na lei subiu para 63 por cento ante os 60 por cento no início de janeiro e em dezembro.

Centenas de milhares protestam contra o casamento gay na França

+ Milhares de pessoas se manifestam a favor do casamento gay na França

 

O apoio ao direito de casais gays adotarem crianças também subiu 3 pontos percentuais, embora o país permaneça dividido nesta questão, com 49 por cento a favor, de acordo com a pesquisa.

O governo francês reforçou sua determinação de pressionar por uma reforma na lei no início deste mês, mesmo depois que quase meio milhão de pessoas marcharam por Paris em 13 de janeiro em oposição à proposta.

A pesquisa mais recente do Ifop ouviu 1.026 pessoas de mais de 18 anos e foi realizada entre 22 e 24 de janeiro.

*Reportagem de James Regan e Catherine Lagrange, da Reuters

Candidato à Presidência da Câmara, deputado-pastor Ronaldo Fonseca quer derrotar gays no voto 1

Deputado-pastor Ronaldo Fonseca: de um lado a Constituição, de outro a Bíblia. Para ele, os dois livros se misturam na hora de legislar.

Deputado-pastor Ronaldo Fonseca: de um lado a Constituição, de outro a Bíblia. Para ele, os dois livros se misturam na hora de legislar.

Evangélico, pastor da Igreja Assembleia de Deus, advogado e, de acordo com suas próprias palavras, “amante do debate”. Para chegar à presidência da Câmara, cargo que cobiça mesmo sem o apoio de seu partido, o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) terá de superar desafios inéditos: ser o primeiro estreante e o primeiro líder evangélico a conquistar o comando da Casa. O deputado de 52 anos exerce seu primeiro cargo eletivo e promete combater os “vícios” do Legislativo, como o corporativismo, a submissão ao Executivo e a falta de discussão. “Não serei um presidente engavetador”, promete. Em entrevista ao Congresso em Foco, o candidato diz que a frente parlamentar evangélica não pode mais “andar a reboque” e ser surpreendida com a votação de propostas que contrariam suas crenças, como as que dizem respeito aos LGBT. Segundo o deputado, a Casa tem de aprofundar o debate e levar projetos como o da união civil entre pessoas do mesmo sexo a voto. Para ele, os militantes dos direitos humanos, com foco nos LGBT temem que essas propostas sejam votadas por anteverem o seu provável desfecho.

“Se for para derrotar, que seja no voto. Comigo é assim, é no voto. Eles não querem. Esses grupos já pegaram vício do Parlamento. Eles fazem barulho, barulho. Quando propomos ir ao plenário, aí não querem, porque sabem que vão ser derrotados. Temem a derrota porque o Parlamento brasileiro é tradicional e conservador e somos um país cristão”, declara Ronaldo.

O candidato diz que também pretende incluir na pauta de votação, caso seja eleito, outros temas que causam que os evangélicos reprovam, como a descriminalização do aborto e a legalização da prostituição – este, objeto de projeto de lei do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), um dos principais representantes da comunidade LGBT no Congresso.

“Vamos para o debate e votar. A sociedade brasileira quer a prostituição profissionalizada? Então vamos para o voto, ampliar o canal de acesso da sociedade com a Câmara. Quero ouvir a sociedade. Quem ganhar, levou, meu amigo. Democracia é isso”, diz Ronaldo, que promete dar tratamento igualitário a outras frentes parlamentares, inclusive a da liberdade de expressão sexual.

Mesmo ressalvando as divergências, ele elogia o trabalho do deputado Jean Wyllys na defesa dos homossexuais. “Acho que ele faz um excelente trabalho como representante LGBT. Não concordo com as propostas dele, mas ele mostra a cara. O parlamentar tem de mostrar a cara”, considera.

“Ficção”

O candidato à presidência da Câmara revela sua posição em relação a outro tema sensível à comunidade LGBT: o projeto de lei que torna crime a manifestação de preconceito ou violência contra homossexuais, a homofobia. Para ele, nem mesmo as estatísticas que apontam o crescimento da violência contra os homossexuais justificam a mudança na legislação. “Qual o problema? O Código Penal disciplina isso, você tem os agravantes. Eles querem ser especiais aonde? A homofobia, como eles dizem, não existe. Isso é uma ficção. A homofobia, para eles, é quem é contra a prática deles”, critica o deputado.

