Casal de pinguins gays ‘sequestra’ filhote de casal hétero em zoo Resposta

Pinguins

Pinguins gays com filhote ‘sequestrado’ Foto: Reprodução/Facebook (Odense Zoo)

O zoológico de Odense (Dinamarca) está vivendo uma situação inédita e inusitada. Um casal de pinguins gays “sequestrou” o filhote de um casal hétero quando os rivais deixaram o bebê sozinho e saíram para nadar.

“Os pais sumiram e o filhote foi simplesmente sequestrado. Os responsáveis são um par de machos gays”, disse à emissora DR Sandie Hedegård Munck, que é veterinária no zoo.

“Quando eles viram o filhote sozinho, provavelmente pensaram: ‘Isso é péssimo, vamos pegá-lo’. Achei que os pais voltariam e exigiriam o filho de volta, mas o pai ficou andando por aí e se exibindo como se não tivesse um filhote”, acrescentou ela.

A direção do zoo deixaria o filhote com o casal gay se o casal hétero não se esforçasse em recuperá-lo. Mas, após um dia, os pais originais enfrentaram os pinguins gays e, com a ajuda de Sandie, tiveram o filhote de volta.

O final feliz também contemplou o casal gay. Veterinários deram a eles um ovo de uma mãe que não tinha como cuidar dele. Em breve, a família vai aumentar.

Para ver o vídeo clique aqui.

Fonte: Jornal Extra

MP-RS recebe denúncias de agressões e homofobia no bar Pinguim Resposta

Dono do estabelecimento não compareceu a audiência pública sobre o caso | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Dono do estabelecimento não compareceu a audiência pública sobre o caso | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Os casos de clientes que relatam terem sido agredidos no bar Pinguim, na Cidade Baixa, em Porto Alegre, chegaram ao conhecimento do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS). Nesta quinta-feira (25), a Comissão de Defesa do Consumidor e Direitos Humanos da Câmara Municipal (Cedecondh) entregou formalmente a denúncia à Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos. O proprietário do bar e a Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic) podem ser vistoriados nos próximos dias. A intenção é ouvir o dono do estabelecimento, que não compareceu na audiência pública realizada no legislativo em março, e obter respostas da Prefeitura sobre a não autuação do bar.

Denúncias contra bar Pinguim geram representação junto ao Ministério Público do Rio Grande do Sul

A denúncia foi entregue pela presidente da Cedecondh, vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), à diretora da Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos do MP-RS, Christianne Pilla Caminha. A reunião foi acompanhada por um representante das vítimas e representantes dos movimentos sociais. “Os casos foram ouvidos pela Cedecondh em março e comprovam uma prática recorrente de violações por parte do estabelecimento. Uma das denúncias é de homofobia e outro envolve agressões pelo não pagamento da taxa de 10% sobre os serviços do bar”, explica Fernanda Melchionna.

Denúncia foi levada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara, ONG Somos, coletivo Juntos Pelo Direito de Amar e Ítalo Cassará, uma das vítimas de agressões no bar Pinguim | Foto: Nina Becker

Denúncia foi levada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara, ONG Somos, coletivo Juntos Pelo Direito de Amar e Ítalo Cassará, uma das vítimas de agressões no bar Pinguim | Foto: Nina Becker

Foram anexados boletins de ocorrência registrados pelas vítimas e foi relatada à promotora a omissão da Smic na prestação de esclarecimentos sobre a fiscalização no bar Pinguim. “Tem o artigo 150 da Lei Orgânica Municipal que permitiria notificar o estabelecimento e até cassar o alvará com casos recorrentes de violação dos direitos humanos. Não recebemos até hoje a resposta do poder público. Uma postura de omissão do governo municipal”, considera a vereadora.

A Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos irá analisar a abertura de inquérito civil sobre os casos de homofobia. As denúncias de agressões físicas serão encaminhadas à Promotoria Criminal e as acusações de más condições de trabalho dos funcionários do bar ao Ministério Público do Trabalho. A não fiscalização da Smic no estabelecimento e a denúncia sobre o uso ilegal das mesas nas calçadas após o horário estipulado pela Lei do Silêncio serão encaminhadas para a Promotoria da Ordem Urbanística.

