Brasil: pela primeira vez, travesti negra conquista título de doutora Resposta

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Megg Rayara Gomes Foto: Bruno Covello/Folha de São Paulo

Foram quatro anos de estudo na Universidade Federal do Paraná para Megg Rayara Gomes de Oliveira defender sua tese sobre racismo e homofobia nessa última quinta-feira (30) – e, assim, conquistar, de forma inédita no país, o título de doutora. Sua longa pesquisa foi feita com quatro professores negros gays, de ensino fundamental e médio, e abordou a resistência de homossexuais e negros na educação. Na banca, ela, que não revela a idade exata, usou um vestido vermelho que exibia nomes de travestis mortas. Formada em Desenho pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Megg tem duas especializações, em história da arte e história da cultura africana, e é mestra em educação também pela UFPR.

Professora substituta nessa mesma universidade, Megg diz ainda enfrentar preconceito e pretende lutar pela inserção de travestis no ensino superior. “A nossa presença [dos travestis], fora da prostituição, não é naturalizada. Por causa disso, eu encenei, por muito tempo, uma existência masculina que não era minha, para poder sobreviver. Foi um processo de resistência. (…) Fui percebendo que, se não tivesse boa formação acadêmica, não ia ter lugar nenhum no mundo. A minha existência era um fracasso absoluto. À medida que fui progredindo academicamente, fui me construindo como travesti negra, expressando minha identidade. Aí tinha um repertório para me proteger. (…) Hoje, sou professora da UFPR. Mas o espaço que me sobra é no serviço público, porque a iniciativa privada não contrata.(…) A defesa da minha tese é uma conquista coletiva. Do movimento negro e, principalmente, de travestis e transexuais. (…) A gente tem que ter voz, queremos ser tratas como pessoas que pensam e produzem conhecimento”, afirmou, em depoimento à Folha de S. Paulo.

Uefa pune Bayern por homofobia e por defender Kosovo Resposta

Punir um time por homofobia no futebol é algo relevante, mesmo quando se trata de uma punição branda. A União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) puniu o Bayern de Munique por um cartaz no jogo contra o Arsenal. Além disso, o Comitê Disciplinar da Uefa puniu o clube por ter levantado faixas em favor de Kosovo, num recado claro de que a política segue sendo assunto proibido.

A punição ao Bayern se dá pelos artigos 14 e 16 (2e) do Regulamento Disciplinar da Uefa. O artigo 14 fala sobre comportamento racista ou discriminatório em geral, enquanto o 16 (2e) fala sobre a proibição de manifestação política de qualquer natureza. Considerando que são duas punições, você deve imaginar que o Bayern realmente terá problemas, certo? Bom, nem tanto.

Foi estabelecida uma multa de € 10 mil por cartaz ilícito. Sim, uma multa de incríveis € 10 mil. A outra punição foi fechamento de um setor da Allianz Arena para o jogo em casa do time contra o Manchester United, nas quartas de final da Liga dos Campeões. A princípio, uma punição pesada. Olhando o descritivo da punição, o setor fechado será o 124 do estádio. Veja o mapa que mostra o tamanho desse setor e analise por você mesmo se é uma punição pesada:

 

Punicao

 

Pois é. A Uefa segue tratando homofobia e racismo como algo punível com uma multa sem vergonha e o fechamento de um setor ínfimo do estádio. Ainda estamos longe de tratar a questão com a seriedade que merece.

Mais do que isso: a Uefa trata de correr para punir alguém que se manifesta politicamente com força igual ou maior do que as punições por discriminação racial ou sexual. Sim, a Uefa sabe que não punir o Bayern nesse caso seria desagradar a Sérvia, que é membro da sua organização. Só que manifestações em cartazes são legítimas e não podem, nem devem, ser censuradas ou punidas. Racismo e homofobia sim. A Uefa (e a Fifa, estendendo ao mundo) precisam entender que o futebol jamais estará separado da política.

