Obama diz que não tolera países que intimidam homossexuais Resposta

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Dando mais uma prova que seu segundo mandato será marcado pela defesa dos direitos LGBT, o presidente estadunidense Barack Obama criticou as nações que perseguem a comunidade gay na noite da última terça-feira (7/8), durante uma entrevista ao programa The Tonight Show, da rede NBC. Obama fez o comentário ao falar da Rússia, que tem aprovado legislações anti-homossexuais.

“Sem tolerância para os países que tentam intimidar gays, lésbicas e transgêneros , de uma maneira prejudicial a eles”, disse Obama ao apresentador do programa, Jay Leno .

Sede da edição de inverno dos Jogos Olímpicos, no próximo ano, a Rússia tem sido pressionada a revogar leis restritivas à comunidade LGBT, como a que proíbe a realização de paradas gays.

“Eu acho que eles entendem que a maioria dos países participantes dos Jogos Olímpicos não toleraria que gays e lésbicas fossem tratados de forma discriminatória”, observou Obama sobre a possível revogação.

O presidente dos Estados Unidos ainda falou da necessidade de tratar todos com igualdade. “Uma coisa que é importante para mim é ter certeza que as pessoas serão tratadas de forma respeitosa e com justiça. É isso o que defendemos, eu acredito que esse preceito não é exclusivo para a América. É algo que deve ser aplicado em todos os lugares. “.

Produtor lança vinho especial em apoio ao casamento homoafetivo nos EUA Resposta

 

O vinho tinto “Same Sex Meritage” foi criado pela vinícola da família Stein, em São Francisco, e apresentado pelo produtor Josh Stein. (Foto: Eric Risberg/AP)

O vinho tinto “Same Sex Meritage” foi criado pela vinícola da família Stein, em São Francisco, e apresentado pelo produtor Josh Stein. (Foto: Eric Risberg/AP)

Uma vinícola da Califórnia, nos Estados Unidos, lançou um rótulo especial de vinho em homenagem ao casamento gay. O vinho tinto “Same Sex Meritage” foi criado pela vinícola da família Stein, em São Francisco, e apresentado pelo produtor Josh Stein.

Cada garrafa do vinho custa US$ 25. No site da vinícola, Stein define a iniciativa de criar o vinho homenageando o casamento gay para apoiar os casais que ainda são proibidos de se casar com as pessoas que amam. O produtor diz que a proibição do casamento gay é uma “inquestionável violação dos direitos civis”.

Cada garrafa do vinho custa US$ 25. (Foto: Eric Risberg/AP)

Cada garrafa do vinho custa US$ 25. (Foto: Eric Risberg/AP)

Pesquisa indica que 3 de 4 americanos consideram casamento gay ‘inevitável’ Resposta

Quase três de quatro americanos consideram a legalização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo algo ‘inevitável’, independentemente de serem a favor ou contra, segundo uma pesquisa do instituto americano Pew publicada nesta quinta-feira.

A pesquisa foi realizada por telefone com 1.504 pessoas nos Estados Unidos durante os primeiros cinco dias de maio, um mês antes de a Suprema Corte dos Estados Unidos se pronunciar sobre o tema.

No total, 72% dos consultados acreditam que a legalização do casamento gay é ‘inevitável’. E entre aqueles que se opõem ao matrimônio homossexual, 59% acreditam que esta mudança é ‘inevitável’.

Quase nove em cada dez americanos conhece um gay ou uma lésbica (contra 6 de 10 em 1993). Dentro deste grupo, composto em sua maioria por mulheres e jovens urbanos pouco religiosos, um terço conhece homossexuais que criam filhos e dois terços apoiam o casamento gay.

‘No entanto, a oposição ao matrimônio gay continua sendo grande’, disseram os pesquisadores do Pew. Entre os americanos, 45% acreditam que o homossexualismo é um pecado (contra 55% em 2003).

Embora 51% dos americanos sejam a favor do casamento gay, 40% dos consultados disseram que é difícil, e 19% consideram muito difícil, aceitar ter um filho gay.

O matrimônio entre pessoas do mesmo sexo é legal em 12 estados do país e na capital federal, Washington. As constituições de 31 estados de 50, e em nível federal, definem o casamento como a união entre um homem e uma mulher.

O Pew publicou os resultados de sua pesquisa no site: http://www.pewcenter.org

Fonte: France Presse

Crianças transgêneros desafiam leis e políticas escolares nos EUA Resposta

Ryan faz acrobacias com suas amigas no recreio do colégio, num subúrbio de Chicago; nascida menino, ela se identifica como menina desde os primeiros anos de vida (Foto: AP Photo/M. Spencer Green)

Ryan faz acrobacias com suas amigas no recreio do colégio, num subúrbio de Chicago; nascida menino, ela se identifica como menina desde os primeiros anos de vida (Foto: AP Photo/M. Spencer Green)

Para incluir e tratar igualmente todos os alunos e alunas, inclusive os que se identificam com gêneros diferentes aos seus biológicos, escolas dos Estados Unidos estão aprendendo empiricamente a se adaptar a uma realidade longe do branco e preto que definem que roupas, brinquedos e atitudes são de meninos ou de meninas. O assunto foi tema de longa reportagem da agência de notícias Associated Press. O blog publica abaixo um resumo feito pelo G1 com os principais trechos da reportagem da AP:

A presença de crianças e adolescentes que adotam outra identidade de gênero é pequena nas escolas, mas tem crescido. No distrito escolar da cidade de São Francisco, por exemplo, o gerente de programas de saúde escolar Kevin Gogin afirmou à reportagem que, de acordo com uma pesquisa com os estudantes, 1,6% dos alunos de ensino médio e 1% dos alunos dos anos finais do ensino fundamental se identificavam como transgênero ou variante de gênero.

As crianças dos anos iniciais não foram incluídas na pesquisa, mas Gogin disse à AP que o distrito já havia identificado alunos e alunas nesta situação nestes anos.

Com Ryan, que hoje cursa o quarto ano do fundamental em um subúrbio da cidade americana de Chicago, a adoção de outro gênero aconteceu ainda mais cedo. Desde os dois anos de idade, ela mostrava atração pela cor rosa e usava as calças do pijama para improsivar uma peruca de cabelos compridos. Na época, ela foi diagnosticada com desordem de identidade de gênero, e os pais começaram a incentivar atividades e objetos típicos de meninos. Quando a estratégia não deu certo, passaram a proibir qualquer menção ou brincadeira tipicamente feminina. Ao perceberem que o efeito da repressão não seria benéfico, decidiram aceitar as escolas da filha.

Desde 2012, a “desordem de identidade de gênero” foi removida da lista de doenças de saúde mental, e outros pais de crianças que não se encaixam no padrão polarizado de meninos e meninas recebem o apoio de médicos e especialistas que não enxergam mais esse fenômeno como algo a ser consertado.

Para alguns deles, a evolução da percepção sobre pessoas transgênero (em suas várias formas, desde que quem se identifica com o gênero oposto até quem se considera parte homem e parte mulher) vai evoluir da mesma forma como a visão a respeito da homossexualidade, que há cerca de 40 anos deixou de ser considerada uma doença mental.

Contra o bullying na escola e na família

Ainda no jardim de infância, ela decidiu, com o apoio dos pais, abandonar a rotina de vestir roupas de menino na escola e trocá-las, assim que chegava em casa, por saias e uma blusa combinando. No primeiro dia da mudança, a mãe dela, Sabrina, foi à sala de aula explicar aos coleguinhas que Ryan gostava de se vestir como menina e fazer coisas de menina.

