Thiago Thomé se diverte com cantadas de mulheres e de gays Resposta

Thiago Thomé

Instagram: @thiagothome

 

No ar como Radu, o segurança bonitão da mocinha Clara, na novela das 21h, “O Outro Lado do Paraíso” (Globo), Thiago Thomé falou sobre assédio feminino e masculino à revista Tititi.

Segundo Thomé, o público feminino se manifesta “muito (risos).Mas é normal, há toda uma exposição nacional de um personagem sério, misterioso, agora cuidadoso, educado… Assim fica fácil para Radu conquistar todos os corações (gargalhadas)”.

Thiago conta que “os gays são bem mais assanhados (gargalhadas)! Levo na boa, respondo a todos com carinho e respeito”.

E para a tristeza de muito, Thiago dá o recado “Sou casadíssimo com uma baiana arretada, a Camila Lima (gargalhadas).

Gol faz voos com comissária transexual e tripulação exclusivamente feminina Resposta

Gol

Gol/Divulgação

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quinta-feira (8), a Gol Linhas Aéreas preparou 14 voos com tripulação exclusivamente feminina. A ação começou na segunda-feira (5) e segue até domingo (11). As cidades escolhidas foram Caxias do Sul, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Maringá, Vitória, Ilhéus e Juazeiro do Norte.

Nesta quinta, o voo 1.020 da empresa, com saída do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, contou inclusive com a presença de Nicole Cavalvante, a única comissária de bordo transexual da empresa e, segundo a Gol, a primeira do país.

– A transexualidade a gente sabe desde criança, mas nessa minha depressão fiz tratamento e terapia, e descobri que a depressão vinha disso, de não me assumir. Aí o médico disse: “ou você vai ser quem você é ou vai passar a vida toda infeliz e tomando medicação”. Hoje, estou supersatisfeita, feliz e realizada – contou Nicole em entrevista ao UOL.

Sou mulher trans, e o 8 de março é meu dia Resposta

Mulheres

Marquesa Santos e Estrela Barbosa (Foto: André Soares/PorAqui)

 

O Dia Internacional da Mulher refere-se às várias as mulheres que habitam o mundo. São elas brancas, negras, indígenas, ricas, pobres, héteros, lésbicas, bissexuais… Os matizes são incontáveis, a pluralidade é marca genuína das mulheres. E que lindo ser assim! Dia 8 de Março é o dia de todas elas. E também é dia de Estrela Barbosa e Marquesa Santos, mulheres trans. É dia também das mulheres trans, de todas elas.

PorAqui conversou com as duas sobre o que é ser mulher trans nos dias de hoje e o que o 8 de Março significa para elas.

Estrela Barbosa tem 33 anos e mora em Santo Amaro. É militante da causa LGBT há 10 anos, faz parte da coordenação da Nova Associação de Travestis, Transexuais e Transformistas de Pernambuco (NATRAPE) e é estudante, depois de 17 anos afastada das salas de aula. “Aos 16 anos, quando comecei minha transição, fui expulsa da escola porque resolvi ir de saia”, lembra. A partir daí, uma busca pela sua essência teve um tanto de percalços, lutas e descobertas.

Marquesa Santos tem 42 anos. É agente social na Prefeitura do Recife e trabalha diretamente com a população LGBT e com pessoas em situação de vulnerabilidade – álcool e outras drogas, e vínculos familiares rompidos. Seu processo de transição também se deu aos 16 anos e foi envolvido por muito medo. Medo da aceitação, medo do mundo que a aguardava e que poderia ser impiedoso com uma escolha tão sua: ser, de fato e plenamente, quem ela era de verdade.

“Sempre tive certeza do que eu queria ser, desde criança. Eu já me via no feminino”, diz Estrela. Quando foi expulsa da escola e se viu sem norte, o caminho da prostituição foi inevitável. Nesse período, tentou a hormonização, que não surtiu efeito. Com o dinheiro de um programa, acabou implantando silicone industrial.

“Eu me olhava no espelho e faltava algo: era o peito. Era essa coisa do ego feminino mesmo”, conta ela. Já para Marquesa, a transição física foi mais conflituosa. Por algum tempo, era meio menino, meio menina. Mas o incômodo com isso a fez se lançar.

