Associação promove “Jogos Gays” na Rússia para obter apoio à causa homossexual Resposta

Homossexuais fundaram associação de esportistas gays em protesto contra a lei anti-gay russa

Homossexuais fundaram associação de esportistas gays em protesto contra a lei anti-gay russa

Uma associação russa que promove o esporte e a defesa aos direitos dos homossexuais divulgou nesta terça-feira o plano de realizar os “Jogos Gays” no país em 2014, após as Olimpíadas de Inverno, que ocorrerão na cidade de Sochi em fevereiro.

O objetivo é obter apoio à causa gay, em um país no qual existe lei que proíbe a “propaganda homossexual”. O evento deve ser iniciado no dia 26 de fevereiro de 2014, três dias depois do encerramento das Olimpíadas, e durará até o dia 2 de março – antes, portanto, do início dos Jogos Paraolímpicos de Inverno, dia 7 de março.

Segundo a associação, os jogos não feririam a lei anti-gay. “Não convidamos menores aos nossos eventos”, declarou Elvina Yuvakaieva, presidente da Federação desportiva LGBT local, em referência à proibição da “propaganda homossexual ante menores” citada na lei.

“Esperamos captar a atenção de todos os esportistas e de quem cobrir os Jogos de Sochi”, continuou a russa. “Temos certeza de que não teremos problema”, completou Konstantin Yablotski, um dos fundadores do grupo.

Os primeiros Jogos Gays foram realizados em 1982, em San Francisco (EUA).

Sobre o apoio de atletas famosos russos, os organizadores mostraram pouca esperança. Vale lembrar que Yelena Isinbayeva, campeã mundial do Salto com Vara, foi alvo de polêmica ao defender a lei anti-gay durante o Mundial deste ano, que foi realizado em Moscou

Fonte: UOL Esportes

Vídeo de coral da polícia russa cantando Daft Punk vira hit. Assista Resposta

PoliciaRussa

Um coral formado por policiais russos ganhou fama instantânea na internet ao gravar a canção Get Lucky, do grupo francês Daft Punk.

Mais de 2 milhões de internautas já assistiram ao vídeo pelo YouTube.

A maioria dos comentários são positivos, embora há quem veja no vídeo uma estratégia para melhorar a imagem da polícia russa, com fama de truculenta.

A escolha do coral também chama atenção: o grupo francês de música eletrônica Daft Punk é famoso na cena gay. E a Rússia se tornou, nos últimos tempos, também famosa pela repressão a homossexuais.

Com medo de boicote Putin garante que lésbicas e gays serão bem-vindos nos Jogos de Inverno na Rússia Resposta

Vladimir Putin, presidente da Rússia, garante boas-vindas a gays nos Jogos de Sochi / Reuters

Vladimir Putin, presidente da Rússia, garante boas-vindas a gays nos Jogos de Sochi / Reuters

O homofóbico presidente da Rússia, Vladimir Putin, que criou a lei que bane a “propaganda homossexual”, com o argumento de proteger as crianças, declarou nessa segunda-feira (28/10) que atletas e torcedores lésbicas e gays serão muito bem-vindos durante os Jogos Olímpicos de Inverno, que serão disputados em fevereiro de 2014, na cidade de Sochi. As declarações se dão, porque Putin está com medo de um boicote à competição.

– Vamos fazer de tudo para ter certeza de que atletas, fãs e convidados se sintam confortáveis ​​nos Jogos Olímpicos, independentemente da sua etnia, raça ou orientação sexual – disse Putin em visita ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

A criação da lei gerou críticas em muitos países e alguns pedidos de boicotes. Para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, isso é uma forma de tentar intimidar os homossexuais.

Em caso de desobediência à regra, moradores locais podem ser multados e presos, assim como estrangeiros, que podem pagar até 100 mil rublos, o equivalente a R$ 6 mil, e, até, deportados.

Homofobia: grupo de pais quer impedir show de Elton John na Rússia 1

Elton John

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, recebeu o contato de um grupo de pais que querem impedir o show de Elton John no país, nos dias 6 e 7 de dezembro deste ano.

O motivo é retrógrado: a homossexualidade do cantor incomoda a estes pais, que não querem que seus filhos, os jovens em geral e as leis locais sejam ameaçados por isso.

Mesmo com a perseguição homofóbica que existe na Rússia, Elton John não se intimida e volta ao país pela segunda vez neste ano. A primeira apresentação do cantor e pianista em terras ex-socialistas neste ano aconteceu em julho.

