Facebook censura vídeo postado por filho de Bolsonaro, a pedido de Alckmin, onde tucano aparece com movimento LGBT Resposta

CHUVA / CAOS EM SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), moveu uma ação contra o Facebook para retirar do ar um vídeo postado pelo perfil atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) do Rio de Janeiro. Na ação, Alckmin pede que o vídeo seja excluído da rede social e que o Facebook quebre o sigilo dos dados de quem fez a postagem.

Na última sexta-feira (2), a Justiça Estadual de São Paulo negou, em caráter liminar, os pedidos de Alckmin. Mas, após Alckmin recorrer, o vídeo foi banido.

O vídeo que a Justiça excluiu, a pedido de Alckmin, foi postado em 25 de dezembro de 2017. Nele, Alckmin aparece celebrando a criação do secretariado de diversidade tucana, uma instância dentro do PSDB voltada para a discussão de políticas públicas voltadas para a comunidade LGBT. O vídeo foi editado e mescla momentos em que Alckmin aparece discursando com fotos de manifestações promovidas por integrantes da comunidade LGBT.

Junto ao vídeo, o perfil, claro, critica Alckmin. “Como se não bastasse estar metido na Lava-Jato e tantos outros escândalos de corrupção, mais esta do candidato que querem induzi-lo (sic) a acreditar que é de centro-direita, mas em conluio com a militância que você já conhece. Este que a mídia diz que ganhará as eleições de 2018”.

Para o advogado Fábio de Oliveira, que defende Alckmin, o vídeo dele com ativistas tucanos LGBTs ridicularizaria o candidato à Presidência do Brasil.

O Facebook retirou o vídeo, alegando que ele fere os padrões da comunidade. A decisão aconteceu, mesmo depois de a Justiça de São Paulo negar, em caráter provisório, ter liberado o vídeo.

Na tarde da última segunda-feira, Carlos Bolsonaro utilizou sua conta no Twitter para acusar o Facebook de retirar o vídeo do ar. Ele aproveitou a postagem para publicar o vídeo novamente.

Informações: UOL

STF nega pedido do PSC contra casamento gay em cartórios 1

Ministro disse que CNJ tem competência para definir legalidade dos atos administrativos

Ministro disse que CNJ tem competência para definir legalidade dos atos administrativos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux negou nesta terça-feira (28) mandado de segurança do PSC contra resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga cartórios de todo o Brasil a celebrar a união estável ou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Para o ministro, o CNJ tem competência para regulamentar questões internas da Justiça de acordo com valores constitucionais.

“É de se ressaltar que tal postura se revela extremamente salutar e consentânea com a segurança e previsibilidade indispensáveis ao Estado democrático de direito, em geral, e à vida em sociedade, em particular, além de evitar, ou, pelo menos, amainar, comportamentos anti-isonômicos pelos órgãos estatais”, analisa.

Fux também entende que o PSC cometeu erro formal ao optar por um mandado de segurança para questionar a “lei em tese”. Ele acredita que a legenda deveria ter escolhido uma ação direta de inconstitucionalidade para tratar do tema.

O PSC alegava que o CNJ cometeu abuso de poder ao editar a norma, e que a resolução não pode ter validade sem passar pelo processo legislativo. Se a legenda recorrer, o caso deverá ser analisado pelo plenário do STF.

Ex-presidentes veem CDH abandonada e cobram PT: ‘não assumiu o filho’ Resposta

Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) é alvo de protestos por declarações consideradas preconceituosas Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara

Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) é alvo de protestos por declarações consideradas preconceituosas
Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara

Em um impasse que se arrasta há mais de um mês desde a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara, o colegiado corre o risco de ter a sua atividade paralisada neste ano, diante da resistência do pastor frente à pressão popular para que renuncie ao cargo. Na avaliação de ex-presidentes da comissão ouvidos pelo portal Terra, o momento atual é fruto do abandono da CDH por partidos tradicionalmente ligados à defesa dos direitos humanos, em especial o PT.

Legenda de 13 dos 19 deputados que comandaram a Comissão dos Direitos Humanos desde a sua criação, em 1995, o PT é, na opinião de Pompeo de Mattos (PDT-RS), o principal responsável pela consolidação do grupo nos moldes atuais. “A CDH foi criada à imagem e semelhança do PT, e o PT deu visibilidade, deu importância para a comissão. A gente é obrigado a reconhecer: o PT estruturou a comissão”, afirma o ex-deputado, que presidiu o colegiado entre 2008 e 2009.

