Rubens Ewald Filho pode ser vetado da TNT após comentários transfóbicos em transmissão do Oscar Resposta

Rubens Edwald FIlho

Comentários transfóbicos complicam vida de crítico de ciema.

Além de interromper e ser grosseiro com a sua colega, Domingas Person, na apresentação do Oscar, Rubens Ewald Filho indignou o público da TNT ao fazer comentários machistas e transfóbicos durante a apresentação da festa.

Ao comentar sobre Daniela Vega, primeira atriz transexual convidada a apresentar um musical na premiação, o crítico disse que “essa moça, na verdade, é um rapaz”. Mais tarde, quando Frances McDormand subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Atriz, Rubens a chamou de feia e citou rumores de que ela estaria bêbada em uma premiação anterior. “Acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”, disse.

Muitos internautas reclamaram da postura do veterano e o acusaram de preconceito. A TNT também não gostou nada dos comentários, e chegou a repudiar o ocorrido através de uma nota:

“Rubens Ewald Filho é um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país e há anos leva informação, conhecimento e sua paixão na cobertura das premiações pela TNT. Rubens se desculpa pelos termos que possam ter ofendido ou provocado mal-estar. Em nenhum momento, houve a intenção de endossar qualquer posicionamento preconceituoso”, finaliza. Ainda durante a premiação, o canal usou as redes sociais para se retratar, embora não tenha conseguido dispersar as críticas. “Sim, a Daniela Vega é uma mulher. E que mulher!”, dizia a publicação da TNT.

A emissora discute o afastamento dele.

“Não sou sexista ou transfóbico”

Em entrevista à revista Veja, o crítico se defendeu:

“O que aconteceu com relação à atriz Daniela Vega, foi, no fundo, uma confusão minha de termos técnicos de expressão, mas nunca, em hipótese alguma, uma atitude sexista e transfóbica”, afirma o crítico ao site de VEJA. “Que tudo isso que aconteceu sirva para se falar ainda mais sobre o assunto, para se promover ainda mais esta causa. Que pessoas leigas aprendam os termos técnicos, e me coloco neste caso, aprimorem seu vocabulário nesse sentido.”

Então tá…

*Com informações do TV Foco

Daniela Mercury: “O Brasil não é tão conservador quanto a gente imagina” Resposta

DanielaMercury

Em entrevista à jornalista dada ao programa Gabi Quase Proibida (SBT), comandado pela jornalista Marília Gabriela, a cantora Daniela Mercury deu declarações polêmicas. A baiana disse que não assumiu sua bissexualidade, pois isso nunca foi segredo para ninguém, apenas comunicou algo que ela sentiu que sairia em veículos de “quinta categoria” e que ela não gostaria de ver o seu nome associado a eles.

Daniela também disse que “o Brasil não é tão conservador quanto a gente imagina”. Que em seus shows, metade da plateia é de gente de “50, 80 anos” e que sempre que ela aborda o tema da bissexualidade é aplaudida. A cantora disse que recebe calorosos cumprimentos também nos aeroportos. Marília Gabriela questionou se isto não se deve ao fato de ela ser famosa.

Daniela Mercury disse na entrevista, também, que “pior do que o preconceito contra bissexualidade, homossexualidade, seja lá o que for, o machismo é atroz, é cruel, é inaceitável, é uma doença social.” E a homofobia não é?

Ao ser questionada se não estaria usando a superexposição da mulher, Malu Verçosa, para se promover, Daniela disse que tem uma carreira sólida e considera esta pergunta ofensiva, pois não precisa disso.

‘Marcha das Vadias’ pede fim da violência contra a mulher e homofobia no Espírito Santo Resposta

Marcha das Vadias passou pelas ruas de Vitória (Foto: Mariana Perim / G1 ES)

Marcha das Vadias passou pelas ruas de Vitória (Foto: Mariana Perim / G1 ES)

Com a intenção de repudiar todo o tipo de violência contra a mulher e também em protesto por uma sociedade igualitária e livre de preconceitos, a segunda edição da Marcha das Vadias em Vitória percorreu, neste sábado (20/07), a Rua da Lama e a ponte Ayrton Senna, em direção à Praça dos Namorados, na Praia do Canto. Centenas de pessoas se reuniram na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde foram preparados cartazes e realizadas pinturas corporais.

Segundo a organização do evento, as mulheres são ensinadas desde muito novas a sentir culpa e vergonha pela expressão da própria sexualidade e a intenção do evento é quebrar tais preconceitos. O grupo saiu da Ufes por volta das 17h e encerrou o ato às 18h10. No fim, a organização mobilizou os demais participantes a darem apoio às famílias dos manifestantes presos durante o protesto de sexta-feira (19/07), ocorrido no Centro da capital.

Durante toda a caminhada, os manifestantes fizeram batucada e utilizaram megafones para gritar palavras de ordem contra o machismo, o racismo e a homofobia. O grupo reforçou a oposição a projetos do Congresso, como a ‘cura gay,’ e também criticou a Igreja Católica, considerando a questão do aborto. A manifestação recebeu demonstrações de apoio durante o trajeto, como aplausos, buzinaços e gestos positivos nas varandas dos edifícios.