Ronaldo Fonseca diz que a proposta atualmente em discussão no Senado fere o direito dos religiosos de expressarem sua reprovação à orientação homossexual. “Não pode é incitar a violência. Mas isso o Código Penal já disciplina. É burrice, besteira. Querem transformar isso em crime inafiançável, querem me tirar o direito de opinião”, afirma.

Para ele, a opinião dos religiosos precisa ser respeitada por refletir outra visão de parcela expressiva da sociedade sobre o assunto. “Só digo que não concordo com a prática deles, porque, para mim, por questão de fé, é pecado como a prostituição e o adultério. É pecado e eu não aceito. Isso não quer dizer que você não possa ser gay”, emenda.

Pastor da Assembleia de Deus em Taguatinga (DF), o deputado afirma que sua visão religiosa não influenciará em sua eventual passagem pelo comando da Câmara. “Isso aqui não é igreja”, diz. Mas avisa: “Ditadura gay eu não aceito”.

Para o deputado, os veículos de comunicação e o Judiciário atuam em sentido contrário aos interesses dos evangélicos. “Aquilo que eu defendo para a sociedade não é muito simpático para grupos que controlam e dominam parcialmente essa sociedade”, avalia. Segundo ele, a mídia brasileira reduz intencionalmente o espaço para o ponto de vista cristão”.

Desonestidade intelectual

O deputado-pastor Ronaldo Fonseca mente ou desconhece o PLC 122/06. Não se trata de mordaça gay, de ditadura gay como os evangélicos convencionaram chamar um projeto de lei essencial para o avanço dos direitos humanos no Brasil. Os números exatos da homofobia, não temos, pois não são computados em todo o país. Temos números do Disque 100, números do Grupo Gay da Bahia (GGB) e números dos estados que já criminalizam a homofobia. Segundo o GGB, em 2012 foram documentados 338 homicídios de gays, travestis e lésbicas no Brasil, incluindo duas transexuais brasileiras mortas na Itália. Isso significa, segundo a entidade, um assassinato a cada 26 horas – aumento de 27% em relação ao ano de 2011 (266 mortes) e crescimento de 177% nos últimos sete anos.

O PLC 122/06 visa equipara o crime de homofobia à discriminação ou preconceito por raça, etnia, procedência nacional e leigião (pois é, deputado-pastor Ronaldo Fonseca, o senhor já é protegido). Está na Constituição Federal, cap. 1, art. 5º, XLI: “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.” Se os pastores não discriminam os LGBT, não há o que temer. A liberdade de um grupo social não pode ferir a liberdade de outro. Simples assim.

Centenas de milhares protestam contra o casamento gay na França 1

Vista a partir da Torre Eiffel mostra milhares reunidos em Paris para protestar contra plano de presidente de legalizar casamento gay (Foto: AP)

Vista a partir da Torre Eiffel mostra milhares reunidos em Paris para protestar contra plano de presidente de legalizar casamento gay (Foto: AP)

Centenas de milhares de manifestantes se mobilizaram contra o plano do presidente da França de legalizar o casamento gay , chegando a Paris de ônibus, carros e em trens de alta velocidade especialmente reservado para a ocasião.

Três grandes marchas convergiram neste domingo para o Champs de Mars, um grande parque perto da torre Eiffel. Os organizadores disseram que o evento reuniu 800 mil pessoas – que chegaram a Paris em ônibus e trens. Já a polícia e um ministro do governo afirmaram que o número total de manifestantes não passou de 340 mil. Uma marcha similar realizada em novembro do ano passado reuniu 100 mil pessoas.

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Câmara da França rejeita casamento gay

França proíbe o casamento entre homossexuais

O presidente François Hollande prometeu legalizar o casamento gay até junho, permitindo aos casais do mesmo sexo proteções que lhes permitiriam adotar crianças, entre outras coisas. Ele tem votos suficientes no Parlamento para aprovar a medida facilmente.

 

O presidente enfureceu muitos opositores ao tentar passar a reforma no Parlamento sem muito debate público e vacilou sobre alguns detalhes da reforma. O modo desajeitado como lidou com outras promessas, como o imposto de 75% sobre os ricos que foi considerado inconstitucional, ou sua luta vacilante contra o desemprego crescente, azedou o humor do público.

Sob liderança religiosa, a proposta tornou-se incrivelmente impopular na França. Cerca de 50% dos franceses são favoráveis à legalização do casamento gay, número que chegava a 65% em agosto.

Cinco trens de alta velocidade, 900 ônibus e inúmeros comboios de carros deixaram cidades na província, muitos antes do amanhecer, em direção aos três pontos da capital francesa para as marchas.

