RJ: Atores e chefe da Polícia Civil participam de campanha pela criminalização da homofobia no Brasil Resposta

Depois de acompanhar o aumento das agressões e mortes de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros o ator e diretor Aloísio de Abreu resolveu iniciar uma campanha pela criminalização da homofobia. Ele reuniu personalidades como os atores Marcelo Serrado, Beth Goulart e Cissa Guimarães, a apresentadora Fernanda Lima, o diretor de Tv Ricardo Waddington e a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha, em um vídeo com depoimentos e questionamentos sobre a falta de punição para este tipo de crime no Brasil.

A ideia do ator ganhou força depois da divulgação do último relatório da violência contra gays, lésbicas, transsexuais e travestis, divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos de Presidência da República. De acordo com o levantamente, os crimes motivados por homofobia tiveram um aumento de 46% .

Aloísio de Abreu: luta contra a homofobia Foto: Guga Melgar / O Globo

Aloísio de Abreu: luta contra a homofobia Foto: Guga Melgar / O Globo

– Criei a campanha porque realmente me questionei e perguntei a algumas pessoas o porquê da homofobia não ser criminalizada e não ouvi resposta. Juntei então algumas pessoas importantes e outras com quem lido no meu dia a dia para fazer o vídeo e iniciar a campanha – contou.

Além dos vídeos, Aloísio lançou também a página “Sente muito, Brasil!”, no Facebook. A ideia é convocar os brasileiros a debater o tema. Serão divulgados 4 filmes por semana, lançados às quintas-feiras.

– Já tivemos mais de 500 likes em apenas 5 dias, mais de 3.000 vizualizações e dezenas de compartilhamentos – comemorou.

Fonte: Extra

Mato Grosso prepara Grupo de Combate à Homofobia visando a Copa 2014 Resposta

Darwin Júnior - Olhar Copa

Darwin Júnior – Olhar Copa

 

 

A homofobia também entrou no pacote da capacitação da Segurança Pública em Mato Grosso visando a Copa do Mundo 2014. O Grupo Estadual de Combate à Homofobia (Greco) encerrou, na última sexta-feira (30/8), o seminário de “Nivelamento de Informações sobre Homossexuais, Travestis e Transexuais para profissionais da Segurança Pública”. Desde a sua criação, esta foi a primeira atividade do grupo que deve intensificar suas ações até 2014.

Policiais militares e civis, profissionais da Politec, guardas municipais, bombeiros, membros do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e servidores da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) participaram da capacitação realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O objetivo do seminário foi preparar os profissionais de segurança pública sobre as especificidades dos movimentos LGBT, além de capacitar os 30 integrantes do Greco empossados no último mês.
O secretário executivo do Greco, Rodrigues de Amorim Souza, explicou que “a capacitação irá colaborar para o policial quando for atender uma ocorrência envolvendo alguém do movimento. Ele deverá estar preparado para diferenciar as especificidades, a motivação criminosa e as providências necessárias a se tomar a partir do primeiro contato. Também vamos preparar nossa força policial para Copa do Mundo, quando receberemos pessoas de várias orientações sexuais”.
Já o coordenador do Greco, coronel BM, Marcos Roberto Weber Hübner, ressalta que os profissionais estão em constante evolução no atendimento das ocorrências que envolvem o público LGBT. Segundo ele, entre as ações que estão sendo desenvolvidas com os profissionais de segurança pública, uma das intenções é oferecer uma capacitação adequada para atender as ocorrências e realizarmos um bom trabalho.
“O evento é importante para conscientizar os policiais no que diz respeito ao atendimento das pessoas LGBT. O policial não pode deixar o preconceito aflorar na execução da atividade, porque a partir do momento em que ele deixa o sentimento surgir, ele deixa de compreender, de ser tolerante e passa a julgar as pessoas. A nossa função não é de julgar ninguém, e sim buscar a verdade”, afirma o delegado geral da Polícia Judiciária Civil, Anderson Garcia.