Na atual legislatura, coube ao PSC, após acordo costurado entre os partidos da base aliada, a presidência da CDH, comissão tradicionalmente comandada por legendas de esquerda – a única exceção, até então, havia sido Eraldo Trindade, do PPB (atual PP), que esteve à frente do colegiado entre 1998 e 1999. “E depois de uma altura em diante, o PT se desinteressou pela comissão. E como não existe lugar vazio, alguém ocupa. (…) O PT não está pegando para ele, não está assumindo, digamos assim, o filho que tem, que é a comissão. Deixam vago o lugar e, aquele que entra, toma pau. No caso do Feliciano, não sem certa razão”, analisa o pedetista.

Pompeo de Mattos (PDT-RS) Foto: Diogo Xavier / Agência Câmara

Pompeo de Mattos (PDT-RS)
Foto: Diogo Xavier / Agência Câmara

Para o deputado Domingos Dutra (PT-MA), antecessor de Feliciano no cargo, a queda de braço entre os apoiadores e opositores do deputado do PSC deixou a comissão “na extrema unção, entre a vida e a morte”.  “Esse sentimento de morte da comissão é de autoria coletiva. (…) O que está ocorrendo é menos por ação do Feliciano e mais por um vacilo, por uma omissão coletiva. Primeiro do PT, que não ficou com a comissão e, além de não ficar, não teve o cuidado de negociar com outro partido mais arejado com quem a comissão ficasse, como o PDT, PSB, PCdoB, e não discutiu com o próprio PSC quem seria o indicado, como partido da base”, afirma o deputado maranhense.

Somam-se à omissão do PT, de acordo com Dutra, um “conjunto de interesses” contrários à efetiva ação da CDH. “A bancada ruralista tinha o interesse de desalojar o PT da comissão, porque lá todos os projetos de interesse deles eram rejeitados. Havia os evangélicos que estavam também de olho, porque a agenda da comissão não interessava a eles. Juntou-se o interesse do Eduardo Cunha, líder do PMDB, que queria se vingar do governo para recuperar o espaço perdido. Foi um somatório de interesses contrariados e desleixo com a importância da comissão que resultou nisso”, avalia.

Eleição de Feliciano é ruptura, diz primeiro presidente da CDH

Um dos principais articuladores do movimento contrário a Marco Feliciano, o deputado federal Nilmário Miranda (PT-MG) vê na eleição do pastor um retrocesso na história da comissão que o petista ajudou a criar, em 1995, tornando-se seu primeiro presidente. “Foi uma ruptura na história da comissão. Ela foi criada para receber minorias, em relação aos direitos humanos e que envolvem questões étnicas, envolvem preconceito homofóbico, enfim. E o pessoal que entrou lá tem uma visão totalmente diferenciada”, critica o deputado.

Segundo Miranda, o grupo liderado por Feliciano esvaziou a comissão de sentido, fortalecido por uma “maioria artificial” criada a partir da saída de membros da CDH contrários à presença do pastor. “Quem está lá é gente que não tem história nem conhecimento de direitos humanos. Não sabe nem do que se trata. Eles têm apoio de líderes importantes, como o líder do PR e do PMDB. Se sentiram amparados e fortes. Mudou a pauta, mudou a agenda. A pauta que está lá hoje não é mais direitos humanos. Por isso que nós saímos”, afirma.

Foto: Larissa Ponce / Agência Câmara

Foto: Larissa Ponce / Agência Câmara

Na opinião do petista, Feliciano se escora no exercício da liberdade de expressão para propagar ideias contrárias à essência da comissão. “O problema é que ele, além de não ter história nenhuma, o que ele pensa e difunde vai de encontro (aos interesses da comissão). Não é questão de liberdade de expressão, cada um pensa o que quiser. Agora, para dirigir uma comissão que diz Direitos Humanos e Minorias, tem que ter necessariamente uma identidade com esses propósitos”, diz o deputado, que também nega que as críticas a Feliciano sejam motivadas pelo fato de ele ser pastor evangélico. “Não estamos discutindo questão religiosa. Lá não é lugar para isso. Lá é uma comissão do Estado laico, da tolerância religiosa, da liberdade de credo. Agora, aquele que tem concepções racistas, está no lugar errado”, argumenta.