Na ocasião, grupos homofóbicos queriam que John mudasse seu figurino característico. Segundo os protestantes, as roupas do músico realizam uma “propaganda homossexual”, o que é proibido na Rússia.

Sinal da escalada da homofobia, grupo russo cria em rede social “safári” para “caçar” gays 1

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A atuação é simples e efetiva. O grupo utiliza o Vkontakte, rede social mais importante da Rússia, para anunciar a data dos “safáris” (como chamam a busca aos “criminosos”) e por módicos 250 rublos (R$ 18), qualquer um pode participar da “caça a pedófilos e a homossexuais”. Para os que estão ainda mais motivados pela “nobre causa de proteger as crianças russas”, o grupo Occupy Pedofilia faz um desconto – três caças por 600 rublos (R$ 43).

Participar dos "safáris" custa 18 reais por pessoa. A macabra caça aos homossexuais é organizada por meio do Vkontakte

Participar dos “safáris” custa 18 reais por pessoa. A macabra caça aos homossexuais é organizada por meio do Vkontakte

Fundado pelo ex-skinhead Maksim “Tesak” Martsinkevich em 2012, logo após ter cumprido uma pena de três anos por incitação a crimes de ódio étnico, o Occupy Pedofilia explica em sua página oficial que  o objetivo do movimento é “criar um banco de dados de pedófilos” para que “qualquer um possa conferir se tem algum colega, professor ou médico” que se encaixe no perfil-alvo do Occupy. Em uma das páginas do grupo, há mais de 160 mil seguidores.

Os membros do grupo Occupy dedicam seu tempo a encontrar homossexuais ou supostos pedófilos através da Internet e tudo acontece como nos habituais flertes virtuais: frases elogiando a foto do perfil, estabelecimento de uma amizade, troca de telefones e finalmente o encontro real.

Maksim “Tesak” Martsinkevich (de regata preta e verde) com membros do grupo Occupy Pedofilia, em Kiev, capital da Ucrânia

Maksim “Tesak” Martsinkevich (de regata preta e verde) com membros do grupo Occupy Pedofilia, em Kiev, capital da Ucrânia

Na hora do encontro, a surpresa. A vítima do trote é forçada a confessar para as câmeras que é um pedófilo ou um homossexual (para os “justiceiros russos”, os termos se equivalem) e logo em seguida passam por diversos tipos de humilhação, como ter que tirar a roupa, falar para os “entrevistadores” segurando uma banana, passar maquiagem e até mesmo beber urina. Em muitos dos casos, há também covardes agressões.

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Nos vídeos postados na Internet pelo grupo e nas discussões nos fóruns (abertas a qualquer internauta), os ataques mais comuns são aos “viados” – “pidor”, como chamam vulgarmente em russo, numa diminuição do termo “pederasta” – e não aos pedófilos, como anunciam.

[“Pise em um homossexual como merda”, diz cartaz homofóbico]

Em um dos casos que ganhou maior destaque, o ativista gay Artem Gorodilov, da cidade russa de Kamensk-Uralsky, foi sequestrado no meio da noite e levado até um cemitério onde está enterrado um outro ativista que se suicidou depois de ter sua sexualidade exposta pelo mesmo grupo neonazista.

Na noite em que foi sequestrado, Artem foi obrigado a correr em frente de um carro enquanto carregava uma cruz que havia sido arrancada do próprio cemitério. A Igreja Ortodoxa fez uma denúncia à polícia – por causa da cruz destruída -, os neonazis foram chamados a depor, mas soltos em seguida. Depois de ter sido interrogado pelas autoridades, um dos neonazis atacou Artem outro vez e jogou urina em cima do jovem.

“Pedófilos e gays são a mesma coisas. Eles representam a degradação do ser-humano”, explica a Opera Mundi Maksim, um dos líderes do movimento na cidade russa de Tula. “A morte de algumas pessoas é um efeito colateral. Imagine quantas coisas estes sujeitos teriam feito se estivessem vivos”.

Um dia após defender lei anti-gay na Rússia, Isinbayeva se diz mal interpretada 1

Yelena Isinbayeva diz que foi mal interpretada. Tadinha, não?

Yelena Isinbayeva diz que foi mal interpretada. Tadinha, não?

Um dia após defender a lei anti-gay russa, a principal atleta do salto com vara no mundo, Yelena Isinbayeva, se disse “mal interpretada”, via comunicado oficial.  Hoje, a medalhista de ouro no Mundial de Atletismo de Moscou afirmou que “se opõe a qualquer discriminação”.