‘Não sei explicar essa obsessão’, diz suspeito de matar gays em Cuiabá 3

Suspeito declarou que sempre teve curiosidade em matarhomossexuais (Foto: Reprodução/TVCA)

Suspeito declarou que sempre teve curiosidade em matar
homossexuais (Foto: Reprodução/TVCA)

O jovem Francisco Rodrigues da Costa, de 23 anos, preso pela Polícia Civil pela suspeita de assassinar dois homossexuais em Cuiabá (MT), não se mostra arrependido pelos crimes. Sem restrições em falar sobre o assunto, na delegacia, o rapaz afirma que se trata de uma obsessão. “Não sei explicar essa obsessão em matar este tipo de pessoa [gays]. Sempre tive curiosidade de como seria e vendo outros matarem, comecei a praticar também”, confessou.

A prisão do suspeito ocorreu na última sexta-feira (8/3) e, em depoimento ao delegado Walfrido Franklin do Nascimento, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), ele confessou que o principal objetivo é roubar as vítimas. Francisco Rodrigues teria matado a facadas um homem de 37 anos, no dia 4 de março, cujo corpo foi encontrado em um terreno baldio do Bairro Coab Nova. Um casal que passava pela local foi quem acionou a Polícia Militar.

Declarou também que contou com ajuda de um comparsa para matar a vítima. Confessou ainda ser o autor de outro homicídio, ocorrido com o mesmo procedimento, em novembro de 2012, no bairro Boa Esperança. A vítima tinha 59 anos.

“Eu roubei e matei todos eles. E se eu sair e tiver alguém que fique correndo atrás de mim, eu mato de novo”, disse o jovem. O delegado Walfrido Franklin avalia que o suspeito possui um perfil frio e sente prazer nas mortes, conforme as declarações dadas por ele no inquérito aberto para apurar os casos.

O delegado observa também que o suspeito revelou que tem relação sexual com todas as vítimas antes de matá-las. “Ele diz que por elas [ vítimas] serem homossexuais também, facilitaria a ação criminosa por conseguir se aproximar delas mais facilmente e controlá-las”, frisou. Contudo, a Polícia Civil não descarta a possibilidade de homofobia, apesar do suspeito se dizer homossexual.

Vítima foi morta a facadas e teve pés e mãos amarrados comum cinto de segurança (Foto: Reprodução/TVCA)

Vítima foi morta a facadas e teve pés e mãos amarrados com
um cinto de segurança (Foto: Reprodução/TVCA)

Ao ser questionado sobre o que sente em relação aos assassinatos, Francisco Rodrigues apenas declarou: “já morreram já. Agora é cabeça erguida, seguir para frente e fazer minha caminhada de novo. Só isso”.

Outros detalhes foram revelados por Francisco durante depoimento. Conforme o delegado, o jovem teria dito que já estava “flertando” com uma outra pessoa que, segundo ele, seria sua terceira vítima. O “diferencial”, apontou o delegado, é que o suspeito fez questão de declarar que está “aprimorando os assassinatos com requintes de crueldade”. “A informação que nos deu é de que as próximas vítimas seriam mutiladas, queimadas e enterradas, com intuito de dificultar o trabalho da polícia na localização do corpo”, frisou.

Dessa forma, a Polícia Civil busca identificar e localizar o segundo suspeito envolvido no assassinato, como apurar se há outras pessoas ligadas aos homicídios.

Brutal
Na manhã de terça-feira, do dia 5, o corpo da vítima foi encontrado com os pés e as mãos amarrados com um cinto de segurança. A arma do crime, uma faca, também estava no local. De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), o home foi morto com três facadas e uma pancada na cabeça. O tênis que ele usava quando foi assassinado havia sido vendido em um ponto de venda de drogas.

A vítima estava em um veículo, que foi incendiado e encontrado pela polícia na mesma região. “Eles [suspeito e comparsa] roubaram os pertences da vítima e o carro. No caminho, o veículo foi incendiado e deixado próximo ao local do crime”, contou o delegado.

Portaria determina que B.O. registre nome social e teor de crimes homofóbicos no Maranhão Resposta

Cristina Meneses assina portaria que definenomenclatura de crimes contra a homofobia

Cristina Meneses assina portaria que define
nomenclatura de crimes contra a homofobia

A delegada-geral de Polícia Civil do Maranhão, Cristina Meneses, assinou, nesta sexta-feira (15/2), portaria que disciplina o atendimento a ocorrências de crimes contra a comunidade LGBT. O documento determina que os boletins de ocorrência registrem o nome social da vítima e o teor do crime.

