Fellipe Bastos, jogador do Vasco, é punido por canto homofóbico Resposta

Fellipe Bastos e funcionário. Foto: Reprodução Internet

Ocorreu nesta terça-feira (26), o julgamento de três jogadores de Vasco e Fluminense na 2ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) a respeito dos ocorridos no clássico do último dia 17, pela final da Taça Guanabara. O jogador que sofreu pena mais dura foi o volante do Vasco Fellipe Bastos, que pegou três jogos de suspensão por entoar cantos homofóbicos para os torcedores do Fluminense ao lado um membro da comissão técnica.

Bastos foi enquadrado nos artigos 243-G (ato discriminatório) e 258 (conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e poderia pegar até 16 partidas de gancho.

A exclusão do Fluminense da competição foi descartada no mesmo julgamento. Como os casos foram julgados em primeira instancia, todos podem entrar com recurso contra as decisões.

Fellipe Bastos pediu desculpas em um vídeo, dizendo que não tem nada contra “classe nenhuma”. O jogador também disse que a família dele está sendo ameaçada em função do ocorrido.



Jair Bolsonaro processa Marcelo Tas, por ter sido chamado de homofóbico (mas é!) e racista Resposta

Jair e Tas

Jair processa Tas e garante não ser homofóbico, nem racista

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) está processando o aprensentador e jornalista Marcelo Tas. Pasmém, porque foi chamado de homofóbico e racista. Jair assegura que não é homofóbico.

Tas teria chamado teria atribuído essas acusações em entrevista ao programa ao Blog do Rica Perrone em 22 de julho de 2017. A ação, segundo o blog TelePadi, corre na 31a Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo e requer R$20 mil de Tas por reparação de danos morais. A ação pede que Tas pague R$10 mil a cada vez que Tas acusar Jair de racista ou homofóbico.

“Lamento que ele se junte a outros parlamentares brasileiros, de direita e esquerda, é bom notar, que não suportam a convivência com a crítica ou com quem pensa diferente deles. Temo que, com a aproximação das eleições, surjam tentativas de intimidação e censura à livre expressão. Isto só vai contribuir para tumultuar o debate a atrasar o aperfeiçoamento da frágil democracia brasileira, diz Tas.

E dispara: “É patético. Os políticos estão mais por baixo que cocô de cavalo de bandido, mesmo assim não abrem mão da blindagem do fórum privilegiado. Não aceitam opiniões contrárias. Querem viver numa redoma, rodeados apenas por quem pensa igual a eles. A atitude do Bolsonaro reforça a minha suspeita: apesar de vender a imagem de novidade na corrida presidencial, ele é um político antigo como qualquer outroÆ.

Chris Brown volta a ser acusado de homofobia e é preso por agressão Resposta

Cantor já havia se envolvido em polêmicas com a comunidade gay, mas andava bastante respeitoso com os LGBT

Cantor já havia se envolvido em polêmicas com a comunidade gay, mas andava bastante respeitoso com os LGBT

Violência e homofobia são duas coisas que não são novas ao universo de Chris Brown. O cantor foi preso no final de semana após quebrar o nariz de um homem que tentou fotografá-lo com duas mulheres na saída de um clube em Washington D.C., nos Estados Unidos.

A vítima contou ao site “TMZ” que o cantor disse que “não era para aquela merda gay”, antes de agredi-lo e mandá-lo para o hospital. O rapaz não entendeu porque o cantor teve um comportamento homofóbico, mas já avisou que está contratando um advogado para processá-lo.

O problema maior para Chris Brown é que ele está em condicional desde que agrediu a ex-namorada Rihanna, em 2009. Sites internacionais especulam se este incidente pode fazer com que perca a condicional e passe os próximos quatro anos preso. Um de seus seguranças também foi detido.

Em janeiro, o rapper assumido Frank Ocean acusou o cantor de homofobia e de tê-lo ameaçado de morte após uma confusão em um estacionamento.

