Travesti é assassinada no bairro Cidade Industrial, em Contagem (MG) Resposta

Uma travesti de 20 anos foi assassinada na madrugada desta quarta-feira (12/06) no bairro Cidade Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), o corpo foi encontrado por um homem que ia para o trabalho, por volta das 4h30. A vítima tinha um tiro no rosto e estava caída na Rua José Maria de Lacerda.

Um colega do travesti morto disse à polícia viu o amigo saindo em um carro para fazer programa com um homem. Esta foi a última vez que ele o viu. Não há identificação do veículo.

A PM desconhece a motivação do crime e até a publicação desta reportagem ninguém havia sido preso.

Brasil tem conselhos de direitos gays só em cinco estados 1

brasileiro

Apenas cinco Estados brasileiros – Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará – tinham conselhos para tratar dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em 2012, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (ESTADIC), divulgada nesta sexta-feira.

Esses conselhos são os mais recentes, com 2,8 anos de existência em média. Já os conselhos de educação, os mais antigos entre os 13 tipos listados, existem há 47 anos e estão presentes nas 27 unidades da federação. Depois dos conselhos de direitos de LGBT, os mais escassos no País são os de Transporte, que existem em 10 Estados, e os de Promoção da Igualdade Racial, que estão em 13. Conselhos são instâncias que permitem, em tese, maior participação da sociedade na estrutura da gestão pública.

É a primeira vez que o IBGE divulga a ESTADIC, realizada nos moldes da Pesquisa de Informações Básicas Municipais. O estudo traz informações sobre as gestões estaduais a partir da coleta de dados sobre temas como recursos humanos, conselhos e fundos estaduais, política de gênero, direitos humanos, segurança alimentar e nutricional e inclusão produtiva.

A pesquisa mostra que apenas São Paulo não tinha órgão ou setor específico para tratar de políticas de gênero. O Estado, no entanto, possuía o maior número de delegacias especializadas no atendimento à mulher (121, ante 12 no Rio, por exemplo). Só o Amapá declarou não ter órgão específico para tratar da política de direitos humanos e seis estados (Rondônia, Amazonas, Roraima, Amapá, Ceará e Espírito Santo) não tinham canais de denúncia de violação desses direitos na estrutura do governo estadual.

Além disso, somente 11 Unidades da Federação tinham planos estaduais e previsão de recursos específicos para a área de direitos humanos. “Não ter uma estrutura formal não significa necessariamente que nada é feito. A política pode ser transversal a outras áreas”, diz a gerente da pesquisa, Vânia Maria Pacheco. A maior parte dos recursos humanos da administração direta era composta por servidores estatutários: 2 2 milhões de servidores ou 82,7% do total. Do pessoal ocupado na administração direta, 53,5% tinham nível superior ou pós-graduação (1,4 milhão de servidores).

Outros 31,9% tinham o nível médio (834,4 mil) e 9,1% (238,6 mil) apenas o ensino fundamental. A pesquisa também traz um Suplemento de Assistência Social: em 2012, todas as 27 unidades da Federação tinham órgão para tratar de política de assistência social, mas oito estados não ofertavam nenhum tipo de serviço nessa área: Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

Fonte: Agência Estado

Estado de Minas lança campanha de conscientização do uso de preservativo no Carnaval Resposta

Festa das mais populares do mundo, o Carnaval é também momento em que as pessoas ficam mais vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a AIDS. Para alertar sobre este risco, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) começou a divulgar em diversos meios de comunicação a campanha de conscientização da doença que estimula o uso de preservativo.

Intitulada Nesse Carnaval, se prepare que eu vou usar! a ação conta com postais, abadás e adesivos, outdoor, mídia digital em vários portais eletrônicos e mídia nas rodoviárias e metrôs, além de uma marchinha de carnaval sobre o tema, que será divulgada em rádios por todo o Estado. Ao todo, neste mês, serão fornecidos 5 milhões de preservativos e distribuídos 1,5 milhão de folders e 1 milhão de adesivos alusivos.
– Na empolgação da comemoração, as pessoas têm o costume de se excederem, principalmente no uso abusivo do álcool, tornando-se bem mais vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis e à AIDS, diz a coordenadora do Programa Estadual de DSTs e AIDS, Fernanda Junqueira.
Informação nas estradas

A SES/MG, em parceria com a Polícia Militar, a Secretaria de Estado de Esportes e Juventude e a Secretaria de Estado de Turismo, também fará blitze nas entradas das cidades com histórico de Carnaval de rua, distribuindo folheteria e preservativos sobre o tema. O material informativo está sendo distribuídos para todas as 28 Superintendências e Gerências Regionais de Saúde que distribuirão para os municípios de sua jurisdição e também para as 50 instituições da Sociedade Civil do Estado, que farão atividades de prevenção nas ruas e em suas instituições.
Dados epidemiológicos

Dos 34 mil casos registra-dos no Estado desde 1983,  22.957 (67,52 %) são casos notificados em homens e 11.042 (32,48 %) casos em mulheres.  A maioria dos casos de AIDS está concentrada na faixa etária de 20 a 34. São 15.115 casos notificados nessa faixa etária, o que significa 44,5 % dos casos. Na faixa etária que vai de 35 a 49 anos são 13.231 casos, outros 39 % dos casos notificados. De < 01 a 09 anos somam 675 casos (2 %) e entre 10 e 19 anos outros 558 casos (1,90 %).  Na população acima de 50 anos são hoje um pouco mais de 4.200 mil casos notificados (12,60%).