A ideia é que a nomenclarura específica direcione melhor as estratégias de segurança, com tratamento diferenciado desde o registro do B.O. “Estamos atendendo uma reivindicação do próprio segmento. Com a motivação de homofobia, as investigações podem chegar de uma maneira mais rápida à autoria desses crimes. Além disso, estamos efetivando uma política de Direitos Humanos”, ressaltou Maria Cristina.

Uma nova reunião ficou agendada para o primeiro semestre de março. O encontro pretende discutir as medidas com a Defensoria Pública e com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Cidadania (Sedihc).

Reportagem: G1

Agressão a travesti Mel Freitas está sendo investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro 2

Mel Freitas

Mel Freitas

Apesar da preocupação da Polícia Civil com um plano de policiamento preventivo e especializado para a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais) no carnaval, os casos de agressões a esse grupo da sociedade continuam ocorrendo na capital fluminense.

No dia 31 do mês passado, a travesti Melissa Freitas, eleita Princesa Gay do Carnaval de 2013 no Rio de Janeiro, foi espancada e jogada de uma passarela sobre a linha do trem em Padre Miguel, na zona oeste, depois de deixar, por volta das 2h,  a quadra da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel.

Depois de conversar com dois homens de carro, Melissa foi agredida e jogada do alto da passarela da Estação de Padre Miguel na linha do trem. A vítima sofreu múltiplas fraturas, nas pernas e na bacia e está internada no Hospital Estadual Albert Schweitzer, aguardando melhora do seu estado de saúde para ser transferida para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).  O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, foi informado do crime e aguarda que a paciente melhore para tratar da transferência.

O caso foi denunciado nas rede sociais e está sendo tratado em uma investigação rigorosa pela Polícia Civil, que trabalha com quatro frentes de investigação: assalto, homofobia, programa com cliente ou crime passional. A chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, também foi informada do crime e está empenhada para que seja esclarecido o mais rápido possível.

O coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Claúdio Nascimento, disse que independente do que Melissa sofreu, o crime tem traço de homofobia porque o “autor mostrou que a violência foi com requintes de crueldade, rejeição, ódio e deve ser repudiada”.

Nascimento mostra-se indignado com a violência da ação que poderia resultar na morte da Melissa. “Esse nível de crueldade como ela sofreu era para estar morta. As violências ou assaltos contra gays e travestis são muito mais violentos. A finalidade do autor é exterminar a homossexualidade da face da Terra”, disse.

Polícia do RJ atuará contra homofobia durante Carnaval 2013 1

Foto: Daniel Ramalho / Terra

Foto: Daniel Ramalho / Terra

No Carnaval do Rio de Janeiro, 200 policiais vão atuar no combate às manifestações de discriminação ou violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) na capital fluminense. A operação vai até o dia 21 em todo o estado.

Ao lado de 40 delegados que atuam na cidade, a chefe da Polícia Civil Estadual, Martha Rocha, anunciou nesta segunda (4/2) o esquema de policiamento, que será integrado com os órgãos de assistência social. “O quantitativo de pessoas nas ruas por vezes torna o ambiente mais propício às situações de discriminação ou violência. Vamos atuar para evitar problemas dessa natureza e garantir o respeito à [população] LGBT’, disse Martha Rocha.

O Disque Cidadania LGBT (0800 023 4567) vai funcionar 24 horas para receber denúncias. O plantão do Centro de Referência da Capital será de 9h às 18h, com advogados, assistentes sociais e psicólogos para dar suporte à comunidade LGBT que tenha sofrido discriminação ou busca informação. O centro fica na Praça Cristiano Otoni, no prédio da Central do Brasil, 7º andar.

Além dessas ações, as delegacias de atendimento ao turista e o batalhão de policiamento em áreas turísticas receberam materiais educativos bilíngues.

