Brasil: pela primeira vez, travesti negra conquista título de doutora Resposta

678782-970x600-1.jpeg

Megg Rayara Gomes Foto: Bruno Covello/Folha de São Paulo

Foram quatro anos de estudo na Universidade Federal do Paraná para Megg Rayara Gomes de Oliveira defender sua tese sobre racismo e homofobia nessa última quinta-feira (30) – e, assim, conquistar, de forma inédita no país, o título de doutora. Sua longa pesquisa foi feita com quatro professores negros gays, de ensino fundamental e médio, e abordou a resistência de homossexuais e negros na educação. Na banca, ela, que não revela a idade exata, usou um vestido vermelho que exibia nomes de travestis mortas. Formada em Desenho pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Megg tem duas especializações, em história da arte e história da cultura africana, e é mestra em educação também pela UFPR.

Professora substituta nessa mesma universidade, Megg diz ainda enfrentar preconceito e pretende lutar pela inserção de travestis no ensino superior. “A nossa presença [dos travestis], fora da prostituição, não é naturalizada. Por causa disso, eu encenei, por muito tempo, uma existência masculina que não era minha, para poder sobreviver. Foi um processo de resistência. (…) Fui percebendo que, se não tivesse boa formação acadêmica, não ia ter lugar nenhum no mundo. A minha existência era um fracasso absoluto. À medida que fui progredindo academicamente, fui me construindo como travesti negra, expressando minha identidade. Aí tinha um repertório para me proteger. (…) Hoje, sou professora da UFPR. Mas o espaço que me sobra é no serviço público, porque a iniciativa privada não contrata.(…) A defesa da minha tese é uma conquista coletiva. Do movimento negro e, principalmente, de travestis e transexuais. (…) A gente tem que ter voz, queremos ser tratas como pessoas que pensam e produzem conhecimento”, afirmou, em depoimento à Folha de S. Paulo.

Câmara de Curitiba rejeita homenagem a pastor Silas Malafaia 2

Vereadora Carla Pimentel queria homenagear o pastor Silas Malafaia (Foto: Divulgação/Câmara de Curitiba e Ana Graziela Maia/G1 AM)

Vereadora Carla Pimentel queria homenagear o pastor Silas Malafaia (Foto: Divulgação/Câmara de Curitiba e Ana Graziela Maia/G1 AM)

Um projeto de lei que tinha por objetivo conceder a honraria de cidadania honorária de Curitiba ao pastor fundamentalista carioca Silas Malafaia foi rejeitado na Câmara Municipal na terça-feira (30). A proposta, apresentada pela vereadora Carla Pimental (PSC), recebeu parecer contrário na Comissão de Legislação, Justiça e Redação – primeira instância onde tramitam as iniciativas da Casa.

De acordo com Pimentel, a intenção de homenagear o pastor é relacionada ao trabalho de Malafaia como líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, cujos eventos são realizados, também, em Curitiba. A justificativa, porém, não foi considerada suficiente pelo relator, vereador Pier Petruzziello.

“Está claro (…) que é de competência da Câmara conceder honrarias a pessoas que, reconhecida e comprovadamente, tenham prestado serviços relevantes ao município, e isto não está claro no projeto”, sustentou o relator. O projeto foi devolvido à autora da proposta para que ela anexe mais informações à justificativa, sem prazo definido para retorno.

A mesma sessão da comissão ainda concedeu parecer favorável ao projeto que homenageia o músico Plínio Oliveira e o que cria o Dia da Memória Ferroviária – a ser celebrado no dia 2 de fevereiro. Também foram rejeitados dois projetos do vereador Dirceu Moreira (PSL) relacionados a normas de estacionamentos, e outro dos vereadores Cacá Pereira (PSDC) e Jorge Bernardi (PDT), sobre a instalação de lavatórios em estabelecimentos comerciais.

Fonte: G1

‘Fiquei muito revoltada’, afirma mãe de bissexual que diz ter apanhado

Maisson registrou em fotos as agressões ocorridas em Cascavel (Foto: Arquivo pessoal)

Maisson registrou em fotos as agressões ocorridas em Cascavel (Foto: Arquivo pessoal)

“Fiquei muito revoltada quando soube que bateram no meu filho” disse Doraci Lira, 42 anos, mãe do rapaz que afirma ter sido agredido em Cascavel, no oeste do Paraná, por ser bissexual. Maisson Dyeimes Portes, de 19 anos, que é recepcionista de um hotel da cidade, fez os exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Cascavel na manhã desta quarta-feira (24). O laudo que deve ficar pronto em 15 dias será anexado ao inquérito policial.

As imagens da agressão sofrida no dia 20 no Terminal Urbano Leste devem ajudar na identificação dos responsáveis. “Já solicitamos as imagens da Cettrans [Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito] e devemos tê-las ainda na tarde desta quarta-feira”, comentou o delegado. “Mas isso não é garantia de que possamos por meio delas identificar os envolvidos”, adiantou o delegado Luís Rogério Sodré, responsável pelo caso.

