Jair Bolsonaro processa Marcelo Tas, por ter sido chamado de homofóbico (mas é!) e racista Resposta

Jair e Tas

Jair processa Tas e garante não ser homofóbico, nem racista

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) está processando o aprensentador e jornalista Marcelo Tas. Pasmém, porque foi chamado de homofóbico e racista. Jair assegura que não é homofóbico.

Tas teria chamado teria atribuído essas acusações em entrevista ao programa ao Blog do Rica Perrone em 22 de julho de 2017. A ação, segundo o blog TelePadi, corre na 31a Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo e requer R$20 mil de Tas por reparação de danos morais. A ação pede que Tas pague R$10 mil a cada vez que Tas acusar Jair de racista ou homofóbico.

“Lamento que ele se junte a outros parlamentares brasileiros, de direita e esquerda, é bom notar, que não suportam a convivência com a crítica ou com quem pensa diferente deles. Temo que, com a aproximação das eleições, surjam tentativas de intimidação e censura à livre expressão. Isto só vai contribuir para tumultuar o debate a atrasar o aperfeiçoamento da frágil democracia brasileira, diz Tas.

E dispara: “É patético. Os políticos estão mais por baixo que cocô de cavalo de bandido, mesmo assim não abrem mão da blindagem do fórum privilegiado. Não aceitam opiniões contrárias. Querem viver numa redoma, rodeados apenas por quem pensa igual a eles. A atitude do Bolsonaro reforça a minha suspeita: apesar de vender a imagem de novidade na corrida presidencial, ele é um político antigo como qualquer outroÆ.

Bruna Linzmeyer participa de manifestação lésbica no Rio Resposta

Bruna e Namorada

Bruna Linzmeyer participou de uma manifestação pelo Dia Internacional da Mulher na noite desta quinta-feira (8), no Rio. A atriz, que namora Priscila Visman, publicou registros de uma passeata que aconteceu nas ruas do Centro e deu ênfase ao lema da manifestação: “O corpo é da mulher, ela dá pra quem quiser. Inclusive pra outra mulher”.

Nas imagens publicadas por Bruna no Instagram, é possível ver um grupo de moças segurando uma faixa que diz: “Lésbicas resistem e existem. Nenhum direito a menos”. Bruna ainda completou: “Eu vou dar pra quem quiser. Inclusive para outra mulher”.

A atriz, desde que assumiu a sua homossexualidade, bissexualidade ou “liberdade”, se transformou em uma das pessoas mais influentes entre os LGBTs brasileiros.

Parabéns, Bruna!

Homofóbica? (relembre os casos lendo a postagem), Joelma anuncia apresentação em boate LGBT. A casa está quase lotada 3

Joelma

Joelma, a cantora homofóbica (?), que já tentou mudar a orientação sexual de um fã (veja vídeo abaixo) e se disse contra o casamento gay, se apresentará em uma boate LGBT em Recife.

A rede social não perdoa:

Joelma Homofobia

No Instagram, os perfis dos fãs-clubes de Joelma que anunciam o show bloquearam os comentários. Apesar das manifestações contrárias, os ingressos para a apresentação estão quase esgotados. Pelo palco da boate, já passaram nomes como Gretchen, Pabllo Vittar, Lia Clark, Karol Conka e Valesca Popozuda, entre outras musas do público LGBT.

Joelma Homofóbica

Para quem não se lembra, Joelma havia declarado, em entrevista ao programa “Roberto Justus +” que acredita na recuperação dos homossexuais, comparando esse processo ao dos drogados: “É como um drogado tentando se recuperar”.

O que esses fãs LGBTs têm na cabeça? Será que a fofa vai tentar converter todos eles? Eu, hein…

Na época, Joelma se defendeu:

Então tá…

Mulheres que inspiram: Bruna Linzmeyer, Camila Pitanga, Leandra Leal e Taís Araújo Resposta

Atrizes

Leandra, Camila, Taís e Bruna: atrizes feministas poderosas

Durante muito tempo, as mulheres não foram ouvidas e nem eram levadas a sério se ousassem dizer suas verdades sob o poder dos homens, mas esse tempo acabou!” A frase é parte do discurso feito pela apresentadora norte-americana Oprah Winfrey na edição deste ano do Globo de Ouro, realizado na esteira das denúncias contra o megaprodutor Harvey Weinstein.

Além de contundente, a manifestação da apresentadora pode servir como resposta a uma das dúvidas masculinas mais frequentes no debate: qual é, afinal, o papel dos homens no feminismo?

As atrizes feministas Bruna Linzmeyer, Camila Pitanga, Leandra Leal e Taís Araújo, estrelas de capa da revista GQ deste mês, têm uma opinião em comum sobre essa dúvida masculina: “O grande papel do homem agora é escutar”. A declaração, dada por Leandra Leal durante o ensaio para a revista, em uma tarde de fevereiro, em São Paulo, resume o raciocínio de suas colegas.

Taís Araújo

Foto: Instagram (taisdeverdade)

Taís Araújo complementa: “Melhorar a escuta, estabelecer um diálogo honesto e aberto é o primeiro passo. Nesse diálogo, as pessoas vão escutar coisas que não vão gostar, mas é importante saber que não é nada pessoal – é para nos reestruturarmos enquanto sociedade, para ficar bom para todo mundo”. Camila e Bruna seguem o raciocínio. “As mulheres estão perdendo o medo de falar, de reivindicar seus direitos, e estou vendo cada vez mais homens querendo escutar, repensar”, diz a primeira.

“Com certeza, um homem pode ser feminista. Todos podemos. A luta feminista é a luta pela igualdade de gêneros. Mas é importante na perspectiva do homem, mesmo aquele que já se diz feminista, ouvir o que a mulher tem a dizer”, completa a segunda.
Leandra Leal

Foto: Instagram (leandraleal)

Leandra é reconhecida nos debates pró-feminismo. Tem se manifestado publicamente em artigos, entrevistas e em seus perfis nas redes sociais sobre assuntos como direito ao poder de decisão sobre o próprio corpo e ao aborto. “Eu não acho que estou no papel de ensinar algo aos homens”, ela diz.

“Acho que esse novo normal tem de ser construído meio a meio. Mas algumas questões são nossas, femininas, e têm de ser radicais. O direito da mulher ao seu corpo, por exemplo, tem de ser radical. Não dá para uma comissão de 18 homens chegar agora e dizer que a mulher não tem direito a abortar. Simplesmente não dá!”, defende.

A voz de Taís tem sido bastante ouvida nas questões de gênero e raça. Mãe de dois filhos, um menino e uma menina, ela causou comoção ao discursar no seminário TEDXSão Paulo, em agosto do ano passado.

Camila Pitanga

Foto: Instagram (caiapitanga)

“Quando engravidei do meu filho, fiquei muito, mas muito aliviada de saber que no meu ventre tinha um homem, porque eu tinha a certeza de que ele estaria livre de passar por situações vivenciadas por nós, mulheres. Teoricamente, ele está livre. Mas meu filho é um menino negro, e liberdade não é um direito que ele vai poder usufruir.

Se ele andar pelas ruas descalço, sem camisa, sujo, saindo da aula de futebol, ele corre o risco de ser apontado como um infrator, mesmo aos 6 anos de idade. No Brasil, a cor do meu filho é a cor que faz com que as pessoas mudem de calçada, escondam suas bolsas e blindem seus carros. A vida dele só não vai ser mais difícil do que a da minha filha.”

Bruna Linzmeyer

Foto: Instagram (brunalinzmeyer)

Bruna Linzmeyer, por sua vez, que no ano passado declarou-se sem rótulos, tem levantado a bandeira das mulheres homossexuais, bi e trans. E ela tem clara noção do peso de suas manifestações na luta por igualdade. “O fato de eu me declarar mulher lésbica é um ato político”, disse ela em um dos intervalos de sua sessão de fotos, também realizada em São Paulo. “Eu não sou só lésbica, eu não caibo em nenhuma dessas caixinhas.

