José Mayer é afastado de todas as produções da Globo Resposta

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Su Tonani e José Mayer

O ator José Mayer, acusado de assédio pela figurinista Su Tonani, foi afastado de todas as produções da Rede Globo. Leia a nota da emissora divulgada à imprensa:

Em relação à denuncia de assédio envolvendo o ator José Mayer e a figurinista Susllen Tonani, a Globo reafirma o teor da nota divulgada na última sexta-feira, quando afirmou que o caso foi apurado e que as devidas providências estavam sendo tomadas. Naquela nota, a emissora enfatizou que repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito. E que zela para que as relações entre funcionários e colaboradores se deem em um ambiente de harmonia de acordo com o Código de Ética e Conduta do Grupo Globo. Esta convicção da Globo foi reafirmada para um grupo de atrizes, diretoras e produtoras, reunidas no domingo à noite, quando a emissora informou que, apurado o caso, tomou a decisão de suspender o ator José Mayer de produções futuras dos Estúdios Globo por tempo indeterminado. O ator foi notificado na segunda-feira dessa decisão. Sobre a iniciativa de funcionários, colaboradores e executivos de usar hoje camisetas com os dizeres “Mexeu com uma, mexeu com todas”, a Globo se solidariza com a manifestação, que expressa os valores da empresa. O ator José Mayer, de enorme talento e com grandes serviços prestados à Globo e às artes brasileiras, certamente terá oportunidade de expressar seus sentimentos em relação ao triste episódio e esclarecer que atitudes pretende tomar. A Globo lamenta que Susllen Tonani tenha vivido essa situação inaceitável num ambiente que a emissora se esforça cotidianamente para que seja de absoluto respeito e profissionalismo. E, por essa razão, pede a ela sinceras desculpas.

Manifestações de atrizes

Após negar o assédio, José Mayer voltou atrás e divulgou carta aberta se desculpando pelo ocorrido. Leia:

Carta aberta aos meus colegas e a todos, mas principalmente aos que agem e pensam como eu agi e pensava:

 Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora

Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço.

Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, nao sou.

Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são.

Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. O mundo mudou. E isso é bom. Eu preciso e quero mudar junto com ele. 

Este é o meu exercício. Este é o meu compromisso. Isso é o que eu aprendi.

A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança.

Espero que este meu reconhecimento público sirva para alertar a tantas pessoas da mesma geração que eu, aos que pensavam da mesma forma que eu, aos que agiam da mesma forma que eu, que os leve a refletir e os incentive também a mudar.

Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária.

O que posso assegurar é que o José Mayer, homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor.

José Mayer

Na manhã desta terça-feira, figurinistas, diretoras, atrizes e outras funcionárias da TV Globo se reuniram na emissora no antigo Projac, em Jacarepaguá, num ato de apoio à figurinista Su Tonani, que acusa o ator José Mayer de assédio sexual. A manifestação começou às 10h, simultaneamente ao uso das hashtags #MexeuComUmaMexeuComTodas e #ChegadeAssédio em redes sociais. Sem mencionar o nome de José Mayer, várias atrizes, entre elas Sophie Charlotte, Drica Moraes, Alice Wegman e Tainá Müller postaram fotos em suas redes sociais vestindo camisetas com a frase “mexeu com uma, mexeu com todas”. Gloria Pires, Grazi Massafera, Bruna Marquezine, Camila Pitanga e Taís Araujo compartilharam a frase.

Glória Perez pretende salvar vidas ao abordar universo trans em novela que estreia hoje Resposta

 

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Glória Perez

Diante dos dados de suicídios entre transgêneros, a autora da novela “A Força do Querer”, que estreia hoje, às 21h, na Rede Globo, Gloria Perez, diz que espera fazer por eles o que fez por dependentes químicos e portadores de transtornos mentais em O Clone (2001) e Caminho das Índias (2009). “Sei que vou salvar vidas. Ao criar uma empatia entre o público e os transgêneros, desejo permitir que essas pessoas sejam olhadas com compreensão”.

Gloria fala que preferiu começar o drama de Ivana, transexual vivida pela atriz Carol Duarte, já adulta. “Se fosse colocar isso na infância dela, muitos poderiam falar que eu estava manipulando o conflito. Tenho de pensar nos sentimentos adversos”.

