Mães pela igualdade protestam no Rio contra assassinatos por homofobia Resposta

A manifestação na Cinelândia, no Rio, pediu a criminalização da homofobia e os manifestantes denunciam que os assassinatos de homossexuais são sempre extremamente violentos e agressivos (Crédito: Agência Brasil)

A manifestação na Cinelândia, no Rio, pediu a criminalização da homofobia e os manifestantes denunciam que os assassinatos de homossexuais são sempre extremamente violentos e agressivos (Crédito: Agência Brasil)

O grupo Mães pela Igualdade  reuniu-se, no dia 31 de janeiro, na escadaria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, centro da cidade, para protestar contra os assassinatos de 39 pessoas por crime de homofobia somente em janeiro.  Com cartazes e uma enorme bandeira com as cores do arco-íris, os manifestantes exigiram a criminalização do ódio contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTs). Uma das integrantes do grupo, composto por mães de pessoas LGBTs, Georgina Martins, explicou que este foi o primeiro ato que elas organizaram desde a criação do movimento, em 2011.
“É um absurdo que, em menos de um mês, 39 assassinatos de pessoas LGBTs. Queremos que o crime de homofobia seja tipificado como crime e sairemos para a rua com mais frequência”, disse ela, ao informar que a prefeitura vai disponibilizar um espaço para servir de sede para atendimento para pais e mães que têm dificuldade para aceitar a condição sexual dos filhos ou que precisam de apoio. O filho de Georgina, Camilo Martins, explicou que os assassinatos são sempre extremamente violentos e agressivos. “A gente fica muito mexido com isso, pois a pessoa não leva um tiro, ela é enforcada, apedrejada, morta a facadas, então realmente é muito ódio, muita frieza, que não dá para entender”, disse.

O blogueiro Sérgio Viula e ativista da causa LGBT  contou sobre casos em que as vítimas tiveram o pênis cortado e objetos penetrados nos orifícios tanto de homens quanto de mulheres. “Alguns foram violentados antes, estrangulados, são coisas bem chocantes”, narrou.

Dados coletados por integrantes do Grupo Gay da Bahia (GGB) apontam que  o Brasil concentrava 44% de todas os casos de homofobia letal no mundo em 2013. “Os números superam os de países que tem leis que perseguem homossexuais, como Uganda, Nigéria e Rússia”, ressaltou Viula.

Para o casal Fernanda de Moura e Gisleide Gonçalves que passava pela manifestação e decidiu permanecer com o grupo, a maioria das práticas de preconceito não mata, mas são extremamente danosas. “Não é só a questão do assassinato, é o dia a dia. Os olhares, as piadas, a mídia. Claro que o pior é quando acaba com assassinato, mas não é só isso que sofremos cotidianamente”, declarou Gisleide, que é diretora de escola. “Precisamos de investimento em educação, como formação de professores onde abram o debate sobre a questão da sexualidade dentro da escola, tem que começar na base”.

Para Kelly de Mendonça Bandeira, que é mãe de um rapaz homossexual de 23 anos, é preciso conscientizar também as famílias contra o preconceito. “Como mãe que já foi preconceituosa, estou aqui justamente dizendo que o amor transforma, de verdade. Quando meu filho me contou eu não aceitei, mas o amor me transformou”, disse.

O advogado Sérgio Roque passava pela Cinelândia e parou para ler os cartazes. “Acho importante, pois é uma forma de denunciar o que está acontecendo e cobrar políticas públicas sociais que possam agregar, incluir e conscientizar e pressionar a Justiça a receber esses casos e punir com rigor”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Movimento LGBT faz protesto contra a homofobia e Feliciano em Maricá (RJ) Resposta

O feriado de Proclamação da República amanheceu no Centro de Maricá (RJ) com um protesto do Movimento LGBT  contra a homofobia e, aproveitando a vinda do presidente da comissão de Direitos Humanos da Câmara, o Deputado e Pastor Marco Feliciano à cidade, o grupo também proclamou que o mesmo não os representam.

Cartazes foram colocados em forma de protesto contra a homofobia. (Foto: João Henrique | Maricá Info)

Cartazes foram colocados em forma de protesto contra a homofobia.
(Foto: João Henrique | Maricá Info)

Marco Feliciano, que é pastor evangélico e deputado federal, tem causado muita revolta acerca de suas colocações sobre a homossexualidade e já foi acusado de ser homofóbico e racista em suas pregações e postagens em sua conta na rede social Twitter.

Ele estará em Maricá justamente nesta sexta-feira (15) em uma igreja evangélica no bairro Parque Nanci, onde haverá um culto com a presença de pastores da cidade e cantores gospel.

MPF investiga se ativistas LGBT foram agredidos em evento com Feliciano no Pará Resposta

Pará

O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para apurar as denúncias de agressões contra ativistas LGBT que protestavam durante evento da igreja Assembleia de Deus, em Santarém, no oeste do Pará, no último dia 29.

As agressões teriam ocorrido no momento em que o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) celebrava um culto. Revoltado com os militantes, que para protestar abriram uma bandeira com as cores LGBT, o parlamentar pediu que a Polícia Militar (PM) interviesse e os prendesse.

Antes da intervenção da polícia, seguranças do evento foram até os manifestantes e, de acordo com relatos dos ativistas, os agrediram com tapas, socos e armas de choque. Os policiais miliares chegaram somente depois e, segundo os manifestantes, usaram força desproporcional contra eles. Três militantes foram presos, entre eles um que filmava os acontecimentos.

Em nota, o MPF afirmou que irá pedir a identificação dos policiais que participaram da segurança do evento e ouvirá os manifestantes. A Procuradoria também requisitou laudos dos exames de corpo de delito realizados após as agressões.

O outro lado

Por volta de 18h15, a reportagem entrou em contato com o responsável pelo setor de comunicação da PM, mas ele afirmou que não seria possível emitir um posicionamento da corporação em função do fim do expediente.

A assessoria do deputado também foi procurada e afirmou que Feliciano só poderá falar sobre o episódio amanhã, pois hoje está com a família. A reportagem não conseguiu localizar representantes da Assembleia de Deus em Santarém.