Depois disso, Brown estava hiper fofo com a comunidade gay. Ele lançou uma música em apoio ao amor gay e postou, há um mês, mensagem em respeito à comunidade LGBT. Vamos ver se o novo incidente manchará sua boa reputação com os cidadãos arco-íris.

Fonte: Parou Tudo

Homem gay enfreta pastor homofóbico e é aplaudido no metrô; assista 3

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Quem nunca se deparou com alguém pregando ideais religiosos em pleno transporte público, né?!

Pois bem, um pastor resolveu entrar em um vagão de metro em Nova York para dizer que ser gay é errado. O que ele não esperava era encontrar um homem gay no caminho, que não topou ouvir aquelas besteiras contra a homossexualidade calado!

Sem revidar com ofensas, mas com educação e civilidade, ele chamou o pastor de “falso profeta” que “ensina o ódio” e é “cheio de medo”! A atitude do rapaz foi aplaudida pelos outros passageiros do metro.

Confira trecho da conversa…

Pastor: “Vocês vêem o que estou dizendo? Você não pode aceitar dois homens juntos. E eles não tem seios, têm pênis. Dois homens tem pênis”

Rapaz: “Eu sou um homem. Eu sou um homem bom. E gay. E Jesus me ama”

Pastor: “Homem gay não. Você é um viadinho”

Rapaz: “Jesus me ama. Jesus me ama”

Assista ao Vídeo: 

Fonte: paraiba.com.br

Feliciano diz que só sairia de comissão se morresse Resposta

Marco Feliciano falou com o ‘Pânico’, da Rede Bandeirantes Site da Band / Reprodução

Marco Feliciano falou com o ‘Pânico’, da Rede Bandeirantes Site da Band / Reprodução

O deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) disse à Sabrina Sato, repórter e apresentadora do Pânico na TV (Band) que só deixaria a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara se morresse. Desde que foi eleito para o cargo, o parlamentar tem sido pressionado a abandonar a função, por conta de declarações consideradas racistas e homofóbicas. O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, já disse que a situação de Feliciano ficou “insustentável” e que seria resolvida até amanhã (26/3).

– Fui eleito por um colegiado. É um acordo partidário e acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer – disse o parlamentar, em entrevista ao “Pânico”, da Rede Bandeirantes.

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Feliciano afirmou ainda que renunciar ao cargo seria como assinar um atestado de confissão de que é racista:

– Uma coisa é você dialogar com um adulto. Uma coisa é você chegar em casa e ter que explicar para uma criança de 10 anos porque na escola falam que seu pai é racista. Isso dói, isso machuca. Então, uma renúncia é como se eu assinasse um atestado de confissão, eu sou mesmo (racista), então estou abandonando (a comissão). Eu não sou (racista) e estou aqui para provar isso.

O parlamentar explicou o vídeo em que aparece criticando um fiel que doou o cartão, mas não a senha.

– Doou o cartão, mas não doou a senha. Aí, não vale. Vai pedir um milagre para Deus, Deus não vai dar e (a pessoa) vai falar que Deus é ruim – diz ele no vídeo.

– Todas as igrejas usam cartão de crédito. A pessoa passava o cartão na hora, é a modernidade, é o futuro – afirma, ao explicar a cena. – Também não foi dízimo. Ali era um congresso que cuida de mais de 30 mil crianças. A oferta levantada naquele evento era para manutenção de tudo isso. A pessoa mandou o cartão. Eu chamei a pessoa três vezes, para ela pegar o cartão dela de volta. Mas também temos senso de humor. Aí eu brinquei: “o cartão sem a senha não funciona” – completou.

Informações: O Globo

Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, diz que eleição de Feliciano é ‘assunto interno’ do Congresso 4

Ministro Luiz Fux é relator de ação que questiona eleição de pastor para comissão e não fará nada para tirá-lo de lá

Ministro Luiz Fux é relator de ação que questiona eleição de pastor para comissão e não fará nada para tirá-lo de lá

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux afirmou nesta terça-feira (12/3) que a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara é “assunto interno” do Congresso. Fux foi sorteado pelo sistema eletrônico do STF para ser relator da ação de parlamentares contra a eleição de Feliciano.

