Equador: Justiça pode cassar direitos políticos de ex-presidenciável, por declarações homofóbicas 4

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Grupos LGBT afirmam que Zavala violentou direitos contemplados na Constituição e solicita suspensão de direitos políticos de pastor | Foto: Nelson Zavala / Divulgação

Representantes de movimentos LGBT do Equador e do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) protocolaram nesta segunda-feira (4/3), no Tribunal Contencioso Eleitoral, um pedido de suspensão dos direitos políticos do ex-candidato à Presidência do país, o pastor evangélico Nelson Zavala. O pedido de sanções também se dirige ao seu partido, o Partido Roldosista Equatoriano.

A medida foi protocolada devido a expressões homofóbicas e discriminatórias supostamente utilizadas pelo candidato durante a campanha eleitoral. A defesa dos grupos LGBT afirma que Zavala violentou direitos contemplados na Constituição e solicita a pena máxima na Corte eleitoral: a suspensão dos direitos políticos do pastor e a aplicação de uma multa de 10 salários básicos.

O Conselho Nacional Eleitoral, que também é parte na ação, afirma que o candidato desacatou uma resolução emitida em janeiro, que o proibia de proferir comentários que incitassem o ódio contra a população LGBT no país.

A defesa de Nelson Zavala argumentou que o pastor “em nenhum momento teve a intenção de prejudicar os direitos das pessoas com uma orientação sexual diferente e que somente deu a conhecer os princípios bíblicos a respeito do comportamento das pessoas”.

Os representantes do movimento LGBT apresentaram seis testemunhas para fundamentar a acusação. A defesa do ex-candidato listou quatro testemunhas que garantem ter mudado de orientação sexual com a “palavra de Deus”. O Tribunal Contencioso Eleitoral emitirá uma sentença na próxima segunda-feira.

Com informações do El Universo

Exemplo para o Brasil

Isto deveria servir de exemplo para o Brasil. Imagina se cada político tivesse seus direitos cassados devido a declarações homofóbicas.

Rafael Correa, presidente reeleito do Equador, defende gays em discurso Resposta

Rafael Correa

Rafael Correa

Eleito para o terceiro mandato, o presidente do Equador, Rafael Correira, pediu desculpas “a comunidade de orientação gay por uma gafe homofóbica cometida no início do ano”.

Correa quis deixar claro que se esforça para que as pessoas da diversidade sexual tenham igual tratamento como outros cidadãos.

Ele admitiu que admira as pessoas de condição sexual diferente e reconheceu que são nascidos e criados “com estigmas”, mas que vai trabalhar para erradicá-los.

Durante a eleição presidencial, o charmoso presidente equatoriano enfrentou oposição de diversos candidatos, dentre eles, o pastor evangélico fundamentalista Nelson Zavala, do PRE, manteve até o final de seus atos de campanha sua postura em relação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, que segundo ele sofrem de “desorientação sexual”. “Estas pessoas precisam de um governo que as ajude a ser um homem ou uma mulher de verdade”, afirmou.

Para você ver, baixaria não é exclusividade de eleições brasileiras.

*Com informações do Toda Forma de Amor

Pastor evangélico homofóbico perde eleição à Presidência do Equador. Rafael Correa é reeleito 1

Rafael Correa (Foto: Miguel Ángel Romero/Presidência)

Rafael Correa (Foto: Miguel Ángel Romero/Presidência)

A eleição equatoriana para a Presidência, que foi marcadas pela homofobia do pastor evangélico Nelson Zavala, chegou ao fim com a reeleição do presidente Rafael Correa, confirmando as pesquisas de intenção de voto e boca de urna, que davam a vitória a Correa com mais de metade dos votos válidos.

Segundo resultados parciais, Correa recebeu 57% dos votos, o que lhe garantiu a vitória já no primeiro turno. Reeleito, o presidente, que está no poder desde 2007, ficará no poder pelos próximos quatro anos.

Um dos derrotados, o homofóbico pastor Zavala, do PRE, manteve até o final de seus atos de campanha sua postura em relação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, que segundo ele sofrem de “desorientação sexual”. “Estas pessoas precisam de um governo que as ajude a ser um homem ou uma mulher de verdade”, afirmou.

Para você ver, baixaria não é exclusividade de eleições brasileiras.