“Quero deixar claro que respeito os pontos de vista de meus companheiros atletas e quero expressar de maneira firme que me oponho a qualquer discriminação contra a comunidade gay com respeito a sua sexualidade”, disse Isinbayeva.

Ela afirmou que, por ter usado o inglês para falar sobre o assunto, acabou mal interpretada. “O inglês não é minha língua materna creio que houve um mal entendido. O que eu queria dizer é que a gente deve respeitar as leis de outros países, principalmente quando são convidados”, continuou.

Ontem (15/8), em entrevista coletiva antes da cerimônia do pódio pelo seu triunfo no salto com vara, ela se mostrou a favor da lei russa que proibido “propaganda homossexual ante menores”, além de criticar a sueca Emma Green-Tregaro, que competiu no salto em altura com as unhas pintadas com as cores do arco íris, um símbolo gay.

“Nós nos consideramos pessoas normais, vivemos os garotos com as garotas, as garotas com os garotos. Isso vem desde sempre”, disse Isinbayeva na quinta-feira.

Opinião

Yelena Isinbayeva deve um pedido de desculpas a todos os LGBT do mundo por suas declarações homofóbicas. Não tem essa de ser mal interpretada.

Atletas, patrocinadores e COI pisam em ovos quanto à lei antigay russa Resposta

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Jeré Longman

Os Jogos Olímpicos de Inverno começam daqui a seis meses em Sochi, na Rússia. Os atletas se encontram numa situação de risco. Por um lado, eles enfrentam acusação por defender os direitos dos homossexuais. Por outro lado, podem ser banidos pelas autoridades olímpicas por se oporem publicamente às novas leis discriminatórias da Rússia.

Assim como a Rússia agora proíbe a “propaganda” em apoio à orientação sexual “não tradicional”, a estatuto olímpico proíbe os atletas de fazer gestos políticos durante os jogos de verão e inverno.

Por isso, é perfeitamente possível que qualquer atleta de bobsled ou esquiador usando um broche, adesivo ou camista em apoio dos direitos dos homossexuais seja mandado de volta para casa não pelas autoridades russas, mas por outro grupo que reprime a expressão: o Comitê Olímpico Internacional.

Por isso, é perfeitamente possível que qualquer bobsled ou esquiador usando um alfinete, patch ou T-shirt em apoio dos direitos dos homossexuais poderia ser enviado para casa de Sochi, não pelas autoridades russas, mas por outro grupo que suprime a expressão: o Comitê Olímpico Internacional.

Será que o COI vai infligir a si mesmo um desastre de relações públicas como este? Talvez não. Mas as autoridades olímpicas em todo o mundo, incluisive nos Estados Unidos, juntamente com a NBC e patrocinadores corporativos, colocaram a si mesmas e aos atletas numa posição desconfortável por se opor apenas levemente à lei russa que proíbe a “propaganda homossexual”.

Blake Skjellerup, um patinador de velocidade de curta distância da Nova Zelândia, disse que planeja usar um broche do orgulho gay em Sochi, e se tiver problemas, “que assim seja”. Harvey Fierstein, dramaturgo e ator, pediu uma boicote dos Jogos de Inverno. Ativistas dos direitos dos homossexuais em Nova York e em outros lugares pediram até mesmo a retirada da vodka russa dos bares.

Mas aqueles que organizam, transmitem e apoiam os Jogos ofereceram pouco além de uma crítica tardia e morna.

O estatuto olímpico diz que o esporte é um direito humano que deve ser praticado “sem discriminação de qualquer tipo”. Mas toda a indignação que o COI conseguiu transmitir quanto à nova lei anti-gay da Rússia foi uma declaração dizendo que o Comitê Olímpico iria “se opor fortemente a qualquer medida que ferisse esse princípio.”

Ao mesmo tempo em que o COI disse ter recebido garantias de que a lei não seria fiscalizada nos Jogos de Sochi, o ministro dos Esportes da Rússia disse que seria.

Antes de a lei ser aprovada, o COI poderia ter pressionado as autoridades russas, dizendo que não apoiaria os Jogos de Sochi em tais condições. Em vez disso, o Comitê Olímpico consentiu.

“Deveria ter havido comunicações alarmadas do COI em relação à lei logo no início”, disse Minky Worden, diretor de iniciativas globais e um especialista em Olimpíadas da Human Rights Watch. “Até onde sabemos, não houve.”

O movimento olímpico está novamente em risco, como esteve anteriormente por causa do doping e de escândalos de corrupção, disse Worden.

“O estatuto olímpico fala sobre a dignidade humana”, disse ele. “Como pode ser compatível com a dignidade deixar a esta discriminação ser aprovada sem nada além de uma leve condenação?”