Sou um ser humano livre. Mas dar nome a essas caixinhas é importante para podermos jogar luz sobre elas. Estamos fazendo uma curva positiva no mundo, e isso passa pela segurança que tenho de estar falando isso tudo agora. Cinco anos atrás, eu não podia, como mulher, como mulher lésbica, falar. Agora posso.”

Camila Pitanga é uma figura agregadora e disseminadora de discursos. Não à toa, abriu as portas de sua casa, no Rio de Janeiro, para aulas semanais sobre temas ligados ao feminismo com a filósofa e ativista Djamila Ribeiro. “Criei esse grupo porque achei que era importante a gente conhecer melhor o feminismo, ter mais referência, trocar ideias, se provocar junto.

Quando teve aquela sinergia do Mexeu com Uma, Mexeu com Todas, diz ela, fazendo referência à campanha que se criou no ano passado com a denúncia de assédio feita pela figurinista Su Tonani contra o ator José Mayer, “achei que era o momento de dar a mão, trocar confidências, não ficar só numa pesquisa intelectual, porque o problema não acontece só nesse campo, acontece na pele, no dia a dia”.

Cada uma à sua maneira, as quatro exercem o feminismo, e essa batalha vai ganhar um novo capítulo em breve. Desde o ano passado, produtores e produtoras, roteiristas, atores, atrizes e entidades ligadas à indústria trabalham na criação do movimento Não Vamos Mais Tapar os Olhos. Depois de meses de debates, a primeira reunião do grupo aconteceu em janeiro. A próxima está agendada para este mês, na sede da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), em São Paulo. Do encontro devem sair as diretrizes finais de trabalho do movimento.

Mais do que reforçar a mensagem pelo fim do assédio sexual, o movimento trabalha na criação de um código de conduta a ser adotado por profissionais, produtoras e contratantes. A ideia é criar uma espécie de modus operandi da indústria do audiovisual, tanto para evitar casos de assédio quanto para agir quando surgir uma denúncia de um episódio do gênero.

“Digamos que você esteja fazendo um filme e seu principal ator assedia uma funcionária da equipe. Que medidas serão tomadas? A quem essa funcionária vai recorrer? É esse tipo de coisa que queremos estabelecer”, diz Betão Gauss, sócio da Prodigo Films e um dos coordenadores do Não Vamos Mais Tapar os Olhos.

O grupo vai produzir um vídeo de orientação para ser distribuído entre os profissionais e produtoras. Com a participação dos principais sindicatos da indústria do audiovisual – a interlocução com as entidades tem sido feita pela Apro  –, o movimento quer que os pontos discutidos na montagem do Não Vamos Mais Tapar os Olhos passem a fazer parte das cláusulas dos contratos do setor. “O assédio não pode mais acontecer em nossa indústria. Ter essas quatro atrizes como parte do movimento dá um peso enorme. A mensagem vai chegar a muito mais gente”, afirma Gauss.

Durante nossa entrevista, em uma manhã de domingo, no Rio de Janeiro, Taís Araújo relembra situações em sua carreira que gostaria de esquecer. “Foi tanta cena que eu fiz e não queria ter feito. Fiz porque achava que ia ser cortada”, conta a atriz.

“A verdade é que aquela única cena não ia definir a personagem, mas eu tinha medo, tinha um sonho. A quantas coisas eu disse sim e me violentei para poder chegar onde estou hoje? Agora percebo: fiz sem a menor necessidade. ‘Essas coisas acontecem porque é assim que é’, eu pensava. Mas não pode mais ser, a gente precisa redesenhar isso”. Afinal, como disse Oprah: Time’s up!

Fonte: GQ

Facebook censura vídeo postado por filho de Bolsonaro, a pedido de Alckmin, onde tucano aparece com movimento LGBT Resposta

CHUVA / CAOS EM SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), moveu uma ação contra o Facebook para retirar do ar um vídeo postado pelo perfil atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) do Rio de Janeiro. Na ação, Alckmin pede que o vídeo seja excluído da rede social e que o Facebook quebre o sigilo dos dados de quem fez a postagem.

Na última sexta-feira (2), a Justiça Estadual de São Paulo negou, em caráter liminar, os pedidos de Alckmin. Mas, após Alckmin recorrer, o vídeo foi banido.

O vídeo que a Justiça excluiu, a pedido de Alckmin, foi postado em 25 de dezembro de 2017. Nele, Alckmin aparece celebrando a criação do secretariado de diversidade tucana, uma instância dentro do PSDB voltada para a discussão de políticas públicas voltadas para a comunidade LGBT. O vídeo foi editado e mescla momentos em que Alckmin aparece discursando com fotos de manifestações promovidas por integrantes da comunidade LGBT.

Junto ao vídeo, o perfil, claro, critica Alckmin. “Como se não bastasse estar metido na Lava-Jato e tantos outros escândalos de corrupção, mais esta do candidato que querem induzi-lo (sic) a acreditar que é de centro-direita, mas em conluio com a militância que você já conhece. Este que a mídia diz que ganhará as eleições de 2018”.

Para o advogado Fábio de Oliveira, que defende Alckmin, o vídeo dele com ativistas tucanos LGBTs ridicularizaria o candidato à Presidência do Brasil.

O Facebook retirou o vídeo, alegando que ele fere os padrões da comunidade. A decisão aconteceu, mesmo depois de a Justiça de São Paulo negar, em caráter provisório, ter liberado o vídeo.

Na tarde da última segunda-feira, Carlos Bolsonaro utilizou sua conta no Twitter para acusar o Facebook de retirar o vídeo do ar. Ele aproveitou a postagem para publicar o vídeo novamente.

Informações: UOL

#Clanessa: ‘Vou dar presente no Dia dos Namorados para Vanessa’, revela Clara Resposta

Vanessa e Clara participam do programa Altas Horas deste sábado (Foto: TV Globo/Altas Horas)

Vanessa e Clara participam do programa Altas Horas deste sábado (Foto: TV Globo/Altas Horas)

 

No sábado, 19/04, o casal Clanessa participa do programa Altas Horas e comenta que tipo de relação elas têm. “Eu nunca vivo de rótulos. A gente tem uma amizade colorida”, afirma a campeã do Big Brother Brasil 14.

Clara faz questão de salientar que a relação delas não precisa ter um rótulo e que o importante é que o sentimento existe. Mesmo sem assumir nada, ela revela: “Eu vou dar um presente no Dia dos Namorados para Vanessa”.

Segundo a terceira colocada no reality, ela e Vanessa estão sofrendo muita pressão para assumir o namoro e está dificultando muito as coisas. “Está muita pressão em cima da gente e assim não vai rolar de jeito nenhum”, comenta.

Durante o programa, Clara também explica o fim de seu casamento com o francês Fabien. “A gente está dando um tempo, porque foi muita informação tanto para ele, quanto para mim, mas continuamos amigos”, afirma.

A sister ainda reconhece que o ex-marido passou por maus bocados enquanto ela estava dentro da casa. “Acho que ele aguentou a barra bem forte aqui fora e eu fiquei bem orgulhosa, mas preciso focar na minha carreira e ele também tem que cuidar dos seus negócios”, ressalta.

O Altas Horas com Cauã Reymond também terá as participações de Clara, Vanessa, Fernando & Sorocaba, João Neto & Frederico e Cesar Menotti & Fabiano. O programa vai ao ar no sábado, logo após o Zorra Total.

Em Família: #Clarina: Maioria dos telespectadores quer Clara e Marina juntas Resposta

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Ao contrário do que pensam os conservadores, não existem verdades permanentes. Tudo muda inevitavelmente, inclusive nas novelas. Pensar que, em 1998 (há 16 anos apenas), o destino dos casais de mulheres, na telinha continuava sendo trágico, a exemplo da novela Torre de Babel (1998/99), onde as personagens de Christiane Torloni e Silvia Pfeifer morrem numa estranha explosão. Hoje, os casais de homens ou de mulheres homossexuais não só não morrem nas novelas como até mesmo estão segurando a audiência da teledramaturgia da Globo. A última novela, Amor à Vida, teve em sua reta final como ponto alto o relacionamento entre os personagens Félix e Nico, com uma enorme torcida por um final feliz com direito a beijo de verdade. E rolou. Além disso, diversos outros personagens gays faziam parte da trama de Walcyr Carrasco.