A mensagem a favor do Kosovo também esteve nas arquibancadas da Allianz

A mensagem a favor do Kosovo também esteve nas arquibancadas da Allianz

Com informações: Trivela

 

Vivemos em um País racista Resposta

Vou contar três histórias que aconteceram recentemente, sem citar nomes:

1) Estava no shopping Fashion Mall, em São Conrado, bairro nobre do Rio de Janeiro, andando com minha amiga, que é negra. Reparei olhares curiosos sobre ela. Mas o pior foi o seguinte: fui a uma sorveteria bem conhecida com ela e a atendente foi logo dizendo: “Pois não, senhor” e ignorou a minha amiga, que havia chagado antes de mim no balcão. Ela nem sabia que estávamos juntos. Confesso a minha covardia, mas devia ter dito que ela, sendo uma atendente de uma sorveteria, parda, devia sofrer preconceito de várias pessoas, inclusive de algumas pessoas que frequentam aquele shopping e que, por isso, não devia tratar de forma diferente as pessoas pela cor da pele;

2) Estava fazendo um passeio com a minha irmã, uma amiga negra, o namorado da minha irmã e um amigo branco. Minha irmã convidou um casal branco para ir ao passeio junto conosco. Em determinado momento do passeio, a amiga da minha irmã, vira para a minha amiga negra e diz: “É você que cozinha para eles?” Isso mesmo, ela achou que por ser negra, minha amiga fosse empregada doméstica da nossa casa. Minha irmã chegou para a amiga dela e disse: “Ela não sabe nem fazer macarrão, só sabe comer”. Eu fiquei chocado com mais um caso de racismo, com essa amiga negra.

3) Fui assistir à peça de um conhecido ator, amigo da minha irmã. A mãe desse ator foi apresentada a mim, ao namorado da minha irmã e ao amigo da minha irmã, todos nós brancos. Deu beijo nos rostos de todos. No momento em que a minha amiga negra foi apresentada a ela, ela estendeu a mão. A sorte foi que a minha amiga não percebeu e foi logo dando um beijo no rosto da senhora. Fiquei mais uma vez chocado com esse caso de racismo.

Essas três histórias aconteceram em menos de três meses. O racismo está introjetado em nossa cultura. É preciso mudar isso urgentemente. Até porque, a maior parte do povo brasileiro não é branca. E mesmo que fosse, nada justifica nenhum tipo de discriminação. Precisamos denunciar o racismo velado.

Por uma geração de comédia que não apele ao racismo, ao sexismo, à homofobia… Resposta

POR NELSON DE SÁ

Anos atrás, quando vi Rafinha Bastos e Danilo Gentili pela primeira vez juntos no palco, achei o primeiro conservador e o segundo liberal. Estava errado. Politicamente, Rafinha se mostrou liberal, no sentido americano da palavra, amigo de Thaíde; e Danilo virou um conservador, até reacionário, seguidor de Olavo de Carvalho.

Mas rótulos políticos, no caso, não importam. Desde o princípio, eram ambos _e quase toda aquela geração de stand-up, Diogo Portugal inclusive_ semelhantes nos alvos que escolhiam. Se de um lado Danilo vive hoje de rompantes de racismo e mira sempre os mais fracos, de outro a piada clássica de Rafinha explorava a suposta feiúra das mulheres de Rondônia.

No concurso de comédia stand-up realizado na semana passada, a minha esperança desde o início do projeto era que surgisse uma nova geração, mais para Fábio Porchat, que sempre que pode ataca os preconceitos, do que para Danilo e Rafinha _em que pese ainda admirar neles a comicidade inata, o tempo perfeito etc.

Apareceu de tudo no concurso, inclusive publicitário que, tomando a geração anterior por modelo, transpirava comédia mas já dando sinais de bullying racial, sexual, social. Não é o caso dos dois finalistas, Celo Bechert e Márcio Pial. Eles têm comicidade inata etc. mas os seus textos não confundem piada com agressão nem atiram nos fracos para fazer rir os fortes.

