Homofobia: grupo de pais quer impedir show de Elton John na Rússia 1

Elton John

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, recebeu o contato de um grupo de pais que querem impedir o show de Elton John no país, nos dias 6 e 7 de dezembro deste ano.

O motivo é retrógrado: a homossexualidade do cantor incomoda a estes pais, que não querem que seus filhos, os jovens em geral e as leis locais sejam ameaçados por isso.

Mesmo com a perseguição homofóbica que existe na Rússia, Elton John não se intimida e volta ao país pela segunda vez neste ano. A primeira apresentação do cantor e pianista em terras ex-socialistas neste ano aconteceu em julho.

Na ocasião, grupos homofóbicos queriam que John mudasse seu figurino característico. Segundo os protestantes, as roupas do músico realizam uma “propaganda homossexual”, o que é proibido na Rússia.

Em novo vídeo, Feliciano diz que Caetano Veloso e Lady Gaga fazem pacto com diabo Resposta

Caetano1

Em um novo vídeo que circula na internet, o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) insinua, durante uma de suas pregações, que os cantores Caetano Veloso e Lady Gaga têm pacto com o diabo.

O vídeo está disponível no Youtube. O deputado diz que o cantor Caetano Veloso, quando gravou e fez sucesso com a música “Sozinho”, teria dito que o segredo do sucesso é a mãe de santo, já falecida, Mãe Menininha do Gantois.

– Alguns anos atrás, um cidadão sentado num banquinho, fazendo show com uma viola, cantou uma música chamada “Sozinho” e vendeu, em uma semana e meia, 1 milhão de cópias. Aí perguntaram para Caetano Veloso, qual era o seu segredo. E ele disse: meu segredo é Mãe Menininha do Patuá (sic). Antes de cantar, eu levo para ela que, possuída pelos orixás, diz “pode gravar porque eu abençoo. Não subestime o diabo, porque ele tem poder – diz Feliciano, no vídeo.

O deputado ainda se refere à cantora Lady Gaga.

— O diabo tem uma Lady Gaga que canta e encanta.

Feliciano foi denunciado pelo crime de discriminação pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um ofício pedindo que o plenário da Corte aceite a denúncia. Se os ministros do tribunal concordarem com Gurgel, o inquérito será transformado em ação penal e Feliciano passará a ser réu em mais um processo.

Na terça-feira, após reunião com líderes de partido da Câmara, Feliciano não cedeu e decidiu continuar na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Segundo o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), Feliciano até propôs deixar a presidência da comissão, desde que os petistas João Paulo Cunha (SP) e José Genoíno (SP) deixassem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Marco Feliciano também é acusado de estelionato, homofobia e racismo por ter postado nas redes sociais comentários considerados ofensivos a homossexuais e negros. Ele nega as acusações.

Feliciano critica John Lennon por se comparar a Jesus

Com a turnê ‘Rocket Man’, Elton John faz show recheado de hits em São Paulo 3

Foto: Gabriel Quintão / Virgula

Foto: Gabriel Quintão / Virgula

O premiado cantor, compositor e músico britânico e gay assumidíssimo Elton John, 65, abriu na noite desta quarta-feira (27), em São Paulo, o braço sul-americana da turnê que comemora os 40 anos da faixa Rocket Man (I Think It’s Going To Be a Long, Long Time). Pontualmente às 20h30, o cantor subiu ao palco do Jockey Club ao som de The Bitch is Back, vestindo seu tradicional terno azul decorado com glitter.

A apresentação inaugurou o projeto Open Sounds, que tem como proposta abrigar o público um “teatro a céu aberto”, capaz de acomodar 15 mil pessoas sentadas. “Boa noite, São Paulo! Estou feliz em voltar para esse lindo país, fantástico! Vamos continuar”, cumprimentou a plateia antes de tocar Bennie and the Jets.

Sempre simpático e disposto, Elton exibiu durante duas horas de show seus solos virtuosos, brincou com os presentes e fez declarações de amo ao Brasil. “Essa aqui é para as belas garotas desta noite”, afirmou antes de tocar Tiny Dancer, enquanto os fãs mais empolgados levantavam bexigas amarelas.