Pompeo de Mattos acredita que o acirramento de ânimos provocado pela presença de Feliciano é nocivo à imagem da comissão e do Congresso. “Eu vejo com muita tristeza. Vejo a comissão ser depreciada ao extremo, o que é muito ruim para as grandes lutas das minorias que, ao longo do tempo, encontraram abrigo na Comissão de Direitos Humanos. É uma briga onde perde a Câmara dos Deputados, onde perde o Parlamento, onde perde o cidadão, onde perde a cidadania. Ou seja, é o tipo da atitude do perde-perde. Ninguém ganha nada com isso.”

Futuro da comissão

Os três ex-presidentes consultados pelo Terra foram unânimes ao enxergarem pouca abertura neste momento para um acordo que viabilize a retomada dos trabalhos da CDH. “Eu acho que se tivessem sentado e dialogado com ele, até poderia (haver um acordo). Eu acho que agora virou um impasse, uma queda de braço. As duas partes perderam a chance de fazer uma negociação mediana, e não medieval. Ficou uma disputa medieval. Um pela religião e pela crença, e os outros pela convicção da defesa das minorias”, compara Pompeo.

“A única saída é a renúncia dele. Ele não renuncia porque está achando bom. Está se promovendo, promovendo suas ideias. Virou um fascista pop, e está gostando desse papel”, dispara Miranda.

Nilmário Miranda (PT-MG) Foto: Gustavo Lima / Agência Câmara

Nilmário Miranda (PT-MG)
Foto: Gustavo Lima / Agência Câmara

Apesar do pessimismo, Domingos Dutra vê algo de positivo no episódio. Segundo o deputado, mesmo com a perda de credibilidade da comissão, a polêmica envolvendo Feliciano servirá de alerta ao PT: “para o ano que vem, eu duvido que o PT deixe a comissão dando sopa”. As manifestações populares contra o pastor, no entendimento do petista, também reforçam a importância da CDH na sociedade. “Toda essa omissão que houve partiu da avaliação de que era uma comissão sem importância e que a sociedade não vinha acompanhando. E esse fato revelou que a comissão é importante para o País, que a sociedade brasileira presta atenção na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Que as questões de direitos humanos no País não estão resolvidas, que há muita injustiça.”

Para Pompeo, o fundamental neste momento é “salvar a comissão e a luta das minorias”. “Quando vejo isso aí, me dá uma tristeza. Esses dias me deu vontade de chorar. A Comissão de Direitos Humanos não merece isso.”

Opinião

O silêncio da presidenta Dilma Rousseff, apelidada por Luiz Mott como Dimofóbica é emblemático. A verdade é que o PT, desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (bem melhor nos direitos humanos do que o governo atual) se aliou aos evangélicos fundamentalistas em busca de votos. O PT não deu importância à comissão que ajudou a criar e deu no que deu. Diminuí as postagens sobre o deputado (In)Feliciano, pois ele está adorando aparecer e o blog não será holofote para um facista como ele.

E melhoraria? Olha o que viria quando Feliciano saísse 1

Antonia-Lucia-Alexandra-martins-AC

O PSC queria trocar o pastor Marco Feliciano (SP) pela profeta Antônia Lúcia (AC) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Ele é acusado de racismo e homofobia. Ela, de compra de voto, fraude, quadrilha, peculato, caixa dois, falso testemunho…

Fonte: Época

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Nem os evangélicos aguentam Marco Feliciano

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Grupo faz protesto contra deputado Marcos Feliciano na sede da ALE/AM

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+ Pastor Marco Feliciano não pode suspender processo no STF e pode ser preso por discriminar gays

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+ Presidente da Câmara não está disposto a rever a escolha do pastor para Comissão de Direitos Humanos e Minorias

+ Pastor Marco Feliciano, eleito para comissão, responde por estelionato e homofobia no STF

+ Marco Feliciano é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos

+ Deputado Marco Feliciano: “Não aceito as atitudes homossexuais em espaço público”

+ Deputado e pastor Marcos Feliciado, chama Aids de doença gay, compara ativistas LGBT com propaganda nazista e diz que é coisa do diabo