Algumas crianças contaram suas próprias histórias que quando vestiram roupas indicadas a outros gêneros por motivos variados, e o grupo superou a notícia. As crianças do ensino fundamental, porém, começaram a perseguir Ryan na hora do recreio. Para evitar aborrecimentos, a diretoria da escola garantiu a aplicação da política de intolerância ao bullying.

O processo, porém, não foi totalmente fácil, segundo contou a mãe da criança, Sabrina, à reportagem da AP. Antes da escola, Ryan começou a vestir roupas convencionalmente atribuídas a meninas em parques, no bairro e com a família.

Algumas pessoas não aceitaram a mudança, criticaram o apoio dos pais por acharem Ryan nova demais para saber o que queria, ou simplesmente pararam de reconhecer a criança. “Era como se ela não existisse mais”, disse a mãe. A posição dela e do pai foi, além de mudar de bairro e buscar uma escola que parecesse mais aberta, enfrentar o problema de frente e com uma posição clara: eles reuniram os parentes e lhes informaram que estariam do lado da criança.

“Nosso compromisso é que nossos filhos estejam em um ambiente acolhedor e amoroso, e se alguém não concorda com isso, então não vai estar por perto”, explicou o pai de Ryan, Chris.

Ryan, Scott Morrisson, Eli Erlick e Coy Mathis; aluno e alunas transgêneros nos EUA (Fotos: AP Photo/ M. Spencer Green/Don Ryan/Rich Pedroncelli/ Brennan Linsley)

Ryan, Scott Morrisson, Eli Erlick e Coy Mathis; aluno
e alunas transgêneros nos EUA (Fotos: AP Photo/
M. Spencer Green/Don Ryan/Rich Pedroncelli/
Brennan Linsley)

A tolerância na prática
“Por uma margem grande, a maioria dos educadores quer fazer a coisa certa e quer saber como tratar todas as suas crianças igualmente”, afirmou à reportagem da AP Michael Silverman, diretor-executivo do Fundo de Defesa Legal e Educação Transgênero da cidade de Nova York. Segundo ele, atualmente 16 estados americanos e o Distrito de Columbia (capital dos EUA) já contam com leis que garantem os direitos de pessoas transgêneros. Mas, mesmo nos estados que não contam com essa legislação, os distritos escolares estão geralmente abertos à orientação para a diversidade.

O problema, porém, é que as práticas de aceitação e tolerância à diversidade ainda não são muito difundidas. Entre as perguntas mais comuns estão a definição de qual banheiro a criança vai usar, onde ela vai se trocar para a aula de educação física e que pronome os professores e colegas devem usar para chamar a criança transgênero.

Dados recentes mostram que a falta de informação e socialização entre os estudantes transgêneros podem ter resultados alarmantes.

Um pesquisa nacional feita em 2010, feita em conjunto entre o Centro Nacional pela Igualdade Transgênero e pela Força Tarefa Gay e Lésbica Nacional, mostrou que 41% das pessoas transgêneros entrevistadas no país admitiram que já tentaram cometer suicídio. Mais da metade (51%) delas afirmou que sofreu bullying, assédio, agressão ou expulsão da escola por serem transgêneros.

Scott Morrison, que mora no estado de Oregon há três anos, e há dois fez a transição de menina para menino, afirma que o apoio da família, dos amigos e de sua nova escola, inclusive da ajuda de um conselheiro escolas, fez toda a diferença no processo, inclusive evitando que ele considerasse tirar a própria vida.

“A identidade de gênero é provavelmente a parte mais importante de mim, é a descoberta mais importante que fiz sobre mim mesmo”, disse o formando do ensino médio à AP.

Para Eli Erlick, uma aluna transgênero que vai terminar o ensino médio neste ano em Willits, uma pequena cidade no norte da Califórnia, a transição de menino para menina começou aos 8 anos. Na época, há cerca de dez anos, a sensação que ela descreveu à agência era de ser “a única pessoa desse jeito”. Além de ser ridicularizada em público pelos próprios professores, a aluna não tinha permissão para usar o banheiro das meninas. Para contornar o problema, ela fingia alguma doença para poder ser liberada e usar o banheiro de casa.

Em geral, porém, ela afirma ter notado uma mudança geral nas atitudes em relação às diferenças entre identidades de gênero. Hoje, Eli coordena uma organização que treina e orienta escolas a lidar com pessoas como ela, além de ter ajudado seu próprio distrito escolar, além de outros na Califórnia, a definir políticas sobre o tema.

A inclusão escolar na Justiça

Ainda que haja mais conscientização, nem todas as relações entre alunos transgêneros e suas escolas são pacíficas, e algumas já foram parar na Justiça. Michael Silverman, de Nova York, representa a família de Coy Mathis, uma garota transgênero de seis anos do estado de Colorado.

O motivo do processo foi o fato de a escola ter definido que a criança seria obrigada a usar um banheiro separado das demais meninas.

“Se fosse só um banheiro, então a opção neutra estaria bem. Mas é sobre realmente ser aceita”, disse a mãe de Coy, Kathryn Mathis. “O que acontece agora é que eles te chamam de garota, mas você não é realmente uma garota, então não te deixam agir como uma. E isso faz um estrago incrível.”

A reportagem da Associated Press procurou a escola de Coy, mas ela não se pronunciou.

Os precedentes abertos nos últimos anos e a evolução da posição de especialistas sobre a condição de pessoas transgêneros têm feito com que as crianças e adolescentes que se identificam com um gênero diferente do biológico possam viver mais abertamente e com maior apoio.

“Essas crianças estão começando a ter uma voz, e acho que isso é o que tem feito as coisas interessantes e desafiadoras –e difíceis, às vezes–, dependendo da família, da criança ou da escola”, afirmou à AP Roberto Garofalo, diretor do Centro de Gênero, Sexualidade e Prevenção de HIV do Hospital Infantil Lurie, de Chicago.

No caso de Ryan, sua integração escolar tem tido, até agora, poucas consequências negativas. Uma de suas colegas do quarto ano do fundamental resumiu tudo com uma frase: “A maioria das pessoas esqueceu que um dia ela já foi um menino”, disse a garota.

Fonte: G1

Gays e imigrantes ‘saem do armário’ e lutam por reforma nos EUA Resposta

Gays imigrantes lutam por benefícios em reforma migratória

Gays imigrantes lutam por benefícios em reforma migratória

Imigrantes e gays

Parte dos milhares de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos afirma sofrer um preconceito duplo: de um lado, porque não nasceram no país; de outro, porque são gays.

  • 11 milhões de estrangeiros vêem a reforma migratória que tramita no Congresso americano como a esperança de um futuro menos incerto.
  • Desse total, pelo menos 267 mil são gays, lésbicas, bissexuais ou transgênero (LGBT), segundo estimativa do Williams Institute, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Aos 25 anos de idade, o consultor Sebastián Velásquez, graduado em Política Internacional na prestigiada Universidade de Georgetown, em Washington, já “saiu do armário” três vezes.

Aos 16, assumiu para a família que era gay – o que levou a sua mãe a fazer uma greve de fome e, através de “uma série de ações manipuladoras e chantagem emocional”, forçá-lo a “entrar de novo no armário”, como relatou à BBC Brasil.