É difícil imaginar hoje, mas em sua primeira “rotina” Danilo Gentili era como Celo Bechert. Fazia piadas obsessivamente sobre a mãe, mas na verdade sobre si mesmo: era capaz de rir de si mesmo. Sobre Celo, agora, é preciso torcer para que mantenha a capacidade de se ridicularizar, nas “rotinas” mais complexas que vêm por aí.

Márcio Pial já é mais desenvolvido e complexo. Durante as suas apresentações no concurso, a primeira de uns dez minutos e a final quase de improviso, de uns três, foi possível vislumbrar alguma coisa das grandes referências americanas das últimas décadas, George Carlin e Louis C.K. O raciocínio engenhoso, o fundo moral, o humor inesperado, que surpreende.

Assista aos vídeos de Celo Bechert e Márcio Pial ou à íntegra de 2h16min

Contra a desculpa recorrente _e aí sim política_ para o humor racista, sexista e homofóbico, odramaturgo Tony Kushner já vacinou quase duas décadas atrás:

A direita tentou transformar [a expressão politicamente correto] num rótulo. A verdadeira ameaça à liberdade de expressão vem, não da esquerda, mas da direita. Basta olhar a direita religiosa. Eles querem controlar aquilo em que você acredita, o que você pensa.

Fonte: Blog de Teatro

‘Marcha das Vadias’ pede fim da violência contra a mulher e homofobia no Espírito Santo Resposta

Marcha das Vadias passou pelas ruas de Vitória (Foto: Mariana Perim / G1 ES)

Marcha das Vadias passou pelas ruas de Vitória (Foto: Mariana Perim / G1 ES)

Com a intenção de repudiar todo o tipo de violência contra a mulher e também em protesto por uma sociedade igualitária e livre de preconceitos, a segunda edição da Marcha das Vadias em Vitória percorreu, neste sábado (20/07), a Rua da Lama e a ponte Ayrton Senna, em direção à Praça dos Namorados, na Praia do Canto. Centenas de pessoas se reuniram na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde foram preparados cartazes e realizadas pinturas corporais.

Segundo a organização do evento, as mulheres são ensinadas desde muito novas a sentir culpa e vergonha pela expressão da própria sexualidade e a intenção do evento é quebrar tais preconceitos. O grupo saiu da Ufes por volta das 17h e encerrou o ato às 18h10. No fim, a organização mobilizou os demais participantes a darem apoio às famílias dos manifestantes presos durante o protesto de sexta-feira (19/07), ocorrido no Centro da capital.

Durante toda a caminhada, os manifestantes fizeram batucada e utilizaram megafones para gritar palavras de ordem contra o machismo, o racismo e a homofobia. O grupo reforçou a oposição a projetos do Congresso, como a ‘cura gay,’ e também criticou a Igreja Católica, considerando a questão do aborto. A manifestação recebeu demonstrações de apoio durante o trajeto, como aplausos, buzinaços e gestos positivos nas varandas dos edifícios.

Mapa da violência
De acordo com o Mapa da Violência 2012, realizado pelo Instituto Sangari, o Espírito Santo é o estado com o maior número de homicídios de mulheres no Brasil. A taxa capixaba, de 9,4 mortes em cada 100 mil mulheres, é maior que o dobro da média nacional.

Marcha histórica
O movimento acontece em várias partes do Brasil, mas já é uma ação mundial. Começou quando um professor, no Canadá, durante uma palestra, disse que as mulheres sofriam estupro por causa da maneira como se vestiam. Essa afirmação gerou uma polêmica no mundo inteiro, sendo o que motivou a marcha e a maneira como as mulheres, e até alguns homens, se vestem na passeata: muitas vezes sem roupa e com o corpo pintado, em sinal de protesto.

