Polêmica: atores gays publicam foto se beijando com Bíblias nas mãos Resposta

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Brando Flynn e Miles Heizer

Os atores Brandon Flynn e Miles Heizer da série “13 Reasons Why” causaram muita polêmica ao postarem foto se beijando cada um segurando uma Bíblia.  A foto causou tamanha controvérsia que Heizer deletou de sua conta no Instagram, mas caiu na net não tem jeito.

Houve elogios e críticas. Alguns alegaram que se trata de um livro sagrado.

Opinião

Não vi nada demais nas fotos. Não há desrespeito. Vai ver eles estava querendo mostrar que gays podem ser cristãos de boa. Pelo menos foi o que eu entendi.

E você, o que achou da foto?

Comissão de Direitos Humanos aprova autorização para ‘cura gay’ 1

Sessão da Comissão de Direitos Humanos que aprovou projeto da "cura gay", na Câmara dos Deputados (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)

Sessão da Comissão de Direitos Humanos que aprovou projeto da “cura gay”, na Câmara dos Deputados (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta terça-feira (18) o projeto de lei que determina o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade. A sessão que aprovou a proposta foi presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que conseguiu colocá-la em votação após várias semanas de adiamento por causa de protestos e manobras parlamentares contra o projeto.

De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), a proposta pede a extinção de dois artigos de uma resolução de 1999 do conselho. Um deles impede a atuação dos profissionais da psicologia para tratar homossexuais. O outro proíbe qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente e determina que psicólogos não se pronunciem publicamente de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais.

Na prática, se esses artigos forem retirados da resolução, os profissionais da psicologia estariam liberados para atuar em busca da suposta cura gay.

Antes de virar lei, o projeto ainda terá de ser analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça até chegar ao plenário da Câmara. Se aprovada pelos deputados federais, a proposta também terá de ser submetida à análise do Senado. Somente então a matéria seguirá para sanção ou veto da Presidência da República.

Em seu parecer em defesa da proposta, o relator, deputado Anderson Ferreira (PR-PE), apontou que o projeto “constitui uma defesa da liberdade de exercício da profissão e da liberdade individual de escolher um profissional para atender a questões que dizem respeito apenas a sua própria vida”.

Ao justificar o projeto, o autor do texto afirmou que o Conselho Federal de Psicologia, ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional, “extrapolou o seu poder regulamentar e usurpou a competência do Legislativo”.

O texto foi aprovado por votação simbólica, sem contagem individual dos votos.

Sessão
Em contraste com as primeiras sessões presididas por Marco Feliciano, marcadas por tumultos e protestos de dezenas de integrantes de movimentos LGBT e evangélicos, a sessão desta terça atraiu poucos manifestantes. No fundo do plenário, um rapaz e uma garota ergueram cartazes durante o encontro do colegiado protestando contra o projeto da cura gay.

Uma das cartolinas dizia “não há cura pra quem não está doente”. Já o outro manifesto ressaltava “o que precisa de cura é homofobia”.

A análise do projeto da cura gay só foi concluída na Comissão de Direitos Humanos na terceira tentativa de votar o assunto. Nas outras duas oportunidades em que o tema foi colocado em pauta por Feliciano manobras de opositores da proposta conseguiram adiar a apreciação.

Na semana passada, o deputado Simplício Araújo (PPS-MA) utilizou vários recursos previstos no regimento interno da Casa, como o uso de discursos e a verificação de quórum, para evitar a votação. Durante o esforço para impedir a análise da matéria, o deputado do PPS chegou discutir com Feliciano.

Nesta tarde, Simplício tentou, mais uma vez, adiar a apreciação do projeto. Ele fez diversas intervenções durante a sessão para impedir que a matéria fosse votada e propôs novo pedido de retirada de pauta. Porém, a solicitação foi rejeitada pela maioria dos integrantes da comissão, muitos deles ligados à bancada evangélica.