Veja o vídeo aqui: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/08/05/mpf-investiga-se-ativistas-lgbt-foram-agredidos-em-evento-com-feliciano-no-para.htm

Antes de ser morto, professor de Mato Grosso protestou na web contra homofobia Resposta

Horas antes de ser assassinado em Cuiabá (MT), o professor Pedro Araújo (52), usou a rede social para protestar contra a violência e agressões sofridas por gays. Na página do seu perfil, na web, ele postou uma imagem com três fotos de jovens espancados em atos homofóbicos, com a frase “Estes jovens foram espancados apenas por serem gays. Diga não à homofobia”.

A publicação ocorreu no sábado (3/8) e o professor foi encontrado morto no domingo (4/8), dentro da própria residência, um condomínio no Bairro Recanto dos Pássaros. Uma moradora tinha a chave da casa e estranhou o desaparecimento do professor durante todo o dia. Na noite de domingo, ela decidiu entrar no local e encontrou a vítima amordaçada, com os pés e as mãos amarrados. O corpo estava no chão, dentro do quarto. Ele apresentava ter sido estrangulado ou asfixiado.

Um boletim foi registrado pela Polícia Militar (PM) que informou que a vítima era gay. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). O delegado Antônio Carlos Garcia, responsável pelo inquérito, disse que o suspeito é um jovem de aproximadamente 18 anos e que foi visto por moradores saindo da residência no domingo, por volta das 6h30.

O jovem utilizou o carro da vítima para deixar o local. “Diversas testemunhas relataram que viram um rapaz deixando a casa, logo cedo. O local foi encontrado revirado, com vários objetos espalhados pela casa. Alguns estavam em uma sacola preparados para serem levados. Mas acho que o suspeito ficou com receio pela movimentação de pessoas e acabou deixando na sala. Por isso o caso passou de homicídio para latrocínio”, declarou o delegado.

Ainda não há informações sobre a identificação do suspeito. O delegado ressalta que está apurando se o rapaz seria um garoto de programa contratado pelo professor ou alguém com quem ele já vinha mantendo relacionamento. No entanto, informou que o garoto já foi visto outras vezes saindo da residência da vítima. De acordo com o delegado, a equipe de perícia conseguiu recolher fragmentos de impressões digitais para a possível comparação com algum suspeito. As buscas pelo veículo também estão sendo realizadas e até a publicação desta matéria no G1 ainda não havia sido localizado.

O delegado Antônio Garcia solicitou ainda informações da direção da escola a qual o professor trabalhava para verificar se o suspeito pode ser um possível aluno. Familiares informaram que o corpo do professor será enterrado em Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Casos semelhantes
Em janeiro deste ano, um caso parecido foi registrado pela polícia. O professor Iltomar Rodrigues de Moraes, de 50 anos, etava desaparecido desde o dia 27 e foi encontrado morto no dia 30 do mesmo mês em um matagal  próximo à MT-010, no Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá. Conforme as investigações, ele teria sido morto a facadas por um garoto de programa de 19 anos.

No dia 14 de março um dançarino de 38 anos também foi morto a facadas no Bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Na ocasião, um rapaz de 18 anos foi preso. Ele disse ter sido contratado para fazer um programa com a vítima e houve desentendimento. Durante a discussão, ele pegou uma faca e desferiu alguns golpes contra o dançarino.

Todos culpam Feliciano pela ‘cura gay’, mas o projeto é do deputado João Campos 2

Deputados João Campos e Pastor Marco Feliciano

Deputados João Campos e Pastor Marco Feliciano

Todos estão protestando contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, pela aprovação do do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 234/2011, que suspende trechos da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99, que estabelece normas de atuação para profissionais de psicologia em relação a questões de orientação sexual. É bom lembrar que o projeto, mais conhecido como ‘cura gay’, é de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO).

Para deixar o seu protesto para os deputados, basta entrar em contato assim:

Deputado Pastor Marco Feliciano: telefone: (61) 3215-5254 – fax: 3215-2254 ou pela internet, clicando aqui.

Deputado João Campostelefone: telefone: (61) 3215-5315 – fax: 3215-2315 ou pela internet, clicando aqui.

Marco Feliciano é alvo de protestos antes de palestra em evento no Rio Grande do Sul Resposta

Protesto contra deputado e pastor Marco Feliciano em Santa Cruz do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)

Protesto contra deputado e pastor Marco Feliciano em Santa
Cruz do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)

Cerca de 200 pessoas participaram na tarde deste sábado (15/06) de uma manifestação em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Marco Feliciano. Por volta das 16h, após uma caminhada, o grupo já se concentrava em frente ao Ginásio Poliesportivo, onde é realizado o Encontro Interdenominacional de Missões Culturais, que teria a participação do deputado em uma palestra à noite.

Com cartazes, faixas e gritos de ordem, o grupo quer a renúncia de Feliciano da Comissão. A manifestação foi organizada nas redes sociais e começou na praça central de Santa Cruz do Sul,  passou pelas principais ruas da cidade até chegar ao Parque da Oktoberfest, onde é realizado o evento religioso. A Brigada Militar montou um esquema de segurança com viaturas, polícia montada e apoio da Guarda Municipal. Nenhum confronto foi registrado.

Marco Feliciano chegou por volta das 20h à cidade e se dirigiu direto ao local da palestra em um carro, sem falar com a imprensa. Os manifestantes já haviam se dispersado e não ocorreu nehum ato contra o deputado.

O evento é realizado pela Igreja Evangélica Pentecostal Ebenézer Conservadora no município. O compromisso do deputado é como pastor, e não político. As atividades começaram na manhã de sábado (15/06) e se estendem por hoje.

A organização não confirmou, mas Feliciano deve sair de Santa Cruz do Sul e voltar a Brasília hoje pela manhã.

O deputado se tornou alvo de protestos, após assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, por falas racistas e homofóbicas.