“Ser ou não ser? Vestir a camisa ou rasgar? Então, pensei: o ‘não’ eu já tenho. Então, eu fui em busca do ‘sim’, que, hoje, eu tenho. E foi tudo muito melhor pra mim: amigos, trabalho, faculdade”, diz Marquesa, que cursou Pedagogia.

Para elas, a empregabilidade para a mulher trans ainda é um desafio gigante a ser enfrentado. “Como é que a população trans vai sair da margem se não se tem projeto ou qualificação?”, questiona Estrela.

E o perigo iminente que muitos olhares e pensamentos enviesados ainda simbolizam. “A gente sabe que não é fácil viver nesse mundo, com a violência, o homicídio. Já perdemos várias amigas por conta da homofobia”, confessa Marquesa.

Mudanças no Mundo

Mas ambas acreditam que o mundo de hoje, apesar de ainda não ser o ideal para as mulheres trans, já deu alguns passos. “Os tabus estão sendo quebrados, estamos sendo mais aceitas. As pessoas estão começando a compreender mais”, diz Marquesa.

“A internet, os movimentos sociais e até a mídia vêm ajudando nisso”, endossa Estrela. “O jovem que vem hoje já vem com outra cabeça” continua. “Se a população LGBT tá crescendo, esse tema vai ser cada vez mais presente. E a gente vai mostrando a cara, matando um leão por dia”.

“Ser mulher não é só se vestir de mulher”, diz Estrela. E ser mulher trans, para elas, é reafirmar diariamente a sua existência legítima, num mundo onde ainda não basta apenas ser. Não basta apenas o direito de ser quem se é.

“Somos humanas, o coração bate e o sangue corre na veia. Não queremos ser melhores ou piores do que ninguém. Queremos ser empoderadas e reconhecidas como mulheres trans”, deseja Marquesa.

Foi incrível ouvir vocês, Estrela e Marquesa. Feliz Dia das Mulheres para vocês e para todas iguais e diferentes de vocês.

Reportagem completa você vê clicando aqui.

Mulheres que inspiram: Bruna Linzmeyer, Camila Pitanga, Leandra Leal e Taís Araújo Resposta

Atrizes

Leandra, Camila, Taís e Bruna: atrizes feministas poderosas

Durante muito tempo, as mulheres não foram ouvidas e nem eram levadas a sério se ousassem dizer suas verdades sob o poder dos homens, mas esse tempo acabou!” A frase é parte do discurso feito pela apresentadora norte-americana Oprah Winfrey na edição deste ano do Globo de Ouro, realizado na esteira das denúncias contra o megaprodutor Harvey Weinstein.

Além de contundente, a manifestação da apresentadora pode servir como resposta a uma das dúvidas masculinas mais frequentes no debate: qual é, afinal, o papel dos homens no feminismo?

As atrizes feministas Bruna Linzmeyer, Camila Pitanga, Leandra Leal e Taís Araújo, estrelas de capa da revista GQ deste mês, têm uma opinião em comum sobre essa dúvida masculina: “O grande papel do homem agora é escutar”. A declaração, dada por Leandra Leal durante o ensaio para a revista, em uma tarde de fevereiro, em São Paulo, resume o raciocínio de suas colegas.

Taís Araújo

Foto: Instagram (taisdeverdade)

Taís Araújo complementa: “Melhorar a escuta, estabelecer um diálogo honesto e aberto é o primeiro passo. Nesse diálogo, as pessoas vão escutar coisas que não vão gostar, mas é importante saber que não é nada pessoal – é para nos reestruturarmos enquanto sociedade, para ficar bom para todo mundo”. Camila e Bruna seguem o raciocínio. “As mulheres estão perdendo o medo de falar, de reivindicar seus direitos, e estou vendo cada vez mais homens querendo escutar, repensar”, diz a primeira.

“Com certeza, um homem pode ser feminista. Todos podemos. A luta feminista é a luta pela igualdade de gêneros. Mas é importante na perspectiva do homem, mesmo aquele que já se diz feminista, ouvir o que a mulher tem a dizer”, completa a segunda.
Leandra Leal

Foto: Instagram (leandraleal)

Leandra é reconhecida nos debates pró-feminismo. Tem se manifestado publicamente em artigos, entrevistas e em seus perfis nas redes sociais sobre assuntos como direito ao poder de decisão sobre o próprio corpo e ao aborto. “Eu não acho que estou no papel de ensinar algo aos homens”, ela diz.