Foto de Marco Feliciano no Instagram vira motivo de chacota nas redes sociais Resposta

Foto do pastor Marco Feliciano no Instagram vira piada nas redes sociais Reprodução de internet

Foto do pastor Marco Feliciano no Instagram vira piada nas redes sociais Reprodução de internet

Uma foto publicada no Instagram do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, virou motivo de chacota nas redes sociais nesta segunda-feira. Datada de 23 semanas atrás, a imagem mostra o pastor provavelmente alisando os cabelos. No título da imagem, a frase: “Momento descontração…Raridade!!!”, seguida de mais de 650 comentários – até o início desta noite-, a maioria zombando do parlamentar e chamando Feliciano de “bicha”, “diva”, “bee” e “mona”, entre outros. Conhecido por declarações polêmicas sobre negros e homossexuais, o pastor responde a processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por homofobia e estelionato.

Os comentários no Instagram satirizavam, principalmente, o trato nas madeixas, molhadas. Dentre as frases dos internautas, “Pronta pra bater cabelo na boate”, “tá linda bee” e “arrasou na progressiva…vai pega (sic) os bofe (sic) tudo na balada”. A foto também é uma das mais compartilhadas no Facebook.

Nem os evangélicos aguentam Marco Feliciano

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Grupo faz protesto contra deputado Marcos Feliciano na sede da ALE/AM

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Feliciano aparece em uma outra foto no Instagram, com vários comentários que ironizam a sexualidade do pastor. Na imagem, o parlamentar está sentado sobre uma poltrona vermelha, com um paletó da mesma cor. “Que pintosa”, escreveu um usuário da rede. Um outro comentou: “Poderosa, atrevida”.

Desde que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos, no começo do mês, Marco Feliciano tem sido alvo de protestos em várias cidades do Brasil. No sábado, cerca de 300 pessoas se reuniram em Copacabana. Em São Paulo, no mesmo dia, a manifestação reuniu 500 pessoas que fecharam três pistas da Avenida Consolação, no Centro, e seguiram até a Praça Roosevelt.

Feliciano já declarou que o amor entre pessoas do mesmo sexo leva ao ódio, ao crime e à rejeição. Em 2011, ele também criou polêmica ao escrever no Twitter que “os africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé” e que essa “maldição” é que explica o “paganismo, o ocultismo, misérias e doenças como ebola” na África.

Fonte: O Globo

Ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vannuchi considera nomeação de Marco Feliciano para comissão um ‘erro lamentável’ 2

Ex-ministro Paulo Vannuchi

Ex-ministro Paulo Vannuchi

O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vannuchi considerou nesta segunda-feira um “erro lamentável” a nomeação do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para o comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. O petista avaliou como “reversível” a condução ao posto do parlamentar, acusado de racismo e homofobia, e defendeu a realização pela sociedade de manifestações contrárias à sua indicação ao cargo, como as promovidas no último sábado.

Para ele, que atualmente é um dos diretores do Instituto Lula e candidato à presidência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), é necessário sensibilizar o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, de que se criou um ambiente “ruim” para a nomeação do pastor e de que é possível renegociar os titulares da Comissão de Direitos Humanos.

– Eu acho que as coisas são reversíveis. É preciso insistir na linha das manifestações de sábado e, ao mesmo tempo, não queimar pontes. Se (a Comissão de Direitos Humanos) cabe ao PSC, havia duas parlamentares mulheres como alternativa, mas não um nome que tem um passivo de declarações tão problemáticas – afirmou, após participar de cerimônia de assinatura de adesão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim da violência contra a mulher.

No final de semana, o presidente da Câmara dos Deputados disse que não está disposto a rever a escolha do pastor, mesmo diante da pressão da sociedade. Paulo Vannuchi defendeu que, neste momento, é necessário que todas as partes atuem com prudência, uma vez que, segundo ele, declarações duras podem inviabilizar um diálogo para “corrigir o problema”.