Fonte: G1

Parada Gay de SP deve ter protesto contra Feliciano, Bolsonaro e Malafaia Resposta

Parada Gay 2012

Parada Gay 2012

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) divulgou nesta quinta-feira (2/5) o cartaz da Parada Gay deste ano, agendada para o dia 2 de junho. O tema da parada será “Para o armário nunca mais! União e Conscientização na luta contra a homofobia”. Um dos carros alegóricos deve protestar contra pessoas que tentaram diminuir os direitos conquistados pelos homossexuais ao longo do ano, como o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) Divulgação/APOGLBT

A associação que organiza a Parada Gay de São Paulo, a APOGLBT, divulgou nesta quinta-feira (2/5) que um dos trios elétricos que participarão do desfile deste ano terá protestos contra os deputados federais Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ), e o pastor evangélico Silas Malafaia, além de outras pessoas que tenham agido contra os direitos conquistados pelos homossexuais.

“Esses indivíduos [Feliciano, Bolsonaro e Malafaia] são apenas a ponta do iceberg. Eles conseguiram ressonância em uma sociedade que diz que não é racista nem preconceituosa, mas mostra que é racista e preconceituosa”, diz Nelson Matias Pereira, diretor-executivo e um dos fundadores da associação. “São representantes dos que pensam igual a eles.”

A APOGLBT estima que entre 20 e 22 trios elétricos vão participar do desfile, marcado para 2 de junho. O prazo de inscrição termina no dia 15 de maio e 17 já foram confirmados. Todos os carros alegóricos do desfile são usados para protestar contra a homofobia.

O último, no entanto, chamado de “Trio da Paz”, tradicionalmente traz mensagens de reforço ao tema da parada, que este ano é ‘Para o armário, nunca mais! União e conscientização na luta contra a homofobia’.

Feliciano, Bolsonaro e Malafaia não serão temas exclusivos do último trio elétrico, mas certamente serão lembrados em faixas e outras formas de protesto. “Não tenho nada contra aqueles que querem manifestar sua fé; o que não pode é isso ser usado como arma contra os outros”, diz Pereira.

O deputado Pastor Marco Feliciano, atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, colocou na pauta da comissão a votação do projeto chamado de ‘cura gay’, e recebeu apoio do deputado Bolsonaro durante as reuniões da comissão em que houve protestos. O pastor Silas Malafaia chegou a comparar homossexuais a bandidos e assassinos na TV aberta. Para Pereira, “isso é um retrocesso de um país democrático como o nosso”.

O show de encerramento do desfile será feito pela cantora Ellen Oléria, vencedora da primeira temporada do reality show The Voice Brasil, da TV Globo, no ano passado. Ellen é homossexual e levou sua namorada ao programa de TV.

A organização da parada também procurou a cantora Daniela Mercury, que assumiu publicamente ter um relacionamento amoroso com uma mulher, em abril. Daniela faria a apresentação do hino nacional ou ficaria em um dos trios, mas sua participação ainda não foi confirmada.

Opinião

As paradas do orgulho LGBT têm se mostrado ineficazes como instrumento de protesto contra a homofobia e a transfobia, e de visibilidade da comunidade ou reivindicação por maior inclusão social. O que se vê é um carnaval fora de época com a presença de muitos heterossexuais que lá vão, não para apoiarem os direitos humanos, mas para assistirem ao “show” ou se divertirem com ele.

Debate sobre casamento gay na França é alvo de protestos Resposta

Gays: foi convocada uma grande manifestação para o próximo domingo em Paris, a terceira depois de outras duas que segundo os organizadores reuniram um milhão de pessoas cada uma.

Gays: foi convocada uma grande manifestação para o próximo domingo em Paris, a terceira depois de outras duas que segundo os organizadores reuniram um milhão de pessoas cada uma.

Os deputados franceses iniciaram nesta quarta-feira o segundo e definitivo exame do projeto de lei para legalizar o casamento homossexual na França, enquanto os protestos aumentam nas ruas e se registram alguns episódios de violência e de assédio a políticos.

“Não há uma única maneira de viver em casal e em família”, disse na abertura da sessão na Assembleia Nacional a ministra francesa de Justiça, Christiane Taubira.

Depois que o Senado aprovou na sexta-feira passada o projeto de lei, um promessa de campanha de François Hollande, a resolução entrou hoje em sua reta final para ser aprovada na câmara baixa.

A ministra reconheceu diante dos parlamentares que o texto causa reservas em parte da população francesa, mas ressaltou que isto não deve se confundir com as pessoas “que cospem ódio, praticam a violência e insultam cargos públicos”.

Nos últimos dias vários ministros foram acossados em seus domicílios e em atos públicos. Além disso, foram registradas agressões a homossexuais e a jornalistas a favor do projeto.

O ministro francês de Interior, Manuel Valls, chegou inclusive a denunciar que existem parlamentares “que receberam ameaças de morte” por terem se manifestado a favor do casamento gay.

Enquanto se tenta elucidar que papel desempenharam nesses episódios grupos de extrema direita, como a organização estudantil Gud e o Bloco Identitario, os opositores civilizados do texto anunciaram que se manifestarão de acordo com a lei todos os dias em frente à Assembleia Nacional.

Fonte: EFE

Cariocas protestam contra Feliciano Resposta

Foraf

Cerca de 1,2 mil pessoas protestaram na manhã do último domingo (7/4) em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, contra a permanência do deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. A manifestação reuniu parlamentares, artistas e representantes de diferentes organizações religiosas e movimentos sociais.

Gritando palavras de ordem pedindo pela saída de Feliciano, eles caminharam pela orla de Copacabana em um protesto que durou mais de duas horas. “Tire sua fobia do caminho, que eu quero passar com o meu amor”, diziam alguns dos cartazes empunhados pelos manifestantes.

Para o diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, a postura autoritária e intolerante de Feliciano à frente da CDH revela sua pretensão de capturar a comissão para uma agenda restrita e fundamentalista. “Isso só reforça a importância do Congresso e dos partidos políticos se darem conta do enorme erro que cometeram ao colocar a Comissão dos Direitos Humanos como moeda de troca numa barganha política pelas posições no Congresso”.

O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) reconheceu que a eleição de Feliciano não fere os regimentos internos da Câmara, mas afirmou que os parlamentares estão se mobilizando para tentar demovê-lo do cargo. ” O PSC tem outros nomes para indicar. Nós sugerimos até o nome do Hugo Leal, que apesar de ser conservador é um cara do diálogo”, afirmou Wyllys, criticando a recente atitude de Feliciano em impedir o acesso do público às reuniões da comissão.

