Movimento LGBT faz protesto contra a homofobia e Feliciano em Maricá (RJ) Resposta

O feriado de Proclamação da República amanheceu no Centro de Maricá (RJ) com um protesto do Movimento LGBT  contra a homofobia e, aproveitando a vinda do presidente da comissão de Direitos Humanos da Câmara, o Deputado e Pastor Marco Feliciano à cidade, o grupo também proclamou que o mesmo não os representam.

Cartazes foram colocados em forma de protesto contra a homofobia. (Foto: João Henrique | Maricá Info)

Cartazes foram colocados em forma de protesto contra a homofobia.
(Foto: João Henrique | Maricá Info)

Marco Feliciano, que é pastor evangélico e deputado federal, tem causado muita revolta acerca de suas colocações sobre a homossexualidade e já foi acusado de ser homofóbico e racista em suas pregações e postagens em sua conta na rede social Twitter.

Ele estará em Maricá justamente nesta sexta-feira (15) em uma igreja evangélica no bairro Parque Nanci, onde haverá um culto com a presença de pastores da cidade e cantores gospel.

OAB vai pedir a cassação de Marco Feliciano e Jair Bolsonaro 3

Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous

Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) concluiu a denúncia contra os deputados Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) por campanha de ódio. A entidade quer que a Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados puna os dois por quebra de decoro parlamentar em virtude de divulgação de vídeos considerados difamatórios, o que poderia resultar na cassação de seus mandatos.

Liderando um grupo de mais de vinte entidades ligadas aos direitos humanos, a OAB enviará, na próxima semana, representação ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, contra Feliciano e Bolsonaro. A entidade quer que a Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados os processe por quebra de decoro parlamentar em virtude de divulgação de vídeos considerados difamatórios.

Em um dos vídeos, Bolsonaro teria editado a fala de um professor do Distrito Federal em audiências na Câmara para acusá-lo de pedofilia e utiliza imagens de deputados a favor das causas LGBT para dizer que eles são contrários à família.

Para o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) da OAB, Wadih Damous, essas campanhas de ódio representam o rebaixamento da política brasileira. “Pensar que tais absurdos partem de representantes do Estado, das estruturas do Congresso Nacional, é algo inimaginável e não podemos ficar omissos. Direitos humanos não se loteia e não se barganha”, disse. Indignado com os relatos feitos por parlamentares e defensores dos direitos humanos durante reunião na sede da entidade, Damous garantiu que “a Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB será protagonista no enfrentamento a esse tipo de atentado à dignidade humana”.

Na reunião com a CNDH da entidade dos advogados estiveram presentes, além dos deputados acusados na campanha difamatória, representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Conselho Federal de Psicologia, e ativistas dos movimentos indígena, de mulheres, da população negra, do povo de terreiro e LGBT.

*Com informações do site Anonymous Brasil

MPF investiga se ativistas LGBT foram agredidos em evento com Feliciano no Pará Resposta

Pará

O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para apurar as denúncias de agressões contra ativistas LGBT que protestavam durante evento da igreja Assembleia de Deus, em Santarém, no oeste do Pará, no último dia 29.

As agressões teriam ocorrido no momento em que o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) celebrava um culto. Revoltado com os militantes, que para protestar abriram uma bandeira com as cores LGBT, o parlamentar pediu que a Polícia Militar (PM) interviesse e os prendesse.

Antes da intervenção da polícia, seguranças do evento foram até os manifestantes e, de acordo com relatos dos ativistas, os agrediram com tapas, socos e armas de choque. Os policiais miliares chegaram somente depois e, segundo os manifestantes, usaram força desproporcional contra eles. Três militantes foram presos, entre eles um que filmava os acontecimentos.

Em nota, o MPF afirmou que irá pedir a identificação dos policiais que participaram da segurança do evento e ouvirá os manifestantes. A Procuradoria também requisitou laudos dos exames de corpo de delito realizados após as agressões.

O outro lado

Por volta de 18h15, a reportagem entrou em contato com o responsável pelo setor de comunicação da PM, mas ele afirmou que não seria possível emitir um posicionamento da corporação em função do fim do expediente.

A assessoria do deputado também foi procurada e afirmou que Feliciano só poderá falar sobre o episódio amanhã, pois hoje está com a família. A reportagem não conseguiu localizar representantes da Assembleia de Deus em Santarém.

Veja o vídeo aqui: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/08/05/mpf-investiga-se-ativistas-lgbt-foram-agredidos-em-evento-com-feliciano-no-para.htm

All Out critica aprovação de projeto que permite ‘cura gay’ no Brasil 1

Uma organização internacional de direitos civis criticou nesta terça-feira a aprovação do decreto legislativo que autoriza o tratamento psicológico para alterar a orientação sexual de homossexuais no Brasil, uma bandeira do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

A proposta aprovada por votação simbólica na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara ainda precisa passar por outras duas – de Constituição e Justiça e de Seguridade Social – antes de seguir para o plenário.

O projeto, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), derruba dois trechos de uma resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia que proíbem os psicológicos de praticar a chamada ‘cura gay’ ou apoiar verbalmente as manifestações que busquem classificar o homossexualismo como um desordem psíquica.

‘Associações médicas como a Organização Mundial da Saúde (OMS) concordam que a chamada cura gay é perigosa’, disse Andre Banks, diretor-executivo da organização All Out, que faz campanha pela igualdade de direitos para homossexuais.

‘Infelizmente, políticos como Marco Feliciano e João Campos querem fazer retroceder o progresso no Brasil, mesmo que isso custe a segurança e a dignidade de milhares de brasileiros’, afirmou.

Polêmicas

Na justificativa do documento, o deputado João Campos afirma que o conselho ‘extrapolou seu poder regulamentar’ ao ‘restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional’.

O relator do projeto, Anderson Ferreira (PR-PE), disse à Agência Câmara que o parecer a favor visa corrigir uma ‘arbitrariedade’ do Conselho Federal de Psicologia.

O texto aprovado simbolicamente pela Comissão de Direitos Humanos suspende dois artigos da resolução 1/99 do conselho: um deles diz que os psicólogos não podem colaborar com serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade; outro proíbe psicólogos de falar publicamente que a homossexualidade é uma desordem psíquica.

Desde que assumiu a presidência da comissão, em março, o pastor evangélico Marco Feliciano vem sendo acusado de racismo – ele disse pelo Twitter que ‘os africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé’ – e homofobia.

Entre seus projetos, estão propostas que tentam suspender decisões do STF relacionadas ao aborto de anencéfalos e à união civil de pessoas do mesmo sexo.

‘É triste que os líderes de uma comissão de direitos humanos lutem para permitir que os médicos pratiquem psicoterapias arriscadas e muitas vezes fatais que não têm a menor chance de curar ninguém’, disse a nota da All Out, que recolheu quase 20 mil assinaturas contra a tramitação do projeto no Congresso.

Fonte: BBC Brasil

Famosos protestam contra ‘cura gay’ 26

Foto: Arquivo MBPress

Foto: Arquivo MBPress

Na terça-feira (18/06), a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputadis aprovou um projeto batizado de “cura gay”. De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), a proposta veta o direito do Conselho Federal de Psicologia de proibir tratamentos que se proponham a reverter a homossexualidade.