“Acho que esse novo normal tem de ser construído meio a meio. Mas algumas questões são nossas, femininas, e têm de ser radicais. O direito da mulher ao seu corpo, por exemplo, tem de ser radical. Não dá para uma comissão de 18 homens chegar agora e dizer que a mulher não tem direito a abortar. Simplesmente não dá!”, defende.

A voz de Taís tem sido bastante ouvida nas questões de gênero e raça. Mãe de dois filhos, um menino e uma menina, ela causou comoção ao discursar no seminário TEDXSão Paulo, em agosto do ano passado.

Camila Pitanga

Foto: Instagram (caiapitanga)

“Quando engravidei do meu filho, fiquei muito, mas muito aliviada de saber que no meu ventre tinha um homem, porque eu tinha a certeza de que ele estaria livre de passar por situações vivenciadas por nós, mulheres. Teoricamente, ele está livre. Mas meu filho é um menino negro, e liberdade não é um direito que ele vai poder usufruir.

Se ele andar pelas ruas descalço, sem camisa, sujo, saindo da aula de futebol, ele corre o risco de ser apontado como um infrator, mesmo aos 6 anos de idade. No Brasil, a cor do meu filho é a cor que faz com que as pessoas mudem de calçada, escondam suas bolsas e blindem seus carros. A vida dele só não vai ser mais difícil do que a da minha filha.”

Bruna Linzmeyer

Foto: Instagram (brunalinzmeyer)

Bruna Linzmeyer, por sua vez, que no ano passado declarou-se sem rótulos, tem levantado a bandeira das mulheres homossexuais, bi e trans. E ela tem clara noção do peso de suas manifestações na luta por igualdade. “O fato de eu me declarar mulher lésbica é um ato político”, disse ela em um dos intervalos de sua sessão de fotos, também realizada em São Paulo. “Eu não sou só lésbica, eu não caibo em nenhuma dessas caixinhas.

Sou um ser humano livre. Mas dar nome a essas caixinhas é importante para podermos jogar luz sobre elas. Estamos fazendo uma curva positiva no mundo, e isso passa pela segurança que tenho de estar falando isso tudo agora. Cinco anos atrás, eu não podia, como mulher, como mulher lésbica, falar. Agora posso.”

Camila Pitanga é uma figura agregadora e disseminadora de discursos. Não à toa, abriu as portas de sua casa, no Rio de Janeiro, para aulas semanais sobre temas ligados ao feminismo com a filósofa e ativista Djamila Ribeiro. “Criei esse grupo porque achei que era importante a gente conhecer melhor o feminismo, ter mais referência, trocar ideias, se provocar junto.

Quando teve aquela sinergia do Mexeu com Uma, Mexeu com Todas, diz ela, fazendo referência à campanha que se criou no ano passado com a denúncia de assédio feita pela figurinista Su Tonani contra o ator José Mayer, “achei que era o momento de dar a mão, trocar confidências, não ficar só numa pesquisa intelectual, porque o problema não acontece só nesse campo, acontece na pele, no dia a dia”.

Cada uma à sua maneira, as quatro exercem o feminismo, e essa batalha vai ganhar um novo capítulo em breve. Desde o ano passado, produtores e produtoras, roteiristas, atores, atrizes e entidades ligadas à indústria trabalham na criação do movimento Não Vamos Mais Tapar os Olhos. Depois de meses de debates, a primeira reunião do grupo aconteceu em janeiro. A próxima está agendada para este mês, na sede da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), em São Paulo. Do encontro devem sair as diretrizes finais de trabalho do movimento.

Mais do que reforçar a mensagem pelo fim do assédio sexual, o movimento trabalha na criação de um código de conduta a ser adotado por profissionais, produtoras e contratantes. A ideia é criar uma espécie de modus operandi da indústria do audiovisual, tanto para evitar casos de assédio quanto para agir quando surgir uma denúncia de um episódio do gênero.

“Digamos que você esteja fazendo um filme e seu principal ator assedia uma funcionária da equipe. Que medidas serão tomadas? A quem essa funcionária vai recorrer? É esse tipo de coisa que queremos estabelecer”, diz Betão Gauss, sócio da Prodigo Films e um dos coordenadores do Não Vamos Mais Tapar os Olhos.