– A gente precisa ter prudência porque, qualquer fala dura, pode inviabilizar as necessárias conversas para corrigir o problema. Foi um erro lamentável – afirmou.

O ex-ministro confirmou que é candidato à Organização dos Estados Americanos (OEA)e defendeu uma reforma do Sistema Interamericano. Para ele, todos os governos, tanto de esquerda como de direita, devem adotar uma agenda de compromissos com a promoção dos direitos humanos dentro de prazos estipulados. Ele pregou que a Comissão Interamericana não tenha nem animosidade nem alinhamento prévios com os países peticionários.

‘Fundamentalista’

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, avaliou como “péssima” a indicação do pastor para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e e afirmou que o PT não esperava que o PSC indicasse um “fundamentalista”. O dirigente petista disse que espera que o Congresso Nacional reconsidere a indicação do parlamentar para o posto e argumentou que o PT não deve ser responsabilizado pela escolha, apesar do partido ter priorizado neste ano assumir as Comissões de Constituição e Justiça, Relações Exteriores e Defesa e Seguridade Social, em vez da de Direitos Humanos.

– Eu espero que o Congresso Nacional possa reconsiderar e possa convencer o PSC a fazer uma outra escolha. Nós fizemos as escolhas que achávamos mais convenientes. Nós tivemos várias vezes à frente da Comissão de Direitos Humanos e não cabe nos responsabilizar pela má escolha que o PSC fez. Nós somos favoráveis que seja escolhido outro nome do PSC que não tenha o mesmo posicionamento do atual presidente – afirmou.

Informações: O Globo

ABGLT protesta contra indicação do deputado Marco Feliciano para presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias 3

Deputado Marco Feliciano: homofóbico e racista

Deputado Marco Feliciano: homofóbico e racista

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) emitiu nota de protesto contra a indicação do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Feliciano ficou conhecido após mensagens no Twitter como “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato” além de outros textos pelos quais é acusado – além de racismo – de homofobia.

O PSC deve indicar o escolhido apenas na próxima terça-feira, mas o nome de Feliciano, vice-líder da bancada do partido, circula nas redes sociais como um dos mais cotados para assumir o posto.

“O parlamentar indicado para presidir a mencionada CDHM tem feito reiterados pronunciamentos públicos que vão na contramão dos objetivos primordiais desta comissão. Em mais de uma ocasião, teceu comentários depreciativos à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mostrando-se totalmente refratário ao reconhecimento dos direitos destas pessoas, indo na exata contramão do entendimento do Supremo Tribunal Federal”, diz a associação, ao citar que a corte reconheceu publicamente a legitimidade da existência de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e reconheceu o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

ABGLT afirma ainda que são preocupantes as mensagens “infelizes” do deputado no Twitter e suas pregações que afirmam que a aids é uma “doença gay” e que existe um ativismo homossexual promovido por “satanás”.

“Em suma, considerando estes precedentes, delineia-se claramente que a indicação de um quadro proveniente do segmento fundamentalista religioso significa RETROCESSO na luta do povo brasileiro por liberdade, igualdade e justiça social, pilares fundamentais para uma convivência pacífica e solidária. Por este motivo, conclamamos a todos os setores da sociedade comprometidos com a consolidação da democracia, seja em suas instituições, seja nas relações interpessoais, a se manifestarem contrariamente a esta indicação”.

Fonte: Jornal do Brasil

Reddit é criticado pelo ator William Shatner por racismo, sexismo e homofobia 1

William Shatner

William Shatner

O site Reddit está sendo criticado pelo ator William Shatner, conhecido por interpretar o capitão Kirk em Jornada nas Estrelas. As críticas de Shatner são principalmente com relação ao filtro de conteúdos na rede social. Segundo o ator, o Reddit permite racismo, homofobia e sexismo em suas páginas.

Shatner participou em janeiro de uma sessão de perguntas e respostas chamada ‘Ask me Anithing’ (sigla AMA), em que celebridades são convidadas para um bate-papo com os usuários.

