‘Se o Brasil manejar Aids entre gays, estará perto do fim da epidemia’, afirma número 2 do Programa de Aids das Nações Unidas Resposta

O brasileiro Luiz Loures, vice-diretor do Programa de Aids das Nações Unidas, diz que mesmo com toda a discussão em torno do casamento entre homossexuais, não há indício de redução da discriminação de uma forma mais global Unaids

O brasileiro Luiz Loures, vice-diretor do Programa de Aids das Nações Unidas, diz que mesmo com toda a discussão em torno do casamento entre homossexuais, não há indício de redução da discriminação de uma forma mais global Unaids

O vice-diretor do Programa de Aids das Nações Unidas (Unaids), o brasileiro Luiz Loures, é um homem com uma missão: decretar o fim da epidemia até 2030. Não da Aids, como ele sempre gosta de frisar, mas da epidemia da doença. Para o infectologista, basta olhar para os grandes avanços obtidos tanto na prevenção quanto no tratamento nas últimas décadas. O número de novos casos, para se ter uma ideia, caiu em um milhão em menos de dez anos. E a quantidade de gente em tratamento cresceu exponencialmente no mesmo período. Surpreendentemente, no entanto, a infecção volta a crescer no mundo inteiro entre os homossexuais masculinos — o primeiro grupo a ser atingido em cheio pela doença e também o primeiro a dar uma resposta social ao problema. Segundo Loures, para que sua meta seja cumprida, é preciso repensar as estratégias de combate à Aids.

O senhor costuma ser otimista. Acha que até 2030 já poderemos falar no fim da epidemia?

Eu sou um otimista mesmo. Acho que até 2030 já podemos estar falando em fim da epidemia. Não no fim da Aids, claro. Mas da epidemia. Para isso, no entanto, é preciso haver renovação nas estratégias de combate à doença. É como se a epidemia, de certa forma, estivesse se adaptando aos progressos que fizemos. Então, temos que inovar.

De que forma?

Precisamos mudar a rotina de tratamento, tratar imediatamente a população mais vulnerável. Não esperar a contagem das células CD4 (células do sistema imunológico) cair, mas tratar imediatamente. Já sabemos hoje que o tratamento é importante para a sobrevida e a qualidade de vida do paciente, mas também como forma de prevenção. Quem se trata não transmite. Felizmente, claro, não temos pessoas morrendo de Aids o tempo todo. Mas, por conta disso, a percepção de risco de um jovem gay hoje não é a mesma dos anos 80 e 90. Então temos que adaptar as estratégias.

Há uma tendência global de aumento da doença entre os gays. Por que isso está ocorrendo justamente entre o grupo que primeiro foi mais atingido e que respondeu bem à epidemia nos anos 80?

Eu não sei. Devolvo a pergunta para você. Falta a inserção do assunto como prioridade para a comunidade gay. E só faz aumentar. Está acontecendo na Europa, nos Estados Unidos, na China e na África. A tendência é ascendente em toda parte. É preciso que o tema seja tratado com a importância que tem. Há muita ênfase no debate sobre o casamento gay e pouca para esta questão.

A discussão sobre o casamento gay em várias partes do mundo não é um avanço? Não é um sinal da redução da discriminação?

É claro que é um avanço. Mas, com toda a discussão que está rolando hoje no mundo, não há evidência da redução da discriminação, pelo menos não entre aqueles sujeitos mais vulneráveis. Na última reunião da Organização Mundial de Saúde (OMS) houve uma proposta de se colocar como um item da agenda a questão da saúde LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). E não passou. Houve um bloqueio. O casamento gay é um avanço social muito importante. Mas por que não conseguimos também discutir a saúde como um item de agenda da OMS? É um paradoxo.

É uma surpresa essa tendência de aumento da epidemia entre os homossexuais?

Não sei se é surpresa. Talvez nem seja. Os fatores que contribuem para isso continuam existindo e levando a epidemia à frente. Para se ter uma ideia, os países que mais recebem dinheiro internacional para a Aids são os mesmos que criminalizam a relação entre pessoas do mesmo sexo — alguns deles, inclusive, com pena de morte. Meus amigos gays vão me matar por dizer isso, mas a verdade é que precisamos de mais engajamento. Fora isso, eu não tenho outra coisa a fazer a não ser propor uma nova estratégia de tratamento.

Inclusive para o Brasil? Há também uma tendência de aumento da doença entre os jovens homossexuais no país?

Sim. No Brasil, cerca de metade dos novos casos da doença ocorre entre homossexuais jovens. E o país, que foi o pioneiro na universalização do tratamento, tem agora uma nova possibilidade concreta de ser o primeiro país do mundo a decretar o fim da epidemia; se conseguir manejar a questão entre os gays. E isso é uma chance histórica, uma oportunidade única.

