Debate sobre casamento gay na França é alvo de protestos Resposta

Gays: foi convocada uma grande manifestação para o próximo domingo em Paris, a terceira depois de outras duas que segundo os organizadores reuniram um milhão de pessoas cada uma.

Gays: foi convocada uma grande manifestação para o próximo domingo em Paris, a terceira depois de outras duas que segundo os organizadores reuniram um milhão de pessoas cada uma.

Os deputados franceses iniciaram nesta quarta-feira o segundo e definitivo exame do projeto de lei para legalizar o casamento homossexual na França, enquanto os protestos aumentam nas ruas e se registram alguns episódios de violência e de assédio a políticos.

“Não há uma única maneira de viver em casal e em família”, disse na abertura da sessão na Assembleia Nacional a ministra francesa de Justiça, Christiane Taubira.

Depois que o Senado aprovou na sexta-feira passada o projeto de lei, um promessa de campanha de François Hollande, a resolução entrou hoje em sua reta final para ser aprovada na câmara baixa.

A ministra reconheceu diante dos parlamentares que o texto causa reservas em parte da população francesa, mas ressaltou que isto não deve se confundir com as pessoas “que cospem ódio, praticam a violência e insultam cargos públicos”.

Nos últimos dias vários ministros foram acossados em seus domicílios e em atos públicos. Além disso, foram registradas agressões a homossexuais e a jornalistas a favor do projeto.

O ministro francês de Interior, Manuel Valls, chegou inclusive a denunciar que existem parlamentares “que receberam ameaças de morte” por terem se manifestado a favor do casamento gay.

Enquanto se tenta elucidar que papel desempenharam nesses episódios grupos de extrema direita, como a organização estudantil Gud e o Bloco Identitario, os opositores civilizados do texto anunciaram que se manifestarão de acordo com a lei todos os dias em frente à Assembleia Nacional.

Fonte: EFE

Comissão de Direitos Humanos aprova repúdio a Maduro por homofobia a pedido de pastor, Jean Wyllys se cala Resposta

Em reunião a portas fechadas censurando manifestantes, a Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara (CDH) aprovou nesta quarta-feira (3/4) dois requerimentos, sendo um deles uma moção de repúdio ao presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, por homofobia. O deputado João Campos (PSDB-GO), que é evangélico, propôs uma moção de repúdio

Em um discurso de campanha contra o candidato Henrique Capriles, Maduro fez insinuações sobre a homossexualidade de seu adversário. No último dia 12 de março, Maduro disse em Caracas: “Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres”. Na sequência, Maduro beijou a mulher, a também alta dirigente chavista Cília Flores.

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Seu adversário nas eleições para a Presidência da Venezuela, Capriles, tem 40 anos e não é casado. À época, ele reagiu: “Quero enviar uma palavra de rechaço às declarações homofóbicas de Maduro. Não é a primeira vez. Creio numa sociedade sem exclusão, na qual ninguém se sinta excluído por sua forma de pensar, seu credo, sua orientação sexual.”

Afirmar que alguém não pode disputar um cargo público porque é gay caracteriza, sim, homofobia. Há mais: as leis, também as venezuelanas, não preveem essa restrição. Quando Maduro afirma que Caprilles não pode ser presidente porque não tem mulher — sugerindo que o adversário é homossexual —, está alimentando uma forma odienta de discriminação.

PT e PSOL poderiam ter feito algo, mas em se tratando de Maduro, parece que ele pode ser homofóbico. Ao contrário: estão com o chavismo e não abrem! Se é para combater “a direita”, os nossos “progressistas” podem se juntar, eventualmente, a homofóbicos. O marqueteiro de Maduro é João Santana, homem do PT. Em 2008, na disputa de Marta Suplicy com Gilberto Kassab, ele levou ao ar a pergunta: “Kassab é casado? Tem filhos?” Sabem o que fez o sindicalismo gay? Ficou de boca fechada.

“Ah, a moção proposta por um deputado evangélico é apenas uma provocação”, poderia dizer alguém. Ainda que fosse. Por que ela não foi proposta por petistas e psolistas? Sim, meus caros, há sete petistas lá: Érika Kokay, Domingos Dutra, Nilmário Miranda, Padre Ton, Janete Rocha Pietá, Luiz Couto e Vicentinho. Há ainda dois representantes do PSOL: além de Jean Wyllys, Chico Alencar.

Nove “progressistas” reunidos não tiveram o bom senso, já que tão amantes da causa, de propor ao menos uma moção de repúdio? Não! Por que não? Porque são todos filobolivarianos, ora essa!  Nenhum país latino-americano, diga-se, perseguiu tanto os gays como Cuba. Vejam, a título de ilustração, o bom filme “Antes que Anoiteça”, de Julian Schnabel, que conta a história do escritor Reinaldo Arenas, implacavelmente perseguido na ilha porque era… gay!

“Os brasileiros não têm de se meter em assuntos externos; basta que tratem dos assuntos internos”, poder-se-ia objetar. Uma ova! Os petistas que estão na comissão — e, por meio do silêncio, também os psolistas — assistiram inermes aos abraços calorosos de Lula com Mahmoud Ahmadinejad, aquele que já declarou que não há homossexuais no Irã porque isso é coisa da decadência ocidental. Talvez pudesse mesmo haver mais sem o regime dos aiatolás: muitos gays foram condenados à morte, pendurados em guindastes, em praças públicas.

Os esquerdistas que estão na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara são coniventes, por seu aplauso ou por seu silêncio, com regimes que perseguem e matam homossexuais — ou que anunciam, em palanque, que eles não podem exercer cargos públicos em razão de sua condição.

Obs: Alguns trechos desta postagem estão na revistaVeja (logo ela!), mas como eu concordo, resolvi postar assim.