Do total de notificações, na transmissão vertical – via perinatal, contabiliza-se 624 casos de AIDS em crianças. De 2010 a janeiro de 2013, a Secretaria de Estado de Saúde possui registro de 50 crianças com AIDS. No que se refere à categoria de exposição, os casos ainda estão concentrados nos heterossexuais, que contabilizam 17.420 casos notificados (51,23 %).

Entre os homossexuais as notificações somam 5.286  (15,55%); e entre os bissexuais são 2.777 casos  (8,17%). Os hemofílicos, os ignorados, os usuários de drogas injetáveis, bem como as pessoas que se submetem a transfusão de sangue e acidentes com material biológico somam 8.517 casos de AIDS (25,05%).

O Programa de AIDS

A rede estadual de atendimento às pessoas que vivem com AIDS é constituída por 54 municípios que recebem incentivo financeiro fundo a fundo do Ministério da Saúde para ações de prevenção e assistência às DSTs e a AIDS.

Além disso, uma rede de laboratórios dá sustentação ao diagnóstico do Vírus da Imunodeficiência Humana – HIV.  Há os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), os Serviços de Atendimento Especializados (SAE) e as Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDM), que fazem a coleta de sangue, aconselhamento pré e pós-teste, acompanhamento multidisciplinar ao paciente e distribuição de medicamentos: antirretrovirais, para as infecções oportunistas, para o tratamento da Lipoatrofia e Lipodistrofia facial e para as doenças sexualmente transmissíveis – DSTs.

A Coordenação Estadual também credencia e capacita outros serviços que são portas de entrada para o atendimento de vitimas de violência sexual, de acidentes com materiais biológicos /Biossegurança e maternidades por todo o Estado para o atendimento das gestantes HIV positivas, reduzindo assim a transmissão vertical (de mãe para filho).

Presídio na região metropolitana de Belo Horizonte realiza casamento coletivo gay em fevereiro Resposta

Presídio

O primeiro casamento coletivo gay em presídios de Minas Gerais será realizado em fevereiro, logo após o carnaval. “Ainda não marcamos a data exata, mas é logo após o carnaval”, diz o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG (Ordem dos Advogados do Brasil – Minas Gerais), Willian Santos.

“Os presídios são extensão do que acontece na sociedade. Não poderia ser de outra forma”, afirma o advogado.

Embora não seja inédita no sistema prisional brasileiro, é a primeira vez em que uniões homoafetivas viram uniões estáveis em presídios de Minas Gerais. Os presos, segundo Santos, cometeram crimes menos graves e devem cumprir penas de um a dois anos.

Não foram definidos detalhes da cerimônia. Oito detentos que estão na ala de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) da Penitenciária Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, região metropolitana de Belo Horizonte, formarão quatro casais: um de travestis e três de gays.

O presídio de São José de Bicas tem 531 detentos. O local é o primeiro complexo presidiário do mundo a inaugurar, há quatro anos atrás, espaço de detenção específico para o grupo LGBT que, atualmente, tem 76 presos.

A OAB-MG está recolhendo os documentos dos presidiários para que eles possam fazer os casamentos.

“Além de ser um direito deles, o casamento complementa a pessoa, faz o sujeito viver melhor e eleva sua autoestima. Ajuda também na readaptação após a saída da prisão”, afirma Santos.

Reportagem: UOL

Como eu saí do armário: João Ricardo Faria Silvério 5

Riicky Faria

Riicky Faria

Meu nome é João Ricardo, moro em Juiz de Fora (MG), tenho 19 anos, sou técnico em Turismo, especializado na área de eventos. A verdade é que desde dos meus 13 anos de idade eu já era assumido para mim. Diferente do que os homossexuais normalmente passam, eu nunca tive problema na minha própria aceitação sexual. Minha ligação com a minha sexualidade sempre foi mais emocional do que eu pensava, entretanto, só consegui assumir para minha mãe quando estava fazendo 15 anos. Minha mãe é evangélica e frequenta a igreja toda semana, mas o que mais me impressionou foi a aceitação dela.