O Comitê Olímpico dos EUA poderia se ter se unido aos comitês olímpicos de outros países e dizer que não toleraria uma lei discriminatória como esta.

Mas isso não aconteceu. E as autoridades norte-americanas decidiram não falar de forma unilateral. Scott Blackmun, diretor-executivo do USOC, enviou uma nota às autoridades olímpicas dos EUA, dizendo: “embora nós apoiemos fortemente direitos iguais para todos, a nossa missão é a excelência competitiva” e não a militância política.

Os Estados Unidos podem estar relutantes em se pronunciar porque, entre outras coisas, só recentemente reparou suas relações desgastadas com o COI. Larry Probst, presidente do USOC, pretende se tornar um delegado do COI numa eleição no mês que vem. Essa cautela se estende às autoridades olímpicas de todo o mundo uma vez que outra votação deve acontecer para substituir Jacques Rogge, presidente do COI.

Enquanto as autoridades olímpicas estão consumidas pela política interna, os atletas olímpicos ficam com a possibilidade de serem multados, detidos e deportados por violar a nova lei de intolerância da Rússia.

Poderia-se esperar que os funcionários da NBC se pronunciassem com força, uma vez que a rede paga US$ 775 milhões para transmitir os Jogos de Sochi, e seus jornalistas enfrentam a possibilidade de serem processados por abordar a questão da homossexualidade.

Documentaristas da Holanda foram presos em Murmansk, na Rússia, e deportados há duas semanas por violar a lei da propaganda, de acordo com a Human Rights Watch.

“A NBC está preparada para interromper uma transmissão ao vivo, ou não entrevistar nenhum atleta?”, Worden pergunta. “Quão preparados eles estão para uma situação em que alguém usar uma bandeira do arco-íris ou dizer:” Eu apoio o casamento gay?'”

A NBC Universal reiterou nesta terça-feira um comunicado que “apoia veementemente a igualdade de direitos e de tratamento justo de todas as pessoas.”

Recentemente, Marcos Lázaro, presidente do NBC Sports Group, disse aos críticos de televisão: “se ainda for a lei deles e estiver impactando qualquer parte dos Jogos Olímpicos, vamos nos assegurar de reconhecer isso.”

Patrocinadores olímpicos como a Coca-Cola e o McDonalds também têm silenciado publicamente. Na verdade, eles estão financiando Jogos em Sochi que contradizem suas próprias políticas corporativas sobre a discriminação.

Talvez a declaração mais forte tenha vindo vários dias atrás por parte de Richard Carrion, um delegado do COI de Porto Rico, que está tentando suceder Rogge como presidente. No futuro, disse Carrion, a não-discriminação deveria ser uma condição para sediar os Jogos Olímpicos.

Mas será tarde demais para Sochi.

Tradutor: Eloise de Vylder

Mundo parece não se importar com homofobia na Rússia Resposta

Para o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”

Para o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”

Sexta-feira passada o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecerá em Sochi, na Rússia. O presidente estadunidense disse que deseja que os gays conquistem medalhas nas Olimpíadas e pediu que a Rússia receba bem os gays e lésbicas.

Depois de Obama, no sábado, o primeiro-ministro britânico David Cameron também descartou boicote aos jogos olímpicos.

Para quem não sabe, está rolando em Moscou o Mundial de Atletismo.

Uma pena que os países que participam do Mundial de Atletismo e que participarão dos Jogos Olímpicos de Inverno na Rússia não tenham boicotado nenhum dos dois campeonatos. E o Comitê Olímpico Internacional (COI) também não parece muito preocupado com a homofobia na Rússia.

A Rússia, onde qualquer tipo de manifestação ou propaganda gay sofrem punição, é hoje um dos países mais homofóbicos do mundo. Lá os gays estão sendo torturados e o governo nada faz contra isso, muito pela contrário, como escreveu o ator Stephen Fry, o presidente russo, Vladimir Putin, está transformando os gays em “bodes expiatórios, como Hitler fez com os judeus”. Ao não boicotarem os Jogos de Inverno, os países que participarão parecem concordar com isso.

Vídeos mostram cenas de gays sendo torturados na Rússia Resposta

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Após a denúncia de que grupos anti-gays estariam perseguindo e torturando os LGBT no país, um site italiano reuniu alguns vídeos do Youtube que comprovam essa ação neonazista. As imagens são fortes e mostram jovens sendo humilhados de forma violenta em público e em locais fechados, para onde gays são atraídos e passam por sessões de tortura.