Agora, em Em Família, de Manoel Carlos, é o romance entre Marina e Clara que tem despertado (literalmente) a atenção da audiência, com torcida para que o flerte chegue logo aos finalmentes e as belas fiquem juntas. Ao som do tema Só Vejo Você (ouvir abaixo), na voz da cantora Tânia Mara, as atrizes Tainá Müller e Giovanna Antonelli, com delicadeza e sensualidade, têm construído uma versão bem consistente de duas mulheres mutuamente apaixonadas. Rola química entre elas. O resultado pode ser conferido pela enquete que o GShow fez sobre com quem Clara deve ficar, onde Marina ganha de goleada de Cadu (marido de Clara). Confira abaixo texto do GShow, sobre o caso Clarina (junção de Clara e Marina), e também vote para o romance das duas se concretizar.

Míriam Martinho

#Clarina! Atrizes exaltam romance, e Antonelli dá pitaco sobre beijo das duas
Sob holofotes dos telespectadores e com quase 80% de aprovação dos internautas, Giovanna Antonelli e Tainá Müller comentam história de amor
Com uma resposta muito positiva do público, o romance entre Marina (Tainá Müller) e Clara(Giovanna Antonelli) tem sido mais do que aguardado pelos telespectadores de Em Família. Na enquete que está sendo realizada pelo Gshow, na qual os internautas devem responder com quem acreditam que Clara deve ficar, a fotógrafa ganha com um número bastante expressivo de Cadu (Reynaldo Gianecchini), o marido de Clara.

No início das gravações, Giovanna disse que pretendia contar uma história de amor que fosse muito além das questões sexuais. E ela acredita que tem feito esse trabalho. “Estamos conseguindo, mas ainda acho que está cedo. O beijo (das personagens) é o de menos. Se chegar lá, é porque as pessoa estão acreditando na história”, aponta a atriz que dá vida a Clara. Ela ainda completa: “O casal está trilhando o caminho que a gente construiu desde o começo”.

Tainá, que afirmou não criar expectativa quanto à resposta do público antes de a novela estrear, se diz satisfeita com o retorno que tem recebido e compartilha da opinião da companheira de cena. “As pessoas têm me abordado nas ruas e o mais surpreendente é que, além dos jovens, muitas pessoas mais velhas falam comigo, sejam elas a favor do romance ou não. Isso é uma confirmação de que a ideia está sendo comprada. É uma demonstração de que o público comprou essa história. Eu, como atriz, fico muito feliz com isso”, revela a intérprete de Marina.

Além das ruas, Giovanna e Tainá contam que acompanham as redes sociais e estão a par da torcida de “Clarina”, nome do casal dado pelos internautas, que une as iniciais de Clara e as últimas letras de Marina. Toda esta mobilização do público tem uma explicação para Giovanna. “A última novela das 21h (Amor à Vida) abriu as portas. Acho que agora as pessoas conseguem falar mais livremente sobre o tema”, acredita a atriz.

O futuro de Clara e Marina

Com a doença de Cadu, a fotógrafa e a dona de casa caíram em mais uma encruzilhada. Tainá afirma que, certamente, é um obstáculo a ser ultrapassado, mas que não significa que seja limitador do romance. “O que faz a dramaturgia são os conflitos e, sem dúvida, esse vai ser outro grande desafio para as duas. A trama envolve essas problemáticas e precisa delas para ir se resolvendo”, explica. “A Marina já deixou muito ‘claro’ o que ela quer”, se diverte com o trocadilho. “Eu acho, inclusive, que ela está sendo muito compreensiva neste momento, dando apoio, independente das intenções que tem com a Clara. Ela tem respeitado e colocado a saúde do Cadu antes de qualquer outra coisa, sendo flexível”, defende.

Será que Marina vai até o fim, mesmo com todas essas dificuldades? E Clara vai largar o maridão em busca de novas aventuras? Fique ligado e não perca as próximas cenas de “Clarina”! E você? Acha que Clara deve ficar com quem? Clique aqui e vote!

Opinião

Se a maioria dos telespectadores quer um romance entre Clara e Marina, então que role logo e que Manoel Carlos não nos enrole, e só deixe para elas serem felizes no último capítulo.

Com informações de Um Outro Olhar

Violência aumentou após fim da lei contra homofobia no Rio Resposta

De acordo com o deputado Carlos Minc, um novo projeto de lei com o mesmo teor da lei 3.406 foi apresentado pelo governador Sérgio Cabral, porém, a discussão está parada na Alerj. O deputado diz que o projeto já recebeu mais de cem emendas de pessoas contrárias à causa LGBT

De acordo com o deputado Carlos Minc, um novo projeto de lei com o mesmo teor da lei 3.406 foi apresentado pelo governador Sérgio Cabral, porém, a discussão está parada na Alerj. O deputado diz que o projeto já recebeu mais de cem emendas de pessoas contrárias à causa LGBT

A derrubada da lei estadual 3.406-2000, que define penalidades a estabelecimentos que discriminem pessoas por causa da orientação sexual, pode estar relacionada ao aumento da violência sofrida por lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros. O tema foi discutido em audiência pública na última quinta-feira (20/03), promovida pela Comissão de Combate às Discriminações e aos Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

De acordo com o presidente da comissão, deputado Carlos Minc, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) revogou a lei em outubro de 2012 por vício de iniciativa, depois de ela “funcionar muito bem” por 12 anos.

— A lei [definia] discriminação [e estabelecia] que agentes públicos que se omitissem [sobre o assunto] seriam punidos. Houve recurso por vício de iniciativa, porque deputado não pode legislar sobre funcionário público. O Tribunal de Justiça acatou a representação, mas não anulou só o artigo que falava de funcionário público. Aproveitaram um pouco de desinformação, e também conservadorismo da nossa justiça, e passaram o cerol em toda a lei.

O superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Claudio Nascimento, que também coordena o Programa Rio sem Homofobia, lembra que no ano passado houve 20 casos de assassinatos de pessoas vítimas de preconceito sexual no estado, e neste ano já houve sete.

— Temos uma situação concreta de discriminação e preconceito. Tem um sistema ideológico muito estruturado que vem conseguindo gerar esses níveis de violência. Estamos disputando esse debate na sociedade, mas a gente sabe que com o aumento do fundamentalismo religioso e político, o conservadorismo da sociedade, a ideia de limpeza moral, tudo isso contribui [para a violência homofóbica].

O presidente do Grupo Arco Íris, que organiza a Parada Gay do Rio de Janeiro, Júlio Moreira, lembra que a luta contra a homofobia também foi derrotada no Congresso Nacional.

— Estamos num cenário político muito delicado, pela experiência que nós tivemos com o PLC 122 [Projeto de Lei da Câmara que criminaliza a homofobia], projeto que recebeu tantas emendas [que], no final, não passou. Então a gente precisa refletir sobre o que a gente quer. A gente precisa mostrar que a gente tem força.

Para o estilista Carlos Tufvesson, responsável pela Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual da prefeitura, as casas legislativas têm sido omissas com relação à homofobia e outras intolerâncias.

— Nós nunca matamos tanto negros, homossexuais, mulheres, nunca tivemos tantos crimes de intolerância religiosa. Estamos nos tornando um país intolerante. O dado de aumento de 47% dos crimes de ódio foi publicado em junho e desde então nenhuma política pública foi adotada. A gente está vivendo um verdadeiro holocausto de cidadania no nosso país. Tudo que a gente constituiu e lutou está sendo destruído.

O vereador de Niterói Leonardo Jordano disse que não é possível dizer que a ausência de lei específica cause diretamente o aumento da violência homofóbica, mas há uma relação de causa e efeito entre os dois tópicos.