Qual seria o impacto para o país de passar a tratar imediatamente a população de risco que testasse positivo? O país tem como arcar com isso?

Isso representaria, no Brasil, umas 100 mil pessoas a mais. Atualmente, cerca de 300 mil recebem o coquetel. O país tem como arcar com isso. Precisamos que o Brasil, mais uma vez, seja pioneiro e que seja o primeiro país do mundo a começar a tratar imediatamente todas as populações vulneráveis.

Fonte: O Globo

Estado de Minas lança campanha de conscientização do uso de preservativo no Carnaval Resposta

Festa das mais populares do mundo, o Carnaval é também momento em que as pessoas ficam mais vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a AIDS. Para alertar sobre este risco, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) começou a divulgar em diversos meios de comunicação a campanha de conscientização da doença que estimula o uso de preservativo.

Intitulada Nesse Carnaval, se prepare que eu vou usar! a ação conta com postais, abadás e adesivos, outdoor, mídia digital em vários portais eletrônicos e mídia nas rodoviárias e metrôs, além de uma marchinha de carnaval sobre o tema, que será divulgada em rádios por todo o Estado. Ao todo, neste mês, serão fornecidos 5 milhões de preservativos e distribuídos 1,5 milhão de folders e 1 milhão de adesivos alusivos.
– Na empolgação da comemoração, as pessoas têm o costume de se excederem, principalmente no uso abusivo do álcool, tornando-se bem mais vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis e à AIDS, diz a coordenadora do Programa Estadual de DSTs e AIDS, Fernanda Junqueira.
Informação nas estradas

A SES/MG, em parceria com a Polícia Militar, a Secretaria de Estado de Esportes e Juventude e a Secretaria de Estado de Turismo, também fará blitze nas entradas das cidades com histórico de Carnaval de rua, distribuindo folheteria e preservativos sobre o tema. O material informativo está sendo distribuídos para todas as 28 Superintendências e Gerências Regionais de Saúde que distribuirão para os municípios de sua jurisdição e também para as 50 instituições da Sociedade Civil do Estado, que farão atividades de prevenção nas ruas e em suas instituições.
Dados epidemiológicos

Dos 34 mil casos registra-dos no Estado desde 1983,  22.957 (67,52 %) são casos notificados em homens e 11.042 (32,48 %) casos em mulheres.  A maioria dos casos de AIDS está concentrada na faixa etária de 20 a 34. São 15.115 casos notificados nessa faixa etária, o que significa 44,5 % dos casos. Na faixa etária que vai de 35 a 49 anos são 13.231 casos, outros 39 % dos casos notificados. De < 01 a 09 anos somam 675 casos (2 %) e entre 10 e 19 anos outros 558 casos (1,90 %).  Na população acima de 50 anos são hoje um pouco mais de 4.200 mil casos notificados (12,60%).

Do total de notificações, na transmissão vertical – via perinatal, contabiliza-se 624 casos de AIDS em crianças. De 2010 a janeiro de 2013, a Secretaria de Estado de Saúde possui registro de 50 crianças com AIDS. No que se refere à categoria de exposição, os casos ainda estão concentrados nos heterossexuais, que contabilizam 17.420 casos notificados (51,23 %).

Entre os homossexuais as notificações somam 5.286  (15,55%); e entre os bissexuais são 2.777 casos  (8,17%). Os hemofílicos, os ignorados, os usuários de drogas injetáveis, bem como as pessoas que se submetem a transfusão de sangue e acidentes com material biológico somam 8.517 casos de AIDS (25,05%).

O Programa de AIDS

A rede estadual de atendimento às pessoas que vivem com AIDS é constituída por 54 municípios que recebem incentivo financeiro fundo a fundo do Ministério da Saúde para ações de prevenção e assistência às DSTs e a AIDS.

Além disso, uma rede de laboratórios dá sustentação ao diagnóstico do Vírus da Imunodeficiência Humana – HIV.  Há os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), os Serviços de Atendimento Especializados (SAE) e as Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDM), que fazem a coleta de sangue, aconselhamento pré e pós-teste, acompanhamento multidisciplinar ao paciente e distribuição de medicamentos: antirretrovirais, para as infecções oportunistas, para o tratamento da Lipoatrofia e Lipodistrofia facial e para as doenças sexualmente transmissíveis – DSTs.

A Coordenação Estadual também credencia e capacita outros serviços que são portas de entrada para o atendimento de vitimas de violência sexual, de acidentes com materiais biológicos /Biossegurança e maternidades por todo o Estado para o atendimento das gestantes HIV positivas, reduzindo assim a transmissão vertical (de mãe para filho).