Dois anos depois, no seu aniversário de 18 anos, foi novamente “dedurado” pela irmã que, desaprovando sua orientação sexual, disse ao pai que não queria mais “ir à escola com um homossexual”.

Abandonado no Texas pela família, que se mudou para Miami, Velásquez teve de trabalhar desde cedo para poder sobreviver até o fim do colégio. Por pouco tempo, a família voltou a morar junta na Flórida. Até que ele conheceu o seu primeiro namorado.

“Minha mãe cuspiu na minha cara, disse que eu ia pegar HIV e me jogou para fora de casa”, disse. “Morei no meu carro por umas duas semanas, até um amigo me dar teto e comida, já que eu não conseguia arrumar trabalho por causa do meu status migratório.”

“Em 11 anos de EUA, definitivamente vi as minhas múltiplas identidades se sobreporem”, disse o jovem, que ainda teve de “sair das sombras” mais uma vez, ao se assumir como um dos milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA sob a ameaça quase constante de deportação.

“Umas vezes fui oprimido por causa de uma delas e outras vezes, da outra. E às vezes, de ambas.”

‘Interseção’

Velásquez, que veio da Colômbia com os pais aos 14 anos de idade, faz parte dos cerca de 11 milhões de estrangeiros que veem a reforma migratória que tramita no Congresso americano como a esperança de um futuro menos incerto nos EUA.

Ele está também entre pelo menos 267 mil que, desse universo de imigrantes, são gays, lésbicas, bissexuais ou transgênero (LGBT), de acordo com uma estimativa feita pelo Williams Institute, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Estão “na interseção de dois grupos sociais entre os mais marginalizados da sociedade americana”, nas palavras de um relatório da organização Center for American Progress (CAP), e são “duplamente vulneráveis”.

Por isso, ativistas de direitos civis estão pressionando para incluir o maior número possível de provisões que beneficiem imigrantes LGBT na reforma das leis de imigração.

CliqueLeia mais: Imigrantes e gays ‘trocam lições’ nos EUA

O autor do relatório, Crosby Burns, disse à BBC Brasil que a lei que está tramitando na Comissão de Justiça do Senado já significaria um “bom negócio” para a comunidade LGBT.

Além da possibilidade de cidadania para os indivíduos LGBT dentro do universo total de imigrantes, a lei prevê alternativas para o regime de detenção, o que aliviaria a situação particular de gays e lésbicas submetidos a maus tratos nas prisões – mesmo aqueles portadores de HIV.

A legislação também poderia eliminar o prazo de um ano para que determinados indocumentados peçam asilo político, caso de muitos gays, lésbicas e transgêneros que vêm para os EUA fugindo da violência em seus países.

Em seu relatório, o CAP nota que frequentemente muitos destes casos são desconsiderados porque os candidatos “não se conformam ao estereótipo do que é ser gay ou lésbica”.

Mas a mais ousada – e polêmica – das cláusulas que afetam indivíduos LGBT é o chamado ‘Ato de Unificação das Famílias Americanas’, introduzido como emenda no projeto do Senado pelo democrata Patrick Leahy, do Estado americano de Vermont.

Igualdade para casais

A legislação propõe estender aos casais homoafetivos os mesmos direitos concedidos aos heterossexuais. Isto beneficiaria cerca de 24,7 mil casais nos quais um dos parceiros poderia tirar seu visto com base no status legal do outro.

Assim, em vez de esperar 13 anos para obter a cidadania pelo mesmo caminho dos outros imigrantes, cônjuges e parceiros do mesmo sexo poderiam se tornar cidadãos americanos em quatro.

“Achamos que (a emenda) expande a legislação de forma a capturar mais famílias americanas na reforma migratória”, afirma Crosby.

Mas a proposição já suscitou a reação de grupos conservadores e religiosos que avisaram que pressionarão seus parlamentares para votar contra o resto da reforma se a emenda que beneficia os casais LGBT for mantida no texto.

O presidente da organização Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, ligada à Igreja Batista do Sul dos EUA, Richard Land, enviou uma carta ao senador Leahy afirmando que, “se a proposta incluir provisões (relativas aos casais do mesmo sexo), a maioria, se não todos, entre nós, terá de se opor a ela”.

Para a organização, “a lei de imigração não é o lugar para tentar mudar o compromisso de longa data do nosso país com o casamento tradicional”.

Grupos religiosos estão sendo apontados por analistas americanos como instrumentais para a aprovação da reforma, porque mobilizam extensas redes a favor da legislação, avaliam analistas.

Mas se os casais LGBT se sentem discriminados injustamente na reforma migratória, os conservadores creem que estão sendo induzidos a promover os interesses de um grupo através de um projeto de reforma focado em outro.

Processo legislativo

Sebástian Velásquez diz ter sofrido preconceito por ser imigrante e gay

Sebástian Velásquez diz ter sofrido preconceito por ser imigrante e gay

As emendas à lei de imigração – mais de 300 – começaram a ser discutidas na Comissão de Justiça do Senado na semana passada. O senador Leahy, presidente da Comissão, quer encerrar a votação das mudanças dos senadores até o fim do mês para colocar o projeto em votação no plenário da Casa em junho.

Analistas creem que a reforma incluirá provisões que beneficiam os indivíduos gays e apontam que Leahy, em particular, pode conseguir a inclusão de sua proposta.

Mas a ideia não tem o apoio de sequer um senador do partido oposto, e há dúvidas se a Câmara dos Representantes (deputados), controlada pelos republicanos, passaria a reforma com a modificação que beneficia os casais gays.

Sebastián diz que a comunidade LGBT fiscalizará o processo de perto para evitar que os parlamentares usem a emenda que beneficia os casais homoafetivos como pretexto para não aprovar a reforma mais abrangente.

“Estamos falando das suas carreiras políticas – eles querem ou não ficar os seus cargos?”, desafia. “As pessoas estão acompanhando estas discussões e vão saber quem está do lado da história e quem não está.”

Fonte: BBC Brasil

Homem gay enfreta pastor homofóbico e é aplaudido no metrô; assista 3

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Quem nunca se deparou com alguém pregando ideais religiosos em pleno transporte público, né?!

Pois bem, um pastor resolveu entrar em um vagão de metro em Nova York para dizer que ser gay é errado. O que ele não esperava era encontrar um homem gay no caminho, que não topou ouvir aquelas besteiras contra a homossexualidade calado!

Sem revidar com ofensas, mas com educação e civilidade, ele chamou o pastor de “falso profeta” que “ensina o ódio” e é “cheio de medo”! A atitude do rapaz foi aplaudida pelos outros passageiros do metro.

Confira trecho da conversa…

Pastor: “Vocês vêem o que estou dizendo? Você não pode aceitar dois homens juntos. E eles não tem seios, têm pênis. Dois homens tem pênis”

Rapaz: “Eu sou um homem. Eu sou um homem bom. E gay. E Jesus me ama”

Pastor: “Homem gay não. Você é um viadinho”

Rapaz: “Jesus me ama. Jesus me ama”

Assista ao Vídeo: 

Fonte: paraiba.com.br

Obama, Kobe e personalidades apoiam jogador da NBA que assumiu ser gay Resposta

Jason Collins recebeu apoio de diversas personalidades e companheiros de NBA

Jason Collins recebeu apoio de diversas personalidades e companheiros de NBA

A decisão do pivô Jason Collins, que assumiu ser gay na segunda-feira (29/4), causou grande impacto nos Estados Unidos. Rapidamente, o caso ganhou repercussão mundial e muitas pessoas começaram a se questionar sobre como seria a reação dos americanos com o anúncio. No entanto, antes que qualquer teoria homofóbica ganhasse força, diversas autoridades e jogadores da NBA saíram em defesa do atleta e enviaram mensagens de apoio.

