“Moonlight”vence prêmio de associação LGBT Resposta

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Premiação de “Moonlight”

Depois de ganhar o Oscar 2017 de melhor filme, “Moonlight – Sob a Luz do Luar” segue colecionando prêmios. Agora, a produção recebeu a estatueta de Melhor Filme do GLAAD Media Awards, na noite deste sábado (1). A tradicional premiação é dedicada aos projetos que mais destacaram a comunidade LGBT nos EUA. As informações são do site The Hollywood Reporter.

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Cena de “Moonlight”

Produzido pela Vertical Entertainment, “Other People” recebeu o prêmio de Melhor Filme com Lançamento em Circuito Limitado, enquanto “Transparent” confirmou o favoritismo e ganhou entre as séries de comédia. “Shadowhunters” superou os conhecidos “Grey´s Anatomy”, “Orphan Black” e “How to Get Away With Murder” ao vencer em Melhor Série Dramática.

Queridinho do público de “Black Mirror”, “San Junipero” ganhou como Melhor Episódio de Série. Já “Eyewitness” recebeu o prêmio de Melhor Filme Para TV ou Minissérie. Neste ano, o GLAAD Media Awards chegou à 28a. edição em Los Angeles.

Glória Pires espera que as pessoas consigam ver o amor homossexual com mais naturalidade ao assistirem “Flores Raras” Resposta

Glória Pires foi a grande homenageada no Festival de Gramado deste ano

Glória Pires foi a grande homenageada no Festival de Gramado deste ano

Com mais de 40 anos de carreira e prestes a completar 50 anos de idade, no dia 23 de agosto, a atriz Glória Pires fala de maturidade para explicar como se preparou para sua nova personagem no cinema, a arquiteta Lota de Macedo Soares, em “Flores Raras”, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (16) e conta a história de amor entre Lota e a poeta americana Elizabeth Bishop, vivida por Miranda Otto.

Pires foi convidada para protagonizar o longa há 17 anos, quando a produtora Lucy Barreto adquiriu os direitos do livro “Flores Raras e Banalíssimas”, de Carmen L. Oliveira. O roteiro demorou anos para sair do papel porque a produtora não encontrava um diretor. Inicialmente, Bruno Barreto, filho de Lucy, não havia se interessado pela história. O projeto chegou a ser oferecido para Hector Babenco, que também recusou.

Somente em 2008, Bruno acreditou que poderia contar essa história e decidiu começar a filmar em 2012. “Acredito que as coisas tenham um tempo para acontecer. Acredito na maturação. Ao longo desses anos houve um amadurecimento pessoal e profissional. O tempo é o melhor preparador que a gente pode ter”, disse ele durante o Festival de Gramado, que teve a edição de 2013 aberta com “Flores Raras”.

Mesmo tendo morado nos Estados Unidos por alguns anos, Pires disse em entrevista ao UOL que graças ao tempo ganhou desenvoltura para atuar em inglês, língua predominante no filme de Barreto. “Ganhei desenvoltura para não me sentir ridícula para atuar em uma língua que não é minha”. A atuação foi bastante elogiada pelo diretor, produtores e críticos.

Homossexualidade na tela

O novo filme de Barreto vem ganhando destaque na imprensa por contar a história de amor entre duas mulheres e Pires espera que as pessoas consigam ver o amor homossexual com mais naturalidade. Para ela, o filme desmistifica o universo gay já que a relação delas é colocada de uma maneira bastante comum. “O filme é muito bonito, muito verdadeiro e nada apelativo. Espero que as pessoas assistam. Caso exista alguma barreira em relação a isso, quero que ela seja vencida”, disse ela.

Glória explica que sua visão sobre a homossexualidade sempre foi de muita naturalidade. Criada em um família de artistas, pai comediante e mãe produtora, Glória disse que convive com homossexuais desde os oito anos de idade. “Meus pais sempre tiveram amigos homossexuais. Alguns enrustidos, alguns assumidos, alguns transexuais. Então é uma coisa que sempre fez parte do meu universo. Nunca foi uma questão. Não tinha nada que eu não soubesse ou que tivesse que aprender com o ‘Flores Raras’ nesse sentido”.