Depois de sua participação, Shatner, de 81 anos, passou a visitar com mais frequência o site, até que postou, no próprio Reddit, suas críticas.

“Eu estou apavorado com alguns posts imaturos, sexistas, racistas, homofóbicos e preconceituosos que são simplesmente ignorados aqui. Por que essas contas continuam ativas?”, escreveu Shatner.

Os usuários reagiram ao comentário de Shatner, dizendo que a censura pela moderação é contra as regras de uso do site e que a internet odeia ataques à liberdade de expressão.

As informações são do Daily Mail.

França obriga Twitter a revelar autores de mensagens, racistas, antissemitas e homofóbicas Resposta

BBC

Em uma decisão inédita na França, a Justiça do país obrigou a rede social Twitter a identificar os autores anônimos de mensagens racistas, antissemitas e homofóbicas.

O Tribunal de Grande Instância de Paris acatou o pedido de várias associações francesas de defesa dos direitos humanos, entre elas a União dos Estudantes Judeus da França, que desejam identificar os autores de mensagens racistas no Twitter, publicadas por meio de pseudônimos, para levá-los aos tribunais.

A empresa americana também deverá implantar um sistema, em língua francesa e facilmente acessível, que permita aos usuários denunciar à rede social comentários que incitem o ódio racial ou façam apologia de crimes contra a humanidade.

As mensagens com conteúdo racista começaram a ser publicadas em outubro do ano passado. Os usuários utilizaram palavras-chave com hashtags (#) para reunir em uma mesma página comentários sobre um mesmo assunto.

Desta forma, foram criadas páginas como ‘um bom judeu’ ou ‘um judeu morto’ com centenas de mensagens antissemitas.

Nazismo
As primeiras hashtags foram seguidas de outras com conotações racistas ou homofóbicas, como ‘um bom negro’ ou ‘se meu filho é gay’.

O Twitter havia retirado do site as páginas antissemitas e racistas publicadas em outubro, mas novas surgiram posteriormente. Em janeiro, foi criada a hashtag ‘se eu fosse um bom nazista’.

As associações francesas de direitos humanos haviam inicialmente pedido ao Twitter para identificar os autores desses comentários, mas a empresa se recusou a fornecer os dados.

No processo na Justiça francesa, o Twitter alegou ser uma empresa americana e que, por esse motivo, estaria sujeita apenas às leis do Estado americano da Califórnia, onde fica sua sede.

Mas, para o Tribunal de Grande Instância de Paris, ‘a infração foi cometida no território francês’ e ‘os usuários, cuja identificação está sendo solicitada, estão sujeitos à legislação penal da França’.

A decisão da Justiça francesa poderá abrir uma brecha na Europa, escreve o jornal Le Monde desta sexta-feira.

Transparência
O Twitter publicou no ano passado um ‘relatório de transparência” com os pedidos de identificação de usuários, transmitidos por país.

A empresa americana também recebeu pedidos de bloqueio de conteúdo em países europeus. Pela primeira vez, a rede social utilizou em 2012 um sistema que permite bloquear uma conta somente em um país.

O Twitter bloqueou na Alemanha a conta de um grupo neonazista que pode ainda ser vista na França ou em outros países.

Outros sites, como o Ebay, já adotaram esse sistema. O site bloqueia, por exemplo, a venda de objetos nazistas na França e na Alemanha, mas nos Estados Unidos ela é autorizada.

Ministra francesa pede que twitter proíba mensagens homofóbicas e racistas 2

Najat Vallaud-Belkacem: ministra dos Direitos das Mulheres e porta-voz do governo francês quer que twitter proíba mensagens de ódio

Najat Vallaud-Belkacem: ministra dos Direitos das Mulheres e porta-voz do governo francês quer que twitter proíba mensagens de ódio

Depois de uma hashtag que motivou muitas mensagens homofóbicas na França, a ministra dos Direitos das Mulheres e porta-voz do governo, Najat Vallaud-Belkacem, sugeriu que o twitter deveria começar a impedir mensagens de ódio em seu site. O discurso da ministra surgiu depois que muitos tweets propondo punições a filhos homossexuais levaram #SiMonFilsEstGay (“Se meu filho é gay”) aos trending topics na rede social durante semanas.