Um dos primeiros a se manifestar a favor do atleta foi Barack Obama. O presidente dos Estados Unidos ligou para Collins para demonstrar apoio e dizer ficou impressionado com a coragem demonstrada pelo jogador do Washington Wizards.

Em seguida, o ex-presidente Bill Clinton utilizou sua conta oficial no twitter para apoiar a decisão de Collins e divulgar um comunicado a favor da causa gay.

“Eu espero que todos, principalmente os companheiros de Jason na NBA, a mídia e os fãs, apoiem e demonstrem o respeito que ele merece”, dizia parte do texto assinado por Bill Clinton.

Ainda pelo twitter, diversas personalidades do esporte se manifestaram a favor da atitude de Collins. Lenda do Los Angeles Lakers, Magic Johnson, que recentemente viu seu filho assumir ser homossexual, afirmou que apoia 100% o jogador.

“Jason Collins anunciou que é gay. Eu o conheço e sua família muito bem e o apoio 100%”, postou o ex-atleta.

Outro astro dos Lakers que apoiou publicamente o anúncio de Collins foi Kobe Bryant. Um dos maiores jogadores da atualidade, o camisa número 24 da franquia californiana se disse orgulhoso do companheiro de NBA.

“Orgulhoso de Jason Collins. Não se sufoque por conta da ignorância dos outros”, tuitou Bryant.

Até mesmo personalidades de outros esportes defenderam o pivô do Washington Wizards. A ex-tenista Martina Navratilova, que é uma das grandes defensoras dos direitos LGBT, também aprovou a decisão.

“Muito bem Jason Collins. Você é um homem corajoso e um grande homem. 1981 foi o ano para mim – 2013 é o ano para você”, postou.

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Medo de perder vaga na NBA

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Após o anúncio, Collins, primeiro atleta ainda em atividade a assumir ser gay em um dos quatro grandes campeonatos dos Estados Unidos, afirmou não saber qual será o seu futuro como jogador da NBA e se a liga vai aceita-lo normalmente. Mas a orientação sexual do pivô não deve ser um problema. Rapidamente, o presidente do Washington Wizards, Ernie Grunfeld, divulgou um texto para elogiar o seu comandado.

“Estamos orgulhosos de Jason e apoiamos sua decisão de viver abertamente. Ele tem sido um líder dentro e fora das quadras e um excelente companheiro de equipe ao longo de sua carreira. Estas qualidades vão acompanhá-lo como um jogador e como um modelo positivo para todos, de todas as orientações sexuais”, afirmou.

A situação de Collins pode ficar complicada por outro fator. A partir de julho, o jogador ficará sem contrato com nenhuma franquia. De acordo com um levantamento feito pela imprensa norte-americana, de 14 times procurados em sigilo, seis esperam que o jogador consiga assinar com alguma equipe e jogar sua 14ª temporada na liga, mesmo após assumir a homossexualidade. No entanto, algumas organizações explicaram que a idade do jogador, 34 anos, pode ser um fator decisivo para que nenhum time demonstre interesse em sua contratação.

Collins, que nesta temporada defendeu Boston Celtics e Washington Wizards, está na NBA desde a temporada 2011-02 e possui médias de 3.6 pontos por jogo e 3.8 rebotes.

Informações: UOL

Obama pede que Supremo declare inconstitucional lei contra casamento gay 1

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O Governo de Barack Obama pediu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos que declare inconstitucional a lei federal que define o casamento como “a união entre um homem e uma mulher” quando decidir sobre o assunto, em junho. O Departamento de Justiça entregou ao Supremo a primeira de uma série de opiniões legais sobre as uniões entre pessoas do mesmo sexo, que o Supremo deve avaliar após admitir o trâmite de dois processos relacionados ao tema. Um deles questiona a constitucionalidade da Lei de Defesa do Casamento, de 1996, que define o casamento como “a união entre um homem e uma mulher” e à qual Obama se opôs publicamente em várias ocasiões. Nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça respaldou essa posição no documento, que foi entregue um mês antes de o Supremo realizar sua primeira audiência sobre o assunto. “A oposição moral ao homossexualismo, embora possa refletir opiniões pessoais profundas, não é um objetivo de política legítimo que possa justificar o tratamento desigual dado às pessoas gays”, apontou o advogado-geral dos EUA, Donald Verrilli, no documento. Verrilli ressaltou ainda que a lei nega aos casais homossexuais uma série de benefícios federais válidos para as uniões heterossexuais. O Governo de Obama também considera intervir no segundo caso sobre o casamento homossexual a ser avaliado pelo Supremo, o relacionado com a “Proposição 8”, da Califórnia, que declara ilegais as uniões gays nesse estado e foi aprovada em um referendo em 2008, pouco após o estado legalizar essas uniões. Em 2010, um tribunal de apelações declarou inconstitucional a emenda, pelo que seus defensores decidiram levar o caso ao Supremo. Segundo fontes da emissora “CNN”, o Departamento de Justiça prevê publicar na semana que vem uma opinião legal defendendo a revogação da “Proposição 8” por considerá-la uma violação da “proteção igualitária” que está garantida na Constituição. O casamento homossexual é legal em nove estados do país – Maryland, Washington, Maine, Nova York, Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire e Vermont – e no Distrito de Columbia. Em outros cinco estados são permitidas as uniões civis, mas não é um direito reconhecido pelo Governo federal. Segundo uma pesquisa feita em dezembro pelo jornal “USA Today” e a empresa Gallup, 53% dos americanos estão de acordo com as uniões entre pessoas do mesmo sexo, o dobro do índice registrado em 1996.

Primeira lésbica assumida do UFC quer diminuir a homofobia nos esportes 1

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Quando Dana White anunciou a rival da campeã Ronda Rousey para a estreia das mulheres no UFC, muita gente torceu o nariz: quem é Liz Carmouche? Com um cartel de dez lutas e oito vitórias, não era das mais famosas, mas ela não está se importando com isso. Ela gosta de ser azarona, quer pegar uma carona no sucesso de sua rival para levar suas ideias ao grande público e chocar o mundo com uma vitória contra a favorita.

Mais que isso, Liz quer usar sua luta no UFC 157, neste sábado (23/2), em Anaheim (EUA), como palanque para a maior de suas bandeiras depois do MMA. Lésbica assumida há muitos anos, Carmouche vai aproveitar os holofotes para tentar reduzir a homofobia dentro do MMA.

“Estou recebendo um grande apoio da comunidade gay, elogiando meu trabalho. Eu realmente acho que posso ajudar a diminuir o preconceito contra homossexuais nas lutas e nos esportes em geral. Não esperava ter essa missão, liderando a comunidade homossexual, mas eu aceitei e espero fazer bem esse trabalho”, explicou a lutadora ao blog.

E ela ganhou o apoio para isso dentro do próprio UFC. Acusado algumas vezes de ser homofóbico, o presidente Dana White fez questão de elogiar a postura da lutadora. “Eu a aplaudo por ter se revelado e por ser a primeira [lésbica do UFC]. Bom para ela. Espero que mais o façam. Não me incomoda nem um pouco. Não devia incomodar ninguém.”