O grupo vai produzir um vídeo de orientação para ser distribuído entre os profissionais e produtoras. Com a participação dos principais sindicatos da indústria do audiovisual – a interlocução com as entidades tem sido feita pela Apro  –, o movimento quer que os pontos discutidos na montagem do Não Vamos Mais Tapar os Olhos passem a fazer parte das cláusulas dos contratos do setor. “O assédio não pode mais acontecer em nossa indústria. Ter essas quatro atrizes como parte do movimento dá um peso enorme. A mensagem vai chegar a muito mais gente”, afirma Gauss.

Durante nossa entrevista, em uma manhã de domingo, no Rio de Janeiro, Taís Araújo relembra situações em sua carreira que gostaria de esquecer. “Foi tanta cena que eu fiz e não queria ter feito. Fiz porque achava que ia ser cortada”, conta a atriz.

“A verdade é que aquela única cena não ia definir a personagem, mas eu tinha medo, tinha um sonho. A quantas coisas eu disse sim e me violentei para poder chegar onde estou hoje? Agora percebo: fiz sem a menor necessidade. ‘Essas coisas acontecem porque é assim que é’, eu pensava. Mas não pode mais ser, a gente precisa redesenhar isso”. Afinal, como disse Oprah: Time’s up!

Fonte: GQ

Mulheres que inspiram: Laura Cardoso: Gosto mais de ser chamada de inteligente que de bonita Resposta

Laura Cardoso

“Sempre fui muito determinada e não me permiti ser prejudicada por ser mulher”. (Reprodução/GShow/)

“Gosto mais de ser chamada de inteligente que de bonita. O tempo passa. Se a mulher for inteligente saberá aceitar todas as idades, dos 15 aos 100. A vida é maravilhosa, nos traz oportunidades e encantos, ela não para nunca. É preciso caminhar com o tempo, independente da idade.”, diz a atriz Laura Cardoso (90), uma das mais queridas e talentosas do Brasil.

A atriz soma quase 80 títulos entre novelas, minisséries, séries e teleteatros. No ar como a cafetina Caetana em “O Outro Lado do Paraíso” (Globo), Laura afirma não poder fazer planos futuros, mas se tiver vida, ressalva, fará um filme com as cineastas Tereza Aguiar e a Ariene Porto após finalizar as gravações da novela de Walcyr Carrasco, em maio. Diz que atuou com as cineastas no filme “O Crime da Cabra”, ao lado do Lima Duarte, e que tem um novo convite.

“É bom que fico empregada. Fico bem. É sempre um presente e uma sorte estar trabalhando. Um bom papel depende do ator. Com inteligência é possível fazer de qualquer personagem um grande papel. Mas precisa ser ator, não pode ser enganação.”

Laura Cardoso

Laura Cardoso interpreta a divertida Caetana em O Outro Lado do Paraíso (Foto: Raquel Cunha/Globo)

Pioneira na teledramaturgia brasileira, Laura Cardoso começou a carreira aos 15 anos em radionovelas da Rádio Cosmos e migrou para a televisão quando a nova mídia surgiu, na década de 1950. Ao longo da carreira, diz, nunca se sentiu prejudicada por ser mulher. “Sempre fui muito determinada, na minha carreira e na vida, e não me permiti ser prejudicada.”

A atriz conta ter crises de choro ao ler jornais e se deparar com mães cujos filhos passam fome, ou que têm que deixar os filhos sozinhos em casa para trabalhar. “Ser mulher no Brasil não é fácil. Mas se pensarmos nas classes sociais, é pior para a classe pobre. Para a mulher que não tem alimentos para dar para o filho, cuja criança não tem acesso a escolas e hospitais.”

Com 75 anos de carreira e diversos prêmios no currículo, Laura Cardoso diz se inspirar na obra da poetisa Cora Coralina (1889-1985), da antropóloga Ruth Cardoso (1930-2008), e da psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999), que dedicou à vida ao combate aos tratamentos agressivos, como eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia.

“Muitas mulheres que me inspiraram. Nise fez um trabalho magnífico sobre as pessoas, sobre a mente, sobre a loucura. O trabalho dela esclarece a vida. Já Ruth Cardoso foi um exemplo de pessoa e de mulher.”