Aprendizado com personagens

Fazendo uma retrospectiva de sua carreira, Glória disse que é muito grata e que aprendeu muito com tudo o que fez. “Não existe um trabalho do qual me arrependa. Todos os convites têm sido bons e desafiadores”. Durante a conversa, a atriz relembra o choque que causou em muitas pessoas ao aceitar o papel de Baby, em “Proibido Fumar” (2009), de Anna Muylaert. “Muitos me falaram que eu estava louca. Queriam saber por que eu ia fazer um filme fora do mainstream, com uma diretora que eu não conhecia. Mas a vida é isso. Você tem que apostar na sua intuição”, disse ela.

Ela conta que a sua intuição sobre Muylaert foi acionada quando assistiu “Durval Discos” (2002), no Cine Ceará. “Lembro de ter assistido a esse filme e de ter ficado falando horas sobre ele com o Orlando (Morais, seu marido). Passou um tempo e ela (Muylaert) me mandou o roteiro sobre aquela personagem maravilhosa. Como não fazer?”. A intuição rendeu a Glória três prêmios por esse trabalho, incluindo o de Melhor Atriz no Festival de Brasília.

Cinema brasileiro

Glória Pires, que no Festival de Gramado deste ano ganhou o Troféu Oscarito pelo conjunto da obra,  atuou pela primeira vez no cinema em 1981, em “Índia, a Filha do Sol”, dirigido por Fábio Barreto. Desde então, a atriz já trabalhou em dramas e comédias, entre elas os sucessos de bilheteria “Se eu Fosse Você”, 1 e 2. Para a atriz, é preciso criar uma política cultural forte para que todos os gêneros do cinema tenham espaço nas sala de cinema. “Com o alto preço dos ingressos, a pessoa escolhe um filme e ela vai escolher de acordo com o apelo que aquilo tem para ela. Por isso, fez-se esse filão de comédias. Seria bom ter espaço para todo mundo: o cinema infantil, o autoral, o suspense. Isso só será possível com política forte, espaço e preço bom”, disse ela.

Pires estará em breve em mais uma produção: “Nise da Silveira – Senhora da imagens”, que conta a trajetória profissional da médica alagoana que virou referência no tratamento da esquizofrenia no Brasil. “Existe uma expectativa grande para o lançamento desse projeto, mas estou aberta a novos desafios”, disse ela.

Após Harry Potter, Daniel Radcliffe vive poeta homossexual em filme Resposta

Daniel Radcliffe divulga 'Kill Your Darlings' nofestival de Sundance 2013 (Foto: Victoria Will/AP)

Daniel Radcliffe divulga ‘Kill Your Darlings’ no
festival de Sundance 2013 (Foto: Victoria Will/AP)

Da Reuters

Daniel Radcliffe deixa de lado o menino-mago Harry Potter para encarnar um dos principais nomes da chamada Geração Beat em “Kill Your Darlings”, sedutora narrativa de amizade, amor gay e homicídio.

Radcliffe, de 23 anos, interpreta o poeta Allen Ginsberg aos 17 – um adolescente ingênuo e enrustido, que luta para encontrar seu lugar no mundo antes da libertação sexual e cultural da década de 1960.

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Quando Ginsberg entra na Universidade Columbia, em Nova York, ele conhece Lucien Carr (Dane DeHaan), William S. Burroughs (Ben Foster) e Jack Kerouac (Jack Huston), que mudariam sua visão de mundo e seriam seus parceiros na fundação do movimento beatnik.

A produção independente estreou nesta semana no festival de Sundance e, após ganhar muitos elogios da crítica, foi comprada pela Sony Pictures Classics para ter uma distribuição mais ampla neste ano.