O UOL conversou em duas oportunidades com a lutadora no final do ano passado, em Las Vegas, na época no UFC 155. A primeira e mais interessante foi em um jantar com a imprensa da América Latina promovido pelo evento. Maquiada e muito bem vestida em traje social, ela não conseguia esconder o incômodo com a aquilo. Tímida no começo, era o centro das atenções, todo mundo queria falar com ela.

Depois de uns 30 minutos, estava mais solta e não pensava duas vezes antes de revelar detalhes de sua vida pessoal. Militar de carreira, a lutadora nascida no Japão contou que a namorada não gosta de lutas e de MMA, não vê e não deixa ninguém em casa ver. Sua mãe é uma pacifista convicta, “uma hippie de verdade”, e ela divide sua paixão pelas lutas com a pintura abstrata.

Dois dias depois, pouco antes do UFC 155, falei com ela um pouco mais sobre a luta em si – e sobre a questão da homofobia fala acima. Confira os melhores momento.

Como você recebeu a notícia da luta contra a Ronda? Eu estava tomando café da manhã, tomando meu café. Pensei: ‘Ligando a essa hora, ou é uma notícia muito boa, ou é uma notícia muito ruim’. Foi algo realmente inacreditável.

Mas você já esperava por ela? Não esperava ser chamada. Estava amolando o Dana White no Twitter, no Facebook, meus seguidores e fãs também. Foi uma reação muito rápida. Não esperava.

Como encarar o favoritismo da Ronda? Eu estou superpreparada. Desde que desliguei aquela ligação eu comecei a me preparar. Estou pronta para ser campeã. Acho que meu treino e minha experiência vão me levar ao título. Estou pronta para mostrar que eu sou uma lutadora mais completa.

Você disse cola as fotos de suas rivais para mentalizá-las para a luta. Fez o mesmo com a Ronda? Não preciso de uma foto dela para mentalizar. Ela está em todos os lugares. (Risos) Assisti muitas vezes aos vídeos das lutas dela. Não são muitos e estou fazendo um trabalho incrível em cima deles.

E como é encarar as críticas sobre vocês não mereceram fazer uma luta principal? Não é frustrante esse questionamento, eu mesmo fiquei surpresa quando ele me falou que valeria título e que seria uma luta principal, mas desde o começo ele me mostrou o quanto isso era importante e o quanto as pessoas vão se impressionar.

Juiz autoriza que menina seja adotada por um gay e duas lésbicas 1

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Um bebê de um ano e 11 meses tornou-se nesta sexta-feira (8/2) filha de três pessoas no estado da Flórida, nos EUA. Na certidão de nascimento da criança, serão registrados os nomes do casal de lésbicas Maria Italiano e Cher Filippazzo, e do pai biológico Massimiliano Gerina, que doou o esperma. De acordo com o “Miami Herald”, as duas se casaram em Connecticut e teriam passado por inúmeras tentativas fracassadas de engravidar. Por isso, pediram a contribuição do amigo para que pudessem ter um bebê.

– Nós estamos criando um novo conceito de família. Se duas mulheres querem o reconhecimento da maternidade, listadas como número 1 e número 2, isso não exclui que o homem seja listado como o pai – disse Karyn J. Begin, representante de Gerina na Justiça.

A inseminação foi doméstica e, meses depois, Maria descobriu que estava grávida. Segundo as leis da Flórida, doadores não tem nenhum direito ou responsabilidade em relação à criança gerada. No entanto, Gerina fez questão de não abrir mão da paternidade.

– Quando me deram os documentos que me fariam perder todos os meus direitos com o bebê, eu não assinei – afirmou Gerina.

Antes de posar para fotos com os três pais e a bebê, o juiz Antonio Marin aprovou o pedido de Gerina submeteu os documentos com a nova paternidade para um funcionário do tribunal de adoção local. Segundo o pai, as mulheres estarão no comando, mas ele vai ajudar tomando conta da menina e passando tempo com a filha.

Jornalista fala sobre a transformação na vida dos gays nos EUA 1

766_hp1Na semana seguinte à eleição de Barack Obama para presidente, em 2008, fui a um festival de música na Universidade Estadual do Arizona, em Tempe. Por causa do Dia dos Veteranos, na terça-feira seguinte, era um fim de semana de festa na escola, e milhares de estudantes lotavam a rua principal. O evento central do festival foi longo. Por volta da meia-noite, saí com outro participante, o escritor e cineasta Paul Festa, em busca de algo para comer. O único lugar que encontramos foi um Jack in the Box, restaurante de uma rede de fast-food. Fizemos o pedido na janela do drive-thru. Havia um carro parado, com vários universitários dentro. Momentos depois, um segundo carro entrou no sentido contrário do drive-thru e freou cantando pneu. Um jovem visivelmente bêbado, alto e loiro, que se vestia tipicamente como um universitário, usava jeans e uma camiseta por cima de outra de manga comprida, saiu cambaleando do carro. Ele gritou: “Um vagabundo me chamou de bicha!”. O atendente entregou um milk-shake de morango para Paul. Trocamos olhares apreensivos enquanto o jovem continuava a gritar – Paul e eu somos gays. “Meus pais me criaram direito”, o loiro gritou para os estudantes no segundo carro, que, no fim, deduzimos, eram amigos dele. “E tenho orgulho de quem sou.” Paul e eu nos olhamos de novo, dessa vez espantados.

Nisso, um cara grandalhão e com cara de poucos amigos que usava um boné de beisebol virado para trás dobrou a esquina. Essa, evidentemente, era a pessoa que havia chamado o loiro de bicha. “Vou quebrar sua cara,” gritou o recém-chegado. Um amigo dele vinha atrás. Como a maioria dos homens gays, já fui chamado de bicha algumas vezes. Já vi amigos respondendo a homofóbicos. Mas nunca havia presenciado algo assim. “Como você se atreve?”, o jovem gritou. “Nossos antepassados vieram para este país para escapar de suas religiões e ser livres. Como você se atreve, imbecil? Você não sabe que esta é a terra das oportunidades iguais? Volte para a porcaria de Connecticut com seus dois carros e garagem!” O cara grandalhão encolheu-se diante do insulto semicoerente. Ele deu de ombros para o amigo, e eles saíram andando. O loiro foi tropeçando atrás deles por um ou dois minutos, aos berros: “Neste país, posso me casar COM QUEM EU QUISER! Porque agora há MUDANÇA neste país!”.

Tenho 44 anos e presenciei uma transformação impressionante na condição de homens e mulheres gays nos Estados Unidos. Quando nasci, relações homossexuais eram ilegais em todos os Estados, menos Illinois. Gays e lésbicas não podiam trabalhar no governo federal. Não havia nenhum político abertamente gay. Alguns homossexuais não assumidos ocupavam posições de poder, mas a tendência era eles tornarem as coisas ainda piores para seus semelhantes. Mesmo na imprensa liberal, a homossexualidade era desprezada. Na The New York Review of Books, o escritor Philip Roth censurou a “medonha retórica homossexual” do dramaturgo Edward Albee, e uma reportagem de capa da Time menosprezou o mundo gay descrevendo-o como um “substituto patético de segunda categoria para a realidade, uma fuga da vida, digna de pena”. O best-seller de 1969 do psiquiatra americano David Reuben, Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo (Mas tinha medo de perguntar) – um livro que me lembro de folhear trêmulo na biblioteca –, dizia que, “se um homossexual que queira renunciar à homossexualidade encontrar um psiquiatra que saiba como curá-la, ele tem todas as chances de se tornar um heterossexual feliz e bem adaptado”.

