Como eu saí do armário: Thales Mesquita 4

Thales Mesquita

Thales Mesquita

Meu nome é Thales, tenho 19 anos, sou de São Gonçalo (RJ). Eu sempre soube que era diferente da maioria, desde pequeno, sempre gostei de coisas que meninos ”normais” não gostam. E por isso sempre fui discriminado.

Sair do armário para mim foi um processo lento. Eu tinha medo de me assumir, porque a minha mãe evangélica sempre me disse que ser gay era errado. Eu, mesmo não concordando com isso, tinha medo de contar, porque não sabia qual seria a sua reação.

+ Como eu saí do armário: Rafael Zveiter (criador do Entre Nós)

Até que me cansei de fingir ser quem não era. Então, com 16 anos, eu contei para os meu amigos. Alguns me aceitaram com sou, mas outros nem me cumprimentam mais. Depois, conversando com minha amiga, me encorajei a contar à minha mãe. Quando contei ela chorou por dias, depois veio conversar e disse que eu tinha que me preparar.

Depois disso ficou tudo muito bem, ela me aceitava e não tinha problema nenhum. Mas agora ela parou de aceitar e diz que é pecado. Hoje em dia nem nos falamos direito,mas eu não me importo porque mesmo que ela não aceite, eu tenho amigos que aceitam e que me dão força para seguir em frente.

O blog quer ouvir você

Conte para o blog como foi a sua experiência de sair do armário. Envie uma mensagem com o seu nome, a sua profissão, a sua cidade, o seu estado e uma foto (opcional) para o email oblogentrenos@gmail.com. A mensagem deve ter o seguinte título: Como eu saí do armário. Se quiser anonimato, basta pedir.

Em nova entrevista Claudia Leitte reforça sua ignorância com relação aos gays 28

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Claudia Leitte reafirma que ‘adora gays, mas prefere que seu filho seja macho’. Com esse tipo de afirmação, a cantora gonçalense (Claudinha não é baiana, ela nasceu em São Gonçalo, no Rio de Janeiro) acredita que é “uma tigresa sem papas na língua”. Mas na verdade não passa de uma pessoa ignorante, afinal, Claudinha Milk deveria saber que ser gay nada mais é do que ser macho que sente afeto, amor, tesão por outro macho.

Claudia Leitte é capa da Revista Joyce Pascowitch de dezembro, na qual aparece com uma produção selvagem e não poupou declarações constrangedoras.

Fazendo caras e bocas, ela confirmou sua declaração controversa de que adorava gays mas preferia que seu filho fosse macho.

“Não acho que deva tomar cuidado com o que eu falo. Sou muito verdadeira.”

Na entrevista, ela também negou a rivalidade com Ivete Sangalo. (Esse assunto já deu o que tinha que dar, mas Claudinha não fala sobre nenhum assunto relevante, afinal, ela é isso: rasa, sem conteúdo).

Claudia Leitte teve a chance de se redimir com a comunidade LGBT, mas preferiu repetir a declaração.

A cantora tem todo o direito de pensar que não gostaria de ter um filho gay, mas não deveria sair falando o que pensa, ou melhor, deveria pensar antes de falar, já que se trata de uma grande celebridade brasileira e uma formadora de opinião.

Pensei muito antes de publicar este post, mas não poderia omitir a notícia. Infelizmente, é isso que a falsa baiana quer: ser notícia a qualquer preço, mesmo que seja de maneira preconceituosa.