Wyllys também afirmou que Feliciano tem adotado a estratégia de entregar a relatoria das proposições que chegam à CDH para análise a aliados que possivelmente irão barrá-las. “Não é que vamos banir o ponto de vista conservador do debate político. O Marco Feliciano nem conservador é, ele é um reacionário”.

As repugnantes declarações de Feliciano têm causado desgastes dentro do próprio partido. No início deste mês, a deputada federal Antônia Lúcia, integrante da CDH há três anos, ameaçou renunciar ao cargo de vice-presidente da comissão após Feliciano afirmar que o colegiado era “dominado por Satanás”.

Informações:  Estadão

Yasmin Brunet e Antonia Morais dão selinho em protesto contra Feliciano Resposta

Yasmin Brunet e Antonia Morais: não representa (Foto: Reprodução/Instagram)

Yasmin Brunet e Antonia Morais: não representa (Foto: Reprodução/Instagram)

Seguindo o exemplo de Fernanda Montenegro, que deu selinho em Camila Amado ao receber um prêmio de teatro, Yasmin Brunet e Antonia Morais também selaram os lábios nesta quarta-feira, 3, para protestar contra a permanência do pastor Marco Feliciano na presidência da  Comissão de Direitos Humanos. “Amor não escolhe raça ou sexo. O amor é livre… Feliciano não nos representa”, escreveram na legenda da foto que foi postada em seus perfis do “Instagram”.

O ator Bruno Gagliasso também entrou aderiu ao protesto e postou uma foto em que aparece dando um selinho em Matheus Nachtergaele. “Quanto menos você sabe mais você julga. #felicianonãomerepresenta”, escreveu ele.

A campanha “Feliciano não me representa” começou a se espalhar pelas redes sociais após a divulgação de declarações polêmicas do pastor. Desde que teve a indicação para assumir o cargo, Feliciano é alvo de protestos que o acusam de  homofobia e racismo.

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Grupo Copacabana Club protesta contra deputado Pastor Marco Feliciano no Lolla Palooza 1

A banda Copacabana Club faz protesto contra o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos, durante sua apresentação (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

A banda Copacabana Club faz protesto contra o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos, durante sua apresentação (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

O grupo brasileiro Copacabana Club aproveitou seu show, que aconteceu às 15h15 desta sexta (29/3) no Palco Alternativo, para fazer um protesto. Integrantes da banda subiram ao palco com cartazes contra o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Em entrevista ao portal G1, a vocalista do Copacabana Club, Camila Cornelsen, disse que tomou essa decisão logo depois de assistir a um show da Elza Soares, que também criticou o deputado durante sua performance. “Na verdade, toda essa história do Feliciano não passa na garganta. O Brasil precisa mudar algumas coisas, e essa com certeza é uma delas. É vergonhosa essa situação”, afirma. Camila diz que a banda tem um público muito diversificado e fiel, por isso o show é um momento “legal de demonstrar e se posicionar”. “Acho que a classe artística tem que se manifestar. É importante a gente poder fazer isso num festival como o Lolla”, afirma.

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A cantora conta que ela mesma comprou papéis, canetinha e preparou toda a ideia do protesto sozinha. “Eu pedi só para minha banda apoiar. Eu comprei o material durante esta semana. Eu fiz meia hora antes do show. A gente escreveu ‘Homofobia basta’, ‘Racismo chega’, ‘Mais amor, menos Feliciano’, e ‘Pró felicidade, não Feliciano’. Eu fiz sete cartazes, mas só entraram seis no palco”, diz a vocalista da banda.

Sobre a resposta do público, ela acha que foi ótima. “Na hora em que a gente começou a falar sobre isso no palco, o pessoal foi a loucura. No twitter, começaram a se manifestar também, recebi várias mensagens de amigos dando apoio, que estavam orgulhosos e que foi uma atitude bacana. Não ouvi nada negativo em relação a isso.”

Camila aproveitou a entrevista para se posicionar politicamente. “Eu espero que a gente consiga tirar ele de alguma forma. Acho que as pessoas que têm algum poder, que façam alguma coisa para tirá-lo. Como que uma pessoa que é racista, homofóbica e acha que mulher não pode trabalhar tem esse cargo? A gente não quer uma pessoa de cabeça tão fechada nos representando”, desabafa.

A vocalista do Copacabana afirma que este foi um “protesto superpacífico e super do bem”. “Eu não acho que o festival enxergue isso como um protesto negativo, de maneira alguma. Em todos os momentos, a gente prefere falar em amor, alegria e coisas de paz. E, em nenhum momento, falei o nome dele. Coloquei no cartaz, mas só falei que queria alguém que representasse a gente. Foi um protesto supereducado”, completa.

Desde sua indicação, Feliciano sofre pressão para deixar o posto por conta de declarações consideradas homofóbicas e racistas. A pressão se avolumou após o deputado ter divulgado vídeo que equipara as manifestações a “rituais macabros”. Nesta terça (27), no entanto, o PSC confirmou que Feliciano será mantido no comando da Comissão de Direitos Humanos, contrariando recomendação do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

“Conseguimos vencer uma barreira e mostramos que democracia é isso e, às vezes é preciso tomar medidas, não medidas austeras, mas à luz do regimento interno. Um parlamentar precisa ser respeitado, como todo ser humano precisa ser respeitado”, afirmou Feliciano durante audiência pública em Brasília.

Informações: G1

Milhares cercam Arco do Triunfo de Paris contra casamento gay Resposta

Ativista contra o casamento gay entrega um folheto ao presidente francês / REUTERS

Ativista contra o casamento gay entrega um folheto ao presidente francês / REUTERS

“Uma família é um pai e uma mãe”. É esta a palavra de ordem que mais se ouve na manifestação contra o “casamento para todos” e a adoção de crianças por casais homossexuais que decorre desde o início desta tarde junto ao Arco do Triunfo, na capital francesa.

Os manifestantes foram impedidos pelas autoridades de ocupar a Avenida dos Campos Elísios mas dezenas de milhares de pessoas, talvez mesmo centenas de milhares, enchem completamente as largas avenidas de “la Grande Arméé” e “Foch”, que desembocam, ambas, na place Charles de Gaulle, onde se encontra o Arco do Triunfo.