TRANSFORMAÇÃOO crítico de música Alex Ross. “Celebridades assumidas e orgulhosas deixaram os heterossexuais americanos mais à vontade com quem pensa diferente” (Foto: Lisa Carpenter/The Guardian)

TRANSFORMAÇÃO
O crítico de música Alex Ross. “Celebridades assumidas e orgulhosas deixaram os heterossexuais americanos mais à vontade com quem pensa diferente” (Foto: Lisa Carpenter/The Guardian)

Na metade dos anos 1980, quando estava começando a aceitar minha sexualidade, alguns gays tinham cargos políticos, muitos Estados haviam derrubado leis antigas que criminalizavam a sodomia e diversas celebridades haviam se assumido. (A tenista campeã Martina Navratilova o fez, de forma memorável, em 1981.) Mas cruzadas antigays da direita religiosa ameaçavam fazer esse progresso retroceder. Em 1986, a Suprema Corte, em defesa da lei contra a sodomia na Geórgia, rejeitou o conceito de proteção constitucional à sexualidade gay como sendo, “na melhor das hipóteses, uma brincadeira”. A aids matava milhares de homens gays todo ano. A resposta inicial da administração Reagan – e da mídia tradicional – é bem resumida por uma coletiva de imprensa com Larry Speakes, o porta-voz da Casa Branca, em outubro de 1982:

Repórter: Larry, o presidente tem alguma reação ao anúncio (do) Centro de Controle de Doenças em Atlanta de que a aids agora é uma epidemia e há mais de 600 casos?
Speakes: O que é aids?
Repórter: Mais de um terço deles morreu. É conhecida como a “praga gay” (risos). Não, é mesmo. Quer dizer, é uma coisa bastante séria e uma a cada três pessoas contaminadas morre. E eu me pergunto, o presidente está ciente disso?
Speakes: Não tenho a doença. Você tem? (Risos.)

Quando Reagan falou pela primeira vez em detalhes sobre a aids, em maio de 1987, os mortos nos EUA passavam de 20 mil. O medo é o que mais lembro da minha primeira experiência sexual.

Hoje, os gays de certa idade podem se sentir como se tivessem saído de uma máquina do tempo cor-de-rosa. Foi a sensação que tive ao observar o jovem em Tempe. O casamento gay é legal em seis Estados e em Washington D.C. Gays podem servir no Exército sem esconder sua sexualidade. Vemos juízes, membros do Congresso, prefeitos (incluindo o prefeito de Tempe por quatro mandatos), estrelas de cinema e apresentadores de televisão abertamente gays. Personagens gays na televisão e no cinema estão quase irritantemente sempre presentes. A Suprema Corte, que finalmente anulou todas as leis contra a sodomia em 2003, começou a examinar a questão do casamento. E a campanha de 2012 mostrou que os republicanos não enxergam mais os gays como causadores de celeuma. O candidato deles à Presidência, Mitt Romney, derrotado em novembro, é contra o casamento gay, mas ele quase não mencionou o assunto nos últimos meses. Se 32 pessoas morressem hoje num assassinato em massa num bar gay, seria presumível que tanto Obama quanto Romney expressassem sua solidariedade às vítimas – mais do que que qualquer autoridade fez em Nova Orleans quando, em 1973, um incendiário pôs fogo no Upstairs Lounge, um bar que reunia o público homossexual.

A vida de um gay nos EUA não é livre de preocupações, especialmente fora de certas áreas nas grandes cidades. Apesar de a direita religiosa ter menos força política do que já teve, ela ainda pode causar incômodo. Em agosto, centenas de milhares de pessoas em todo o país fizeram fila para comprar sanduíches de frango para apoiar a Chick-fil-A, cuja fundação sem fins lucrativos já doou milhões de dólares para grupos antigay.

(Foto: AP)

(Foto: AP)

Uma explicação moderna para essa reviravolta é atribuí­da à cultura popular: celebridades assumidas e orgulhosas e seriados de TV com temática homossexual deixaram os americanos heterossexuais mais à vontade com seus vizinhos que pensam diferente. Quando, em maio, o vice-presidente, Joe Biden, declarou seu apoio ao casamento gay, levando Obama a fazer o mesmo, ele disse: “As coisas realmente começam a mudar… quando a cultura social muda. Acredito que Will & Grace provavelmente tenha contribuído mais para educar o público americano do que quase qualquer coisa que alguém tenha feito até agora”. Não muito tempo atrás, porém, Hollywood frequentemente retratava gays e lésbicas como tipos afetados e escandalosos, casos patéticos de suicídio e assassinos em série. Vito Russo documentou a prática em seu livro, The celluloid closet (O armário de celuloide, em tradução livre), de 1981. Dez anos depois, participei de uma manifestação organizada pela divisão de São Francisco da Queer Nation, organização de ativistas gays, contra o filme Instinto selvagem, que estava sendo filmado na cidade e cujo enredo contava a história de lésbicas assassinas. Minha carreira de ativista acabou ali, mas o protesto, assim como outros parecidos, trouxe progressos. Tardiamente, Hollywood parou de ensinar os Estados Unidos a terem medo da homossexualidade. A indústria do entretenimento, longe de ser quem abriu o caminho, adaptou-se a uma nova realidade social.

Pessoas tridimensionais são mais convincentes do que pessoas bidimensionais, como o vice-presidente Biden certamente sabe. No final, a grande mudança provavelmente chegou porque, todo ano, mais alguns milhares de pessoas faziam o difícil anúncio a sua família e aos amigos, derrubando imagens do folclore do desgosto. Meu principal momento político aconteceu quando escrevi longas cartas a meus amigos mais próximos, finalmente revelando o resto de mim. Numa, me assumi numa nota de rodapé na sétima página, em meio a citações pomposas, mas sinceras, de Wallace Stevens: A maior pobreza é não viver/Em um mundo físico, sentir que o desejo de alguém/É difícil demais de diferenciar do desespero. Harvey Milk, o ativista que se tornou o primeiro homossexual a ser eleito a um cargo público nos EUA, sempre disse que a revolução aconteceria assim: um jovem solitário por vez.

Fonte: Época

Obama recomenda a escoteiros que derrubem veto a gays Resposta

Barack Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse no domingo que os Boy Scouts of America (corpo de escoteiros dos EUA) deveriam eliminar a proibição à participação de homossexuais, uma regra antiga e polêmica, que será submetida a votação nesta semana.

Obama, que incluiu uma defesa aos direitos dos homossexuais no seu discurso de posse para o segundo mandato, em janeiro, foi questionado sobre o tema durante entrevista à CBS, e disse ser favorável ao fim da proibição.

“Minha atitude é de que… gays e lésbicas deveriam ter acesso e oportunidade da mesma forma que todos os demais, em todas as instituições e modos de vida”, afirmou o presidente.

“Os escoteiros são uma grande instituição, promovendo os jovens e expondo-os, sabe, a oportunidades e liderança que servirão às pessoas pelo resto das suas vidas, e acho que ninguém deveria ser barrado nisso.”

