Brasil: pela primeira vez, travesti negra conquista título de doutora Resposta

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Megg Rayara Gomes Foto: Bruno Covello/Folha de São Paulo

Foram quatro anos de estudo na Universidade Federal do Paraná para Megg Rayara Gomes de Oliveira defender sua tese sobre racismo e homofobia nessa última quinta-feira (30) – e, assim, conquistar, de forma inédita no país, o título de doutora. Sua longa pesquisa foi feita com quatro professores negros gays, de ensino fundamental e médio, e abordou a resistência de homossexuais e negros na educação. Na banca, ela, que não revela a idade exata, usou um vestido vermelho que exibia nomes de travestis mortas. Formada em Desenho pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Megg tem duas especializações, em história da arte e história da cultura africana, e é mestra em educação também pela UFPR.

Professora substituta nessa mesma universidade, Megg diz ainda enfrentar preconceito e pretende lutar pela inserção de travestis no ensino superior. “A nossa presença [dos travestis], fora da prostituição, não é naturalizada. Por causa disso, eu encenei, por muito tempo, uma existência masculina que não era minha, para poder sobreviver. Foi um processo de resistência. (…) Fui percebendo que, se não tivesse boa formação acadêmica, não ia ter lugar nenhum no mundo. A minha existência era um fracasso absoluto. À medida que fui progredindo academicamente, fui me construindo como travesti negra, expressando minha identidade. Aí tinha um repertório para me proteger. (…) Hoje, sou professora da UFPR. Mas o espaço que me sobra é no serviço público, porque a iniciativa privada não contrata.(…) A defesa da minha tese é uma conquista coletiva. Do movimento negro e, principalmente, de travestis e transexuais. (…) A gente tem que ter voz, queremos ser tratas como pessoas que pensam e produzem conhecimento”, afirmou, em depoimento à Folha de S. Paulo.

Livro infantil terá Papai Noel gay e negro Resposta

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Ilustração do livro

Neste ano de 2017 teremos um Papai Noel que foge à regra (padrão heteronormativo norte-americado. O selo Harper Desing, da Editora Harper Collings, anunciou que vai publicar um Papai Noel Negro que vive um romance inter-racial com um velhinho branco. Um urso, não e, gente?

“Santa’s Husband”(Marido do Papai Noel) foi escrito por Daniel Kibblesmith, um dos roteiristas do programa “The Late Show”. Além disso, Daniel é co-autor do livro “How to Win at Everylhing”(“Como Vencer Tudo”) e autor da série em quadrinhos “Valiant Hight”. As ilustrações são de autoria de AP Quach.

“Eu e (minha esposa) Jean Ashley Wright decidimos que nosso futuro filho só vai aprender que Papai Noel é negro. Se vir algum Papai Noel branco na rua, vamos responder que esse é o namorado dele”, disse Kibblesmith.

Polêmica antiga

Em 2013 a âncora do canal Fox News, Megyn Kelly, atordoada com a possibilidade de um Papai Noel negro levantada pela colunista Aisha Harris, insistiu que ele era branco, assim como Jesus. Só que Papai Noel é derivado de São Nicolau, um monge do século IV que vivia na Turquia. Jesus, como todos sabem, era um judeu que nasceu no Oriente Médio. Não há muito de caucasiano nessas figuras históricas.

O livro será lançado em 10 de outubro.

Opinião

Papai Noel deve ser criado com todas as etnias, para que as crianças sejam realmente representadas. E por que não gay? Afinal, existem famílias homoafetivas, não é mesmo.

Aqui no Brasil, clima tropical, Papai Noel deveria estar trajado de bermuda.

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Gay e negro, vice-presidente da Câmara de Florianópolis promete lutar contra a homofobia 3

Tiago Silva: vereador mais votado de Florianópolis e gay assumido promete lutar pelas mulheres e contra a homofobia

Tiago Silva: vereador mais votado de Florianópolis e gay assumido promete lutar pelas mulheres e contra a homofobia

As moradoras e os moradores de Florianópolis têm muito o que comemorar no que tange aos direitos humanos. Apesar de não elegerem nenhuma mulher vereadora, os florianopolitanos elegeram um deputado negro e assumidamente gay, Tiago Silva (PDT). Detalhe: Tiago foi o vereador mais votado da cidade. Tiago recebeu 6860 votos, quase 3% dos votos válidos.

Eleito vice-presidente da Câmara, Tiago Silva reafirmou orientação sexual gay e disse que vai fazer dos assuntos das mulheres sua bandeira. Pretende criar uma comissão permanente em defesa da mulher. “A cidade ainda é muito machista, já que não elegeu uma mulher vereadora. Como único vereador gay assumido na câmara, quero debater também a questão da homofobia”, disse.

A cidade agradece!