A aprovação gerou protestos pelas redes sociais. A atriz Thammy Miranda, homossexual assumida, não se calou e publicou no Instagram um texto bem irônico sobre o assunto.

Ela alega que está “doente” há 30 anos:

“Venho por meio deste comunicar que estou impossibilitada de trabalhar. Tô doente desde que nasci e aos 30 anos ainda não consegui minha cura! Preciso da ajuda do governo para pagar minhas contas e sustentar os meus luxos. Me coloco também a disposição do Deputado em questão a me curar, pois não sei mais o que vou fazer da vida com essa minha doença que já dura 30 anos! Peço a ele também, bolsa desemprego, bolsa alimento, bolsa gasolina, bolsa balada, bolsa cabeleireiro, bolsa imposto. Porque tô muito doente e não posso nem sair na rua, da que eu passo isso pra alguém? Vai que é contagioso e todo mundo ‘fica’ gay por minha culpa? ‘FICA’, né? Porque se é doenças, eu não sou gay e sim ‘ESTOU’ gay… Enfim, DEPUTADO, estou ansiosamente no aguardo do seu contato, pois quero muito me curar! Não sei se consigo viver mais 30 anos com essa doença!”

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) presidiu a sessão que aprovou o projeto. A iniciativa tenta extinguir dois artigos de uma resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia: um impede a atuação dos profissionais da psicologia para tratar homossexuais. O outro proíbe qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente e determina que psicólogos não se pronunciem publicamente de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais.

Apenas os deputados Simplício Araújo (PPS-MA) e Arnaldo Jordy (PPS-PA) votaram contra o projeto. Há cerca de um mês, Feliciano comentou sobre o assunto nas redes sociais: “A mídia divulga um projeto de lei como ‘cura gay’ quando na verdade ele não trata sobre isso, até porque homossexualidade não é doença. Esse projeto protege o profissional de psicologia quando procurado por alguém com angústia sobre sua sexualidade.”

Antonia Fontenelle contou no Twitter que é bissexual

Antonia Fontenelle contou no Twitter que é bissexual

A atriz Antonia Fantonelle foi às redes sociais protestar contra a aprovação na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da proposta que permite o ‘tratamento’ psicológico da homossexualidade.

Em seu twitter, Antonia revelou sua bissexualidade e postou uma mensagem indignada. “Eu nao sou gay, as vezes bi, mas uma coisa eu prometo se essa lei criada por esse doente do Feliciano for adiante, vou convocar pessoalmente…  meus amigos gays e poderosos e todos os gays desse país pra invadir o Congresso aí sim, vocês verão quem vai precisar de cura”, escreveu atriz, citando o presidente da CDHM, Marco Feliciano (PSC-SP).

“É o cumulo do absurdo, com tanta coisa importante acontecendo nesse momento, um bando de intolerantes, fichas podres, reunidos criando leis”, continuou Antonia na mensagem seguinte.

Rodrigo Andrade

Rodrigo Andrade

O ator Rodrigo Andrade , no ar em “Amor à Vida”, entrou na onda de protestos e apoiou a colega na rede social. “Senhor Dep. @MarcoFeliciano e demais, vcs deveriam tentar achar cura da imbecilidade de vcs isso sim!”.

“Sou a favor da fé, do amor e tenho Deus acima de td em minha vida. Mas,o momento historico q estamos vivendo e eles preucupados c cura gay?”, completou Rodrigo.

Bruno Gagliasso - ator encabeça lista de artistas contra a 'cura gay' /Foto: Reprodução Instagram

Bruno Gagliasso – ator encabeça lista de artistas contra a ‘cura gay’ /Foto: Reprodução Instagram

Depois de participar da passeata que reuniu 100 mil pessoas no Rio de Janeiro, nessa segunda-feira (17/06), Bruno Gagliasso começou uma campanha na tarde desta quarta-feira (19) contra o projeto de ‘cura gay’ proposto pelo deputado e pastor Marco Feliciano, que foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos nessa terça-feira (18). O ator foi logo seguido pela atriz Leandra Leal, cujos cartazes convidam os fãs a participarem de uma passeata contra Feliciano nesta quinta-feira (20), no Largo de São Francisco, no Centro da Cidade.

Leandra Leal - atriz também aderiu ao movimento /Foto: Reprodução Instagram

Leandra Leal – atriz também aderiu ao movimento /Foto: Reprodução Instagram

A foto dos dois atores está sendo compartilhada em toda a rede. O jornalista Bruno Chateaubriand, casado com o empresário André Ramos há 15 anos, pensou muito antes de postar a foto segurando o cartaz. “Fiquei muito transtornado com o projeto, mas não queria sequer citar o nome dessa pessoa, porque para mim ele é como o Lord Voldemort (de Harry Potter, Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado), mas não podemos ficar calados porque o Brasil está passando por um momento de insatisfação geral. Estamos vivemos um momento catártico e essa é a hora”, diz Chateaubriand à coluna, afirmando que a ‘cura gay’ vai contra a resolução da ONU, da Organização Mundial de Saúde, que não considera a homossexualidade uma doença e ainda baseado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que promete um mundo livre e igual. “A maioria dos deputados não apresenta o que o povo quer ou precisa na saúde, educação e coisas tão importantes para o país. Falar desse cara é uma cosia horrível, mas não tem como ficar calado”, desabafa Bruno.

Bruno Chateaubriand - jornalista está inconformado com o projeto /Foto: Reprodução Instagram

Bruno Chateaubriand – jornalista está inconformado com o projeto /Foto: Reprodução Instagram

O projeto conhecido como ‘cura gay’ tem recebido várias críticas por pedir a extinção de dois artigos de uma resolução de 1999 do conselho que impedem a atuação de profissionais de psicologia para tratar homossexuais e a ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente. Para que o projeto se torne lei, ele ainda terá que passar pela Seguridade Social e Família e a Constituição e Justiça, o plenário da Câmara e o Senado. Se sobreviver a tudo isto, ele ainda terá que ser aprovado pela Presidência da República.

As redes sociais estão em rebuliço com famosos e anônimos se manifestando, como o ator Alexandre Nero: “O negócio é o seguinte: se rolar manifesto contra esse lance de ‘cura gay’, se não puder rolar violência não me chamem”; além de tantos como Marcelo Tas, Susana Pires, Marcos Mion…

Apesar da ‘cura gay’, continuo acreditando em meu País 6

Brasil

Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados aprova autorização para ‘cura gay’. Uma vergonha nacional! Por essas e outras que temos que protestar. Sou gay, não sou doente e nem escolhi a minha orientação sexual. Isso que dá o PT entregar uma comissão tão importante nas mãos de um pastor fundamentalista. O Congresso Nacional está desmoralizado há tempos e essa aprovação bizarra só vem a reforçar isto. Mesmo assim, continuo acreditando em meu amado País.

É por essas e outras que continuarei a lutar, através do blog e das minhas atitudes no dia a dia por um Brasil justo, que trate todos iguais, independente de orientação sexual e identidade de gênero.