A ministra afirmou ao jornal Le Monde que esse tipo de discurso é ilegal pela lei nacional francesa. Porém, a homofobia que repercutiu no twitter não é um evento isolado no país. Tópicos antissemitas e racistas, como #unjuifmort (“um judeu morto”), #unbonjuif (“um bom judeu”) e #SiMaFilleRamèneUnNoir (“se minha filha trouxer um negro para casa”) entraram para os mais comentados na rede social nos últimos dois meses, segundo Vallaud-Belkacem.

Ela afirmou que a liberdade de expressão não pode ser utilizada impunemente, porque homofobia e racismo podem rapidamente levar à violência. Para a ministra, crianças homossexuais correm risco quando tais discussões são mantidas sem moderação na internet.

twitter deve impedir e França condenar

Concordo que o twitter não deve permitir mensagens preconceituosas, mas acho que o governo francês tem a obrigação de punir quem posta esse tipo de mensagem.

Brasil

Estudante de Direito, Mayara Petruso: racista, condenada por ofender nordestinos no twitter

Estudante de Direito, Mayara Petruso: racista, condenada por ofender nordestinos no twitter

Aqui no Brasil, a Justiça Federal de São Paulo condenou a estudante Mayara Penteado Petruso a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão pelo crime de racismo. O crime da estudante foi ofender nordestinos por meio da rede social Twitter. A ofensa foi publicada no dia 31 de outubro de 2010, logo após a vitória eleitoral da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra. Os maiores índices de votação de Dilma na ocasião foram registrados na região Nordeste.

“Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!”, escreveu a estudante em sua página.

A pena contra ela foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa. A decisão foi tomada pela juíza da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, Mônica Aparecida Bonavina Camargo.

Goleiro do Manchester United: “O futebol precisa de um herói gay” Resposta

Anders Lindegaard: em seu blog, goleiro abordou a homofobia no futebol.

Anders Lindegaard: em seu blog, goleiro abordou a homofobia no futebol.

Em seu blog, Anders Lindegaard, goleiro do Manchester United, escreveu sobre a homofobia, racismo e intolerância religiosa no futebol. “O futebol precisa de um herói gay. Como jogador, penso que um colega homossexual tem, acima de tudo, medo da reação dos torcedores. A minha percepção é a de que os outros jogadores não teriam problemas em aceitá-lo”.

Lindegaard diz que a homossexualidade no futebol “ainda é assunto tabu”, talvez porque, “a atmosfera no gramado e nas arquibancadas seja dura; os mecanismos são primitivos, expressos no clássico estereótipo de que o verdadeiro homem tem de ser forte e agressivo. E essa não é uma imagem que os adeptos do futebol associem a um gay”. Os adeptos estão, diz ele, “presos ao passado”.

O goleiro acrescenta que se aconselhou com a namorada, Misse Beqiri, sobre se deveria tocar no assunto. E decidiu avançar. “Qualquer discriminação é inaceitável, seja sobre a cor de pele, religião ou sexualidade”, justificou-se.

Falta campanha

Muito bacana a iniciativa do goleiro de um dos maiores times do mundo, de abordar a homossexualidade no futebol. Falta uma campanha bacana sobre isso, como já existe contra o racismo, embora a discriminação racial ainda seja muito forte no futebol Europeu. Queria muito ver uma campanha contra a homofobia, ou melhor dizendo, a favor da inclusão dos gays no futebol, conscientizando jogadores e torcedores, feita pela CBF. Seria o máximo e uma demonstração de civilidade e respeito aos direitos humanos, às vésperas da Copa do Mundo de 2014.