— O descumprimento de leis é feito seletivamente, há diversas leis sendo descumpridas e só a [que ataca problemas ligados ao movimento] LGBT foi revogada. O movimento LBGT está sob ataque, a lei estava pacífica, consolidada. Tivemos conquistas importantes nas décadas de 1990 e de 2000, mas agora a gente vive um momento em que se busca andar para trás, os caras estão indo para a agressão. As denúncias são desmoralizadas, o debate é desqualificado, para manter no gueto a comunidade LGBT. É uma população que não pode amar em público e os outros vêm falar que [uma lei] seria criação de privilégios.

De acordo com Minc, um novo projeto de lei com o mesmo teor da lei 3.406 foi apresentado pelo governador Sérgio Cabral, porém, a discussão está parada na Alerj. O deputado diz que o projeto já recebeu mais de cem emendas de pessoas contrárias à causa LGBT.

Fonte: Agência Brasil

Opinião

É bom lembrar que o pré-candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro, senador Lindbergh Farias (PT), votou contra o PLC 122. Outro pré-candidato, deputado federal Anthony Garotinho (PR), faz parte da bancada fundamentalista do Congresso Nacional. O pré-candidato que tem o apoio do governador Sérgio Cabral é o seu vice, Luiz Fernando Pezão.

Informe Urgente PNE – Mobilização – audiência pública na Câmara dia 25/02, às 14h Resposta

PNE

 

Pessoas LGBT e Aliadas,

Na próxima terça-feira (25), haverá uma audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o Plano Nacional de Educação (PNE).

http://www.camara.gov.br/internet/ordemdodia/integras/1230710.htm

http://www.camara.leg.br/internet/ordemdodia/ordemDetalheReuniaoCom.asp?codReuniao=35227

Já tem 20 entidades inscritas para falar na audiência. As entidades precisam falar de forma objetiva o que querem, segundo informou a deputada Fátima Bezerra.

Há muitos problemas com a proposta do PNE do Senado (vejam os anexos). A ideia é rejeitarmos as propostas do Senado no que tange a conteúdos.

O primeiro talvez seja a modificação proposta para o inciso III do Artigo 2º. Querem retirar as especificações de formas de discriminação, deixando genérico.

Também o machismo, não querem flexão de gênero (ex. o/a professor/a) – querem tudo no masculino.

Proposta da Câmara Proposta do Senado, feita pelos fundamentalistas
III – superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual;
III – superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação;

V – formação para o trabalho e para a cidadania;
V – formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade;

Abaixo e em anexo está a comparação da versão da Câmara com a versão do Senado.

Observações:

Marcações em amarelo foram consideradas mudanças de mérito em relação ao texto da CD.

Marcações em vermelho foram consideradas inovações em relação ao texto da CD.

Marcações em azul foram consideradas alterações de redação.

Em vários dispositivos o texto da CD também está marcado com cores para facilitar a visualização/compreensão das alterações realizadas.

Síntese das modificações no PNE conforme relatório do Dep. Vanhoni:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/54a-legislatura/pl-8035-10-plano-nacional-de-educacao/documentos/outros-documentos/sintese-das-alteracoes-do-sf-19-02-14-atualizado

Quadro comparativo entre as versões do Senado e da CD:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/54a-legislatura/pl-8035-10-plano-nacional-de-educacao/arquivos-destaque/quadro-comparativo-substitutivos-da-camara-e-do-senado-consultores

Dia 12/03/2014, o deputado Vanhoni apresentará o relatório final do PNE.

Deverá ser votado no plenário da Câmara na segunda quinzena de março ou na primeira quinzena de abril, mesmo que haja pedido de vistas.

Vamos nos mobilizar para que tenhamos um Plano Nacional de Educação que contemple as necessidades todos e todas.

Toni Reis

Secretário de Educação da ABGLT

Titular do Fórum Nacional de Educação

Titular do Fórum Municipal de Educação de Curitiba

Suplente do Fórum Estadual de Educação do Paraná.

Curitiba: Clientes acusam cervejaria Devassa de homofobia Resposta

bar-devassa

 

Três mulheres denunciam que bebiam no Bar Devassa na Praça da Espanha neste Domingo em Curitiba quando foram discriminadas e uma delas teria sido agredida por um garçom do local. Em mensagem no Facebook, Claudia Arzua conta que estava com duas amigas no bar quando o funcionário do local passou com um saco de lixo perto de sua amiga que reclamou por ter pingado o conteúdo do saco nela. O homem então respondeu grosseiramente, jogando o saco próximo à mesa das mulheres e pronunciando palavrões, segundo a versão das moças. Antes, ao perguntarem sobre um sabor de pastel, o mesmo garçom, que estava fazendo bico naquela noite, mandou elas grosseiramente lerem o cardápio se quisessem saber sobre as porções servidas. As garotas teriam ido ao mesmo local no dia anterior e foram bem antendidas.

Ainda segundo o relato: O gerente do local então retirou o garçom para outra área. O tal homem passou a encarar as mulheres. Adriana Crisóstomo foi surpreendida ao ser agredida com um chute quando entrou no local para pagar a conta. O mesmo gerente que antes prestou solidariedade então chamou as garotas de sapatão e deu a entender que elas não eram mais bem vindas, segundo a versão das clientes. As mulheres saíram do local com medo e afirmam que as pessoas da mesa ao lado se prontificaram a testemunhar o fato.

Elas registraram a ocorrência, puxam um boicote ao local pela internet e pretendem processar o estabelecimento. A Lado A conversou com Adriana e com o gerente da casa, que informou que a versão do gerente e dos funcionários apontam que a cliente agrediu o citado garçom, identificado como Márcio, que teria pedido desculpas quanto ao incidente do saco de lixo e foi agredido por duas vezes, primeiro do lado de fora do bar e no interior do mesmo, quando um segurança precisou intervir. A casa informa ainda que há um vídeo que está sendo analisado e que o conceito “Devassa” é inclusivo, sendo bem vindas todas as pessoas e reiterou que há funcionários homossexuais na casa que não tolera preconceito.

Abaixo veja o relato de umas das garotas no Facebook:

VAMOS COMEÇAR A DIVULGAR PARA QUE ESSE TIPO DE COISA NÃO ACONTEÇA MAIS! Hoje, estávamos em 3 amigas no BAR DEVASSA DO FAMOSO BATEL SOHO…. O Garçon já começou a ser grosso desde o início. Mas, tudo bem. De repente ele passa com um saco de lixo em cima da Adriana Crisóstomo, que na hora se levantou e disse: pô cara como vc passa com saco de lixo assim em cima de mim?” O garçon jogou o sao de lixo ao lado da nossa mesa e disse para ela: “Vc não sabe que saco de lixo é furado?”Bem grosseiramente… e começou a nos encarar, falar palavrões… Eu, falei para ele, meu vc é um grosso, saia daqui… e ele nos encarando.

Chamamos o Gerente, que prontamente nos defendeu, pediu desculpas e disse que não aconteceria mais e iria manter o Tal Garçon longe da nossa mesa. Não adiantou muito, ele continuou nos encarando. Enfim, pensamos, vamos embora, ficar num lugar para sermos tratadas assim, tenso demais. A Adriana Crisóstomo, foi pagar a conta dentro do bar. Chegando lá foi agredida com chutes pelo referido Garçon e o Gerente que foi tão simpático, disse, ai nem liga… É UM BANDO DE SAPATÃO… e ainda mandou ver se ela tinha pago a conta mesmo!!! TEMOS UMA AÇAO BOA AÍ NÉ.. BAR DEVASSA DO BATEL SOHO!!!!