Comissão de Direitos Humanos aprova autorização para ‘cura gay’ 1

Sessão da Comissão de Direitos Humanos que aprovou projeto da "cura gay", na Câmara dos Deputados (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)

Sessão da Comissão de Direitos Humanos que aprovou projeto da “cura gay”, na Câmara dos Deputados (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta terça-feira (18) o projeto de lei que determina o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade. A sessão que aprovou a proposta foi presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que conseguiu colocá-la em votação após várias semanas de adiamento por causa de protestos e manobras parlamentares contra o projeto.

De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), a proposta pede a extinção de dois artigos de uma resolução de 1999 do conselho. Um deles impede a atuação dos profissionais da psicologia para tratar homossexuais. O outro proíbe qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente e determina que psicólogos não se pronunciem publicamente de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais.

Na prática, se esses artigos forem retirados da resolução, os profissionais da psicologia estariam liberados para atuar em busca da suposta cura gay.

Antes de virar lei, o projeto ainda terá de ser analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça até chegar ao plenário da Câmara. Se aprovada pelos deputados federais, a proposta também terá de ser submetida à análise do Senado. Somente então a matéria seguirá para sanção ou veto da Presidência da República.

Em seu parecer em defesa da proposta, o relator, deputado Anderson Ferreira (PR-PE), apontou que o projeto “constitui uma defesa da liberdade de exercício da profissão e da liberdade individual de escolher um profissional para atender a questões que dizem respeito apenas a sua própria vida”.

Ao justificar o projeto, o autor do texto afirmou que o Conselho Federal de Psicologia, ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, “extrapolou o seu poder regulamentar e usurpou a competência do Legislativo”.

O texto foi aprovado por votação simbólica, sem contagem individual dos votos.

Sessão
Em contraste com as primeiras sessões presididas por Marco Feliciano, marcadas por tumultos e protestos de dezenas de integrantes de movimentos LGBT e evangélicos, a sessão desta terça atraiu poucos manifestantes. No fundo do plenário, um rapaz e uma garota ergueram cartazes durante o encontro do colegiado protestando contra o projeto da cura gay.

Uma das cartolinas dizia “não há cura pra quem não está doente”. Já o outro manifesto ressaltava “o que precisa de cura é homofobia”.

A análise do projeto da cura gay só foi concluída na Comissão de Direitos Humanos na terceira tentativa de votar o assunto. Nas outras duas oportunidades em que o tema foi colocado em pauta por Feliciano manobras de opositores da proposta conseguiram adiar a apreciação.

Na semana passada, o deputado Simplício Araújo (PPS-MA) utilizou vários recursos previstos no regimento interno da Casa, como o uso de discursos e a verificação de quórum, para evitar a votação. Durante o esforço para impedir a análise da matéria, o deputado do PPS chegou discutir com Feliciano.

Nesta tarde, Simplício tentou, mais uma vez, adiar a apreciação do projeto. Ele fez diversas intervenções durante a sessão para impedir que a matéria fosse votada e propôs novo pedido de retirada de pauta. Porém, a solicitação foi rejeitada pela maioria dos integrantes da comissão, muitos deles ligados à bancada evangélica.

“É lamentável que essa Casa não esteja ouvindo o clamor que está bem aqui, batendo à nossa porta. Projetos como esse, que são inconstitucionais, só trazem perda de tempo. E foi o que a gente viu aqui: uma tremenda perda de tempo. É uma matéria que não vai passar na Comissão de Constituição e Justiça. Uma bancada que quer jogar apenas para o seu eleitorado”, avaliou Simplício, em entrevista ao final da votação.

A aprovação ocorreu um dia após uma manifestação em Brasília que levou milhares à porta do Congresso, para protestar, entre outras coisas, pela saída de Marco Feliciano do comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A multidão gritou por diversas vezes “Fora Feliciano”. O deputado é acusado de homofobia e racismo por declarações polêmicas dentro e fora do Congresso.

Simplício tentou barrar a votação praticamente sozinho. Um dos poucos parlamentares que se posicionaram contra a proposta foi o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que questionou a constitucionalidade do texto. Para Jordy, não cabe ao Legislativo alterar decisões de órgãos de classe. De acordo com ele, a votação do projeto poderia não ter eficácia.

“Eu posso apresentar um requerimento revogando a lei da gravidade? Se é apenas para produzir efeito pirotécnico, tudo bem, vamos jogar aberto. Muitos de nós não temos tempo para discutir coisas que sejam ineficácia. Se não é da prerrogativa desta Casa revogar atos da OAB, do Conselho Nacional de Medicina e do Conselho Federal de Psicologia, então, estamos aqui brincando. Estamos aqui jogando para a plateia”, ironizou.

Durante seu esforço para inviabilizar a apreciação do texto, Simplício Araújo alertou a Câmara para “acordar” diante da onda de manifestações que tomou conta das ruas das principais capitais do país nesta segunda. O deputado também acusou os colegas da comissão de estarem em busco de “holofotes para ganhar votos”.

“Essa aqui [a votação do projeto da cura gay] é uma prova de que estamos longe de entender o que a sociedade quer nos ver discutindo dentro dessa Casa. A voz das ruas diz que esse projeto é a maior perda de tempo. Não existe tratamento para o que não é doença. O que temos de tratar é a cara de pau dos políticos”, criticou Simplicio, arrancando aplausos dos poucos manifestantes que foram protestar contra a matéria.

Mais tarde, no plenário principal da Câmara, Simplício anunciou que seu partido, o PPS, iria ingressar com um requerimento na Mesa Diretora para tentar anular a votação da proposta que modifica as regras do conselho de psicologia.

Após encerrar a sessão, Feliciano comentou sobre o projeto. Ele enfatizou que concorda em “gênero, número e grau” com o texto de João Campos.

“É o único Conselho Federal de Psicologia do mundo que tolhe o direito do profissional de poder atuar. É o único que assusta, que amedronta o profissional que ele não pode tratar de uma pessoa que busque ele quando está com uma angústia interior. No meu pensamento, tomara que seja aprovado”, defendeu Feliciano.

Marco Feliciano é alvo de protestos antes de palestra em evento no Rio Grande do Sul Resposta

Protesto contra deputado e pastor Marco Feliciano em Santa Cruz do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)

Protesto contra deputado e pastor Marco Feliciano em Santa
Cruz do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)

Cerca de 200 pessoas participaram na tarde deste sábado (15/06) de uma manifestação em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Marco Feliciano. Por volta das 16h, após uma caminhada, o grupo já se concentrava em frente ao Ginásio Poliesportivo, onde é realizado o Encontro Interdenominacional de Missões Culturais, que teria a participação do deputado em uma palestra à noite.

Com cartazes, faixas e gritos de ordem, o grupo quer a renúncia de Feliciano da Comissão. A manifestação foi organizada nas redes sociais e começou na praça central de Santa Cruz do Sul,  passou pelas principais ruas da cidade até chegar ao Parque da Oktoberfest, onde é realizado o evento religioso. A Brigada Militar montou um esquema de segurança com viaturas, polícia montada e apoio da Guarda Municipal. Nenhum confronto foi registrado.