De acordo com a mãe, o filho sempre foi tranquilo e nunca se envolveu em confusão. “Quando soube da primeira agressão [no dia 13] pedi para ele tomar cuidado e que o melhor seria, pelo menos nos fins de semana, que ele voltasse para casa de moto-táxi. Mas ele falou que não mudaria a rotina por causa dos agressores”, lembra ao ressaltar que a orientação sexual das pessoas não é motivo para que sejam agredidas.

Ameaças

O jovem contou ao portal G1 que o primeiro ataque aconteceu no dia 13, também no Terminal Urbano Leste, quando um homem se aproximou e começou a xingá-lo. “Ele atirou um copo na lotação [ônibus] e quebrou o vidro. O motorista teve que parar o ônibus e eu desci. Ele desceu também e nós brigamos.” Na ocasião, Portes ficou com um arranhão no rosto.

No sábado (20), Portes voltava do trabalho por volta das 23h15 e, novamente, foi agredido pelo mesmo rapaz e outro amigo dele. “Eu desci do ônibus e estava ele e mais quatro amigos dele me aguardando. Eu passei e nem olhei, já para não ter motivo. Daí, ele me chamou para conversar e viu que eu não queria brigar. (…) Ele me xingou de novo e me agrediu.”

Portes disse que pessoas que estavam no local seguraram os agressores, que fugiram. Em seguida, a vítima registrou um Boletim de Ocorrência. Ainda segundo a vítima, esta foi a primeira vez que as agressões se tornaram físicas. “De chegar a agressão física foi a primeira vez, mas verbal é frequente”, afirmou.

Em Curitiba, juiz homofóbico impede casamentos gays Resposta

A cidade de Curitiba, capital do Paraná, ainda não teve um casamento gay direto oficializado, isso porque o juiz titular Irajá Pigatto Ribeiro, da Vara de Registros Públicos, Acidentes de Trabalho, Precatórias Cíveis e Corregedoria Extrajudicial do Foro Central da Comarca de Curitiba, está negando todos os pedidos, até de conversão de união estável em casamento. Conversamos com diversos funcionários de cartórios da cidade que confirmaram que nem mandam mais pedidos para o juiz pois o retorno será negativo. Segundo eles, a demanda por registro de uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo é rotina.

Quase todos os registros na cidade são de união estável, alguns divulgados erroneamente como casamento pela imprensa, outros de conversão de união em casamento aprovados por outros juízes de plantão. Dezenas de casais tiveram o pedido de casamento ou conversão negados pelo juiz Pigatto Ribeiro desde maio de 2011, quando saiu a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal, reconhecendo a união civil entre pessoas do mesmo sexo. E já tem gente indo casar, de verdade, em São Paulo e em Fazenda Rio Grande, por conta disso. No município da Região Metropolitana, o juiz de registros públicos local está autorizando as uniões. Em São Paulo, há uma instrução dos desembargadores autorizando o registro.

Na capital paranaense, os casais gays dão entrada com o pedido no cartório, o Ministério Público dá parecer favorável com argumento da decisão a favor do SFT, mesmo assim o juiz citado nega o pedido, alegando que não há lei regulamentada. De onde será que vem esta instrução?

Fonte: Lado A

Brasil tem conselhos de direitos gays só em cinco estados 1

brasileiro

Apenas cinco Estados brasileiros – Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará – tinham conselhos para tratar dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em 2012, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (ESTADIC), divulgada nesta sexta-feira.

Esses conselhos são os mais recentes, com 2,8 anos de existência em média. Já os conselhos de educação, os mais antigos entre os 13 tipos listados, existem há 47 anos e estão presentes nas 27 unidades da federação. Depois dos conselhos de direitos de LGBT, os mais escassos no País são os de Transporte, que existem em 10 Estados, e os de Promoção da Igualdade Racial, que estão em 13. Conselhos são instâncias que permitem, em tese, maior participação da sociedade na estrutura da gestão pública.

É a primeira vez que o IBGE divulga a ESTADIC, realizada nos moldes da Pesquisa de Informações Básicas Municipais. O estudo traz informações sobre as gestões estaduais a partir da coleta de dados sobre temas como recursos humanos, conselhos e fundos estaduais, política de gênero, direitos humanos, segurança alimentar e nutricional e inclusão produtiva.

A pesquisa mostra que apenas São Paulo não tinha órgão ou setor específico para tratar de políticas de gênero. O Estado, no entanto, possuía o maior número de delegacias especializadas no atendimento à mulher (121, ante 12 no Rio, por exemplo). Só o Amapá declarou não ter órgão específico para tratar da política de direitos humanos e seis estados (Rondônia, Amazonas, Roraima, Amapá, Ceará e Espírito Santo) não tinham canais de denúncia de violação desses direitos na estrutura do governo estadual.