Fortemente apoiados pela hierarquia católica, ativistas mobilizaram uma coalizão híbrida de famílias religiosas, políticos conservadores, muçulmanos, evangélicos e até mesmo homossexuais que se opõem ao casamento gay para a demonstração de força.

“Queremos que esse projeto de lei seja derrubado”, disse Patricia Soullier, organizadora do protesto, à BFM-TV antes de entrar em um trem em Montpellier, no sul da França, que seguia para Paris.

Casamentos do mesmo sexo são legalizados em 11 países, incluindo Bélgica, Portugal, Holanda, Espanha, Suécia, Noruega e África do Sul, assim como em nove Estados americanos, além da capital dos EUA.

*Com Reuters e AP

Católicos pelo casamento gay 1

Casamento

Mais e mais países legalizam o casamento gay. Mais e mais Estados e regiões do Brasil também o fazem, através de decisões judiciais. Isto acontece porque muitas pessoas hoje acreditam que este casamento é legítimo e deve ser reconhecido pelo Estado. Entre elas, o presidente norte-americano reeleito Barack Obama. Todos os cidadãos são iguais em dignidade e direitos, e por isso as uniões entre homossexuais devem ter o mesmo reconhecimento das uniões entre heterossexuais, com os mesmos direitos e deveres. Não há concorrência entre estas formas de união, visto que se destinam a pessoas diferentes, e nem ameaça à família ou à sociedade.

Muitos cristãos também acreditam nisso. Sabem que Deus é amor e compreensão, e que Ele quer a felicidade dos seus filhos. Surge então uma questão aos fieis católicos: como lidar com a oposição da alta hierarquia da Igreja ao reconhecimento do casamento gay, considerado por ela uma ameaça à família tradicional e nociva a um reto progresso da sociedade?

O Concílio Vaticano II, iniciado há mais de 50 anos, afirma que as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e das mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e dos que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração (GS 1). É hora de olhar para a realidade humana de tantas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Há uma história milenar de homofobia, com diversas formas de brutalidade física, hostilidade verbal e exclusão. Não se pode ignorar o anseio da população LGBT por segurança, liberdade e igualdade. Opor-se ao casamento gay é acrescentar mais uma discriminação nesta longa história de exclusões e hostilidades.

O teólogo Karl Rahner refletiu sobre o conceito de ‘cristão adulto’, que pode contribuir bastante nesta questão. No início do século 20, o magistério da Igreja rechaçava a teoria da evolução. Ensinava que os primeiros capítulos da Bíblia, contendo a narração da criação do homem, deveriam ser entendidos de maneira literal. Se nessa época um paleontólogo estivesse plenamente convencido do vínculo entre o ser humano e o mundo animal, como ele deveria proceder? Neste caso, tal cientista não deveria rejeitar toda a fé da Igreja e nem toda a sua doutrina, mas discernir entre o que é fundamental e o que não é. Ele deve saber quais são as convicções de sua fé realmente centrais e existencialmente significativas, para nelas se aprofundar sempre mais; e progressivamente desconsiderar o que se mostra irremediavelmente inaceitável.

Não se deve nunca colocar as coisas em termos de tudo ou nada. O próprio Concílio Vaticano II diz que há uma ‘hierarquia de verdades’, isto é, uma ordem de importância dos ensinamentos da Igreja segundo o seu nexo com o fundamento da fé cristã (UR 11). Há ensinamentos de mais relevância, com um nexo maior; e outros de menos relevância, com um nexo menor. Isto contribui para o discernimento. O cristão adulto, diz Rahner, é um fiel que vive conflitos semelhantes ao daquele paleontólogo. Ele precisa tomar decisões em assuntos importantes, colocando-se diante de Deus e de sua consciência, e enfrentar as consequências, sem ter necessariamente o desejado respaldo da Igreja.

Os cristãos solidários à população LGBT e aos seus direitos devem ser encorajados a viver esta fé inclusiva, tão necessária ao nosso tempo, mesmo que eles não tenham o devido respaldo de suas igrejas. Isto é ser cristão adulto. Eles não estão sós, pois amam e conhecem a Deus que é amor.

Texto: Equipe do Diversidade Católica

Papa quer unir Igreja Católica a outras religiões contra o casamento gay 8

Papa

Depois de dizer que eutanásia e casamento gay afetam a paz mundial, o papa Bento XVI voltou a atacar o casamento gay (leia mais aqui), agora ele quer se juntar a outras religiões para combater o que ele considera um mal. A nova agressão ao casamento gay foi feita no discurso de Natal. Quanta paz e quanto amor no coração do papa, não?

