Bruna Linzmeyer participa de manifestação lésbica no Rio Resposta

Bruna e Namorada

Bruna Linzmeyer participou de uma manifestação pelo Dia Internacional da Mulher na noite desta quinta-feira (8), no Rio. A atriz, que namora Priscila Visman, publicou registros de uma passeata que aconteceu nas ruas do Centro e deu ênfase ao lema da manifestação: “O corpo é da mulher, ela dá pra quem quiser. Inclusive pra outra mulher”.

Nas imagens publicadas por Bruna no Instagram, é possível ver um grupo de moças segurando uma faixa que diz: “Lésbicas resistem e existem. Nenhum direito a menos”. Bruna ainda completou: “Eu vou dar pra quem quiser. Inclusive para outra mulher”.

A atriz, desde que assumiu a sua homossexualidade, bissexualidade ou “liberdade”, se transformou em uma das pessoas mais influentes entre os LGBTs brasileiros.

Parabéns, Bruna!

Centenas de milhares protestam contra o casamento gay na França 1

Vista a partir da Torre Eiffel mostra milhares reunidos em Paris para protestar contra plano de presidente de legalizar casamento gay (Foto: AP)

Vista a partir da Torre Eiffel mostra milhares reunidos em Paris para protestar contra plano de presidente de legalizar casamento gay (Foto: AP)

Centenas de milhares de manifestantes se mobilizaram contra o plano do presidente da França de legalizar o casamento gay , chegando a Paris de ônibus, carros e em trens de alta velocidade especialmente reservado para a ocasião.

Três grandes marchas convergiram neste domingo para o Champs de Mars, um grande parque perto da torre Eiffel. Os organizadores disseram que o evento reuniu 800 mil pessoas – que chegaram a Paris em ônibus e trens. Já a polícia e um ministro do governo afirmaram que o número total de manifestantes não passou de 340 mil. Uma marcha similar realizada em novembro do ano passado reuniu 100 mil pessoas.

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O presidente François Hollande prometeu legalizar o casamento gay até junho, permitindo aos casais do mesmo sexo proteções que lhes permitiriam adotar crianças, entre outras coisas. Ele tem votos suficientes no Parlamento para aprovar a medida facilmente.

 

O presidente enfureceu muitos opositores ao tentar passar a reforma no Parlamento sem muito debate público e vacilou sobre alguns detalhes da reforma. O modo desajeitado como lidou com outras promessas, como o imposto de 75% sobre os ricos que foi considerado inconstitucional, ou sua luta vacilante contra o desemprego crescente, azedou o humor do público.

Sob liderança religiosa, a proposta tornou-se incrivelmente impopular na França. Cerca de 50% dos franceses são favoráveis à legalização do casamento gay, número que chegava a 65% em agosto.

Cinco trens de alta velocidade, 900 ônibus e inúmeros comboios de carros deixaram cidades na província, muitos antes do amanhecer, em direção aos três pontos da capital francesa para as marchas.

Fortemente apoiados pela hierarquia católica, ativistas mobilizaram uma coalizão híbrida de famílias religiosas, políticos conservadores, muçulmanos, evangélicos e até mesmo homossexuais que se opõem ao casamento gay para a demonstração de força.

“Queremos que esse projeto de lei seja derrubado”, disse Patricia Soullier, organizadora do protesto, à BFM-TV antes de entrar em um trem em Montpellier, no sul da França, que seguia para Paris.

Casamentos do mesmo sexo são legalizados em 11 países, incluindo Bélgica, Portugal, Holanda, Espanha, Suécia, Noruega e África do Sul, assim como em nove Estados americanos, além da capital dos EUA.

*Com Reuters e AP

Manifestantes protestam contra a homofobia e a transfobia em São Paulo Resposta

André Baliera durante manifestação contra homofobia e transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

André Baliera durante manifestação contra homofobia e transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

Manifestantes se reuniram neste sábado em um protesto, chamado #ChurrascãodasCabras, contra a homofobia e a transfobia em São Paulo. O nome do evento faz referência à matéria de novembro da revista Veja, na qual compara a relação entre um homem e uma cabra em argumento contra a união homossexual. O ato ocorreu no local em que o universitário André Baliera foi agredido por Bruno Portieri e o personal trainer Diego Mosca (veja a foto dos dois, clicando aqui). O estudante alega ter sido vítima de homofobia (veja o vídeo, clicando aqui). Os agressores negam que a agressão tenha sido motivada por homofobia.

Além de serem indiciados por tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe, os suspeitos serão processados pela Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania de São Paulo. De acordo com a pasta, se condenados, cada um dos agressores poderá levar multa que varia de mais de R$ 18 mil a R$ 55 mil.

Segundo a pasta, a multa por homofobia tem como base a lei paulista número 10.948/01, que pune “toda manifestação atentatória ou discriminatória praticada contra cidadão homossexual, bissexual ou transgênero”. A lei abrange todo tipo de ação “violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica” contra o homossexual.

Um dos organizadores do protesto, o advogado Luís Arruda, disse ao portal G1 que o PLC 122/06 precisa ser votado e aprovado pelo Senado: “A gente pede que a sociedade nos ouça e que o PLC 122, que iguala a homofobia e a transfobia ao racismo, seja votado pelo Senado e aprovado. A gente não quer privilégios, a gente só quer equiparação”.

Manifestantes protestam contra a homofobia e a transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

Manifestantes protestam contra a homofobia e a transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

“Essa discussão, que a gente tenta travar a todo o momento, infelizmente ela só acontece quando a violência acontece também. Ela só vem acompanhada da violência e isso é muito triste. Muito triste, principalmente para quem sofre ela”, completou o próprio André Baliera, durante a manifestação.

Casos de homofobia e transfobia são comuns

Segundo outros participantes da manifestação, episódios de homofobia e transfobia são comuns. Luís Arruda contou que já passou por agressões verbais “pelo menos três vezes em São Paulo”. “Só que, talvez porque eu tenho 1,91 m de altura, ninguém desceu do carro para me bater”, argumentou o advogado.

O artista plástico José Cavalhero e o professor de inglês John Bartholomew, que estão juntos há dez anos, também se lembraram de uma agressão assim. Eles contaram que, certa vez, jantaram juntos em um restaurante e, quando estavam no estacionamento, dois homens que estavam em outra mesa tentaram atropelá-los e fizeram agressões verbais.

“Acontece bastante, mas só que a gente fica com muito medo de tornar isso público, até para a família”, disse Bartholomew.

“Isso tem muito a ver com educação, com moral, com ideais de vida, com valores que a pessoa leva e prega para si. Enfim, é uma consequência de coisas, não é pontual”, completou Cavalhero.

Para os dois, mesmo com toda a militância, a situação dos gays no Brasil ainda é mais difícil do que nos países europeus, como Inglaterra e Alemanha. “Tem muito o que fazer, mas eu ainda acredito no Brasil”, concluiu Bartholomew.