Além disso, somente 11 Unidades da Federação tinham planos estaduais e previsão de recursos específicos para a área de direitos humanos. “Não ter uma estrutura formal não significa necessariamente que nada é feito. A política pode ser transversal a outras áreas”, diz a gerente da pesquisa, Vânia Maria Pacheco. A maior parte dos recursos humanos da administração direta era composta por servidores estatutários: 2 2 milhões de servidores ou 82,7% do total. Do pessoal ocupado na administração direta, 53,5% tinham nível superior ou pós-graduação (1,4 milhão de servidores).

Outros 31,9% tinham o nível médio (834,4 mil) e 9,1% (238,6 mil) apenas o ensino fundamental. A pesquisa também traz um Suplemento de Assistência Social: em 2012, todas as 27 unidades da Federação tinham órgão para tratar de política de assistência social, mas oito estados não ofertavam nenhum tipo de serviço nessa área: Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

Fonte: Agência Estado

Brasileiro é eleito o homem mais bonito do mundo. Veja fotos 135

Ex-metalúrgico, Jadson Balsan, é eleito o homem mais bonito do mundo

Ex-metalúrgico, Jadson Balsan, é eleito o homem mais bonito do mundo

O paranaense Jadson Balsan (21), de São Jorge D’Oeste, região sudoeste do estado, foi eleito o homem mais bonito do mundo. O ex-metalúrgico recebeu o título de Mister Sea World (um dos concursos de beleza masculinamais respeitados do mundo) 2013,  em Ilo, no Peru. “Saí com a proposta de ganhar, mas o terceiro lugar já seria ótimo. Foi inusitado vencer”, disse o rapaz ao portal G1. Lindo e humilde, né?

Jadson2

O Mister Sea World 2013 foi o primeiro concurso internacional que Jadson participou.

O gato começou a participar dos concursos por sugestão de uma amiga. O primeiro foi o Mister São Jorge D’Oeste, em maio de 2012, em que ficou no segundo lugar. No Mister Paraná, classificou-se entre os dez primeiros colocados.  Ainda em 2012, conquistou o título de Mister Mato Grosso do Sul e de Mister Brasil Sea, sendo nomeado, nesse último, apenas em 2013. Segundo Balsan, foi essa competição que lhe preparou para o Mister Sea World.

Jadson 4 Jadson3

Apesar de recente, a vitória está abrindo portas para o paranaense, que agora pretende seguir a carreira artística. “Estou aproveitando esse momento para me lançar na mídia e alavancar como modelo e, no futuro, como ator”, afirmou.

Jadson6 Jadson5

“Estou passando por um processo de transformação de profissão. Não pensava em ser modelo”, explicou. Balsan abandonou a faculdade de Educação Física e o emprego na empresa do tio para tentar a nova profissão. “Parei de trabalhar porque estou recebendo propostas de agências de modelo. Por enquanto, parei o curso [universitário], mas quero conciliar com a carreira”.

Jadson8 Jadson7

Ele disse que, em breve, irá  a Curitiba para fazer contatos profissionais. “Estou pensando em me transportar para o mundo da moda. Estão falando que eu sou o homem mais bonito do mundo agora, então tenho que aproveitar”, contou.

Novas informações sobre transexual assassinada em Curitiba (PR) 1

A transexual Mônica Lewinski, nome social de Odair Xavier de Lima (38), que morreu no Hospital Evangélico, em Curitiba, capital do Paraná, no último domingo (10/2), depois de ter sido baleado na cabeça na última sexta-feira (8/2), no Centro de Curitiba, pode ter sido assassinado porque passou o vírus HIV para um cliente. A informação foi repassada pelo delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios de Curitiba (DH).

“Temos três linhas de investigações avançadas. Uma delas está no fato dele ser soropositivo e ter passado o vírus a um cliente. As outras duas são vingança ou a cobrança pelo ponto no Centro que era feito por ele. (sic). Quem quisesse ficar por lá tinha que pagar uma quantia para o Odair”, contou Recalcatti. Por que o delegado não se referiu à transexual como uma mulher?

Outra hipótese, ainda não descartada, é que Mônica foi morta por engano. Mônica era amiga de outra transexual Vanessa que afirmava ter tido um relacionamento com um taxista assassinado em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. No dia do assassinato, Vanessa afirmou que o alvo do assassino era ela.

Os casos – Na terça-feira (5/2), o taxista Sérgio Loureiro de Brito (34), que tinha ponto no Terminal Guadalupe, no centro de Curitiba, morreu depois de levar três tiros quando chegava na casa de Vanessa, que fica na Rua das Gaivotas, no Jardim Bonfim, em Almirante Tamandaré. No local do crime, Vanessa se apresentou aos investigadores e afirmou que viveu com Brito por algum tempo.

Três dias depois, a transexual Mônica levou um tiro na cabeça e foi socorrida ao Hospital Evangélico em estado grave, onde não resistiu e morreu. Vanessa morava no apartamento de Mônica, que aluga quartos em uma pensão.

A hipótese dos crimes estarem relacionados ainda existe, embora o mais provável é que tenha sido uma coincidência, de acordo com as investigações da DH.

