Ativistas ficam seminuas para protestar durante oração do papa Bento XVI Resposta

(Foto: Giampiero Sposito/Reuters)

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Enquanto o papa Bento XVI realizava a tradicional benção dominical da oração de Ângelus da janela de seu apartamento neste domingo, 13, no Vaticano, ativista do grupo feminista Femen protestaram seminuas na Praça de São Pedro.

As quatro mulheres se posicionaram ao lado da árvore de Natal na praça, diante da Basílica de São Pedro.  Quando o pontífice apareceu em sua janela para o Ângelus, elas começaram a se despir e em segundos mostraram os seios no meio dos fiéis. Que babado, não?

(Foto: Giampiero Sposito/Reuters)

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As militantes exibiam no peito a expressão “Cale a boca” e nas costas ‘In gay we trust’ (em gay nós confiamos), alusão a ‘In god we trust’ (Em Deus confiamos, lema oficial dos Estados Unidos).

As quatro mulheres também carregavam cartazes em meio aos fiéis que acompanhavam o discurso do Papa, mas foram rapidamente detidas por policiais que cuidam da segurança do local.

(Foto: Giampiero Sposito/Reuters)

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O grupo é conhecido por realizar manifestações do tipo, sempre fazendo topless, em países como Brasil, Rússia, Ucrânia e Inglaterra. Em Paris, elas criaram um centro de treinamento do “novo feminismo”.

Adorei

Nunca me interessei em conhecer melhor os ideais do Femen, pois uma vez, assistindo à entrevista da presidenta brasileira, Sara Winter, no programa De Frente com Gabi (SBT), achei o discurso dela muito conservador. Mas adorei ver as moças protestando em frente ao papa, um dos líderes religiosos mais homofóbicos do mundo.

Depois de pedido do Papa, católicos franceses contra casamento gay agridem pessoas em manifestação Resposta

No sábado, também houve contra-manifestações; esta foi em Paris (THOMAS SAMSON/AFP)

Dois dias de manifestações a favor e contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo na França culminaram ontem de manhã com uma cena de pancadaria entre um grupo feminista e católicos integristas. Alguns jornalistas também foram espancados.

“Uma dezena de militantes da associação feminista Femen decidiram fazer um protesto pacífico e chegaram vestidas de freiras e com frases humoristicas. Quando se aproximaram dos manifestantes [católicos da Civitas] eles começaram a bater”, disse à AFP a jornalista e escritora Caroline Fourest.

“As mulheres levaram pancada no corpo todo” e também alguns jornalistas que filmavam os protestos. “Sim, os fotógrafos também foram espancados”, confirmou um fotógrafo da AFP.

A marcha anti-casamento gay foi organizado pela organização Civitas, ligada aos católicos integristas, um dia depois da grande manifestação que juntou 100 mil pessoas em Paris e noutras cidades francesas contra estas uniões.

Ontem, milhares de pessoas juntaram-se junto do Ministério da Família, começando depois uma marcha em direção à Assembleia Nacional (Parlamento). Na cabeça da manifestação um grande cartaz dizia “Uma mamãe e um papai para todas as crianças”. Os manifestantes — um grupo muito heterogéneo, com jovens, idosos e famílias — levavam bandeiras com cruzes cristãs e flores-de-lis.

“O nosso objetivo — disse a um pequeno grupo de jornalistas Alain Escada, da Civitas — é travar uma verdadeira batalha pela salvaguarda da família e das crianças”. “O casamento homossexual é a caixa de Pandora que vai permitir que outros reivindiquem o casamento poligamo”, disse Escada acrescentando que o objetivo da sua organização é “libertar a voz dos franceses”.

Para Alan Escada, a homossexualidade é “um mal que deve ser corrigido, devendo as pessoas que têm este pecado optar pela abstinência”.

A ministra dos Assuntos Sociais, Marisol Touraine, disse respeitar a “preocupação” dos manifestantes mas sublinhou que o Governo não abdicará da nova lei, que aguarda aprovação, legalizando o casamento civil igualitário — neste momento é apenas permitida uma união civil, que priva os cônjuges de muitos dos direitos de que os casais heterossexuais usufruem, por exemplo o direito sucessório e a adoção.

No sábado, o Papa Bento XVI incitara a igreja católica francesa a reagir, fazendo-se “ouvir sem parar e com determinação nos debates da sociedade”.

Uma sondagem publicada na imprensa francesa na quinta-feira da semana passada revela que 61% dos cidadãos é a favor do casamento gay, mas apenas 48% defende a adoção por parte de casais do mesmo sexo.