O povo vaiou a presidenta Dilma #CopaSemRacismo #CopaSemHomofobia 1

A presidenta Dilma Rousseff foi xingada três vezes e vaiada uma vez durante o jogo Brasil X Croácia. Claro que ela já esperava algum tipo de manifestação contra ela, tanto que não discursou e nem ficou sentada na primeira fila de sua área VIP do VIP, na Arena Corinthians. Aliás, basta dar uma lida nas redes sociais para ver a insatisfação e a raiva de algumas pessoas. A questão é que Dilma virou bode expiatório para todos os problemas que acontecem no País, nem todos são responsabilidade dela.

Culpar a “elite branca”, culpar a imprensa ou dizer que foi uma manifestação misógina ou machista é ridículo. Lula foi vaiado em pleno Maracanã. Aécio Neves foi agredido em pleno Mineirão, quando Brasil e Argentina jogaram pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010 e Diego Maradona era o técnico. Na época disseram: “Ei Maradona, vai se f…, o Aécio cheira mais do que você”.

Uma parcela da população está insatisfeita com o governo atual. E os xingamentos partiram da arquibancada e não da área VIP. Eu estava lá e posso garantir que parte da área VIP começou a xingar depois. E a arquibancada era formada por muita gente que se endividou para pagar um ingresso. Pela classe média e não só pela elite. Eu peguei o trem para ir à Arena e vi isso: famílias de classe média indo ao estádio. E mesmo que o estádio estivesse tomado só pela elite, a elite não pode se manifestar? E mais: Dilma faz parte da elite, ela estava em uma área separada da área VIP, com outras pessoas que fazem parte da elite também.

Xingar, vaiar um chefe de Estado vai mudar alguma coisa? Claro que não, é falta de respeito. Não concordo com esse tipo de manifestação. Assim como não concordo com manifestações violentas nas ruas.

Vejo gente criticando as vaias e os xingamentos que a presidenta levou e se calando diante de manifestações violentas nas ruas, com quebra-quebra, arruaça, com depredação de imóveis públicos. São dois pesos e duas medidas?

Aliás, esse papo de “elite branca” é papo furado, pois somos uma mistura de etnias e muitos que usam esse termo fazem parte da elite e são brancos.

Não precisamos xingar, não precisamos fazer arruaça, precisamos, sim, de um debate sério a respeito do que queremos para o nosso Brasil. Sem ódio. E quem está insatisfeito que mostre a sua insatisfação em outubro.

Feliciano ameaça retaliar Dilma em ano eleitoral se houver interferência na ‘cura gay’ 3

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) Ailton de Freitas / Arquivo O Globo 4/4/1975

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) Ailton de Freitas / Arquivo O Globo 4/4/1975

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC-SP), reagiu nesta quarta-feira às críticas feitas por ministros do governo Dilma Rousseff sobre o projeto chamado de “cura gay”. O texto aprovado na comissão revoga artigos de resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que impede profissionais de oferecerem tratamentos para reverter a homossexualidade. Primeiro, em entrevista à imprensa, e em seguida, no microfone do plenário, o deputado ameaçou “tomar providências” se houver interferência do Executivo na tramitação do projeto na Câmara. Feliciano citou nominalmente os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Alexandre Padilha (Saúde) e disse que se os dois estiverem falando em nome da presidenta Dilma, ele irá tomar providências. O deputado, em entrevista depois da fala, lembrou que o próximo ano é “ano político”, numa referência indireta ao peso dos evangélicos nas eleições, incluindo a eleição presidencial.

— Estamos sendo achincalhados. Quero saber se os ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Alexandre Padilha (Saúde) falam em nome da presidente Dilma. Se estiverem falando, vamos tomar providências. Estamos nos sentido rejeitados, agem por preconceito só porque somos evangélicos — queixou-se Feliciano, no plenário.

Indagado sobre que tipo de providências pretendia tomar, Feliciano fez mistério:

— Vou deixar todo mundo pensar (sobre as providências que disse que irá tomar), a presidente Dilma pensar, porque os ministros não pensam sobre o que falam ou fazem. Ano que vem é ano político. Não podem nos tratar com descaso.

O deputado afirmou ainda que o projeto aprovado ontem estava em outra comissão e agora, só porque foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos, formada majoritariamente por deputados da bancada evangélica, está sendo alvo de crítica. Maria do Rosário lamentou a aprovação do projeto e disse que irá unir forças para evitar que ele seja aprovado em outras comissões.

— Este projeto estava em outra comissão, só porque foi aprovado na minha, vem essa reação. É preconceito contra a nossa fé. Eu mandei um recado em plenário: se os ministros falam em nome do executivo, da presidente, vamos querer mais explicações. O jogo político é legítimo, mas se ela fala em nome da presidente, aí é perseguição com a nossa bancada. Tudo o que a gente põe a mão é tratado com descaso, pejorativamente.

Mais cedo, em outra entrevista, Feliciano também ameaçou Maria do Rosário, dizendo que ela “estava mexendo onde não devia”. Feliciano negou que a aprovação com o projeto na comissão ontem tenha relação com as manifestações de rua. Segundo ele, há dois meses a comissão estava tentando votar o projeto.