Após dez anos encarnando Harry Potter em oito filmes da série, Radcliffe também está procurando um novo lugar como ator. Em 2007, ele atuou (inclusive nu) na peça “Equus””, montada em Nova York e Londres. Em 2011, esteve no musical “How to Succeed in Business Without Really Trying”.

“Kill Your Darlings” leva novamente Radcliffe a situações-limite, incluindo uma ousada cena de sexo com outro homem.

“Todo mundo quer ter uma obra o mais diversificada possível, e é isso que mantém as pessoas interessadas na sua carreira”, disse o ator à Reuters. “Há muitas expectativas a cumprir, já que você está interpretando alguém bem conhecido e reverenciado por muita gente, mas não estamos fazendo de forma alguma um filme reverente sobre ele”, acrescentou.

Daniel Radcliffe no penúltimo filme da série 'HarryPotter' (Foto: AP)

Daniel Radcliffe no penúltimo filme da série ‘Harry
Potter’ (Foto: AP)

A publicação “Variety” disse que a atuação de Radcliffe serve para “banir da tela qualquer semelhança com Harry Potter”. A resenha da “Hollywood Reporter” observou que a cena em que Ginsberg define sua sexualidade “deverá ser vista como um grande passo para um ator no sentido de se distanciar da sua persona Harry Potter”.

Ginsberg já foi retratado várias vezes no cinema, inclusive por Ron Livingstone, em “Beat” (2000), e James Franco, em “Uivo” (2010).

“Eu propositalmente me mantive afastado de outros retratos , porque acho que sou terrível imitador, então não queria acabar fazendo uma impressão de James Franco fazendo Allen Ginsberg”, disse o jovem ator.

Embora o filme tenha quatro protagonistas, o diretor John Krokidas disse que a história de Ginsberg era central no enredo, já que esse era o personagem com a maior jornada pessoal.

“No começo do filme ele é muito o filho obediente  mas ele nunca mostra quem é por dentro, porque está tomando conta dos outros”, disse o cineasta à Reuters. “Mais para o final do filme, ele vira um rebelde, se autointitula um poeta e encontra sua própria voz.”

Terry Richardson prepara documentário sobre Lady Gaga Resposta

LadyGaga

A vida de Lady Gaga será retrada em um documentário feito pelo fotógrafo Terry Richardson. Além de seu dia a dia, Terry também registrará no vídeo a gravação do próximo álbum de Gaga, o ARTPOP.

A cantora divulgou a informação através de seu twitter.

Na página, Gaga agradeceu o fotógrafo por acreditar nela e em seus fãs e disse que o filme é um sonho realizado.

Detalhes como data de lançamento, colaboradores ou até um trailer, ainda não foram divulgados.

*Informações: Moda, do Estadão

Festival For Rainbow começa hoje em Fortaleza (CE) Resposta

Festival For Rainbow exibe filmes de 7 a 13 dedezembro

Festival For Rainbow exibe filmes de 7 a 13 de
dezembro

A sexta edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual, começa nesta sexta-feira (7) em Fortaleza. A mostra de filmes é a única do país com a temática e o universo LGBT, e segue até 13 de dezembro, sempre às 18h, na Casa Amarela Eusélio Oliveira, no Bairro Benfica. As exibições são gratuitas.

No primeiro dia, o For Rainbow apresenta o longa cearense “O voo da beleza”, dirigido por Alexandre Câmara Vale. Um show acústico do grupo “Veronica decide Morrer” também está marcado para a noite de abertura do festival.

Além de filmes, a programação do For Rainbow traz apresentações de teatro, dança, música, oficinas e exposição multimídia de artes visuais. Em 2011, o Festival percorreu 150 cidades do Brasil com a mostra itinerante. O encerramento do evento com terá a premiação e entrega do Troféu Arthur Guedes no dia 13 de dezembro, a partir das 20h, também na Casa Amarela.

