Homofóbica? (relembre os casos lendo a postagem), Joelma anuncia apresentação em boate LGBT. A casa está quase lotada 2

Joelma

Joelma, a cantora homofóbica (?), que já tentou mudar a orientação sexual de um fã (veja vídeo abaixo) e se disse contra o casamento gay, se apresentará em uma boate LGBT em Recife.

A rede social não perdoa:

Joelma Homofobia

No Instagram, os perfis dos fãs-clubes de Joelma que anunciam o show bloquearam os comentários. Apesar das manifestações contrárias, os ingressos para a apresentação estão quase esgotados. Pelo palco da boate, já passaram nomes como Gretchen, Pabllo Vittar, Lia Clark, Karol Conka e Valesca Popozuda, entre outras musas do público LGBT.

Joelma Homofóbica

Para quem não se lembra, Joelma havia declarado, em entrevista ao programa “Roberto Justus +” que acredita na recuperação dos homossexuais, comparando esse processo ao dos drogados: “É como um drogado tentando se recuperar”.

O que esses fãs LGBTs têm na cabeça? Será que a fofa vai tentar converter todos eles? Eu, hein…

Na época, Joelma se defendeu:

Então tá…

E agora, joelmetes? 5

Cantora Joelma rebolando em nome de Jesus

Cantora Joelma rebolando em nome de Jesus

“Joelma compara gays a drogados e diz ser contra o casamento homossexual”, essa é a manchete da coluna do jornalista Bruno Astuto, da revista Época.

“Uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende”. Indagada sobre a legião de fãs gays, sai do tom. “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”. Acrescenta que, se tivesse um filho nessa situação, “lutaria até a morte para fazer sua conversão”. “Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”.

Quando, há um tempo atrás, a vocalista da banda Calypso foi envolvida em um suposto caso de homofobia, a suposta vítima defendeu Joelma e teve gente que veio comentar no blog que ela não havia sido homofóbica. E agora?

Assim como Silas Malafaia, que em entrevista à jornalista Marília Gabriela, comparou gays a bandidos, Joelma compara a drogados. E é bem verdade que muitos pais ignorantes preferiam ter um filho bandido ou viciado em drogas a ter um filho gay, bissexual, uma filha lésbica, travesti ou transexual.

Reações

O Grupo Gay da Bahia (GGB) emitiu nota pública de repúdio contra as declarações da cantora Joelma.  É bom lembrar que, recentemente, Luiz Mott convidou a cantora (que eu tenho certeza, não pensa diferente de Joelma, Claudia Leitte) para ser madrinha da Parada Gay de Salvador.

Segundo a nota do GGB, as declarações da artista sobre orientação sexual, homossexualidade e LGBTs presta um desserviço à sociedade e estimula a intolerância coletiva contra cerca de 10% da população brasileira.

“Como se não bastasse a homofobia e racismo do deputado Marcos Feliciano, titular da Comissão de Direitos Humanos do Congresso Nacional, vem a cantora sob uma pseudo interpretação da bíblia, acusar e discriminar os LGBTs”, lamenta Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.

O autor Aguinaldo Silva ficou indignado com as declarações da cantora Joelma e disparou tuítes neste sábado e domingo (31/3) alfinetando a parceira de Chimbinha.

“Joelma é a Lady Gaga do Recôncavo [baiano]: canta mal, dança mal, rebola mal, se veste mal e quando abre a boca… Só fala besteira”, disse o autor que continuou no tuíte seguinte: “Me diz: como é que num mundo tão rico e diversificado como o nosso alguém se sente realizado por ser fã da… Joelma? Pobreza tem limite!”

Os tuítes de Silva repercutiram entre os fãs da banda Calypso o que fez com que o autor perdesse as estribeiras:  “Não é que a Joelma tem fãs? Eles ficaram histéricos por causa da minha opinião sobre a cantora, me ameaçaram até de morte! Ora, vão se catar”.

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No twitter, os ex-BBBs Serginho e André Gabeh comentaram. “Joelma, ore para o seu Deus continuar curando gays, porque se ele começar a curar surdez você perde muito mais fã”, escreveu Gabeh. “Acho cafoníssima essa mulher, nem merece ser comentada. Cafona, tomara que você tenha um filho gay! Aí sim você terá que aprender que ser gay não é ser ‘menos'”, rebateu Serginho. Não concordo com Serginho, parece até que ter um filho gay seria um castigo para a cantora.

A atriz Betty Faria também lamentou as declarações de Joelma. “O mundo à beira de uma guerra nuclear e os seres inferiores, do mal, das trevas, se preocupando com cura de gays. Curem as vossas almas”, postou. Geisy Arruda também criticou a cantora. “Joelma poderia ficar quieta, bem quietinha… Ai, preguiça de gente homofóbica e preconceituosa, em plena Semana Santa, tenho dó… Viva a diversidade sexual… O importante é ser feliz #EuAmoOsGays #EuSOuViada #EuSouTravesti”.

O ex-BBB Marcelo Arantes publicou a seguinte mensagem: “O pior da Joelma são os fãs dela. Não por serem gays (porque tenho vários amigos gays), mas por serem burros”.

E agora, joelmetes, vão continuar defendendo esta mulher? Vão continuar comprando seus CDs e DVDs e indo aos seus shows? Burrice tem limite!

Informações relevantes

As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença, distúrbio ou perversão, portanto, não pode ser curada. Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade como doença.

No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixa de considerar a homossexualidade como um desvio sexual e, em 1999, estabelece regras para a atuação dos psicólogos em relação à questões de orientação sexual, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão” e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade.

No dia 17 de Maio de 1990 a Assembléia-geral da Organização Mundial de Saúde (sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação internacional de doenças (sigla CID).

Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passa a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.