Fonte: Lado A

‘Se o Brasil manejar Aids entre gays, estará perto do fim da epidemia’, afirma número 2 do Programa de Aids das Nações Unidas Resposta

O brasileiro Luiz Loures, vice-diretor do Programa de Aids das Nações Unidas, diz que mesmo com toda a discussão em torno do casamento entre homossexuais, não há indício de redução da discriminação de uma forma mais global Unaids

O brasileiro Luiz Loures, vice-diretor do Programa de Aids das Nações Unidas, diz que mesmo com toda a discussão em torno do casamento entre homossexuais, não há indício de redução da discriminação de uma forma mais global Unaids

O vice-diretor do Programa de Aids das Nações Unidas (Unaids), o brasileiro Luiz Loures, é um homem com uma missão: decretar o fim da epidemia até 2030. Não da Aids, como ele sempre gosta de frisar, mas da epidemia da doença. Para o infectologista, basta olhar para os grandes avanços obtidos tanto na prevenção quanto no tratamento nas últimas décadas. O número de novos casos, para se ter uma ideia, caiu em um milhão em menos de dez anos. E a quantidade de gente em tratamento cresceu exponencialmente no mesmo período. Surpreendentemente, no entanto, a infecção volta a crescer no mundo inteiro entre os homossexuais masculinos — o primeiro grupo a ser atingido em cheio pela doença e também o primeiro a dar uma resposta social ao problema. Segundo Loures, para que sua meta seja cumprida, é preciso repensar as estratégias de combate à Aids.

O senhor costuma ser otimista. Acha que até 2030 já poderemos falar no fim da epidemia?

Eu sou um otimista mesmo. Acho que até 2030 já podemos estar falando em fim da epidemia. Não no fim da Aids, claro. Mas da epidemia. Para isso, no entanto, é preciso haver renovação nas estratégias de combate à doença. É como se a epidemia, de certa forma, estivesse se adaptando aos progressos que fizemos. Então, temos que inovar.

De que forma?

Precisamos mudar a rotina de tratamento, tratar imediatamente a população mais vulnerável. Não esperar a contagem das células CD4 (células do sistema imunológico) cair, mas tratar imediatamente. Já sabemos hoje que o tratamento é importante para a sobrevida e a qualidade de vida do paciente, mas também como forma de prevenção. Quem se trata não transmite. Felizmente, claro, não temos pessoas morrendo de Aids o tempo todo. Mas, por conta disso, a percepção de risco de um jovem gay hoje não é a mesma dos anos 80 e 90. Então temos que adaptar as estratégias.

Há uma tendência global de aumento da doença entre os gays. Por que isso está ocorrendo justamente entre o grupo que primeiro foi mais atingido e que respondeu bem à epidemia nos anos 80?

Eu não sei. Devolvo a pergunta para você. Falta a inserção do assunto como prioridade para a comunidade gay. E só faz aumentar. Está acontecendo na Europa, nos Estados Unidos, na China e na África. A tendência é ascendente em toda parte. É preciso que o tema seja tratado com a importância que tem. Há muita ênfase no debate sobre o casamento gay e pouca para esta questão.

A discussão sobre o casamento gay em várias partes do mundo não é um avanço? Não é um sinal da redução da discriminação?

É claro que é um avanço. Mas, com toda a discussão que está rolando hoje no mundo, não há evidência da redução da discriminação, pelo menos não entre aqueles sujeitos mais vulneráveis. Na última reunião da Organização Mundial de Saúde (OMS) houve uma proposta de se colocar como um item da agenda a questão da saúde LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). E não passou. Houve um bloqueio. O casamento gay é um avanço social muito importante. Mas por que não conseguimos também discutir a saúde como um item de agenda da OMS? É um paradoxo.

É uma surpresa essa tendência de aumento da epidemia entre os homossexuais?

Não sei se é surpresa. Talvez nem seja. Os fatores que contribuem para isso continuam existindo e levando a epidemia à frente. Para se ter uma ideia, os países que mais recebem dinheiro internacional para a Aids são os mesmos que criminalizam a relação entre pessoas do mesmo sexo — alguns deles, inclusive, com pena de morte. Meus amigos gays vão me matar por dizer isso, mas a verdade é que precisamos de mais engajamento. Fora isso, eu não tenho outra coisa a fazer a não ser propor uma nova estratégia de tratamento.

Inclusive para o Brasil? Há também uma tendência de aumento da doença entre os jovens homossexuais no país?

Sim. No Brasil, cerca de metade dos novos casos da doença ocorre entre homossexuais jovens. E o país, que foi o pioneiro na universalização do tratamento, tem agora uma nova possibilidade concreta de ser o primeiro país do mundo a decretar o fim da epidemia; se conseguir manejar a questão entre os gays. E isso é uma chance histórica, uma oportunidade única.

Qual seria o impacto para o país de passar a tratar imediatamente a população de risco que testasse positivo? O país tem como arcar com isso?

Isso representaria, no Brasil, umas 100 mil pessoas a mais. Atualmente, cerca de 300 mil recebem o coquetel. O país tem como arcar com isso. Precisamos que o Brasil, mais uma vez, seja pioneiro e que seja o primeiro país do mundo a começar a tratar imediatamente todas as populações vulneráveis.

Fonte: O Globo

Muitos casos de homofobia não chegam ao Judiciário, diz defensora pública Resposta

A coordenadora do Núcleo da Defesa da Diversidade Sexual e dos Direitos Homoafetivos (Nudiversis)  da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro, Luciana Mota, disse nesta terça-feira (3) que o Judiciário está preparado para atuar nos casos de homofobia. O que ocorre, segundo ela, é que muitos deles não chegam à Justiça.

“Muitas pessoas não têm conhecimento dos seus direitos. Muitas têm vergonha de denunciar, porque se sentem humilhadas com aquela situação”, disse Luciana. Ela alertou também que há casos em que o agredido não tem como provar a violação, porque “quando a pessoa vai ofender alguém, dificilmente o faz na presença de testemunha”. Com isso, a vítima acaba perdendo a ação por falta de provas. “É um problema que a gente tem [na Defensoria Pública]”, disse.

Há ainda casos em que o homossexual agredido se sente inibido para fazer uma denúncia de agressão por medo de represália. “O homossexual é vulnerável por natureza. Ele vive em uma sociedade que o oprime, que é preconceituosa. Ele já se sente, de alguma forma, constrangido, porque sabe que vai sair na rua e vai ouvir piadinha, vai sofrer agressão e vai ser ofendido. Por isso, fica sem coragem de denunciar”, diz Luciana.

Segundo Luciana Mota, é preciso mudar a mentalidade da sociedade. As pessoas têm que ser orientadas sobre as consequências de uma conduta homofóbica. “Se praticar homofobia, vai receber uma punição”. Do mesmo modo, ela diz que o homossexual, sofrendo discriminação, deve ser orientado da importância de levar isso às autoridades competentes.

Luciana participou na noite de terça da primeira edição do ciclo de debates Discutindo a Homofobia, que a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (Ceds) da prefeitura do Rio promove no Parque Madureira, zona norte da cidade, com transmissão ao vivo pela internet para todo o país. O evento foi criado em função do crescimento de 46,6% dos crimes de caráter homofóbico no Brasil entre 2011 e 2012, segundo dados de um relatório da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) divulgado em junho.

O aumento foi definido por Luciana como uma “questão de educação da população em relação aos direitos humanos”. Para ela, as pessoas têm que aprender a respeitar a dignidade do homossexual. “Ele tem que ser respeitado como ser humano. Acho que é uma questão de educação da população”.

A defensora pública defendeu o aumento de políticas públicas do estado para divulgar os direitos da população LGBT e, do lado do Judiciário, que as leis sejam aplicadas com rigor para que o cidadão que pratica crime de homofobia seja punido e sirva de exemplo para os demais, para que não venham a ter a mesma conduta. A defensora pública reiterou que o problema da intolerância está vinculado de forma direta à educação.

Luciana diz que os próprios homossexuais não têm conhecimento, muitas vezes, dos seus direitos, porque não recorrem à polícia para fazer denúncias e queixas de agressões. Muitas pessoas também praticam homofobia sem saber, enquanto outras têm noção do que fazem e não são punidas por esse crime.

A presidenta do Movimento de Gays, Travestis e Transformistas (MGTT), Loren Alexsander, também participará do debate promovido pela Ceds. Loren celebrou a iniciativa, em entrevista à Agência Brasil. “Não é só uma boa iniciativa. É uma necessidade. Essa inclusão da sociedade civil e do poder público, que contribui junto ao governo do estado, que nada faz para nós, é muito importante para a sociedade ver as lutas contra a homofobia que cada vez vem matando mais gays e travestis”.