Confira a programação da 6ª edição do Festival For Rainbow

Sexta-feira – 7 de dezembro
19h – Cerimônia de abertura – Casa Amarela
19h30 – Mostra Competitiva
Longa: O voo da beleza (CE 2012 doc 80 min), direção de Alexandre Fleming
21h – Show acústico como o grupo “Veronica decide Morrer” – Casa Amarela

Sábado – 8 de dezembro
16h – Mostra retrospectiva
Filme: Estamos Juntos (RJ – Brasil\Argentina – 50” – ficção), direção: Toni Venturi
19h30 -Mostra Competitiva – Curtas: Quenda (2010, RJ, documentário, 15 min), direção de Alexandre Bortolini. Boto Lovers (2012, SP, serie, ficção, 8min por episodio), direção de Caroline Fioratti e Rui Pires. A Life together (2010, USA, documentário, 18min, em inglês), direçao de Michel Chen e Paul Dtwiler. Diálogos Lésbicos (Bolívia), direçao de Coca Guerrero.
Mostra competitiva de longa: Olhe para mim de novo (2011, SP, documentário, 77min), direçao de Claudia Priscilla e Kiko Goifman.

Domingo – 9 de dezembro
16h – Mostra retrospectiva – filme: Boneca (Muñeca – Cuestión de Sexo), de 2008 (Santiago/Chile, ficção, 83min), direção de Sebastían Arrau.
18h – Apresentação do grupo CEM Silvia Moura.
19h30 – Mostra Competitiva – Curtas: Além das 7 Cores (2012, SP, documentário, 19min30seg), direção de Camila Biau. Tambores de Safo (2012, Fortaleza, documentário, 13min22seg), documentário de Joao Henrique. Parede Branca do que poderia ser (2011, SP, ficção, 16min50seg), direção de Pedro Paulo Andrade. 5 Razones (Equador, animação), direção de Santiago Rojas.
Mostra Competitiva – longa: Eu vos Declaro (2012, SP, documentário, 40min), direção de Alberto Pereira Jr.

Segunda-feira – 10 de dezembro
14h – Palestra Tônio Carvalho – Sala Casa Amarela
16h – Mostra retrospectiva – filme: Volta da pauliceia desvairada (2012, SP, documentário, 01h33min), direção de Lufe Steffen – Casa Amarela
19h – Peça Bagaceira – cinema Casa Amarela
20h15 – Mostra Competitiva – Curtas: Tchaka em Transe (2012, São Bernando-SP, documentário, 23min), direção de Livia Marques. Home for a Golden Gays (2010, Filipinas, documentário, 15min, inglês), direção de Nola Gracegaardman. Assunto de Familia (2011, SP, ficção, 12min38seg), direção de Caru Alves. Isso é Natural (2011, CE, 1min30seg), direção de Adriano Morais. Preguntas (2012, Bolívia, ficção, 5min), direção de Coca Guerrero.

Terça-feira – 11 de dezembro
16h – Mostra retrospectiva – filme: Como Esquecer (RJ, Ficção, 100min), direção de Malu de Martino
19h30 – Mostra Competitiva – Curtas: Joelma (2011, Salvador, ficção, 20 min), direção de Edson Bastos. Au commencement (2011, Belgica, animação, 06 min, em frances), direção de Laurent Leprince. Homem Completo (2012, SP, ficção, 15min), direção de Rui Calvo. Meninos brincam de Bonecos (2012, Fortaleza, animação, 09min48seg), direção de Yuri Yamamoto e Bruno Gomes. Sob Plumas e Véus (2001, RJ, 03min03seg).
Mostra Competitiva – longa: Lengua Marterna (2010, Argentina, ficção, 78min), direção de Liliana Paolinelli.