Pastor da igreja Assembleia de Deus, o deputado é alvo de protestos porque, em 2011, fez declarações racistas e homofóbicas em redes sociais sobre africanos e gays. Ele é alvo de ação penal no Supremo por estelionato e de inqúerito no qual foi acusado de discriminação por frase supostamente homofóbica.

“Fala-se em judicialização das questões políticas. O que o Supremo tem que se intrometer na eleição de um membro de uma comissão do Parlamento? Então, eles provocam que o Supremo se intrometa em assuntos inerentes a atividades deles. É assunto interno deles. Escolher o presidente de uma comissão”, afirmou, antes da posse do novo presidente da OAB.

O mandado de segurança para tentar derrubar a eleição de Feliciano foi protocolado por oito deputados federais do PT , PSB e PSOL nesta terça (12/3). Eles argumentam que a sessão de votação foi irregular por ter sido secreta e por não ter sido convocada com antecedência. Além disso, afirmam que o pastor não tem legitimidade para assumir o cargo.

Fux não adiantou como nem quando decidirá sobre a ação dos deputados, mas criticou a “judicialização” da política. “A Constituição garante que qualquer lesão ou ameaça pode se recorrer à Justiça e daí então se judicializa tudo. Até aquilo que não deve ser judicializado”, disse.

O mandado de segurança é assinado pelos deputados Jean Willys (PSOL-RJ), Érica Kokay (PT-DF), Luiza Erundina (PSB-SP), Nilmário Miranda (PT-MG), Domingos Dutra (PT-MA), Padre Ton (PT-RO), Janete Capiberibe (PSB-AP) e Janete Pietá (PT-SP). A ação pede uma decisão até esta quarta (13/3), quando haverá a primeira sessão da comissão.

Apesar dos protestos

Apesar dos protestos, nada vai acontecer. As declarações do ministro Luiz Fux deram um banho de água fria em quem tinha a esperança de ver ocupar a cadeira de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, alguém que defendesse os direitos humanos.

Candidato à Presidência da Câmara, deputado-pastor Ronaldo Fonseca quer derrotar gays no voto 1

Deputado-pastor Ronaldo Fonseca: de um lado a Constituição, de outro a Bíblia. Para ele, os dois livros se misturam na hora de legislar.

Deputado-pastor Ronaldo Fonseca: de um lado a Constituição, de outro a Bíblia. Para ele, os dois livros se misturam na hora de legislar.

Evangélico, pastor da Igreja Assembleia de Deus, advogado e, de acordo com suas próprias palavras, “amante do debate”. Para chegar à presidência da Câmara, cargo que cobiça mesmo sem o apoio de seu partido, o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) terá de superar desafios inéditos: ser o primeiro estreante e o primeiro líder evangélico a conquistar o comando da Casa. O deputado de 52 anos exerce seu primeiro cargo eletivo e promete combater os “vícios” do Legislativo, como o corporativismo, a submissão ao Executivo e a falta de discussão. “Não serei um presidente engavetador”, promete. Em entrevista ao Congresso em Foco, o candidato diz que a frente parlamentar evangélica não pode mais “andar a reboque” e ser surpreendida com a votação de propostas que contrariam suas crenças, como as que dizem respeito aos LGBT. Segundo o deputado, a Casa tem de aprofundar o debate e levar projetos como o da união civil entre pessoas do mesmo sexo a voto. Para ele, os militantes dos direitos humanos, com foco nos LGBT temem que essas propostas sejam votadas por anteverem o seu provável desfecho.

“Se for para derrotar, que seja no voto. Comigo é assim, é no voto. Eles não querem. Esses grupos já pegaram vício do Parlamento. Eles fazem barulho, barulho. Quando propomos ir ao plenário, aí não querem, porque sabem que vão ser derrotados. Temem a derrota porque o Parlamento brasileiro é tradicional e conservador e somos um país cristão”, declara Ronaldo.