Marco Feliciano chegou por volta das 20h à cidade e se dirigiu direto ao local da palestra em um carro, sem falar com a imprensa. Os manifestantes já haviam se dispersado e não ocorreu nehum ato contra o deputado.

O evento é realizado pela Igreja Evangélica Pentecostal Ebenézer Conservadora no município. O compromisso do deputado é como pastor, e não político. As atividades começaram na manhã de sábado (15/06) e se estendem por hoje.

A organização não confirmou, mas Feliciano deve sair de Santa Cruz do Sul e voltar a Brasília hoje pela manhã.

O deputado se tornou alvo de protestos, após assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, por falas racistas e homofóbicas.

Fonte: G1

PSC entra com nova ação no STF contra casamento gay em cartório Resposta

O Partido Social Cristão (PSC) entrou com uma nova ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a suspensão da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.

Na semana passada, o ministro Luiz Fux determinou o arquivamento de outro processo, um mandado de segurança, por entender que o instrumento usado para questionar a regra não é válido. Desta vez, o partido ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade.

O PSC é o partido do deputado federal Marco Feliciano (SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e alvo de protestos desde que assumiu o comando da comissão por falas supostamente homofóbicas e racistas.

O PSC apresentou os mesmos argumentos, de que caberia ao Congresso Nacional decidir sobre o tema. Na nova ação, o partido diz que o CNJ cometeu “abuso de poder”.

“Uníssono que o Conselho Nacional de Justiça, na pessoa de seu ministro presidente, buscou legislar, e, data máxima vênia, com abuso de poder, apropriando-se de prerrogativas do Congresso Nacional”, afirma a ação.

De acordo com o processo o conselho não tem competência para criar uma regra do tipo.

“A inovação do CNJ no ordenamento jurídico ao tratar de uma matéria estranha a sua competência, o que fatalmente extrapola os limites encartados na Constituição da República, indica ofensa ao postulado nuclear da separação de poderes e de violação ao princípio da reserva constitucional de competência legislativa.”

Na decisão que rejeitou a primeira ação, Fux entendeu que o CNJ tem, sim, competência para regular o tema em relação aos cartórios. O magistrado citou outra norma imposta pelo CNJ, a que proíbe o nepotismo no Poder Judiciário. “É inelutável a sua competência [do CNJ] para regular tais assuntos.”

Decisão do CNJ

Pela decisão do CNJ, que começou a valer no dia 16 de maio, os cartórios não poderão rejeitar o pedido, como acontece atualmente em alguns casos. Segundo o presidente do CNJ e autor da proposta, Joaquim Barbosa, que também é presidente do STF, a resolução visa dar efetividade à decisão tomada em maio de 2011 pelo Supremo, que liberou a união estável homoafetiva.

Conforme o texto da resolução, caso algum cartório se recuse a concretizar o casamento civil, o cidadão deverá informar o juiz corregedor do Tribunal de Justiça local. “A recusa implicará imediata comunicação ao respectivo juiz corregedor para providências cabíveis.”

Para Joaquim Barbosa, seria um contrassenso esperar o Congresso analisar o tema para se dar efetividade à decisão do STF.

“Vamos exigir aprovação de nova lei pelo Congresso Nacional para dar eficácia à decisão que se tomou no Supremo? É um contrassenso.”

Milhares protestam em Brasília contra aborto e casamento gay 6

Evangélicos fazem ato por liberdade religiosa no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Valter Campanato/ABr)

Evangélicos fazem ato por liberdade religiosa no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Valter Campanato/ABr)

Sob um sol intenso, milhares de evangélicos (40 mil, de acordo com o comando da Polícia Militar; 70 mil, segundo os organizadores) ocuparam nesta quarta-feira (5) os gramados da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para protestar contra a descriminalização do aborto e o casamento gay e pedir liberdade de expressão religiosa.

O palco montado em frente ao Congresso Nacional atraiu líderes evangélicos, políticos de vários partidos e artistas gospel.

O evento organizado pelo pastor Silas Malafaia, um dos líderes da igreja Assembleia de Deus, foi realizado em um dos dias de maior movimentação no Legislativo. Dezenas de parlamentares ligados à bancada evangélica se revezaram para discursar no ato religioso.

Um dos temas mais recorrentes dos oradores do evento foi o casamento entre casais homoafetivos. Recentemente, decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que os cartórios do país oficializem casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Durante as manifestações ao público aglomerado diante do palco, os líderes evangélicos criticaram os esforços de parlamentares ligados a movimentos sociais de tentar criminalizar a homofobia.

Os pastores e políticos defenderam que qualquer cidadão tenha o direito de se expressar contra as uniões entre homossexuais. Durante o evento, alguns defensores dos direitos dos homossexuais chegaram a bater boca com evangélicos. A polícia interveio e controlou a situação.

Para Silas Malafaia, “o ativismo gay quer criminalizar a opinião”. O pastor evangélico ressaltou que, na opinião dele, “não existe delito de opinião”.

“Não existe opinião homofóbica. Existe homofobia. A sociedade é livre para criticar evangélico, criticar católico, criticar deputado. Agora, se criticar a prática homossexual é homofobia. Vai ver se eu estou na esquina”, discursou Malafaia.

Alvo de protestos por conta de declarações publicadas em redes sociais consideradas racistas e homofóbicas, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), disse que os críticos do casamento homossexual não lutam contra os gays, e sim “a favor da família”.

“[O evento] é uma resposta aos governantes e a todas as pessoas que chamam de progresso aquilo que não é, que é retrocesso. A família é a base de toda a sociedade. A minha permanência na Comissão de Direitos Humanos é a favor da família. Eu mostrei isso sem xingamento, sem briga, sem nada”, afirmou Feliciano.

Deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, durante a manifestação evangélica na Esplanada dos Ministérios (Foto: Valter Campanato/Abr)

Deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, durante a manifestação evangélica na Esplanada dos Ministérios (Foto: Valter Campanato/Abr)

Louvor e discursos

O evento evangélico teve início com breve discurso do pastor Silas Malafaia, que defendeu a “família tradicional” e a liberdade religiosa. Em seguida, o público ouviu de pé o Hino Nacional. Vários evangélicos carregavam bandeiras, a maioria com mensagens em defesa do casamento heterossexual e contra o aborto.

Após pregações de vários pastores, Silas Malafaia voltou ao palco para um último discurso antes dos shows de bandas gospel. O pastor da Assembleia de Deus fez duras críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal, defendeu o direito de protestar contra a união homossexual e condenou o aborto.

No discurso, Malafia afirmou que o “ativismo gay” é “lixo moral”. “Eles nos chamam de fundamentalistas. Fundamentalistas porque defendemos a família, defendemos valores morais, somos contra as drogas. Sabe o que eles são? Os fundamentalistas do lixo moral! Escreve aí que o pastor Silas Malafaia chamou o ativismo gay de fundamentalismo do lixo moral”, disse.