Portadores de HIV terão prioridade na revisão de benefícios do INSS Resposta

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Os portadores de HIV têm, a partir de agora, prioridade para a revisão dos benefícios previdenciários junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A resolução, publicada na última semana de janeiro, determina que os pagamentos serão escalonados até 2020.

Para saber quem tem direito à revisão, basta acessar este site  e clicar no ícone Art.29, inserindo seus dados pessoais. O resultado, sobre o direito ou não à revisão dos benefícios previdenciários, sai na hora.

No caso dos portadores de HIV, haverá antecipação do pagamento da diferença no valor dos benefícios, prevista para março de 2013.

A Resolução Nº 268 de 24/01/2013 é consequência do acordo firmado entre o Ministério Público Federal e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (SINDNAPI), que entraram com Ação Civil Pública para pleitear a revisão dos benefícios.

A revisão tem por objetivo aplicar o percentual inicialmente fixado pela Lei N° 876/1999 – que é de 80% dos maiores salários-de-contribuição do segurado, em benefício por incapacidade e pensões por morte, calculados com base em 100% dos salários-de-contribuição.

Ativistas se reúnem no RJ e criam estratégia para melhorar o serviço para pessoas com HIV

Na ultima segunda feira, 04 de fevereiro, o Diretor do Departamento de Regime Geral da Previdência Social do Ministério da Previdência, Dr.Rogerio Nagamine, foi conhecer o trabalho do Grupo Pela Vidda de Niterói. No encontro, as partes discutiram a situação previdenciária das pessoas vivendo com HIV/Aids e criaram um “ponto focal”, iniciativa pioneira que promete melhorar o atendimento à população soropositiva.

Renato Da Matta, membro da ONG, conta que entre os assuntos discutidos com o gestor, estavam pessoas vivendo com HIV/Aids que apresentavam sequelas e que não foram aposentadas pelo INSS. “Argumentei que aquilo era uma perversidade e até uma violação dos direitos humanos, e o Dr. Rogério concordou com os argumentos”, diz ele.

Após o almoço, o grupo se dirigiu para a Agência da Previdência Social do Bairro de Fátima, onde o debate girou em torno da criação do primeiro ponto focal do Brasil da Previdência Social para as demandas de pessoas vivendo com HIV/Aids, especialmente em relação às negativas de aposentadoria e suspensão dos auxílios doenças, que os ativistas julgam serem feitos de modo arbitrário.

O grupo que discutiu os temas foi composto também por Tito Naegele de Carvalho, médico perito, Maria Áurea Maciel Boechat, orientadora profissional da reabilitação profissional, Verônica Teixeira Azeredo, técnica do seguro social do Instituto Nacional do Seguro Social, Dra. Patrícia Diez Rios, advogada, Pablo Carioca Passerone, do Grupo Pela Vidda Niterói, e Renato da Matta , Coordenador de Articulação Política do Grupo Pela Vidda Niterói, representantes do Fórum de ONGs/aids do Estado do Rio de Janeiro.

Nesta reunião, objetivando dar prosseguimento às discussões e propostas que já vinham sendo construídas, buscou-se consolidar elementos que embasassem a criação e composição em um futuro próximo, nesta Agência da Previdência Social, de um núcleo que será denominado como “Ponto Focal”, já especialmente capacitado para compreender as demandas e trabalhar os casos envolvendo possíveis violações de direitos de pessoas vivendo com HIV/aids, oportunizando o recebimento, análise e se for o caso, uma nova conclusão com a reconsideração destas demandas previdenciárias e assistenciais.

Foi sugerido ainda que seja analisada a possibilidade deste trabalho ser implementado fisicamente em uma instalação da Previdência Social em Niterói, que já se encontra em condições de receber o contingente de segurados que será futuramente encaminhado.

Os presentes reafirmaram a necessidade de uma melhor avaliação de diversos casos. “Muitos procedimentos estão descumprido as próprias diretrizes formalizadas pela Previdência Social, levando a um desgaste do segurado e o aumento das demandas nas perícias, que em determinados casos, não deveriam ser realizadas, pois esses segurados já deveriam ter seus benefícios convertidos em aposentadoria por invalidez”, diz Renato da Matta.

O “Ponto Focal” em HIV/aids a ser criado, também poderá receber Pedidos de Reconsideração e Recursos, uma vez que não há mais determinação para que estes casos sejam avaliados e analisados nas agências que originaram o pedido inicial. O projeto será um piloto e pode ser extendido a outras partes do Brasil no futuro.