Estudantes acusam policiais de não querer registar queixa de homofobia no Rio de Janeiro 1

Estudante Mariana Correia foi expulsa do restaurante após beijar a namorada(Crédito: Priscilla Moraes / CBN)

Estudante Mariana Correia foi expulsa do restaurante após beijar a namorada
(Crédito: Priscilla Moraes / CBN)

Depois de serem expulsas do restaurante Victor, no bairro da Lapa, no Centro do Rio de Janeiro, após um beijo, as estudantes Mariana Correia, de 24 anos, e Caroline Pavão, de 21, enfrentaram dificuldades na hora de registrar a ocorrência.

Elas chegaram na delegacia da Avenida Gomes Freire, na manhã desta quarta-feira (16) e levaram cerca de quatro horas para concluir o registro.

Segundo o assessor jurídico da Coordenadoria da Diversidade Sexual da prefeitura do Rio, Carlos Alexandre, que as recebeu, para formalizar a denúncia de discriminação, os agentes que atenderam as estudantes, tentaram convencê-las a não registrar o boletim de ocorrência (BO), além de sugerirem que procurassem por conta própria o homem que pediu para que saíssem do local.

“Elas sofreram um segundo constrangimento, pelo que foi dito, porque elas passaram quatro horas na delegacia de polícia, tentando fazer a ocorrência. Tentaram convencê-las a não fazer. Na delegacia pediram que elas procurassem um amiguinho, para que ele tentasse descobrir quem era o autor do fato, porque senão ficava muito difícil. A Mariana, inclusive, insistiu, aí fez o registro de ocorrência, depois de quatro horas”, disse Carlos Alexandre.

Procurada pela CBN, a Polícia Civil não localizou o delegado responsável pelo caso.

Mariana Correia e Caroline Pavão, prestaram queixa contra o estabelecimento comercial e, a partir de agora, serão colhidos os documentos comprobatórios e reunidas as testemunhas, que possam confirmar o descumprimento da Lei Municipal 2475/1996, que proíbe a discriminação ligada a identidade de gênero ou a orientação sexual.

O restaurante Victor será notificado e vai prestar esclarecimentos.

+ Rio de Janeiro: Casal de lésbicas é expulso de bar após beijo

Não pode

O descaso da Polícia Civil com relação a um ataque homofóbico é uma afronta à política de inclusão social dos LGBTs implantadas pelos governos municipal e estadual do Rio de Janeiro.

A Polícia Civil não vai fazer nada? Quem garante que o delegado, até agora sem nome, vai fazer a investigação direito?

Preso um dos suspeitos de matar jornalista e ativista Lucas Fortuna Resposta

Lucas Fortuna

Lucas Fortuna

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu um dos suspeitos de assassinar o jornalista goiano Lucas Cardoso Fortuna, de 28 anos. Ele foi encontrado morto no dia 18 de novembro, na praia de Calhetas, no Cabo de Santo Agostinho, Litoral Sul do Estado. O blog vem acompanhando o caso, clique aqui para saber mais. Um segundo suspeito de participar do crime encontra-se foragido. Os detalhes do caso serão apresentados em coletiva, na quinta-feira (6), na sede da Polícia Civil, na capital Recife.

O homem foi detido pelos policiais no interior do Estado, segundo informou a delegada Gleide Ângelo na tarde desta quarta-feira (5). Ela não quis adiantar se o crime teve motivação homofóbica ou se o jornalista foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), hipóteses que vinham sendo investigadas pela polícia.

Lucas Cardoso Fortuna era árbitro de vôleibol e militante dos direitos dos LGBTs. Ele estava em Pernambuco para participar de uma competição quando foi assassinado.

O Disque-Denúncia de Pernambuco chegou a oferecer recompensa de R$ 3 mil para quem repassasse informações sobre a morte do jornalista. O laudo preliminar divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) do Recife, dias após o crime, apontou afogamento como causa da morte. No entanto, o exame também identificou duas facadas, uma no pescoço e outra perto da orelha, além de sinais de espancamento pelo corpo da vítima.

Familiares e amigos acreditam que a morte esteja relacionada com crime de ódio e homofobia. O motivo da desconfiança é o fato de o corpo do jornalista ter sido encontrado vestido apenas com roupa íntima na praia onde ele foi assassinado. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).