Um das faixas mais bem recebidas da noite foi Believe, canção lançada em 1995, e que, segundo o músico, “é sua canção favorita, por falar do ingrediente que move o mundo: o amor”. O show esquentou mesmo com Candle in the Wind, originalmente composta por Elton sobre a vida de Marilyn Monroe, mas que em 1997 foi o tema de despedida sua amiga pessoal Diana, a Princesa de Gales.

Logo na sequência vieram Goodbye Yellow Brick Road e Rocket Man (I Think It’s Going To Be a Long, Long Time), canção que intituda a turnê, lançada em 1972, e que foi inspirada no conto The Illustrated Man, de Ray Bradbury. Em epologação do público abriu espaço para o cantor mostrar a inpedita Hey Ahab, primeiro single de seu 30º álbum, The Diving Board, que chega às lojas em setembro.

O show sguiu com canções como I Guess That’s Why They Call It the BluesSad Songs (Say So Much)Skyline Pigeon, mas o clímax chegou com Crocodile Rock, em que muitos fãs seguravam cartazes com “LA LA LA” e fizeram Elton agradecer mais uma vez os presentes. “Amo vocês, muito obrigado. Que país incrível!”

A escolhida para deixar o palco foi Your Song. “Essa música é para todo o povo brasileiro”, afirmou antes de deixar o palco e um público mais que satisfeito depois de outra grande apresentação do britânico em São Paulo.

Elton John segue em turnê pelo Brasil. O próximo show acontece em Porto Alegre, em 5 de março, no estádio Zequinha; em Brasília, em 8 de março, no Centro Internacional de Convenções; em Belo Horizonte, em 9 de março, no Mineirão; e no Recife, em 10 de março, no Chevrolet Hall.

Com informações de Luciana Rabassallo, do Virgula

Rússia: Lady Gaga será processada por defender direitos dos gays Resposta

Lady Gaga

Tal como Madonna, agora Lady Gaga é acusada de fazer propaganda homossexual (saiba mais clicando aqui).

Ainda esta semana Lady Gaga elogiava a postura do primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, que havia se manifestado contrário às leis locais, como a São Petersburgo, que proíbem a manifestação da homossexualidade em público ou dirigida a jovens.

Mas os conservadores russos acusam agora a cantora de “promoção da homossexualidade” após o concerto que deu na Rússia este domingo em São Petersburgo. Milonov, o político por trás da lei anti-gay da cidade, tentou proibir a entrada a menores de 18 anos no concerto, mas não conseguiu. E agora acusa a cantora de ter apoiado abertamente os direitos das pessoas LGBT no início do seu concerto onde estavam crianças de 12 anos.

Na próxima quarta-feira a cantora tem um novo concerto, desta vez em Moscou. Aguarda-se agora os possíveis desenvolvimentos jurídicos a exemplo dos que quase levaram Madonna ao banco dos réus e se livrou de uma multa de 8 milhões de euros.

Frank Ocean concorre em seis categorias do Grammy 1

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Artistas masculinos dominaram as indicações para a edição de 2013 do prêmio Grammy, anunciadas na quarta-feira e um dos destaques é o rapper gay Frank Ocean, que concorre em seis categorias. Veja a lista completa das indicações no site oficial do Grammy.

As principais categorias que Ocean, de 25 anos, concorre são: Álbum do Ano, Gravação do Ano e Revelação. Neste ano, ele chamou a atenção, num gênero marcado pelo machismo e a homofobia, por ter declarado que já se apaixonou por um homem. Ele sofreu ataques homofóbicos, pelo Twitter (clique aqui e saiba mais). O cantor venceu o preconceito e foi eleito a Personalidade Mais Inspiradora de 2012, pela revista Galileu (clique aqui e saiba mais). Recentemente, ele deu uma bela entrevista à revista GQ, contando como foi a sua experiência de sair do armário (clique aqui e saiba mais).

A cerimônia de entrega do principal prêmio da música mundial acontecerá em 10 de fevereiro, em Los Angeles. Estavam aptos a disputar as indicações artistas com trabalhos lançados entre 1º de outubro de 2011 e 30 de setembro de 2012.