PSC anuncia que Feliciano fica na Comissão de Direitos Humanos 1

Deputado Feliciano mantém disposição de ficar à frente da Comissão de Direitos Humanos Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Deputado Feliciano mantém disposição de ficar à frente da Comissão de Direitos Humanos Givaldo Barbosa / Agência O Globo

O PSC anunciou na tarde desta terça-feira, após reunião do partido, apoio à permanência do deputado Marco Feliciano (SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Em nota divulgada ao final da reunião, na qual participaram deputados e integrantes da executiva nacional da legenda, o PSC pediu respeito das demais lideranças partidárias na Câmara à indicação do PSC. O partido pediu também que militantes contrários a Feliciano “protestem de maneira respeitosa”. O partido defendeu ainda que Feliciano é ficha limpa e foi eleito pela maioria dos integrantes da comissão.

“Não fazemos ameaças, mas se fosse preciso convocar 100, 200, 300 ou 500 ou mais militantes, que pensam como nós, também convocaríamos. Mas o PSC é pela paz, pela harmonia, queremos o entendimento”, disse o partido em nota.

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Segundo a nota do partido, o deputado já se desculpou por afirmações malfeitas. “Qualquer um pode deslizar nas palavras, pode errar. Informamos aos senhores e senhoras que o PSC não abre mão da indicação feita pelo partido”, destacou a legenda.

“O deputado Marco Feliciano foi eleito pela maioria dos membros da comissão. Se ele estivesse condenado pelo Supremo, nem indicado seria. Feliciano é um deputado ficha limpa, tendo então todas as prerrogativas de estar na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias”, afirmou o partido. “O PSC defende a vida, a família e os Direitos Humanos de todos, inclusive das minorias”.

A nota foi lida pelo vice-presidente nacional do PSC e homem forte do partido, o pastor Everaldo Pereira (RJ). No momento em que a nota foi lida, cerca de 20 pastores de igrejas evangélicas que vieram à Câmara apoiar Feliciano aplaudiram a decisão. Um grupo com cerca de dez manifestantes abriu uma faixa para as câmeras, com os dizeres “E se Jesus renunciasse? O que seria do mundo? Marco Feliciano, não renuncie, estamos com você. Povo Cristão”. Eles gritavam “Feliciano não renuncie, estamos com você”.

Antes de anunciar o apoio a Feliciano, a nota relembra que em 1989 e em outros momentos o partido fez campanha pela eleição de petistas, como o ex-presidente Lula, a deputada Benedita da Silva (RJ). Segundo o partido, Marco Feliciano foi eleito com 212 mil votos, está na legitimidade do seu mandato. A legenda afirma ainda, na nota, que entende que ele não é “nem racista nem homofóbico”.

O PSC faz questão de destacar que respeita os outros partidos e exige respeito. Como exemplo, o partido cita a indicação de Eleonora Menicucci, que seria defensora do aborto, para a secretaria de políticas para as mulheres. “Nós protestamos, mas não fomos lá xingar a ministra. Protestamos porque temos o direito de expor nossa opinião, mas respeitosamente”, afirmou.

Depois da leitura da nota, Everaldo afirmou que não responderia a perguntas. Feliciano deixou a reunião, sem falar com a imprensa. O líder do partido André Moura afirmou que a decisão foi conduzida pela executiva do partido e tomada em comum acordo com a bancada. Ele afirmou que agora irá comunicar a decisão ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Alves havia dado um “prazo” até esta terça-feira para uma solução do impasse na CDH, mas o dia começou com confusão. Pela manhã, o líder o PSC chegou a cogitar a troca de Feliciano.

— Nesse caso, será preciso ainda ter o convencimento do Pastor Marco, até porque ele já foi eleito e só ele pode renunciar ao cargo — dissera.

Desde que assumiu a presidência da comissão, o pastor tem sido pressionado a deixar o cargo. Ele é acusado racismo e homofobia devido a suas polêmicas declarações.

Uma solução que está sendo discutida por alguns parlamentares, é o esvaziamento da comissão. A ideia é enfraquece-la retirando seus integrantes.