Um dos membros do grupo extremista que não se importa em se expor é Denis Kazak. Em uma rede social russa, ele defende a conversão dos gays através de tortura psicológica, publicando fotos, textos e vídeos de seu tratamento desumano. Seu objetivo é salvar as crianças das mãos dos gays, como se homossexualidade fosse pedofilia. As cenas fazem qualquer LGBT se comover ao se imaginar nessa situação.

*Informações Pheeno

Lady Gaga condena homofobia na Rússia e chama o governo de criminoso Resposta

Reprodução/Getty Images

Reprodução/Getty Images

Grande ativista pelos direitos dos LGBT, Lady Gaga não poupou críticas ao governo da Rússia.

“Enviando coragem aos LGBT na Rússia. A ascensão do abuso no governo é arcaico. Hostilizar adolescentes com spray de pimenta? Agressões? Mãe Rússia? O governo russo é criminoso. Opressão será respondida com revolução. LGBT russos, vocês não estão sozinhos. Nós vamos lutar pela liberdade de vocês… Por que você não me prendeu quando teve a chance, Rússia? Por que você não quis responder ao mundo?”, disparou em sua página no twitter.

Durante a Parada Gay no país, em maio, os participantes foram hostilizados por policiais e religiosos da Igreja Ortodoxa Russa. Além disso, recentemente, o Tribunal Municipal de Moscou aprovou uma lei que proíbe a realização do evento pelos próximos cem anos.

Obama diz que não tolera países que intimidam homossexuais Resposta

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Barack Obama falou da comunidade LGBT no talk show de Jay Leno, da NBC

Dando mais uma prova que seu segundo mandato será marcado pela defesa dos direitos LGBT, o presidente estadunidense Barack Obama criticou as nações que perseguem a comunidade gay na noite da última terça-feira (7/8), durante uma entrevista ao programa The Tonight Show, da rede NBC. Obama fez o comentário ao falar da Rússia, que tem aprovado legislações anti-homossexuais.

“Sem tolerância para os países que tentam intimidar gays, lésbicas e transgêneros , de uma maneira prejudicial a eles”, disse Obama ao apresentador do programa, Jay Leno .

Sede da edição de inverno dos Jogos Olímpicos, no próximo ano, a Rússia tem sido pressionada a revogar leis restritivas à comunidade LGBT, como a que proíbe a realização de paradas gays.

“Eu acho que eles entendem que a maioria dos países participantes dos Jogos Olímpicos não toleraria que gays e lésbicas fossem tratados de forma discriminatória”, observou Obama sobre a possível revogação.

O presidente dos Estados Unidos ainda falou da necessidade de tratar todos com igualdade. “Uma coisa que é importante para mim é ter certeza que as pessoas serão tratadas de forma respeitosa e com justiça. É isso o que defendemos, eu acredito que esse preceito não é exclusivo para a América. É algo que deve ser aplicado em todos os lugares. “.

Rede de sex shops na Rússia oficializa casamentos gays Resposta

O proprietário de uma rede de sex shops na Rússia achou uma maneira de driblar as leis cada vez mais duras com a comunidade LGBT no país e ainda ganhar algum dinheiro. O Ponto G, que possui lojas em Moscou, São Petersburgo e Arkhangelsk, instituiu o casamento gay nos estabelecimentos da rede.

O dono dos sex shops, Aleksandr Donskoi, criou um registro fictício de uniões de casais homossexuais, já que a união civil oficial não está permitida pela Federação Russa. O registro de casamentos entre pessoas do mesmo sexo custa mil rublos (62 reais) em Moscou e 600 rublos (37 reais) na filial de São Petersburgo.

Os valores incluem apenas as taxas mínimas, mas o sex shop oferece ainda serviços como uma certidão de casamento, fotos e um discurso solene. A festa depois da cerimônia também é organizada pelo sex shop, com direito a banda, strippers, bufê em restaurante e animadores. Vale destacar que o registro para o casamento “tradicional” (homem e mulher) na Rússia custa módicos 200 rublos (12 reais), incluindo o certificado.

De acordo com Donskoi, apesar da cerimônia não ter nenhum efeito legal, quase uma dezena casais procurou o sex-shop no mês de março. “Muitas pessoas querem ter esta cerimônia simbólica”. O primeiro casamento foi realizado no início de fevereiro. “Alguns acham que isso é piada, mas o primeiro casal levou isso a sério. Um jovem pediu a mão do seu parceiro e eles se casaram aqui no sex shop”.