Transexual é baleada no Paraná 4

Untitled-1

A Delegacia de Homicídios tem duas linhas de investigação para um homicídio ocorrido na noite de sexta-feita (8/2). A transexual Mônica Lewinski, nome social de Odair Xavier de Lima (38), levou um tiro na cabeça no quarto de pensão onde mora, no Centro de Curitiba (PR).

A primeira hipótese é que seja um crime de homofobia. A outra, é a de que foi engano. Monica foi socorrida em estado grave pelo Siate e encaminhada ao Hospital Cajuru, mas morreu na noite de sábado.

Uma amiga de Mônica, uma transexual identificada como Vanessa disse que morou no mesmo quarto da pensão onde Mônica estava. Por isto, levantou a possibilidade de engano. Na semana passada, Vanessa também estava com o taxista Sérgio Loureiro de Brito (34), que foi assassinado com vários tiros chegando na casa da namorada Vanessa, na Rua das Gaivotas, Jardim Bonfim, em Almirante Tamandaré.

Vanessa acredita que, nas duas ocasiões, ela era o alvo do assassino, que supostamente quer matá-la a mando da ex-mulher de seu falecido namorado. O delegado Rubens Recalcatti, da DH, disse que as duas hipóteses da morte de Mônica serão investigadas.

Novo caso de agressão expõe o aumento da homofobia no Paraná Resposta

A redação do jornal Ilustrado vem recebendo várias denúncias de crimes de homofobia no município de Umuarama (PR) e região.

A última denúncia chegou da cidade de Pérola (PR), onde o advogado Heverton García de Oliveira, de 24 anos, foi agredido por um grupo de menores. Segundo a vítima, na madrugada do último sábado ele e alguns amigos estavam jogando baralho próximo à igreja matriz, quando o grupo de menores passou várias vezes pelo local os chamando de “veadinhos”. Após vários xingamentos homofóbicos, Oliveira retrucou e os rapazes foram tirar satisfação. Ao chegarem próximo da vítima, um dos menores o atingiu com socos e chutes.

+ No Paraná, grupo mata mulher ao descobrir que ela era transexual

+ Travesti é agredida duas vezes, em menos de três meses, no Paraná

+ Polícia identifica suspeito de matar por homofobia em Londrina, no Paraná

+ Paraná: Jovens agredidos denunciam homofobia

“Meus amigos conseguiram separar a briga e quando estávamos pegando o carro, para ir embora, eles voltaram chutaram a lateral do automóvel e apedrejaram os vidros. Além disso, ameaçaram de buscar um revolver se contássemos algo para alguém”, disse o advogado, que também é presidente da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e registrou um Boletim de Ocorrência e vai processar os envolvidos.

Funcionário do Fórum de Perola, o rapaz agredido disse que sempre enfrentou vários tipos de preconceito e após essa situação, está com receio de sair sozinho nas ruas da cidade. “Ministro palestras nas escolas e tenho diversos trabalhos na questão da homossexualidade. O que falta é a autoconscientização da comunidade e maior investimento do governo na questão da homofobia. Somo seres humanos como qualquer outro. O que ficou ferido nesse casso não foi meu rosto, mas minha honra de cidadão”, ressaltou.

Sem uma legislação que enquadre o crime de homofobia, as estatísticas do preconceito ficam difíceis de serem levantadas. Porém, o Grupo União Pela Vida, por meio da presidente Sirlei Candido e do coordenador da pasta de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), Rodrigo Salvador Dias, disseram que existem vários registros de situações homofóbicas na cidade e região.

“Recebemos denúncias de agressões, como o caso de Pérola, além de suicídios entre outras. Mas, a maior ocorrência em Umuarama é a agressão velada. Essa é quando o agressor não faz o dano direto para a pessoa ou que ela perceba de momento. Entre esse gênero está o ato de não contratar um funcionário por ele ser homossexual ou até de ser mandado embora, como xingamento e descriminações em setores da sociedade. Há os casos de famílias que limita o homossexual dentro da sua casa. Essa pessoa que recebe o preconceito é excluída da sociedade, a partir daí esse homossexual deixa de ser cidadão e de existir. O que leva muitos jovens a morte, pois a sociedade tradicional não aceita a pessoa ser quem ela é”, esclareceu Dias.

Preconceito

Para a presidente da organização, muitas pessoas estão deixando de viver por assumirem uma identidade que não condiz com a realidade dos seus sentimentos. “O preconceito existe e é muito forte, principalmente por não vivermos num País realmente laico, onde cada um cuida da sua vida. As religiões transformam o homossexual em algo que deve ser excluído e isso está matando pessoas”, ressaltou Sirlei.
Para ambos os entrevistados, o respeito seria o único meio de diminuir essa violência. “Você se importa em ser heterossexual? Você tem medo disso? Não! Então, isso também não deveria importar para o homossexual, mas ser gay interfere na vida da pessoa, o preconceito fere. Me deixa ser quem eu sou”, desabafou o coordenador.