Para as mulheres, Laura Cardoso aconselha a serem guerreiras, corajosas e “mulheres na verdadeira concepção da palavra: a mola que move o universo”.

Para ler a reportagem completa, clique aqui.

Mulher estuda mais, trabalha mais e ganha menos do que o homem Resposta

Desigualdade

As mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais do que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas. Mesmo assim, e ainda contando com um nível educacional mais alto, elas ganham, em média, 76,5% do rendimento dos homens. Essas e outras informações estão no estudo de Estatísticas de Gênero, divulgado nesta quarta-feira, 07/03, pelo IBGE.

Vários fatores contribuem para as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Por exemplo, em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73% a mais do que os homens (10,5 horas). Essa diferença chegava a 80% no Nordeste (19 contra 10,5). Isso explica, em parte, a proporção de mulheres ocupadas em trabalhos por tempo parcial, de até 30 horas semanais, ser o dobro da de homens (28,2% das mulheres ocupadas, contra 14,1% dos homens).

“Em função da carga de afazeres e cuidados, muitas mulheres se sentem compelidas a buscar ocupações que precisam de uma jornada de trabalho mais flexível”, explica a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Bárbara Cobo, complementando que “mesmo com trabalhos em tempo parcial, a mulher ainda trabalha mais. Combinando-se as horas de trabalhos remunerados com as de cuidados e afazeres, a mulher trabalha, em média, 54,4 horas semanais, contra 51,4 dos homens”.

O estudo mostra ainda que, em 2016, 62,2% dos cargos gerenciais, tanto no poder público quanto na iniciativa privada, eram ocupados por homens e 37,8% por mulheres. A participação das mulheres em cargos gerenciais era mais alta entre as gerações mais jovens, variando de 43,4% entre as mulheres com 16 a 29 anos, até 31,3% entre as mulheres com 60 anos ou mais de idade.

Quanto ao acesso e uso de novas tecnologias, importante para análise do grau de autonomia da mulher, os resultados indicam que a proporção de mulheres que possuem telefone celular no Brasil (78,2%) é levemente superior a dos homens (75,9%). Tal proporção é superior para as mulheres em todas as grandes regiões, com exceção da região Sul, onde a masculina (82,1%) é ligeiramente maior que a feminina (81,9%).

As informações são das pesquisas do IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD e PNAD Contínua), Projeções da População, Estatísticas do Registro Civil, Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic), além do Ministério da Saúde, Presidência da República, Congresso Nacional, Tribunal Superior Eleitoral e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP.

Fonte: Convergência Digital

Pilota de Temer é 1ª mulher a comandar avião presidencial Resposta

pilota

Capitão da Força Aérea Brasileira, Carla Borges é primeira mulher a pilotar o avião presidencial (Foto: Sargento Manfrim/FAB)

 

A capitão da Força Aérea Brasileira (FAB), Carla Borges, é a primeira mulher a pilotar um avião presidencial no Brasil. A militar se destaca em meio a um universo historicamente masculino. Apenas um em cada seis pilotos da instituição é mulher.

As flexões “capitã” e “pilota” estão registradas oficialmente no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp). Mas a maior parte das mulheres na carreira militar diz preferir o termo “neutro” – neste caso, as palavras flexionadas no masculino.

A capitão assumiu o posto na aeronave presidencial em 2016, quando completou 13 anos de habilitação para conduzir aviões.

Ela também foi a primeira mulher a integrar o Esquadrão Escorpião, em Roraima, que emprega o modelo A-29 Super Tucano na defesa das fronteiras brasileiras. Além disso, ela foi a primeira mulher a chegar ao seleto gruo da aviação de cação. Atualmente, a equipe tem nove homens e ela.

Em pouco mais de 10 anos de carreira, Carla acumulou mais de 1,5 mil horas de voo no comando de nove modelos diferentes de aeronaves. Durante todo esse período, ela disse não ter sentido diferença de gênero no tratamento entre os colegas militares dentro da FAB.

Apesar disso, a capitão recorda o fato de, ainda na primeira turma de mulheres aviadoras, em 2003, compor um grupo de apenas 20 mulheres em um universo de 180 pessoas. A FAB só passou a aceitá-las na corporação a partir de 1982.

