Polícia encerra inquéritos e conclui que não há relação entre mortes de mulheres trans em Santa Maria (RS) e nem indícios de transfobia Resposta

Foto: Renan Mattos (Diário)

A Polícia Civil encerrou a investigação sobre os homicídios de duas mulheres trans em Santa Maria, concluindo que não há relação entre os dois casos nem indícios de que tenham sido motivados por transfobia. Três homens foram presos preventivamente e indiciados pelos crimes, ambos ocorridos em 7 de setembro. A Polícia Civil não divulgou a identidade dos presos.

Conforme o delegado regional Sandro Meinerz, Caroline Dias, de 27 anos, foi morta durante uma tentativa de estupro. A morte de Nemer da Silva Rodrigues, 37 anos, por sua vez, teria como pano de fundo uma discussão pelo empréstimo de um capacete.

No dia 13, a Polícia Civil prendeu preventivamente dois suspeitos de matarem Nemer. A dupla tinha antecedentes por posse de drogas, e, conforme a investigação, teriam armado uma emboscada como forma de vingança. Um deles pegou emprestado o capacete de Nemer, e ela estaria cobrando o objeto de volta.

No dia seguinte, foi preso o terceiro suspeito, que confessou ter matado Caroline Dias. Ele estava preso desde abril deste ano e havia sido solto no dia 6 de setembro, horas antes do crime.

Agora, os inquéritos serão remetidos à Justiça.

Emmy 2019: Patricia Arquette faz discurso sobre sua irmã trans que morreu. Veja Resposta

 (Kevin Winter/Getty Images

Patricia Arquette fez um dos discursos mais emocionantes do Emmy 2019, que aconteceu nesse domingo (22). Ao receber o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante de Série Dramática, por The Act, ela falou a respeito da morte de sua irmã, Alexis. 

Com muito pesar, Patricia homenageou a irmã e pediu por mais respeito às pessoas trans, como Alexis. No discurso, a atriz não segurou as lágrimas.

Isso é incrível [o prêmio], mas no meu coração eu estou muito triste. Eu perdi minha irmã, Alexis. E as pessoas trans ainda estão sendo perseguidas. E eu estou de luto todos dias da minha vida, Alexis, e eu estarei todos os dias, por você, até que a gente mude o mundo. Para que as pessoas trans não sejam mais perseguidas. E deem emprego a elas. Elas são seres humanos, vamos dar emprego a elas”.

Trans de 15 anos é assassinada em Itaquaquecetuba (SP) Resposta

Foto: Facebook/Reprodução

Uma trans de 15 anos foi encontrada morta em um terreno na cidade de Itaquaquecetuba, em São Paulo. O corpo de Médely Razard foi achado nu e amordaçado, com uma bermuda na cabeça e sinais de abuso. A adolescente sumiu na noite da quinta-feira (20), após sair da casa do irmão, a cinco minutos da própria residência. O corpo foi encontrado um dia depois.

Por volta das 21h da quinta, Médely mandou uma mensagem para a mãe avisando que já estava indo para casa. Ao sair do apartamento do irmão, ela teria dito que iria ver uma amiga antes de retornar para a residência. Os pais da vítima se deram conta do sumiço na manhã do dia seguinte, quando a cunhada dela foi até a casa da família perguntando pela adolescente.

O corpo de Médely foi encontrado por um segurança. Ao lado do corpo, estava o celular dela, o que facilitou a identificação da vítima. Em volta do pescoço da vítima havia um cordão enrolado, que a polícia acredita que tenha sido o objeto utilizado para matá-la. O corpo também tinha dentes quebrados, ferimentos nos braços e pernas e outras marcas de agressão. Nenhum objeto foi levado.

A polícia ainda procura os autores do crime, mas uma das hipóteses é a de que o assassinato tenha relação com homofobia.

Justiça marca para outubro interrogatório de acusado de matar transexual a paulada em SP Resposta

Jonatas Araújo dos Santos

A Justiça marcou para 17 de outubro a audiência para interrogar o motorista de aplicativo preso sob a acusação de matar a pauladas uma transexual em maio deste ano na Zona Sul de São Paulo. A decisão é deste mês. 