O pastor criticou o Supremo Tribunal Federal por ter considerado constitucional a união civil entre pessoas do mesmo sexo, e o Conselho Nacional de Justiça por ter determinado que cartórios realizem casamento civil de homossexuais.

“O Supremo, que nós sustentamos, na caneta deu o casamento gay. O CNJ obriga cartório a casar. Uma mudança de paradigma tem que ser feita ou no Congresso ou por plebiscito. Isso é uma vergonha! Isso é uma afronta à sociedade, é uma afronta à maioria.”

Manifestante segura bandeira do Brasil com as cores do movimento gay durante manifestação de evangélicos na Esplanada dos Ministérios nesta quarta (5) (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Manifestante segura bandeira do Brasil com as cores do movimento gay durante manifestação de evangélicos na Esplanada dos Ministérios nesta quarta (5) (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Malafaia também criticou o advogado constitucionalista Luís Roberto Barroso, indicado pela presidente Dilma Rousseff para uma vaga no Supremo. A indicação foi aprovada nesta quarta pelo plenário do Senado. Barroso atuou como advogado no STF pela defesa da união homoafetiva e a liberação do aborto de anencéfalos.

“Agora mesmo estão sabatinando o novo candidato ao Supremo. O cara diz: ‘Sou a favor do aborto porque as mulheres sofrem’. Eu nunca vi uma resposta imbecil como essa. Diga a ele que qualquer tipo de aborto traz sofrimento para a mulher. Diga a ele, que defendeu gay como advogado, é ele que defende aborto”, afirmou Malafaia.

Malafaia também defendeu o deputado Marco Feliciano (PSC-SP). “Esse jogo contra Feliciano não é contra ele, é contra nós. Esses deputados hipócritas que defenderam tirar o Feliciano defendem o aborto.”

Ele criticou ainda tentativas de regulamentar a atividade da imprensa. “Esses esquerdopatas querem controlar a imprensa. Estão pensando que somos uma Bolívia, uma Venezuela. Aqui não! Aqui é imprensa livre. Os esquerdopatas querem um novo marco regulatório para controlar a imprensa, o Estado e a sociedade. Querem colocar a mão na gente, querem colocar a mão em nós. E ninguém vai nos calar. Para calar a nossa voz, vai ter que rasgar a Constituição do Brasil.”

Malafaia encerrou o discurso dizendo que os evangélicos voltarão a se reunir em Brasília se for preciso protestar.

Chuva, política e Daniela Mercury marcam Parada Gay mais vazia 1

Márcio Fernandes/Estadão Daniela Mercury e sua mulher, Malu Verçosa

Márcio Fernandes/Estadão
Daniela Mercury e sua mulher, Malu Verçosa

Notícia um pouco atrasada. O blogueiro está viajando e pede desculpas aos leitores.

A 17.ª edição da Parada Gay foi marcada por uma chuva insistente que afastou parte do público, muitos protestos contra o deputado e pastor Marco Feliciano e Daniela Mercury como grande personagem. A cantora baiana arrastou o público da Avenida Paulista, transformou a Rua da Consolação em um grande bloco, cantou o Hino Nacional e dedicou o show à companheira, Malu Verçosa.

A organização do evento estimou o público em 3 milhões de pessoas – 1,5 milhão a menos do que em 2012. A medição da Polícia Militar foi bem inferior: 1,5 milhão de participantes – o mesmo número de 2004.

De capa, guarda-chuva – muitos com as cores do arco-íris – ou sem nenhuma proteção, quem participou do evento deste ano ouviu um discurso contundente de Daniela Mercury. “Se a gente não vai para a rua dizer que não quer certas pessoas na Comissão de Direitos Humanos, não vai tirar ele (Feliciano) de lá. A gente já tirou um presidente da República. Não é possível que o governo brasileiro continue mantendo pessoas que não nos representam”, discursou no microfone.

O show da cantora começou com duas horas de atraso e só na Rua da Consolação porque o trio dela, que foi trazido de Salvador e patrocinado pelo governo baiano, não foi autorizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a cruzar a Paulista. O veículo tem 4,8 metros de altura, mas o máximo permitido na via é 4,5 metros. Ela, então, cantou em um outro trio.

O pastor também foi alvo de piadas por parte do público. Como protesto às declarações do deputado, o enfermeiro Rogério Rocha, de 43 anos, carregava consigo a cartilha dos “defeitos humanos”. “O Feliciano fala muito dos direitos humanos e diz que nós, gays, somos os defeitos. Pois fiz uma sátira a ele.”

O tom político começou antes mesmo do evento. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) aproveitou a coletiva de imprensa para desmentir a informação de que é do prelado católico Opus Dei, Marta Suplicy (PT) classificou a gestão de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos como “tragédia grega” e o deputado Jean Wyllys (PSOL) discursou contra o “fundamentalismo religioso”. Já o prefeito Fernando Haddad (PT) decidiu subir em um trio elétrico – no ano passado, o então prefeito Gilberto Kassab (PSD) preferiu ficar no camarote. “Existe amor em São Paulo. Vamos lutar contra a intolerância e resgatar os direitos civis”, disse Haddad.

Religião

Homossexuais da Igreja Cristã Evangélica Para Todos fizeram a campanha Para Deus, Somos Todos Iguais. Jair Simão de Souza, de 27 anos, que há cinco milita na causa, defendeu que as igrejas sejam mais inclusivas. “Deus nos fez livres, então o outro tem de ser livre como Deus manda. É possível, sim, ser cristão de tendência evangélica e homossexual”.

Não só os evangélicos foram alvo de protestos. A Igreja Católica também. O estilista José Roberto Fernandes, de 62 anos, fantasiou-se de papa. Não foi o único. Já seu companheiro, Marcos Oliveira, de 40, vestiu-se de São Francisco. Na Avenida Paulista, também era possível encontrar várias pessoas fantasiadas de freiras e padres.

Esticada

Ao todo, foram 16 carros alegóricos. Por volta das 18 horas, por causa de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece horário para o fim do evento, a Avenida Paulista já estava praticamente vazia.

A festa, porém, acabou mais tarde. Boa parte do público desceu a Consolação rumo à Praça da República, onde foi montado o palco para o show de encerramento da parada.

O principal nome da apresentação foi a cantora Ellen Oléria, vencedora do programa The Voice Brasil, da TV Globo, que sempre deixou clara sua orientação sexual no programa. A expectativa era de que o evento durasse três horas mais do que no ano passado.

O efeito Daniela Mercury levou muito mais casais de mulheres a esta edição da Parada, tradicionalmente dominada pelo público masculino.

Marco Feliciano cancela reunião que poderia votar projeto da “cura gay” Resposta

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A pedido do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), cancelou a reunião do colegiado, prevista para hoje (8), às 14h. Na ocasião, poderia ser votado projeto de lei que autoriza o tratamento psicológico ou a terapia para alterar a orientação sexual de gays.

Henrique Alves explicou que a agenda da Casa hoje está repleta de temas considerados polêmicos e seria prudente adiar o debate na comissão. “Fiz um apelo porque há muita coisa na Casa, ruralistas, indígenas, a comissão geral sobre a seca no Nordeste. Fiz um apelo pra que [o deputado Marco Feliciano] deixasse essa pauta para outra oportunidade porque a coisa já está com movimento demais”, explicou.