*Redação da Agência de Notícias da Aids, com informações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Ativistas estão em Brasília para pressionar aprovação de lei que criminaliza discriminação contra pessoas com HIV Resposta

Em 2011, Congresso ganhou iluminação especial no Dia Mundial de Luta Contra a Aids / Foto: Leopoldo Silva da Agência Senado

Em 2011, Congresso ganhou iluminação especial no Dia Mundial de Luta Contra a Aids / Foto: Leopoldo Silva da Agência Senado

Dirigentes do movimento de luta contra a aids estão nesta semana, em Brasília, se reunindo com parlamentares para tentar acelerar o processo de discussão da Emenda da Câmera dos Deputados (ECD) 51/2003, que define como crime a discriminação dos portadores do HIV e doentes de aids. O texto já foi votado na Câmara e, como teve emendas, retornou para avaliação no Senado.

Os ativistas vão se reunir com o vice-presidente da Frente Parlamentar de Aids, senador Paulo Paim (PT/RS), e o Senador Aloysio Nunes (PSDB/SP), que é membro da comissão.

Para o presidente do Fórum de ONG/Aids do estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, a importância de uma legislação que iniba as formas de discriminação se reflete nos relatos que o grupo recebe constantemente. “Ainda existem locais, escolas e. sobretudo, empresas que discriminam as pessoas vivendo com HIV e aids, impedindo acesso ao trabalho, promoções ou pressionando para demissões espontâneas”, afirma.

Outro tema a ser discutido é a sucessão na Frente Parlamentar de Aids. “O Deputado Chico D’angelo se licenciou do mandato para assumir a Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, e as atividades da Frente não podem parar”, explica William Amaral, representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids núcleo Rio de Janeiro.

Audiência Pública

A preocupação com a destinação dos recursos para as ações de enfrentamento da aids levou os ativistas a também propor, em Brasília, a realização de uma audiência pública com parlamentares, gestores dos Programas de Aids, representantes da sociedade civil, pessoas vivendo com HIV e aids, entre outros interessados, a fim de discutir a inserção de ações através do novo sistema de financiamento da saúde, o Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP). (Saiba mais)

“A intenção é garantir a aplicação de recursos específicos via o novo sistema, inclusive com a sociedade civil, propondo ações dentro dos planos municipais e estaduais”, explica Márcia Leão, presidente do Fórum de ONG Aids do Rio Grande do Sul.

Redação da Agência de Notícias da Aids

“Vacina de células” controla vírus da aids Resposta

Um estudo que envolveu 36 pessoas já contaminadas com o vírus da aids mostrou que é possível controlar o HIV usando uma vacina terapêutica –embora o resultado ainda esteja longe de uma cura.

Cientistas na Espanha, na França e nos EUA usaram os vírus presentes no organismo dos próprios pacientes portadores do HIV para “adestrar” células do sistema de defesa do organismo deles.

Depois, tais células foram devolvidas para a corrente sanguínea dos pacientes. O resultado: mesmo tendo parado de tomar o coquetel de drogas antirretrovirais (hoje a única defesa de quem já foi infectado), a maioria dos soropositivos ficou com níveis baixos de HIV no sangue.

Gráfico

 

O problema, no entanto, é que o controle do vírus foi temporário, perdendo força a partir de 24 semanas depois que a “vacina de células” foi aplicada pelos cientistas, o que vai exigir mais refinamento do método antes que testes maiores aconteçam.

A pesquisa, que está na edição desta semana da revista especializada americana “Science Translational Medicine”, foi coordenada por Felipe García, da Universidade de Barcelona.

truque misterioso

O grande objetivo desse e de outros estudos parecidos é realizar com sucesso um truque que alguns soropositivos operam naturalmente.

O organismo dessas pessoas, apelidadas de “controladores de elite”, consegue evitar que a multiplicação do HIV saia do controle, além de não perder células do sistema de defesa do organismo.

Tudo indica que tais pacientes conseguem realizar esse feito porque o sistema de defesa de seu organismo é capaz de reconhecer e atacar o HIV com eficácia. O plano, portanto, é óbvio: achar uma maneira artificial de replicar essa estratégia.

Isso permitiria que os pacientes deixassem de lado o consumo perpétuo do coquetel de medicamentos antirretrovirais, que é caro e traz diversos efeitos colaterais.

É aí que entram as chamadas células dendríticas, componentes do sistema de defesa do organismo que levam, por exemplo, pedaços de vírus para outras células de defesa. É esse transporte de informação sobre o inimigo que leva a uma resposta específica contra ele.

No estudo, as células dendríticas, cultivadas a partir de tecidos dos próprios pacientes, foram colocadas em contato com o HIV retirado do organismo deles –mas só depois que o vírus foi inutilizado por meio do emprego de calor (veja quadro acima).