“É lamentável que essa Casa não esteja ouvindo o clamor que está bem aqui, batendo à nossa porta. Projetos como esse, que são inconstitucionais, só trazem perda de tempo. E foi o que a gente viu aqui: uma tremenda perda de tempo. É uma matéria que não vai passar na Comissão de Constituição e Justiça. Uma bancada que quer jogar apenas para o seu eleitorado”, avaliou Simplício, em entrevista ao final da votação.

A aprovação ocorreu um dia após uma manifestação em Brasília que levou milhares à porta do Congresso, para protestar, entre outras coisas, pela saída de Marco Feliciano do comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A multidão gritou por diversas vezes “Fora Feliciano”. O deputado é acusado de homofobia e racismo por declarações polêmicas dentro e fora do Congresso.

Simplício tentou barrar a votação praticamente sozinho. Um dos poucos parlamentares que se posicionaram contra a proposta foi o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que questionou a constitucionalidade do texto. Para Jordy, não cabe ao Legislativo alterar decisões de órgãos de classe. De acordo com ele, a votação do projeto poderia não ter eficácia.

“Eu posso apresentar um requerimento revogando a lei da gravidade? Se é apenas para produzir efeito pirotécnico, tudo bem, vamos jogar aberto. Muitos de nós não temos tempo para discutir coisas que sejam ineficácia. Se não é da prerrogativa desta Casa revogar atos da OAB, do Conselho Nacional de Medicina e do Conselho Federal de Psicologia, então, estamos aqui brincando. Estamos aqui jogando para a plateia”, ironizou.

Durante seu esforço para inviabilizar a apreciação do texto, Simplício Araújo alertou a Câmara para “acordar” diante da onda de manifestações que tomou conta das ruas das principais capitais do país nesta segunda. O deputado também acusou os colegas da comissão de estarem em busco de “holofotes para ganhar votos”.

“Essa aqui [a votação do projeto da cura gay] é uma prova de que estamos longe de entender o que a sociedade quer nos ver discutindo dentro dessa Casa. A voz das ruas diz que esse projeto é a maior perda de tempo. Não existe tratamento para o que não é doença. O que temos de tratar é a cara de pau dos políticos”, criticou Simplicio, arrancando aplausos dos poucos manifestantes que foram protestar contra a matéria.

Mais tarde, no plenário principal da Câmara, Simplício anunciou que seu partido, o PPS, iria ingressar com um requerimento na Mesa Diretora para tentar anular a votação da proposta que modifica as regras do conselho de psicologia.

Após encerrar a sessão, Feliciano comentou sobre o projeto. Ele enfatizou que concorda em “gênero, número e grau” com o texto de João Campos.

“É o único Conselho Federal de Psicologia do mundo que tolhe o direito do profissional de poder atuar. É o único que assusta, que amedronta o profissional que ele não pode tratar de uma pessoa que busque ele quando está com uma angústia interior. No meu pensamento, tomara que seja aprovado”, defendeu Feliciano.

Rafael Correa, presidente reeleito do Equador, defende gays em discurso Resposta

Rafael Correa

Rafael Correa

Eleito para o terceiro mandato, o presidente do Equador, Rafael Correira, pediu desculpas “a comunidade de orientação gay por uma gafe homofóbica cometida no início do ano”.

Correa quis deixar claro que se esforça para que as pessoas da diversidade sexual tenham igual tratamento como outros cidadãos.

Ele admitiu que admira as pessoas de condição sexual diferente e reconheceu que são nascidos e criados “com estigmas”, mas que vai trabalhar para erradicá-los.

Durante a eleição presidencial, o charmoso presidente equatoriano enfrentou oposição de diversos candidatos, dentre eles, o pastor evangélico fundamentalista Nelson Zavala, do PRE, manteve até o final de seus atos de campanha sua postura em relação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, que segundo ele sofrem de “desorientação sexual”. “Estas pessoas precisam de um governo que as ajude a ser um homem ou uma mulher de verdade”, afirmou.

Para você ver, baixaria não é exclusividade de eleições brasileiras.