Jonatas Araújo dos Santos, de 25 anos, está detido preventivamente acusado do assassinato de Larissa Rodrigues da Silva, de 21. O crime foi cometido em 4 de maio na Alameda dos Tacaúnas com a Avenida Indianópolis, no bairro da Saúde, área nobre da capital. 

O réu alega que agiu em legítima defesa, mas está preso por feminicídio, que é uma qualificadora do homicídio. O feminicídio é o crime cometido contra a vítima pelo fato dela ser ou se identificar com o sexo feminino. 

A audiência de instrução precede um eventual julgamento. Nessa etapa serão ouvidos os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, bem como ocorrerá o interrogatório do acusado. 

A Justiça também ouvirá o Ministério Público (MP), responsável por acusar Jonatas, além dos advogados de defesa do réu. 

A audiência está marcada para começar às 15h30 no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste. O juiz Luís Filipe Vizotto Gomes, da 1ª Vara do Júri, irá conduzir essa etapa do processo para depois decidir se levará o motorista a júri popular pelo crime.

Larissa Rodrigues da Silva

O crime

De acordo com a Promotoria, o crime foi cometido na noite 4 de maio, quando Larissa e uma amiga transexual faziam programa na rua. 

Segundo o MP, Jonatas parou o carro para fazer programa com Larissa, mas ela recusou ao notar o comportamento violento dele. 

Em seguida, pela denúncia, o motorista de aplicativo teria voltado e tentado atropelar as duas transexuais. Depois, Jonatas voltou armado com um pedaço de madeira com cerca de um metro e agrediu Larissa. 

“Caminhando sorrateiro, o denunciado novamente se aproximou da ofendida e de sua amiga e, sem nada dizer, começou a desferir golpes na cabeça da vítima”, escreveu o promotor de Justiça Romeu Galiano Zanelli Junior na acusação.

O que diz a defesa

Jonatas fugiu após o crime. Ele se apresentou à Polícia Civil na noite de 6 de maio, dois dias após o crime. Aos policiais, alegou que agiu em legítima defesa, versão sustentada nesta semana pelo advogado dele, Celso Regis Francisco. 

“Meu cliente agiu em legítima defesa depois de ter sido roubado pela transexual”, falou o advogado Celso ao G1

O advogado ainda contou outra história para explicar a morte de Larissa. 

“Jonatas tinha parado o carro, que estava identificado com um adesivo de aplicativo de celular, porque ela queria uma corrida”, falou Celso. “Como estava sem dinheiro, a transexual ofereceu pagar a corrida com um programa sexual, mas meu cliente recusou e a deixou de volta onde havia pegado”. 

Mas ao ir embora, de acordo com o advogado, Jonatas notou que R$ 200 tinham sumido da carteira dele que estava no console do automóvel. 

Então, de acordo com Celso, o motorista resolveu voltar para tentar reaver o dinheiro. “Ele não quis atropelar as transexuais. Ficou com medo da reação delas de quebrarem o carro e saiu. Depois pegou um pedaço de pau no meio do caminho para se defender. Elas deveriam estar com canivete. Em nenhum momento a intenção dele foi matar.”

Nany People diz que já sofreu preconceito dos gays Resposta

Nany People é a química transexual Marcos Paulo de “O Sétimo Guardião” (Foto: Marcos Guimarães)

Nany People começou a despertar os olhares curiosos do público quando ainda trabalhava como drag queen nas casas noturnas de São Paulo e pelo país. Só na capital paulista, ela foi hostess por mais de 20 anos em uma tradicional boate LGBT e ganhou renome nacional depois que foi convidada para se sentar no sofá de Hebe Camargo por causa de uma entrevista dada à Marie Claire de 1998.

Só que sua vida não foi apenas este mar de rosas. Natural de Machado, no interior de Minas Gerais, ela se mudou para a cidade vizinha Serrania, depois Poços de Caldas, onde sofreu com o preconceito desde a época da escola quando sua mãe, dona Yvone, foi chamada para uma reunião a fim de resolver o “problema” do filho que era “muito diferente”.

