Comissão de Direitos Humanos aprova repúdio a Maduro por homofobia a pedido de pastor, Jean Wyllys se cala Resposta

Em reunião a portas fechadas censurando manifestantes, a Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara (CDH) aprovou nesta quarta-feira (3/4) dois requerimentos, sendo um deles uma moção de repúdio ao presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, por homofobia. O deputado João Campos (PSDB-GO), que é evangélico, propôs uma moção de repúdio

Em um discurso de campanha contra o candidato Henrique Capriles, Maduro fez insinuações sobre a homossexualidade de seu adversário. No último dia 12 de março, Maduro disse em Caracas: “Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres”. Na sequência, Maduro beijou a mulher, a também alta dirigente chavista Cília Flores.

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Seu adversário nas eleições para a Presidência da Venezuela, Capriles, tem 40 anos e não é casado. À época, ele reagiu: “Quero enviar uma palavra de rechaço às declarações homofóbicas de Maduro. Não é a primeira vez. Creio numa sociedade sem exclusão, na qual ninguém se sinta excluído por sua forma de pensar, seu credo, sua orientação sexual.”

Afirmar que alguém não pode disputar um cargo público porque é gay caracteriza, sim, homofobia. Há mais: as leis, também as venezuelanas, não preveem essa restrição. Quando Maduro afirma que Caprilles não pode ser presidente porque não tem mulher — sugerindo que o adversário é homossexual —, está alimentando uma forma odienta de discriminação.

PT e PSOL poderiam ter feito algo, mas em se tratando de Maduro, parece que ele pode ser homofóbico. Ao contrário: estão com o chavismo e não abrem! Se é para combater “a direita”, os nossos “progressistas” podem se juntar, eventualmente, a homofóbicos. O marqueteiro de Maduro é João Santana, homem do PT. Em 2008, na disputa de Marta Suplicy com Gilberto Kassab, ele levou ao ar a pergunta: “Kassab é casado? Tem filhos?” Sabem o que fez o sindicalismo gay? Ficou de boca fechada.

“Ah, a moção proposta por um deputado evangélico é apenas uma provocação”, poderia dizer alguém. Ainda que fosse. Por que ela não foi proposta por petistas e psolistas? Sim, meus caros, há sete petistas lá: Érika Kokay, Domingos Dutra, Nilmário Miranda, Padre Ton, Janete Rocha Pietá, Luiz Couto e Vicentinho. Há ainda dois representantes do PSOL: além de Jean Wyllys, Chico Alencar.

Nove “progressistas” reunidos não tiveram o bom senso, já que tão amantes da causa, de propor ao menos uma moção de repúdio? Não! Por que não? Porque são todos filobolivarianos, ora essa!  Nenhum país latino-americano, diga-se, perseguiu tanto os gays como Cuba. Vejam, a título de ilustração, o bom filme “Antes que Anoiteça”, de Julian Schnabel, que conta a história do escritor Reinaldo Arenas, implacavelmente perseguido na ilha porque era… gay!

“Os brasileiros não têm de se meter em assuntos externos; basta que tratem dos assuntos internos”, poder-se-ia objetar. Uma ova! Os petistas que estão na comissão — e, por meio do silêncio, também os psolistas — assistiram inermes aos abraços calorosos de Lula com Mahmoud Ahmadinejad, aquele que já declarou que não há homossexuais no Irã porque isso é coisa da decadência ocidental. Talvez pudesse mesmo haver mais sem o regime dos aiatolás: muitos gays foram condenados à morte, pendurados em guindastes, em praças públicas.

Os esquerdistas que estão na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara são coniventes, por seu aplauso ou por seu silêncio, com regimes que perseguem e matam homossexuais — ou que anunciam, em palanque, que eles não podem exercer cargos públicos em razão de sua condição.

Obs: Alguns trechos desta postagem estão na revistaVeja (logo ela!), mas como eu concordo, resolvi postar assim.