*Com informações do Toda Forma de Amor

Gays católicos praticantes buscam seu espaço na igreja 2

Wilton Junior/EstadãoAraldo Adnet, fundador do Diversidade Católica: 'dizer que sou católico é que foi sair do armário'

Wilton Junior/Estadão
Araldo Adnet, fundador do Diversidade Católica: ‘dizer que sou católico é que foi sair do armário’

A psicóloga Cristiana Serra, de 38 anos, brinca que deve sua união com a confeiteira Juliana Luvizaro, de 32, ao papa Bento XVI.

Não há nenhum tom desrespeitoso na brincadeira. É que, no Natal de 2008, o pontífice fez um pronunciamento em que considerou tão importante “salvar” a humanidade do comportamento gay quanto livrar as florestas do desmatamento. Indignada, Juliana mandou e-mail à Arquidiocese do Rio. Dizia que era gay e católica, mas que uma restrição da própria Igreja poderia fazê-la deixar a religião.

Juliana conta que recebeu de um padre da arquidiocese uma resposta “mais que amorosa” e a sugestão de entrar em contato com o padre Luís Corrêa Lima, que coordena um grupo de pesquisa sobre diversidade sexual na PUC-RJ. Esse contato a levou ao Diversidade Católica, um grupo leigo de reflexão, oração e debate formado por gays católicos, em que conheceu Cristiana.

As duas estão juntas desde março de 2009 e há três anos formalizaram em cartório a união estável. Têm expectativa de convertê-la em casamento civil.

Cristiana e Juliana fazem parte de um movimento de gays católicos praticantes que pretendem conciliar as duas identidades. Nos últimos anos, eles têm se reunido em espaços como o Diversidade Católica, no Rio, e a Pastoral da Diversidade, em São Paulo. Participam de celebrações, estudam, trocam experiências. No cotidiano, frequentam igrejas e muitas vezes participam das atividades paroquiais.

Os grupos têm o apoio de alguns padres, como d. Anuar Battisti (mais informações nesta pág.), que atuam com discrição para evitar sanções da hierarquia da Igreja, como o silêncio (restrição a entrevistas e pronunciamentos públicos), já imposto a alguns sacerdotes.

A doutrina católica, reforçada nos textos e discursos do papa Bento XVI, acolhe o homossexual, mas condena a prática da homossexualidade. E rejeita vigorosamente a união de pessoas do mesmo sexo e mais ainda a adoção de crianças por esses casais.

Para mostrar o outro lado da Igreja, os integrantes do Diversidade Católica recorrem a palavras do próprio Bento XVI: “A Igreja não é apenas os outros, não é apenas a hierarquia, o papa e os bispos; a Igreja somos nós todos, os batizados”. Como primeiro passo, eles querem participar da vida religiosa sem ter de esconder que são gays, como relatam terem feito durante anos.

Vivências. Após infância e adolescência vividas no ambiente católico, o empresário Arnaldo Adnet, um dos fundadores do Diversidade Católica, se afastou da Igreja no período em que assumiu ser gay. Anos depois, quando retornou à religião, ia discretamente à missa aos domingos, na Igreja da Ressurreição. Aos poucos, passou a participar da vida da paróquia. Foi chamado para cantar no coro e fez parte da coordenação pastoral. “Para mim, dizer que sou católico é que foi sair do armário”, diz Adnet, que vai às missas dominicais com o companheiro e a mãe.

Cristiana e Juliana frequentavam as missas de um padre “acolhedor” no bairro da Glória e, após se mudaram para Copacabana, também passaram a ir na Igreja da Ressurreição. “A gente vê gays antirreligiosos e, entre os religiosos, a homofobia é cada vez mais arraigada. Isso tende a obscurecer um campo intermediário que fica silencioso, por não ser tão extremista. A polarização impede o diálogo”, diz Cristiana.

Histórias de acolhimento e rejeição se alternam. Um rapaz que cumpria atividades em uma paróquia conta que, ao revelar ao padre que era homossexual, foi perdendo suas funções. Na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Madri, em 2011, ele encaminhou por escrito, sem esperança de ser atendido, uma pergunta ao arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, sobre como a Igreja lida com a presença dos gays católicos. O rapaz se surpreendeu ao ver que sua pergunta foi respondida por d. Orani, que, segundo ele, pregou a existência de uma Igreja para todos. Hoje, o rapaz participa da organização da nova edição da JMJ, que ocorrerá em julho no Rio, com a presença de Bento XVI.