No Paraná, grupo mata mulher ao descobrir que ela era transexual 6

Nicole Borges (20 anos) foi morta em Curitiba devido à sua orientação sexual | Foto: Reprodução

Nicole Borges (20 anos) foi morta em Curitiba devido à sua orientação sexual | Foto: Reprodução

A jovem Nicole Borges (20 anos) foi mais uma vítima da transfobia no Brasil. Ela foi brutalmente assassinada em Curitiba, no Paraná, no momento em que uma quadrilha de criminosos descobriu o sexo biológico da transexual. O delegado da Delegacia de Homicídios da capital paranaense, Rubens Recalcatti, disse que o crime ocorreu porque a vítima foi “confundida” com uma mulher pelos assassinos. Quatro homens são suspeitos pelo homicídio.

“A quadrilha envolvida fez contato em Araucária com a travesti para ir numa balada no centro de Curitiba, acreditando se tratar de uma mulher. Na festa, eles beijaram e abraçaram a vítima, até que um amigo dos envolvidos, que também estava na balada, contou que se tratava de uma travesti”, explicou o delegado.

Após a descoberta, eles foram na casa de um dos integrantes em Colombo, na região metropolitana, pegaram três armas e se dirigiram para a estrada da Olaria, na capital paranaense. No local, executaram Nicole de forma cruel. “A vítima foi tirada a força de dentro de um veículo. Eles deram um tiro na nuca e depois outro integrante efetuou mais quatro ou cindo disparos contra ela. Um dos carros passou no cima do pé dela, não sei se propositalmente”, contou Recalcatti.

Depois do assassinato, os suspeitos assaltaram uma farmácia em Colombo. De acordo com o delegado, o grupo já era conhecido criminalmente. Uma das vítimas reconheceu um dos assaltantes circulando na rua e chamou a polícia. Na abordagem, a quadrilha entrou em confronto com a polícia.

Os suspeitos foram identificados como Maicon dos Santos Straub, 20 anos, Sidney Augusto Bueno, 30 anos, Daniel Morais dos Santos, 26 anos, e Jeferson R. Monteiro, 26 anos. Daniel ficou ferido e está hospitalizado. Já Jeferson morreu no local do confronto. Os outros dois estão presos em uma carceragem da Polícia Civil da região metropolitana.

Com informações do Terra

Travesti é agredida duas vezes, em menos de três meses, no Paraná Resposta

Andrielly Vogue, em menos de três meses agredida duas vezes.

Andrielly Vogue, em menos de três meses agredida duas vezes.

A travesti Andrielly Vogue, ex-candidata à Câmara Municipal de Curitiba, alega ter sido, mais uma vez, vítima de transfobia. Ela foi agredida em frente à sua casa, no balneário de Ipanema, no Pontal do Paraná (PR), na madrugada de segunda-feira (21).

Andrielly conta que se preparava para dormir, quando a sua casa começou a ser apedrejada. Ela também ouviu pessoas gritando: “É aí que mora o traveco!” Quando foi ver o que acontecia e pedir que as pessoas não destruíssem a sua residência, Adrielly alega que foi agredida. “Eram cinco homens e duas mulheres. Eles ficavam pedindo que elas batessem em mim. E elas ficavam dizendo ‘você é homem, não pode bater em mulher’, relatou Adrielly ao Paraná Online.

A vítima conta que, depois da terceira agressão, pegou uma garrafa que o próprio grupo derrubou no chão e acertou uma das moças. Assim como Adrielly, a jovem também foi cortada pelos estilhaçoes e ambas passaram por suturas no mesmo hospital. Andrielly registrou Boletim de Ocorrência na delegacia de Ipanema.

Ano passado

Em novembro de 2012, Andrielly afirmou que foi agredida por um grupo de seis pessoas, em Paranaguá, no litoral do Paraná. “Fui atacada por cinco rapazes e uma moça. Levei socos, pontapés, ouvi injúrias e xingamentos”, contou.

Parnanguara, mas moradora da capital, Andrielly disse que estava na cidade litorânea há dez dias, trabalhando como ambulante na Festa de Nossa Senhora do Rocio. “Como no sábado estava chovendo e a festa mesmo já tinha acabado, decidi não abrir a barraca e dar uma volta. Foi aí que me encontraram e me espancaram. Ainda estou com as costas e os joelhos roxos”, relatou.

Segundo ela, o motivo mais provável do ataque seria homofobia ou transfobia, sentimento de aversão a travestis e transexuais, que incita a violência. “Não levaram dinheiro; só um boné e o meu celular de dois chips”.

A travesti foi encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a um hospital na Vila Divineia para atendimento. Depois de receber alta, voltou à capital e registrou o Boletim de Ocorrência no 1º Distrito Policial, localizado no centro.

Procurada pela reportagem do Bonde, a Polícia Civil informou que recebeu o B.O., mas que o documento seria encaminhado à Delegacia de Paranaguá para investigação.

Maite Schneider é homenageada pela Assembléia Legislativa do Estado do Paraná 1

Maite Schneider: homenageada por sua luta pelos direitos humanos

Maite Schneider: homenageada por sua luta pelos direitos humanos

A atriz e militante dos direitos humanos,  Maite Schneider, uma das transexuais mais queridas e famosas do país, foi homenageada com um diploma de votos de louvor e congratulações pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, na terça-feira (15).