— Queria aproveitar para mandar um recado: dona ministra Maria do Rosário, dizer que o governo vai interferir no Legislativo é muito perigoso. É perigoso dona ministra, principalmente porque ela mexe com a bancada inteira, feita não por religiosos, mas o projeto foi votado por delegados, advogados. Para a ministra falar que vai colocar toda máquina do governo para impedir um projeto, acho que ela esta mexendo onde não devia. Senhora ministra, juízo. Fale com a sua presidente porque o ano que vem é político — afirmou Feliciano.

Por ‘bolsa estupro’, Feliciano abre mão de trazer projeto para CDH

Cinco dias depois de tentar levar para a Comissão de Direitos Humanos, que preside, o projeto que prevê o “bolsa estupro”, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) recuou e desistiu da ideia. Mas trata-se de um recuo estratégico. Ele foi convencido por parlamentares que, como ele, também são a favor dessa iniciativa, a desistir da ideia de obrigar que o texto tramitasse na Comissão de Direitos Humanos. O argumento dos colegas é que, além da polêmica desnecessária, atrasaria a tramitação.

O bolsa estupro está previsto dentro do projeto que cria o Estatuto do Nascituro. Concede pensão mensal de um salário mínimo para a mãe vítima de estupro que gerar a criança. A proposta, que já foi aprovada nas comissões de Seguridade Social e Finanças e Tributação, está agora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Feliciano apresentou na terça-feira ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o requerimento pedindo que desconsiderasse a solicitação anterior. Mas não apresentou a justificativa.

Antes, Feliciano achava importante votar o projeto na sua comissão: “O tema do Estatuto do Nascituro é de competência da Comissão de Direitos Humanos. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”, argumentou Feliciano a Henrique Eduardo Alves no seu pedido inicial para trazer o projeto para sua comissão, agora cancelado.

O estatuto tramita na Câmara há dez anos e, ao longo desse tempo, outras propostas foram apensadas e que não estavam o texto original. É o caso da bolsa estupro, prevista num projeto isolado de dois deputados e foi incluído no substitutivo da relatora Solange Almeida (PMDB-RJ), em 2007.

Informações: O Globo

Opinião

É claro que esse absurdo não será aprovado, mas a presidenta Dilma precisa, sim, se manifestar, afinal, ela disse que seria implacável com relação aos direitos humanos em seu discurso de posso. Isso tudo está acontecendo porque o governo do PT deixou de lado uma comissão que ajudou a criar. Deixou nas mãos de um pastor evangélico fundamentalista. Quando se mistura política com religião dá nisso. Lamentável.

Três ministras de Dilma criticam Feliciano Resposta

Três ministras de Dilma Rousseff colocaram ontem o Planalto no centro do debate sobre a permanência do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Uma moção aprovada pelo Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e assinada pela ministra Luiza Bairros, publicada no Diário Oficial da União, afirma que a indicação do pastor para o cargo contraria os propósitos da referida comissão porque “a trajetória e a postura do deputado em relação à população LGBT e à população negra se revelam preconceituosas e excludentes, causando insatisfação aos mais diversos segmentos sociais”. No texto ainda se define como “inaceitável” a permanência dele na presidência.

Em visita a uma exposição sobre holocausto na Câmara, a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, reforçou as críticas. “É lamentável que a cada dia nos deparamos com mais um pronunciamento, mais uma intervenção que incita o ódio, o preconceito, algo que já ultrapassa as barreiras da comissão na Câmara e diz respeito a todos”, disse a ministra. “A Câmara certamente encontrará uma solução ou o próprio Ministério Público porque incitar a violência e o ódio é atitude ilegal, inconstitucional e as autoridades também estão sujeitas à lei”, afirmou.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, afirmou nesta quarta-feira que o fato de o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) é “um tapa na cara dos direitos humanos”.

– A eleição de uma pessoa que não tem histórico na militância pelos direitos humanos e ainda com posições homofóbicas e controversas é um tapa na cara dos direitos humanos – disse a ministra ao sair de uma audiência pública na Comissão de Cultura.

As manifestações ocorrem no momento em que Dilma passa a ser pressionada – nas redes sociais e atos públicos – a se posicionar em relação a Feliciano.

No Congresso, Feliciano ouvirá hoje de líderes partidários um novo pedido para que renuncie. O deputado, porém, tem afirmado que não deixará o posto, para o qual foi eleito após um acordo entre os mesmos partidos que hoje pedem para ele sair. Feliciano diz ainda que vai defender a tese segundo a qual a comissão trabalha normalmente – os trabalhos são conduzidos de portas fechadas para evitar manifestações.

O deputado também pretende usar um evento da Assembleia de Deus em Brasília hoje no qual mais de 20 mil pastores vão manifestar seu apoio a ele.

O PSC também tem saído em defesa de seu mais notório filiado. O partido, que é da base aliada de Dilma, criticou as manifestações das ministras e sugeriu uma ação orquestrada. “As ministras representam o governo, então isso só pode ser ação do governo. Eu não estou entendendo nada. Nós, do PSC, nunca pedimos para o PT colocar A ou B em uma comissão”, afirmou o vice-presidente nacional do PSC, Everaldo Pereira. Ele disse que a manutenção de Feliciano é um assunto encerrado para o partido e que o destaque dado a frases polêmicas pode ser entendido como uma perseguição religiosa. “Agora estão querendo pegar as opiniões, impedir a liberdade de expressão dele. Parece perseguição religiosa. Eu pensei que o preconceito e a intolerância não existissem mais no Brasil.”