A presidenta do MGTT considerou que as ações de política pública e da sociedade privada vão beneficiar todos os segmentos da população e não apenas os homossexuais.

“Ele transcende mais a história de amor gay do que ‘O Segredo de Brokeback Mountain’”, diz Bruno Barreto sobre “Flores Raras” 1

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Foi um longo processo entre Lucy Barreto ter comprado os direitos de adaptação do livro biográficoFlores Raras e Banalíssimas – A História de Lota de M. Soares e Elizabeth Bishop, de Carmen Lucia Oliveira, e a estreia do longa Flores Raras hoje. Neste tempo todo, a tecnologia para recriar o Rio de Janeiro da década de 50 evoluiu, a cabeça do diretor Bruno Barreto mudou, segundo ele mesmo, mas uma coisa permaneceu: escalada há 17 anos para o papel de Lota, Glória Pires finalmente terá a chance de se ver na tela grande dando vida à arquiteta e paisagista.

“Certamente, hoje, eu me sinto muito mais preparada, com mais estofo para fazer essa personagem, dessa magnitude, do que 16 ou 17 anos atrás”, comenta Glória em entrevista, acrescentando: “Eu trabalho há 42 anos. Dezessete não é nada, mas ao mesmo tempo é tudo é tudo. A vida passa, o tempo está aí, as coisas estão acontecendo. E, sendo atriz, as coisas me atingem e operam mudanças ou acrescentam”, complementa. “A confiança na intuição muda. Eu sou uma atriz muito intuitiva. A personagem é real, mas a forma de realizar há 16, 17 anos teria sido outra. Nesse tempo, o Bruno também viveu outras coisas.”

Além disso, a artista chama a atenção para o fato de essa ser uma história verídica. “Quando você tem um personagem real, você tem outro tipo de responsabilidade. Acho que tem que tomar mais cuidado, porque aquela pessoa existiu, não é uma ficção”, acredita Glória. “Quando se está em uma personagem fictícia, há mais liberdade, não está preso a nada. Não sei se é mais fácil ou mais difícil.”

Bruno corrobora da teoria de que a demora para a realização (que tem entre os motivos o tempo que ele mesmo levou para aceitar dirigir o longa, mais problemas de patrocínio) acabou sendo positiva. “Não seria um filme tão bom, as coisas têm um tempo de maturação e eu não estaria maduro para fazer. Essa história precisa ser contada no tom certo e isso exige maturidade, serenidade”, diz ele. Bruno tem esperanças de indicação para o Oscar tanto para Glória, quanto para Miranda Otto, atriz australiana que vive Elizabeth Bishop, poetisa norte-americana vencedora do Pulitzer e companheira de Lota por muitos anos. A expectativa vem em um momento que ele considera absolutamente positivo para a produção audiovisual brasileira. “Hoje em dia, se você quer formar uma equipe de primeira linha, precisa bookar as pessoas com 6 meses de antecedência no mínimo”, comenta.

Glória está ótima como protagonista, mas o talento da atriz é complementado pela também impecável Miranda, que contracena com ela em algumas das sequências mais complicadas. “Quando recebi o e-mail, não acreditava na minha sorte de ter o papel e de vir para o Brasil e fiquei maravilhada com a estética e a cinematografia”, conta Miranda. “Eu não sabia muito sobre Elizabeth Bishop e quando li o roteiro fiquei encantada com essas mulheres”, continua ela, lamentando o fato de que não há herdeiros de Bishop que poderiam ter a chance de “revê-la” nesta interpretação. “É triste, não?”

Apesar de a trama homossexual não ser o conflito central do filme, ela chega em um momento peculiar no Brasil, que debate com mais intensidade do que nunca a igualdade de direitos para pessoas do mesmo sexo. “Não crio uma expectativa quanto a isso”, diz Glória sobre uma possível reação conservadora do público acostumado a vê-la em novelas. “Fiz a personagem da melhor forma que pude e me deu um enorme prazer em fazer. Tenho o maior orgulho de ter feito esse filme, ter recebido esse personagem para interpretar. É até aí onde eu vou. Eu gosto do que eu vejo, fico orgulhosa do que eu vejo. Então, tudo o que houve de espera, de ansiedade, acho que valeu a pena”, completa. “Como as pessoas vão receber, não sei.”

Bruno pensa de forma semelhante, e crê que se estivesse procurando patrocínio neste momento, talvez tivesse tido mais facilidade, pelo calor do debate. Mas diz que espera que o sucesso do projeto não venha desse contexto porque “esse não é o tema do filme. O tema do filme é a perda. O fato de ter um romance entre duas mulheres é só um elemento – um elemento que não evito e mostro de maneira natural”, opina. “Ele transcende mais a história de amor gay do que O Segredo de Brokeback Mountain”, diz Barreto, fazendo referência a uma comparação que tem sido constante. “[Nele,] o fato de serem dois homens é muito parte do conflito. Aqui, não. O conflito aqui é que elas são muito diferentes. Uma é uma maluca que acha que pode tudo, mas no fundo é frágil; e a frágil que no fundo é muito forte.”

Fonte: Rolling Stone Brasil

Feliciano se sente traído pelo PT, critica presidenta Dilma e volta a atacar LGBTs 1

Nem sempre um alinhamento eleitoral significa apoio incondicional. O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), se diz “insatisfeito” com o tratamento recebido do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT). O parlamentar coloca em dúvida um possível apoio dos evangélicos ao projeto de reeleição da petista na eleição de 2014. As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (2/4).

O pastor relata ter vestido a camisa de Dilma em 2010, mas agora se sente traído pelo PT, pois vários integrantes do partido pedem a sua saída da CDHM. “O PT pegou um grupo de deputados e veio contra mim”, diz. Sua maior mágoa é com a ministra da Casa Civil, Glesi Hoffman, que não o ajudou a ter audiência com Dilma Rousseff ou com o ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, para tratar do impasse na comissão de Direitos Humanos.

Neste mês, Feliciano diz esperar o apoio de 24 mil pastores que estarão em Brasília para um congresso da Assembleia de Deus. O deputado aguarda também outras manifestações a seu favor. “(Eles, o movimento LGBT) colocam 20, 50, 200 pessoas na rua. Se é público que eles querem ver, nós temos 50 milhões (de fiéis) no país”. A respeito de sua declaração recente sobre a CDHM ter sido no passado comandada por “Satanás”, explicou não se referir a alguém especificamente, mas a todos que pensam de forma diferente da sua. “Satanás”, no caso, seriam “os adversários” no campo das ideias.

O deputado também se comparou ao novo papa Francisco I, da Igreja Católica. Negou ser racista e homofóbico. Disse que ele e o líder religioso são “perseguidos” pelos simpatizantes da causa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Feliciano ainda disse que e contra a prática do aborto. Quando era jovem, sua mãe chegou a manter uma casa clandestina de abortos. “Na 12ª semana, estamos falando de um bebê com três meses de idade. Já tem sentimentos. Já sente dor. Abortar uma criança de três meses é assassinato”, diz.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos disse que é contra uma lei que combata a homofobia. Para ele, se alguma legislação deste gênero fosse aprovada, seria preciso instalar outra similar para minorias como “caolho” ou “banguelo”. Ele acredita que os próprios gays sabem que são “inconvenientes”. Cita o caso de artistas mulheres se beijando em público para protestar. “Você viu algum artista masculino dar algum beijo na boca de outro artista masculino? Não tem. Por quê? Porque eles sabem que isso vai chocar a população. Porque um beijo feminino talvez choque menos”. Teve, sim, Bruno Gagliasso e Matheus Nachtergaele. Mas o que argumentar com um pastor idiota desses?