De acordo com o presidente da Câmara, Feliciano foi compreensível e concordou em adiar a reunião. “Ele atendeu e não vai ter reunião hoje lá [na comissão]. Sobre o mérito do projeto de decreto da Câmara (PDC) que trata da “cura gay”, Henrique Alves avaliou que o debate deve ocorrer de forma equilibrada. “Há clima. O tema é afeito à comissão dele, mas é preciso amadurecer ideia e fazer um debate menos emocional”, frisou.

Na semana passada, o presidente da comissão decidiu colocar em pauta o Projeto de Decreto Legislativo 234/2011, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), que, entre outros pontos, permite que psicólogos tratem a homossexualidade como doença.

O projeto, que está sendo chamado de Projeto da Cura Gay, propõe a suspensão da validade de dois artigos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999. Um dos trechos da Resolução nº 1/99 que o deputado quer suprimir é o Artigo 3º, que estabelece que os psicólogos não deverão exercer qualquer ação que favoreça que comportamentos ou práticas homoeróticas sejam vistas como patologias (doenças), nem adotarão ação coercitiva a fim de orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

O autor do projeto argumenta que as restrições do conselho são inconstitucionais e ferem a autonomia do paciente. Já representantes da instituição criticam a proposta sob o argumento de que não se pode tratar a homossexualidade como doença.

Fonte: Agência Brasil

Mister RJ repudia onda homofóbica e se diverte com cantadas gays Resposta

Na foto, Guilherme Bravin, o mister Rio de Janeiro, desfila para a Blue Man no Fashion Rio. Ele agora é top model e está de mudança para a Itália

Na foto, Guilherme Bravin, o mister Rio de Janeiro, desfila para a Blue Man no Fashion Rio. Ele agora é top model e está de mudança para a Itália

O atual Mister Rio de Janeiro, Guilherme Bravin (23), fez sua estreia no Fashion Rio, desfilando para as grifes Blue Man e Reserva. Com 1,87 m de altura e olhos verdes, o rapaz se prepara para virar modelo internacional: vai morar em Milão.

Guilherme falou ao Tudo Miss sobre a nova fase, sobre o concurso Mister Brasil e até sobre a vida particular. Ele está solteiro e dá uma pista dos tipos de mulher que aprecia:

— Acho as top models super elegantes e as misses, bem atraentes.

Perguntado se recebe cantadas de gays, ele responde:

— Bastante! HAHAHA! Nada contra, mas eu prefiro só as das mulheres [risos]. Mas é muito engraçado, fico feliz, sinal que eu dou pro gasto, né? [risos]

Na entrevista abaixo, Guilherme mostra ser um carioca alto-astral e bem-humorado. Mas ele fala sério quando o assunto é a onda homofóbica capitaneada por Marco Feliciano na Câmara dos Deputados:

— Acho [a homofobia] uma total falta de respeito com o ser humano, com o próximo, com a pessoa que vive no mesmo mundo em que ele vive. Cada um tem o direito de fazer o que bem entende. E deve ser assim sempre. O Brasil precisa aprender a conviver com as diferenças, não apenas sexuais, mas sociais também.

Mandou bem, Guilherme! Veja parte da entrevista:

Tudo Miss – Você deve receber cantadas tanto de mulheres como de homens. Como reage, nos dois casos?

Guilherme – Bastante! HAHAHA! Nada contra, mas eu prefiro só as das mulheres [risos]. Mas é muito engraçado, fico feliz, sinal que eu dou pro gasto, né? [risos]

Tudo Miss – Você trabalha no mundo da moda, onde os gays sempre tiveram muito destaque. Qual é a sua opinião sobre essa onda de homofobia no Congresso, representada pelo Marco Feliciano e pelo Jair Bolsonaro?

Guilherme – Acho uma total falta de respeito com o ser humano, com o próximo, com a pessoa que vive no mesmo mundo em que ele vive. Cada um tem o direito de fazer o que bem entende. E deve ser assim sempre. O Brasil precisa aprender a conviver com as diferenças, não apenas sexuais, mas sociais também.

Fonte: Tudo Miss

Novo mister Brasil entra no coro contra a homofobia: “O amor está acima de tudo e de todos” Resposta

Reinaldo Dalcin, mister Brasil 2013

Reinaldo Dalcin, mister Brasil 2013

Reinaldo Dalcin mostrou ser um rapaz que respeita as diferenças e entrou no coro contra a homofobia, afirmando que o amor “está acima de qualquer tipo de julgamento referente a sexo, cor ou religião”.

E quando o assunto é o assédio que recebe, o mister Brasil até exagera na modéstia:

— Acho incrível que dentro de um universo de 7 bilhões de pessoas eu desperte o interesse de alguém. É algo que me deixa lisonjeado.

Na entrevista abaixo, ele revela a admiração pela miss Brasil Mundo 2006, Jane Borges, e ainda aborda mitologia, parafraseia Chaplin… Fala bonito esse mister, hein! Confira.

Tudo Miss – Você é mister Brasil e deve ser muito assediado. Como reage às cantadas dos gays?

Reinaldo – Uma vez ou outra acontece, sempre encaro essa atitude como um elogio. Acho incrível que dentro de um universo de 7 bilhões de pessoas eu desperte o interesse de alguém, realmente é algo que me deixa lisonjeado e ao mesmo tempo é de uma magia imensurável.

Tudo Miss – Em tempos de Marco Feliciano, vale perguntar: qual é a opinião do mister Brasil sobre essa onda de homofobia?

Reinaldo – Sou totalmente contra. Como disse, vivemos em um universo de 7 bilhões de pessoas. Nos dias de hoje você encontrar uma pessoa com quem queira dividir sua vida é um processo árduo que demanda uma entrega uníssona dos dois seres. Aos meus olhos, essa atitude de entrega está acima de qualquer tipo de julgamento referente a sexo, cor ou religião. O amor está sobre tudo e todos. Acredito fielmente que as pessoas que têm esse pensamento homofóbico precisam rever seus conceitos de amor! Se pudéssemos escolher quem amar, sofreríamos menos, mas talvez não fossemos tão felizes com nossas imperfeições!

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Fonte: Tudo Miss

Assessor de Feliciano diz que destino de crianças adotas por gays é o estupro 1

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A equipe do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o pastor e deputado Marco Feliciano (PSC), está com o discurso “afiado”, para que ele continua sendo o centro das atenções. Em mensagem publicada nesta quinta-feira (2/5), um assessor do parlamentar afirma que o destino de crianças adotadas por gays é o estupro. O conteúdo da mensagem foi reproduzido pelo perfil de Feliciano no Twitter, mas não havia comentários.

Na mensagem postada pela conta de Roberto Marinho, que é registrado como funcionário do gabinete do deputado, o assessor copia um link de uma matéria de uma reportagem de uma TV de Campinas (veja abaixo o vídeo) sobre um caso de uma crianças que teria sofrido abusos de um casal gay.