Após Justiça autorizar dois casamentos gays em Manaus (AM), cantor homofóbico protesta: ‘boiolagem escancarada’ 2

Cileno Conceição: declarações homofóbicas e pedidos de desculpas

Cileno Conceição: declarações homofóbicas e pedidos de desculpas

Um comentário publicado na quinta-feira (6) no perfil do Facebook do cantor amazonense Cileno Conceição causou revolta entre os defensores dos direitos dos LGBTs. Na postagem, Cileno classifica a autorização de dois casamentos civis homoafetivos no Amazonas como “uma boiolagem escancarada”.

Na publicação, excluída da rede social, após a repercussão negativa, Cileno dizia: “A manchete que bombou essa semana… ‘Juiz autoriza casamento HOMOAFETIVO’. pra (sic) mim isso não passa de uma BOIOLAGEM ESCANCARADA… e aqueles que me acharem homofóbico ou preconceituoso, eu mando um F… e recomendo o livreo (sic) do meu amigo DÓRI CARVALHO ‘MEU OVO ESQUERDO’“.

Em nota de repúdio, a Associação Orquídeas GLBT afirmou que o comentário de Cileno foi preconceituoso. “Repudiamos tais afirmações, tendo em vista que o mesmo é um artista prestigiado no cenário local e que tal atitude somente serve para aumentar a discriminação e destruir todo um grande trabalho que vem sendo realizado no Brasil contra a homofobia e a intolerância contra GLBTs”, diz.

A coordenadora do Fórum GLBT no Amazonas, Sebastiana Silva, informou que a associação deverá entrar com representação contra o cantor na Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) pedindo que o cantor se retrate publicamente sobre a declaração.

“É inadimissível um cantor como o Cileno, tão conhecido no cenário local, publicar declarações tão homofóbicas. Acima de tudo, é um desrespeito à diversidade social humana. Trabalhamos a questão do respeito à cidadania da sociedade GLBT no Amazonas e não podemos aceitar isso”, destacou.

A Comissão de Diversidade Sexual da OAB-AM informou que ainda não foi notificada sobre o caso, mas deverá apurar a situação.

Cileno nega preconceito

Em entrevista ao G1, o cantor Cileno alegou que houve uma distorção da postagem e que a frase foi mal interpretada. “Quando falei da ‘boiolagem escancarada’ não foi para o casamento, mas para a denominação ‘homoafetivo’. Casamento gay já existe há muito tempo, mas nada oficial, então acho desnecessário criar esses rótulos. Algumas pessoas distorceram meu comentário, talvez de maneira proposital para tentar aparecer às minhas custas”, disse.

Cileno reafirmou não ter preconceito contra homossexuais. “Não tenho nada contra, inclusive tenho vários amigos que são. Nenhum deles pode dizer que já distratei ou agredi alguém por ser gay. Acho que cada um deve ser feliz como quiser ser. Tenho o maior respeito por todos e acredito que a opção sexual de cada um não me interessa. Interessa apenas a minha. Nunca disse que sou a favor, mas nunca disse também que sou contra”, ressaltou.

Ainda segundo ele, a publicação foi apagada automaticamente pelo Facebook. “Hoje abri e um amigo sugeriu que eu apagasse o post, mas eu disse que não ia apagar porque sei muito bem como falei e não acho que estava errado. Para a minha surpresa, o próprio Facebook excluiu”, explicou.

Lamentável

É lamentável e de uma irresponsabilidade que um artista não meça as suas palavras, sobretudo quando se é conhecido e está na estrada há 31 anos. Mesmo sem essa intenção, ele pode estar propagando o ódio. O Brasil é um país extremamente homofóbico e não precisa de pessoas públicas com esse tipo de atitude.

Eu fico me perguntando: por que se incomodar com o casamento civil igualitário. Em que o direito ao casamento de dois parceiros do mesmo sexo interfere na vida dele? Seria muito mais inteligente que ele buscasse uma causa bacana para protestar, o que não falta são opções, neste mundo ainda tão complicado. Ou então, vá procurar um psicanalista e resolver questões mal resolvidas, querido. É uma boiolagem escancarada, porque não há motivo para ser velada. Boilas, casados e constituindo uma família, igualzinha a sua, a do seu vizinho e a qualquer outra família heterossexual que vive de maneira “escancarada”. O Brasil está mudando, Cileno e se você não aceita isso, mude-se para o Irã ou para Uganda.