Minha diretora, dona Elvira, afirmou que eu tinha um problema. Muito sábia, minha mãe retrucou que não era um problema e sim a minha condição. Sempre tive uma aceitação materna e ser trans foi uma solução de vida. Eu quis fazer a cirurgia [de redesignação sexual] aos 26 anos, mas não o fiz a pedido de minha mãe e me assumi mulher aos 37 anos. Ela já me dizia ‘se você acha que vagina é a garantia que vai segurar o homem da sua vida ou seu sonho ideal, saiba que isso não segura ninguém e não garante que alguém seja feliz’. Ela era uma mulher muito a frente de seu tempo”, lembra com carinho de dona Yvone que morreu em 2004.

A atriz também conta que já sofreu com a não aceitação do público gay e foi impedida, por duas vezes, de estrelar seu programa de televisão por preconceito. Segundo ela, a notícia de que não estava mais no casting chegou às vésperas do trabalho começar.

“Sou uma pessoa com um temperamento forte que bate de frente e não leva desaforo para casa. Este é um preconceito velado que não tem como você se defender porque não sabe de onde vem. Na vida pessoal tive preconceito dos próprios gays quando me tornei uma pessoa transexual. Era uma drag queen muito conhecida e foi um Deus nos acuda porque diziam que eu não era mais drag. Acredite se quiser, mas sobrevivi fazendo telegrama animado para heterossexuais”, lamenta.

“Sobreviver a gente vai”

De acordo os dados do Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), em 2017 foram assassinados 179 transexuais e travestis, a maior taxa já registrada nos últimos 10 anos, o que deixa o Brasil em primeiro lugar no ranking deste tipo de crime de ódio.

Nany se mostra preocupada com este número alarmante de pessoas que são mortas quase que diariamente apenas por serem quem são. Ela opina que este seja uma época terrorista e salienta que a homofobia tira mais vida no Brasil do que em guerras pelo mundo.

“A gente vive de teimosa. Só consigo lamentar porque é triste e tenebroso. É uma intolerância e desrespeito que existe pela vida de gays e transexuais no país. Não temos leis que punam e que fazem os autores pagarem por seus atos.”

Uma mulher superfamília, a atriz conta que nunca perdeu o vínculo com seus irmãos e mãe, mesmo quando partiu para a capital paulista na década de 1980.

“Tenho 53 anos, vivo sozinha em São Paulo desde os 20, nunca abandonei a minha família. Ajudei a criar e formar quatro sobrinhos como se fossem meus filhos. Família é a base tudo e sou muito ligada à minha. Já vi mais gays cuidarem de seus clãs do que os héteros”, brada.

Para finalizar, ela ressalta que é de uma geração em que amigos foram criados pelos avós porque os pais sumiram durante o período da ditadura que foi de 1964 a 1985.

“Sobreviver a gente vai, mas o que me dói é a ignorância cega das pessoas em achar que estão defendendo um bem comum. Isso é coisa de quem está pensando apenas no bem dela. A gente não pode servir de comida de piranha. Não vou bater boca com quem não tem lucidez. Não se pode dar luz para quem está na sombra.”

Fonte: Marie Claire

Gol faz voos com comissária transexual e tripulação exclusivamente feminina Resposta

Gol

Gol/Divulgação

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quinta-feira (8), a Gol Linhas Aéreas preparou 14 voos com tripulação exclusivamente feminina. A ação começou na segunda-feira (5) e segue até domingo (11). As cidades escolhidas foram Caxias do Sul, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Maringá, Vitória, Ilhéus e Juazeiro do Norte.

Nesta quinta, o voo 1.020 da empresa, com saída do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, contou inclusive com a presença de Nicole Cavalvante, a única comissária de bordo transexual da empresa e, segundo a Gol, a primeira do país.

