Jairo Bouer: “Pai pode proteger filhx LGBT de efeitos nocivos da discriminação” Resposta

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Gays, lésbicas e bissexuais que já sofreram discriminação, mas têm o apoio paterno, têm níveis mais baixos de um marcador inflamatório que está ligado a doenças cardiovasculares. A descoberta, feita por cientistas norte-americanos, revela como a presença do pai pode ter efeito protetor sobre o estresse enfrentado pelas minorias sexuais.

O trabalho, publicado no periódico Psychoneuroendocrinology, foi feito por uma equipe da Faculdade de Saúde Pública Global da Universidade de Nova York.

Os cientistas encontraram uma forte associação entre episódios de discriminação e níveis mais altos de proteína C reativa, um marcador associado a risco mais alto de infartos e derrames. Isso mostra como o preconceito pode levar a população LGBTQIA a ter uma condição pior de saúde.

Mas eles perceberam que os indivíduos que tinham o apoio dos pais apresentavam níveis mais baixos que aqueles que não tinham esse privilégio. Curiosamente, as mães não exerceram esse tipo de papel protetor.

A equipe utilizou dados de um grande estudo com adultos de 24 a 33 anos, que tinham passado por exames médicos e respondido questões sobre relacionamento com os pais e discriminação. Os pesquisadores se concentraram em 3.167 que relataram se dar bem com os pais e 3.575 que se davam melhor com as mães.

Para os autores, os resultados sugerem que as pessoas têm negligenciado o papel dos pais no bem-estar de minorias sexuais. De qualquer forma, eles ressaltam que o apoio social é fundamental para essa população, qualquer que seja a fonte.

Jairo Bouer

Fonte: Blog do Jairo Bouer

Como eu saí do armário: Vinicius Diniz Marques 5

Vinicius Diniz Marques

Vinicius Diniz Marques

Meu nome é Vinicius Diniz Marques , tenho 17 anos, sou de Belo Horizonte ( MG ). Atualmente me formei no 3º ano do Ensino Médio, em um projeto de empreendedor em uma faculdade de Minas e também terminei um curso de teatro . Pretendo cursar Jornalismo este ano, arrumar um emprego, essas coisas.

Eu nunca fui uma criança muito parecida com as outras, enquanto os garotos pequenos de sete anos falavam sobre mulheres, eu achava estranho e quando se referiam a algo do meio homossexual, eu me sentia com uma certa curiosidade, apesar de eles se referirem aos gays de maneira ofensiva, por brincadeiras ou algo do tipo.

Primeiramente veio uma aceitação própria, sempre fui muito tímido e confuso até os meus 14 anos, quando de fato tive certeza de ser gay. Com 15 anos decidi me assumir para a minha mãe, afinal já era assumido pra todos os amigos héteros e não héteros.

Quando cheguei em casa da escola, por volta das 18:15, do dia 14 de julho de 2010, me sentei sobre a cama dela, ela olhou pra mim e disse “O que tem a me dizer?” Olhe para ela e disse que não gostava de garotas. Ela olhou para mim e me perguntou o porquê da decisão, quem havia me influenciado etc. Após algum tempo sem nem comentar sobre o assunto ela aceitou e hoje comenta e acha interessante, mas ainda é bem fechada para este assunto. Logo ela que tem uma família, digamos, conservadora.

+ Como eu saí do armário: Rafael Zveiter (criador do Entre Nós)

Assumir para o meu pai foi algo que mais complicado , afinal ele mora a mais de 500 km de distância, ele e minha mãe se separam quando eu tinha 3 anos, nas férias sempre vou visitá-lo em Vitória (ES ).

Bom, eu me sentei com ele no dia 21 de janeiro de 2011 e fiz o mesmo discurso, disse que não gostava de meninas. Para a minha surpresa ele deu um sorriso e me pediu que o contasse algo que ele já não soubesse e que para ele era algo comum e que ele continuaria me amando, que desde pequeno ele percebia o meu jeito .

Esta é a minha história de como eu sai do armário, espero ter ajudado.

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