Madonna é vaiada em show no Rio de Janeiro 13

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O relógio marcava mais de três horas de atraso quando Madonna decidiu subir ao palco do Parque dos Atletas, no Rio de Janeiro, para dar início a turnê brasileira de seu novo show, “M.D.N.A.”, na noite de domingo (2). O motivo do atraso? Muitos apostam no caminhão de equipamentos que tombou horas antes da apresentação. Lembrando que esta não é a primeira vez que a loira se atrasa em uma apresentação do Brasil. Lembrando, também, que ela não explicou o motivo do atraso e não e desculpou. O resultado é que Madonna e sua trupe receberam cinco ondas imensas de vaia, até que às 23h07 ela finalmente subiu ao palco. A “rainha do pop” surgiu vestida de santa em uma cátedra gótica e entoou os versos de “Girl Gone Wild” com os dançarinos vestidos de monges e levou a plateia ao delírio.

Daí para frente, a estrela mostrou o mesmo repertório apresentando em mais de 70 países e só agitou os fãs, quando tocou suas antigas músicas conhecidas. Detalhe, ela confundiu Rio de Janeiro com São Paulo, foi quando alguns cariocas que estavam no show voltaram a vaiá-la.

Falta de sorte

A loira não tem tido muita sorte: durante apresentação na França foi vaiada e chamada de vadia, por causa do tempo do show: 45 minutos; na Colômbia, levou um soco no rosto (sem querer) de um dos dançarinos e cantou sangrando e ainda foi eleita pela revista GQ, a terceira personalidade menos influente do mundo.

Segurança

O esquema de segurança em frente ao hotel Fasano, no Arpoador, Rio de Janeiro, era tão grande, que espantou os fãs, até uma patrulha da PM tinha, para proteger a diva, resultado: apenas um rapaz estava lá, para tentar se despedir de Madonna.

 

Confira um pouquinho do show:

*Com informações do MSN Entretenimentos

Madonna: uma história de vida feita de polêmicas 4

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Assim como Gabriel García Márquez fez em sua famosa autobiografia “Viver para Contar”, a carreira de Madonna também poderia resumir-se sob essa máxima, que, em inglês, intitula uma de suas mais famosas músicas, “Live To Tell”, origem de uma de suas muitas e famosas polêmicas.

Até a recente denúncia do partido francês Frente Nacional contra uma montagem audiovisual apresentada em seu último show em Paris, que destacava a política Marine Le Pen (líder da legenda ultradireitista) com uma suástica na testa, muitas são as polêmicas que envolvem a chamada “ambição loira”.

Além das questões puramente eróticas, Madonna também ambienta sua música em outros pontos de muita discussão, como a homossexualidade, o catolicismo, os símbolos nacionais e o antiamericanismo. Alguns atribuem seu compromisso com a liberdade, e outros com a máxima: “Que falem mal de mim, mas falem”.

Com o single “Papa, Don’t Preach”, de 1986, Madonna acendeu ao mesmo tempo os ânimos dos setores conservadores e dos progressistas. A canção, que fala de uma adolescente grávida, fugia claramente da rígida moralidade dos anos 1980, enquanto as feministas consideravam que a cantora banalizava um tema delicado.

Alguns anos depois, em 1989, Madonna lançou o clipe de “Like a Prayer”, considerado o mais escandaloso da história da MTV. Nele, a cantora se refugia dentro de uma igreja onde, com um provocante decote, aparece para dar vida a uma estátua de um Cristo negro.

Embora a artista tenha declarado que não pretendia brincar com a religião, aquela foi a primeira vez que uma de suas músicas foi considerada como uma blasfêmia. Na ocasião, a marca de refrigerantes que patrocinou o lançamento do clipe cancelou uma campanha similar poucos dias depois.

A partir de então, os confrontos da rainha do pop com os setores mais ortodoxos do Cristianismo foram contínuos e chegaram a um ponto extremo durante a Confessions Tour, realizada em 2006, quando a cantora interpretou “Live To Tell” descendo dos céus, pregada em uma cruz e com uma coroa de arame farpado, enquanto rostos de crianças sofrendo apareciam por trás.

