Novas informações sobre transexual assassinada em Curitiba (PR) 1

A transexual Mônica Lewinski, nome social de Odair Xavier de Lima (38), que morreu no Hospital Evangélico, em Curitiba, capital do Paraná, no último domingo (10/2), depois de ter sido baleado na cabeça na última sexta-feira (8/2), no Centro de Curitiba, pode ter sido assassinado porque passou o vírus HIV para um cliente. A informação foi repassada pelo delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios de Curitiba (DH).

“Temos três linhas de investigações avançadas. Uma delas está no fato dele ser soropositivo e ter passado o vírus a um cliente. As outras duas são vingança ou a cobrança pelo ponto no Centro que era feito por ele. (sic). Quem quisesse ficar por lá tinha que pagar uma quantia para o Odair”, contou Recalcatti. Por que o delegado não se referiu à transexual como uma mulher?

Outra hipótese, ainda não descartada, é que Mônica foi morta por engano. Mônica era amiga de outra transexual Vanessa que afirmava ter tido um relacionamento com um taxista assassinado em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. No dia do assassinato, Vanessa afirmou que o alvo do assassino era ela.

Os casos – Na terça-feira (5/2), o taxista Sérgio Loureiro de Brito (34), que tinha ponto no Terminal Guadalupe, no centro de Curitiba, morreu depois de levar três tiros quando chegava na casa de Vanessa, que fica na Rua das Gaivotas, no Jardim Bonfim, em Almirante Tamandaré. No local do crime, Vanessa se apresentou aos investigadores e afirmou que viveu com Brito por algum tempo.

Três dias depois, a transexual Mônica levou um tiro na cabeça e foi socorrida ao Hospital Evangélico em estado grave, onde não resistiu e morreu. Vanessa morava no apartamento de Mônica, que aluga quartos em uma pensão.

A hipótese dos crimes estarem relacionados ainda existe, embora o mais provável é que tenha sido uma coincidência, de acordo com as investigações da DH.