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Carol Duarte estreia na TV como transexual

Ivana será incompreendida principalmente por sua mãe Joyce, interpretada por Maria Fernanda Cândido.”Novela no nosso país é algo que faz parte do nosso dia a dia. Então, à medida em que o folhetim se propõe a abordar uma questão, tenta abrir perguntas, e não fornecer respostas. Assim, a discussão se potencializa. Se a novela conseguir promover o debate, a missão está cumprida”, observa Maria Fernanda.

A trama também abordará o universo do transformista Nonato (Silvero Pereira). Ele sonha em montar um show. Chega do interior do Ceará e vira motorista do homofóbico e transfóbico Eurico (Humberto Martins). O personagem vai mostrar a diferença entre transgênero e travesti.

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Silvero Pereira estreia na TV como transformista

“Ele sai de sua cidade escorraçado, sua família não entende a necessidade que ele tem de se travestir. Como precisa do emprego de motorista, ele aceita trabalhar com esse homem homofóbico. Mais para a frente, seu patrão vai descobrir que ele não é Nonato, que ele é Elis Miranda, um artista transformista”, adianta Silvero Pereira.

Opinião

Excelente iniciativa da autora Glória Perez em tirar da invisibilidade uma parcela da população ainda marginalizada. Vamos ver como será a abordagem.

* Com informações do Notícias da TV

José Mayer é afastado de novela após acusação de assédio Resposta

 

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José Mayer é afastado de novela

Após as acusações de assédio sexual (leia clicando aqui) feitas pela figurinista Su Tonani na Folha de São Paulo, a Rede Globo resolveu dar um descanso à imagem do ator José Mayer. O galã estava reservado por Aguinaldo Silva para “O Sétimo Guardião”, novela para o ano que vem. A avaliação da emissora é de que será necessário tempo fora do ar para evitar desgaste. Além disso: personagens sedutores nunca mais.

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Figurinista Su Tonani acusa José Mayer

 

O ator nega a acusação. “Respeito muito as mulheres, meus companheiros e o meu ambiente de trabalho e peço a todos que não misturem ficção com realidade. As palavras e atitudes que me atribuíram são próprias do machismo e da misoginia do personagem Tião Bezerra, não são minhas. Nesses 49 anos trabalhando como ator sempre busquei e encontrei respeito e confiança em todos que trabalham comigo.”, disse Mayer em nota.

Não é o que diz Letícia Sabatella. Em sua conta no Facebook, a atriz da Globo escreveu: “José Mayer não se emenda, hein? Su Tornani, sinta-se apoiada em sua denúncia.” Letícia foi a única artista a se manifestar.

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Letícia Sabatella sai em defesa de Su

O texto diz que a emissora não comenta assuntos internos. No entanto, o canal diz que é contra a qualquer tipo de preconceito, violência e desrespeito. Além disso, uma das metas da empresa é zelas pelas relações entre os seus funcionários, a fim de que o trabalho sempre aconteça em um espaço de harmonia. “Todas as questões são apuradas com rigor, ouvidos todos os envolvidos, em busca da verdade”. “As medidas necessárias estão sendo tomadas”, finaliza a emissora.

 

Vamos aguardar a apuração do caso pela TV Globo, já que a figurinista não denunciou à polícia, e ver quais providências serão tomadas pela emissora, já que afastar de novela não é propriamente punição.

A Lei do Amor termina com recorde de casai gays, mas sem beijo na boca Resposta

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“A Lei do Amor”, novela das 21h, de Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari, exibiu seu último capítulo nesta sexta-feira (31) com um recorde: o maior número de casais gays de uma novela do horário nobre. Apesar da representatividade maior, com três romances homossexuais, a abordagem foi sutil e não passou nem perto do beijo protagonizado por Mateus Solano e Thiago Fragoso em Amor à Vida.

“Vejo isso como um retrocesso. Quando você mostra um casal gay, mas não se aproxima da realidade em que ele vive, é uma espécie de omissão à homofobia”, opina Agripino Magalhães, líder estadual da Aliança Nacional LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais).