– A transexualidade a gente sabe desde criança, mas nessa minha depressão fiz tratamento e terapia, e descobri que a depressão vinha disso, de não me assumir. Aí o médico disse: “ou você vai ser quem você é ou vai passar a vida toda infeliz e tomando medicação”. Hoje, estou supersatisfeita, feliz e realizada – contou Nicole em entrevista ao UOL.

Homofóbica? (relembre os casos lendo a postagem), Joelma anuncia apresentação em boate LGBT. A casa está quase lotada 2

Joelma

Joelma, a cantora homofóbica (?), que já tentou mudar a orientação sexual de um fã (veja vídeo abaixo) e se disse contra o casamento gay, se apresentará em uma boate LGBT em Recife.

A rede social não perdoa:

Joelma Homofobia

No Instagram, os perfis dos fãs-clubes de Joelma que anunciam o show bloquearam os comentários. Apesar das manifestações contrárias, os ingressos para a apresentação estão quase esgotados. Pelo palco da boate, já passaram nomes como Gretchen, Pabllo Vittar, Lia Clark, Karol Conka e Valesca Popozuda, entre outras musas do público LGBT.

Joelma Homofóbica

Para quem não se lembra, Joelma havia declarado, em entrevista ao programa “Roberto Justus +” que acredita na recuperação dos homossexuais, comparando esse processo ao dos drogados: “É como um drogado tentando se recuperar”.

O que esses fãs LGBTs têm na cabeça? Será que a fofa vai tentar converter todos eles? Eu, hein…

Na época, Joelma se defendeu:

Então tá…

Sou mulher trans, e o 8 de março é meu dia Resposta

Mulheres

Marquesa Santos e Estrela Barbosa (Foto: André Soares/PorAqui)

 

O Dia Internacional da Mulher refere-se às várias as mulheres que habitam o mundo. São elas brancas, negras, indígenas, ricas, pobres, héteros, lésbicas, bissexuais… Os matizes são incontáveis, a pluralidade é marca genuína das mulheres. E que lindo ser assim! Dia 8 de Março é o dia de todas elas. E também é dia de Estrela Barbosa e Marquesa Santos, mulheres trans. É dia também das mulheres trans, de todas elas.

PorAqui conversou com as duas sobre o que é ser mulher trans nos dias de hoje e o que o 8 de Março significa para elas.

Estrela Barbosa tem 33 anos e mora em Santo Amaro. É militante da causa LGBT há 10 anos, faz parte da coordenação da Nova Associação de Travestis, Transexuais e Transformistas de Pernambuco (NATRAPE) e é estudante, depois de 17 anos afastada das salas de aula. “Aos 16 anos, quando comecei minha transição, fui expulsa da escola porque resolvi ir de saia”, lembra. A partir daí, uma busca pela sua essência teve um tanto de percalços, lutas e descobertas.

Marquesa Santos tem 42 anos. É agente social na Prefeitura do Recife e trabalha diretamente com a população LGBT e com pessoas em situação de vulnerabilidade – álcool e outras drogas, e vínculos familiares rompidos. Seu processo de transição também se deu aos 16 anos e foi envolvido por muito medo. Medo da aceitação, medo do mundo que a aguardava e que poderia ser impiedoso com uma escolha tão sua: ser, de fato e plenamente, quem ela era de verdade.

“Sempre tive certeza do que eu queria ser, desde criança. Eu já me via no feminino”, diz Estrela. Quando foi expulsa da escola e se viu sem norte, o caminho da prostituição foi inevitável. Nesse período, tentou a hormonização, que não surtiu efeito. Com o dinheiro de um programa, acabou implantando silicone industrial.

“Eu me olhava no espelho e faltava algo: era o peito. Era essa coisa do ego feminino mesmo”, conta ela. Já para Marquesa, a transição física foi mais conflituosa. Por algum tempo, era meio menino, meio menina. Mas o incômodo com isso a fez se lançar.

“Ser ou não ser? Vestir a camisa ou rasgar? Então, pensei: o ‘não’ eu já tenho. Então, eu fui em busca do ‘sim’, que, hoje, eu tenho. E foi tudo muito melhor pra mim: amigos, trabalho, faculdade”, diz Marquesa, que cursou Pedagogia.

