Homem gay enfreta pastor homofóbico e é aplaudido no metrô; assista 3

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Quem nunca se deparou com alguém pregando ideais religiosos em pleno transporte público, né?!

Pois bem, um pastor resolveu entrar em um vagão de metro em Nova York para dizer que ser gay é errado. O que ele não esperava era encontrar um homem gay no caminho, que não topou ouvir aquelas besteiras contra a homossexualidade calado!

Sem revidar com ofensas, mas com educação e civilidade, ele chamou o pastor de “falso profeta” que “ensina o ódio” e é “cheio de medo”! A atitude do rapaz foi aplaudida pelos outros passageiros do metro.

Confira trecho da conversa…

Pastor: “Vocês vêem o que estou dizendo? Você não pode aceitar dois homens juntos. E eles não tem seios, têm pênis. Dois homens tem pênis”

Rapaz: “Eu sou um homem. Eu sou um homem bom. E gay. E Jesus me ama”

Pastor: “Homem gay não. Você é um viadinho”

Rapaz: “Jesus me ama. Jesus me ama”

Assista ao Vídeo: 

Fonte: paraiba.com.br

Manifestantes não poderão acompanhar reuniões da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, ordena pastor Feliciano 1

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É inacreditável, mas a Câmara dos Deputados, que deveria representar o povo, está censurando a voz do povo.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da (CDHM) Câmara aprovou hoje (3/4) requerimento para restringir o acesso às reuniões do colegiado a deputados, assessores, convidados e à imprensa. De autoria do presidente da comissão, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), a iniciativa visa a impedir as manifestações durante as sessões da comissão.

Na quarta reunião da comissão sob o comando de Feliciano, mais uma vez manifestantes defensores dos direitos dos homossexuais, dos negros e das mulheres foram impedidos de entrar no plenário. Na semana passada, eles não puderam acompanhar os debates dentro da sala da comissão. As duas primeiras reuniões da CDHM tiveram que ser canceladas devido aos protestos contra o presidente da comissão, que é acusado de homofobia e racismo.

Na noite de terça (2/4), Feliciano encaminhou ofício à presidência da Câmara informando que o acesso ao plenário na quarta seria “aberto, entretanto, com acesso restrito”. “Usei o Regimento Interno, o Artigo 41, Parágrafo 2, em que cabe ao presidente da comissão manter a ordem, e a ordem precisa ser mantida”, disse o presidente da CDHM ao final da reunião de hoje.

Ele argumentou que na semana passada algumas pessoas se machucaram em meio aos protestos contra a sua permanência no cargo. Feliciano negou que a reunião tenha sido fechada, apesar de não contar com a presença de representantes da sociedade.

“Não é a portas fechadas, vocês [da imprensa] estão aqui. Isso aqui não foi reservado, a reunião não foi reservada, não tentem colocar palavras na minha boca. A reunião foi aberta, com restrições. Na semana passada houve tumulto, pessoas acabaram se machucando. Então, cabe a este presidente [tomar providências]”, declarou o pastor.

Feliciano confirmou que pretende participar da reunião do Colégio de Líderes, na próxima terça-feira (9), que vai discutir o futuro dele na comissão. “Fui convidado ontem, porque até então não havia sido convidado formalmente. Estarei junto com o Colégio de Líderes, quero ouvir o que eles têm a falar e vou levar a pauta propositiva que nós temos. Mostrar que a comissão não está parada. Estou feliz demais de poder colocar a pauta da Comissão de Direitos Humanos na pauta do Brasil”, disse.

Perguntado se estaria sensível aos argumentos dos líderes que querem convencê-lo a deixar a presidência da CDHM, pastor Feliciano declarou: “Desde que não seja para eu renunciar, estarei [sensível].”

Na quarta, as manifestações pela saída de Feliciano atrapalharam os trabalhos de outras comissões próximas à CDHM. O diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio, foi acionado pelos presidentes para tomar providências no sentido de viabilizar as reuniões de outros colegiados. Sampaio informou à Agência Brasil que pretende se reunir com o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para discutir o assunto.