O candidato diz que também pretende incluir na pauta de votação, caso seja eleito, outros temas que causam que os evangélicos reprovam, como a descriminalização do aborto e a legalização da prostituição – este, objeto de projeto de lei do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), um dos principais representantes da comunidade LGBT no Congresso.

“Vamos para o debate e votar. A sociedade brasileira quer a prostituição profissionalizada? Então vamos para o voto, ampliar o canal de acesso da sociedade com a Câmara. Quero ouvir a sociedade. Quem ganhar, levou, meu amigo. Democracia é isso”, diz Ronaldo, que promete dar tratamento igualitário a outras frentes parlamentares, inclusive a da liberdade de expressão sexual.

Mesmo ressalvando as divergências, ele elogia o trabalho do deputado Jean Wyllys na defesa dos homossexuais. “Acho que ele faz um excelente trabalho como representante LGBT. Não concordo com as propostas dele, mas ele mostra a cara. O parlamentar tem de mostrar a cara”, considera.

“Ficção”

O candidato à presidência da Câmara revela sua posição em relação a outro tema sensível à comunidade LGBT: o projeto de lei que torna crime a manifestação de preconceito ou violência contra homossexuais, a homofobia. Para ele, nem mesmo as estatísticas que apontam o crescimento da violência contra os homossexuais justificam a mudança na legislação. “Qual o problema? O Código Penal disciplina isso, você tem os agravantes. Eles querem ser especiais aonde? A homofobia, como eles dizem, não existe. Isso é uma ficção. A homofobia, para eles, é quem é contra a prática deles”, critica o deputado.

Ronaldo Fonseca diz que a proposta atualmente em discussão no Senado fere o direito dos religiosos de expressarem sua reprovação à orientação homossexual. “Não pode é incitar a violência. Mas isso o Código Penal já disciplina. É burrice, besteira. Querem transformar isso em crime inafiançável, querem me tirar o direito de opinião”, afirma.

Para ele, a opinião dos religiosos precisa ser respeitada por refletir outra visão de parcela expressiva da sociedade sobre o assunto. “Só digo que não concordo com a prática deles, porque, para mim, por questão de fé, é pecado como a prostituição e o adultério. É pecado e eu não aceito. Isso não quer dizer que você não possa ser gay”, emenda.

Pastor da Assembleia de Deus em Taguatinga (DF), o deputado afirma que sua visão religiosa não influenciará em sua eventual passagem pelo comando da Câmara. “Isso aqui não é igreja”, diz. Mas avisa: “Ditadura gay eu não aceito”.

Para o deputado, os veículos de comunicação e o Judiciário atuam em sentido contrário aos interesses dos evangélicos. “Aquilo que eu defendo para a sociedade não é muito simpático para grupos que controlam e dominam parcialmente essa sociedade”, avalia. Segundo ele, a mídia brasileira reduz intencionalmente o espaço para o ponto de vista cristão”.

Desonestidade intelectual

O deputado-pastor Ronaldo Fonseca mente ou desconhece o PLC 122/06. Não se trata de mordaça gay, de ditadura gay como os evangélicos convencionaram chamar um projeto de lei essencial para o avanço dos direitos humanos no Brasil. Os números exatos da homofobia, não temos, pois não são computados em todo o país. Temos números do Disque 100, números do Grupo Gay da Bahia (GGB) e números dos estados que já criminalizam a homofobia. Segundo o GGB, em 2012 foram documentados 338 homicídios de gays, travestis e lésbicas no Brasil, incluindo duas transexuais brasileiras mortas na Itália. Isso significa, segundo a entidade, um assassinato a cada 26 horas – aumento de 27% em relação ao ano de 2011 (266 mortes) e crescimento de 177% nos últimos sete anos.

O PLC 122/06 visa equipara o crime de homofobia à discriminação ou preconceito por raça, etnia, procedência nacional e leigião (pois é, deputado-pastor Ronaldo Fonseca, o senhor já é protegido). Está na Constituição Federal, cap. 1, art. 5º, XLI: “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.” Se os pastores não discriminam os LGBT, não há o que temer. A liberdade de um grupo social não pode ferir a liberdade de outro. Simples assim.