Nathalie

Nathalie Porto na cabine do avião (Foto: Arquivo Pessoal)

Outra pioneira na profissão é a piloto Nathalie Porto. Aos 25 anos, mesmo com a formação em arquitetura, ela optou por deixar o lápis e a prancheta de lado para assumir o controle de aviões.

Dez anos depois, Nathalie é piloto de uma companhia aérea comercial – a mudança para Brasília aconteceu em outubro de 2017. A comandante da Avianca era a única mulher em meio a 30 homens que participaram da turma de formação.

Apesar da percepção da piloto sobre o aumento da participação feminina no setor, Nathalie diz que no contato direto com os passageiros e funcionários do setor – ou seja, quando não está na cabine –, as pessoas ainda estranham a presença dela no cargo.

Apesar da formação como piloto e instrutora de voo, Nathalie diz que a trajetória na profissão nem sempre foi fácil. Ela relembrou o momento em que foi rejeitada por uma empresa de táxi aéreo.

“Eles não queriam me contratar por ser mulher, para economizar com diárias da tripulação”, diz. “Alegaram despesa extra com a acomodação no hotel, já que não poderiam me colocar no quarto com os copilotos”.

Mulheres na aviação

Passados 36 anos do ingresso das mulheres na carreira militar da Aeronáutica, a presença feminina na FAB corresponde a apenas 17% do efetivo. No total, de 67,1 mil militares, 55,7 mil são homens e 11,3 mil mulheres. Os números dizem respeito a todas as funções dentro da corporação.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), no período de 2015 a 2017, o número de mulheres na aviação aumentou em 106%. O aumento mais expressivo é no de mulheres com licença de pilotas privadas de avião  – um salto de 165%, passando de 279 para 740 em dois anos.

O número de mecânicas também cresceu 30% no período, passando de 179, em 2015, para 233 em 2017. No entanto, o número ainda é pequeno quando comparado aos profissionais do sexo masculino. O último balanço mostra que há 8.092 homens na área de conserto e manutenção de aeronaves – número quase 35 vezes maior.

A reportagem completa, com a entrevista, você encontra no G1

Rubens Ewald Filho pode ser vetado da TNT após comentários transfóbicos em transmissão do Oscar Resposta

Rubens Edwald FIlho

Comentários transfóbicos complicam vida de crítico de ciema.

Além de interromper e ser grosseiro com a sua colega, Domingas Person, na apresentação do Oscar, Rubens Ewald Filho indignou o público da TNT ao fazer comentários machistas e transfóbicos durante a apresentação da festa.

Ao comentar sobre Daniela Vega, primeira atriz transexual convidada a apresentar um musical na premiação, o crítico disse que “essa moça, na verdade, é um rapaz”. Mais tarde, quando Frances McDormand subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Atriz, Rubens a chamou de feia e citou rumores de que ela estaria bêbada em uma premiação anterior. “Acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”, disse.

Muitos internautas reclamaram da postura do veterano e o acusaram de preconceito. A TNT também não gostou nada dos comentários, e chegou a repudiar o ocorrido através de uma nota:

“Rubens Ewald Filho é um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país e há anos leva informação, conhecimento e sua paixão na cobertura das premiações pela TNT. Rubens se desculpa pelos termos que possam ter ofendido ou provocado mal-estar. Em nenhum momento, houve a intenção de endossar qualquer posicionamento preconceituoso”, finaliza. Ainda durante a premiação, o canal usou as redes sociais para se retratar, embora não tenha conseguido dispersar as críticas. “Sim, a Daniela Vega é uma mulher. E que mulher!”, dizia a publicação da TNT.

A emissora discute o afastamento dele.

“Não sou sexista ou transfóbico”

Em entrevista à revista Veja, o crítico se defendeu:

“O que aconteceu com relação à atriz Daniela Vega, foi, no fundo, uma confusão minha de termos técnicos de expressão, mas nunca, em hipótese alguma, uma atitude sexista e transfóbica”, afirma o crítico ao site de VEJA. “Que tudo isso que aconteceu sirva para se falar ainda mais sobre o assunto, para se promover ainda mais esta causa. Que pessoas leigas aprendam os termos técnicos, e me coloco neste caso, aprimorem seu vocabulário nesse sentido.”

Então tá…

*Com informações do TV Foco