Parlamentares que defendem a saída do pastor veem nas ações de integrantes do governo uma consequência da crise que afeta a Câmara. “As posições dele (Feliciano) são tão destrutivas que é impossível que quem defenda os direitos humanos possa ficar calado e é isso que está acontecendo com essas manifestações das ministras. A Casa precisa encontrar uma saída”, disse ontem a deputada Erika Kokay (PT-DF).

Por favor, se manifestem, ainda está em tempo 2

Dilma_e_Lula

Presidenta Dilma Rousseff e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por que se calam diante da aberração que é o pastor Marco Feliciano estar presidindo a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara?

Presidenta, a senhora disse em seu discurso de posse, que seria implacável com relação aos direitos humanos. Veja que ironia, logo no governo da senhora uma coisa dessas acontece. Até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se manifestou contra o pastor Marco Feliciano.

Será que nós, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais só servimos na hora de os senhores pedirem votos?

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+ “Destino de crianças adotadas por gays é o estupro”, diz assessor de Feliciano

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+ Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos diz que vai renunciar

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+ PPS entra com processo no Conselho de Ética contra Feliciano por quebra de decoro e sugere renúncia coletiva de Comissão

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+ E melhoraria? Olha o que viria quando Feliciano saísse

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+ Feliciano diz que só sairia de comissão se morresse

+ Presidente da Câmara dos Deputados quer resolver impasse sobre Feliciano até terça-feira

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+ Em novo ato contra Feliciano, deputados pressionam por sua renúncia

+ PSC mantém Feliciano em comissão, mas promete solução ‘respeitosa’ nos próximos dias

+ Marco Feliciano é intimado pelo Supremo a prestar depoimento

+ Marco Feliciano diz que direitos das mulheres atingem a família

+ Foto de Marco Feliciano no Instagram vira motivo de chacota nas redes sociais

Nem os evangélicos aguentam Marco Feliciano

+ Nova frente por direitos humanos será lançada na Câmara

+ Rio de Janeiro e São Paulo têm novas manifestações contra deputado Pastor Marco Feliciano

+ Grupo LGBT em Maceió faz protesto contra deputado Pastor Marco Feliciano

+ Deputado Feliciano cancela gravação de programa de TV após protestos

+ Acreanos fazem ‘velório’ em protesto contra deputado Marco Feliciano

Grupo faz protesto contra deputado Marcos Feliciano na sede da ALE/AM

Em vídeo, Feliciano diz que ‘Satanás está infiltrado no governo brasileiro’

+ Pastor Marco Feliciano não pode suspender processo no STF e pode ser preso por discriminar gays

+ Conselho de Combate à Discriminação diz que Feliciano não tem “perfil e história” para presidir Comissão

+ Presidente da Câmara critica tumulto em comissão, mas Feliciano permanece no comando

+ Feliciano pede ‘desculpas’ a quem se sentiu ofendido por declarações

+ Marta Suplicy se diz ‘indignada’ com eleição de Feliciano para CDHM

+ Pastor tira ‘homofobia’ da pauta na 1ª reunião à frente dos Direitos Humanos

+ FHC critica nomeação de Feliciano para Comissão de Direitos Humanos

+ Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, diz que eleição de Feliciano é ‘assunto interno’ do Congresso

+ Líder do PT diz que fez apelo ao PSC para substituir Feliciano de comissão

+ Grupo de deputados do PT, PSB e PSOL, decide ir ao STF para tentar anular eleição de Feliciano

+ Em culto, deputado Pastor Marco Feliciano prega combate a projeto que criminaliza a homofobia

+ Marco Feliciano usa mandato em benefício de suas empresas e igreja

+ Abaixo-assinado reúne 340 mil assinaturas a favor da destituição de Feliciano

+ Presidente da Câmara não está disposto a rever a escolha do pastor para Comissão de Direitos Humanos e Minorias

+ Pastor Marco Feliciano, eleito para comissão, responde por estelionato e homofobia no STF

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Evangélicos, aliados do PT, impõem no Brasil o conservadorismo, diz Le Figaro 4

Jornal francês afirmou que "democraciabrasileira está infiltradas de evangélicos"

Jornal francês afirmou que “democracia
brasileira está infiltradas de evangélicos”

O jornal francês Le Figaro publicou reportagem de seu correspondente no Brasil informando que os evangélicos aliados do PT, o partido governista, estão impondo a sua visão conservadora ao país.

Com o título “A democracia brasileira está infiltrada de evangélicos”, a reportagem cita no começo, como exemplo, a declaração do pastor e deputado Marco Feliciano segundo a qual “as mulheres querem trabalhar, o que destrói a família e cria uma sociedade de homossexuais”.

Feliciano pertence ao PSC (Partido Social Cristão), que faz parte da base de apoio do governo de Dilma Rousseff. O próprio pastor, na campanha eleitoral, defendeu em cultos a então candidatura da petista.