O sucesso apenas temporário da estratégia ainda precisa ser mais estudado, dizem os pesquisadores.

Antes da aplicação da vacina terapêutica, os pacientes ficaram um tempo sem receber os remédios anti-HIV para que os pesquisadores pudessem medir a contagem do vírus em seu sangue e comparar o “antes” e o “depois” da vacinação.

Isso pode ter dado ao parasita um certo fôlego, digamos, para que ele voltasse a se multiplicar mesmo após a imunização. Em princípio, seria possível resolver isso aplicando diversas doses da “vacina de células” –uma tática que é usada no caso das vacinas convencionais.

Outra possibilidade, dizem os cientistas, seria vacinas as pessoas enquanto elas ainda estão tomando os remédios.

Fonte: Folha de São Paulo

Número sobre homofobia na Região das Vertentes (MG) assusta e Poder Público nada faz 1

Movimento Gay da Região das Vertentes
O Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) com sede em São João del-Rei (MG), divulgou relatório sobre os atendimentos jurídicos e de saúde prestados pela entidade no ano de 2012. O relatório é parte das atividades executadas pela organização não-governamental no ano passado. Ele aponta dados preocupantes sobre violência contra LGBTs na Região das Vertentes. 
No campo dos direitos humanos a ONG recebeu 61 denúncias de preconceito e discriminação motivados por homofobia. Crimes de lesão corporal – agressão física – representam 42,62% dos casos. O coordenador do MGRV, Carlos Bem, explica que os atendimentos relatados são os que chegam ao movimento. “Os atendimentos são realizados e as pessoas orientadas sobre os procedimentos a serem adotados. A maioria desiste de lutar por seus direitos. Seja pelo medo da exposição midiática por estarmos numa cidade religiosa e de interior, seja por acreditar na impunidade de crimes homofóbicos. Os números, certamente, são maiores. Muitos homossexuais não denunciam a discriminação” relata. 
  
Na saúde, uma das áreas de atuação do movimento, 185 pessoas buscaram informações sobre testagem para HIV, prevenção à aids e direitos das pessoas que vivem com HIV. 
A ausência de políticas públicas sobre direitos humanos na cidade é apontada como a maior responsável pela violação de direitos da comunidade gay em São João del-Rei. “Quando o poder público, sobretudo a prefeitura, não está preocupada com a violação dos direitos humanos dos grupos sociais mais vulneráveis por questões sociais e culturais a violência e violação de direitos vira rotina. Se o poder público não faz parte da vida dessas pessoas, elas estão condenadas à invisibilidade, à violência, à violação de direitos. Precisamos mudar essa realidade” afirma Carlos Bem. 
Em 2012 o Movimento Gay da Região das Vertentes manteve em parceria com a Universidade Federal de São João del-Rei o projeto de extensão “Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate a Homofobia”. 
Mais dados podem ser conferidos abaixo:
 
Relatório de Atendimentos Movimento Gay da Região das Vertentes – 2012
Área de atuação: Direitos Humanos
– Jurídicos e psicológicos – Total: 61 atendimentos/orientações realizados com base em discriminação por orientação sexual e identidade de gênero na Microrregião das Vertentes com cidade pólo São João del-Rei, Minas Gerais, sendo sub-divididos de acordo com a demanda apresentada:
 
– Lesão corporal (agressão física): 26 casos
– Calúnia e difamação: 08 casos
– Ameaças diversas (morte e agressão): 13 casos
– Chantagem/Tentativa de extorsão: 02 casos
– Demissão do trabalho: 04 casos
– Expulsão de estabelecimentos comerciais: 03 casos
– Orientação sobre união estável/casamento civil: 05 casos
Área de atuação: Saúde – HIV/AIDS
Atendimentos realizados com base na dispensação de informações e insumos de prevenção sobre AIDS e outras DST. 
Total de atendimentos: 185 atendimentos, sendo sub-divididos de acordo com a demanda apresentada:
– 93 com dúvidas sobre testagem para HIV;
– 35 com dúvidas sobre prevenção ao HIV/AIDS;
– 57 com dúvidas sobre direitos das pessoas que vivem com HIV. 

Ambulatório para Travestis e Transexuais de São Paulo receberá troféu Movimento Gay de Alfenas (MG) 1

Ambulatório

O Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo, vinculado a Secretaria de Estado da Saúde, será agraciado com o troféu Movimento Gay de Alfenas/MG de Cidadania hoje, às 20 horas, na Câmara Municipal de Alfenas (Praça Fausto Monteiro, 85).

O prêmio será recebido por Angela Maria Peres, da diretoria do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais. O prêmio, em sua 8ª edição, é dedicado a pessoas, entidades e instituições que de uma maneira ou outra contribuíram para reduzir o preconceito contra a população LGBT.