A artista recebeu ameaças de sequestro da máfia russa, protestos liderados pelo ex-presidente da Polônia Lech Walesa e até uma tentativa de boicote por um sacerdote protestante holandês de 63 anos, que reconheceu ter sido o autor de uma falsa ameaça de bomba durante uma apresentação da loira em Amsterdã.

Além disso, no show dessa mesma turnê em Roma, Madonna incluiu imagens de Bento 16 em uma projeção que mostrava personagens como Hitler, George W. Bush, Benito Mussolini, Vladimir Putin, Osama Bin Laden e Saddam Hussein.

Já em 2003 – em plena Guerra do Iraque, liderada pelo ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush -, Madonna lançou o controvertido clipe de “American Life”, que trazia imagens de conteúdo bélico em um desfile de moda. “Me sinto muito patriota e muito orgulhosa de ser americana, mas me chateia ver que um país com tanto poder e influência esteja obcecado e motivado por valores errôneos”, disse então a cantora, que criticou a “obsessão dos americanos pelas aparências”.

Suas críticas aos políticos conservadores continuaram durante a turnê de “Sticky and Sweet” em 2008. Na ocasião, a cantora queimou imagens do então candidato republicano John McCain, assim como a de Adolf Hitler e de Robert Mugabe, o presidente do Zimbawe, ao som de “Get Stupid”.

Isso sem falar nos desafortunados episódios relativos a alguns símbolos nacionais. Os porto-riquenhos não viram com bons olhos o fato de a cantora nova-iorquina ter passado a bandeira deste “Estado Livre Associado” aos EUA entre as pernas durante um show em Bayamon em 1993.

Na Argentina, a cantora encontrou uma inflamada oposição à sua famosa interpretação de Eva Duarte de Perón em “Evita”. Nesta época, o então presidente Carlos Menem disse que sua escolha “não seria tolerada pelo povo argentino”. Posteriormente, Madonna também declarou que se identificava com sua personagem, com exceção desta ser “uma mulher disposta a tudo para assegurar sua ascensão social”.

Não há dúvidas de que Madonna possui tantos anos de polêmica como de carreira. O próximo episódio desta lista, por exemplo, poderá ocorrer já no próximo mês de agosto, quando a cantora se apresentará em São Petersburgo.

Ícone da comunidade gay, Madonna foi ameaçada pelas autoridades russas com uma multa caso ela venha a infringir a controvertida lei que proíbe “a propaganda homossexual” no país. “Não fujo da adversidade. Durante minha atuação, eu vou falar sobre essa ridícula atrocidade”, advertiu a cantora, que provavelmente deverá ter que pagar a quantia de US$ 170 por conta dessa advertência.

Pois é, em se tratando de Madonna, tudo é esperado. É babado, gritaria e confusão, como diria Preta Gil. Você se lembra de alguma outra controvérsia protagonizada pela rainha do pop?

*Com informações da EFE

Madonna chega ao Rio de Janeiro com o maior show já produzido para um artista solo 1

Além do Rio, Madonna leva sua turnê a São Paulo (Estádio Morumbi) nos dias 4 e 5. E desembarca em Porto Alegre (Foto: Divulgação)

Além do Rio, Madonna leva sua turnê a São Paulo (Estádio Morumbi) nos dias 4 e 5. E desembarca em Porto Alegre (Foto: Divulgação)

Em vez de desfrutar da fortuna amealhada com os mais de 300 milhões de discos já vendidos ao longo das três décadas, a popstar que deu origem à série de duplicatas que habitam as paradas atuais decidiu que vai morrer outro dia. Entre todas as atividades a que se dedica, como sociedades em empresas que nada têm a ver com música, e o pé na indústria do cinema (agora como diretora e produtora), Madonna ainda encontrou tempo para idealizar e liderar o show “MDNA”, megaespetáculo pop que o público carioca poderá conferir neste domingo, no difícil, distante e complicado espaço do Parque dos Atletas, na Barra.