A concentração junto ao célebre monumento prosseguiu até às 20h (hora local) e visa travar a aprovação definitiva da lei que abre a possibilidade de casamento e de adoção aos homossexuais.

A proposta de lei, defendida pela maioria parlamentar e o Governo socialista, vai ser discutida no Senado no início de abril e, se for aprovada, deverá regressar à Assembleia Nacional para aprovação definitiva.

Às 15h30 locais, a manifestação começava a transbordar das duas avenidas para outras vizinhas e também para os Campos Elísios, cujo acesso está protegido por um imponente dispositivo policial.

Algumas centenas de manifestantes tentaram forçar as barreiras da polícia para atravessar a praça e chegar aos Campos Elísios, mas foram expulsos à bastonada e com gás lacrimogéneo. Ao início da tarde vivia-se um clima de alguma tensão no local.

Fonte: Expresso

Grupo faz protesto contra deputado Marcos Feliciano na sede da ALE/AM 3

Manifestantes em protesto contra o deputado Marcos Feliciano em Manaus (Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM)

Manifestantes em protesto contra o deputado Marcos Feliciano em Manaus (Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM)

Representantes da sociedade civil e da classe trabalhadora protestaram na sede da Assembleia Legislativa do Amazonas contra a eleição do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. A manifestação reuniu aproximadamente 15 pessoas durante duas horas na manhã desta quinta-feira (14/3) em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas, na Avenida Mário Ypiranga, localizada na Zona Centro-Sul de Manaus.

“Esse é um ato de repúdio contra essa nomeação. Não temos nada contra ele como religioso ou pessoa física, mas contra os pensamentos racistas e preconceituosos que traz e defende”, disse a representante do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), Helen Luciana. Ela pediu a saída do parlamentar da comissão e disse não se sentir representada por ele.

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Já o integrante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Eudoxio, declarou ser contra os posicionamentos de Feliciano. “Em uma comissão dessas, ele terá que atender negros e gays de forma normal, mesmo com as ideias que defende”, disse.

Desde que foi indicado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Feliciano é alvo de protestos por conta de declarações polêmicas sobre homossexuais e sobre o continente africano publicadas em sua conta no Twitter, em 2011. Na época, ele escreveu: “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids, fome… Etc”. Ele também disse no Twitter que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

Na última quarta-feira (13), o parlamentar pediu desculpas pelas declarações. “Neste momento importante para a nação brasileira, onde iniciamos os trabalhos deste ano, nesta douta comissão, peço a todos e a todas que se alguém se sentiu ofendido por alguma colocação minha, em qualquer época, peço as mais humildes desculpas e coloco meu gabinete à disposição para dirimir quaisquer dúvidas”, discursou o deputado do PSC ao abrir a reunião da comissão em Brasília.

Grupo protesta contra trote machista e é agredido, inclusive com frases homofóbicas, na USP São Carlos 1

Grupo protesta contra trote machista e é agredido na USP São Carlos

Grupo protesta contra trote machista e é agredido na USP São Carlos

Militantes da Frente Feminista de São Carlos (SP) foram agredidas verbalmente durante protesto contra o trote Miss Bixete, praticado por veteranos da Universidade de São Paulo (USP). A universidade investiga o caso, ocorrido na terça-feira (26). O Miss Bixete é uma festa dentro do campus que faz parte da recepção de calouros e na qual as calouras desfilam para os veteranos (veja fotos e vídeo abaixo).

Protestos

Desde 2005, as ativistas da Frente, que também promovem a Marcha das Vadias na cidade, denunciam o caráter machista da festa, que ocorre no Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (Caaso). No protesto, além de batucarem, carregavam cartazes com dizeres como “As mulheres têm cérebro e não apenas seios” – as calouras que desfilam têm que atender aos pedidos dos veteranos, como tirar a blusa.

Ao longo do protesto, veteranos passaram a agredir verbalmente as participantes. Um dos estudante tirou a roupa e exibia o pênis; outro, similou sexo com uma boneca inflável, além de comentários homofóbicos como chamar o grupo de ‘bando de gays e lésbicas’. Também havia veterano distribuindo uma paródia de “50 Tons de Cinza”, cujo título era “50 golpes de cinta”.

Caráter Machista

De acordo com reportagens publicadas na imprensa local, o grupo feminista não queria impedir o Miss Bixete, mas mostrar o caráter machista e constrangedor e deixar claro para as calouras que elas não precisariam desfilar – para as ativistas, muitas desfilam para evitar serem chamadas de chatas ou antissociais depois.

Apesar da confusão e de telefonemas de reclamação à Delegacia da Mulher, não houve um registro formal de queixa. Em nota, a USP informou que vai investigar a conduta dos veteranos.

Abaixo, nota do Caaso sobre o episódio e a festa, divulgada no Facebook.

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“São Carlos, 26 de fevereiro de 2013.

Nota: Posicionamento do CAASO em relação às atividades de terça-feira.

Há anos a tarde de terça-feira da semana de recepção é motivo de debate no campus em função das atividades que ali ocorrem. Enquanto alguns estudantes veem o Miss Bixete como espaço de integração e divertimento, outros têm críticas a essa atividade por identificarem que ela reproduz o machismo que precisa ser combatido na sociedade.

Por isso, é saudável que ocorram atividades alternativas que propiciem experiências diferenciadas e a abertura para o debate sobre o que queremos e o que não queremos na universidade. De qualquer modo, deve-se prezar para que em todos esses espaços a diversidade de opiniões possa se fazer presente de maneira respeitosa por todas as partes.

O CAASO, que sempre lutou contra as opressões na sociedade, deve continuar sendo um palco de discussões em busca de uma sociedade mais justa, livre e igualitária. Por isso reafirmamos nosso posicionamento em não participar do Miss Bixete pelo seu caráter machista.

Deve-se salientar que os estudantes têm liberdade para participar dos espaços que julgarem pertinente, porém a diretoria do CAASO constrói a atividade de integração “Tô à toa”, juntamente com outras secretarias acadêmicas.