Fonte: Sul 21

Denúncias contra bar Pinguim geram representação junto ao Ministério Público do Rio Grande do Sul Resposta

Protesto em frente ao bar Pinguim contra a violência dos garçons, no bairro Cidade Baixa ocorreu no último sábado (19) | Foto: Reprodução/Youtube

Protesto em frente ao bar Pinguim contra a violência dos garçons, no bairro Cidade Baixa ocorreu no último sábado (19) | Foto: Reprodução/Youtube

O caso das supostas agressões envolvendo clientes do bar Pinguim, na Cidade Baixa, em Porto Alegre foi levado à Justiça nesta segunda-feira (21). Uma representação foi registrada pelo advogado Leonardo Vaz, que integra a Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS). Em nome de um grupo de ativistas que protestou contra o bar no último sábado (19), o advogado pede investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) sobre os casos de agressões relatados pelas vítimas.

Os motivos para as agressões iriam desde a recusa dos 10% da taxa de serviço à orientação sexual dos clientes. Segundo os relatos, os garçons e funcionários do bar são os próprios autores das agressões. “Ao que sabemos pode haver problemas trabalhistas na remuneração dos garçons, o que poderia estar incentivando a prática violenta na cobrança da taxa de serviço pelos clientes. Isso tem que ser apurado e envolve também o Ministério Público do Trabalho”, explica o advogado Leonardo Vaz.

Segundo ele, a intenção é apurar as denúncias, identificar os agressores e punir o estabelecimento. “Uma vez constatadas as irregularidades e crimes os órgãos públicos competentes poderão até mesmo, se necessário, fechar o bar”, fala Vaz.

O fechamento do Pinguim foi o principal grito de ordem dos protestantes que se reuniram em frente ao bar no último sábado (19). Motivados pela denúncia feita na última semana pela internet sobre mais uma vítima de violência praticada por garçons do estabelecimento, jovens, militantes e frequentadores da Cidade Baixa se uniram no começo da noite em frente ao bar.

A repercussão da recente denúncia causou mobilização na internet. No protesto em frente ao bar, compareceram cerca de 100 pessoas. “Uma das dificuldades que encontramos foi encontrar vítimas dispostas a se expor em público. Muitas nem registraram a ocorrência por medo”, falou Lucas Maróstica, um dos organizadores do manifesto.

Segundo o jovem, um dos clientes que foi vítima de agressão no Pinguim usou o megafone. “Alguns clientes ficaram sensibilizados e saíram do bar”, falou. Lucas também diz que foram coletadas assinaturas durante o ato como forma de incentivar a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal de Porto Alegre. “A cada apoiador ou cliente que deixava o bar nós comemorávamos e avisávamos pela rede social”, conta.

Audiência pública debaterá o caso na Câmara Municipal 

Bar da região boêmia da Cidade Baixa seria alvo de denúncias “recorrentes”, aponta Centro de Referência às Vítimas de Violência em Porto Alegre | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Bar da região boêmia da Cidade Baixa seria alvo de denúncias “recorrentes”, aponta Centro de Referência às Vítimas de Violência em Porto Alegre | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

A audiência pública no legislativo municipal deverá ser realizada na primeira semana de março, segundo a vereadora e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Fernanda Melchionna. Ela recebe nesta terça-feira (22), a partir das 17h30, os interessados em discutir o assunto e as vítimas do bar. “Vamos ouvir formalmente estas denúncias. Sabemos o histórico do bar e ao que apuramos apenas um caso teve encaminhamento judicial. Se existe homofobia e agressões por extorsão dos clientes, os poderes têm que se envolver”, defende.

A ideia da vereadora é documentar a cronologia dos casos e elencar as razões e autores das agressões. Nos casos de homofobia, o artigo 150 da Lei Orgânica de Porto Alegre prevê multas ao estabelecimento e perda de alvará em casos de reincidência. “Em outro momento estávamos brigando na Justiça pela abertura de um bar (Passefica), hoje estamos lutando para fechar outro pelo mesmo motivo (homofobia)”, recorda o advogado da Comissão de Diversidade da OAB, Leonardo Vaz.

Em 2012, o bar para população LGBT Passefica, na Rua da República, foi perseguido pela fiscalização da Prefeitura de Porto Alegre. Em outubro do mesmo ano o estabelecimento conseguiu na Justiça o direito de permanecer aberto e com as mesas funcionando nas ruas. Uma das queixas dos frequentadores do bairro Cidade Baixa é que o bar Pinguim estaria sendo beneficiado pela Secretaria de Produção, Indústria e Comércio (Smic) com a permanência das mesas nas ruas após o horário de fechamento dos bares, descumprindo as exigências da Lei do Silêncio. “Ele é o único da Rua Lima e Silva a seguir funcionando durante a madrugada, sem limitação no número de mesas, que por vezes tranca até mesmo a passagem dos pedestres”, acusa Lucas Maróstica.