TV Cultura e SESC TV exibirão documentário ‘Aids, 30 anos: as repostas das ONGs do mundo’ Resposta

Mostrar, através de depoimentos, o que ativistas de diferentes partes do planeta realizam na luta contra o crescimento do HIV/aids. Esta foi a intenção que motivou a jornalista Roseli Tardelli a conceber o documentário Aids, 30 anos: as respostas das ONGs do mundo.

“Conheço e cubro conferências internacionais sobre aids desde 2004. Nestas conferências existe sempre um espaço destinado às ONGs, o Global Village, onde ativistas, gente de todas as partes do mundo, trocam experiências e impressões sobre seus trabalhos. Sempre tive a ideia de retratá-los em um filme. Convidei a cineasta Alcione Alves, para dirigir o trabalho. Fomos juntas para a última conferência em Washington e colhemos as entrevistas com ativistas que fizeram de suas histórias e vidas um compromisso contra o preconceito”, conta Roseli.

As filmagens renderam um bonito documentário com histórias impactantes, como a relatada por Maira Zacarias, da Guatemala. Maira contraiu o HIV de seu marido que morreu. Um de seus filhos foi impedido de frequentar a escola do pequeno vilarejo em que viviam. Assim, ela começou a ser ativista. Foi falar com a professora e diretora da escola sobre seu direito de seguir vivendo e sobre a injustiça de seus filhos serem discriminados.

Luna Luis Ortiz, que atualmente milita no Gay Men´s Health Crisis (GMHC), importante ONG com base em Nova York, infectou-se aos 14 anos. Atualmente trabalha em atividades de prevenção junto a populações vulneráveis nos bairros povoados por imigrantes latinos naquela cidade norte-americana.

“É um prazer mergulhar profundamente no universo de cada história, quando se faz um documentário. Espero ter conseguido retratar os personagens do filme com o respeito que eles merecem”, comenta Alcione.

Roseli explica que a ideia com esta produção foi “ouvir e contar a história de ativistas de outras partes do mundo”. Segundo ela, a atuação do Movimento Social Brasileiro de Luta contra a Aids, referência para o mundo, será abordada em um outro projeto maior.

Roseli é jornalista, produtora cultural e apresentadora. Trabalhou como repórter de política no jornal O Estado de S.Paulo, foi a primeira mulher a ancorar um jornal de rádio, o Jornal Eldorado, na Rádio Eldorado AM de São Paulo, e apresentou os programas Opinião Nacional Roda Viva naRede Cultura. Participa de ações contra o HIV e aids desde 1994, criando em 2003 a Agência de Notícias da Aids e, em 2009, a Agência de Notícias de Resposta ao SIDA em Moçambique.

Alcione é produtora, roteirista e assistente de direção. Seus trabalhos já foram premiados em concursos internacionais, como o CINESTRAT na Espanha, e selecionados para exibições oficiais, como o Globians Doc em Berlin, Mostra Internacional de Cinema 32” em São Paulo e Festival Internacional da Bahia.

EXIBIÇÕES:

Lançamento: Sábado, 1º de dezembro, às 19h
Onde: CINESEC. Rua Augusta, 2075.
Entrada gratuita.

SESC TV, 1º de dezembro, às 22h.

Rede Cultura de Televisão, 1º de dezembro, às 23h15.

FICHA TÉCNICA

Concepção e entrevistas: Roseli Tardelli
Direção: Alcione Alves
Edição:Alcione Alves e Pedro Duarte.
Apoio: Senac e Sesc São Paulo; Angloamerican e Rede Cultura de Televisão.

Fonte: Agência de Notícias da Aids

60% dos jovens soropositivos dos EUA ignoram ter HIV Resposta

Sessenta por cento dos jovens americanos soropositivos com idades entre 13 e 24 anos não sabem que estão infectados com o HIV, vírus causador da Aids, informaram autoridades sanitárias americanas em um relatório publicado esta terça-feira. As informações são do portal de notícias Terra e da agência de notícias AFP.

Estes jovens americanos representam 26% das novas infecções a cada ano no país e 7% do 1,1 milhão de americanos que vivem com HIV, destacou o estudo do organismo federal Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC). Os homossexuais, os bissexuais e os negros foram os mais afetados pelo HIV, acrescentou o estudo, feito com base em números de 2010.

Os jovens negros representam 57% das infecções, enquanto entre os hispânicos e os brancos, a taxa chegou a 20% em cada grupo. Quase 75% das 12.200 novas infecções anuais de HIV entre pessoas de 13 a 24 anos se devem a relações homossexuais.