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Travestis e Transexuais reivindicam mundo sem preconceito e discriminação Resposta

Representantes das associações LGBT em evento na Casa das Nações Unidas no Brasil Foto: Katherine Judd/PNUD Brasil

Representantes das associações LGBT em evento na Casa das Nações Unidas no Brasil Foto: Katherine Judd/PNUD Brasil

Os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), compromisso firmado entre 189 líderes mundiais no ano 2000, têm seu prazo final em 31 de dezembro de 2015. Após esta data, os desafios continuam com uma nova agenda de desenvolvimento, que já vem sendo formulada. A base para esta formulação é a Consulta Pública Pós-2015, feita em mais de 50 países  – entre eles o Brasil -, a fim de mapear as demandas prioritárias dos mais variados segmentos da sociedade.

Já foram realizadas consultas gerais nas cinco macrorregiões do país, e ainda estão acontecendo consultas específicas para agregar as reivindicações de jovens, indígenas, pessoas com deficiência, centrais sindicais, entre outros setores. Também foram aplicados 3.500 questionários on-line, cujos resultados serão agregados ao documento final da Consulta. A síntese deste trabalho, que será apresentada à Secretaria-Geral da Presidência da República e demais parceiros, integrará um relatório a ser entregue às lideranças mundias na próxima Assembleia Geral da ONU.

Dentro das atividades da Consulta Pública Pós-2015, o PNUD organizou em março uma audiência com representantes de associações brasileiras de travestis e transexuais. Os travestis e transexuais, que sempre foram estigmatizadas no Brasil e vítimas constantes de vários tipos de violência e intolerância, são rotineiramente excluídos do exercício de seus direitos fundamentais. Em 1993, com a criação da primeira organização trans no país (ONG ASTRAL) e a realização do I Encontro Nacional de Travestis e Transexuais na Luta contra a Aids (ENTLAIDS), o movimento social começou a se organizar para levar suas demandas ao poder público.

Durante a Consulta, realizada na Casa da ONU em Brasília, estiveram presentes representantes da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), da Rede de Pessoas Trans (REDTRANS), Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT) e da Associação Nacional de Homens Trans. Como prioridade para a agenda pós-2015 foi selecionada a eliminação de todas as formas de preconceito e discriminação. No Brasil, travestis e transexuais são assassinados com requintes de crueldade todos os dias, sem registro oficial. Eles também são excluídas do acesso à educação, trabalho e previdência social em razão da discriminação.

Na audiência, foram levantadas as prioridades de desenvolvimento para esta população, especialmente:

  • A eliminação de todas as formas de preconceito e discriminação;
  • Acesso à educação  e estrutura para  permanência das travestis e transexuais nas escolas; e
  • Acesso ao trabalho.

A principal questão refere-se à identidade de gênero, presente em todas as prioridades citadas. Este conceito diz respeito à  vivência interna e individual do gênero tal como cada pessoa o sente, a qual pode corresponder ou não com o sexo atribuído após o nascimento, incluindo a vivência pessoal do corpo. O exercício do direito à identidade de gênero envolve o uso do nome social em documentos oficiais,  a modificação da aparência ou da função corporal através de meios farmacológicos, cirúrgicos ou de outra índole, desde que isso seja livremente escolhido, e outras expressões de gênero, inclusive vestimenta, modo de falar e maneirismos.

A questão do não reconhecimento da identidade de gênero dessa população leva a uma série de violências institucionais,  que limitam suas oportunidades. Por exemplo, durante sua vida escolar, os travestis sofrem com o preconceito dos colegas e a falta de preparo dos professores, o que provoca sua evasão escolar precoce. “Para nós, (a educação) não é uma realidade. O ir à escola é muito complicado”, diz Cris Stefanny, Presidenta da ANTRA. O tema educação foi a segunda prioridade apontada pelas participantes. Sem estudo, essa população sofre restrições no mercado de trabalho . Entretanto, mesmo quando possuem estudo, travestis e transexuais são  vítimas de preconceito por não poder exercer sua identidade social. Para Leonardo Tenório, Presidente da Associação Nacional de Homens Trans, “ter escolaridade não é suficiente porque depois (travestis e transexuais) não têm acesso ao trabalho. Homens trans se assumem mais tarde, estudam mais e, quando chegam ao mercado de trabalho, ninguém quer dar emprego”.

Houve avanços na área da saúde, com a aprovação da  Portaria 1.707 do SUS, que traz orientações sobre o processo transexualizador pelos serviços públicos de saúde, além das agendas afirmativas dos Planos de Enfrentamento à Epidemia de Aids. Entretanto, o estigma causa a invisibilidade dessas populações nas outras áreas de politicas públicas. “Na prática, eu acabo não existindo”, diz Liza Minelly, Presidenta da REDTRANS.

Por outro lado, “na hora da ‘limpeza social’, para ‘limpar’a cidade e deixá-la bonita para a Copa, as travestis são reconhecidas”, destaca Fernanda Benvenutti, presidente-fundadora da Associação dos Travestis da Paraíba (ASTRAPA) e Secretária de Relações Institucionais da ABGLT.

Lei de Identidade de Gênero

Na sequência da reunião sobre a agenda pós-2015, ocorreu um debate sobre a Lei de Identidade de Gênero, em um intercâmbio de conhecimentos entre Brasil e Argentina. O avanço dos direitos da população de travestis e transexuais depende da organização e participação política, acredita Marcela Romero, Coordenadora da Rede Latino-americana de Travestis e Transexuais. Para ela, este é o primeiro passo para demandar a  aprovação de leis específicas pelo Legislativo e a atuação efetiva do Estado na estruturação das politicas públicas.

A América Latina tem observado avanços recentes nesse tema. Em maio de 2012, o Congresso Argentino aprovou a Lei n° 26743, que trata da Identidade de Gênero e atenção integral à saúde das pessoas trans. Para a Deputada Maria Rachid, que liderou a iniciativa, a sociedade argentina mostrou um apoio à lei que surpreendeu inclusive os movimentos sociais. Por ser um país regido pela igreja católica, esperava-se muita rejeição à proposta, entretanto, não foi o que as consultas públicas demonstraram. Segundo a Deputada, ficou evidente que “as pessoas não concordam com tudo que os dirigentes da igreja determinam, elas têm relações antes do casamento, elas usam preservativo para evitar doenças” e, por isso, viram que a lei era um importante passo para cessar o ciclo de violência contra travestis e transexuais e garantir o pleno exercício dos direitos humanos.

Inspirado pela iniciativa no país vizinho, um Projeto de Lei de Identidade de Gênero foi apresentado ao Congresso em fevereiro de 2013. “As pessoas devem poder definir sua própria identidade, dizer quem elas são”, afirmou a Deputada Érika Kokay, autora do projeto de lei juntamente com o Deputado Jean Wyllys.

Para o movimento social de travestis e transexuais a proposta é de extrema relevância e pode ajudar a erradicar a transfobia – aversão à presença de travestis e transexuais. “É a aversão à existência, que não é permitida nem tolerada”, destaca Marcelo Caetano, da Associação de Homens Trans.

Filho de Daniela Mercury já manifestou apoio a casais gays em post na web 2

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Gabriel Povoas, filho de Daniela Mercury, já tinha demonstrado apoio a casais gays em um post feito em seu Facebook e falado sobre o preconceito em Salvador, cidade onde mora.

“Que coisa bonita, acabei de ver um casal gay (homens) passando na rua de mãos dadas aqui em Sampa. Que a nossa Salvador acorde em 2013 menos preconceituosa. Já disse Milton ‘Toda forma de amor vale a pena…'”, escreveu no dia 31 de dezembro.

Em entrevista ao portal EGO, a mulher de Gabriel falou sobre a relação do músico com a mãe: “Daniela já está viajando com a Malu há um mês. Agora o Gabriel e a Giovanna foram encontrar com ela para fazer os shows. Os dois são grandes… Posso te dizer que o Gabriel, pelo menos, vive a vida dele, não se mete nas coisas da mãe. Eles têm uma relação legal”.