A honraria foi proposta pelo deputado estadual Stephanes Junior (PMDB) e foi aprovada, por unanimidade, pelo Centro Legislativo Presidente Anibal Khury. O diploma foi concedido pela relevante dedicação, desvelo e qualidade nas palestras de esclarecimentos sobre a diversidade e inclusão social, tanto na área da educação como da cultura, visando dar conteúdos esclarecedores à sociedade brasileira, sem preconceitos e sem distinção de gêneros entre todos.

O diploma foi concedido no dia 21/11/2012 e no dia 15/01/2013 teve sua entrega formalizada com o registro oficial da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, que retoma aos poucos seus trabalhos para o ano de 2013.

“É com grande alegria que recebo este diploma, mas isto só mostra ainda o quanto é preciso fazer para melhorar o mundo que vivemos.  Se tivéssemos um mundo onde todos fossem iguais, respeitando-se suas diversidades; um mundo onde todos pudessem ser e não necessitassem só parecer para serem respeitados; um mundo onde não nos classificassem por rótulos e nos arrancassem os direitos em função deles, eu não estaria recebendo este diploma. Não precisaria palestrar, militar e lutar. Seria um mundo de paz, onde todas as formas de ser e de amar seriam possíveis e verdadeiramente tuteladas e respeitadas” – conclui Maite.

Como eu saí do armário: Alexandre Martins Resposta

Olá pessoal, meu nome é Alexandre Martins e eu tenho 16 anos, sou auxiliar administrativo e dsigner na prefeitura de Itaipulândia (PR).

+ Como eu saí do armário: Rafael Zveiter (criador do Entre Nós)

Bom, sair do armário não foi uma decisão muito fácil pra mim, pois meu pa é homofóbico e minha mãe um pouco das antigas também. Ano passado, por volta de julho, eu estava namorando, aos poucos eu o trazia aqui em casa, como “meu amigo”, e ele vinha sempre acompanhado da irmã e do namorado dela. Ele sempre me tratou muito bem, cheguei até mesmo a amá-lo. Ficamos desde março juntos, e quase todos os finais de semana, ele comparecia para saírmos, assistir filme na casa dele, dar uma volta na avenida, enfim, pretextos para nos encontrarmos. Ele posou em minha casa duas noites, e eu na dele duas noites também. O irmão e a cunhada dele sempre desconfiaram, porque a gente dormia na mesma cama e eles viam, às vezes, que nós estávamos abraçados ou juntos.

Certa noite, ele veio em minha casa, e já era tarde, e eu o convidei para assistir a um filme comigo: Do Começo ao Fim. Meus pais estavam em casa, e pela cara que fizeram não gostaram de me ver entrando no quarto sozinho com ele, para “ver o filme”. Nós perdemos o medo aquela noite, deitei no colo dele, o beijei, nos acariciamos sem que o temor nos atacasse e dissesse: “seu pai está vindo, senta longe dele, rápido!”. Mas nada aconteceu. Assistimos ao filme e já era tarde quando terminou, minha mãe convidou-o para que posasse ali, e ele aceitou. A noite foi maravilhosa, aproveitamos ao máximo, feito ratos no silêncio, sem barulhos que se confundam com o som do vento lá fora. Era julho, mas estava quente, muito quente. Tudo aconteceu naturalmente, e no outro dia minha mãe estava diferente comigo, e me perguntou se a gente estava junto ou não. Não tive como esconder, e não queria mais esconder, também. Já havia ficado 15 anos dentro de um eu que nunca foi eu. Já estava saturado de ter quer ser “hétero” para todos. Queria o meu mundo encantado agora, queria que meu arco-íris também brilhasse, que meus olhos não mentissem mais, queria que todas as mentiras caíssem e que a verdade reinasse em minha vida para sempre. Queria.. queria… queria.

Nada foi como imaginei, a partir daí a barra foi mais forte. Perdi meu direito de sair e o de ficar. Perdi a confiança dos meus pais, perdi tudo, inclusive o medo de lutar pela minha felicidade! A partir desse dia, me pus em primeiro lugar na vida. Depois do Deus que me deu a vida, eu sou mais importante do que qualquer outra pessoa, eu devo me satizfazer e me fazer feliz, eu devo me gloriar e me humilhar perante ao Senhor. Eu devo agradecê-lo pela força que me dá de lutar nos meus dias, de enfrentar o preconceito que enfrento, de cara erguida.

Sei que assim como eu existem milhões por aí, assumidos ou não; e digo a você que está lendo isso: seja forte, lute pela sua felicidade, esqueça o mundo ao seu redor e procure se encontrar dentro de você. Deus ama os gays, assim como os héteros, Ele não distingue no tabuleiro o peão do rei e o bispo do cavalo, uma vez que todos acabarão guardados na mesma caixa. Ele alegra os oprimidos e rebaixa os exaltados. A fé deve estar ao seu lado neste momento, e seu amor próprio em primeiro lugar.