Le Figaro explicou aos franceses que Feliciano não é um simples deputado, porque se tornou o presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

O jornal também informou que a multipartidária Frente Parlamentar Evangélica montou uma estratégia que tem funcionado: se fazer representar em comissões relacionadas a questões sensíveis à pregação religiosa, como a união entre pessoas do mesmo sexo e a discussão sobre a liberação do aborto.

Explicou ainda que a presença de evangélicos na política brasileira é recente, ocorrendo após o fim da ditadura militar.

Contou que os pastores decidiram ter um papel político a perceberam o grande poder que têm sobre os fiéis, em um momento histórico em que se acelerou a decadência no país da Igreja Católica.

Fonte: Paulopes

Feliciano se sente traído pelo PT, critica presidenta Dilma e volta a atacar LGBTs 1

Nem sempre um alinhamento eleitoral significa apoio incondicional. O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), se diz “insatisfeito” com o tratamento recebido do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT). O parlamentar coloca em dúvida um possível apoio dos evangélicos ao projeto de reeleição da petista na eleição de 2014. As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (2/4).

O pastor relata ter vestido a camisa de Dilma em 2010, mas agora se sente traído pelo PT, pois vários integrantes do partido pedem a sua saída da CDHM. “O PT pegou um grupo de deputados e veio contra mim”, diz. Sua maior mágoa é com a ministra da Casa Civil, Glesi Hoffman, que não o ajudou a ter audiência com Dilma Rousseff ou com o ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, para tratar do impasse na comissão de Direitos Humanos.

Neste mês, Feliciano diz esperar o apoio de 24 mil pastores que estarão em Brasília para um congresso da Assembleia de Deus. O deputado aguarda também outras manifestações a seu favor. “(Eles, o movimento LGBT) colocam 20, 50, 200 pessoas na rua. Se é público que eles querem ver, nós temos 50 milhões (de fiéis) no país”. A respeito de sua declaração recente sobre a CDHM ter sido no passado comandada por “Satanás”, explicou não se referir a alguém especificamente, mas a todos que pensam de forma diferente da sua. “Satanás”, no caso, seriam “os adversários” no campo das ideias.

O deputado também se comparou ao novo papa Francisco I, da Igreja Católica. Negou ser racista e homofóbico. Disse que ele e o líder religioso são “perseguidos” pelos simpatizantes da causa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Feliciano ainda disse que e contra a prática do aborto. Quando era jovem, sua mãe chegou a manter uma casa clandestina de abortos. “Na 12ª semana, estamos falando de um bebê com três meses de idade. Já tem sentimentos. Já sente dor. Abortar uma criança de três meses é assassinato”, diz.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos disse que é contra uma lei que combata a homofobia. Para ele, se alguma legislação deste gênero fosse aprovada, seria preciso instalar outra similar para minorias como “caolho” ou “banguelo”. Ele acredita que os próprios gays sabem que são “inconvenientes”. Cita o caso de artistas mulheres se beijando em público para protestar. “Você viu algum artista masculino dar algum beijo na boca de outro artista masculino? Não tem. Por quê? Porque eles sabem que isso vai chocar a população. Porque um beijo feminino talvez choque menos”. Teve, sim, Bruno Gagliasso e Matheus Nachtergaele. Mas o que argumentar com um pastor idiota desses?

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Comissão de Direitos Humanos aprova repúdio a Maduro por homofobia a pedido de pastor, Jean Wyllys se cala Resposta

Em reunião a portas fechadas censurando manifestantes, a Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara (CDH) aprovou nesta quarta-feira (3/4) dois requerimentos, sendo um deles uma moção de repúdio ao presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, por homofobia. O deputado João Campos (PSDB-GO), que é evangélico, propôs uma moção de repúdio

Em um discurso de campanha contra o candidato Henrique Capriles, Maduro fez insinuações sobre a homossexualidade de seu adversário. No último dia 12 de março, Maduro disse em Caracas: “Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres”. Na sequência, Maduro beijou a mulher, a também alta dirigente chavista Cília Flores.

+ Maduro, com marqueteiro do PT, faz campanha homofóbica na Venezuela

+ Venezuela: Capriles rechaça declarações ‘homofóbicas’ de Maduro

+ Jean Wyllys critica a homofobia de adversários, mas se cala sobre a homofobia de aliado

Seu adversário nas eleições para a Presidência da Venezuela, Capriles, tem 40 anos e não é casado. À época, ele reagiu: “Quero enviar uma palavra de rechaço às declarações homofóbicas de Maduro. Não é a primeira vez. Creio numa sociedade sem exclusão, na qual ninguém se sinta excluído por sua forma de pensar, seu credo, sua orientação sexual.”

Afirmar que alguém não pode disputar um cargo público porque é gay caracteriza, sim, homofobia. Há mais: as leis, também as venezuelanas, não preveem essa restrição. Quando Maduro afirma que Caprilles não pode ser presidente porque não tem mulher — sugerindo que o adversário é homossexual —, está alimentando uma forma odienta de discriminação.