“Olha isso @marcofeliciano, esse será o destino de crianças adotadas por gays. Casal gay estuprava filho adotivo.”, publicou o assessor. O pastor reproduziu o conteúdo para os seus mais de 160 mil seguidores no microblog. A assessoria de imprensa de Feliciano disse que o Twitter do pastor é particular e que não poderia comentar a postagem divulgada pelo parlamentar.

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Acusado de racismo e homofobia por movimentos sociais, Feliciano sofre pressão para renunciar a presidência da Comissão. O pastor afirma que não é racista nem homofóbico, mas que defende as opiniões da comunidade evangélica. Feliciano também responde a um processo de estelionato no Supremo Tribunal Federal (STF) e outro por discriminação.

“Não existe ex-gay, o que existe é opressão da sexualidade”, defende presidente da ABGLT Resposta

A decisão do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de colocar em votação o projeto de “cura gay”, na próxima sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, é visto como um “retrocesso” pelo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno Silva Fonseca.

O projeto, proposto em 2011 pelo tucano João Campos (PSDB-GO), tem como objetivo barrar uma norma da resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), de março de 1999, que impede os profissionais da área de sugerir aos pacientes tratamentos que busquem a cura da homossexualidade.

Em entrevista ao jornal Zero Hora, por telefone, Fonseca reforçou que a homossexualidade não é uma doença e que o deputado Feliciano deveria se empenhar em tratar a homofobia, pois esta, sim, causa transtorno à sociedade. Confira a íntegra da entrevista:

ZH — Como você recebeu a notícia de que o deputado Marco Feliciano vai colocar em votação na Comissão de Direitos Humanos o projeto de “cura gay”?

Carlos Magno Silva Fonseca — É um absurdo. Na verdade, a postura do próprio deputado está só reforçando o que nós já dizíamos, que é um deputado homofóbico e que não está preocupado com os direitos humanos. A homossexualidade não é doença, não existe nenhuma indicação nem no âmbito da medicina, nem do âmbito da psicologia, nem no âmbito da ciência que aponte que a homossexualidade é uma doença, portanto ela não precisa de nenhum tipo de projeto que venha a curar nossa homossexualidade. A única coisa que traz transtorno e sofrimento à comunidade LGBT é a homofobia. Ao invés de ele discutir a questão da cura homossexual, ele devia estar discutindo a cura da homofobia, que é o mal da sociedade. Se o deputado Feliciano tivesse mesmo uma preocupação com os direitos humanos, ele estaria se preocupando com a homofobia, que mata um homossexual a cada 26 horas no país. Ele devia estar se empenhando para que a homofobia acabasse no país, para que o crime de ódio e intolerância ao homossexual fosse aprovado.

ZH — Como você entende a questão do “ex-gay”, a pessoa que resolveu deixar de ser homossexual?

Fonseca — Acho que não existe nem ex-gay, nem ex-heterossexual, na verdade o que acontece é que a pessoa oprime a sua sexualidade por causa do preconceito, mas ele não deixa de ter sua orientação sexual, seus desejos, seus afetos. Ele pode oprimir, mas mudar ele não consegue. Nenhum estudo aponta que é possível mudar sua orientação sexual.

ZH — Você acha que esse projeto é um retrocesso frente a todas as conquistas dos homossexuais nos últimos anos?

Fonseca — É um retrocesso porque essa discussão já era superada pela sociedade. Ninguém mais vê o homossexual como doente. Isso é uma discussão superada no século passado. Quando você vê uma pessoa querendo voltar à patologização da homossexualidade, é um retrocesso em relação a todos os direitos de cidadania da sociedade LGBT. Para nós, isso demonstra que essas pessoas não estão apresentando isso do ponto de vista realmente científico. Na verdade, eles estão apresentando isso do ponto de vista moral e preconceituoso, tentando colocar a gente numa condição de cidadãos de segunda categoria, e agora ainda mais como doentes, que precisam ser tratados. É muita intolerância, porque quando você quer mudar uma pessoa é porque você não aceita como ela é. Isso é uma homofobia da pior forma.

ZH — A ABGLT pretende fazer alguma manifestação em relação ao projeto?

Fonseca — Dia 15 de maio vamos ter uma marcha em Brasília contra a homofobia e em defesa do Estado laico, porque essas posturas têm de fundo um caráter religioso e moral. Isso prejudica a questão do Estado laico, porque hoje são os gays, amanhã são os negros, depois as mulheres e todos os setores que eles não consideram como cidadãos. Essa postura desse grupo é tão fundamentalista que já está tendo posturas fascistas. Esse projeto só reforça a nossa mobilização, que vai ter caravanas do Brasil todo.

Parada Gay de SP deve ter protesto contra Feliciano, Bolsonaro e Malafaia Resposta

Parada Gay 2012

Parada Gay 2012

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) divulgou nesta quinta-feira (2/5) o cartaz da Parada Gay deste ano, agendada para o dia 2 de junho. O tema da parada será “Para o armário nunca mais! União e Conscientização na luta contra a homofobia”. Um dos carros alegóricos deve protestar contra pessoas que tentaram diminuir os direitos conquistados pelos homossexuais ao longo do ano, como o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) Divulgação/APOGLBT

A associação que organiza a Parada Gay de São Paulo, a APOGLBT, divulgou nesta quinta-feira (2/5) que um dos trios elétricos que participarão do desfile deste ano terá protestos contra os deputados federais Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ), e o pastor evangélico Silas Malafaia, além de outras pessoas que tenham agido contra os direitos conquistados pelos homossexuais.

“Esses indivíduos [Feliciano, Bolsonaro e Malafaia] são apenas a ponta do iceberg. Eles conseguiram ressonância em uma sociedade que diz que não é racista nem preconceituosa, mas mostra que é racista e preconceituosa”, diz Nelson Matias Pereira, diretor-executivo e um dos fundadores da associação. “São representantes dos que pensam igual a eles.”

A APOGLBT estima que entre 20 e 22 trios elétricos vão participar do desfile, marcado para 2 de junho. O prazo de inscrição termina no dia 15 de maio e 17 já foram confirmados. Todos os carros alegóricos do desfile são usados para protestar contra a homofobia.

O último, no entanto, chamado de “Trio da Paz”, tradicionalmente traz mensagens de reforço ao tema da parada, que este ano é ‘Para o armário, nunca mais! União e conscientização na luta contra a homofobia’.

Feliciano, Bolsonaro e Malafaia não serão temas exclusivos do último trio elétrico, mas certamente serão lembrados em faixas e outras formas de protesto. “Não tenho nada contra aqueles que querem manifestar sua fé; o que não pode é isso ser usado como arma contra os outros”, diz Pereira.

O deputado Pastor Marco Feliciano, atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, colocou na pauta da comissão a votação do projeto chamado de ‘cura gay’, e recebeu apoio do deputado Bolsonaro durante as reuniões da comissão em que houve protestos. O pastor Silas Malafaia chegou a comparar homossexuais a bandidos e assassinos na TV aberta. Para Pereira, “isso é um retrocesso de um país democrático como o nosso”.