“Dentro do estilo melodramático, considero que ‘A Lei do Amor’ cumpriu a sua função social na teledramaturgia. Também considero que o beijo gay deixou de ser exatamente uma questão”, contrapõe Mauro Alencar, doutor em teledramaturgia brasileira e latino-americana pela Universidade de São Paulo.

Na novela, Zelito (Danilo Ferreira) conquistou o coração de Wesley (Gil Coelho) logo nos primeiros capítulos. O frentista se encantou pelo DJ, que foi assassinado a mando de Tião (José Mayer), e o romance foi abortado tragicamente.

Os autores deixaram para formar os outros dois casais gays só nesta última semana. Aliás, muitos casais gays são formados somente em finais de novela.

No capítulo de segunda (27), Wesley chamou Gledson (Raphael Ghanem) para sair, mas a cena teve só troca de olhares e sorrisos entre os dois, sem carinhos explícitos ou beijo. Por fim, depois de terminar com Misael (Tuca Andrada), Flávia (Maria Flor) aparecereu com uma namorada, Gabi (Fernanda Nobre), mas o romance também não foi explorado.

“Apesar da representatividade maior, o gay ainda é mostrado como aquela pessoa que ‘dá pinta’, que é motivo de chacota, ou muito superficialmente. Normalmente, não são personagens como um bancário, empresário, balconista, por exemplo, uma pessoa que pode constituir uma família e ter direito como qualquer outro”, analisa Magalhães.

Alencar acredita que o núcleo em que os personagens homossexuais são apresentados e a forma como se relacionam está relacionado ao estilo de cada escritor, não à imposição de rótulos. “Qualquer tema abordado na história da ficção mundial é retratado com diferentes intensidades. É isso o que diferencia um autor de outro”, opina.

*Com informações do “Notícias da TV”.

 Opinião

Quem acompanha o blog sabe que eu sempre reclamei da falta de beijo gay em telenovelas. Mas mostrar casais gays, desde que não seja nos últimos capítulos, ou até mesmo uma família homoafetiva é melhor do que nada. No mais, já existem seriados inúmeros retratando de maneira honesta e aberta a homossexualidade.

E para você, beijo gay é importante ou não em uma novela?

Apenas duas pessoas reagem ao ver cena de homofobia em ‘Vai fazer o quê?’ #Fantástico 1

Fantástico

O ‘Vai fazer o quê’, quadro do Fantástico (Rede Globo) deste domingo discutiu a homofobia. Apesar de o Rio de Janeiro ter sido eleito recentemente um dos melhores destinos para o público gay, o Brasil ainda é um país onde se registram muitos crimes de ódio contra homossexuais.

O quadro mostrou um casal gay sendo repreendido por namorar em público, e a sua atitude das pessoas. Teve uma senhora entrevistada que concordou com o ator que estava repreendendo o casal de atores.

Por todo o Brasil, multiplicam-se espaços onde o público gay é bem-vindo, bem recebido. União estável, adoção, casamento… Todos esses direitos foram conquistados com muita luta ao longo da última década. Mas apesar dos avanços da sociedade, será que ver dois homens namorando em público ainda é capaz de chocar alguém?

Rodolfo e Cleiton são atores treinados para compor um casal gay. E como qualquer casal de namorados, trocam carinhos.

A maioria das pessoas parece indiferente ao casal de rapazes, mas a cena chama atenção de alguns.

Duas pessoas foram as únicas que agiram ao ver uma cena de homofobia.

Durante as gravações, centenas de pessoas passaram pelos nossos atores. A maior parte não se importou ao ver os gays namorando. Isso reforça os dados de uma pesquisa recente, que aponta que nos últimos vinte anos o brasileiro se tornou muito mais tolerante aos homossexuais. Segundo o IBOPE, em 1993, 7% dos brasileiros eram favoráveis à união homossexual, já em 2011, 45% são a favor.

Mesmo assim, casos de violência contra homossexuais infelizmente ainda são comuns.

Se você testemunhar algum tipo de preconceito sexual, seja ele qual for, ligue para o Disque 100, de qualquer telefone do país.

Veja o vídeo do quadro, clicando aqui.