Estes jovens têm um risco significativamente maior de infecção do que os heterossexuais de ambos os sexos, frequentemente devido a relações sexuais sem proteção com múltiplos parceiros e ao uso de drogas injetáveis, destacou o informe do CDC.

Os cientistas também examinaram o comportamento de jovens em 12 estados e nove centros urbanos importantes e constataram que os homossexuais se infectam muito mais com o HIV do que os heterossexuais. “Este elevado número e jovens infectados com o HIV a cada ano é uma tragédia que poderia ser evitada”, disse o doutor Thomas Frieden, diretor dos CDC. “Todos os jovens podem proteger sua saúde, evitar contrair o vírus e transmiti-lo, e fazer o exame”, insistiu.

Estudos anteriores demonstraram que a pobreza, a falta de acesso a cuidados de saúde e a discriminação aumentam significativamente o risco de infecção. A pesquisa americana, publicada em 9 de novembro pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), mostra que 20% dos jovens que nascem com HIV nos Estados Unidos desconhecem o fato quando têm sua primeira relação sexual. O estudo, divulgado na revista Clinical Infectious Diseases, também revelou que a maioria das pessoas que sabem estar infectadas com o HIV não contam ao parceiro. Além disso, a grande maioria dos jovens soropositivos admite ter tido relações sexuais sem preservativos.

Fonte: Terra

São Paulo: Campanha realizará 150 mil exames gratuitos de HIV,sífilis e hepatites B e C Resposta

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde aponta que a taxa de incidência de novos casos do vírus HIV no Estado de São Paulo caiu 35,7% na última década. Os números apontam para o controle de novas infecções, mas a aids ainda mata diariamente oito pessoas, em média, no território paulista.

Para incentivar o diagnóstico precoce e controlar novos casos, a Secretaria de Saúde promoverá no dia 1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à Aids – a campanha “Fique Sabendo”.

Durante todo o dia, serão realizados 150 mil exames gratuitos para detecção do vírus HIV, além de sífilis e hepatites B e C. Deste total, 30 mil serão testes rápidos anti-HIV. Ao todo, 526 municípios do Estado aderiram à campanha, num total de mais de 2 mil unidades de saúde.

O teste rápido do HIV demora cerca de 40 minutos e a eficácia é a mesma do teste tradicional. Para conhecer as unidades participantes, entre em contato com o Disque DST/Aids (0800-16-25-50), ou acesse o site: www.crt.saude.sp.gov.br.

Revisão metodológica indica prevalência de HIV no Brasil por volta de 0,4%, menor que os 0,6% previstos anteriormente Resposta

Até o ano passado estimada em 0,6%, a prevalência de pessoas vivendo com HIV e aids no Brasil está mais próxima dos 0,42%, informa o Ministério da Saúde. De acordo com as Nações Unidas, a média nacional deve ser ainda menor, por volta de 0,3%. No entanto, esse ajuste nos cálculos, observado em uma revisão metodológica, não deve ser encarado como “guerra vencida” contra a epidemia, alertaram autoridades sanitárias nesta terça-feira, 20 de novembro, em Brasília.

Segundo os dados apresentados pelo Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, durante coletiva de imprensa, 530 mil pessoas vivem com HIV hoje no Brasil, o que dá uma média de 0,42% da população. Quando separado por gênero, a estimativa é de 0,52% de homens infectados e 0,31% de mulheres.

Os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), divulgados pelo coordenador Pedro Chequer, mostra uma taxa de 0,3%. “Isto representa que o Brasil tem hoje uma das menores prevalências de HIV da região do Mercosul, ficando atrás do Uruguai (0,6%) e Chile (0,5%)”, comentou.

Para casos de aids apenas, ou seja, pessoas que já apresentam sintomas da doença, a média nacional, segundo o Ministério da Saúde, é de 20 notificações para cada grupo de 100 mil habitantes.

De 2006 para 2011, o montante de soropositivos que começaram a fazer o tratamento antirretroviral precocemente (com mais de 500 cópias de células de defesa do organismo para cada mililitro cúbico de sangue) passou de 32% para 36,7%. Durante o mesmo período, a porcentagem de pacientes que ficou com a carga do vírus HIV indetectável após seis meses de tratamento subiu de 63,8% para 72,4%.

“Essas conquistas são boas para os pacientes infectados e para toda a sociedade”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Conforme explicou o chefe da Pasta, o tratamento precoce diminui os riscos de doenças oportunistas e mortes em decorrência da aids, assim como as chances de transmissão do vírus para outras pessoas, já que a quantidade de HIV no organismo diminui.

Padilha destacou que a expansão do tratamento precoce da aids no Brasil superou os Estados Unidos. “Mesmo assim, ainda precisamos e queremos mais”, afirmou.