Além do Rio, Madonna leva sua turnê a São Paulo (Estádio Morumbi) nos dias 4 e 5. E desembarca em Porto Alegre (Estádio Olímpico) dia 9. “MDNA” é a nona turnê mundial de Madonna e leva ao palco a historinha contada no homônimo 12º álbum da estrela, lançado em março deste ano. Não sem uma boa polêmica, é claro. Enquanto o leitor ingênuo entendeu que as letras do título do álbum se referiam às iniciais do nome artístico de Madonna Louise Ciccone, o público afeito às pistas de dança foi rápido em associar a sigla ao princípio da droga ecstasy, descrito quimicamente como MDMA (metilenodioximetanfetamina). Pronto. Estava armada a primeira controvérsia da loura. Este ano. Madonna sempre soube atrelar à sua expressão artística aquela calculada dose de polêmica, combustível responsável por boa parcela da sua longevidade pop. A experiência como adolescente integrante de um grupo de teatro nos tempos da escola em Detroit (EUA) e no papel da dançarina que corria de teste em teste para disputar espaço nos musicais da Broadway, no início dos anos 80, lhe ensinou que extrapolar os limites do que se costuma considerar “normal” pode ser alvo fácil de preconceitos de toda a sorte. Com os excluídos na mira, uma fita cassete na mão e a vontade de “dominar o mundo”, como ela mesma disse à MTV americana em 1984, Madonna, então uma desconhecida, percorria clubes noturnos de Nova York pedindo a DJs para tocar “a sua música”. Numa dessas, a sorte lhe deu aquele sorriso maroto. O DJ Mark Kamins se entusiasmou com a resposta da pista a “Everybody”, gravada num estúdio independente, e apresentou Madonna ao presidente da gravadora Sire Records. Eles se deram bem, e, pouco depois, o single “Everybody” seria lançado mundialmente.

Devidamente abençoado pelas paradas e pelas pistas, o compacto simples abriu caminho para o álbum “Madonna”, em 1983. Era o primeiro LP da artista que, décadas mais tarde, seria aclamada por crítica especializada, pares artísticos e público como “a rainha do pop”, com números de vendas e catálogo de hits que a posicionam na categoria de ícones como Elvis Presley e Michael Jackson, ou seja, na mais alta casta da indústria da música comercial. A diferença é que ela sobreviveu ao preço pago pela fama e pela riqueza e ainda não descansou no aconchegante território do show sem riscos. “MDNA” é grandioso, feérico, o maior show já produzido para um artista solo. ê como se ela tivesse decidido dar um passo à frente das neodivas que trafegam pela estrada que já desbravou. O show no estilo “ópera pop” (formato criado por ela nos anos 90, certamente para encobrir suas deficiências vocais) mostra a trajetória de uma personagem que pede perdão a Deus por “seus pecados” antes de embarcar numa viagem sangrenta, violenta, pesada. Uma “descida ao inferno”, como ela definiu nas entrevistas que concedeu à imprensa internacional. Pense nas “vixens” do cineasta Russ Meyer (as poderosas fora-da-lei de “Faster Pussycat, kill kill”, por exemplo) e na violência dos filmes de Quentin Tarantino, e você terá acertado na mosca as referências de “MDNA”.