O show de encerramento do desfile será feito pela cantora Ellen Oléria, vencedora da primeira temporada do reality show The Voice Brasil, da TV Globo, no ano passado. Ellen é homossexual e levou sua namorada ao programa de TV.

A organização da parada também procurou a cantora Daniela Mercury, que assumiu publicamente ter um relacionamento amoroso com uma mulher, em abril. Daniela faria a apresentação do hino nacional ou ficaria em um dos trios, mas sua participação ainda não foi confirmada.

Opinião

As paradas do orgulho LGBT têm se mostrado ineficazes como instrumento de protesto contra a homofobia e a transfobia, e de visibilidade da comunidade ou reivindicação por maior inclusão social. O que se vê é um carnaval fora de época com a presença de muitos heterossexuais que lá vão, não para apoiarem os direitos humanos, mas para assistirem ao “show” ou se divertirem com ele.

‘É uma invencionice’, diz Gil após declaração de Feliciano sobre Caetano Resposta

Gil em evento nesta quinta-feira, em Salvador (Foto: Naiá Braga/G1)

Gil em evento nesta quinta-feira, em Salvador
(Foto: Naiá Braga/G1)

O cantor baiano e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, comentou na manhã desta quinta-feira (11), em entrevista ao G1, a declaração do deputado federal Marco Feliciano que circula na internet após uma publicação no Youtube. No vídeo, o político diz, durante um culto evangélico, que o cantor Caetano Veloso recorreu a Mãe Menininha do Gantois, mãe-de-santo mais famosa de Salvador, morta em 1986, para conseguir sucesso com a música ‘Sozinho’. A composição de Peninha foi gravada por Caetano em 1998.

O vídeo não tem uma data divulgada de quando foi gravado. Até por volta das 16h30 desta quinta-feira, a publicação já tinha mais de 196 mil visualizações.

“Eu ouvi ele falando que Caetano quando gravou ‘Sozinho’, foi pedir conselho a Mãe Menininha. É uma invencionice. De onde ele tirou isso?”, comentou Gil durante um evento do qual participou na manhã desta quinta-feira, na capital baiana.

Sobre as polêmicas que envolvem a permanência dele na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmera dos Deputados, Gilberto Gil preferiu evitar análises. “Eu não vou discutir isso. Ele é político, a indicação é política. Enfim, o partido dele faz parte da base governista. Tem essas injunções todas. Eu não vou entrar no mérito disso. O que está ficando claro é que o consenso maior na comunidade brasileira é de que a presença dele ali é inadequada”, completou o ex-ministro.

Na publicação, Marco Feliciano faz a declaração durante um culto religioso. “Há alguns anos atrás, um sujeito sentado em um banquinho, fazendo um show em uma viola, cantou uma música, cujo nome é ‘Sozinho’ e em uma semana e meia vendeu um milhão de cópias. O pessoal da mídia foi rastrear a música e descobriram que Tim Maia gravou a música e Sandrá [de] Sá também e ninguém canta melhor do que os dois. Voz negra, parafernalha de instrumento. Só que nenhum dos dois vendeu mais do que 30 mil cópias. Aí foram entrevistar o cantor baiano, que era Caetano Veloso e perguntaram ‘Caetano, qual o seu segredo’? Você bateu o Tim, bateu Sandra Sá com um violão só, um milhão de cópias’. Ele fez ‘é simples, meu segredo é Mãe Menininha do Patuá sic[Gantois]’. Como assim Caetano. ‘Antes de mandar a música para a rádio, para o Brasil, eu levo para ela e, ela possuída pelos orixás, diz assim: ‘pode gravar que eu abençôo”, diz Marco Feliciano no vídeo.

Mãe Menininha do Gantois é a ialorixá mais famosa de Salvador. A religiosa dirigiu o terreiro do Gantois em Salvador por 64 anos e morreu em 1986. A mãe-de-santo foi iniciada no Candomblé aos 8 anos de idade.

Fonte: G1

Em novo vídeo, Feliciano diz que Caetano Veloso e Lady Gaga fazem pacto com diabo Resposta

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Em um novo vídeo que circula na internet, o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) insinua, durante uma de suas pregações, que os cantores Caetano Veloso e Lady Gaga têm pacto com o diabo.

O vídeo está disponível no Youtube. O deputado diz que o cantor Caetano Veloso, quando gravou e fez sucesso com a música “Sozinho”, teria dito que o segredo do sucesso é a mãe de santo, já falecida, Mãe Menininha do Gantois.

– Alguns anos atrás, um cidadão sentado num banquinho, fazendo show com uma viola, cantou uma música chamada “Sozinho” e vendeu, em uma semana e meia, 1 milhão de cópias. Aí perguntaram para Caetano Veloso, qual era o seu segredo. E ele disse: meu segredo é Mãe Menininha do Patuá (sic). Antes de cantar, eu levo para ela que, possuída pelos orixás, diz “pode gravar porque eu abençoo. Não subestime o diabo, porque ele tem poder – diz Feliciano, no vídeo.

O deputado ainda se refere à cantora Lady Gaga.

— O diabo tem uma Lady Gaga que canta e encanta.

Feliciano foi denunciado pelo crime de discriminação pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um ofício pedindo que o plenário da Corte aceite a denúncia. Se os ministros do tribunal concordarem com Gurgel, o inquérito será transformado em ação penal e Feliciano passará a ser réu em mais um processo.

Na terça-feira, após reunião com líderes de partido da Câmara, Feliciano não cedeu e decidiu continuar na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Segundo o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), Feliciano até propôs deixar a presidência da comissão, desde que os petistas João Paulo Cunha (SP) e José Genoíno (SP) deixassem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Marco Feliciano também é acusado de estelionato, homofobia e racismo por ter postado nas redes sociais comentários considerados ofensivos a homossexuais e negros. Ele nega as acusações.

Feliciano critica John Lennon por se comparar a Jesus

Procuradoria-Geral da República defende ação contra Feliciano 2

Em parecer enviado ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República defendeu que a Corte aceite denúncia contra o deputado federal Pastor Marco Felciano (PSC-SP) pelo crime de discriminação.

Feliciano responde por uma fala homofóbica em no twitter. Em 2011, ele escreveu que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

Na época, Feliciano também postou que africanos são amaldiçoados pelo personagem bíblico Noé. “Isso é fato”, escreveu no microblog. O post depois foi deletado.

Na defesa que apresentou ao Supremo, o deputado reafirmou que paira sobre os africanos uma maldição divina e procurou justificar a fala com uma afirmação que, publicamente, tem rechaçado: a de que atrelou seu mandato parlamentar à sua crença religiosa.

Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, sujeito a prisão de um a três anos e multa. Não existe tipificação penal para homofobia.

Em sua defesa no STF, protocolada no dia 21, Feliciano diz que não é homofóbico e racista.

Reafirma, porém, a sua interpretação de que há a maldição contra africanos.

“Citando a Bíblia […], africanos descendem de Cão [ou Cam], filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições”, afirmou, na peça protocolada em seu nome pelo advogado Rafael Novaes da Silva.

Ao STF, Feliciano não entra em detalhes sobre sua afirmação sobre os gays –diz apenas que não há lei que criminalize sua conduta.