Como a minha filha e o meu filho saíram do armário: Sonia Fernandes e Paulo Roberto 5

Adotamos Jean em 2004, quando ele tinha 10 anos e, aos 15, ele contou pra mãe que tinha beijado um menino e gostado muito, mas que estava confuso.

Decidimos aguardar que nos falasse sobre sua sexualidade no seu tempo e quando se sentisse confortável: não tínhamos pressa, nem queríamos que se sentisse pressionado ou coisa assim.

+ Como eu saí do armário: Rafael Zveiter (criador do Entre Nós)

Aos 17, uns dias antes do aniversário, ele então contou pra mãe que era gay e estava namorando um rapaz, filho de um casal de amigos nossos.

Conversei com ele e pedi que no dia do aniversário trouxesse o namorado (ele ficou um pouco surpreso) e disse-lhe que o amávamos muito, que não havia nada de errado, que não tinha do que envergonhar-se, que seríamos sempre o seu porto seguro, e enfatizei que nunca permitisse que os preconceituosos o acuassem: ande de cabeça erguida, disse, encare as pessoas e seus preconceitos, não se negue, não se esconda e, sempre que necessário, chame seu pai e sua mãe.

Jean não é diferente dos meninos da sua idade: estuda, trabalha num restaurante para garantir uma graninha que lhe dá certa autonomia, é muito respeitado pelos colegas e professores da escola e, como é de praxe, de quando em vez precisa levar uns puxões de orelha regulamentares (do mesmo jeito que seus irmãos e irmãs).

Desde então, por nosso filho, do qual temos imenso orgulho, saímos do armário e somos (modestos) militantes da causa LGBTT. Eu escrevo sobre o tema em meu nauseabundo e pantanoso blog O Ornitorrinco (prcequinel.blogspot.com) e Sonia escreve lá no Meus Contos, teus Poemas (pauloesonia.blogspot.com) e, vejam que legal, no ano passado nossa filha Nayre também saiu de vez do armário, e com pompa e circunstância: sua namorada Ana passou as festas de fim de ano aqui com a gente.

Nayre tem um filho, German, com 8 anos (e que mora conosco desde que nasceu), que está curtindo muito o casamento da mãe e anuncia, feliz, “agora eu tenho duas mães”.

Então, ficamos assim: temos 6 filhos e a filha mais nova e o filho mais novo são do povo LGBTT.

Estejam avisados, pois: LGBTT-fobia nós tratamos a pontapés, ainda que metafóricos. Por enquanto.

Autorizamos a publicação deste texto singelo e esperamos que isso ajude outras famílias a saírem dos armários escuros e tenebrosos em que vivem: a vida aqui fora, sob o sol e a chuva, é muito mais fascinante!

 

VIVA A VIDA!

VIVA A DIFERENÇA!

VIVA A LUTA DO POVO LGBTT!

VIVA JEAN! VIVA NAYRE!

 

Paulo Roberto Cequinel e  Sonia Fernandes do Nascimento

(Antonina/Paraná)

O blog quer ouvir você

Conte para o blog como foi a sua experiência de sair do armário. Envie uma mensagem com o seu nome, a sua profissão, a sua cidade, o seu estado e uma foto (opcional) para o email oblogentrenos@gmail.com. A mensagem deve ter o seguinte título: Como eu saí do armário. Se quiser anonimato, basta pedir.

Como eu saí do armário: Jean Carlos 3

Me chamo Jean Carlos tenho 20 anos, sou estudante de Contabilidade, moro em Cascavel (PR).

+ Como eu saí do armário: Rafael Zveiter (criador do Entre Nós)

Desde pequeno sempre soube que era diferente dos outros meninos da família. Nunca me interessava por nada que eles faziam. Com o passar do tempo, me apaixonei por um cara que morava em minha rua, mas na época eu tinha uns sete anos. Suspirava sempre quando o via passar.

Fui crescendo e, para evitar falatórios, ficava com várias meninas, a ponto de namorar sério.

Quando fiquei com o primeiro menino chorei um monte para uma amiga minha, como se tivesse matado alguém, continuei com este menino por um tempo e ao ouvir uma conversa entre mim e ele, minha irmã mais nova  contou à minha mãe. Afastei-me do menino e minha mãe veio me perguntar se era verdade. Disse que sim, sua única resposta foi: “Se é para você ser feliz eu não posso interferir, vou te amar mesmo assim.”

Fiquei com medo do restante da família me repudiar. Esperei até completar 18 anos, reuni a família em minha festa e decidi contar a todos como era a minha vida e que se gostassem ou não, não iria me importar.

Todos no começo meio que se assustaram, mas família é família e a partir daquele dia senti mais o amor na forma como cada um deles me tratava.

A minha dica para quem está com medo de contar é que não se repreendam por uma coisa que nasce com nós, um sentimento inexplicavel e que por mais “estranho”  que seja para a sociedade, esse somos nós, com os mesmo direitos e deveres de todos!