Gestão Pelo CAASO – Mais Vale o que Será”

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Fonte: Caros Amigos

Aluno sofre ataque homofóbico na Universidade Federa de Goiás 5

A hora do almoço hoje, 6, foi um pouco diferente para muitos universitários do Campus Samambaia, da Universidade Federal de Goiás (UFG). Um grupo de jovens se reuniram no restaurante universitário, que fica dentro do campus, para protestar contra a homofobia. Eles usavam faixas e gritam pelo fim do preconceito e pela aceitação da diversidade sexual. Os estudantes pediam a expulsão de dois alunos portugueses que fazem intercâmbio. Os rapazes são suspeitos de agredir um outro aluno da universidade por ele ser homossexual. O fato ocorreu na madrugada do último sábado, 2, na Casa do Estudante da UFG (CEU) no campus Samambaia e foi presenciado por outros discentes da instituição, que afirmam que a agressão ocorreu por intolerância à orientação sexual do estudante brasileiro.  O aluno que teria sido agredido no último sábado, residia na CEU, moradia fornecida pela UFG para pessoas de baixa renda.

Segundo Iago Montalvão, estudante de História, que integra o Diretório Central dos Estudantes (DCE), os supostos agressores estavam bêbados quando iniciaram as agressões. “O rapaz estava no banheiro quando os dois portugueses quebraram a porta e mencionaram que aquele banheiro não era de mulheres e sim de homens”, explicou. Conforme Montalvão, os suspeitos já haviam demonstrado antes da agressão claros sinais de homofobia e agrediram o estudante brasileiro de forma gratuita. No dia do fato, um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil e o estudante brasileiro passou por exame de corpo de delito. A advogada Cynthia Barcellos, que preside a Comissão de Direito Homoafetivo, afirma que o estudante de 21 anos recebeu murros no peito durante a agressão. “Houve crime de lesão corporal, motivado por homofobia, já que a vítima era homossexual assumido. Ele realizou exame clínico perante o Instituto Médico Legal de Goiânia e registrou ocorrência na 25ª Delegacia de Polícia de Goiânia”, explicou.

Conforme Barcellos, a vítima está abalada e, por conta disso, se retirou imediatamente da Casa do Estudante após a agressão e só retornou ao local no dia 4 de fevereiro, com o pai, para retirar seus pertences. “Ele ainda não retornou às aulas por se sentir ameaçado, já que os agressores estudam no mesmo prédio”, frisou a advogada.

Segundo a assessoria de imprensa da UFG, a instituição está investigando o ocorrido e, ao que tudo indica, realmente os estudantes portugueses agrediram o brasileiro. Foi montada uma comissão que abriu um inquérito administrativo, onde os três envolvidos na confusão e também testemunhas serão ouvidas. Os dois estudantes acusados da agressão são do Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, e têm previsão de retornar ao país de origem no dia 17 de fevereiro.

Milhares de partidários do casamento gay saem às ruas de Paris 1

Manifestante segura bonecas Barbie em marcha pelas ruas de Paris pelo casamento gay (Foto: Reuters)

Manifestante segura bonecas Barbie em marcha pelas ruas de Paris pelo casamento gay (Foto: Reuters)

Da France Presse

Milhares de partidários do ‘casamento para todos’ saíram às ruas de Paris neste domingo, dois dias antes da Assembleia Legislativa começar a debater um projeto de lei governamental legalizando o casamento gay e a adoção de crianças por homossexuais.

‘Anunciaram uma chuva para esta tarde, mas até o sol está conosco’, disse uma jovem, Chloé, de 28 anos, que participava da manifestação envolvida em uma bandeira com as cores do arco-íris. ‘Eu não sou gay, mas minhas melhores amigas são, e quero demonstrar minha solidariedade’, afirmou.

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No protesto, que começou na Praça Denfert Rochereau, ao sul da capital, e que se dirige à central Praça da Bastilha, os manifestantes agitavam cartazes onde se lia ‘Sou hetero, mas quero os mesmos direitos para os meus amigos’ e ‘Mais vale um casamento gay que um triste’.

Outro cartaz, bem-humorado e carregado por uma mulher, dizia: ‘Quero ter o direito de me casar com Jodie Foster’, em referência ao discurso da estrela de Hollywood no prêmio Golden Globe, que não deixou dúvidas de que ela é lésbica.

Franceses participam de manifestação à favor do casamento gay neste domingo (27) em Paris (Foto: Thomas Samson/AFP')

Franceses participam de manifestação à favor do casamento gay neste domingo (27) em Paris (Foto: Thomas Samson/AFP’)

‘Pela igualdade agora, contra a discriminação sempre’, afirmava um cartaz carregado por um jovem. ‘Eu não ia vir, mas ao ver a manifestação de duas semanas atrás e ouvir tantos comentários horríveis, cheios de preconceito, e até de ódio, senti que tinha que estar hoje aqui’, disse um jovem que se apresentou apenas como Joss.

O protesto deste domingo, realizado sob o slogan ‘igualdade para todos’, certamente será comparado à grande mobilização dos opositores ao casamento gay, que foi apoiada pelo principal partido da oposição de direita, a União por um Movimento Popular (UMP), pela Igreja Católica e pela comunidade muçulmana na França, que chega a 5 milhões de pessoas.

Os partidários do casamento e da adoção para todos tentaram esclarecer que o objetivo da manifestação deste domingo, realizada sob o slogan ‘igualdade para todos’, não é superar os números da mobilização dos opositores ao projeto, que reuniu 800 mil pessoas, segundo os organizadores, e 340 mil, de acordo com a polícia.

O que buscam, segundo os organizadores da marcha, é superar os números da manifestação em apoio ao projeto que ocorreu em meados de dezembro, e que reuniu cerca de 80 mil pessoas.

Franceses participam de manifestação à favor do casamento gay neste domingo (27) em Paris (Foto: Thomas Samson/AFP')

Mulheres posam como noivas em protesto à favor da legalização do casamento gay na França (Foto: Benjamin Girette/AP)

O governo do presidente socialista francês, François Hollande, também saiu na frente de qualquer polêmica sobre os números, indicando que o projeto do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da adoção por homossexuais será decidido na Assembleia Nacional, e não nas ruas da França.

Enquanto isso, os organizadores já adiantavam o sucesso da manifestação deste domingo, dizendo que no meio da tarde, quando algumas pessoas ainda não tinham começado a andar na Denfert Rochereau, os primeiros manifestantes já estavam chegando à Bastilha.