Na segunda-feira, a pressão para que o pastor renuncie à função aumentou. A Anistia Internacional manifestou preocupação com a permanência do parlamentar à frente da CDH. Um ato que reuniu artistas, como Caetano Veloso e Wagner Moura, além de parlamentares e lideranças religiosas de vários segmentos no Rio, também engrossou o coro para pedir a saída de Feliciano da presidência da comissão.

Fonte: O Globo

PSC mantém Feliciano em comissão, mas promete solução ‘respeitosa’ nos próximos dias 1

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) ao lado do assessor do Ministério da Saúde, na área de saúde Mental, Aldo Zaiden, deixa a reunião da Comissão dos Direitos Humanos sobre protestos dos manifestantes Givaldo Barbosa / O Globo

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) ao lado do assessor do Ministério da Saúde, na área de saúde Mental, Aldo Zaiden, deixa a reunião da Comissão dos Direitos Humanos sobre protestos dos manifestantes Givaldo Barbosa / O Globo

Após encontro do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), com o líder do PSC, André Moura, e o vice-presidente do partido, Everaldo Pereira, Henrique Alves informou nesta quarta-feira (20/3) que Marco Feliciano continua no comando da Comissão dos Direitos Humanos e que aguarda uma decisão para os próximos dias.

— Tive uma conversa, fiz um pedido ao líder do PSC (sobre o destino de Feliciano) em razão das dificuldades que estão ocorrendo na Comissão de Direitos Humanos que o Brasil inteiro acompanha. Foi uma conversa muito séria, e obtive do PSC que será apresentada nos próximos dias uma solução respeitosa para todos. Esse assunto tem que haver maturidade, acredito no entendimento e vamos respeitar o tempo — disse Henrique Alves. André Moura apenas afirmou que a bancada vai se reunir para discutir o assunto.

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Está cada vez mais delicada a situação do deputado Feliciano à frente da comissão. Após nova confusão na sessão desta quarta-feira da comissão, Henrique Alves pediu para se reunir com ele no início da noite.

Alves se encontrou mais cedo com o líder André Moura (SE), e cobrou uma solução para o problema. Na sessão de hoje, Feliciano apenas abriu a reunião e deixou o plenário logo em seguida, após vaias, protestos e faixas de integrantes de movimentos LGBT. Parlamentares de vários partidos lançaram ontem a Frente Parlamentar de Direitos Humanos contra a permanência do pastor na comissão.

– Até o final do dia de hoje será tomada uma decisão que respeite a Casa – disse Eduardo Alves, que tem reunião marcada com Feliciano no fim da tarde.

O vídeo exibido na terça-feira no Twitter de Feliciano, com críticas aos deputados que se opuseram à sua indicação, foi a gota d´água para Henrique Alves. Nesta quarta-feira, O GLOBO mostrou também que o deputado é contra a emancipação das mulheres, o que considera um “estimulo ao homossexualismo”.

Um dos deputados com os quais o presidente da Câmara falou hoje foi Chico Alencar (PSOL-RJ).

— O presidente da Câmara conversou comigo e disse que achou o vídeo altamente ofensivo. E que o deputado Feliciano não atendeu ao seu pedido de moderação. E disse que se empenharia em uma solução — disse Chico Alencar ao GLOBO. O diálogo entre os dois ocorreu na noite de ontem.

Na comissão, hoje, além dos bate-bocas, houve uma situação inusitada. Convidado como expositor na audiência pública sobre transtorno mental, Aldo Zaiden, assessor da área de Saúde Mental do Ministério da Saúde, fez um discurso se referindo à polêmica gerada desde que Feliciano assumiu a comissão.

— Os direitos humanos vivem um retrocesso — disse Zaiden, que foi interrompido pela confusão.

Quando a palavra iria voltar para ele, foi ameaçado por Jair Bolsonaro (PP-RJ).

— O senhor se restrinja ao tema da audiência pública. Não faça discurso — disse Bolsonaro ao assessor, que se rebelou.

— Fui proibido de falar pelo deputado Bolsonaro. Não tenho o que fazer aqui — disse Zaiden, que levantou-se e foi embora, aplaudido pelos manifestantes contrários a Feliciano. A sessão foi encerrada.

Líder pede a Feliciano reavaliar permanência na comissão

O líder do PSC, André Moura (SE), afirmou que fez novo apelo ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para deixar a presidência da comissão. Moura disse que aguarda uma resposta do parlamentar. Para o líder, a situação é “muito preocupante”.