PT e PSOL poderiam ter feito algo, mas em se tratando de Maduro, parece que ele pode ser homofóbico. Ao contrário: estão com o chavismo e não abrem! Se é para combater “a direita”, os nossos “progressistas” podem se juntar, eventualmente, a homofóbicos. O marqueteiro de Maduro é João Santana, homem do PT. Em 2008, na disputa de Marta Suplicy com Gilberto Kassab, ele levou ao ar a pergunta: “Kassab é casado? Tem filhos?” Sabem o que fez o sindicalismo gay? Ficou de boca fechada.

“Ah, a moção proposta por um deputado evangélico é apenas uma provocação”, poderia dizer alguém. Ainda que fosse. Por que ela não foi proposta por petistas e psolistas? Sim, meus caros, há sete petistas lá: Érika Kokay, Domingos Dutra, Nilmário Miranda, Padre Ton, Janete Rocha Pietá, Luiz Couto e Vicentinho. Há ainda dois representantes do PSOL: além de Jean Wyllys, Chico Alencar.

Nove “progressistas” reunidos não tiveram o bom senso, já que tão amantes da causa, de propor ao menos uma moção de repúdio? Não! Por que não? Porque são todos filobolivarianos, ora essa!  Nenhum país latino-americano, diga-se, perseguiu tanto os gays como Cuba. Vejam, a título de ilustração, o bom filme “Antes que Anoiteça”, de Julian Schnabel, que conta a história do escritor Reinaldo Arenas, implacavelmente perseguido na ilha porque era… gay!

“Os brasileiros não têm de se meter em assuntos externos; basta que tratem dos assuntos internos”, poder-se-ia objetar. Uma ova! Os petistas que estão na comissão — e, por meio do silêncio, também os psolistas — assistiram inermes aos abraços calorosos de Lula com Mahmoud Ahmadinejad, aquele que já declarou que não há homossexuais no Irã porque isso é coisa da decadência ocidental. Talvez pudesse mesmo haver mais sem o regime dos aiatolás: muitos gays foram condenados à morte, pendurados em guindastes, em praças públicas.

Os esquerdistas que estão na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara são coniventes, por seu aplauso ou por seu silêncio, com regimes que perseguem e matam homossexuais — ou que anunciam, em palanque, que eles não podem exercer cargos públicos em razão de sua condição.

Obs: Alguns trechos desta postagem estão na revistaVeja (logo ela!), mas como eu concordo, resolvi postar assim.

Deputado chama ministra de ‘sapatona’ e diz que a presidenta Dilma não tem compromisso com a família 10

Crédito : Wilson Dias / AB

Crédito : Wilson Dias / AB

O que vocês vão ler é um absurdo, mas como Marco Feliciano está ganhando os holofotes em cima dos LGBTs, Jair Bolsonaro não podia ficar atrás.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta segunda-feira que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) fez ataques “absolutamente desrespeitosos e covardes à presidente” Dilma Rousseff. Na última quarta-feira, em sessão no plenário da Casa, Bolsonaro afirmou que os protestos que pedem a saída do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão dos Direitos Humanos (CDH) é uma pressão feita por Dilma, que “não tem compromisso nenhum com a família”.

Para embasar seu discurso, Bolsonaro argumentou que se a presidente tivesse esse compromisso não teria nomeado a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, para o cargo, uma “sapatona”, segundo ele. “Essa mulher (Eleonora) representa a sua mãe, Dilma Rousseff, a minha não. E nem as mulheres brasileiras”, criticou.

“Bolsonaro é um notório defensor da ditadura. Ele fez ataques absolutamente desrespeitosos e covardes à presidente, atacou a mãe dela, inclusive. Isso é de uma brutalidade, de uma covardia ímpar. Portanto, ele merece um lugar: o lixo”, rebateu Chinaglia. “Não creio que alguém com uma sensibilidade mínima não tenha nojo disso”, completou o petista.

Elogios a Feliciano
Na mesma sessão em que criticou a família de Dilma e a ministra Eleonora Menicucci, Bolsonaro falou que o Plano Nacional de Promoção e Cidadania de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, feito pela Secretaria de Direitos Humanos e outros ministérios, é um “estímulo à pedofilia”.

O plano era defendido por deputados como Domingo Dutra (PT-MA), membro da Comissão de Direitos Humanos antes da eleição de Feliciano como presidente. Dutra renunciou a seu cargo na comissão em protesto à indicação do pastor no início deste mês. Citando medidas presentes no plano, Bolsonaro disse que a “inclusão da população LGBT em programas de alfabetização nas escolas públicas” são “cotas para professor homossexual na escola do ensino fundamental”.

Segundo ele, a medida fará com que os alunos, principalmente os mais pobres, tenham como exemplo “um traveco”. Para o deputado, antes de Feliciano assumir a presidência da comissão, ela representava um “estímulo ao homossexualismo (sic) infantil” e pedofilia, além de garantir “grana no orçamento para paradas gays”. O parlamentar ainda parabenizou a bancada evangélica da Câmara e disse que entregou ao presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – que chegou a pedir a saída de Feliciano do cargo – o plano, que , segundo ele, é um “bacanal do PT e da Dilma Rousseff”.