Bom, esta é uma pequena parte da minha vida espero que sirva de exemplo pra alguém e este alguém espere a hora certa também, pois muitos pais ainda não aceitam esse tipo de coisa!

Uma ótima noite a vocês do blog. Adorei a ideia da postagem, pois assim, de alguma forma, contribuiremos para alguém sair do armário.

O blog quer ouvir você

Conte para o blog como foi a sua experiência de sair do armário. Envie uma mensagem com o seu nome, a sua profissão, a sua cidade, o seu estado e uma foto (opcional) para o email oblogentrenos@gmail.com. A mensagem deve ter o seguinte título: Como eu saí do armário. Se quiser anonimato, basta pedir.

Justiça de São Paulo reconhece casamento civil igualitário Resposta

Casamento Civil Igualitário

Todos os cartórios do Estado de São Paulo terão de habilitar obrigatoriamente homossexuais para o casamento civil. O Diário Eletrônico da Justiça publicou ontem alterações nas Normas de Serviço da Corregedoria-Geral que aplicam ao casamento ou à conversão de união estável em casamento de pessoas do mesmo sexo as regras exigidas de heterossexuais. A medida entra em vigor em 60 dias.

Os casais homossexuais não precisarão mais ter de registrar primeiramente a união estável para depois solicitar a conversão em casamento. Nem terão de recorrer à Justiça para garantir o casamento ou a conversão da união. Basta ir diretamente ao cartório de registro de pessoas naturais e solicitar a habilitação para o casamento.

O procedimento da Corregedoria pacifica decisões judiciais. Em setembro, um acórdão do Conselho Superior da Magistratura determinara o registro de casamento entre pessoas do mesmo sexo em São Paulo em todos os cartórios.

A norma administrativa terá efeito vinculante. “Agora, há a dispensa de provocação judicial. Os cartórios terão a obrigação de cumprir a regra”, explica Alberto Gentil de Almeida Pedroso, juiz assessor da Corregedoria. Recusas serão revistas pelo juiz-corregedor do cartório.

O vice-presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), Luis Carlos Vendramin Junior, diz que a entidade apoia a medida. “Desde o reconhecimento da união estável homoafetiva (no Supremo Tribunal Federal em maio de 2011), a Arpen defende o registro do casamento homossexual. Não precisa nem mudar a lei, porque o STF já disse que é inconstitucional negar a união”, diz Vendramin.

Direito justo. Para José Fernando Simão, professor de Direito Civil da USP, a norma representa o direito sem preconceitos. “É o reconhecimento de um direito que chegou tarde, é a aquisição de um direito justo”, afirma.

A advogada Maria Berenice Dias, presidenta da Comissão da Diversidade Sexual da OAB, disse que a norma da Corregedoria da Justiça paulista abre precedente para a mudança das normas em outros Estados. “Essa resolução vai gerar reflexos. Servirá de referência por eliminar qualquer resistência nos cartórios de registro de pessoas naturais”, afirma Maria Berenice. Cartórios de Alagoas, Paraná, Piauí e Sergipe já habilitam homossexuais para o casamento civil.

Maria Berenice defende principalmente mudanças na lei, como uma nova redação do Código Civil nos artigos sobre casamento, e a criação do Estatuto da Diversidade Sexual para eliminar controvérsias e garantir segurança jurídica no País.

Polícia identifica suspeito de matar por homofobia em Londrina, no Paraná Resposta

Imagem

A polícia de Londrina procura Wellington Coelho da Silva, suspeito de assassinato

A Polícia Civil da cidade paranaense de Londrina já identificou o suspeito de ter assassinado o jovem Lucas Ferraciolli, 18 anos, que levou um tiro na cabeça na madrugada da última sexta-feira, 30 de novembro, na Rua Quintino Bocaiúva. A Polícia Civil acredita que o motivo da morte foi a homofobia.

Wellington Coelho da Silva, de 23 anos, já foi identificado e teve a prisão decretada, mas continua foragido. Segundo testemunhas disseram à polícia, na madrugada do crime, o suspeito deixou o prédio onde mora muito nervoso e com algumas bolsas, e não retornou mais. O revólver apreendido vai ser periciado, mas a polícia diz acreditar que outra arma foi usada no crime.

Horas antes de ser morto, Lucas estava em uma boate gay na Avenida Bandeirantes. “Pelas informações transmitidas pela própria mãe do suposto autor [do assassinato], que ele seria uma pessoa bastante agressiva, com transtornos obsessivos compulsivos, e considerando também informações de que a vítima seria homossexual, pode ser que haja correlação nesse fato entre a conduta da vítima e o comportamento agressivo por parte do autor”, afirmou o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Amaro, em entrevista à RPC TV nesta segunda-feira (3).

A polícia ainda vai ouvir algumas pessoas que estavam com Lucas Ferraciolli naquela noite e também as que estavam com o principal suspeito do crime. Amigos da vítima organizam uma manifestação no centro da cidade, para o próximo sábado, 8 de dezembro, para pedir por Justiça.