Opinião

Em recente entrevista à Folha de S. Paulo, o pastor Marco Feliciano deu a seguinte declaração:“Eles [o movimento LGBT] colocam 20, 50, 200 pessoas na rua. Se é público que eles querem ver, nós temos 50 milhões (de fiéis) no país”.

Em primeiro lugar, esta é mais uma mentira do pastor racista, misógino e homofóbico que tomou conta de uma importante comissão, de DIREITOS HUMANOS, tão valorizada no passado pela esquerda, hoje esquecida pela mesma, que tem outros interesses. Ele tomou conta da comissão, porque o partido dele, cheio de pastores fundamentalistas, apóia o governo da presidenta Dilma Rousseff, calada sobre o caso até agora, assim como o ex-presidente Lula, até Fernando Henrique Cardoso se manifestou contra feliciano. A mesma presidenta que suspendeu kits educacionais contra a homofobia duas vezes em seu governo. Voltando à mentira, todos sabem, por exemplo, que a Parada Gay de São Paulo leva milhões de pessoas às ruas.

E mesmo que seja verdade que o rebanho do pastor seja bem maior que os LGBTs, ele é presidente da Comissão de Direitos Humanos e MINORIAS da Câmara, a mesma minoria que ele quer calar. Minoria que ele manda prender e agora censura, impede de ter acesso as reuniões da comissão.

Não podemos aceitar a presença nefasta deste pastor presidindo uma comissão relevante para nós, para as mulheres, para os negros, para os índios, só para citar alguns exemplos. Temos que continuar protestando. A Câmara há de nos ouvir.

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Deputada Iriny Lopes pede abertura de processo contra deputado Pastor Marco Feliciano Resposta

Ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos, Iriny considera declaração de Feliciano "inaceitável"

Ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos, Iriny considera declaração de Feliciano “inaceitável”

A deputada Iriny Lopes (PT-ES) apresentou nesta terça-feira (2) um pedido de abertura de processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) por causa de declarações polêmicas que o parlamentar fez sobre a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara. O pedido foi encaminhado à Mesa Diretora da Casa.

No fim de semana, o pastor afirmou durante um culto em Passos, no sul de Minas Gerais, que a comissão era “dominada até ontem por Satanás”. “É inaceitável que um deputado faça esse tipo de declaração, ferindo a honra e a imagem dos nobres colegas que atuam com dedicação e firmeza, para a promoção e valorização dos direitos humanos”, escreveu Iriny no documento.

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Para a parlamentar, a declaração demonstra que Feliciano “faltou com respeito com os colegas parlamentares e também com a imagem da instituição, infringindo o que preceitua o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, principalmente com aqueles que já presidiram aquela comissão”. A deputada ressaltou ainda que o código assegura tratar-se de quebra de decoro quando um parlamentar não tratar “com respeito e independência os colegas, as autoridades, os servidores da Casa e os cidadãos”.

Iriny presidiu o colegiado em 2006, tendo sido a primeira mulher escolhida para o cargo. Ela também é ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República do governo Dilma Rousseff.

Cabe à Mesa Diretora analisar e encaminhar o requerimento para a Corregedoria da Casa. Caso o pedido seja aceito, um deputado será designado relator e deverá remeter um relatório para a Mesa Diretora. Ele poderá sugerir punições que vão desde uma advertência a perda do mandato. Se a Mesa Diretora concordar com o parecer, encaminha o processo para o Conselho de Ética da Casa, que escolherá novo relator para analisar o caso. No Conselho, Feliciano poderá apresentar a sua defesa e os deputados integrantes do colegiado votarão pelas punições sugeridas ou pelo arquivamento do processo.

Antes de uma reunião do PSC na tarde desta terça-feira, Feliciano afirmou que está se sentindo “livre para trabalhar”.  O parlamentar explicou que a declaração foi feita em um culto religioso e não foi dirigido a ninguém em específico. “Eu estava em um culto espiritual e falava de situações espirituais. Se as pessoas assistirem o vídeo alguns minutos depois verão que eu falei que aquela comissão no ano passado fez um seminário falando de apologia a sexo para crianças de zero a seis anos. E isso para quem é espiritual não é uma coisa de Deus, é uma coisa que vem do adversário. E Satanás quer dizer adversário”, disse.