No entanto, o ministro chama a atenção para os novos casos de HIV, em especial, entre os homens jovens que fazem sexo com homens, que segundo ele, representa e metade das novas infecções no País. “Mais uma vez nossas campanhas na TV, no Rádio, na Internet e nos demais veículos de comunicação visam sensibilizar, sobretudo, esta geração que não presenciou o início da epidemia, quando várias pessoas perderam amigos, familiares e ídolos por conta da aids”, lembrou.

O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco, apresentou as campanhas focadas no 1° de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids. Neste ano, o lema será “Eu vivo com HIV e descobri a tempo de me cuidar”. Pessoas vivendo com o vírus protagonizam os vídeos, spots e cartazes que irão ser divulgados na mídia a partir de hoje.

Em paralelo à campanha midiática, Dirceu anunciou a realização da semana de mobilização para o aconselhamento e testagem voluntária para o HIV, sífilis e hepatites B e C em todo o País. “Nossa estimativa é que ainda existem 135 mil pessoas infectadas pelo HIV que não sabem”, lembrou Dirceu.

A partir de hoje, cerca de 2.200 municípios de todos os estados brasileiros começam a promover gratuitamente o teste rápido para a detecção dessas doenças. A campanha vai até o dia 1° de dezembro.

*Reportagem: Lucas Bonanno, da Agência de Notícias da Aids

ONU: aids pode estar próxima do fim Resposta

As mortes pela Aids caíram em 2011, ficando em 1,7 milhão, abaixo do pico de 2,3 milhões em 2005 e do 1,8 milhão em 2010 (AFP)

Relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira (20/11) afirma que a erradicação da aids está próxima, graças ao melhor acesso a drogas que podem tratar e prevenir o vírus humano da imunodeficiência humana (HIV), causador da doença. A meta de pôr fim à epidemia mundial de aids não é “meramente visionária”, mas “totalmente viável”, diz o relatório da agência das Nações Unidas para a Aids (Unaids).

O sucesso no combate à doença na última década permitiu que se fincassem as “fundações para o eventual fim da aids”, ao reduzir a cifra de mortos e ajudar a estabilizar o número de pessoas infectadas na pandemia, assinalou o relatório anual.

No final de 2011, cerca de 34 milhões de pessoas tinham o vírus HIV no mundo.

O número de novos infectados com a doença, transmitida por sangue ou pelo sêmen durante a relação sexual, está caindo em todo o mundo. O número de novas infecções em 2011, de pelo menos 2,5 milhões de pessoas, é 20% inferior ao de 2001.

Uma redução de mais de 50% na taxa de novas infecções por HIV foi alcançada em 25 países de baixa e média renda. Mais da metade na África, a região mais afetada pelo vírus.

Em alguns dos países com maior prevalência de HIV no mundo, as taxas de novas infecções foram reduzidas desde 2001. O país que mais apresentou queda foi o Malaui, com 73%. Outros que podem comemorar são Botsuana (71%), Namíbia (68%), Zâmbia (58%), Zimbábue (50%) e África do Sul e Suazilândia (ambos com 41%).

A África Subsaariana, por sua vez, também reduziu as mortes relacionadas à Aids em um terço nos últimos seis anos e aumentou o número de pessoas em tratamento antirretroviral em 59% desde 2010. É, hoje, a região mais afetada, com quase 1 em cada 20 adultos infectados, aproximadamente 25 vezes a taxa na Ásia -há quase 5 milhões de pessoas com o HIV no Sul, Leste e Sudeste da Ásia.

— O ritmo do progresso é acelerado. O que costumava levar uma década agora está sendo alcançado em 24 meses — declarou o diretor executivo da Unaids, Michel Sidibé. — Esta é a prova de que com vontade política podemos alcançar nossos objetivos compartilhados em 2015.

As mortes pela aids caíram em 2011, ficando em 1,7 milhão, abaixo do pico de 2,3 milhões em 2005 e do 1,8 milhão em 2010. “Embora a aids continue a ser um dos mais sérios desafios à saúde, a solidariedade mundial na resposta à Aids na última década continua a gerar ganhos extraordinários na saúde”, diz o relatório.

Segundo o documento, isso ocorreu graças ao “sucesso histórico” na promoção de programas em escala junto com a emergência de novas combinações de remédios para evitar que pessoas sejam infectadas e que morram da doença.

Cerca de 8 milhões de pessoas estavam sendo tratadas com drogas para a aids no fim de 2011, um aumento de 20 vezes desde 2003. A meta da ONU é elevar esse número para 15 milhões até 2015.

*Com informações de O GloboReuters AFP