Quarta-feira – 12 de dezembro
14h – Oficina Silvia Moura.
16h – Mostra retrospectiva – Brinco de Estrela (2008, ficção, 19min, RJ), direção de Marcela Bertoletti. Depois de tudo (2008, ficção, 12 min, RJ), direção de Rafael Saar. E agora luke? (2010, Animação, 04min. RJ), direção de Alan Nóbrega. Ensaio de Cinema (2009, 15min. RJ), direção de Allan Ribeiro. Eu não quero voltar sozinho (2010, Ficção 17min. SP), direção de Daniel Ribeiro. Felizes para sempre (2009, documentário, 07min. SP), direção de Ricky Mastro. Glossário (2008, 02min. CE) direção de Fabinho Vieira. Homofobia, Lesbofobia e Transfobia (2008, documenrtário, 09min. DF), direção de Felipe Fernandes. Sem purpurina “Realidade na baixada santista” (2009, ficção, 15min. SP), direção de Fernanda Balbino, Lara Finochio, Lívia Carvalho e Xenda Amici. On my own (2008, 04min. CE), direção: Yuri Yamamoto
19h30 – Mostra Competitiva – Curtas: Donaléo (2012, Fortaleza, documentário, 15min), direçao de Rodrigo Paulino. Maça (2012, SP, ficção, 10min), direção de Pedro Paulo de Andrade. Na sua companhia (2011, SP, ficção, 22min), direção de Marcelo Caetano. Desvelo (2012, Bahia, 15min10seg), direção de Clarissa Rebouças.
Mostra competitiva de longa: Katia (2012, Piauí, 74min), direção Karla Holanda.

Quinta-feira – 13 de dezembro
16h- Lançamento do Livro “Fortaleza de todos os amores: um arco-íris de poemas”. – Promoção: Coordenadoria da Diversidade Sexual da Secretaria de Direitos Humanos.
17h – Lançamento do CD “Fortaleza de todos os amores: musicalidades do arco-íris”- Promoção: Coordenadoria da Diversidade Sexual da Secretaria de Direitos Humanos.
19h30 – Premiação e Cerimônia de Encerramento

Serviço:
For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual
Dias: 7 a 13 de dezembro
Local: Casa Amarela Eusélio Oliveira (Av. Da Universidade, 2591. Benfica)

1942: Nasce o diretor e ativista gay Rosa von Praunheim Resposta

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Em 25 de novembro (já estamos em dezembro, mas nunca é tarde para lembrar) de 1942 nasce em Riga, Letônia, o cineasta Rosa von Praunheim, principal ativista do movimento de libertação homossexual alemão.

Muito teve de ser feito para que pessoas, públicas ou não, não temessem assumir abertamente sua homossexualidade. Na Alemanha, um dos principais responsáveis pela atual liberdade é o cineasta Rosa von Praunheim.

“Um dos cineastas gays mais produtivos do planeta”

Rosa von Praunheim, cujo verdadeiro nome é Holger Mischwitsky, nasceu em 25 de novembro de 1942, em Riga, Letônia, durante a ocupação alemã. Seu nome artístico advém do “triângulo rosa” dos homossexuais nos campos de concentração nazistas, e de Praunheim, bairro de Frankfurt onde cresceu.

Após abandonar o curso de pintura da Escola Superior das Artes, em Berlim, Von Praunheim iniciou sua carreira de cineasta, no final dos anos de 1960.

Em 40 anos de atividades, Von Praunheim dirigiu, entre documentários e filmes de ficção, cerca de 70 produções. Ele mesmo se considera “um dos cineastas gays mais produtivos do planeta”. Como ativista, o diretor provocou escândalo ao lançar seu semidocumentário Não é o homossexual que é perverso, mas a situação em que ele vive.

“Saiam dos banheiros, vão para as ruas”

Rosa von Praunheim sempre foi um provocador. “Saiam dos banheiros, vão para as ruas” era a mensagem do filme que acusava os gays de passividade política numa sociedade homofóbica, de se contentar com a triste vida de bares proibidos e sexo às escondidas em banheiros públicos. O filme foi lançado no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 1971. Durante sua transmissão pela TV pública ARD, em 1973, a televisão da Baviera saiu do ar.

Von Praunheim não atacava apenas a sociedade alemã, que somente no ano anterior anulara o parágrafo do Código Civil de 1872 que proibia relações sexuais entre o mesmo sexo. O principal alvo do diretor eram os próprios homossexuais.