– Pedimos, a bancada, para o deputado Feliciano fazer uma reavaliação e levar em conta todas essas manifestações. Acredito no bom senso. A situação é muito preocupante. Estou no aguardo de uma resposta dele – disse André Moura, que reuniu-se hoje à tarde com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

– O presidente da Câmara mostrou sua preocupação com a imagem da Casa com tudo isso que está acontecendo. E ele está correto. Mas não falou em renúncia do deputado Feliciano – disse André Moura.

No plenário, Feliciano conversava com o líder do PR, Anthony Garotinho (RJ) e o pastor Silas Câmara (PSD-AM). Garotinho deu alguns conselhos a Feliciano. Primeiro, o deputado fluminense sugeriu a Feliciano a criar um gabinete de crise e discutir a situação. Depois, Garotinho sugeriu que ele renunciasse, mas que saísse por cima.

Fonte: O Globo

PT tentará convencer PSC a não indicar pastor Marco Feliciano para Direitos Humanos da Câmara 6

'Direitos Humanos era nossa quarta prioridade, mas não foi possível', disse o líder do PT na Câmara, José Guimarães (Foto: Agência Câmara)

‘Direitos Humanos era nossa quarta prioridade, mas não foi possível’, disse o líder do PT na Câmara, José Guimarães (Foto: Agência Câmara)

Deputados do PT tentarão hoje (5/3) convencer o PSC a indicar outro parlamentar que não seja o pastor Marco Feliciano para assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. O nome do evangélico começou a ser cogitado para o cargo depois que seu partido ganhou o direito de dirigir a comissão durante partilha realizada pelas maiores bancadas da Casa na última quarta-feira (27).

O PT resolveu priorizar as comissões de Constituição e Justiça, Defesa Nacional e Relações Exteriores e Seguridade Social e Família. “Queríamos ficar com Direitos Humanos e Minorias, era nossa quarta prioridade, mas não foi possível”, explicou à RBA o deputado cearense José Guimarães, líder do PT na Câmara. “Frente ao que aconteceu, vamos discutir com o PSC um nome que seja mais palatável, que dialogue com os grupos da área. Não pode ser um deputado que interdite essa construção que há anos estamos fazendo na área.”

Para Guimarães, a comissão tem um legado que deve ser mantido. “Não temos nada contra o pastor, mas o próximo presidente não pode acabar com tudo que construímos.” Entre as principais realizações da comissão, o líder do PT enumera a defesa das minorias, o combate à violência homofóbica e a liberdade de escolha. “É a proteção que sempre fizemos das pessoas perseguidas.”

‘Presentinho de deus’

Em conversa telefônica com a RBA, o pastor Marco Feliciano disse que manteve intensas conversações com as lideranças do PSC durante o final de semana, mas não confirmou se será o nome escolhido pelo partido para assumir a Comissão de Direitos Humanos. “Depois de toda essa turbulência, tudo pode acontecer”, afirmou, comemorando a polêmica em que se viu envolvido no final da semana passada. “Fiquei famoso da noite pro dia. Isso é bom para qualquer deputado.”

Marco Feliciano voltou a dizer que o PSC não tinha pretensões de ficar com a Comissão de Direitos Humanos – preferiam a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle – e que tudo se tratou de uma coincidência. “Esse era o acordo, mas o PT mais uma vez nos traiu de última hora e nos deixou a ver navios”, reclamou. “Somos sempre deixados de lado pelo governo. Temos mais deputados que o PCdoB e não temos nenhum ministério, por exemplo.” Por isso, o deputado pastor argumenta que a presidência da Comissão de Direitos Humanos e toda a controvérsia em torno de seu nome foi um “presentinho de deus”.

A RBA apurou que os deputados do PT pedirão a indicação do advogado Hugo Leal (PSC-RJ) para assumir a presidência da comissão. De acordo com os petistas, o parlamentar fluminense teria “mais condições” de exercer as funções exigidas pelo cargo. Ao que tudo indica, porém, a palavra final será do partido cristão, uma vez que o líder do PT, José Guimarães, afirmou que não existe a menor possibilidade de que os petistas abram mão de alguma das três comissões que já conseguiu para manter-se à frente dos Direitos Humanos.

Fonte: Rede Brasil Atual