12ª Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa pede fim da homofobia Resposta

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Com o tema “Respeito e Liberdade caminhando Lado a Lado”a 12ª Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa levou 30 mil pessoas às ruas da capital paraibana no último domingo (25), a concentração do evento começou por volta da 16h na Praia do Cabo Branco. Além de fortalecer o combate à homofobia, o objetivo da parada segundo Myke Fonseca, vice-presidente do Movimento do Espírito Lilás (Mel), é lutar pelos direitos civis da população LGBT do estado.

“O principal objetivo do evento foi a luta por respeito aos LGBTs e pela criminalização da homofobia, o nosso estado está sempre entre os principais em número de assassinatos por razões homofóbicas, só este ano já foram contabilizadas 20 mortes e isso é muito sério”, disse Myke Fonseca, vice-presidente do Mel.

A concentração para a caminhada aconteceu na Avenida Cabo Branco, com percurso até o Busto de Tamandaré, entre as praias do Cabo Branco e Tambaú, onde rolou um show com a cantora Ellen Oléria, vencedora do The Voice Brasil (Rede Globo) em um palco montado na praia de Tambaú.

Atividades educativas, como a distribuição de preservativos e panfletos orientando sobre a importância da prevenção contra as DSTs também aconteceram durante a realização da parada.

“É um evento que tem uma caracterização política e social de extrema importância, porque mostra a quantidade de pessoas que não é tão minoritária assim, e que estão todos nas ruas lutando pelos seus direitos, mostra também a cultura LGBT, que é diferente, tem a cultura e toda a história das ‘drags’, enfim, é um ato político muito importante, a distribuição do material educativo para prevenção de DSTs é uma atividade realizada em grandes eventos como o carnaval, por exemplo, e independe do fato de ser um evento LGBT”, pontuou Myke.

‘O governo do Estado tem secretários lésbicas e gays com muito orgulho’, foi o ponto alto da fala da secretária de Comunicação da Paraíba, Estela Bezerra, que representava o governador Ricardo Coutinho (PSB).

Na abertura do evento, a secretária destacou que o governo do estado se orgulhava de ter iniciado as políticas públicas para LGBTs na Paraíba e João Pessoa, mas apontou que ainda existe um amplo percurso para coibir a homofobia.

Já o ex-prefeito, Luciano Agra (PEN), que representava o prefeito Luciano Cartaxo (PT) ressaltou a instalação da coordenadoria LGBT na Capital, onde a implementação teve início em sua gestão e o projeto para o conselho LGBT, que é uma exigência da Parada, deveria ser apresentado pelo vereador Bira (PT) na próxima quarta (27). Não sei se foi apresentado.

Para a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, a conscientização e o respeito à diversidade é um dos maiores desafios no combate à homofobia.

“Um dos grandes desafios é a tipificação dos crimes homofóbicos, hoje nós não temos uma tipificação, ou seja, uma lei que diga o que é o crime homofóbico, esse é um desafio importante que tem que caminhar junto com outros desafios que é a mudança de mentalidade. Só com uma sociedade que respeita a diversidade sexual, que compreende é que pode enfrentar a homofobia.”, disse Gilberta.

Segurança durante o evento

O policiamento civil e militar na orla de João Pessoa foi reforçado para a realização do evento, de acordo com o coronel Jefferson Pereira, comandante da 1ª Região Integrada de Segurança Pública, um efetivo de 100 policiais militares estiveram presentes na Parada, sendo 45 circulando entre os participantes e outros 55 nas áreas próximas.

“O efetivo empregado foi formado pelo policiamento ordinário, utilizado diariamente no local, mais o reforço. O objetivo foi que a Parada pudesse transcorrer com tranquilidade, com o mínimo de ocorrências policiais”, informou o militar.

A Polícia Civil incrementou o efetivo do 1º Distrito Integrado de Segurança Pública (Disp) de Manaíra e da coordenação do plantão que funcionou na Central de Polícia, no bairro do Varadouro.

De acordo com a Polícia Militar cerca de 30 mil pessoas ocuparam a orla e Palmeira afirmou que o evento transcorreu ‘muito bem’ sem grandes incidentes. Foram sete trios: o do bar Relicário, da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), do Conselho de Direitos Humanos da OAB, da Frente parlamentar LGBT, da Colutas, do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) e o do movimento LGBT.