Homem se veste de Estátua da Liberdade em protesto pelo casamento gay na França (Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters)

Homem se veste de Estátua da Liberdade em protesto pelo casamento gay na França (Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters)

‘O que querem? A igualdade! E quando querem? Agora!’, gritavam com mais força os manifestantes ao ouvir este anúncio de um dos organizadores da marcha.

Polícia russa prende 20 ativistas contrários à lei antipropaganda gay Resposta

Agentes russos detém ativista em protesto contra lei contra propaganda homossexual no país SERGEI KARPUKHIN / REUTERS

Agentes russos detém ativista em protesto contra lei contra propaganda homossexual no país SERGEI KARPUKHIN / REUTERS

Com 388 votos a favor, um contra e uma abstenção, a primeira leitura do homofóbico projeto de lei que visa a banir qualquer divulgação considerada propaganda homossexual na Rússia foi aprovada nesta sexta-feira (25). Pouco antes da primeira das três leituras, a polícia prendeu cerca de 20 pessoas que protestavam contra o projeto em frente da Câmara Baixa do Parlamento, a Duma. Alguns ativistas chegaram a trocar beijos, mas foram impedidos de continuar a manifestação por apoiadores do projeto e por forças de segurança.

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Quando os policiais iniciaram a retirada dos manifestantes da frente da Casa, partidários conservadores – alguns identificados como cristãos ortodoxos – aplaudiram a cena e jogaram ovos nos ativistas pelos direitos humanos, com foco nos homossexuais. Ao todo, cerca de 100 pessoas estavam em frente ao Parlamento, inclusive jornalistas que faziam a cobertura do evento.

O projeto vai precisar da aprovação das duas Casas do Parlamento e da assinatura do presidente Vladimir Putin. Uma norma semelhante foi aprovada ano passado pelo governo de São Petersburgo, alertando ativistas de que a norma poderia ser elevada à esfera nacional.

A oposição afirma que a norma tornará ilegal qualquer evento LGBT na Rússia, sob a pena de multas de até € 12.500 (cerca de US$ 22 mil) a organizadores. A iniciativa também é uma tentativa do governo russo de se aproximar do eleitorado conservador, segundo ativistas. Apoiadores da legislação defendem que é necessário impedir passeatas gays e programas em rádios e emissoras de TV que apoiem casais homossexuais, argumentando que tal divulgação afeta o desenvolvimento das crianças na Rússia.

– Animosidade para com gays e lésbicas está generalizada na sociedade e na Duma, que aprovou uma série de leis impopulares e espera que possa ganhar alguma popularidade com uma lei anti-gay – disse a ativista Lyudmila Alexeyeva à Reuters.

A Rússia discriminalizou a homossexualidade em 1993. Durante o período soviético, o crime de ”sodomia” rendia penas de até cinco anos. Agora, dez regiões do país, entre elas a segunda maior cidade da Rússia, São Petersburgo, contam com medidas proibindo manifestações públicas de gays e até mesmo demonstrações de afeto entre pessoas do mesmo sexo, sob pena de prisão para os infratores.

A lei, juntamente com uma série de outras ações adotadas por políticos russos nos últimos anos, reforça a posição do país na contramão de uma série de iniciativas de inclusão voltadas aos homossexuais adotadas em todo o mundo.

Fonte: O Globo com agências internacionais.

Ativistas ficam seminuas para protestar durante oração do papa Bento XVI Resposta

(Foto: Giampiero Sposito/Reuters)

(Foto: Giampiero Sposito/Reuters)

Enquanto o papa Bento XVI realizava a tradicional benção dominical da oração de Ângelus da janela de seu apartamento neste domingo, 13, no Vaticano, ativista do grupo feminista Femen protestaram seminuas na Praça de São Pedro.

As quatro mulheres se posicionaram ao lado da árvore de Natal na praça, diante da Basílica de São Pedro.  Quando o pontífice apareceu em sua janela para o Ângelus, elas começaram a se despir e em segundos mostraram os seios no meio dos fiéis. Que babado, não?

(Foto: Giampiero Sposito/Reuters)

(Foto: Giampiero Sposito/Reuters)

As militantes exibiam no peito a expressão “Cale a boca” e nas costas ‘In gay we trust’ (em gay nós confiamos), alusão a ‘In god we trust’ (Em Deus confiamos, lema oficial dos Estados Unidos).

As quatro mulheres também carregavam cartazes em meio aos fiéis que acompanhavam o discurso do Papa, mas foram rapidamente detidas por policiais que cuidam da segurança do local.

(Foto: Giampiero Sposito/Reuters)

(Foto: Giampiero Sposito/Reuters)

O grupo é conhecido por realizar manifestações do tipo, sempre fazendo topless, em países como Brasil, Rússia, Ucrânia e Inglaterra. Em Paris, elas criaram um centro de treinamento do “novo feminismo”.

Adorei

Nunca me interessei em conhecer melhor os ideais do Femen, pois uma vez, assistindo à entrevista da presidenta brasileira, Sara Winter, no programa De Frente com Gabi (SBT), achei o discurso dela muito conservador. Mas adorei ver as moças protestando em frente ao papa, um dos líderes religiosos mais homofóbicos do mundo.

Defensores do casamento gay fazem protesto durante homilia do Papa Resposta

Ativistas gays fazem protesto contra homofobia em Roma neste domingo (16) (Foto: AFP)

Ativistas gays fazem protesto contra homofobia em Roma neste domingo (16) (Foto: AFP)

Defensores dos direitos dos LGBTs e de casamentos entre homossexuais protestaram perto da Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (16), durante a homilia do papa Bento XVI, que atacou recentemente, mais uma vez, as bodas entre pessoas do mesmo sexo.

Quinze pessoas exibiram corações onde se lia mensagens como “Casamento gay”, “O amor não tem barreiras” ou “Ame o seu próximo”, mas foram impedidas de chegar à praça, onde dezenas de milhares de pessoas estavam reunidas para o Angelus.