Maduro, com marqueteiro do PT, faz campanha homofóbica na Venezuela 1

Marqueteiro do PT, João Santana, faz campanha homofóbica na Venezuela

Marqueteiro do PT, João Santana, faz campanha homofóbica na Venezuela

Nicolás Maduro, na Venezuela, para vencer uma eleição, “acusa” o adversário de Henrique Capriles de ser gay. João Santana, marqueteiro do PT, foi o homem que cuidou da campanha de Hugo Chávez. Já fez uma peça publicitária para ser usada por Nicolas Maduro — o tal vídeo em que se anuncia a ressurreição de Chávez, assegurando que “ele nascerá de novo”.

Pois bem. Esta semana, ao se inscrever como candidato à eleição presidencial, Maduro discursou para uma multidão. Referindo-se a Henrique Capriles, o candidato da oposição, disse: “Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres”. Em seguida, beijou a “companheira esposa”, que estava no palanque, onde se encontravam também seus filhos e netos. Capriles 40 anos, é solteiro. Em 2012, Maduro já o havia chamado de “maricón” (bicha) e agora se refere a ele como “senhorito”.

Caprilles respondeu de modo civilizado: “Quero enviar uma palavra de rechaço às declarações homofóbicas de Maduro. Não é a primeira vez. Creio numa sociedade sem exclusão, na qual ninguém se sinta excluído por sua forma de pensar, seu credo, sua orientação sexual”.

Mesma questão, com o mesmo marqueteiro

Pois é… Já vimos coisa parecida no Brasil. Em 2008, João Santana era o marqueteiro de Marta Suplicy (PT) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. E ele não teve constrangimento nenhum em levar ao ar a pergunta: “Kassab é casado? Tem filhos?”.

Se foi Santana ou não a instruir Maduro a tanger a corda da homofobia, isso não sabemos. Mas que há uma coincidência de abordagens, isso é inequívoco, não é mesmo?

Com informações de Veja

Jean Wyllys critica a homofobia de adversários, mas se cala sobre a homofobia de aliado 4

Jean Wyllis (PSOL-RJ) recebe críticas de  Roberto Freire (PPS-PE) por não reconhecer homofobia de aliados

Jean Wyllys (PSOL-RJ) recebe críticas de Roberto Freire (PPS-PE) por não reconhecer homofobia de aliados

O deputado Roberto Freire (PPS-PE) tem criticado, com razão, a postura de colegas como Jean Wyllys (PSOL-RJ), que aponta a homofobia do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), mas se cala sobre a homofobia de aliados.

Ninguém do PSOL ou do PT, por exemplo, critica a postura do novo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que insinuou recentemente que seu adversário,Henrique Capriles, é gay.

Fonte: Jornal do Brasil

Venezuela: Capriles rechaça declarações ‘homofóbicas’ de Maduro 2

Henrique Capriles Radonski

Henrique Capriles Radonski

O candidato presidencial da oposição na Venezuela, Henrique Capriles Radonski, rechaçou as declarações consideradas por ele como “homofóbicas” do presidente interino, Nicolás Maduro.

“O problema, Nicolás, é você. Você é o problema. Direi isso muitas vezes. Está há 100 dias no governo, e já teve 50% de desaprovação. Tudo que tem feito foi se esconder na imagem do presidente [Hugo Chávez, morto na semana passada]. Deixem que o presidente descanse em paz”, disse Capriles em uma entrevista em Caracas.

O candidato opositor qualificou de “fascistas, de extrema direita” as palavras de Maduro que insinuam que Capriles é gay por ser solteiro.

“Isto é fascismo e eu vou pedir respeito, porque eu quero um país de inclusão”, destacou ele.

O candidato também classificou de xenófoba a declaração de Maduro sobre “as crianças de sobrenome” e recordou que o governo tem muitas pessoas com sobrenomes provenientes de outros países.

Capriles destacou que “não há nem uma só palavra minha que ofenda a família do presidente Chávez. Se existe uma palavra na qual ofendi a família do presidente, eu me retrato publicamente”.

O candidato opositor disse ainda que se afastou do cargo de governador do estado de Miranda para atender às exigências eleitorais em vista das eleições de 14 de abril.

Fonte: ANSA