Capítulo de “Amor à Vida” foi mais importante do que uma Parada Gay 2

AmoràVida

O que eu vi na novela “Amor à Vida”, na noite da última quinta-feira (01/08) foi surpreendente. Eu já esperava que o autor Walcyr Carrasco fosse tratar da questão da homossexualidade de maneira primorosa, tendo em vista a maneira ousada como ele abordou o tema em “Morde & Assopra”, até dois homens deitados na mesma cama ele conseguiu colocar, às 19h, claro que um dos personagens não era gay. Mas a cena me chamou muito a atenção. O que eu não esperava era que a direção da Rede Globo fosse permitir que se falasse em orientação sexual, entre outros assuntos.

O assunto foi praticamente a homossexualidade. O texto na boca de atrizes experientes e queridas do público como Nathalia Timberg e Susana Vieira deram mais credibilidade ainda à novela. O diálogo entre avó, mãe e filho (um Mateus Solano perfeito) foi emocionante. E o que dizer da hipocrisia de César, que trai a mulher, conversando com a sua amante sobre a homossexualidade do filho. Ambos reprovando, naturalmente. Quando César (Antonio Fagundes dando show, novidade) perguntou ao filho quem era a mulher da relação, ele falou o que muitos brasileiros pensam, mas não têm coragem de dizer.

Os capítulos de quinta-feira e sexta-feira, valeram mais do que uma Parada Gay, pois uma novela das nove atinge milhões de telespectadores, de classes sociais e credos diferentes. Parabéns à direção da Rede Globo, parabéns ao autor Walcyr Carrasco, aos seus colaboradores e a todos os atores envolvidos nesta trama. Só falta liberar de uma vez por todas o beijo gay.

Novo ‘Sai de baixo’ tem ‘chupa, Feliciano!’, Tony Ramos e ‘erros’ 3

Da esq. para dir., Luis Gustavo, Márcia Cabrita, Aracy Balabanian, Tony Ramos, Marisa Orth e Miguel Falabella na gravação do novo 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Da esq. para dir., Luis Gustavo, Márcia Cabrita, Aracy Balabanian, Tony Ramos, Marisa Orth e Miguel Falabella na gravação do novo ‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

A gravação tinha iniciado fazia apenas dois minutos quando aconteceu o primeiro erro. Do alto-falante, veio a voz do diretor, Dennis Carvalho: “Começou esquecendo já na primeira cena… Essa é Aracy Balabanian!”. Após aplausos do público no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, a intérprete de Cassandra recomeça, dando sequência ao primeiro dos quatro episódios inéditos de “Sai de baixo”, que volta ao ar após 11 anos de seu fim.

O equívoco da atriz estava de acordo com o que o elenco antecipava na entrevista coletiva da véspera: o compromisso com o texto não era próprio do humorístico originalmente exibido pela TV Globo entre 1996 e 2002 e que, a partir de junho, volta em novos capítulos no canal Viva. O G1 acompanhou na noite desta terça-feira (4/6) a segunda das duas sessões de gravação desta reestreia do programa.

Antes do princípio, o mesmo Dennis Carvalho afirmava que “todo o elenco, um por um, quando chegou aqui chorou”. E deu um aviso: “É uma gravação, tem erros, voltam falas, eles esquecem, para variar… O Miguel [Falabella] está com a cabeça fundida, não está mais entre nós. Caçulinha, eu tirei do asilo”, alertou, referindo-se, respectivamente, ao ator que faz o alérgico a pobres Caco Antibes e ao músico que conduz a trilha.

Das passagens de “amnésia” dos atores aos bordões e às piadas que soam como comentários políticos ou sociais, o novo “Sai de baixo” reproduz o essencial de sua versão anterior. Agora, alternam-se tiradas aleatórias – caso de “Estou mais apertado que saco que dupla sertaneja”, dita por Vavá (Luis Gustavo) – e citações a Marcos Feliciano, ao preço do tomate, à ascensão da classe C, ao PEC das empregadas domésticas, à situação dos aeroportos, aos ex-BBB, à mastectomia de Angelina Jolie e até aos obscuros critérios de correção da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Tony Ramos e Luis Gustavo na gravação do 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Tony Ramos e Luis Gustavo na gravação do
‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