Após críticas de ativistas e de homossexuais que foram escoteiros ou chefes da instituição, o conselho-executivo do escotismo norte-americano deve votar o fim da proibição na quarta-feira, quando termina sua reunião de três dias. A proibição à participação de homossexuais havia sido reafirmada no ano passado.

No mês passado, a entidade havia dito que cogitava extinguir a proibição em nível nacional, deixando às suas organizações locais as decisões sobre as políticas relacionadas à orientação sexual de seus integrantes jovens e adultos.

“Vacina de células” controla vírus da aids Resposta

Um estudo que envolveu 36 pessoas já contaminadas com o vírus da aids mostrou que é possível controlar o HIV usando uma vacina terapêutica –embora o resultado ainda esteja longe de uma cura.

Cientistas na Espanha, na França e nos EUA usaram os vírus presentes no organismo dos próprios pacientes portadores do HIV para “adestrar” células do sistema de defesa do organismo deles.

Depois, tais células foram devolvidas para a corrente sanguínea dos pacientes. O resultado: mesmo tendo parado de tomar o coquetel de drogas antirretrovirais (hoje a única defesa de quem já foi infectado), a maioria dos soropositivos ficou com níveis baixos de HIV no sangue.

Gráfico

 

O problema, no entanto, é que o controle do vírus foi temporário, perdendo força a partir de 24 semanas depois que a “vacina de células” foi aplicada pelos cientistas, o que vai exigir mais refinamento do método antes que testes maiores aconteçam.

A pesquisa, que está na edição desta semana da revista especializada americana “Science Translational Medicine”, foi coordenada por Felipe García, da Universidade de Barcelona.

truque misterioso

O grande objetivo desse e de outros estudos parecidos é realizar com sucesso um truque que alguns soropositivos operam naturalmente.

O organismo dessas pessoas, apelidadas de “controladores de elite”, consegue evitar que a multiplicação do HIV saia do controle, além de não perder células do sistema de defesa do organismo.

Tudo indica que tais pacientes conseguem realizar esse feito porque o sistema de defesa de seu organismo é capaz de reconhecer e atacar o HIV com eficácia. O plano, portanto, é óbvio: achar uma maneira artificial de replicar essa estratégia.

Isso permitiria que os pacientes deixassem de lado o consumo perpétuo do coquetel de medicamentos antirretrovirais, que é caro e traz diversos efeitos colaterais.

É aí que entram as chamadas células dendríticas, componentes do sistema de defesa do organismo que levam, por exemplo, pedaços de vírus para outras células de defesa. É esse transporte de informação sobre o inimigo que leva a uma resposta específica contra ele.

No estudo, as células dendríticas, cultivadas a partir de tecidos dos próprios pacientes, foram colocadas em contato com o HIV retirado do organismo deles –mas só depois que o vírus foi inutilizado por meio do emprego de calor (veja quadro acima).

O sucesso apenas temporário da estratégia ainda precisa ser mais estudado, dizem os pesquisadores.

Antes da aplicação da vacina terapêutica, os pacientes ficaram um tempo sem receber os remédios anti-HIV para que os pesquisadores pudessem medir a contagem do vírus em seu sangue e comparar o “antes” e o “depois” da vacinação.

Isso pode ter dado ao parasita um certo fôlego, digamos, para que ele voltasse a se multiplicar mesmo após a imunização. Em princípio, seria possível resolver isso aplicando diversas doses da “vacina de células” –uma tática que é usada no caso das vacinas convencionais.

Outra possibilidade, dizem os cientistas, seria vacinas as pessoas enquanto elas ainda estão tomando os remédios.

Fonte: Folha de São Paulo

Americano que doou esperma para casal de lésbicas ter filha terá que pagar pensão para a criança 5

 

doador

Um homem do Kansas, que doou esperma para um casal de lésbicas para que uma delas pudessem ter um filho, disse na quarta-feira estar chocado, pois o estado americano agora está tentando fazê-lo pagar pensão alimentícia para a criança.

William Marotta, 46 anos, doou esperma para Jennifer Schreiner e Angela Bauer sob um acordo escrito de que ele não seria considerado o pai da criança, nem responsável por pagar pensão alimentícia. Jennifer deu à luz uma menina, hoje com 3 anos.

Em outubro, porém, o estado do Kansas entrou com uma ação pedindo para que Marotta fosse declarado o pai da criança e financeiramente responsável por ela, depois de o casal passar por dificuldades financeiras.

Marotta vai pedir ao tribunal durante a audiência, marcada para 8 de janeiro, para desconsiderar o pedido, que se baseia em uma lei estadual na qual consta que o esperma deve ser doado por meio de um médico licenciado para que o pai seja livre de quaisquer obrigações financeiras posteriormente. O doador deu um recipiente de sêmen para o casal, que o encontrou no site de anúncios Craigslist, em vez de doar por meio de um médico ou clínica.

O caso é visto com potencial de repercussões para outros doadores de esperma. Os bancos de sêmen normalmente fornecem o material para as pessoas que querem ter um filho sob entendimento de que os doadores não são responsáveis ​​pelas crianças. O Kansas está buscando o pagamento de pensão de Marotta, incluindo cerca deUS$ 6 mil em despesas médicas relacionadas com o nascimento da criança, de acordo com a petição apresentada.

“Isso foi totalmente inesperado”, disse Marotta em uma entrevista por telefone. “A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi que nenhuma boa ação fica impune.”

O caso atraiu a atenção nacional. A diretora jurídica do Centro Nacional de Direitos Lésbicos, Shannon Minter disse quarta-feira que “é lamentável e injusto” que o Kansas esteja buscando dinheiro de um doador de esperma.

“Isso pode certamente ter um efeito negativo sobre a disposição de outros homens em ajudar casais que precisam de um doador, o que seria prejudicial para todos”, disse Shannon. “Eu também acho que prejudica o respeito de todos pela lei, quando você a vê funcionar tão arbitrariamente.”

Autoridades do estado devem, segundo a lei, determinar quem é o pai da criança quando alguém busca benefícios do governo, disse a porta-voz do Departamento para Crianças e Famílias, Angela de Rocha. O casal foi obrigado a fornecer a informação, que levou a uma investigação sobre a doação do sêmen.

Lamentável

Lamentável que um casal de aproveitadoras possa vir a prejudicar milhares de outros casais que precisem de um doador. Espero que a decisão seja revertida.

*Com informações da Reuters

Jogador gay beija marido após título em torneio de boliche nos EUA e torcedores deixam de aplaudi-lo 3

Scott Norton

Scott, emocionado com a vitória, abraçado ao marido

O que era para ser uma cena de amor amor tornou-se uma cena de homofobia. Foi na final do Campeonato Americano de Boliche professional, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Após o torneiro, o jogador Scott Norton abraçou e beijou o marido Craig Woodward, sem conter as lágrimas.

Quando descobriu que ele é gay, grande parte dos torcedores deixou de aplaudi-lo, mas o jogador Scott Norton é campeão, também, em cidadania e disse o seguinte:

– É extremamente importante que eu sirva de exemplo para outros atletas gays, tanto no passado quanto no futuro, e mostrar que somos como todo mundo. É importante que as pessoas vejam que ser gay não muda as nossas habilidades como homens, e de forma alguma isso traz desvantagem na hora de competir em esportes de alto nível – contou Norton ao jornal “Windy City Times”.

Norton e Woodward se casaram em outubro de 2011 – em alguns estados americanos, como Massachusetts e Nova York, a união entre casais do mesmo sexo é permitida.