A ideia do certificado emitido pelo sex shop não é, no entanto, de se especializar no público homossexual. “As pessoas podem vir aqui e registrar a amizade, por exemplo”, conta o empresário.

No entanto, nem todos veem com bons olhos a iniciativa do sex shop. Em entrevista ao Opera Mundi, Ivan Savvine, escritor e historiador russo residente nos Estados Unidos, explica que o fato da cerimônia ser realizada em um sex shop levará a mais estigmatização e marginalização da comunidade LGBT na Rússia.

“Para a maioria dos russos, um sex shop ainda é um local frequentado apenas por pessoas com algum desvio sexual”. E completa: “A associação direta da comunidade gay russo com a indústria do sexo pode aumentar os sentimentos homofóbicos e levar o público a equiparar a homossexualidade à promiscuidade”. Savvine recebeu asilo nos Estados Unidos devido à sua orientação sexual.

Para o historiador, o casamento igualitário ainda não é nem mesmo uma pauta na agenda da luta pelos direitos LGBT na Rússia. “Antes de fazer lobby pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo como nos países ocidentais, temos que lutar por direitos e liberdades mais básicos, como a proteção contra a discriminação no local de trabalho e uma legislação contra crime de ódio”, explica Savvine.

Os direitos LGBT na Rússia tomaram as manchetes internacionais no último ano depois de que uma série de regiões do país, incluindo São Petersburgo, a segunda maior cidade russa, aprovassem leis “anti-propaganda gay”, com sanções administrativas à “promoção de sodomia, lesbianismo, bissexualidade e pedofilia a menores”.

Desde a aprovação da lei anti-propaganda gay, apenas uma pessoa foi multada. O conhecido ativista LGBT Nikolai Alekseev teve que pagar 5 mil rublos (313 reais) por carregar um cartaz do movimento gay em um local público de São Petersburgo onde havia menores de idade.

A nova cruzada anti-gay perpetrada pelas autoridades russas também atingiu a pop star Madonna. Um juiz disse que a cantora “violou brutalmente” a lei de São Petersburgo. Na sua turnê pela cidade, em 2012, Madonna criticou a lei e foram distribuídas pulseiras rosas durante o show, em apoio à comunidade gay. Ninguém foi multado.

O autor da lei anti-propaganda gay de São Petersburgo, Vitaly Milonov, não vê nenhuma violação legal ao surgimento do serviço de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo na rede de sex-shops. No entanto, Milonov acredita que o empresário apenas queira se aproveitar de gays e lésbicas para ganhar dinheiro.

Fonte: Opera Mundi

Bielorrússia: Grupo LGBT não consegue legalizar-se 1

Embora um país recente e independente da Rússia, na Bielorrússia vive-se um clima de homofobia social e institucional similar.

Um grupo de defesa dos direitos das pessoas LGBT viu o seu pedido de legalização recusado pelo Ministério da Justiça. Os grupos de defesa dos direitos humanos e outros não podem operar no país sem estarem legalizados.

+ É melhor ser ditador do que ser gay¨, diz presidente da Bielorrússia

Enquanto que em Portugal qualquer grupo de amigos é livre de se reunir em acções de apoio social sem problemas de maior, na Bielorrússia tal não é permitido e por isso este novo grupo apresentou o seu pedido de legalização junto dos serviços, um pedido que viram recusado alegando que “a organização não tem em consideração o desenvolvimento dos jovens Bielorrussos, em nenhuma alínea dos seus estatutos”.

Os referidos estatutos indicam que as atividades principais do grupo serão dedicadas a defender os direitos de homossexuais, bissexuais e transexuais.

A Bielorrússia descriminalizou a homossexualidade em 1991 a quando da queda da União Soviética, mas isso por si só não serve para evitar que jovens LGBT recebam ameaças e ataques homofóbicos, ou permite que instituições interpretem os propósitos de cada associação.

Perante a resposta do Ministério da Justiça, o grupo decidiu recorrer da decisão para o Supremo.

Empresário quer lucrar com casamentos gays na Rússia Resposta

O empresário russo Aleksander Donskoy divulgou esta semana que irá inaugurar na Rússia um serviço de registro solene de casamentos de casais homossexuais. Segundo ele, apesar do caráter não oficial dessa união, a iniciativa já conta com uma grande lista de espera e deverá realizar a sua primeira cerimônia no sábado (9/1).

Os registros serão a princípio realizados apenas em São Petersburgo, onde o preço da cerimônia básica custará, aproximadamente, R$ 40 por casal, e em Moscou, que terá preços em torno de R$ 70 o casal. O pacote básico do serviço incluirá um discurso solene de união, uma certidão de casamento sem valor jurídico e algumas fotos da cerimônia.