Depois do filme de Von Praunheim que afirmava que “gays não querem ser gays, mas querem ter uma vida pequeno-burguesa e viver como cidadãos medianos, e que sua passividade política é agradecimento ao fato de não serem mortos”, cerca de 50 grupos ativistas gays foram criados no país.

Outing de personalidades

Durante os anos de 1980 e 1990, Von Praunheim dedicou-se ao combate à discriminação dos portadores de HIV. Em 1991, no auge da crise da doença, o cineasta provocou o furor de vários homossexuais por ter declarado, em programa da rede privada de televisão RTL, que dois dos principais apresentadores da televisão alemã, Alfred Biolek e Hape Kerkeling, eram gays e tinham a obrigação de se engajar na conscientização sobre a doença.

O argumento de Von Praunheim para o outing de personalidades gays foi: “Ser gay e lésbica não será uma questão de cunho privado enquanto formos expulsos, devido à nossa homossexualidade, de nossos empregos e moradias”.

Von Praunheim se dedicou desde cedo à difusão do sexo seguro, chamando até mesmo seus opositores de “assassinos” e angariando vários inimigos na cena homossexual, cujo estilo de vida combatia – um paradoxo, já que o próprio Von Praunheim se considera “promíscuo”, apesar de viver com seu companheiro Mike Shepard já há 30 anos.

“Certo, útil e necessário”

Oscilando entre o kitsch e o político, o trabalho cinematográfico de Von Praunheim trata de gays, divas, mulheres fortes, homossexuais corajosos, transexuais, estrelas pornô e temas como radicalismo de direita e luta contra a aids. Seus documentários, com certeza, são seu ponto forte. Seus filmes de baixo orçamento convencem e suas provocações recebem os mais diversos elogios. “Certo, útil e necessário”, afirma, por exemplo, o diárioFrankfurter Allgemeine Zeitung.

O provocador Von Praunheim não lutou somente pela liberdade sexual entre gays e lésbicas, mas por seu engajamento político e por sua solidariedade como cidadãos. “Lutamos por algo mais que 700 bares de sexo”, afirma um americano no filme Exército dos Amantes ou a Revolta dos Perversos (1979), sobre os movimentos de libertação nos EUA. O amor livre se impôs, a solidariedade não, reclama o diretor.

“Seis estudantes mortos”

Seu filme Seis estudantes mortos (2006) relata sua experiência como professor na Academia de Cinema e Televisão de Babelsberg. A película Minhas mães (2007) resgata o passado do diretor em Riga.

Somente em 2000 sua mãe confessou, aos 94 anos, que o diretor era adotado. Ela viveu com o filho os dez últimos anos de vida, até morrer em 2003. Após longas pesquisas, Von Praunheim descobriu que nasceu na Prisão Central de Riga e que sua mãe biológica faleceu num hospital psiquiátrico em 1946.

Eu sou minha própria mulher (1992), sobre a vida do travesti da antiga Alemanha Oriental Charlotte von Mahlsdorf; Bichas não mentem (2002), mostrando o engajamento político de gays em Berlim; e o documentário Homens, heróis, gays nazistas (2005), que trata do radicalismo de direita na cena homossexual, são outros sucessos do diretor.

Fonte: DW

TV Cultura e SESC TV exibirão documentário ‘Aids, 30 anos: as repostas das ONGs do mundo’ Resposta

Mostrar, através de depoimentos, o que ativistas de diferentes partes do planeta realizam na luta contra o crescimento do HIV/aids. Esta foi a intenção que motivou a jornalista Roseli Tardelli a conceber o documentário Aids, 30 anos: as respostas das ONGs do mundo.