Para elas, a empregabilidade para a mulher trans ainda é um desafio gigante a ser enfrentado. “Como é que a população trans vai sair da margem se não se tem projeto ou qualificação?”, questiona Estrela.

E o perigo iminente que muitos olhares e pensamentos enviesados ainda simbolizam. “A gente sabe que não é fácil viver nesse mundo, com a violência, o homicídio. Já perdemos várias amigas por conta da homofobia”, confessa Marquesa.

Mudanças no Mundo

Mas ambas acreditam que o mundo de hoje, apesar de ainda não ser o ideal para as mulheres trans, já deu alguns passos. “Os tabus estão sendo quebrados, estamos sendo mais aceitas. As pessoas estão começando a compreender mais”, diz Marquesa.

“A internet, os movimentos sociais e até a mídia vêm ajudando nisso”, endossa Estrela. “O jovem que vem hoje já vem com outra cabeça” continua. “Se a população LGBT tá crescendo, esse tema vai ser cada vez mais presente. E a gente vai mostrando a cara, matando um leão por dia”.

“Ser mulher não é só se vestir de mulher”, diz Estrela. E ser mulher trans, para elas, é reafirmar diariamente a sua existência legítima, num mundo onde ainda não basta apenas ser. Não basta apenas o direito de ser quem se é.

“Somos humanas, o coração bate e o sangue corre na veia. Não queremos ser melhores ou piores do que ninguém. Queremos ser empoderadas e reconhecidas como mulheres trans”, deseja Marquesa.

Foi incrível ouvir vocês, Estrela e Marquesa. Feliz Dia das Mulheres para vocês e para todas iguais e diferentes de vocês.

Reportagem completa você vê clicando aqui.

Rubens Ewald Filho pode ser vetado da TNT após comentários transfóbicos em transmissão do Oscar Resposta

Rubens Edwald FIlho

Comentários transfóbicos complicam vida de crítico de ciema.

Além de interromper e ser grosseiro com a sua colega, Domingas Person, na apresentação do Oscar, Rubens Ewald Filho indignou o público da TNT ao fazer comentários machistas e transfóbicos durante a apresentação da festa.

Ao comentar sobre Daniela Vega, primeira atriz transexual convidada a apresentar um musical na premiação, o crítico disse que “essa moça, na verdade, é um rapaz”. Mais tarde, quando Frances McDormand subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Atriz, Rubens a chamou de feia e citou rumores de que ela estaria bêbada em uma premiação anterior. “Acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”, disse.

Muitos internautas reclamaram da postura do veterano e o acusaram de preconceito. A TNT também não gostou nada dos comentários, e chegou a repudiar o ocorrido através de uma nota:

“Rubens Ewald Filho é um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país e há anos leva informação, conhecimento e sua paixão na cobertura das premiações pela TNT. Rubens se desculpa pelos termos que possam ter ofendido ou provocado mal-estar. Em nenhum momento, houve a intenção de endossar qualquer posicionamento preconceituoso”, finaliza. Ainda durante a premiação, o canal usou as redes sociais para se retratar, embora não tenha conseguido dispersar as críticas. “Sim, a Daniela Vega é uma mulher. E que mulher!”, dizia a publicação da TNT.

A emissora discute o afastamento dele.

“Não sou sexista ou transfóbico”

Em entrevista à revista Veja, o crítico se defendeu:

“O que aconteceu com relação à atriz Daniela Vega, foi, no fundo, uma confusão minha de termos técnicos de expressão, mas nunca, em hipótese alguma, uma atitude sexista e transfóbica”, afirma o crítico ao site de VEJA. “Que tudo isso que aconteceu sirva para se falar ainda mais sobre o assunto, para se promover ainda mais esta causa. Que pessoas leigas aprendam os termos técnicos, e me coloco neste caso, aprimorem seu vocabulário nesse sentido.”

Então tá…

*Com informações do TV Foco