Para aqueles que quiserem investir um pouco mais na ocasião, serão oferecidas diversas opções de serviços extras, como a presença de uma orquestra ou uma festa para convidados após a cerimônia. Segundo o próprio Donskoy, dependendo do pacote escolhido, o preço do evento poderá sair tão caro quanto o de um casamento tradicional. Vale destacar, que o valor de uma união civil, legalizada em cartório, na Rússia, sai hoje por no mínimo R$ 13 por casal.

Como destaca o próprio empresário, apesar de parecer uma brincadeira para alguns, muitos casais gays abordam esta alternativa de união de forma muito séria, principalmente por se tratar de um país cuja legislação ainda não permite casamentos de pessoas do mesmo sexo e que vem aprovando uma série de leis restritivas à comunidade LGBT.

Polícia russa prende 20 ativistas contrários à lei antipropaganda gay Resposta

Agentes russos detém ativista em protesto contra lei contra propaganda homossexual no país SERGEI KARPUKHIN / REUTERS

Agentes russos detém ativista em protesto contra lei contra propaganda homossexual no país SERGEI KARPUKHIN / REUTERS

Com 388 votos a favor, um contra e uma abstenção, a primeira leitura do homofóbico projeto de lei que visa a banir qualquer divulgação considerada propaganda homossexual na Rússia foi aprovada nesta sexta-feira (25). Pouco antes da primeira das três leituras, a polícia prendeu cerca de 20 pessoas que protestavam contra o projeto em frente da Câmara Baixa do Parlamento, a Duma. Alguns ativistas chegaram a trocar beijos, mas foram impedidos de continuar a manifestação por apoiadores do projeto e por forças de segurança.

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Quando os policiais iniciaram a retirada dos manifestantes da frente da Casa, partidários conservadores – alguns identificados como cristãos ortodoxos – aplaudiram a cena e jogaram ovos nos ativistas pelos direitos humanos, com foco nos homossexuais. Ao todo, cerca de 100 pessoas estavam em frente ao Parlamento, inclusive jornalistas que faziam a cobertura do evento.

O projeto vai precisar da aprovação das duas Casas do Parlamento e da assinatura do presidente Vladimir Putin. Uma norma semelhante foi aprovada ano passado pelo governo de São Petersburgo, alertando ativistas de que a norma poderia ser elevada à esfera nacional.

A oposição afirma que a norma tornará ilegal qualquer evento LGBT na Rússia, sob a pena de multas de até € 12.500 (cerca de US$ 22 mil) a organizadores. A iniciativa também é uma tentativa do governo russo de se aproximar do eleitorado conservador, segundo ativistas. Apoiadores da legislação defendem que é necessário impedir passeatas gays e programas em rádios e emissoras de TV que apoiem casais homossexuais, argumentando que tal divulgação afeta o desenvolvimento das crianças na Rússia.

– Animosidade para com gays e lésbicas está generalizada na sociedade e na Duma, que aprovou uma série de leis impopulares e espera que possa ganhar alguma popularidade com uma lei anti-gay – disse a ativista Lyudmila Alexeyeva à Reuters.

A Rússia discriminalizou a homossexualidade em 1993. Durante o período soviético, o crime de ”sodomia” rendia penas de até cinco anos. Agora, dez regiões do país, entre elas a segunda maior cidade da Rússia, São Petersburgo, contam com medidas proibindo manifestações públicas de gays e até mesmo demonstrações de afeto entre pessoas do mesmo sexo, sob pena de prisão para os infratores.

A lei, juntamente com uma série de outras ações adotadas por políticos russos nos últimos anos, reforça a posição do país na contramão de uma série de iniciativas de inclusão voltadas aos homossexuais adotadas em todo o mundo.

Fonte: O Globo com agências internacionais.

Ativistas LGBTs são agredidos e presos na Rússia Resposta

Protesto Rússia

Mais uma vez, a Rússia dá um show de homofobia e desrespeito aos direitos humanos.

Ativista dos direitos LGBT foram agredidos durante um protesto contra a aprovação de um projeto que proíbe  manifestação a favor dos LGBTs. Pessoas homofóbicas atiraram ovos nos manifestantes, que defendiam mais liberdade na Rússia. O protesto foi em frente à Duma (Parlamento), em Moscou. Além das agressões, vários ativistas foram presos. Os ativistas garantem que, mesmo com a proibição, os protestos vão continuar.