Mapa da violência
De acordo com o Mapa da Violência 2012, realizado pelo Instituto Sangari, o Espírito Santo é o estado com o maior número de homicídios de mulheres no Brasil. A taxa capixaba, de 9,4 mortes em cada 100 mil mulheres, é maior que o dobro da média nacional.

Marcha histórica
O movimento acontece em várias partes do Brasil, mas já é uma ação mundial. Começou quando um professor, no Canadá, durante uma palestra, disse que as mulheres sofriam estupro por causa da maneira como se vestiam. Essa afirmação gerou uma polêmica no mundo inteiro, sendo o que motivou a marcha e a maneira como as mulheres, e até alguns homens, se vestem na passeata: muitas vezes sem roupa e com o corpo pintado, em sinal de protesto.

Comitê de combate à homofobia será instalado no Amazonas 1

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Com a presença de integrantes da comunidade LGBT, o Comitê de Enfrentamento à Homofobia do Estado do Amazonas será lançado, na próxima segunda-feira (29), em Manaus. O lançamento será as 14h30 na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, SeccionalAmazonas, na Avenida Umberto Calderaro Filho, Zona Centro-Sul de Manaus.

Segundo o TJAM, o comitê terá integrantes do Fórum amazonense LGBT, Secretaria Estadual de Articulação de Políticas Públicas aos Movimentos Sociais e Populares (Searp) e Gerência de Promoção dos Direitos Relativos à Livre Orientação Sexual  vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh).

O objetivo do Comitê é garantir os direitos humanos de forma universal, indivisível e interdependente, assegurando a cidadania plena; a promoção e defesa dos direitos humanos do público LGBT; o enfrentamento à homofobia, o machismo e sexismo; a garantia da igualdade na diversidade; a prevenção e enfrentamento à violência homofóbica contra a população LGBT; além do fortalecimento dos princípios democráticos e dos direitos humanos.

Fonte: G1

Grupo protesta contra trote machista e é agredido, inclusive com frases homofóbicas, na USP São Carlos 1

Grupo protesta contra trote machista e é agredido na USP São Carlos

Grupo protesta contra trote machista e é agredido na USP São Carlos

Militantes da Frente Feminista de São Carlos (SP) foram agredidas verbalmente durante protesto contra o trote Miss Bixete, praticado por veteranos da Universidade de São Paulo (USP). A universidade investiga o caso, ocorrido na terça-feira (26). O Miss Bixete é uma festa dentro do campus que faz parte da recepção de calouros e na qual as calouras desfilam para os veteranos (veja fotos e vídeo abaixo).

Protestos

Desde 2005, as ativistas da Frente, que também promovem a Marcha das Vadias na cidade, denunciam o caráter machista da festa, que ocorre no Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (Caaso). No protesto, além de batucarem, carregavam cartazes com dizeres como “As mulheres têm cérebro e não apenas seios” – as calouras que desfilam têm que atender aos pedidos dos veteranos, como tirar a blusa.

Ao longo do protesto, veteranos passaram a agredir verbalmente as participantes. Um dos estudante tirou a roupa e exibia o pênis; outro, similou sexo com uma boneca inflável, além de comentários homofóbicos como chamar o grupo de ‘bando de gays e lésbicas’. Também havia veterano distribuindo uma paródia de “50 Tons de Cinza”, cujo título era “50 golpes de cinta”.

Caráter Machista

De acordo com reportagens publicadas na imprensa local, o grupo feminista não queria impedir o Miss Bixete, mas mostrar o caráter machista e constrangedor e deixar claro para as calouras que elas não precisariam desfilar – para as ativistas, muitas desfilam para evitar serem chamadas de chatas ou antissociais depois.

Apesar da confusão e de telefonemas de reclamação à Delegacia da Mulher, não houve um registro formal de queixa. Em nota, a USP informou que vai investigar a conduta dos veteranos.

Abaixo, nota do Caaso sobre o episódio e a festa, divulgada no Facebook.

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“São Carlos, 26 de fevereiro de 2013.

Nota: Posicionamento do CAASO em relação às atividades de terça-feira.

Há anos a tarde de terça-feira da semana de recepção é motivo de debate no campus em função das atividades que ali ocorrem. Enquanto alguns estudantes veem o Miss Bixete como espaço de integração e divertimento, outros têm críticas a essa atividade por identificarem que ela reproduz o machismo que precisa ser combatido na sociedade.

Por isso, é saudável que ocorram atividades alternativas que propiciem experiências diferenciadas e a abertura para o debate sobre o que queremos e o que não queremos na universidade. De qualquer modo, deve-se prezar para que em todos esses espaços a diversidade de opiniões possa se fazer presente de maneira respeitosa por todas as partes.

O CAASO, que sempre lutou contra as opressões na sociedade, deve continuar sendo um palco de discussões em busca de uma sociedade mais justa, livre e igualitária. Por isso reafirmamos nosso posicionamento em não participar do Miss Bixete pelo seu caráter machista.

Deve-se salientar que os estudantes têm liberdade para participar dos espaços que julgarem pertinente, porém a diretoria do CAASO constrói a atividade de integração “Tô à toa”, juntamente com outras secretarias acadêmicas.

Gestão Pelo CAASO – Mais Vale o que Será”

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Fonte: Caros Amigos