Em São Paulo, os integrantes Pastoral da Diversidade, que não tem vínculo com a arquidiocese, reúnem-se a cada 15 dias em uma missa comandada pelo padre inglês James Alison, na casa do sacerdote ou em espaços de ONGs.

Por ter deixado a ordem dominicana e não ser subordinado à hierarquia da Igreja, Alison fala sem restrições. Ele sustenta que a Igreja parte de um pressuposto equivocado ao considerar que a homossexualidade vai contra a natureza e, portanto, não pode ser aceita como prática.

“Será verdade que os gays são héteros defeituosos ou será que é uma variante minoritária e não patológica da condição humana? Na medida em que a sociedade se dá conta de que não é um defeito, a situação vai mudando, queira a hierarquia da Igreja ou não”, diz Alison. “Expus minha consciência há 17 anos e eles (autoridades do Vaticano) nunca me chamaram a dar explicações. Eles têm uma dificuldade sobre qual é o meu status canônico como padre. A única razão por que posso falar abertamente é que não tenho nada a perder”, afirma.

Fonte: Estadão

Governo britânico defende casamento gay em igrejas Resposta

Casamento Gay

Apesar da rejeição da Igreja Anglicana e da Católica a esta lei, outros grupos religiosos presentes no Reino Unido como os judeus liberais, os unitaristas ou os quackers receberam o anúncio com satisfação.

O Governo britânico incluirá na lei de casamentos homossexuais a possibilidade de permitir que casais do mesmo sexo possam selar a união em templos religiosos, anunciou nesta sexta-feira o primeiro- ministro do Reino Unido, David Cameron.A normativa, que será apresentada no Parlamento na semana que vem e deve ser votada em 2013, permitirá que as igrejas da Inglaterra e de Gales realizem estas cerimônias, embora não sejam obrigadas.

A normativa, que será apresentada no Parlamento na semana que vem e deve ser votada em 2013, permitirá que as igrejas da Inglaterra e de Gales realizem estas cerimônias, embora não sejam obrigadas.

“Sou um completo partidário do casamento e não quero que os homossexuais sejam excluídos desta grande instituição. Mas se há alguma igreja, sinagoga ou mesquita que não queira celebrar um casamento gay, em nenhum caso serão forçadas”, assegurou o “premier” britânico, que dará liberdade de voto a seu Partido Conservador com relação a esta lei.

O vice-primeiro-ministro e líder do Partido Liberal-Democrata, Nick Clegg, também apoiou a normativa e destacou que “é o momento de permitir que qualquer casal, não importa qual seja, se case conforme a vontade”.

As organizações de defesa dos direitos homossexuais, como “Out4Marriage”, também celebraram a medida que permitirá que as igrejas “decidam livremente se querem permitir que os casais gays se casem ou não”.

De qualquer modo, outros ainda veem algumas lacunas na proposta, como o ativista Peter Tatchell, que lamentou que a lei não contemple as uniões civis entre casais heterossexuais.

Apesar da rejeição da Igreja Anglicana e da Católica a esta lei, outros grupos religiosos presentes no Reino Unido como os judeus liberais, os unitaristas ou os quackers receberam o anúncio com satisfação.

No entanto, alguns membros do Partido Conservador, assim como defensores do casamento “tradicional”, criticaram a legislação, como o deputado Stewart Jackson, que qualificou o primeiro-ministro de “arrogante” por incluir esta cláusula em sua proposta.

Colin Hart, diretor da campanha “Coalition for Marriage” (Coalizão pelo Casamento), assinalou que a decisão de abrir a porta das igrejas para realizar casamentos entre homossexuais é “uma proposição profundamente antidemocrática para reescrever o sentido tradicional do casamento” e a qualificou de “decepcionante”.

Fonte: EFE