Na mensagem que lerá em 1º de janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Paz, divulgada antecipadamente na sexta-feira (14) pelo Vaticano, o Papa diz que “a estrutura natural do casamento deve ser reconhecida e promovida como a união de um homem e uma mulher, frente às tentativas de equipará-lo de um ponto de vista jurídico com formas radicalmente diferentes de união que, na verdade, danificam e contribuem para sua desestabilização, ofuscando seu caráter particular e seu papel insubstituível na sociedade”.

Ativistas fazem marcha fúnebre em São Paulo e ´enterram´ Programas de Aids 1

Protesto de ativistas

Vestidos de preto e num profundo silêncio, quebrado apenas quando alguns entoavam a marcha fúnebre, ativistas entraram na manhã desta sexta-feira, 30 de novembro, no prédio da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, na Av. Dr. Arnaldo, com uma coroa de flores simbolizando a morte dos programas governamentais de aids do Brasil. Os manifestantes seguiram pela Secretaria até sair pela porta da Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, onde houve um apitaço.

“Estamos aqui hoje (véspera do Dia Mundial de Luta contra Aids, 1º de dezembro) para exigir respostas mais eficazes das três esferas de governo contra a epidemia”, disse o Presidente do Fórum de ONG/Aids do estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro.

Para ele, que foi um dos principais organizadores do protesto, há um retrocesso nas políticas do País nas áreas da prevenção do HIV e assistência prestada aos doentes de aids. “Faltam profissionais de saúde, leitos especializados foram fechados e o governo federal se mostra conservador na implementação de campanhas de prevenção”, contou. “Aquela ideia de que moramos no país com o melhor Programa de Aids do mundo já era. Nossa mensagem neste protesto é de que aqui jaz o melhor programa de aids do mundo”, acrescentou.

O especialista em saúde pública e presidente do grupo Pela Vidda (Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids) de São Paulo, Mário Scheffer, lembrou que as manifestações das ONGs são históricas e servem para alertar a sociedade sobre a real situação da epidemia. “Neste ano, o protesto tem um sentido especial, pois há vários sinais de que houve paralisia e até incapacidade do País em responder aos novos casos de HIV. Esta não é uma epidemia controlada. Em algumas regiões do Brasil e em populações específicas há aumento do número de infecções”, comentou.

O representante, no estado de São Paulo, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+), Beto Volpe, critica a “banalização da aids”. Segundo Beto, a epidemia de HIV sofreu dois grandes preconceitos: a criação de grupos de risco e a ideia de cronificação da aids.

Protestto de Ativista 2

“Numa sociedade como a nossa em que sempre pega o que é mais conveniente, o HIV passou a ser considerado um risco apenas para os homossexuais, usuários de drogas e profissionais do sexo, mas não foi essa a reação da epidemia. Hoje, em algumas faixas etárias, como na população jovem, há registros de duas novas infecções em mulheres para cada uma em homem”, explicou. “E ao considerar a aids uma doença crônica, como fazem muitos governantes e médicos, corre-se o risco novamente de um descuido generalizado sobre o vírus. As pessoas tendem a pensar que ter aids é tudo bem”, acrescentou.

Com auto-falante, Beto alertou que as pessoas saudáveis também são vulneráveis à infecção do HIV, “que aids não é gripe” e criticou o que ele considera ser um desejo do governo de transferir o atendimento desta doença para as unidades básicas de saúde.

A manifestação reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a participação do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde (SindSAÚDE), Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores.

Secretário-adjunto diz a ativistas que não fechará os leitos do CRT

Depois do protesto, alguns ativistas foram recebidos pelo Secretário-adjunto do Estado da Saúde, José Manoel de Camargo Teixeira, e receberam a informação de que os leitos do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo (CRT) não serão fechados. José Manuel afirmou ainda que verbas do setor continuarão especificadas para o combate da aids, incluindo apoio à sociedade civil organizada.
Protesto e Ativista 3
Para Rodrigo Pinheiro, o encontro foi “muito protocolar”. Apesar das promessas, o presidente do Fórum de ONG/Aids do estado de São Paulo disse ter saído da reunião com a necessidade de ficar ainda “mais atento” sobre a possibilidade de fechamentos de leitos exclusivos para soropositivos. “O secretário-adjunto falou sobre a necessidade de discutirmos mais sobre como os leitos exclusivos para soropositivos estão sendo usados, o que nos deixa de alerta sobre o assunto”, explicou.

A coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Maria Clara Gianna, esteve na reunião e respondeu a maioria das perguntas feitas pelos ativistas. Segundo ela, o debate acerca do uso dos leitos do CRT integra uma discussão maior envolvendo a racionalização dos leitos hospitalares de todo o estado. “O secretário afirmou que não há nenhuma intenção de fechar os leitos do CRT”, reforçou.

Durante a manifestação, Maria Clara estava na Secretaria de Estado da Saúde participando da reunião do Conselho Estadual da Saúde que aprovou o Plano de Ações e Metas (PAM) para as DST/Aids. Segundo ela, o tema HIV/aids entrará como pauta da primeira reunião de novos secretários municipais de saúde, em fevereiro de 2013. “Isso é muito bom, pois significa que este será um dos problemas de saúde a ser posto como prioritário pelo secretário estadual aos secretários municipal”, finalizou.

No estado de São Paulo foram notificados 217.390 casos de aids, entre 1980 a junho de 2012. Embora o patamar de novas infecções esteja estável e a taxa de óbito venha caindo, ainda morrem, em média, oito pessoas em decorrência de aids diariamente.

Nesta sexta-feira, o Programa Estadual de DST/Aids está realizando uma ação de testagem anti-HIV, das 9 horas às 16h, em parceria com o Instituto Clemente Ferreira, local onde ocorre a atividade (Rua da Consolação, 717, Centro, São Paulo). Pretende-se realizar 500 testes rápidos anti-HIV e a busca ativa de casos de tuberculose.

O Programa apoia ainda o Núcleo de Estudos para Prevenção da Aids (Nepaids-USP) no debate “Em Defesa da Resposta à Aids no Âmbito Do SUS: Uma Agenda de Pesquisa e para a Prevenção”, na Faculdade de Saúde Pública, e irá iluminar o CRT, a partir das 19h, com dois canhões de luz de cor vermelha para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Reportagem: Lucas Bonanno, da Agência de Notícias Aids