De cara, o capítulo inaugural apresenta uma surpresa: abrem-se as cortinas e quem ocupa o palco, sozinho, é Tony Ramos. Ele não estava no elenco fixo e, aqui, faz um mordomo que fala – ou tenta falar – francês. O cenário é o de sempre, um apartamento no Largo do Arouche, região central de São Paulo. Conforme a campainha vai soando, o mordomo recebe os antigos moradores do local. Pela ordem: Cassadra; Vavá (que surge ao som do hino do São Paulo, time de Luis Gustavo, e Tony mostra estar com uma camisa do mesmo time por baixo do traje de serviçal); Magda (Marisa Orthx, que entra de quatro e usa saia curta e decote, como de hábito); e Caco Antibes (ao som do hino do Vasco da Gama).

Por fim, vem Neide Aparecida (Márcia Cabrita). Enfim, uma década e pouco adiante, estão todos reunidos. Com a diferença de que agora Neide, que era empregada, virou dona do imóvel. É ela quem convida os ex-patrões para um jantar, mas eles vão ficando, ficando… Assim se desenrola, basicamente, o enredo do episódio.

Marisa Orth e Miguel Falabella voltam aos papéis de Magda e Caco Antibes (Foto: Divulgação

Marisa Orth e Miguel Falabella voltam aos papéis
de Magda e Caco Antibes (Foto: Divulgação

Um enredo que, por óbvias razões de saudosismo, desperta aplausos recorrentes ao trazer de volta gracejos já familiares à audiência. Um exemplo. Magda não é propriamente conhecida pela inteligência e jamais acerta um ditado. Por conta disso, “Sai de baixo” popularizou o bordão “Cala a boca, Magda!”. Em dado momento do episódio, a personagem fala algo como “árvore ginecológica” – é a senha para Miguel Falabella pedir ajuda ao público do teatro e todos gritarem juntos a reprimenda.

Curiosamente, contudo, é Falabella quem mais vezes demanda a interferência do diretor, ao esquecer suas falas – embora não se possa precisar o quanto disso é voluntário. E Marisa é a única que parece ter o texto todo decorado. Tanto é verdade que, diante de um erro da atriz, o intérprete de seu marido comenta: “Alguma vez na vida Marisa Orth errou!”. A autorreferência e o ato de se comunicar com a audiência reforça a vocação de “teatro filmado” que tem o “Sai de baixo”.

No conjunto, o que marca a reaparição do programa é o convívio entre um humor inconsequente e repetitivo, como o assédio sexual incessante de Caco sobre Cassandra (sua sogra) e menções à pauta cotidiana. É assim na cena em que Caco insinua sexo a três com Magda e o mordomo, a quem chama de “urso”. Ali, ele grita: “Chupa, Feliciano!”. São passagens que, de tempos em tempos, revelam uma preocupação e servem de recado: o humor de “Sai de baixo” não é gratuito – ou ao menos não deseja ser percebido como tal.

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth criticam o preço do tomate em novo episódio de 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth criticam o preço do tomate em novo episódio de ‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

 

 

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth em novo episódio de 'Sai de baixo' (Foto: Divulgação)

Miguel Falabella, Luis Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth em novo episódio de ‘Sai de baixo’ (Foto: Divulgação)

Walcyr Carrasco mostra em “Amor à Vida” que não existe “opção sexual” 1

Félix confessa sua atração por homens e implora para Edith não se divorciar

Félix confessa sua atração por homens e implora para Edith não se divorciar

Esta semana (23/5) foi ao ar em “Amor à Vida” (horário nobre), a nova novela das nove da Rede Globo, uma cena que entrou para a história da TV. Pela primeira vez na teledramaturgia, um personagem gay diz com todas as palavras que a expressão “opção sexual” não existe.

Félix, personagem interpretado por Mateus Solano,confessa sua atração por homens e implora para Edith (Bábara Paz) não se divorciar. Ajoelhado, ele diz sofreu perseguições na infância, devido ao seu jeito efeminado e falou da luta contra a sua própria homossexualidade. Ambos os atores deram um show de interpretação, mas foi o texto sensível e extremamente real do autor Walcyr Carrasco que me chamou atenção. Fica bem evidente na cena o que uma pessoa reprimida sexualmente é capaz de fazer: ser autodestrutiva e, também, destruir com a vida de alguém.