Ex-presidentes da CDH estão reunidos neste momento para discutir as recentes declarações de Feliciano. Desde que assumiu a presidência do Conselho, devido a um acordo partidário, o deputado é autor de uma série de declarações polêmicas que lhe renderam acusações de homofobia e racismo. Apesar da pressão para que renuncie ao posto, ele afirma que não irá deixar o cargo.

PT tentará convencer PSC a não indicar pastor Marco Feliciano para Direitos Humanos da Câmara 6

'Direitos Humanos era nossa quarta prioridade, mas não foi possível', disse o líder do PT na Câmara, José Guimarães (Foto: Agência Câmara)

‘Direitos Humanos era nossa quarta prioridade, mas não foi possível’, disse o líder do PT na Câmara, José Guimarães (Foto: Agência Câmara)

Deputados do PT tentarão hoje (5/3) convencer o PSC a indicar outro parlamentar que não seja o pastor Marco Feliciano para assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. O nome do evangélico começou a ser cogitado para o cargo depois que seu partido ganhou o direito de dirigir a comissão durante partilha realizada pelas maiores bancadas da Casa na última quarta-feira (27).

O PT resolveu priorizar as comissões de Constituição e Justiça, Defesa Nacional e Relações Exteriores e Seguridade Social e Família. “Queríamos ficar com Direitos Humanos e Minorias, era nossa quarta prioridade, mas não foi possível”, explicou à RBA o deputado cearense José Guimarães, líder do PT na Câmara. “Frente ao que aconteceu, vamos discutir com o PSC um nome que seja mais palatável, que dialogue com os grupos da área. Não pode ser um deputado que interdite essa construção que há anos estamos fazendo na área.”

Para Guimarães, a comissão tem um legado que deve ser mantido. “Não temos nada contra o pastor, mas o próximo presidente não pode acabar com tudo que construímos.” Entre as principais realizações da comissão, o líder do PT enumera a defesa das minorias, o combate à violência homofóbica e a liberdade de escolha. “É a proteção que sempre fizemos das pessoas perseguidas.”

‘Presentinho de deus’

Em conversa telefônica com a RBA, o pastor Marco Feliciano disse que manteve intensas conversações com as lideranças do PSC durante o final de semana, mas não confirmou se será o nome escolhido pelo partido para assumir a Comissão de Direitos Humanos. “Depois de toda essa turbulência, tudo pode acontecer”, afirmou, comemorando a polêmica em que se viu envolvido no final da semana passada. “Fiquei famoso da noite pro dia. Isso é bom para qualquer deputado.”

Marco Feliciano voltou a dizer que o PSC não tinha pretensões de ficar com a Comissão de Direitos Humanos – preferiam a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle – e que tudo se tratou de uma coincidência. “Esse era o acordo, mas o PT mais uma vez nos traiu de última hora e nos deixou a ver navios”, reclamou. “Somos sempre deixados de lado pelo governo. Temos mais deputados que o PCdoB e não temos nenhum ministério, por exemplo.” Por isso, o deputado pastor argumenta que a presidência da Comissão de Direitos Humanos e toda a controvérsia em torno de seu nome foi um “presentinho de deus”.

A RBA apurou que os deputados do PT pedirão a indicação do advogado Hugo Leal (PSC-RJ) para assumir a presidência da comissão. De acordo com os petistas, o parlamentar fluminense teria “mais condições” de exercer as funções exigidas pelo cargo. Ao que tudo indica, porém, a palavra final será do partido cristão, uma vez que o líder do PT, José Guimarães, afirmou que não existe a menor possibilidade de que os petistas abram mão de alguma das três comissões que já conseguiu para manter-se à frente dos Direitos Humanos.

Fonte: Rede Brasil Atual