Leia notas taquigráficas sem revisão:

O SR. JAIR BOLSONARO (PP-RJ. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, não fugindo a minha rotina aqui, quero me dirigir às mulheres do Brasil, sejam católicas, evangélicas, ou que não tenham nenhuma religião, mulheres que tenham ou queiram constituir uma família, pois é assunto extremamente grave.
Quando se vota neste País, no caso, a Presidente da República, espera-se que a pessoa alçada a essa função escolha Ministros ou Ministras que venham a bem fazer o seu papel e a nos orgulhar de uma forma ou de outra. Quero me referir agora à Sra. Eleonora Menicucci de Oliveira, 68 anos de idade, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, cargo com status de Ministro.
Não tenho nada a ver com a opção sexual da Sra. Eleonora Menicucci, é problema dela. Mas a partir do momento em que ela se expressa, dá uma entrevista ao jornal Correio Braziliense e fala da sua opção sexual, passa a ser problema de todos nós, em especial das mulheres brasileiras.
Eu vou ler um parágrafo apenas da entrevista de uma página, para não falarem que eu tirei uma frase e a descontextualizei.
Diz aqui, no parágrafo que fala de orgulho da Sra. Menicucci, Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Atenção mulheres do Brasil. Aqui vem a matéria.
Outro ingrediente do preconceito teve a ver com sua orientação sexual, no caso, da Ministra. A Ministra já afirmou — olha só, a Ministra afirmou — manter relações sexuais com homens e mulheres. Abre aspas: Não é porque eu tenho mais de 60 anos que não namoro. Relaciono-mecom homens e mulheres e tenho orgulho de minha filha, que é gay“.
Pelo amor de Deus! Uma Ministra! Essa senhora estárepresentando as mulheres brasileiras. Ela representa as mulheres brasileiras dizendo que é homossexual, que tem orgulho de uma filha gay. Para mim, não representa. Para você, mulher que está me ouvindo, tenho certeza de que também não representa. Agora, por que a Sra. Dilma Rousseff botou essa mulher lá? Porque ficaram juntas por 3 anos presas em São Paulo?
Não quero discutir opção sexual de quem quer que seja. Eu quero que seja levado à sociedade e que a sociedade discuta quem a Sra. Dilma Rousseff colocou para representar as mulheres de nosso País. Essa mulher representa as mulheres do nosso País? As mulheres da minha família, minha mãe, que ainda é viva, esposa, filha, tias? Tenho certeza absoluta de que não representa.
Agora, por que isso? Por que colocar uma mulher com esse perfil?
E mais, ela declara, em outro trecho da entrevista, que a sua especialidade é AMIU, a especialidade dela é Aspiração Manual Intrauterina, ou seja, ensinar as mulheres a fazerem o autoaborto.
Concluo, Sr. Presidente. Peço pelo amor de Deus — se éque os petistas acreditam em Deus, porque o lema, a orientação de comunistas, ditadores e nazistas é não acreditar em Deus, e sabemos que o PT tem um viés muito forte nesse sentido —, essa mulher não pode continuar representando as mulheres brasileiras.
Sr. Presidente, obrigado pela oportunidade. Lamento, não vou pedir desculpas porque a responsabilidade não é minha, mas fico envergonhado de ter a Sra. Eleonora Menicucci representando as mulheres brasileiras, em função do que ela declarou ao jornal Correio Braziliense.

Muito obrigado

PSC anuncia que Feliciano fica na Comissão de Direitos Humanos 1

Deputado Feliciano mantém disposição de ficar à frente da Comissão de Direitos Humanos Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Deputado Feliciano mantém disposição de ficar à frente da Comissão de Direitos Humanos Givaldo Barbosa / Agência O Globo

O PSC anunciou na tarde desta terça-feira, após reunião do partido, apoio à permanência do deputado Marco Feliciano (SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Em nota divulgada ao final da reunião, na qual participaram deputados e integrantes da executiva nacional da legenda, o PSC pediu respeito das demais lideranças partidárias na Câmara à indicação do PSC. O partido pediu também que militantes contrários a Feliciano “protestem de maneira respeitosa”. O partido defendeu ainda que Feliciano é ficha limpa e foi eleito pela maioria dos integrantes da comissão.

“Não fazemos ameaças, mas se fosse preciso convocar 100, 200, 300 ou 500 ou mais militantes, que pensam como nós, também convocaríamos. Mas o PSC é pela paz, pela harmonia, queremos o entendimento”, disse o partido em nota.

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Segundo a nota do partido, o deputado já se desculpou por afirmações malfeitas. “Qualquer um pode deslizar nas palavras, pode errar. Informamos aos senhores e senhoras que o PSC não abre mão da indicação feita pelo partido”, destacou a legenda.

“O deputado Marco Feliciano foi eleito pela maioria dos membros da comissão. Se ele estivesse condenado pelo Supremo, nem indicado seria. Feliciano é um deputado ficha limpa, tendo então todas as prerrogativas de estar na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias”, afirmou o partido. “O PSC defende a vida, a família e os Direitos Humanos de todos, inclusive das minorias”.