“Conheço e cubro conferências internacionais sobre aids desde 2004. Nestas conferências existe sempre um espaço destinado às ONGs, o Global Village, onde ativistas, gente de todas as partes do mundo, trocam experiências e impressões sobre seus trabalhos. Sempre tive a ideia de retratá-los em um filme. Convidei a cineasta Alcione Alves, para dirigir o trabalho. Fomos juntas para a última conferência em Washington e colhemos as entrevistas com ativistas que fizeram de suas histórias e vidas um compromisso contra o preconceito”, conta Roseli.

As filmagens renderam um bonito documentário com histórias impactantes, como a relatada por Maira Zacarias, da Guatemala. Maira contraiu o HIV de seu marido que morreu. Um de seus filhos foi impedido de frequentar a escola do pequeno vilarejo em que viviam. Assim, ela começou a ser ativista. Foi falar com a professora e diretora da escola sobre seu direito de seguir vivendo e sobre a injustiça de seus filhos serem discriminados.

Luna Luis Ortiz, que atualmente milita no Gay Men´s Health Crisis (GMHC), importante ONG com base em Nova York, infectou-se aos 14 anos. Atualmente trabalha em atividades de prevenção junto a populações vulneráveis nos bairros povoados por imigrantes latinos naquela cidade norte-americana.

“É um prazer mergulhar profundamente no universo de cada história, quando se faz um documentário. Espero ter conseguido retratar os personagens do filme com o respeito que eles merecem”, comenta Alcione.

Roseli explica que a ideia com esta produção foi “ouvir e contar a história de ativistas de outras partes do mundo”. Segundo ela, a atuação do Movimento Social Brasileiro de Luta contra a Aids, referência para o mundo, será abordada em um outro projeto maior.

Roseli é jornalista, produtora cultural e apresentadora. Trabalhou como repórter de política no jornal O Estado de S.Paulo, foi a primeira mulher a ancorar um jornal de rádio, o Jornal Eldorado, na Rádio Eldorado AM de São Paulo, e apresentou os programas Opinião Nacional Roda Viva naRede Cultura. Participa de ações contra o HIV e aids desde 1994, criando em 2003 a Agência de Notícias da Aids e, em 2009, a Agência de Notícias de Resposta ao SIDA em Moçambique.

Alcione é produtora, roteirista e assistente de direção. Seus trabalhos já foram premiados em concursos internacionais, como o CINESTRAT na Espanha, e selecionados para exibições oficiais, como o Globians Doc em Berlin, Mostra Internacional de Cinema 32” em São Paulo e Festival Internacional da Bahia.

EXIBIÇÕES:

Lançamento: Sábado, 1º de dezembro, às 19h
Onde: CINESEC. Rua Augusta, 2075.
Entrada gratuita.

SESC TV, 1º de dezembro, às 22h.

Rede Cultura de Televisão, 1º de dezembro, às 23h15.

FICHA TÉCNICA

Concepção e entrevistas: Roseli Tardelli
Direção: Alcione Alves
Edição:Alcione Alves e Pedro Duarte.
Apoio: Senac e Sesc São Paulo; Angloamerican e Rede Cultura de Televisão.

Fonte: Agência de Notícias da Aids

Alan Cumming e Garret Dillahunt vivem casal gay no cinema Resposta

A Music Box divulgou o trailer oficial (veja o vídeo no final da postagem) do drama “Any Day Now”, dirigido por Travis Fine (“The Space Between”). Passado na década de 1970, o vídeo mistura bom humor e emoção ao mostrar a luta do casal gay formado por Alan Cumming (série “The Good Wife”) e Garret Dillahunt (série “Raising Hope”) para conseguir a guarda de uma criança com deficiência mental, que tem uma mãe problemática.

Vencedor do prêmio do público no Festival de Tribeca, o longa conquistou títulos também nos festivais de Chicago, L.A. Outfest, Seattle, Woodstock e Provincetown. O roteiro é assinado por Fine em parceria com George Arthur Bloom (“A Última Viagem da Arca de Noé”).

A estreia de “Any Day Now” está marcada para 14 de dezembro nos EUA e ainda não há previsão para lançamento no Brasil.

*Com informações de Ingridy Peixoto, do Pipoca Moderna.