Espere uma abertura vigorosa em “Girl gone wild”, logo após os cantos gregorianos do trio francês de música basca Kalakan, convidado especial da turnê. Em “Bang bang”, um motel de beira de estrada é o cenário para coreografias de luta que já deixaram a popstar com hematomas no rosto, nos ensaios da turnê, em maio. Depois de um primeiro bloco barra-pesada, tudo clareia para o segmento “líder de torcida”, em que Madonna debocha do pop “bubble-gum” contemporâneo. Tira onda em “Give me your luvin’” dizendo que “…todos os discos soam iguais/ você precisa entrar no meu mundo”. Entre percussionistas que flutuam e dançarinas frenéticas, preste atenção nos monstrinhos projetados no telão, no mash-up de “Express yourself” com “Born this way” (faixa de Lady Gaga descrita como plágio da música de 1991), arrematado com “She’s not me”, refrão da canção de 2008 em que Madonna se dizia surpresa ao conhecer uma moça que começa a “ler seus livros, roubar seus ‘looks’ e usar sua lingerie”. Premonição? O bloco que começa com “Vogue” mostra o momento “vou pegar geral” da historinha contada por Madonna em “MDNA”. A entrada triunfal com todos os elementos fashion que a música evoca — como a releitura do espartilho de Jean Paul Gaultier (na foto aqui ao lado esquerdo), feita pelo próprio — cede lugar à desconstrução do personagem que se joga em um bordel, em “Candy shop”. Ela vai se despindo aos poucos para culminar com uma versão triste e lenta de “Like a virgin”, acompanhada apenas por um piano. Na temporada americana, Madonna incluiu neste segmento a faixa “Love spent”, que carrega o verso “Me abrace do mesmo jeito que você abraça meu dinheiro” (”Hold me like you hold my money”), cantado para o bailarino que divide com a loura a bela, porém desconcertante, cena que tem a popstar de roupas íntimas, imperfeições do corpo à mostra, cabelo desarrumado e maquiagem borrada. Ah, sim: neste momento, Madonna pede que as pessoas joguem gorjetas no palco. Ela cata todo o dinheirinho arremessado. Com gosto. Aliás, Madonna nunca foi de deixar dinheirinho algum dando sopa por aí. Se o pulso forte na parte artística da sua carreira sempre se manifestou por meio do perfeccionismo dos shows milimetricamente planejados (em tempo: os espetáculos de Madonna não têm bis, ela defende que entrega uma “obra músico-teatral com começo, meio e fim”), a porção empresária também sempre esteve presente. Além de controlar como poucos artistas os direitos de suas músicas, Madonna mais recentemente se associou a parceiros na Rússia, no México e na Austrália para abrir a rede de academias Hard Candy Fitness; autorizou o uso de suas marcas em dois perfumes; apostou alto ao comprar parte da marca Vita Coco, de água de coco, e começa a se aventurar na produção executiva de cinema ao lado do seu empresário Guy Oseary (que é um dos produtores executivos da saga “Crepúsculo”), além de, claro, dirigir filmes como o fracasso de bilheteria “W.E. – O romance do século”. Apesar do fiasco, ela conseguiu sair com o Globo de Ouro de Melhor Canção Original, por “Masterpiece”.

No show que você verá no domingo, Madonna canta a faixa na parte acústica do espetáculo, quando ela também conversa com o público e entoa uma versão sincopada de “Open your heart” e (tomara) “Holiday”, ao lado do filho Rocco Ritchie. O pré-adolescente de 12 anos e os outros três filhos de Madonna (Lourdes Maria, 16; Mercy James, 6; e David Banda, 7) a acompanham na turnê mundial e são educados por professores particulares e babás. A produtora Live Nation, responsável mundial pela turnê de Madonna, ainda tem contrato com a diva para o lançamento de dois álbuns e duas turnês. Se ela seguir o exemplo de predecessoras pop como Tina Turner e Cher, que atravessaram os 60 anos de idade encarando a estrada, ainda veremos Madonna aprontando bastante por aí. Mas o que será, afinal, que ela tem na manga para os anos vindouros? Há quem jure que o cinema será o caminho de Madonna. Mas não como atriz. Depois de filmes como “Evita” (1996), “Sobrou pra você” (2000) e “Destino insólito” (2002), ela teria desistido de atuar.

A experiência como diretora de “W.E.”, no entanto, teria sido mais recompensadora, apesar do achincalhe mundial da crítica. Há quem aposte numa temporada “de luxe” com ingressos a preços estratosféricos, para endinheirados, em lugares pequenos. A verdade é que, ao longo de três décadas, Madonna ensinou ao mundo que ela pode tirar uma grande ideia da cartola a qualquer momento. A conferir. A única certeza, no entanto, é que Lourdes Maria já tem 16 anos, vai morar sozinha e… sabe como é… qualquer dia desses ela começa a namorar e chega em casa cantando “mamma, don’t preach”.

Fonte: Agência O Globo

Cantor Frank Ocean conta como viveu a experiência de sair do armário Resposta

Cantor é eleito a personalidade mais inspiradora de 2012

Numa rara entrevista, Frank Ocean reconheceu que a noite em que assumiu que era gay foi uma das mais difíceis da sua vida.