Defensores do casamento gay fazem protesto durante homilia do Papa

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O papa Bento XVI afirmou que o casamento gay é uma ameaça às fundações da família. A declaração se apoiou não só nos preceitos católicos, mas em um estudo produzido por um rabino francês, o que mostra a disposição da Igreja em se aproximar de outras religiões para reforçar a oposição à união homoafetiva. As declarações do papa foram feitas discurso de Natal aos funcionários do Vaticano, realizado no Salão Clementine, um dos pronunciamentos mais importantes do papa durante o ano.

– Não há como negar a crise que ameaça a família e suas bases, principalmente no mundo ocidental – disse o papa, de 85 anos.

Em seu pronunciamento, Bento XVI citou um artigo do rabino chefe da França, Gilles Bernheim. O trabalho “Casamento Gay, paternidade e adoção: o que sempre esquecemos de dizer” foi considerado pelo papa como “profundamente comovente”. A atitude mostra uma aproximação entre a Igreja Católica e outras religiões, ao menos nesse aspecto, em um esforço para combater a ameaça que o papa chamou de “um falso entendimento sobre a liberdade”.

A Igreja tem feito, em alguns países, alianças com outras religiões, como o Judaísmo e o Islamismo, para fortalecer a oposição à legalização do casamento gay, que tem ganhado força.

Nas últimas eleições nos EUA, a união entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada pela primeira vez por voto popular, nos estados de Maryland, Maine e Washington. Com isso, o país passa a contar com nove estados onde a união é permitida. Na França, uma lei que libera “casamento para todas” deve ser votada no ano que vem, com forte possibilidade de ser aprovada. Também na Europa, na Espanha, a corte suprema confirmou uma lei que permite o casamento gay.

O papa usou argumentos antropológicos e sociológicos, para fundamentar sua argumentação. Citando o estudo de Bernheim, disse que crianças criadas por casais gays seriam mais “objetos” do que indivíduos. Além disso, o religioso defendeu que o casamento heterossexual é um compromisso para toda a vida, ameaçado pela união gay.

– Quando tal compromisso é repudiado, as figuras-chave da existência humana igualmente desaparecem: pai, mãe, filho – elementos essenciais da experiência de ser humano são perdidos.

Líder de uma comunidade gay da Itália, Franco Grillini disse que as palavras do papa não passam de “uma grande bobagem”:

– Nos lugares onde o casamento gay foi aprovado, não houve consequência ao casamento hetero – disse o líder gay.

Na conta oficial do papa no Twitter, inaugurada recenemente, nenhum comentário sobre o assunto foi postado.

Defensores do casamento gay fazem protesto durante homilia do Papa Resposta

Ativistas gays fazem protesto contra homofobia em Roma neste domingo (16) (Foto: AFP)

Ativistas gays fazem protesto contra homofobia em Roma neste domingo (16) (Foto: AFP)

Defensores dos direitos dos LGBTs e de casamentos entre homossexuais protestaram perto da Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (16), durante a homilia do papa Bento XVI, que atacou recentemente, mais uma vez, as bodas entre pessoas do mesmo sexo.

Quinze pessoas exibiram corações onde se lia mensagens como “Casamento gay”, “O amor não tem barreiras” ou “Ame o seu próximo”, mas foram impedidas de chegar à praça, onde dezenas de milhares de pessoas estavam reunidas para o Angelus.

Na mensagem que lerá em 1º de janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Paz, divulgada antecipadamente na sexta-feira (14) pelo Vaticano, o Papa diz que “a estrutura natural do casamento deve ser reconhecida e promovida como a união de um homem e uma mulher, frente às tentativas de equipará-lo de um ponto de vista jurídico com formas radicalmente diferentes de união que, na verdade, danificam e contribuem para sua desestabilização, ofuscando seu caráter particular e seu papel insubstituível na sociedade”.

Papa diz que eutanásia e casamento gay afetam a paz mundial Resposta

Papa Bento XVI

O Papa Bento XVI atacou o aborto, o casamento gay e a eutanásia, que segundo o pontífice colocam em perigo a paz, na mensagem que será lida no primeiro dia do ano por ocasião da Jornada Mundial da Paz, divulgada com antecedência pelo Vaticano.

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Papa pede que católicos brasileiros se posicionem contra o casamento gay

“Os que trabalham pela paz são os que amam, defendem e promovem a vida em sua integridade”, escreveu o Papa na mensagem que será lida em todas as paróquias no dia 1º de janeiro de 2013.

“Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana e, em consequência, defendem por exemplo a liberação do aborto, talvez não percebam que, deste modo, propõem a busca de uma paz ilusória. (…) A morte de um ser inerme e inocente nunca poderá trazer felicidade ou paz”, afirma o Papa.

“Quem quer a paz não pode tolerar atentados e delitos contra a vida”, completou.

“Qualquer agressão à vida, em especial em sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz e ao meio ambiente”, sentencia o pontífice.

“Como é possível pretender conseguir a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem que seja tutelado o direito à vida dos mais frágeis, começando pelos que ainda não nasceram?”, questiona o chefe da Igreja Católica.

“Tampouco é justo codificar de maneira sub-reptícia falsos direitos ou liberdades, que, baseados em uma visão reducionista e relativista do ser humano, e por meio do uso hábil de expressões ambíguas encaminhadas a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida”, adverte.

Na mensagem, o Papa elogia os “artesãos da paz” e pede a construção da paz “por meio de um novo modelo de desenvolvimento e de economia”.

Bento XVI afirma que “para sair da atual crise financeira e econômica, que tem como efeito um aumento das desigualdades, são necessárias pessoas, grupos e instituições que promovam a vida, favorecendo a criatividade humana para aproveitar inclusive a crise como uma oportunidade de discernimento e um novo modelo econômico”.

Ele convida os católicos a “atender a crise alimentar, muito mais grave que a financeira” e a apoiar os agricultores para que desenvolvam sua atividade “de modo digno e sustentável”.

O Papa reitera na mensagem que “a paz não é um sonho, não é uma utopia: é possível”.

De que paz fala o Papa?

Atacar pessoas que querem ter direito sobre os seus corpos, atacar o amor é disseminar a paz? A Igreja Católica, que tanta atrocidade cometeu ao longo dos anos deveria ter revisto vários de seus conceitos. Proibir o uso de preservativos, é preservar a vida? Outra: se o homem foi feito para acasalar e procriar, os padres, inclusive o Papa, deveriam fazer o mesmo, correto? E os casos de pedofilia envolvendo lideranças católicas e acobertados pelo Papa? Não é por acaso que a Igreja Católica está em franca decadência.

*Com informações da AFP

Milhares de pessoas se manifestam a favor do casamento gay na França Resposta

Mulheres se beijam durante manifestação pelo casamento gay na França. (Foto: Jeff Pachoud/ AFP)

Mulheres se beijam durante manifestação pelo casamento gay na França. (Foto: Jeff Pachoud/ AFP)

Milhares de pessoas saíram às ruas neste sábado (15) em uma dezena de cidades da França em defesa do casamento gay, que é objeto de um projeto de lei da maioria de esquerda e suscitou uma forte mobilização contrária na imprensa conservadora.

As manifestações, em grandes cidades como Marselha Lyon, Toulouse, Montpellier, Nantes e Grenoble, precedem à de amanhã em Paris. O protesto é uma resposta aos detratores do projeto de lei, que reuniram pelo menos 100 mil pessoas nas ruas do país no último dia 17 de novembro.

Os organizadores do coletivo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), que receberam nos últimos dias o apoio dos partidos de esquerda e dos sindicatos, disseram ter reunido nesta sábado oito mil manifestantes em Lyon, sete mil em Marselha e quatro mil em Nantes. Para a polícia, os números eram menos da metade.

O objetivo, entre outros, era pressionar o governo, que é acusado pelos defensores da causa gay de ter lhes decepcionado por não integrar o direito à procriação assistida em seu texto legislativo, que começará sua tramitação no próximo dia 29 de janeiro.

O articulado traduz o compromisso de campanha do presidente francês, o socialista François Hollande, de legalizar o que popularmente se chama “o casamento para todos” e “a adoção para todos”, mas deixa alguns vazios.

Protesto responde às críticas da imprensa francesa coservadora, que ao projeto de lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. (Foto: Stephane Mahe/ Reuters)

Protesto responde às críticas da imprensa francesa coservadora, que ao projeto de lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. (Foto: Stephane Mahe/ Reuters)

Na última quarta-feira (12), Hollande justificou a não inclusão do direito à procriação assistida para as lésbicas – que já existe na Espanha e na Bélgica -, e deixou à discrição “soberana” do Parlamento a incorporação deste ponto durante a fase de tramitação da lei.