+ Como eu saí do armário: Rafael Zveiter (criador do Entre Nós)

Me lembro como se fosse hoje, eu sentei sobre a beirada de sua cama, ela estava mexendo no computador, como se não tivesse dando muita atenção às minhas palavras. Ao soltar que era gay, chorou compulsivamente, não sabia se quilo era ou não a melhor forma de lidar com a situação, porém sentia o quanto estava aliviado. Ela se levantou, segura, foi até mim e me abraçou. Disse que não ligava, que apesar de não concordar e não me apoiar, eu sempre seria seu filho, foi neste momento que eu compreendi que nós nunca estamos errados os seguir nossas vontades e sonhos. Diferente de meu pai, que ficou sabendo da minha sexualidade um ano depois, durante uma viagem a Guarapari (ES), na qual desfez de um casal de homossexual na minha frente, minha irmã e minha mãe sorriram e se aproximaram mais de mim se tornando meu apoio e minhas armas.

Hoje não tenho medo de dizer o que o sou, nem medo do que pensam, na verdade a vida me deu duas qualidades fundamentais pra todos nós: determinação e amor.

Muita gente da minha família sabe de mim mas não pela minha boca, não tenho a necessidade de falar, mas tenho de a defender e ajudar àqueles que pedem. Não foi minha escolha, mas eu a abraço como única.

O blog quer ouvir você

Conte para o blog como foi a sua experiência de sair do armário. Envie uma mensagem com o seu nome, a sua profissão, a sua cidade, o seu estado e uma foto (opcional) para o email oblogentrenos@gmail.com. A mensagem deve ter o seguinte título: Como eu saí do armário. Se quiser anonimato, basta pedir.

Número sobre homofobia na Região das Vertentes (MG) assusta e Poder Público nada faz 1

Movimento Gay da Região das Vertentes
O Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) com sede em São João del-Rei (MG), divulgou relatório sobre os atendimentos jurídicos e de saúde prestados pela entidade no ano de 2012. O relatório é parte das atividades executadas pela organização não-governamental no ano passado. Ele aponta dados preocupantes sobre violência contra LGBTs na Região das Vertentes. 
No campo dos direitos humanos a ONG recebeu 61 denúncias de preconceito e discriminação motivados por homofobia. Crimes de lesão corporal – agressão física – representam 42,62% dos casos. O coordenador do MGRV, Carlos Bem, explica que os atendimentos relatados são os que chegam ao movimento. “Os atendimentos são realizados e as pessoas orientadas sobre os procedimentos a serem adotados. A maioria desiste de lutar por seus direitos. Seja pelo medo da exposição midiática por estarmos numa cidade religiosa e de interior, seja por acreditar na impunidade de crimes homofóbicos. Os números, certamente, são maiores. Muitos homossexuais não denunciam a discriminação” relata. 
  
Na saúde, uma das áreas de atuação do movimento, 185 pessoas buscaram informações sobre testagem para HIV, prevenção à aids e direitos das pessoas que vivem com HIV. 
A ausência de políticas públicas sobre direitos humanos na cidade é apontada como a maior responsável pela violação de direitos da comunidade gay em São João del-Rei. “Quando o poder público, sobretudo a prefeitura, não está preocupada com a violação dos direitos humanos dos grupos sociais mais vulneráveis por questões sociais e culturais a violência e violação de direitos vira rotina. Se o poder público não faz parte da vida dessas pessoas, elas estão condenadas à invisibilidade, à violência, à violação de direitos. Precisamos mudar essa realidade” afirma Carlos Bem. 
Em 2012 o Movimento Gay da Região das Vertentes manteve em parceria com a Universidade Federal de São João del-Rei o projeto de extensão “Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate a Homofobia”. 
Mais dados podem ser conferidos abaixo:
 
Relatório de Atendimentos Movimento Gay da Região das Vertentes – 2012
Área de atuação: Direitos Humanos
– Jurídicos e psicológicos – Total: 61 atendimentos/orientações realizados com base em discriminação por orientação sexual e identidade de gênero na Microrregião das Vertentes com cidade pólo São João del-Rei, Minas Gerais, sendo sub-divididos de acordo com a demanda apresentada:
 
– Lesão corporal (agressão física): 26 casos
– Calúnia e difamação: 08 casos
– Ameaças diversas (morte e agressão): 13 casos
– Chantagem/Tentativa de extorsão: 02 casos
– Demissão do trabalho: 04 casos
– Expulsão de estabelecimentos comerciais: 03 casos
– Orientação sobre união estável/casamento civil: 05 casos
Área de atuação: Saúde – HIV/AIDS
Atendimentos realizados com base na dispensação de informações e insumos de prevenção sobre AIDS e outras DST. 
Total de atendimentos: 185 atendimentos, sendo sub-divididos de acordo com a demanda apresentada:
– 93 com dúvidas sobre testagem para HIV;
– 35 com dúvidas sobre prevenção ao HIV/AIDS;
– 57 com dúvidas sobre direitos das pessoas que vivem com HIV.