A novela promete, claro que as cenas homoeróticas serão sutis, pois a direção da Rede Globo assim acha adequado, mas ainda entrará no ar um personagem gay e outro bissexual (leia no próximo post). E além disso, uma ex-piriguete, evangélica. É o Brasil sendo retratado na TV. “Amor à Vida” promete. E o Félix já é o meu vilão favorito.

Veja a cena, clicando aqui.

Aslan Cabral, gay assumido do ‘BBB13’, mora com namorado em Recife. Veja fotos! 3

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O divertido Aslan Cabral, artista plástico pernambucano que estará na casa do Big Brother Brasil 13, é o único gay assumido do reality show. Ele namora o cirurgião pediátrico Arthur Aguiar e os dois moram juntos em Recife, capital de Pernambuco. Aslan completa 33 anos no dia 12 de janeiro, sendo o primeiro aniversariante já dentro do confinamento, que começa na próxima terça-feira (8) na Rede Globo.

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Aslan e Arthur estão juntos há mais de cinco anos e dividem um apartamento em Boa Viagem, bairro nobre de Recife, desde 2012. Antes, o casal morava junto com mais um amigo e duas amigas.

Segundo um amigo próximo ao artista plástico ouvido pelo Purepeople, o carisma do pernambucano conquista a todos e ele tem grandes chances de levar o prêmio. “Ele é só alegria, muito festeiro e muito inteligente. É bem politizado e consciente do que acontece ao seu redor. Aqui em Recife todos gostam muito dele”, disse a fonte, que preferiu não se identificar.

Um fato curioso de Aslan é que ele tem um jeito diferente de se divertir nos dias de chuva, entregou o amigo: “Às vezes, quando chovia, eu olhava pela janela e ele estava correndo de cueca, tomando banho de chuva pelo prédio”. Imagina nas festas do BBB?”

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Acostumado a fazer performances artísticas, Aslan fez um enorme sucesso na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, neste Réveillon. Com um megafone nos braços, o pernambucano brincava com quem passava por lá, desejando a todos um “feliz ano-novo”, sempre ao lado do namorado, com quem trocava beijos apaixonados e carinhos. O artista plástico chegou a cantar a música “Adeus Ano-Velho, Feliz Ano-Novo” no aparelho, e gritava dizendo que iria ficar por lá até o nascer do sol.

Em um momento, o novo BBB fez uma brincadeira com a multidão que curtia a festa por lá, já quase na manhã do dia 1º de janeiro, dizendo que uma marca de chocolates estava patrocinando toda a festa e que tinha escondido notas de R$ 100 pelas areias da praia. Muitos caíram na brincadeira e procuraram o dinheiro.

Saiba mais detalhes a respeito do vilão gay que Mateus Solano viverá na próxima novela das 21h 2

Mateus Solano

No dia 27 de setembro, o blog noticiou que o ator Mateus Solano viverá um vilão gay, na próxima novela das nove, Em Nome do Pai, escrita por Walcyr Carrasco e com direção de núcleo de Wolf Maya. O assunto foi muito debatido na página do blog, no Facebook. Confira agora mais detalhes da personagem:

Nome: Félix. Ele não será um gay assumido e, por isso, vai ser casado com Edith (Bárbara Paz). A mulher não sabe da orientação sexual do marido, com quem tem uma vida sexual mínima. Félix é descrito como venenoso, invejoso, manipulador e fingidor.

Está ansioso(a) para assistir à novela?

Mateus Solano viverá vilão gay na próxima novela das 9 7

Mateus Solano deve interpretar um vilão homossexual na próxima novela das nove.

Depois de interpretar um gay no filme Novela das Oito (clique aqui e confira), o ator Mateus Solano viverá outro homossexual, agora na próxima novela das nove, Em Nome do Pai, programada para estrear no primeiro semestre de 2013, na Globo, que está sendo escrita por Walcyr Carrasco, com direção de núcleo de Wolf Maya. Na trama, o vilão esconderá a sua homossexualidade por trás de um casamento de fachada, com uma mulher bonita e desejável. As duas últimas novelas feitas por Mateus também foram escritas por Walcyr Carrasco. Vai ter muita gente se apaixonando pelo vilão…