Coincidindo com a mobilização deste sábado, a Confederação de Associações Familiares Católicas apresentou uma pesquisa que tinha encarregado ao instituto Ifop, segundo a qual para 55% dos franceses uma família composta por dois adultos do mesmo sexo não é como as demais.

Fonte: EFE

Câmara de Deputados do Uruguai aprova casamento civil igualitário Resposta

Uruguai

A Câmara de Deputados do Uruguai aprovou na madrugada desta quarta-feira (12) o projeto de lei que autoriza o casamento civil igualitário, que agora será enviado ao Senado.

O texto foi aprovado após oito horas de debate, por 81 votos dos 87 legisladores presentes, e recebeu um estrondoso aplauso dos cerca de 200 ativistas que acompanharam a votação. A lei é apoiada pela governista Frente Ampla (FA, esquerda) e por grande parte da oposição.

“Hoje todos e todas somos um pouco mais livres no Uruguai”, disse no Twitter o deputado governista Julio Bango.

O texto aprovado busca modificar cerca de 20 artigos do Código Civil e define “o matrimônio como uma união permanente entre duas pessoas de sexo igual ou distinto”.

“Essa não é uma lei de matrimônio homossexual ou matrimonio gay, é uma equiparação da instituição matrimonial, independentemente do sexo das pessoas, o que chamamos de matrimônio igualitário”, disse Bango à AFP.

Segundo o deputado, a lei é “mais um passo em direção ao princípio de igualdade, algo muito caro para os uruguaios, e também para ampliar a liberdade pessoal”.

Durante o longo debate, integrantes de organizações de defesa dos direitos dos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) se emocionaram, especialmente quando a deputada Valeria Rubino, ativista homossexual, defendeu o projeto.

A votação também foi acompanhada pelo casal Omar Salsamendi e Federico Maserattini, que viajou em novembro a Buenos Aires para contrair matrimônio. O projeto será votado agora no Senado, onde segundo Julio Bango há vontade política para debatê-lo no início do próximo ano, após o recesso de verão.

Nos últimos seis anos, o Uruguai legalizou a união homoafetiva estável, e uma decisão judicial permitiu a  por parte de um casal de lésbicas. País também permite a mudança de nome e sexo e o ingresso de gays nas Forças Armadas.

Em junho, a Justiça uruguaia reconheceu um casamento entre duas pessoas do mesmo sexo celebrado na Espanha. Na região, o matrimônio homossexual está autorizado na Argentina desde 2010 e na Cidade do México desde 2009.

*Fonte: EFE

Suprema Corte dos EUA vai pronunciar-se sobre casamento gay Resposta

Casamento Civil Igualitário

A Suprema Corte dos Estados Unidos entrou no debate sobre o casamento gay pela primeira vez na sexta-feira quando aceitou analisar dois desafios a leis federais e estaduais que definem casamento como uma união entre um homem e uma mulher.

O tribunal aceitou analisar um caso contra uma lei federal que nega a casais entre pessoas do mesmo sexo os benefícios federais que casais heterossexuais recebem. Além disso, a Corte assumiu inesperadamente um desafio à proibição do casamento gay na California, conhecida como Proposição 8, que eleitores aprovaram com baixa margem de votos em 2008.

A questão tem forte viés político em um país onde 31 dos 50 Estados aprovaram emendas constitucionais proibindo casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto Washington, D.C. e nove Estados o legalizaram, três dos quais fizeram-no na eleição do mês passado.

A opinião pública tem se mostrado cada vez mais a favor da legalização do casamento gay. Em maio, o presidente Barack Obama tornou-se o primeiro presidente dos EUA a afirmar que acredita que pessoas do mesmo sexo devem ter permissão para se casar. Uma pesquisa do Pew Research Center mostrou em outubro que 49 por cento dos norte-americanos são a favor da legalização do casamento gay e 40 por cento são contra.

Mas mesmo nos Estados em que a questão é considerada legal, casais do mesmo sexo não podem receber benefícios federais por conta do Ato de Defesa do Casamento (DOMA, na sigla em inglês), aprovado pelo Congresso em 1996, que reconhece apenas casamentos entre um homem e uma mulher.

Gays e lésbicas casados sob lei estadual registraram processos desafiando sua incapacidade de receber benefícios como desembolsos do programa de aposentadoria e o direito a declarar conjuntamente o pagamento de impostos. Eles argumentam que a legislação, conhecida omo Sessão 3, viola medidas de proteção estabelecidas na Constituição dos EUA.

*Por Terry Baynes

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