Gay discriminado no metrô é recebido pelo Programa Estadual Rio Sem Homofobia 1

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André Sgalbieri, de 21 anos, acusa um segurança do MetrôRio de agredi-lo física e verbalmente, por homofobia, na estação General Osório, em Ipanema, na última terça-feira de Carnaval (12/2). O jovem alega ainda que policias militares se omitiram a socorrê-lo e ainda o ameaçaram. O Programa Estadual Rio Sem Homofobia, da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, recebeu o rapaz e prestou atendimento.

O superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, prestou pessoalmente atendimento ao rapaz junto com a equipe técnica dos Centros de Referência da Cidadania LGBT e do Disque Cidadania LGBT, além de Leriana Figueiredo, da subsecretaria de Educação, Valorização e Prevenção, da Secretaria de Estado de Segurança. Representantes do Estado Maior e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro também participaram da reunião com objetivo de conhecer a denúncia por meio do relato da vítima e tomar as providências. André recebeu a promessa de poder contar com o acompanhamento de toda a equipe técnica multidisciplinar do Centro, composta por advogados, psicólogos e assistentes sociais.
Ao fim do encontro foram encaminhadas as seguintes providências: Solicitar à Polícia Civil, por ofício, a inclusão de informações importantes para a condução do caso; Solicitação à polícia Militar a abertura de procedimento administrativo junto à sua corregedoria;  Pedido de esclarecimentos do MetrôRio; Denúncia junto aos órgãos reguladores do metrô; Abertura de procedimento junto à Ouvidoria da Polícia; Além desses procedimentos, providências e apurações, o Rio Sem Homofobia, está agendando com a PMERJ uma capacitação para o atendimento do efetivo do 23° Batalhão de Polícia Militar à população LGBT.

*Fonte: Revista Lado A

Travesti é agredida duas vezes, em menos de três meses, no Paraná Resposta

Andrielly Vogue, em menos de três meses agredida duas vezes.

Andrielly Vogue, em menos de três meses agredida duas vezes.

A travesti Andrielly Vogue, ex-candidata à Câmara Municipal de Curitiba, alega ter sido, mais uma vez, vítima de transfobia. Ela foi agredida em frente à sua casa, no balneário de Ipanema, no Pontal do Paraná (PR), na madrugada de segunda-feira (21).

Andrielly conta que se preparava para dormir, quando a sua casa começou a ser apedrejada. Ela também ouviu pessoas gritando: “É aí que mora o traveco!” Quando foi ver o que acontecia e pedir que as pessoas não destruíssem a sua residência, Adrielly alega que foi agredida. “Eram cinco homens e duas mulheres. Eles ficavam pedindo que elas batessem em mim. E elas ficavam dizendo ‘você é homem, não pode bater em mulher’, relatou Adrielly ao Paraná Online.

A vítima conta que, depois da terceira agressão, pegou uma garrafa que o próprio grupo derrubou no chão e acertou uma das moças. Assim como Adrielly, a jovem também foi cortada pelos estilhaçoes e ambas passaram por suturas no mesmo hospital. Andrielly registrou Boletim de Ocorrência na delegacia de Ipanema.

Ano passado

Em novembro de 2012, Andrielly afirmou que foi agredida por um grupo de seis pessoas, em Paranaguá, no litoral do Paraná. “Fui atacada por cinco rapazes e uma moça. Levei socos, pontapés, ouvi injúrias e xingamentos”, contou.

Parnanguara, mas moradora da capital, Andrielly disse que estava na cidade litorânea há dez dias, trabalhando como ambulante na Festa de Nossa Senhora do Rocio. “Como no sábado estava chovendo e a festa mesmo já tinha acabado, decidi não abrir a barraca e dar uma volta. Foi aí que me encontraram e me espancaram. Ainda estou com as costas e os joelhos roxos”, relatou.

Segundo ela, o motivo mais provável do ataque seria homofobia ou transfobia, sentimento de aversão a travestis e transexuais, que incita a violência. “Não levaram dinheiro; só um boné e o meu celular de dois chips”.

A travesti foi encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a um hospital na Vila Divineia para atendimento. Depois de receber alta, voltou à capital e registrou o Boletim de Ocorrência no 1º Distrito Policial, localizado no centro.

Procurada pela reportagem do Bonde, a Polícia Civil informou que recebeu o B.O., mas que o documento seria encaminhado à Delegacia de Paranaguá para investigação.