A nota foi lida pelo vice-presidente nacional do PSC e homem forte do partido, o pastor Everaldo Pereira (RJ). No momento em que a nota foi lida, cerca de 20 pastores de igrejas evangélicas que vieram à Câmara apoiar Feliciano aplaudiram a decisão. Um grupo com cerca de dez manifestantes abriu uma faixa para as câmeras, com os dizeres “E se Jesus renunciasse? O que seria do mundo? Marco Feliciano, não renuncie, estamos com você. Povo Cristão”. Eles gritavam “Feliciano não renuncie, estamos com você”.

Antes de anunciar o apoio a Feliciano, a nota relembra que em 1989 e em outros momentos o partido fez campanha pela eleição de petistas, como o ex-presidente Lula, a deputada Benedita da Silva (RJ). Segundo o partido, Marco Feliciano foi eleito com 212 mil votos, está na legitimidade do seu mandato. A legenda afirma ainda, na nota, que entende que ele não é “nem racista nem homofóbico”.

O PSC faz questão de destacar que respeita os outros partidos e exige respeito. Como exemplo, o partido cita a indicação de Eleonora Menicucci, que seria defensora do aborto, para a secretaria de políticas para as mulheres. “Nós protestamos, mas não fomos lá xingar a ministra. Protestamos porque temos o direito de expor nossa opinião, mas respeitosamente”, afirmou.

Depois da leitura da nota, Everaldo afirmou que não responderia a perguntas. Feliciano deixou a reunião, sem falar com a imprensa. O líder do partido André Moura afirmou que a decisão foi conduzida pela executiva do partido e tomada em comum acordo com a bancada. Ele afirmou que agora irá comunicar a decisão ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Alves havia dado um “prazo” até esta terça-feira para uma solução do impasse na CDH, mas o dia começou com confusão. Pela manhã, o líder o PSC chegou a cogitar a troca de Feliciano.

— Nesse caso, será preciso ainda ter o convencimento do Pastor Marco, até porque ele já foi eleito e só ele pode renunciar ao cargo — dissera.

Desde que assumiu a presidência da comissão, o pastor tem sido pressionado a deixar o cargo. Ele é acusado racismo e homofobia devido a suas polêmicas declarações.

Uma solução que está sendo discutida por alguns parlamentares, é o esvaziamento da comissão. A ideia é enfraquece-la retirando seus integrantes.

Na segunda-feira, a pressão para que o pastor renuncie à função aumentou. A Anistia Internacional manifestou preocupação com a permanência do parlamentar à frente da CDH. Um ato que reuniu artistas, como Caetano Veloso e Wagner Moura, além de parlamentares e lideranças religiosas de vários segmentos no Rio, também engrossou o coro para pedir a saída de Feliciano da presidência da comissão.

Fonte: O Globo

Dilma é reprovada por novo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais 2

Carlos Magno é descendente de indígenas e mora em Belo Horizonte

Carlos Magno é descendente de indígenas e mora em Belo Horizonte

De ascendência tapajoara, nação indígena do oeste do Pará, e morador de Belo Horizonte, o jornalista Carlos Magno, 41 anos, é o novo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), uma das maiores e mais importantes entidades ativistas arco-íris do mundo.

Magno, no movimento LGBT há 11 anos, foi coordenador do Centro de Referência pelos Direitos Humanos e Cidadania LGBT de Belo Horizonte de 2009 a 2011. Até 2016, entretanto, seu desafio é fazer o Brasil avançar ainda mais na questão arco-íris e, quem sabe, poder “aprovar” a gestão da presidente Dilma Vana Rousseff, que, por ora, de acordo com ele, não merece nota maior que 4!

Por que se tornou ativista gay?
As causa sociais sempre estiveram presentes na minha vida, mas a homofobia foi o motor pra lutar pelos direitos de nossa comunidade. O preconceito, as injustiças e as desigualdades causadas pela homofobia fizeram eu colocar a minha vida a serviço da mudança dessa triste realidade.

Qual o principal desafio interno da ABGLT?
Hoje temos uma debilidade, precisamos de estrutura física, ou seja, uma sede para que tenhamos condições de responder a contento todas necessidades do movimento LGBT e de nossas afiliadas.

Quais as prioridades da ABGLT em termos de cidadania LGBT?
A Carta de Curitiba, aprovada na Assembleia da ABGLT, em janeiro, pontua quais são as nossas prioridades. Continuamos firmes na luta contra a homofobia e exigindo do poder público nacional, estadual e municipal a elaboração e implementação de políticas públicas pró-LGBT. Neste sentido, o “tripé da cidadania” continua sendo nossa pauta central, ou seja, queremos coordenadoria de políticas LGBT, conselhos LGBT e Plano de Políticas Públicas LGBT.

Que nota você dá ao governo Dilma na promoção, defesa e garantia da cidadania LGBT?
De 0 a 10, minha nota é 4. Esperamos que nos próximos dois anos ela possa ser aprovada, mas, até o momento, ela está de recuperação.

Como a ABGLT pretende se envolver nas eleições para presidente, governadores, senadores e deputados em 2014?
A ABGLT sempre atua apresentando um programa de políticas para a nossa comunidade e, a partir daí, fazemos ações de advocacy com os candidatos. Para nós, o importante é que o maior número de candidatos assuma o nosso programa, independentemente de partidos políticos.