Alguns internautas têm realizado uma campanha em uma rede social para levar o casal ao programa de Ellen DeGeneres, famosa apresentadora de televisão nos Estados Unidos e lésbica assumida.

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A página do Facebook chama-se Let’s Get Scott Norton On The Ellen Degeneres Show e tem como imagem de capa uma montagem do abraço de Norton e Woodward e uma foto do campeão beijando o troféu, foi curtida por mais de 500 usuários até o fim da publicação deste post. Quanto mais apelos aos produtores do programa, mais chances o casal terá de contar a sua história na telinha.

Vaja abaixo o vídeo do beijo e a reação negativa de parte da plateia:

CIA começa a recrutar LGBTs 3

CIA

A CIA vai organizar a sua primeira reunião de recrutamento de pessoal LGBT e decidiu fazê-lo em Miami Beach, no Estado da Florida, noticia a agência Efe. 

A reunião foi convocada, na última quarta-feira, no Centro de Visitantes LGBT de Miami Beach, com a pergunta “Alguma vez você pensou em fazer carreira na Agência Central de Informações (CIA)?”.

Durante o encontro, foram apresentados diversos postos de trabalho nos serviços de espionagem norte-americanos.

Na reunião, estiveram presentes dirigentes de várias áreas da CIA, que está procurando mudar de imagem e a alargar o perfil dos seus empregados.

A reunião teve a colaboração da Câmara de Comércio de Gays e Lésbicas de Miami e é a primeira deste tipo organizada pela CIA, que foi acusada em 1989 de marginalizar sistematicamente os LGBT.

Processo Renato Seabra (modelo que matou e castrou namorado) terá “longos” recursos 2

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Você que acompanha o blog já deve ter lido postagem sobre o caso chocante do belo modelo que matou e castrou o namorado, um importante jornalista português, em Nova York (EUA). Leia mais, clicando aqui. Na semana passada ele foi condenado. Mas o processo não para por aí.

Quando o juiz Daniel Fitzgerald proferir a sentença do caso Renato Seabra, no próximo dia 21, os advogados de Defesa irão interpor recurso de imediato para o primeiro departamento do Supremo Tribunal do estado de Nova York.

O jovem de Cantanhede foi considerado, na passada sexta-feira, culpado da morte de Carlos Castro, a 7 de janeiro de 2011.

Renato Seabra

Caso a deliberação do júri seja reconfirmada nessa nova instância, Sinins revela que o processo “poderá prosseguir” no “Court Of Appeals (Tribunal de Recursos) do estado de Nova York.

“Será um processo longo”, antecipa o advogado de defesa.

Silêncio sobre estado de saúde de Renato

O Expresso perguntou ainda sobre o estado de saúde de Renato Seabra, que aguarda a leitura da sentença na prisão de Rikers Island, mas não obteve qualquer comentário.

O site também quis saber se a defesa estaria a reavaliar a sua estratégia – o Expresso sabe que a família de Renato Seabra esteve à beira de dispensar os serviços da dupla de advogados nas vésperas do julgamento -, mas Sinins não respondeu.

O silêncio manteve-se quando o jornal quis saber se estaria a ser equacionado um pedido de deportação do jovem de Cantanhede, para eventual cumprimento da pena em Portugal, caso esta seja igual ou inferior a 25 anos de prisão.

Deportação será “muito difícil”

Sobre uma eventual deportação, Daniel Richman, professor de direito criminal da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, esclareceu, na quinta-feira passada, que será “muito difícil”.

“Ele (Renato Seabra) está a ser julgado pela justiça estadual, cujo sistema está menos preparado para lidar com casos de cidadãos estrangeiros e eventuais deportações. Em tribunal federal seria diferente, mas um caso criminal está fora da sua alçada. Na América, os estados têm sistemas judiciais independentes. É como se fossem países distintos”.

O luso-descendente Paul Silva, advogado de defesa com vasta experiência em casos semelhantes ao de Renato Seabra, concorda com Richman: “Se os criminosos nos EUA soubessem que poderiam ser deportados, principalmente para países com penas bastante mais brandas, como é o caso de Portugal, isso faria disparar a criminalidade”.

Psicólogo reafirma ao Expresso: “Renato Seabra é psicótico”

Entrevistada pelo Expresso, a testemunha chave da Defesa, o psicólogo Jeffrey Singer, reafirmou a tese de que “Renato Seabra é um indivíduo psicótico” e que na altura do crime “não conseguia distinguir o certo do errado”.

Singer recordou a conversa em inglês que teve com Renato Seabra, onde lhe diagnosticou a doença mental. “Fiquei surpreendido com o inglês dele e acho que o advogado estava à vontade com a capacidade do Renato em explicar-se e em entender as perguntas”.

Pouco depois da morte de Carlos Castro, a 7 de Janeiro de 2011, o jovem português confessou em português o crime a três agentes da polícia de Nova York. Um deles, Michael de Almeida, serviu de tradutor.

“É natural que naquela altura ele precisasse de alguém pois ainda estava em fase psicótica”, esclareceu o psicólogo.

Informações: Ricardo Lourenço, correspondente nos EUA do Expresso

60% dos jovens soropositivos dos EUA ignoram ter HIV Resposta

Sessenta por cento dos jovens americanos soropositivos com idades entre 13 e 24 anos não sabem que estão infectados com o HIV, vírus causador da Aids, informaram autoridades sanitárias americanas em um relatório publicado esta terça-feira. As informações são do portal de notícias Terra e da agência de notícias AFP.

Estes jovens americanos representam 26% das novas infecções a cada ano no país e 7% do 1,1 milhão de americanos que vivem com HIV, destacou o estudo do organismo federal Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC). Os homossexuais, os bissexuais e os negros foram os mais afetados pelo HIV, acrescentou o estudo, feito com base em números de 2010.

Os jovens negros representam 57% das infecções, enquanto entre os hispânicos e os brancos, a taxa chegou a 20% em cada grupo. Quase 75% das 12.200 novas infecções anuais de HIV entre pessoas de 13 a 24 anos se devem a relações homossexuais.

Estes jovens têm um risco significativamente maior de infecção do que os heterossexuais de ambos os sexos, frequentemente devido a relações sexuais sem proteção com múltiplos parceiros e ao uso de drogas injetáveis, destacou o informe do CDC.

Os cientistas também examinaram o comportamento de jovens em 12 estados e nove centros urbanos importantes e constataram que os homossexuais se infectam muito mais com o HIV do que os heterossexuais. “Este elevado número e jovens infectados com o HIV a cada ano é uma tragédia que poderia ser evitada”, disse o doutor Thomas Frieden, diretor dos CDC. “Todos os jovens podem proteger sua saúde, evitar contrair o vírus e transmiti-lo, e fazer o exame”, insistiu.

Estudos anteriores demonstraram que a pobreza, a falta de acesso a cuidados de saúde e a discriminação aumentam significativamente o risco de infecção. A pesquisa americana, publicada em 9 de novembro pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), mostra que 20% dos jovens que nascem com HIV nos Estados Unidos desconhecem o fato quando têm sua primeira relação sexual. O estudo, divulgado na revista Clinical Infectious Diseases, também revelou que a maioria das pessoas que sabem estar infectadas com o HIV não contam ao parceiro. Além disso, a grande maioria dos jovens soropositivos admite ter tido relações sexuais sem preservativos.

Fonte: Terra