O cantor revelou ter se sentido motivado a fazer o anúncio ao mundo, através do Tumblr, depois que um jornalista ouviu o álbum  Channel Orange, e começou a escrever de forma “muito inofensiva” um texto sobre o número de vezes que nomes masculinos apareciam nas letras dele. À GQ, Ocean abriu a alma sobre o que sentiu no momento:

“Foda-se. Falem sobre isso, não falem sobre isso. Acabou-se o mistério. Vai em frente”, recordou.

Na mesma noite, Ocean confessa ter chorado “como um bebê”. “Foi como se todas as frequências se tivessem alterado para mudar a minha cabeça”, acrescentou.

“Todos os receptores passaram a receber um sinal diferente e estava feliz. Não sentia tanta felicidade há muito tempo”, reconheceu Frank Ocean para quem “há magia na verdade, honestidade e abertura”.

O álbum Channel Orange foi editado uma semana depois, com primeiros lugares nas tabelas americana e inglesa de vendas.

E como foi a sua experiência de sair do armário. Deixe um comentário sobre isso para nós.

Revista Galileu lista cantor como a personalidade mais inspiradora de 2012

Coragem Oceânica*

A ascensão de Frank Ocean é um sinal de que os tempos, como Bob Dylan cantou, estão mudando. A passos curtos e por vezes reacionários, mas estão mudando sim. O cantor lançou o que muita gente vem considerando o disco do ano: não importa se Channel Orange é soul, R´n´B, ou hip-hop, o que importa é que, música atrás de música, o que se ouve é quase um tratado do bom gosto e da elegância sonora. Mas ele não está na lista pela música.

Poucos dias antes de seu aguardado cd de estreia, ele publicou uma mensagem na internet afirmando que era homossexual. Isso não deveria ser algo notável mas, pelo menos por enquanto, ainda é. Frank Ocean não é exatamente um rapper, mas flutua no meio – canta em duas músicas do disco que Jay-Z e Kanye West gravaram juntos – e integra o grupo de hip-hop Odd Future, conhecido por suas letras agressivas, um tipo de som que o Sex Pistols faria hoje, se eles fossem negros. As letras do cd de Frank tratam do amor entre homens com a mesma naturalidade que as bilhões de músicas românticas já escritas na História do pop. Assumir qualquer tipo de feminilidade nesse mundinho agressivo por natureza é colocar a carreira – e a vida, e o status – em risco. Uma coragem que muito rapper macho jamais teria.

*Por João Mello

Lady Gaga promete doar 1 milhão de dólares a vítimas da tempestade Sandy Resposta

A cantora Lady Gaga prometeu doar 1 milhão de dólares à Cruz Vermelha para ajudar as vítimas da tempestade Sandy, que atingiu Nova York, sua cidade natal. “Se não existissem Nova York, Lower East Side, Harlem, Bronx e Brooklyn, eu não seria a mulher e a artista que sou hoje”, afirmou ela em seu site Littlemonsters.com.

Atualmente, Lady Gaga está no Brasil para cumprir a agenda de shows da turnê Born This Way Ball. Ela se apresenta nesta sexta-feira no Rio de Janeiro e depois segue para São Paulo, onde faz show neste domingo, e Porto Alegre, palco de seu último show no Brasil, no dia 13.

 

“Obrigado por ter me ‘construído'”, disse ela à metrópole onde nasceu e foi criada. “Agora vou ajudá-la a se reconstruir”.

Stefani Germanotta, a Lady Gaga, de 26 anos, fez esta promessa em seu nome, no de seus pais e no de sua irmã.

Uma porta-voz da Cruz Vermelha disse que a organização havia recebido 103 milhões de dólares em doações e em promessas de doações após a supertempestade Sandy, que atingiu Nova York e Nova Jersey, entre outras regiões, em 29 de outubro. Uma nova tempestade foi anunciada para esta quarta-feira na região e alguns voos já foram cancelados.

A cantora Lady Gaga liberou uma música inédita  na segunda, dia 5, em forma de respeito aos atingidos pelo Furacão Sandy, nos Estados Unidos. A faixa chamada “No Floods” foi divulgada através do Twitter oficial de Gaga.

 

 

“É estranho escutá-la agora, logo após o ataque do furacão. Mas espero que ela possa te animar”, explicou a cantora. Segundo Gaga, a música foi composta quando ela tinha 16 anos, e nunca havia sido lançada.

Com Agência France Press