Fonte: Parou Tudo

Relator do PLC 122/06, Paulo Paim, elogia discurso de Obama, mas não cobra nada da presidenta Dilma 1

Paulo Paim deveria cobrar da presidenta Dilma uma postura firme contra a homofobia.

Paulo Paim deveria cobrar da presidenta Dilma uma postura firme contra a homofobia.

Em seu discurso de posse nesta segunda-feira (21), em Washington, o presidente norte-americano, Barack Obama, assumiu o respeito às minorias como principal bandeira de seu segundo mandato. Mulheres, imigrantes e homossexuais estiveram no centro dos pronunciamentos de inauguração dos trabalhos, seja nas palavras do presidente, nas homenagens prestadas ou na benção proferida pelo reverendo (leia mais, clicando aqui).

Na avaliação do senador Paulo Paim (PT-RS), que nos últimos dois anos presidiu a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), o discurso desta segunda-feira foi “mais um dos pronunciamentos históricos” do presidente norte-americano. Obama deixou claro, na visão do senador, que o Estado deve estar sempre a serviço dos mais fracos.

– Presidente de nenhum país do mundo jamais assumiu uma postura tão ousada, de enfrentamento aos setores conservadores, em seu discurso de posse – observou Paim.

O senador chamou a atenção para a expressão “nossos irmãos gays”, utilizada por Barack Obamano pronunciamento. Essa atitude, disse Paim, sinaliza, em nível internacional, que é preciso combater o preconceito, e deverá contribuir, no Senado brasileiro, com a aprovação do PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia. Paim assumiu a relatoria do projeto na CDH no ano passado.

– No Brasil, criou-se uma falsa polêmica entre liberdade de orientação sexual e liberdade religiosa. Isso não tem fundamento e não interessa a ninguém – disse o senador, a respeito do argumento de setores religiosos contrários a aprovação do projeto, segundo os quais o mesmo atentaria contra a liberdade de culto e expressão.

Como relator, Paim afirmou que pretende promover uma série de audiências públicas sobre o assunto nos estados, para que a discussão não fique restrita ao Parlamento.

– Vou trabalhar muito por esse projeto. 2013 vai ser o ano da aprovação do PLC 122 – disse.

Se aprovado pela CDH, o PLC 122/2006 deverá ser encaminhado à análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Presidenta Dilma

Faltou ao deputado Paulo Paim cobrar da presidenta Dilma Rousseff um discurso a favor dos direitos iguais entre os LGBT e os heterossexuais, afinal, temos os mesmos deveres, deveríamos ter os mesmos direitos, o que ainda não é realidade. Todas as vezes que a presidente teve oportunidade de falar sobre homofobia, se calou, como se o Brasil não fosse um dos países mais homofóbicos do mundo. Comentar sobre o discurso do presidente dos EUA parece ser mais fácil.

Madonna: “Ajudei grupos marginalizados, como as mulheres e os gays, a mostrarem quem são” 1

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Expondo sua intimidade ao receber Luciano Huck (41) no banheiro de seu quarto de hotel em Miami, Madonna (54) fez um convite irrecusável para o apresentador do Caldeirão do Huck e para a presidente Dilma Rousseff (64). “Será inspirador para as mulheres e divertido para os homens”, brincou a cantora ao formalizar o convite. Durante uma conversa informal, enquanto Madonna tomava sopa após uma desgastante noite de show (“Estou exorcizando meus demônios nessa turnê”, contou a artista), Luciano comentou que ela sempre deu voz às mulheres e que, hoje, é uma vitória o Brasil ser comandado por uma. “Eu tenho muito orgulho de ter feito as pessoas se orgulharem de si mesmas”, declarou a diva. “Ajudei grupos marginalizados, como as mulheres e os gays, a mostrarem quem são”, ressaltou.

A paixão pelo Brasil permeou boa parte da entrevista. Madonna, que fará uma série de shows em terras tupiniquins, declarou amor pelas favelas brasileiras. “Adoro as favelas do Rio de Janeiro e de São Paulo”, revelou. “Acontecem loucuras por lá, mas existe uma beleza, um talento, um amor que as tornam únicas no mundo”. Um dos desejos da cantora é realizar um documentário sobre as favelas. “Mas eu preciso de tempo para isso”, explicou.

Férias, aliás, é o que a estrela mais quer no momento. “Estou desesperada por descanso”, disparou. “Depois da turnê, eu vou tirar duas semanas de férias. O destino é segredo de estado”, disse com bom humor. Um lugar que Madonna adoraria passar suas férias no Brasil é Angra dos Reis, no litoral do Rio, embora a presença dos paparazzi a incomode muito. “Em todo lugar novo que eu vou, eles estão por lá. Acho que eu morasse muitos anos no Brasil, eles enjoariam de mim”, riu. Questionada sobre as surpresas que ela levará aos shows no país, ela brincou: “Se eu te contar, não será surpresa. Não sei se terá uma surpresa, seria bom, né? Mas acho que a minha presença já é uma grande surpresa”, afirmou, antes de fazer o anúncio em português: “Brasil, eu estou chegando!”.

Assista à entrevista toda, clicando aqui.

*Fonte: Caras