Daniela usou o Instagram para assumir o relacionamento nesta quarta-feira (3/4). Ela postou imagens românticas suas com a jornalista Malu Verçosa, editora da Rede Bahia, e fez uma verdadeira declaração de amor a ela: “Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar”, escreveu Daniela, que aparece muito sorridente nas fotos e mostra que já está até usando aliança.

Daniela Mercury e sua mulher, Malu Verçosa

Daniela Mercury e sua mulher, Malu Verçosa

Conheça o substitutivo ao PLC 122/06 que a Secretaria dos Direitos Humanos está propondo 1

“Ter uma legislação que trate da homofobia no Brasil é essencial”, disse a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário

“Ter uma legislação que trate da homofobia no Brasil é essencial”, disse a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário

O texto inicial de um substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006 que trata da criminalização da homofobia foi apresentado hoje (2/4) pela Secretaria de Direitos Humanos a integrantes do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais (LGBT). A proposta tem um texto mais enxuto e classifica como crimes de ódio e intolerância os crimes contra esses segmentos.

A expectativa é que com o novo texto seja possível acelerar a aprovação da matéria que tramita desde 2006 e, assim, chegar a uma lei que criminalize especificamente os crimes de natureza homofóbica. “Ter uma legislação que trate da homofobia no Brasil é essencial”, disse a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.

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Segundo a ministra, é preciso responder positivamente a todos os cidadãos que, por serem homossexuais, não encontram um amparo legal na lei para protegê-los.“Somente aprovando uma lei clara, que responsabilize os que pratiquem os crimes de ódio e preconceito nos casos de orientação sexual, teremos condições de proteger as pessoas dessa violência”, disse.

A proposta de substitutivo será discutida pelos integrantes do Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais que podem propor alterações. Após concluído, o texto do substitutivo pode ser apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que é relator do projeto na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado.

A integrante da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais(ABGLT), Keila Simpson, avalia que o substitutivo poderá permitir que as discussões sobre o texto avancem. “Vamos ler a proposta e trazer contribuições. Se classificar como crimes de ódio e intolerância pode dar mais chances de passar do que se marcar de outra forma, achamos que não traz prejuízos”.

Fonte: Agência Brasil

Conheça o substitutivo ao PLC 122 que a Secretaria dos Direitos Humanos está propondo (via Luís Arruda):

SUBSTITUTIVO
(PL. C 122/2006)
Define os crimes de ódio e de intolerância e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA.
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes de ódio e de intolerância, sendo estes os praticados por motivo de discriminação ou preconceito de identidade de gênero, orientação sexual, idade, deficiência ou por outro motivo assemelhado, indicativo de ódio ou intolerância.
Art. 2º Constitui crime de ódio quando praticado em razão de discriminação ou preconceito pela orientação sexual, identidade de gênero, idade, deficiência ou por outro motivo assemelhado, indicativo de ódio ou intolerância:
I – ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem; e
II – intimidar, constranger, ameaçar, assediar sexualmente, ofender, castigar, de forma intencional e reiterada, direta ou indiretamente, por qualquer meio, causando sofrimento físico, psicológico ou dano patrimonial.
Pena – prisão de seis meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.
Art. 3º Constituem crimes de intolerância, quando praticado em razão de discriminação ou preconceito pela orientação sexual, identidade de gênero, idade, deficiência ou por outro motivo assemelhado, indicativo de ódio ou intolerância:
I – impedir ou obstar o acesso de pessoa, devidamente habilitada, a cargo ou emprego público, ou obstar sua promoção funcional;
II – negar ou obstar emprego em empresa privada, demitir, impedir ascensão funcional ou dispensar ao empregado tratamento diferenciado no ambiente de trabalho, sem justificativa razoável;
III – recusar ou impedir acesso a qualquer meio de transporte público ou estabelecer condições diferenciadas para sua utilização;
IV – recusar, negar, cobrar indevidamente, ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público ou privado;
V – impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em espaços públicos ou privados de uso coletivo, exceto em templos de qualquer culto, sendo estas expressões e manifestações permitida às demais pessoas;
VI – impedir o acesso, cobrar indevidamente ou recusar:
a) hospedagem em hotel, pensão, estalagem, ou estabelecimento similar;
b) atendimento em estabelecimento comercial de qualquer natureza, negando-se a servir, atender ou receber cliente;
c) atendimento em estabelecimentos esportivos, casas de diversões, clubes sociais abertos ao público e similares; e
d) entrada em espaços públicos ou privados de uso coletivo.
VII – praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito, pela fabricação, comercialização, veiculação e distribuição de símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que a indiquem, inclusive pelo uso de meios de comunicação e internet a prática de crime de ódio ou intolerância, conforme definido nos artigos 1º e 2º;
Pena – prisão, de um a três anos, e multa.
Art. 4 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Terceiro em denúncias, Piauí instala Comitê de Combate a Homofobia Resposta

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O Piauí é o terceiro estado do Brasil com maior número de denúncias relativas à homofobia ao Disque Direitos Humanos (Disque 100), serviço mantido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Visando ao combate de crimes e/ou atitudes hostis contra lésbicas, gays, bissexual,travestis e transexuais (LGBT), foi instalado no Piauí o Comitê Estadual de Enfrentamento à Homofobia. O lançamento do Comitê aconteceu nesta quinta-feira (21/3), durante solenidade no Palácio de Karnak.

Tem assento no Comitê: Secretarias Estaduais de Educação, Segurança Pública, Justiça, Assistência Social e Cidadania, Coordenadoria Estadual da Juventude, Comando Geral da Polícia Militar, Assembleia Legislativa do Piauí, Ordem dos Advogados do Brasil Secção Piauí, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública do Estado, Conselho Regional de Psicologia, Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis, Coletivo Mirindiba, Associação de Travestis e Transexuais do Piauí, Grupo Coisa de Nêgo, Instituto da Mulher Negra do Piauí, Rede Estadual de Cultos Afrobrasileiros e Saúde do Piauí, Movimento Nacional de Direitos Humanos e Centro de Referência LGBT Raimundo Pereira.
Entre as competências do Comitê estão: acompanhar a implementação dos Termos de Cooperação Técnica de Combate à Homofobia, acompanhar os casos de discriminação e violência homofóbica relatados ao Comitê ou ao Sistema de Segurança Pública, Corregedorias e Ouvidorias de Policia.
“Esse Comitê é um importante passo para a criação de um Piauí livre de homofobia, é mais uma ação que vem a engrandecer a nossa luta. Muita gente acha que Teresina não tem travestis, porque eles não são vistos de dia. Mas à noite está cheio de travestis. Ainda há muito preconceito”, afirmou Maria Laura Reis, secretária do Centro de Referência LGBT Raimundo Pereira.
Representando o governador Wilson Martins (ausente em função de viagem oficial a Floriano) na solenidade, o secretário estadual de Governo, Wilson Brandão, afirmou que a instalação do comitê, reunindo representantes do Governo do Estado e da sociedade civil organizada, é reflexo da luta dos movimentos sociais a favor da diversidade sexual. “O Governo do Estado, através de seus representantes, terá total empenho no combate à homofobia, mas temos certeza de que especialmente os grupos da sociedade civil organizada, que já realizam esse trabalho, vão atuar de forma aguerrida nesse sentido”, comentou.

Campanha anti-homofobia lança teste para saber se as pessoas têm preconceito contra LGBT 2

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Uma campanha do Ministério da Justiça de Quebec, no Canadá, lançada esta semana, questiona se as pessoas realmente não têm preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Nomeada como “Really Open” (em tradução livre, “Realmente aberto”), a campanha foi lançada através de comerciais na TV e também com um site interativo onde o usuário é levado a diferentes cenários e situações.

Com o objetivo de tirar as pessoas da sua “zona de conforto”, são feitas perguntas como: “Quando você vê dois homens se beijando, isso incomoda muito, um pouco ou nem um pouco?”

Depois de respondidas todas as perguntas, a pessoa é convidada a compartilhar o resultado do teste em suas redes sociais.

A campanha lança uma provocação para que as pessoas parem para pensar se de fato têm a mente aberta ou só pensam que têm.