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Rússia: Torcida do Zenit pede ao clube para não contratar gays, negros e latinos Resposta

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Jogador brasileiro Hulk.

Mais homofobia vinda da Rússia. Lamentável. Lamentável, também, o racismo!

Torcedores do Zenit, de São Petersburgo, na Rússia, causaram um grande escândalo nesta segunda-feira ao publicar um manifesto no qual pedem para que o clube deixe de contratar jogadores gays, negros ou latino-americanos.

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Este absurdo surgiu em meio a uma onda de protestos de atletas russos do elenco contra o valor astronômico (mais de R$ 100 milhões) desembolsado para a contratação do brasileiro Hulk, que chegou ao clube em setembro e foi o jogador mais caro da última janela de transferências do futebol europeu.

Apesar do conteúdo nitidamente racista e homofóbico do texto publicado no seu site, o grupo de torcedores Landskrona rejeitou qualquer acusação de racismo. “Não somos racistas, mas, para nós, a ausência de jogadores negros no Zenit faz parte de uma importante tradição, que marca a identidade do clube”, disse o manifesto.

São racistas, sim! Deveriam ter a coragem de assumir isso.

O texto ainda diz que o clube “nunca foi mentalmente relacionado com África, América do Sul, Austrália ou Oceania” e alega que o clube “está impondo jogadores negros no time praticamente à força”.

A empresa semiestatal Gazprom, gigante mundial do mercado de gás natural e proprietária do Zenit, divulgou um comunicado para pedir mais tolerância ao seus torcedores e deixou claro que “a contratação dos jogadores não tem nada a ver com a nacionalidade ou a cor da pele”.

“A luta contra qualquer forma de intolerância é um princípio de base para o desenvolvimento do clube, do futebol e do esporte no mundo todo”, completou a Gazprom.

O elenco do Zenit já havia sido personagem de uma controvérsia envolvendo a chegada de Hulk. Em setembro, vários jogadores do elenco boicotaram o atacante brasileiro por conta do alto salário que ele recebe. O volante Desinov, antigo capitão da equipe, chegou a declarar que tais valores só se justificariam se fossem Messi ou Iniesta.

Trecho do manifesto (cuidado para não vomitar no computador!):

“Nós não somos racistas, mas a ausência de jogadores negros na escalação do Zenit é uma importante tradição que enfatiza a identidade do clube e nada mais.

Nós como o clube mais setentrional das grandes cidades europeias nunca compartilhamos a mentalidade da África, América do Sul, Austrália ou Oceania. Nós apenas queremos jogadores de outras nações eslavas, como Ucrânia e Belarus, assim como dos países bálticos e Escandinávia. Temos a mesma mentalidade, histórico e cultura que estas nações.

Grande parte desses campeonatos é jogada em climas duros. Nessas condições, às vezes é difícil para os jogadores técnicos de países quentes exibirem seus talentos no futebol de forma completa. Queremos jogadores mais próximos da nossa alma e mentalidade para jogar pelo Zenit. E somos contra a inclusão de representantes das minorias sexuais no time”.

Imagina o quanto o Hulk (um gato, por sinal!) não deve sofrer jogando no Zenit. Deveria haver uma campanha mundial, séria, contra o racismo e a homofobia no futebol. A Fifa poderia deveria fazer algo.

Sobre o Zenit, ele uma empresa semiestatal, a Gazprom, em um país cujo governo é homofóbico. Aí fica complicado mesmo.

Rússia: Lady Gaga será processada por defender direitos dos gays Resposta

Lady Gaga

Tal como Madonna, agora Lady Gaga é acusada de fazer propaganda homossexual (saiba mais clicando aqui).

Ainda esta semana Lady Gaga elogiava a postura do primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, que havia se manifestado contrário às leis locais, como a São Petersburgo, que proíbem a manifestação da homossexualidade em público ou dirigida a jovens.

Mas os conservadores russos acusam agora a cantora de “promoção da homossexualidade” após o concerto que deu na Rússia este domingo em São Petersburgo. Milonov, o político por trás da lei anti-gay da cidade, tentou proibir a entrada a menores de 18 anos no concerto, mas não conseguiu. E agora acusa a cantora de ter apoiado abertamente os direitos das pessoas LGBT no início do seu concerto onde estavam crianças de 12 anos.

Na próxima quarta-feira a cantora tem um novo concerto, desta vez em Moscou. Aguarda-se agora os possíveis desenvolvimentos jurídicos a exemplo dos que quase levaram Madonna ao banco dos réus e se livrou de uma multa de 8 milhões de euros.